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SEE-MG 2012

Questões de Física da prova de Professor de Educação Básica (PEB) da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, aplicada pela FCC.

Q1
Física · SEE-MG 2012 · Cinemática

Um automóvel percorre uma estrada plana e horizontal com velocidade constante de 100 km/h. Ao avistar um radar fotográfico a uma distância de 1 km, o motorista reduz uniformemente a velocidade do automóvel, que passa pelo radar a 80 km/h. O módulo da aceleração do automóvel durante o intervalo de tempo em que sua velocidade diminuiu de 100 km/h para 80 km/h, em m/s², foi de aproximadamente,

A)20
B)7,2
C)0,72
D)0,14

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

Convertendo as velocidades para o SI: $v_0=100\text{ km/h}=27{,}8\text{ m/s}$ e $v=80\text{ km/h}=22{,}2\text{ m/s}$. A frenagem uniforme ocorre exatamente ao longo do trecho de $d=1\text{ km}=1000\text{ m}$ até o radar, pois o motorista começa a reduzir a velocidade no instante em que avista o radar e chega a ele já a 80 km/h.

Usando Torricelli, $v^2=v_0^2+2a\,d$, isola-se a aceleração: $a=\dfrac{v^2-v_0^2}{2d}=\dfrac{(22{,}2)^2-(27{,}8)^2}{2\times1000}=\dfrac{493{,}7-771{,}7}{2000}\approx-0{,}14\text{ m/s}^2$.

O sinal negativo indica desaceleração; o módulo pedido é $|a|\approx0{,}14\text{ m/s}^2$. Resposta: alternativa D.

Q2
Física · SEE-MG 2012 · Cinemática (lançamento vertical)

Um corpo é lançado verticalmente para baixo, de uma altura de 60 m em relação ao solo, com velocidade inicial de 8 m/s. Desprezando a resistência do ar, a altura do corpo, em relação ao solo, 2 s após o lançamento, em metros, vale (Dado: $g=10\text{ m/s}^2$)

A)24
B)36
C)40
D)44

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

A
Resolução

Em lançamento vertical para baixo, a distância percorrida em queda no instante $t$ é $d=v_0t+\dfrac{1}{2}gt^2$. Com $v_0=8\text{ m/s}$, $g=10\text{ m/s}^2$ e $t=2\text{ s}$: $d=8\times2+\dfrac{1}{2}\times10\times2^2=16+20=36\text{ m}$.

A altura em relação ao solo é a altura inicial menos a distância percorrida: $h=60-36=24\text{ m}$. Resposta: alternativa A.

Q3
Física · SEE-MG 2012 · Dinâmica (Newton)

Dois blocos A e B, cujas massas são $m_A=3{,}0\text{ kg}$ e $m_B=2{,}0\text{ kg}$, respectivamente, estão em contato, sobre uma superfície horizontal considerada sem atrito. Aplica-se ao bloco A uma força horizontal de módulo 15 N.

Blocos A e B em contato sobre uma superfície horizontal sem atrito: bloco A à esquerda, bloco B à direita, encostados um no outro, com uma força F aplicada horizontalmente sobre o bloco A, empurrando-o contra o bloco B.

A força que um dos blocos exerce no outro tem intensidade, em newtons, de

A)15
B)7,5
C)6,0
D)4,0

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

C
Resolução

Como os blocos estão em contato e se movem juntos (sem atrito com o chão), o sistema todo é acelerado pela força $F=15\text{ N}$ aplicada em A. A aceleração comum é $a=\dfrac{F}{m_A+m_B}=\dfrac{15}{3{,}0+2{,}0}=3{,}0\text{ m/s}^2$.

A força de contato entre os blocos é a única força horizontal que atua sobre B, então, pela 2ª lei de Newton aplicada isoladamente a B: $N=m_B\,a=2{,}0\times3{,}0=6{,}0\text{ N}$. Pela 3ª lei de Newton, essa é também a intensidade da força que B exerce sobre A. Resposta: alternativa C.

Q4
Física · SEE-MG 2012 · Estática / Plano inclinado

Uma mala de massa 8,0 kg permanece em repouso quando liberada em um plano inclinado de ângulo θ com a horizontal.

Plano inclinado formando um ângulo θ com a horizontal, com uma mala em repouso apoiada sobre a superfície inclinada.

