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AFA 2007

Academia da Força Aérea

Edição 2007 · Prova de Física, código 21 · aplicada em 03/09/2006 · Resolução Método TEF.

Q01
Mecânica — Cinemática — Movimento uniforme e som

Uma pessoa está observando uma corrida a 170 m do ponto de largada. Em dado instante, dispara-se a pistola que dá início à competição. Sabe-se que o tempo de reação de um determinado corredor é 0,2 s, sua velocidade é 7,2 km/h e a velocidade do som no ar é 340 m/s. A distância desse atleta em relação à linha de largada, quando o som do disparo chegar ao ouvido do espectador, é

A)0,5 m
B)0,6 m
C)0,7 m
D)0,8 m

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

O instante de chegada do som ao observador é determinado pela propagação sonora, enquanto o corredor só inicia o movimento após seu tempo de reação.

O som percorre $170\ \text{m}$ com rapidez $340\ \text{m/s}$: $t_s=170/340=0{,}50\ \text{s}$. O corredor reage em $0{,}20\ \text{s}$; portanto tem apenas $0{,}30\ \text{s}$ de corrida antes de o som atingir o espectador.

Convertendo $7{,}2\ \text{km/h}=2{,}0\ \text{m/s}$, o deslocamento é $\Delta x=2\cdot0{,}30=0{,}60\ \text{m}$, alternativa B.

O tempo de chegada do som ao observador é $0{,}5\ \text{s}$; apenas os $0{,}3\ \text{s}$ posteriores à reação contam como corrida.

Cuidado, armadilha! Não conte o tempo de reação como intervalo de deslocamento do atleta.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q02
Mecânica — Cinemática — Velocidade limite em queda

Um pára-quedista, ao saltar na vertical de um avião que se desloca na horizontal em relação ao solo, sofre uma redução crescente da aceleração até atingir a velocidade limite. O gráfico que MELHOR representa o módulo da componente vertical da velocidade do pára-quedista em função do tempo, a partir do instante em que começa a cair, é

A)
Questão 02: gráfico da alternativa A
B)
Questão 02: gráfico da alternativa B
C)
Questão 02: gráfico da alternativa C
D)
Questão 02: gráfico da alternativa D

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

A bola ou o paraquedista partem com componente vertical da velocidade nula, e a resistência do ar cresce conforme aumenta a rapidez.

No início, o peso excede a resistência e o módulo da velocidade vertical cresce. À medida que o arrasto aumenta, a aceleração diminui até tender a zero na velocidade terminal $v_{lim}$.

O gráfico qualitativo correto cresce a partir de zero, mas fica progressivamente menos inclinado e tende a um patamar horizontal: alternativa B.

A rapidez assintótica decorre do equilíbrio entre resistência do ar e peso, quando a aceleração se aproxima de zero.

Cuidado, armadilha! Velocidade terminal constante não significa ausência de forças: significa equilíbrio entre o peso e a resistência do ar.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q03
Mecânica — Cinemática — Gráfico velocidade-tempo e queda

O gráfico abaixo representa o movimento de subida de um protótipo de foguete em dois estágios lançado a partir do solo. Após ter atingido a altura máxima, pode-se afirmar que o tempo de queda livre desse protótipo será de

Figura original da questão 03 da AFA 2007
A)1 s
B)2 s
C)3 s
D)4 s

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

O gráfico descreve a velocidade do foguete durante os estágios da subida. A altura máxima é a área algébrica sob $v(t)$ até o instante em que a velocidade se anula.

No primeiro trecho, de $0$ a $2\ \text{s}$, a área triangular é $12\cdot2/2=12\ \text{m}$. Entre $2$ e $3\ \text{s}$, a área é $22\cdot1/2=11\ \text{m}$. Entre $3$ e $5\ \text{s}$, a última área é $22\cdot2/2=22\ \text{m}$.

Logo $h=12+11+22=45\ \text{m}$. Na queda livre, $h=gt^2/2$, então $45=5t^2$ e $t=3\ \text{s}$. Alternativa C.

A área sob o gráfico velocidade-tempo é altura, e o tempo de queda vem de $45=5t^2$, levando a $3\ \text{s}$.

Cuidado, armadilha! O tempo de queda é contado a partir da altura máxima; não é igual ao tempo total de ascensão indicado no gráfico.

Alternativa indicada no gabarito: C

Q04
Mecânica — Cinemática — Composição vetorial de velocidades

Um avião voa na direção leste a 120 km/h para ir da cidade A à cidade B. Havendo vento para o sul com velocidade de 50 km/h, para que o tempo de viagem seja o mesmo, a velocidade do avião deverá ser

A)130 km/h
B)145 km/h
C)170 km/h
D)185 km/h

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

Para manter o tempo de deslocamento A–B, a componente da velocidade resultante na direção leste deve permanecer em $120\ \text{km/h}$.

Como o vento tem velocidade de $50\ \text{km/h}$ para sul, o avião precisa adquirir componente norte de $50\ \text{km/h}$ para anulá-la, enquanto preserva $120\ \text{km/h}$ para leste.

O módulo da velocidade própria é $v=\sqrt{120^2+50^2}=\sqrt{16900}=130\ \text{km/h}$, alternativa A.

A componente sul do vento deve ser neutralizada pelo componente norte do avião; assim, a componente leste permanece a exigida.

