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AFA 2014 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Academia da Força Aérea

Edição 2014 · Versão A · 16 questões de Física — resolução comentada Método TEF.

Q49
Mecânica — Dinâmica — Looping e queda livre

Um motociclista faz um looping de raio R com rapidez constante.

AFA 2014, questão 49: Looping e queda livre, figura 1

No ponto mais alto A, ele lança para trás um objeto de massa desprezível, anulando sua velocidade em relação à Terra. O objeto cai verticalmente até B, onde o motociclista o recupera imediatamente antes de tocar o solo. Desprezando resistências e dimensões do conjunto, e adotando $\pi^2=10$, qual é a razão $N/P$ no ponto A?

A)$0{,}5$
B)$1{,}0$
C)$1{,}5$
D)$3{,}5$

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

O objeto é lançado para trás com velocidade que anula sua velocidade horizontal em relação à Terra. Ele cai do repouso da altura $2R$, portanto $2R=gt^2/2$ e $t=2\sqrt{R/g}$.

Nesse tempo a motocicleta percorre meia volta, de comprimento $\pi R$. Logo, $v=\pi R/t=(\pi/2)\sqrt{gR}$ e $v^2/R=\pi^2g/4$.

No topo, normal e peso apontam para o centro: $N+P=mv^2/R$. Dividindo por $P=mg$, $N/P=\pi^2/4-1=10/4-1=\boxed{1{,}5}$.

Cuidado, armadilha! O objeto fica sem velocidade horizontal no referencial da Terra, enquanto a moto mantém sua rapidez.

Alternativa correta: C

Q50
Mecânica — Dinâmica — Atrito na subida e na descida

Um bloco, de massa 2 kg, desliza sobre um plano inclinado, conforme a figura seguinte.

AFA 2014, questão 50: Atrito na subida e na descida, figura 1

O gráfico v x t abaixo representa a velocidade desse bloco em função do tempo, durante sua subida, desde o ponto A até o ponto B.

AFA 2014, questão 50: Atrito na subida e na descida, figura 2

Considere a existência de atrito entre o bloco e o plano inclinado e despreze quaisquer outras formas de resistência ao movimento. Sabendo que o bloco retorna ao ponto A, a velocidade com que ele passa por esse ponto, na descida, em m/s, vale

A)$4$
B)$2\sqrt2$
C)$2$
D)$\sqrt3$

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

Durante a subida, a inclinação do gráfico dá $a_\mathrm{sub}=(0-4)/0{,}5=-8\,\mathrm{m/s^2}$. A distância AB é a área triangular: $s=4\cdot0{,}5/2=1\,\mathrm m$.

Adotando $g=10\,\mathrm{m/s^2}$ e $\sin37^\circ=0{,}6$, a componente do peso produz $6\,\mathrm{m/s^2}$ ladeira abaixo. A contribuição do atrito tem módulo $8-6=2\,\mathrm{m/s^2}$.

Na descida o atrito inverte o sentido; a aceleração é $6-2=4\,\mathrm{m/s^2}$. Partindo do repouso em B, $v^2=2as=2\cdot4\cdot1$, portanto $\boxed{v=2\sqrt2\,\mathrm{m/s}}$.

Cuidado, armadilha! O atrito sempre se opõe ao movimento; seu sentido muda entre subida e descida.

Alternativa correta: B

Q51
Mecânica — Estática — Equilíbrio de barra e mola

Uma barra homogênea e uma mola ideal estão articuladas às paredes e ligadas pela outra extremidade, formando o ângulo reto indicado.

AFA 2014, questão 51: Equilíbrio de barra e mola, figura 1

A barra tem massa $m$ e comprimento $L_0$; a mola tem comprimento natural $L_0$; os apoios estão separados por $2L_0$. Sob gravidade $g$, qual é a constante elástica da mola?

A)$\dfrac{mg}{4L_0(\sqrt3-1)}$
B)$\dfrac{mg}{L_0}$
C)$\dfrac{2mg}{L_0}$
D)$\dfrac{mg}{\sqrt6-2}$

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

A barra e a mola são perpendiculares na articulação comum. A distância entre os apoios é $2L_0$, e a barra mede $L_0$. Pelo triângulo retângulo, o comprimento da mola é $\sqrt{(2L_0)^2-L_0^2}=\sqrt3L_0$. Sua deformação é $(\sqrt3-1)L_0$.