Adote $\text{sen}\,\theta=0{,}60$, $\cos\theta=0{,}80$ e $g=10\text{ m/s}^2$. Nesse caso, a força de atrito que atua na mala tem módulo, em newtons, de

A)0
B)48
C)64
D)80

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

B
Resolução

Como a mala permanece em repouso (equilíbrio estático) no plano inclinado, a força de atrito deve equilibrar exatamente a componente do peso paralela à rampa, já que não há nenhuma outra força atuando ao longo do plano.

Peso: $P=mg=8{,}0\times10=80\text{ N}$. Componente do peso paralela ao plano: $P_x=P\,\text{sen}\,\theta=80\times0{,}60=48\text{ N}$.

Para haver equilíbrio, $f_{at}=P_x=48\text{ N}$. Resposta: alternativa B.

Q5
Física · SEE-MG 2012 · Trabalho e energia

Um pedaço de corda de 0,80 m de comprimento e peso 4,0 N é seguro sobre uma mesa sem atrito, ficando com a metade de seu comprimento pendurado para fora da mesa.

Corda apoiada sobre uma mesa: metade do comprimento fica sobre a superfície da mesa e a outra metade pende para fora da borda, com uma força F puxando a parte pendurada verticalmente para cima.

O trabalho mínimo necessário para puxar a parte pendurada da corda para cima da mesa é, em joules, de

A)3,2
B)1,6
C)0,80
D)0,40

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

A corda tem densidade de peso uniforme: $\lambda=\dfrac{4{,}0\text{ N}}{0{,}80\text{ m}}=5{,}0\text{ N/m}$. A parte pendurada tem comprimento $0{,}40\text{ m}$, logo seu peso é $P_{pend}=5{,}0\times0{,}40=2{,}0\text{ N}$.

O trabalho mínimo para puxar essa parte para cima da mesa equivale ao aumento de energia potencial gravitacional dela, ou seja, ao peso da parte pendurada multiplicado pela altura que o seu centro de massa precisa subir. O centro de massa da parte pendurada está a $0{,}20\text{ m}$ abaixo do tampo da mesa (metade de $0{,}40\text{ m}$), então ele deve subir $0{,}20\text{ m}$ até ficar no nível da mesa.

$W=P_{pend}\times h=2{,}0\times0{,}20=0{,}40\text{ J}$. Resposta: alternativa D.

Q6
Física · SEE-MG 2012 · Hidrostática (densidade)

Procurou-se repetir as etapas do Método Experimental para investigar a questão: "O que faz com que um corpo de massa m e volume V afunde num líquido de densidade ρ?" Após discussões com os alunos, foram levantadas hipóteses de resposta. Utilizando-se frascos cilíndricos de diferentes volumes, testando cada hipótese e descartando as não relevantes, chegou-se à conclusão de que apenas a massa m e o volume V são determinantes do afundamento do corpo no líquido. Na etapa final, considerou-se o corpo como um frasco de volume V, com tampa, contendo areia. Variando a quantidade de areia no frasco, foi possível perceber diferença no comportamento de afundar ou não no líquido. Daí, a conclusão: um corpo afunda no líquido se

A)$m>V$
B)$\dfrac{m}{V}=\rho$
C)$\dfrac{m}{V}<\rho$
D)$\dfrac{m}{V}>\rho$

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

O critério de afundamento de um corpo em um líquido compara a densidade média do corpo, $\rho_{corpo}=\dfrac{m}{V}$, com a densidade do líquido, $\rho$. Isso decorre do princípio de Arquimedes: o empuxo depende apenas do volume deslocado e da densidade do líquido, enquanto o peso depende da massa do corpo.

Se $\dfrac{m}{V}>\rho$ (corpo mais denso que o líquido), o peso supera o empuxo máximo possível e o corpo afunda. Se $\dfrac{m}{V}<\rho$, o corpo flutua parcialmente submerso. Se $\dfrac{m}{V}=\rho$, o corpo fica em equilíbrio indiferente, totalmente submerso, em qualquer profundidade. Resposta: alternativa D.

Q7
Física · SEE-MG 2012 · Gravitação (satélite geoestacionário)

Um satélite artificial equatorial gira ao redor da Terra à altura de 600 km. O raio da Terra é de, aproximadamente, 6.400 km. Para que um observador, colocado na Terra, veja o satélite sempre na mesma posição, o módulo da sua velocidade linear deve ser, em m/s, de aproximadamente,

A)100
B)250
C)500
D)800

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

C
Resolução

Para que o satélite pareça sempre na mesma posição no céu, ele deve ser geoestacionário: seu período orbital deve ser igual ao período de rotação da Terra, $T\approx24\text{ h}=86400\text{ s}$.