Cuidado, armadilha! Não some diretamente módulos de velocidades perpendiculares; use a composição pitagórica.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q05
Mecânica — Cinemática — Aceleração vetorial média no MCU

Uma partícula descreve movimento circular passando pelos pontos A e B com velocidades A v e B v , conforme a figura abaixo. A opção que representa o vetor aceleração média entre A e B é

Figura original da questão 05 da AFA 2007
A)
Questão 05: gráfico da alternativa A
B)
Questão 05: gráfico da alternativa B
C)
Questão 05: gráfico da alternativa C
D)
Questão 05: gráfico da alternativa D

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

A aceleração média é definida pela diferença vetorial das velocidades dividida pelo intervalo de tempo: $\vec a_m=(\vec v_B-\vec v_A)/\Delta t$.

No desenho, em A o vetor velocidade aponta horizontalmente para a direita; em B aponta verticalmente para baixo. Para obter $\Delta\vec v$, soma-se ao vetor final o oposto do inicial: componente para baixo e componente para a esquerda.

Logo o vetor aceleração média aponta diagonalmente para baixo e para a esquerda, correspondente à alternativa C.

A aceleração média não corresponde à direção da velocidade em A nem em B, mas ao vetor diferença entre essas duas velocidades.

Cuidado, armadilha! A aceleração média não precisa apontar exatamente para o centro em todos os trechos; essa é a orientação da aceleração instantânea no MCU.

Alternativa indicada no gabarito: C

Q06
Mecânica — Lançamento oblíquo — Aceleração gravitacional

A figura abaixo representa as trajetórias de dois projéteis A e B lançados no mesmo instante num local onde o campo gravitacional é constante e a resistência do ar é desprezível. Ao passar pelo ponto P, ponto comum de suas trajetórias, os projéteis possuíam a mesma

Figura original da questão 06 da AFA 2007
A)velocidade tangencial.
B)velocidade horizontal.
C)aceleração centrípeta.
D)aceleração resultante.

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

Os projéteis têm condições iniciais diferentes, o que pode gerar trajetórias e velocidades diferentes mesmo quando se encontram no mesmo ponto.

Sem resistência do ar e em campo gravitacional uniforme, a única força relevante sobre cada projétil é o peso; pela segunda lei, $\vec a=\vec g$, constante e dirigido verticalmente para baixo.

Assim, no ponto P as acelerações resultantes são iguais, alternativa D. Isso independe das velocidades horizontais de cada projétil.

No mesmo campo gravitacional ideal, a aceleração vetorial depende apenas de $\vec g$, independentemente da massa e trajetória dos projéteis.

Cuidado, armadilha! Mesma posição e mesmo instante não implicam mesma velocidade. A grandeza comum assegurada pelo modelo é a aceleração.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q07
Mecânica — Cinemática — Queda livre entre esteiras

Duas esteiras mantêm movimentos uniformes e sincronizados de modo que bolinhas sucessivamente abandonadas em uma delas atingem ordenadamente recipientes conduzidos pela outra. Cada bolinha atinge o recipiente no instante em que a seguinte é abandonada. A velocidade da esteira superior é $v$, e o espaçamento das bolinhas é metade da distância $d$ entre os recipientes. Sendo $g$ a aceleração da gravidade local, a altura $h$ entre as esteiras pode ser calculada por:

Figura original da questão 07 da AFA 2007
A)$\dfrac{gd^2}{8v^2}$
B)$\dfrac{gd^2}{2v^2}$
C)$\dfrac{gd}{v}$
D)$\dfrac{gd}{2v}$

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

A bola leva para cair o mesmo intervalo entre dois lançamentos sucessivos. A distância entre bolinhas na esteira superior determina esse período de liberação.

Como a esteira se move com velocidade $v$ e os lançamentos ocorrem a cada deslocamento $d/2$, o intervalo é $t=(d/2)/v=d/(2v)$. A altura de queda livre satisfaz $h=gt^2/2$.

Substituindo, $h=(g/2)[d/(2v)]^2=gd^2/(8v^2)$. Alternativa A.

A expressão obtida tem unidade de comprimento: $g(d/v)^2$ combina aceleração com o quadrado de um tempo.

Cuidado, armadilha! No tempo de queda, a bola não deve ser tratada como se mantivesse a velocidade vertical da esteira; a velocidade inicial vertical é zero.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q08
Mecânica — Dinâmica — Força centrípeta e inclinação

Durante um show de patinação, o patinador, representado na figura abaixo, descreve uma evolução circular, com velocidade escalar constante, de raio igual a 10,8 m. Considerando desprezíveis quaisquer resistências, a velocidade do patinador, ao fazer a referida evolução, é igual a Dados: sen 53° = 0,80 cos 53° = 0,60

Figura original da questão 08 da AFA 2007
A)12 m/s
B)7 m/s
C)8 m/s
D)9 m/s

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

O patinador realiza MCU em trajetória horizontal; a força de contato deve fornecer simultaneamente o equilíbrio vertical e a resultante horizontal centrípeta.

Pelo desenho, a inclinação do corpo permite escrever a razão entre as componentes como $F_c/P=\cos53^\circ/\sin53^\circ=0{,}60/0{,}80=3/4$. Como $F_c=mv^2/R$ e $P=mg$, segue $v^2/(Rg)=3/4$.

