Uma mola ideal, de constante elástica k = 100 N/m, está inicialmente travada e comprimida de um valor x = 20 cm. Uma esfera de chumbo, de dimensões desprezíveis e massa m = 1,0 g, está encostada nessa mola. Quando a mola é destravada a esfera sobe, sem atrito, o plano inclinado de 45° e é lançada, ao fim desse plano, descrevendo uma trajetória parabólica, conforme figura a seguir.
Observe que, após o lançamento, ao atingir a altura máxima de sua trajetória, a esfera terá percorrido horizontalmente uma distância 1,5 vezes a altura do ponto de lançamento da esfera no plano inclinado.
Ao chegar no ponto mais alto de sua trajetória parabólica, a esfera colide com um bloco de madeira. A colisão deforma, aquece e para a esfera. Considere que metade da energia cinética que a esfera possuía, imediatamente antes da colisão, seja utilizada no aumento de sua temperatura.
Nessas condições, a variação de temperatura, em °C, que vai ocorrer na esfera devido à colisão com o bloco de madeira será igual a:
Gabarito comentado Método TEF
C
Energia da mola: $E=\tfrac12kx^2=\tfrac12(100)(0{,}2)^2=2$ J, convertida em $\tfrac12mv_0^2+mgh$ no topo da rampa. No lançamento a 45°, o alcance horizontal até o ponto mais alto é $v_0^2/(2g)=1{,}5h$, logo $v_0^2=3gh$. Combinando as equações: $h=80$ m e $v_0^2=2400$ m²/s². No ponto mais alto só resta a componente horizontal da velocidade: $E_c=\tfrac14mv_0^2=0{,}6$ J. Metade vira calor: $Q=0{,}3$ J, e $\Delta T=Q/(mc)=0{,}3/(0{,}001\times125)=2{,}4$ °C.