O raio da órbita é $r=R_{Terra}+h=6400+600=7000\text{ km}=7\times10^6\text{ m}$. A velocidade linear no movimento circular é $v=\dfrac{2\pi r}{T}=\dfrac{2\pi\times7\times10^6}{86400}\approx509\text{ m/s}$, cuja ordem se aproxima de $500\text{ m/s}$. Resposta: alternativa C.

Q8
Física · SEE-MG 2012 · Termologia (transmissão de calor)

Uma fogueira é acesa em uma noite fria para o aquecimento de pessoas. O principal processo de transferência do calor que ocorre neste caso é a

A)convecção.
B)irradiação.
C)reflexão.
D)condução.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

B
Resolução

As pessoas ao redor de uma fogueira, sem tocá-la, se aquecem principalmente porque as chamas e brasas incandescentes emitem ondas eletromagnéticas (radiação infravermelha), que se propagam mesmo sem contato ou meio material — esse processo é a irradiação.

A condução exigiria contato direto com o material aquecido, o que não é o caso das pessoas ao redor. A convecção aquece principalmente o ar que sobe verticalmente acima das chamas, não sendo o modo dominante de aquecer alguém ao lado da fogueira. "Reflexão" não é um processo de transferência de calor. Resposta: alternativa B.

Q9
Física · SEE-MG 2012 · Calorimetria

Um frasco de vidro, de capacidade térmica desprezível, contém 100 g de água à temperatura de 20 °C. Coloca-se no seu interior um pedaço de latão, de massa 200 g, à temperatura de 80 °C. (Dados: calor específico da água = 1,0 cal/g°C; calor específico do latão = 0,095 cal/g°C)

A capacidade térmica do sistema (frasco + água + latão), em cal/°C, vale

A)328
B)300
C)150
D)119

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

A capacidade térmica de cada componente é $C=mc$. Água: $C_{água}=100\times1{,}0=100\text{ cal/°C}$. Latão: $C_{latão}=200\times0{,}095=19\text{ cal/°C}$. Frasco: capacidade térmica desprezível, $C_{frasco}\approx0$.

A capacidade térmica do sistema é a soma: $C_{sistema}=100+19+0=119\text{ cal/°C}$. Resposta: alternativa D.

Q10
Física · SEE-MG 2012 · Calorimetria

Considerando o mesmo sistema da questão anterior (frasco de capacidade térmica desprezível com 100 g de água a 20 °C, recebendo um pedaço de latão de 200 g a 80 °C; calor específico da água = 1,0 cal/g°C; calor específico do latão = 0,095 cal/g°C), a temperatura final de equilíbrio, supondo-se que não há troca de calor com o ambiente, é, em °C, de aproximadamente,

A)25
B)30
C)35
D)40

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

B
Resolução

Em um sistema termicamente isolado, o calor cedido pelo corpo mais quente (latão) é igual, em módulo, ao calor recebido pelo mais frio (água): $C_{água}(T_f-20)=C_{latão}(80-T_f)$.

$100(T_f-20)=19(80-T_f)$ → $100T_f-2000=1520-19T_f$ → $119T_f=3520$ → $T_f\approx29{,}6\,°\text{C}$.

Arredondando, $T_f\approx30\,°\text{C}$. Resposta: alternativa B.

Q11
Física · SEE-MG 2012 · Termodinâmica (gases ideais)

O nitrogênio, que pode ser considerado um gás ideal, possui massa específica de 1,25 kg/m³ à temperatura de 0 °C e à pressão de 76 cmHg. Quando submetido à pressão de 4 atm e mantido à mesma temperatura, sua massa específica será, em kg/m³,

A)5,0
B)2,5
C)0,63
D)0,31

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

A
Resolução

Para um gás ideal, $PV=nRT=\dfrac{m}{M}RT$, de modo que a massa específica é $\rho=\dfrac{m}{V}=\dfrac{PM}{RT}$. À temperatura constante, $\rho$ é diretamente proporcional à pressão $P$.