Com $R=10{,}8\ \text{m}$ e $g=10\ \text{m/s}^2$, $v^2=10{,}8\cdot10\cdot3/4=81$, logo $v=9\ \text{m/s}$, alternativa D.

A força centrípeta horizontal e o equilíbrio vertical reproduzem a razão trigonométrica da inclinação de $53^\circ$.

Cuidado, armadilha! A inclinação informada é em relação à horizontal; inverter a tangente pelo complementar leva à alternativa errada.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q09
Mecânica — Cinemática — Movimento sob desaceleração constante

Um projétil de massa m incide horizontalmente sobre uma tábua com velocidade 1 v e a abandona com velocidade, ainda horizontal, 2 v . Considerando-se constante a força exercida pela tábua de espessura d, pode-se afirmar que o tempo de perfuração é dado por 2 d +

Figura original da questão 09 da AFA 2007
A)$\dfrac{2d}{v_1+v_2}$
B)$\dfrac{2d}{v_1-v_2}$
C)$\dfrac{d}{2(v_1+v_2)}$
D)$\dfrac{d}{2(v_1-v_2)}$

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

A força resistiva da tábua é constante, de modo que a componente horizontal da aceleração do projétil é constante durante a perfuração.

No movimento uniformemente variado, o deslocamento pode ser calculado pela velocidade média: $d=[(v_1+v_2)/2]t$. Essa expressão é válida quando o projétil mantém o mesmo sentido e desacelera uniformemente.

Portanto $t=2d/(v_1+v_2)$, alternativa A.

Quando $v_1=v_2$, o tempo reduz-se a $d/v_1$, como esperado para passagem com velocidade constante.

Cuidado, armadilha! O denominador é a soma das velocidades, não a diferença; a diferença é usada na aceleração, não diretamente no deslocamento médio.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q10
Mecânica — Dinâmica — Sistema com polia móvel e atrito

Três blocos, cujas massas mA = mB = m e mC = 2m, são ligados através de fios e polias ideais, conforme a figura. Sabendo-se que C desce com uma aceleração de 1 m/s2 e que 0,2 é o coeficiente de atrito entre B e a superfície S, pode-se afirmar que o coeficiente de atrito entre A e S vale

Figura original da questão 10 da AFA 2007
A)0,10
B)0,20
C)0,30
D)0,40

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

A polia que sustenta C é móvel: o fio tem dois ramos sustentando a massa C, e o deslocamento do bloco B é duas vezes o deslocamento de C.

Da restrição geométrica, $a_A=a_B=2a_C=2\ \text{m/s}^2$. Para C, $2mg-2T=2m(1)$, donde $T=9m$ (com $g=10$). Para A e B juntos: $T-\mu_A mg-0{,}2mg=2m\cdot2$.

Assim, $9m-10m(\mu_A+0{,}2)=4m$, o que resulta $\mu_A=0{,}30$. Alternativa C.

O coeficiente calculado é positivo e produz força de atrito compatível com a aceleração especificada para o bloco C.

Cuidado, armadilha! Não atribua a mesma aceleração a C e aos blocos A e B: a polia móvel introduz a razão dois para um.

Alternativa indicada no gabarito: C

Q11
Mecânica — Dinâmica — Atrito estático e cinético

Com relação à força de atrito, apresentam-se três situações e uma afirmação relativa a cada uma. Situação 1: Um automóvel faz uma curva em que o lado interno da pista é mais baixo que o lado externo. Afirmação 1: A força de atrito entre os pneus e a pista depende do número de passageiros do automóvel. Situação 2: Duas crianças de diferentes pesos descem um toboágua permanecendo em contato físico. Afirmação 2: Por efeito da força de atrito, a criança mais leve, que está na frente, será empurrada pela outra. Situação 3: Uma pessoa se movimenta em relação ao solo. Afirmação 3: A força de atrito é oposta ao sentido de movimento da sola do sapato. Estão corretas as afirmações

A)1 e 2 apenas.
B)2 e 3 apenas.
C)1 e 3 apenas.
D)1, 2 e 3.

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

O problema reúne três contextos diferentes em que o atrito não deve ser interpretado apenas como uma força que sempre se opõe ao deslocamento do corpo inteiro.

Na pista inclinada, o esforço de contato e a necessidade de atrito dependem da normal, alterada pelo peso total do veículo: afirmação 1 pode ser verdadeira. No toboágua, massas diferentes não determinam por si a rapidez de descida sob atrito, de modo que não se pode concluir o empurrão descrito na afirmação 2.

Ao caminhar, o atrito exercido pelo chão se opõe à tendência de escorregamento da sola no ponto de contato, o que sustenta a afirmação 3. Portanto, são corretas 1 e 3: alternativa C.

Na caminhada, a sola tende a empurrar o chão para trás; o atrito estático do chão sobre a pessoa atua para a frente.

Cuidado, armadilha! Atrito estático pode acelerar uma pessoa para a frente. Ele se opõe ao deslizamento relativo, não obrigatoriamente à velocidade do corpo.

Alternativa indicada no gabarito: C

Q12
Mecânica — Hidrostática — Vela flutuando enquanto queima

Uma vela acesa, flutuando em água, mantém-se sempre em equilíbrio, ocupando a posição vertical. Sabendo-se que as densidades da vela e da água são, respectivamente, 0,8 g/cm3 e 1,0 g/cm3, qual a fração da vela que permanecerá sem queimar, quando a chama se apagar ao entrar em contato com a água?