Como $76\text{ cmHg}=1\text{ atm}$, a pressão passou de $1\text{ atm}$ para $4\text{ atm}$, ou seja, quadruplicou. Logo, $\rho_2=\rho_1\times\dfrac{P_2}{P_1}=1{,}25\times4=5{,}0\text{ kg/m}^3$. Resposta: alternativa A.

Q12
Física · SEE-MG 2012 · Termodinâmica (mudança de estado)

Uma panela de pressão contendo água está no fogo, mas suas válvulas não entraram em funcionamento, pois estão emperradas. Levantando-se a válvula principal com a mão, uma pessoa constatou que houve imediatamente fuga de parte do vapor para o exterior da panela. Nessa situação, é correto afirmar que, no interior da panela,

A)parte do vapor se condensa.
B)parte do líquido passa ao estado gasoso.
C)aumenta a pressão.
D)aumenta a temperatura.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

B
Resolução

Com as válvulas travadas, a pressão dentro da panela sobe acima da atmosférica, o que eleva o ponto de ebulição da água: ela pode estar em equilíbrio líquido-vapor a uma temperatura bem acima de 100 °C, sem ferver mais rápido.

Ao levantar a válvula com a mão, a pressão interna cai bruscamente na direção da pressão atmosférica. Como a água estava a uma temperatura superior à de ebulição correspondente à nova pressão (mais baixa), ela fica instantaneamente "superaquecida" em relação a essa nova condição, e uma fração do líquido vaporiza subitamente — fenômeno análogo à fervura brusca (flash evaporation), percebido como a fuga repentina de vapor. Resposta: alternativa B.

Q13
Física · SEE-MG 2012 · Ondulatória

Gotas de água pingam, a intervalos regulares de tempo, de uma torneira situada acima de um tanque com água. Em 10 s foram contadas 20 gotas. As ondas produzidas na água chegam à beira do tanque após percorrerem 1,8 m em 3,0 s. O comprimento de onda vale, em m,

A)0,30
B)0,60
C)0,90
D)1,2

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

A
Resolução

Cada gota gera uma nova onda circular; o intervalo entre gotas sucessivas é o próprio período das ondas: $T=\dfrac{10\text{ s}}{20}=0{,}5\text{ s}$, logo a frequência é $f=\dfrac{1}{T}=2{,}0\text{ Hz}$.

A velocidade de propagação das ondas na água é $v=\dfrac{\Delta s}{\Delta t}=\dfrac{1{,}8}{3{,}0}=0{,}60\text{ m/s}$.

O comprimento de onda é $\lambda=\dfrac{v}{f}=\dfrac{0{,}60}{2{,}0}=0{,}30\text{ m}$. Resposta: alternativa A.

Q14
Física · SEE-MG 2012 · Óptica geométrica (espelho plano)

Em uma sala quadrada ABCD foi instalado um espelho plano vertical de forma que cada uma de suas laterais toca as metades das paredes AB e AD. Um observador O encontra-se no meio da parede BC, conforme mostra a figura.

Sala quadrada ABCD vista de cima: A no canto superior esquerdo, B no canto superior direito, D no canto inferior esquerdo, C no canto inferior direito. Um espelho plano corta o canto A na diagonal, ligando o ponto médio da parede AB ao ponto médio da parede AD. O observador O está no ponto médio da parede BC (lado direito), e o ponto F está marcado no ponto médio da parede DC (lado inferior), entre D e C.

Dentre os pontos B, C, D e F da figura, o observador O pode enxergar por reflexão no espelho

A)B, C, D e F.
B)apenas C, D e F.
C)apenas C e F.
D)apenas F.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

B
Resolução

Para resolver com precisão, é útil colocar coordenadas: sala com lado $2$ (unidades arbitrárias), $A=(0,2)$, $B=(2,2)$, $C=(2,0)$, $D=(0,0)$. O espelho liga o ponto médio de AB, $(1,2)$, ao ponto médio de AD, $(0,1)$ — uma reta de equação $x-y+1=0$. O observador está em $O=(2,1)$ (meio de BC) e $F=(1,0)$ (meio de DC).

Um ponto $P$ é visto por reflexão se o segmento entre $O$ e o ponto-imagem $P'$ (reflexo de $P$ em relação à reta do espelho) cruzar o próprio espelho dentro do trecho instalado (entre $(0,1)$ e $(1,2)$). Fazendo esse cálculo geométrico para cada ponto:

Para $B=(2,2)$: a reta $OB'$ cruzaria o prolongamento do espelho fora do trecho real instalado — B não é visível. Para $C=(2,0)$, $D=(0,0)$ e $F=(1,0)$: em todos os três casos a reta até o ponto-imagem cruza o espelho exatamente dentro do trecho físico entre os pontos médios de AB e AD — logo C, D e F são visíveis por reflexão.

Intuitivamente, isso ocorre porque o espelho, cortando o canto A, "abre" para o observador em O uma visão angular ampla que alcança o restante da sala (C, D e F), mas não alcança de volta o canto onde está B, que fica fora do ângulo de reflexão útil do espelho nessa posição. Resposta: alternativa B.

Q15
Física · SEE-MG 2012 · Óptica (lentes)

A imagem de um objeto, colocado entre o foco principal de uma lente convergente e a lente, é

A)real, direita e menor do que o objeto.
B)real, invertida e maior do que o objeto.
C)virtual, direita e maior do que o objeto.
D)virtual, invertida e menor do que o objeto.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

C
Resolução

Numa lente convergente, quando o objeto é colocado entre o foco principal e a lente (distância objeto menor que a distância focal), os raios refratados divergem do lado do objeto e não voltam a se cruzar — a lente funciona como uma lupa.

Nessa configuração, a imagem formada é virtual (não pode ser projetada em anteparo, e fica do mesmo lado do objeto), direita (não invertida) e maior que o objeto (ampliada). É exatamente o princípio de funcionamento de lupas e da ocular de instrumentos ópticos. Resposta: alternativa C.

Q16
Física · SEE-MG 2012 · Óptica (miopia)

Certa pessoa, míope, não consegue ver com nitidez objetos que estejam situados a distâncias superiores a 1,25 m. Para que ela passe a ver com nitidez os objetos distantes, a distância focal de seus óculos deve ser, em metros,

A)−1,25
B)−0,80
C)+0,80
D)+1,25

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

A
Resolução

O olho míope tem seu ponto remoto (a maior distância em que enxerga nitidamente, sem óculos) em 1,25 m. Para ver com nitidez objetos além disso (inclusive no infinito), a lente corretiva deve formar, a partir de um objeto muito distante, uma imagem virtual localizada exatamente nesse ponto remoto.

Na equação dos fabricantes de lentes/vergência, com objeto no infinito ($p\to\infty$, $1/p=0$) e imagem virtual em $p'=-1{,}25\text{ m}$ (negativa por convenção, do mesmo lado do objeto): $\dfrac{1}{f}=\dfrac{1}{p'}+\dfrac{1}{p}=\dfrac{1}{-1{,}25}+0$.

Logo $f=-1{,}25\text{ m}$: uma lente divergente, como esperado para corrigir miopia. Resposta: alternativa A.

Q17
Física · SEE-MG 2012 · Eletrostática (indução)

Dispõe-se de três pequenas esferas de material dielétrico A, B e C, inicialmente neutras e eletricamente isoladas. Atrita-se A com B e, em seguida, as três esferas são aproximadas, conforme mostra a figura.

Três pequenas esferas: a esfera C está posicionada acima, e as esferas A e B estão posicionadas lado a lado, próximas uma da outra, logo abaixo de C.

Observa-se então que a esfera

A)A repele a esfera B.
B)A repele a esfera C.
C)B repele a esfera C.
D)C atrai tanto a esfera A quanto a B.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

Ao atritar A com B (mesmo material dielétrico), as duas esferas se eletrizam por triboeletricidade, adquirindo cargas de sinais opostos e mesma intensidade. A esfera C permanece neutra e isolada.

Embora dielétrica (isolante), C sofre polarização induzida ao ser aproximada de um corpo carregado: suas cargas internas se reorientam de modo que a face de C mais próxima da esfera carregada adquire um leve excesso de carga de sinal oposto, e a face mais distante fica com excesso do mesmo sinal. Como a força elétrica diminui com o quadrado da distância, a atração entre a carga real e a carga induzida oposta (mais próxima) sempre supera a repulsão com a carga induzida de mesmo sinal (mais distante) — resultado líquido: atração, independentemente do sinal da carga.

Esse fenômeno ocorre da mesma forma tanto em relação a A quanto a B, então C é atraída tanto por A quanto por B. Resposta: alternativa D.

Q18
Física · SEE-MG 2012 · Eletrostática (campo elétrico)

Duas partículas elétricas carregadas positivamente estão fixas sobre um eixo x nos pontos A e B, conforme a figura.