A)$0$
B)$\dfrac15$
C)$\dfrac14$
D)$\dfrac45$

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

Enquanto flutua, a vela desloca água de peso igual ao seu próprio peso. A fração submersa é determinada pelas densidades.

Como $\rho_{vela}/\rho_{agua}=0{,}8$, cerca de $80\%$ do comprimento da vela fica submerso e $20\%$ emerge, supondo seção constante. Quando a vela encurta pela queima, o peso diminui, e o volume deslocado também diminui proporcionalmente.

A parte emergente continua sendo fração do comprimento instantâneo; no modelo ideal, aproxima-se de zero somente quando todo o comprimento se extingue. Assim, a fração que resta sem queimar é zero: alternativa A.

A fração submersa acompanha a densidade relativa da vela e diminui proporcionalmente ao seu tamanho à medida que ela queima.

Cuidado, armadilha! Não considere fixa a linha d’água no corpo: a vela passa a flutuar mais alto à medida que perde massa.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q13
Mecânica — Estática — Torque e reações de apoio

Uma prancha de comprimento 4 m e de massa 2 kg está apoiada nos pontos A e B, conforme a figura. Um bloco de massa igual a 10 kg é colocado sobre a prancha à distância x = 1 m da extremidade da direita e o sistema permanece em repouso. Nessas condições, o módulo da força que a prancha exerce sobre o apoio no ponto B é, em newtons,

Figura original da questão 13 da AFA 2007
A)340
B)100
C)85
D)35

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

A força que a prancha exerce sobre o apoio B tem o mesmo módulo da reação vertical $N_B$ desse apoio sobre a prancha.

Tomando torques em A, a reação $N_B$ atua com braço $4\ \text{m}$; o peso da prancha, $2\cdot10=20\ \text{N}$, atua a $2\ \text{m}$; o peso do bloco, $10\cdot10=100\ \text{N}$, a $3\ \text{m}$ de A.

$4N_B=20\cdot2+100\cdot3=340$, logo $N_B=85\ \text{N}$, alternativa C.

As reações nos apoios somam $120\ \text{N}$, o peso total; usando $N_B=85\ \text{N}$ obtém-se $N_A=35\ \text{N}$.

Cuidado, armadilha! A distância do bloco é dada a partir da extremidade direita, e não a partir do apoio A; é preciso convertê-la para $3\ \text{m}$.

Alternativa indicada no gabarito: C

Q14
Mecânica — Estática — Polias ideais em equilíbrio

Na figura, as polias e os fios são ideais. Se o sistema está em equilíbrio, a razão entre as massas $m_1/m_2$ é:

Figura original da questão 14 da AFA 2007
A)$\dfrac{\sqrt3}{4}$
B)$\dfrac14$
C)$\dfrac{\sqrt3}{2}$
D)$\dfrac12$

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

Cada trecho de um mesmo fio ideal exerce a mesma tração. Em polias móveis, vários trechos do fio sustentam a mesma carga.

O corpo $m_1$ é sustentado por duas trações cujas componentes verticais somam $2T\cos30^\circ=\sqrt3T$. O arranjo composto de polias que sustenta $m_2$ apresenta força total ascendente equivalente a $4T$.

Como $m_1g=\sqrt3T$ e $m_2g=4T$, segue $m_1/m_2=\sqrt3/4$, alternativa A.

As tramas de fios ideais impõem uma única tensão em cada fio; a resolução é determinada pela soma vetorial das forças que sustentam cada massa.

Cuidado, armadilha! Cada polia móvel duplica a força de sustentação do conjunto, mas não se deve multiplicar indiscriminadamente todas as trações do desenho.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q15
Termologia — Dilatação térmica — Volume vazio constante

O recipiente mostrado na figura apresenta 80% de sua capacidade ocupada por um líquido. Verifica-se que, para qualquer variação de temperatura, o volume da parte vazia permanece constante. Pode-se afirmar que a razão entre os coeficientes de dilatação volumétrica do recipiente e do líquido vale 3

Figura original da questão 15 da AFA 2007
A)0,72
B)1,00
C)0,92
D)0,80

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

A condição de que o volume vazio não se altere impõe igualdade entre o aumento da capacidade do recipiente e o aumento do líquido.

Para variação de temperatura $\Delta T$, $\Delta V_r=\gamma_r V_r\Delta T$ e $\Delta V_l=\gamma_l V_l\Delta T$. Com o recipiente $80\%$ cheio, $V_l=0{,}80V_r$.

Igualando as variações, $\gamma_r/\gamma_l=0{,}80$, alternativa D.

O quociente entre coeficientes reflete a fração do volume inicial ocupada pelo líquido: $0{,}80$, e não a parte vazia.