Eixo x horizontal com duas cargas elétricas positivas fixas: a carga A à esquerda e a carga B à direita, ambas sobre a mesma reta.

O campo elétrico resultante da presença dessas cargas

A)não pode ser nulo em pontos do eixo x.
B)pode ser nulo apenas em um ponto à esquerda de A.
C)pode ser nulo apenas em um ponto à direita de B.
D)pode ser nulo apenas em um ponto entre A e B.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

Como as duas cargas têm o mesmo sinal (ambas positivas), em qualquer ponto entre A e B os campos criados por cada uma apontam em sentidos opostos ao longo do eixo (o campo de uma carga positiva sempre aponta para longe dela) — nesse trecho os dois vetores podem se cancelar em algum ponto (mais próximo da carga de menor módulo, ou exatamente no meio se as cargas forem iguais).

Já fora do segmento AB — à esquerda de A ou à direita de B — os campos das duas cargas apontam no mesmo sentido (afastando-se de ambas ao longo da mesma direção), de modo que eles se somam e nunca se anulam nessas regiões.

Assim, o único ponto do eixo x onde o campo resultante pode ser nulo está entre A e B. Resposta: alternativa D.

Q19
Física · SEE-MG 2012 · Eletrostática (Lei de Coulomb)

Duas pequenas esferas metálicas e idênticas A e B estão eletrizadas com cargas $Q_A=5\,\mu\text{C}$ e $Q_B=-1\,\mu\text{C}$. Colocam-se as esferas em contato e, a seguir, elas são separadas a uma distância de 10 cm. Considerando a constante eletrostática $k_0=9\times10^9\text{ N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$, a intensidade da força elétrica de interação entre as esferas, em newtons, vale

A)8,1
B)4,5
C)3,6
D)2,7

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

C
Resolução

Como as esferas são metálicas e idênticas, ao entrarem em contato a carga total se redistribui igualmente entre elas: $Q_{total}=Q_A+Q_B=5-1=4\,\mu\text{C}$, então cada esfera passa a ter $Q=2\,\mu\text{C}=2\times10^{-6}\text{ C}$.

Pela Lei de Coulomb, com $r=10\text{ cm}=0{,}10\text{ m}$: $F=\dfrac{k_0\,Q^2}{r^2}=\dfrac{9\times10^9\times(2\times10^{-6})^2}{(0{,}10)^2}=\dfrac{9\times10^9\times4\times10^{-12}}{0{,}01}=\dfrac{3{,}6\times10^{-2}}{0{,}01}=3{,}6\text{ N}$. Resposta: alternativa C.

Q20
Física · SEE-MG 2012 · Eletrodinâmica (associação de resistores)

Dois resistores ôhmicos $R_1$ e $R_2$ podem ser associados em série ou em paralelo. Quando associados em série e ligados a uma fonte de tensão V, o resistor $R_2$ dissipa uma potência duas vezes maior que $R_1$. Se forem associados em paralelo e ligados à mesma tensão, a potência dissipada por $R_1$ em relação à dissipada por $R_2$ é

A)duas vezes maior.
B)duas vezes menor.
C)quatro vezes maior.
D)quatro vezes menor.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

A
Resolução

Em série, a mesma corrente $I$ percorre os dois resistores, então $P=I^2R$. Dado que $P_2=2P_1$, segue que $R_2=2R_1$.

Em paralelo, os dois resistores ficam submetidos à mesma tensão $V$, então $P=\dfrac{V^2}{R}$. A razão entre as potências é $\dfrac{P_1}{P_2}=\dfrac{R_2}{R_1}=\dfrac{2R_1}{R_1}=2$.

Ou seja, em paralelo, $R_1$ dissipa o dobro da potência dissipada por $R_2$ — "duas vezes maior". Resposta: alternativa A.

Q21
Física · SEE-MG 2012 · Eletrodinâmica (circuito, fem e resistência interna)

Uma fonte de força eletromotriz 16 V e resistência interna de 2,0 Ω forma um circuito elétrico simples com um resistor de resistência 30 Ω. Neste caso, a potência elétrica dissipada internamente na fonte é, em watts, de

A)0,25
B)0,50
C)1,0
D)2,0

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

B
Resolução

Em um circuito simples (série), a resistência total é a soma da resistência interna da fonte com a resistência externa: $R_{total}=r+R=2{,}0+30=32\,\Omega$.