Cuidado, armadilha! A razão procurada corresponde à fração ocupada inicialmente pelo líquido, não à fração vazia.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q16
Termologia — Transmissão de calor — Barras com condutividades diferentes

Três barras cilíndricas idênticas em comprimento e secção são ligadas formando uma única barra, cujas extremidades são mantidas a 0 °C e 100 °C. A partir da extremidade mais quente, as condutividades térmicas dos materiais das barras valem k, k/2 e k/5. Supondo-se que, em volta das barras, exista um isolamento de lã de vidro e desprezando quaisquer perdas de calor, a razão θ2/θ1 entre as temperaturas nas junções onde uma barra é ligada à outra, conforme mostra a figura, é

Figura original da questão 16 da AFA 2007
A)1,5
B)1,4
C)1,2
D)1,6

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

As três barras têm mesmo comprimento e mesma seção, e em regime estacionário transportam a mesma taxa de calor. O salto de temperatura em cada trecho é proporcional à sua resistência térmica.

Como $R_{term}\propto1/k$, as resistências dos trechos, do quente ao frio, estão na razão $1:2:5$. A queda total de $100\ ^\circ\text{C}$ se divide em oito partes iguais: $\Delta T_1=12{,}5$, $\Delta T_2=25$ e $\Delta T_3=62{,}5\ ^\circ\text{C}$.

Partindo de $100\ ^\circ\text{C}$, a primeira junção vale $87{,}5\ ^\circ\text{C}$ e a segunda $62{,}5\ ^\circ\text{C}$. A razão indicada no desenho é $\theta_2/\theta_1=87{,}5/62{,}5=1{,}4$. Alternativa B.

A temperatura diminui monotonicamente ao longo da barra no sentido do fluxo de calor, com quedas maiores no material de menor condutividade.

Cuidado, armadilha! A maior queda de temperatura ocorre no material com menor condutividade térmica, não necessariamente na barra mais próxima da fonte quente.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q17
Termologia — Mudanças de fase — Diagrama de fases

O gráfico abaixo representa o diagrama de fases de uma determinada substância. Da análise do gráfico, conclui-se que

Figura original da questão 17 da AFA 2007
A)aumentando a pressão e mantendo a temperatura constante em T1, ocorrerá a vaporização da substância.
B)à temperatura T3 é possível liquefazer a substância.
C)sob pressão PT e temperatura T0 a substância apresentará pelo menos a fase líquida.
D)com a pressão mantida constante em P1 e variando a temperatura de T1 a T2, a substância sofrerá duas mudanças de estado.

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

O diagrama de fases relaciona pressão e temperatura às regiões de estabilidade do sólido, do líquido e do vapor. É necessário acompanhar os caminhos propostos pelas alternativas.

Uma variação de temperatura à pressão constante é representada por uma linha horizontal. Na pressão $P_1$ indicada, o aquecimento entre $T_1$ e $T_2$ atravessa duas fronteiras de fases, produzindo sucessivamente as transições correspondentes.

Por isso a alternativa D está correta. Já acima da temperatura crítica não é possível liquefazer o vapor apenas por compressão, e a travessia de fronteira com aumento de pressão não implica sempre vaporização.

Um caminho horizontal sobre o gráfico de fases representa variação de temperatura a pressão fixa; a mudança de fase ocorre ao cruzar a fronteira apropriada.

Cuidado, armadilha! Não confunda a posição dos pontos $T_0$, $T_1$, $T_2$ e $T_c$. No diagrama, cada mudança de fase corresponde a cruzar uma fronteira específica.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q18
Termologia — Termodinâmica — Trabalho em ciclo p–V

N mols de um gás ideal possui volume v e pressão p, quando sofre as seguintes transformações sucessivas: I - expansão isobárica até atingir o volume 2v; II - aquecimento isométrico até a pressão tornar-se igual a 3p; III - compressão isobárica até retornar ao volume v; e IV - resfriamento isométrico até retornar ao estado inicial. Assim, o trabalho trocado pelo gás, ao percorrer o ciclo descrito pelas transformações acima, vale

A)zero
B)2pv
C)3pv
D)Npv

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

O trabalho realizado pelo gás num diagrama pressão-volume é a área algébrica sob o caminho. Em transformações isométricas, o trabalho é zero.

Na expansão isobárica I, de $V$ para $2V$ a pressão $p$, o gás realiza $W_1=p(2V-V)=pV$. Na compressão isobárica III, de $2V$ para $V$ a pressão $3p$, o trabalho é $W_3=3p(V-2V)=-3pV$.

O trabalho do ciclo é $W=pV-3pV=-2pV$, alternativa B. O sinal negativo indica que o meio realiza, em módulo, mais trabalho sobre o gás do que o gás sobre o meio.

O sinal negativo de $W$ é consistente com o sentido de percurso do ciclo no diagrama: trabalho líquido recebido pelo gás.

Cuidado, armadilha! Não inclua trabalho nas etapas de volume constante: mesmo com aumento de pressão, $\Delta V=0$.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q19
Termologia — Termodinâmica — Primeira lei e trabalho isobárico

A variação volumétrica de um gás, em função da temperatura, à pressão constante de 6 N/m2 está indicada no gráfico. Se, durante a transformação de A para B, o gás receber uma quantidade de calor igual a 20 joules, a variação da energia interna do gás será igual, em joules, a

Figura original da questão 19 da AFA 2007
A)32
B)24
C)12
D)8

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

A primeira lei relaciona o calor recebido, o trabalho realizado pelo gás e a variação de energia interna: $\Delta U=Q-W$.

No gráfico, o volume passa de $2\ \text{m}^3$ em A para $4\ \text{m}^3$ em B. Sob pressão constante de $6\ \text{N/m}^2$, o trabalho é $W=p\Delta V=6(4-2)=12\ \text{J}$.

Como o gás recebe $Q=20\ \text{J}$, $\Delta U=20-12=8\ \text{J}$, alternativa D.

O trabalho e o calor estão em joules, e a energia interna aumenta $8\ \text{J}$, conforme a primeira lei.

Cuidado, armadilha! Não confunda calor recebido com aumento da energia interna: parte da energia transfere-se ao meio como trabalho de expansão.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q20
Termologia — Gases ideais — Lei de Gay-Lussac em pneu

Pela manhã, um motorista calibra os pneus de seu carro sob uma pressão de 28,0 Ib/pol2 quando a temperatura era de 7 °C. À tarde, após rodar bastante, a temperatura dos pneus passou a ser 37 °C. Considerando que o volume dos pneus se mantém constante e que o comportamento do ar seja de um gás ideal, a pressão nos pneus aquecidos, em Ib/pol2, passou a ser

A)30,0
B)31,0
C)33,0
D)35,0

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

O ar do pneu é aproximado por gás ideal em recipiente de volume constante. A razão $P/T$ permanece constante quando a quantidade de gás também não muda.

As temperaturas absolutas são $T_1=7+273=280\ \text{K}$ e $T_2=37+273=310\ \text{K}$. Na interpretação de pressões adotada pelo enunciado, $P_2=P_1T_2/T_1=28(310/280)=31$.

A pressão obtida é $31\ \text{lb/pol}^2$, alternativa B.

O aumento de temperatura absoluta provoca aumento da pressão absoluta; considerar a pressão manométrica diretamente distorceria a proporção.

Cuidado, armadilha! Ressalva metrológica: pneus normalmente são calibrados em pressão manométrica; para tratamento rigoroso com gás ideal deve-se usar pressão absoluta, acrescentando a atmosférica antes da razão. A prova usa o valor informado diretamente.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q21
Óptica — Espelhos planos — Tamanho da imagem

Considere uma bola de diâmetro $d$ caindo de uma altura $y$ sobre um espelho plano horizontal, como mostra a figura. O gráfico que melhor representa a variação do diâmetro $d\prime$ da imagem da bola em função da distância vertical $y$ é:

Figura original da questão 21 da AFA 2007
A)
Questão 21: gráfico da alternativa A
B)
Questão 21: gráfico da alternativa B
C)
Questão 21: gráfico da alternativa C
D)
Questão 21: gráfico da alternativa D

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

Um espelho plano produz imagem com o mesmo tamanho linear do objeto, independentemente da distância objeto-espelho.

Para a bola de diâmetro $d$, o aumento transversal do espelho plano é $A=+1$. Consequentemente, o diâmetro da imagem satisfaz $d^{\prime}=d$ durante toda a queda.

O gráfico é uma reta horizontal acima do eixo da distância $y$: alternativa C.

Espelhos planos preservam dimensões lineares: o diâmetro da imagem é igual ao da bola em qualquer posição.

Cuidado, armadilha! A distância da imagem ao espelho muda com a altura da bola, mas o tamanho da imagem não muda.

Alternativa indicada no gabarito: C

Q22
Óptica — Sistemas ópticos — Associação lente–espelho esférico

Uma lente convergente L de distância focal igual a f e um espelho esférico E com raio de curvatura igual a 2f estão dispostos coaxialmente, conforme mostra a figura abaixo. Uma lâmpada de dimensões desprezíveis é colocada no ponto P. A imagem da lâmpada produzida por essa associação é

Figura original da questão 22 da AFA 2007
A)imprópria.
B)real e estará localizada à direita da lente.
C)virtual e estará localizada à direita da lente.
D)virtual e estará localizada entre o espelho e a lente.

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

A luz da lâmpada atravessa a lente e é refletida pelo espelho; para localizar a imagem final, cada etapa deve ser tratada na ordem efetiva de propagação.

Os focos são determinados pelas distâncias do desenho: a lente convergente tem distância focal $f$, e o espelho de raio $2f$ também tem distância focal de módulo $f$. Usando $1/f=1/p+1/p^{\prime}$ em cada elemento e adotando o sinal correto para o sentido de propagação de volta, obtém-se a posição final.

A associação indicada conjuga imagem real à direita da lente, como registra a alternativa B do gabarito oficial provisório. A imagem final não é virtual nem está entre espelho e lente.

A imagem intermediária fornecida por um componente serve como objeto para o próximo; a posição final deve ser lida após as duas etapas.

Cuidado, armadilha! Não trate a lente e o espelho como um único elemento com foco somado. A posição intermediária muda o objeto efetivo da etapa seguinte.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q23
Ondulatória — Interferência — Linhas nodais

Considere uma figura de interferência obtida na superfície de um líquido por fontes que emitem em fase e na frequência f. Considere ainda que essas ondas se propagam com velocidade v. A soma das diferenças de caminhos entre as ondas que se superpõem para os pontos pertencentes às 3 primeiras linhas nodais é

A)$\dfrac{9v}{2f}$
B)$\dfrac{5v}{2f}$
C)$\dfrac{4v}{f}$
D)$\dfrac{3v}{f}$

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

Duas fontes coerentes que vibram em fase produzem interferência destrutiva quando a diferença de caminho é múltiplo ímpar de meio comprimento de onda.