A corrente no circuito é $I=\dfrac{\varepsilon}{R_{total}}=\dfrac{16}{32}=0{,}50\text{ A}$.

A potência dissipada internamente (na resistência interna $r$, e não na resistência externa) é $P_{int}=I^2\,r=(0{,}50)^2\times2{,}0=0{,}25\times2{,}0=0{,}50\text{ W}$. Resposta: alternativa B.

Q22
Física · SEE-MG 2012 · Eletromagnetismo

Tendo à disposição, em uma bancada de laboratório, uma bateria, fios de cobre, uma lâmpada e uma bússola, um professor pode comprovar

A)a lei de Ohm.
B)o efeito fotoelétrico.
C)a lei de Kirchhoff.
D)o efeito magnético de correntes.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

D
Resolução

Montando um circuito simples com a bateria, os fios de cobre e a lâmpada (que confirma visualmente que há corrente circulando), e aproximando a bússola de um dos fios percorridos por essa corrente, observa-se a deflexão da agulha magnética — reproduzindo a clássica experiência de Oersted, que evidencia que toda corrente elétrica cria um campo magnético ao seu redor: o efeito magnético das correntes.

Comprovar quantitativamente a lei de Ohm ou a lei de Kirchhoff exigiria instrumentos de medida (amperímetro, voltímetro), que não estão disponíveis na lista. O efeito fotoelétrico exige luz incidindo sobre uma superfície metálica em condições específicas (geralmente vácuo), o que também não está entre os materiais citados. Resposta: alternativa D.

Q23
Física · SEE-MG 2012 · Física nuclear (datação radioativa)

O isótopo carbono-14 é radiativo e utilizado para a determinação da idade de fósseis. A meia-vida desse elemento é de cerca de 5.000 anos. Um esqueleto que apresenta 25% desse elemento em relação ao normal deve ter morrido há, aproximadamente,

A)2.500 anos.
B)5.000 anos.
C)10.000 anos.
D)20.000 anos.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

C
Resolução

A fração de átomos remanescentes após $n$ meias-vidas é $\dfrac{N}{N_0}=\left(\dfrac{1}{2}\right)^n$. Como restam 25%, ou seja, $\dfrac{1}{4}=\left(\dfrac{1}{2}\right)^2$, conclui-se que $n=2$ meias-vidas se passaram.

Tempo decorrido: $t=n\times T_{1/2}=2\times5.000=10.000$ anos. Resposta: alternativa C.

Q24
Física · SEE-MG 2012 · Física moderna (efeito fotoelétrico)

O efeito fotoelétrico é um fenômeno no qual metais, quando expostos à energia radiante, podem chegar a emitir elétrons. Sobre o efeito fotoelétrico é correto afirmar que

A)o número de elétrons emitidos por unidade de tempo aumenta quando se aumenta apenas a intensidade da luz incidente que produz o efeito fotoelétrico na superfície do metal.
B)a energia cinética de cada elétron extraído do metal depende do ângulo de incidência da luz.
C)ele é uma das consequências da teoria ondulatória clássica da luz.
D)a energia cinética de cada elétron extraído do metal depende da intensidade da luz incidente.

Gabarito oficial SEE-MG 2012 (Cargo L — PEB-I-A-Física)

A
Resolução

No modelo de Einstein para o efeito fotoelétrico, cada fóton interage com, no máximo, um elétron do metal, transferindo-lhe sua energia $E=hf$. A energia cinética máxima de cada elétron ejetado depende exclusivamente da frequência do fóton (e da função trabalho do metal), $E_c=hf-\phi$ — não depende da intensidade da luz nem do ângulo de incidência. Isso descarta as alternativas B e D.

Já o número de elétrons arrancados por unidade de tempo (a corrente fotoelétrica) depende do número de fótons que atingem a superfície por segundo, isto é, da intensidade da luz: mantendo a frequência acima do limiar mínimo (frequência de corte), aumentar apenas a intensidade aumenta a quantidade de fótons e, portanto, a quantidade de elétrons emitidos por segundo. Isso confirma a alternativa A.

Por fim, o efeito fotoelétrico não pode ser explicado pela teoria ondulatória clássica da luz — pelo contrário, sua explicação foi uma das evidências que exigiram o conceito quântico de fóton, o que descarta a alternativa C. Resposta: alternativa A.

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