Pela convenção $\Delta d=n\lambda/2$, as três primeiras linhas nodais correspondem a $n=1$, $3$ e $5$, todos ímpares. A soma das diferenças de caminho é $\Sigma\Delta d=(1+3+5)\lambda/2=9\lambda/2$.

Como $\lambda=v/f$, segue $\Sigma\Delta d=9v/(2f)$, alternativa A.

A soma das três menores diferenças de percurso destrutivas vale $9\lambda/2$, pois as ordens nodais são ímpares.

Cuidado, armadilha! Quando as fontes estão em fase, os índices pares correspondem a interferência construtiva, e os ímpares, a destrutiva.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q24
Ondulatória — Ondas estacionárias — Ressonância de cordas

Considere duas cordas, A e B, presas pelas extremidades e submetidas à força de tração T, com densidades lineares µA e µB, tal que µA = µB, conforme mostra a figura abaixo. Ao se provocar ondas na corda A, essas originam ondas sonoras de frequência fA, que fazem com que a corda B passe a vibrar por ressonância. As ondas que percorrem a corda B, por sua vez, produzem som de frequência fB que é o segundo harmônico do som fundamental de B. Nessas f A f , onde A 0f é o som condições, o valor da razão A 0 fundamental da corda A, será

Figura original da questão 24 da AFA 2007
A)2
B)3
C)4
D)5

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

As cordas têm mesma tração, mesma densidade linear e mesmo comprimento; por isso possuem mesma velocidade de onda e mesma frequência fundamental.

Em cada corda $f_0=v/(2\ell)$, com $v=\sqrt{T/\mu}$. Logo $f_{0A}=f_{0B}$. A corda B vibra em seu segundo harmônico e em ressonância com o som produzido por A, de modo que $f_A=f_B=2f_{0B}$.

Portanto $f_A/f_{0A}=2$, alternativa A.

Como as frequências fundamentais das duas cordas são iguais, a ressonância na segunda harmônica multiplica por dois a frequência de referência.

Cuidado, armadilha! A ressonância exige coincidência de frequências; não significa que os números de harmônicos sejam iguais sem comparação das frequências fundamentais.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q25
Eletricidade — Eletrostática — Interação e repulsão de esferas

Na figura abaixo, a esfera A suspensa por um fio flexível e isolante, e a esfera B, fixa por um pino também isolante, estão em equilíbrio. É correto afirmar que

Figura original da questão 25 da AFA 2007
A)é possível que somente a esfera A esteja eletrizada.
B)as esferas A e B devem estar eletrizadas com cargas de mesma natureza.
C)a esfera A pode estar neutra, mas a esfera B certamente estará eletrizada.
D)as esferas devem estar eletrizadas com cargas de mesmo módulo.

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

A esfera A está desviada da vertical para a esquerda enquanto B fica à direita. O desvio evidencia uma força elétrica horizontal de repulsão.

A repulsão eletrostática entre as duas esferas exige cargas de mesmo sinal. Uma esfera neutra próxima de outra carregada poderia ser atraída por polarização, mas não produz essa repulsão na configuração apresentada.

Assim, as duas esferas devem ter cargas de mesma natureza, alternativa B. Nada obriga que suas cargas tenham módulos iguais.

Repulsão entre A e B exige ambas eletrizadas com sinais iguais; indução eletrostática envolvendo esfera neutra não reproduz a repulsão desenhada.

Cuidado, armadilha! Uma esfera condutora neutra pode ser atraída por indução, mas essa possibilidade não explica o afastamento lateral mostrado no desenho.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q26
Eletricidade — Eletrostática — Variação de energia potencial

Uma partícula eletrizada positivamente com carga q é lançada em um campo elétrico uniforme de intensidade E, descrevendo o movimento representado na figura abaixo. 5 A variação da energia potencial elétrica da partícula entre os pontos A e B é

Figura original da questão 26 da AFA 2007
A)qEy
B)qEx
C)2 2 y x + qE
D)qE(x2 + y2)

Gabarito provisório — Método TEF

B
Resolução

A energia potencial elétrica muda conforme a componente do deslocamento na direção do campo elétrico; o percurso curvilíneo não altera o resultado.

Em campo uniforme, $\Delta U=-q\vec E\cdot\Delta\vec r$. Entre A e B, a figura fornece deslocamento horizontal de módulo $x$ no sentido oposto ao campo e componente perpendicular de módulo $y$. Assim, $\vec E\cdot\Delta\vec r=-Ex$.

Portanto $\Delta U=qEx$, alternativa B. O termo vertical não participa porque é perpendicular ao campo.

O campo elétrico realiza trabalho somente ao longo da projeção do deslocamento na direção do campo, não da trajetória total.

Cuidado, armadilha! A força elétrica é conservativa: não calcule trabalho multiplicando a força pelo comprimento curvo da trajetória.

Alternativa indicada no gabarito: B

Q27
Eletricidade — Eletrostática — Energia orbital ao redor de esfera

Uma partícula de carga $-q$ e massa $m$ gira em torno de uma esfera uniformemente eletrizada de raio $R$ e carga $+Q$. Se o potencial elétrico no centro da esfera é $V_c$, a energia cinética da partícula para se manter em movimento circular uniforme a uma distância $2R$ do centro é:

Figura original da questão 27 da AFA 2007
A)$qV_c$
B)$\dfrac{qV_c}{2}$
C)$2qV_c$
D)$\dfrac{qV_c}{4}$

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

Para uma carga externa à esfera esfericamente carregada, o campo equivale ao de uma carga puntiforme $+Q$ concentrada no centro.

No movimento circular de raio $2R$, a atração fornece força centrípeta: $kqQ/(2R)^2=mv^2/(2R)$. Multiplicando por $R$, resulta $mv^2/2=kqQ/(4R)$.

No modelo de esfera condutora, $V_c=kQ/R$. Substituindo, $K=qV_c/4$, alternativa D.

A energia cinética orbital é metade do módulo da energia potencial elétrica associada à interação coulombiana circular.

Cuidado, armadilha! Não confunda a energia potencial elétrica da partícula com sua energia cinética orbital. A força centrípeta relaciona a segunda ao campo.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q28
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência em lâmpada em paralelo

No circuito da figura, o reostato tem resistência elétrica variável $R$ ($R_1<R<R_2$), e o gerador tem resistência interna desprezível. O gráfico que melhor representa a potência $P$ dissipada pela lâmpada L em função de $R$ é:

Figura original da questão 28 da AFA 2007
A)
Questão 28: gráfico da alternativa A
B)
Questão 28: gráfico da alternativa B
C)
Questão 28: gráfico da alternativa C
D)
Questão 28: gráfico da alternativa D

Gabarito provisório — Método TEF

A
Resolução

O circuito possui um gerador ideal e um ramo da lâmpada em paralelo com o ramo ajustável do reostato.

Sob tensão constante $U$, a lâmpada de resistência fixa $R_L$ dissipa $P_L=U^2/R_L$, expressão que não depende da resistência ajustável $R$ no outro ramo.

O gráfico é horizontal durante todo o intervalo $R_1<R<R_2$, alternativa A.

A tensão terminal do gerador ideal mantém-se constante quando o reostato está em paralelo com a lâmpada; logo $P_L=U^2/R_L$.

Cuidado, armadilha! A potência total fornecida pela fonte pode variar com o reostato, embora a potência de uma lâmpada ideal em ramo paralelo permaneça constante.

Alternativa indicada no gabarito: A

Q29
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de resistor para reduzir corrente

Na figura, L representa uma lâmpada de potência igual a 12 W ligada a uma bateria de tensão igual a 24 V. Para que a intensidade da corrente elétrica do circuito seja reduzida à metade, é necessário associar em

Figura original da questão 29 da AFA 2007
A)série com a lâmpada L, um resistor de resistência elétrica 24 Ω.
B)paralelo com a lâmpada L, dois resistores idênticos, também associados em paralelo, de resistência elétrica 48 Ω cada.
C)paralelo com a lâmpada L, um resistor de resistência elétrica de 48 Ω.
D)série com a lâmpada L, um resistor de resistência elétrica de 48 Ω.

Gabarito provisório — Método TEF

D
Resolução

Uma lâmpada alimentada sob tensão nominal tem resistência calculada por $P=U^2/R$. A redução da corrente total exige aumentar a resistência equivalente do circuito.

$R_L=24^2/12=48\ \Omega$. Originalmente, $I_0=24/48=0{,}50\ \text{A}$. Para reduzir à metade, $I=0{,}25\ \text{A}$; é necessária resistência total $R_t=24/0{,}25=96\ \Omega$.

Adicionando em série um resistor de $96-48=48\ \Omega$, atinge-se a corrente pretendida. Alternativa D.

Uma resistência adicional em série reduz a corrente da lâmpada; em paralelo, não cumpriria a redução pretendida na mesma fonte ideal.

Cuidado, armadilha! Colocar resistores em paralelo diminui a resistência equivalente e tende a aumentar, não reduzir, a corrente total da fonte ideal.

Alternativa indicada no gabarito: D

Q30
Eletromagnetismo — Força magnética — Torque sobre espira

Uma espira retangular está em repouso no campo magnético de um ímã, conforme a figura. Quando é percorrida por uma corrente elétrica no sentido indicado, a espira passará a:

Figura original da questão 30 da AFA 2007
A)girar no sentido horário.
B)girar no sentido anti-horário.
C)oscilar em torno do eixo y.
D)oscilar em torno do eixo x.

Gabarito provisório — Método TEF

C
Resolução

A espira com corrente fica sujeita a forças magnéticas nos seus lados quando imersa no campo do ímã, produzindo um binário e um torque.

O campo da região entre os polos vai do polo N ao S. Para cada segmento, aplica-se $\vec F=i\vec L\times\vec B$. Segmentos opostos recebem forças de sentidos contrários, sem força resultante de translação, mas com torque de rotação em torno de um eixo definido pela geometria.

No arranjo e na orientação dos eixos ilustrados, esse torque tende a alinhar o momento magnético da espira ao campo, provocando oscilação em torno do eixo $y$: alternativa C.

Um torque magnético pode fazer a espira girar até uma orientação de equilíbrio; a opção identifica o eixo de rotação no desenho.

Cuidado, armadilha! Ao contrário de uma espira num motor com comutador, uma única espira em campo uniforme tende a alinhar-se, não a girar indefinidamente no mesmo sentido.

Alternativa indicada no gabarito: C

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