A barra faz $60^\circ$ com a horizontal. O centro de massa está a $L_0/2$ do apoio, de modo que o braço horizontal do peso é $(L_0/2)\cos60^\circ=L_0/4$.

Tomando torques em relação ao apoio da barra, $F_\mathrm{mola}L_0=mgL_0/4$, logo $F_\mathrm{mola}=mg/4$. Pela lei de Hooke, $\boxed{k=\dfrac{mg}{4L_0(\sqrt3-1)}}$.

Cuidado, armadilha! A mola tem comprimento natural L₀, mas seu comprimento no equilíbrio é √3L₀.

Alternativa correta: A

Q52
Termologia — Máquinas térmicas — Comparação de ciclos de Carnot

Duas máquinas de Carnot operam nas seguintes temperaturas: máquina 1, entre $227^\circ\mathrm C$ e $527^\circ\mathrm C$; máquina 2, entre $227\,\mathrm K$ e $527\,\mathrm K$.

I) A máquina 2 tem maior rendimento.

II) Para realizar $2000\,\mathrm J$ de trabalho, a máquina 1 recebe $6000\,\mathrm J$ da fonte quente.

III) Recebendo $4000\,\mathrm J$, a máquina 2 cede aproximadamente $1720\,\mathrm J$ à fonte fria.

IV) Para igual calor recebido da fonte quente, a máquina 2 rejeita mais calor.

São corretas apenas:

A)I e II.
B)I e III.
C)II e IV.
D)III e IV.

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

Para Carnot, $\eta=1-T_f/T_q$, com temperaturas em kelvins. Na máquina 1, as temperaturas são $500\,\mathrm K$ e $800\,\mathrm K$, logo $\eta_1=0{,}375$. Na máquina 2, $\eta_2=1-227/527\approx0{,}569$: I é verdadeira.

II é falsa, pois $Q_{q1}=W/\eta_1=2000/0{,}375\approx5333\,\mathrm J$. III é verdadeira: $Q_{f2}=4000(227/527)\approx1723\,\mathrm J$.

IV é falsa: para igual calor recebido, a máquina de maior rendimento rejeita menos calor. Corretas: $\boxed{\text{I e III}}$.

Cuidado, armadilha! A mesma diferença de 300 graus não implica o mesmo rendimento: importa a razão entre temperaturas absolutas.

Alternativa correta: B

Q53
Termologia — Dilatação — Balança hidrostática

Um corpo maciço de massa $M$ e coeficiente de dilatação volumétrica $\gamma$ é totalmente imerso em um líquido a $0^\circ\mathrm C$. Na balança hidrostática, equilibra-se com massa $m_1$.

AFA 2014, questão 53: Balança hidrostática, figura 1

Ao aquecer corpo e líquido à temperatura $x$, a massa de equilíbrio passa a $m_2$. Sem resistências, o coeficiente de dilatação volumétrica real do líquido é:

A)$\dfrac{m_2-m_1}{M-m_2}\dfrac1x+\dfrac{M-m_1}{M-m_2}\gamma$
B)$\dfrac{m_1-m_2}{M-m_1}\dfrac1x+\dfrac{m_1-m_2}{M-m_1}\gamma$
C)$\dfrac{M-m_1}{M-m_2}\dfrac1x+\dfrac{m_2-m_1}{M-m_2}\gamma$
D)$\dfrac{M-m_2}{M-m_1}\dfrac1x+\dfrac{m_1-m_2}{M-m_1}\gamma$

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

Inicialmente, o peso aparente do corpo é $m_1g$. O empuxo satisfaz $\rho_0V_0g=(M-m_1)g$, portanto $\rho_0V_0=M-m_1$.

Na temperatura x, o corpo tem volume $V_0(1+\gamma x)$. Se $\beta$ é o coeficiente do líquido, sua densidade é $\rho_x=\rho_0/(1+\beta x)$. O novo equilíbrio dá $M-m_2=\rho_0V_0(1+\gamma x)/(1+\beta x)$.

Substituindo a relação inicial e isolando $\beta$, $1+\beta x=\dfrac{M-m_1}{M-m_2}(1+\gamma x)$.

Assim, $\boxed{\beta=\dfrac{m_2-m_1}{(M-m_2)x}+\dfrac{M-m_1}{M-m_2}\gamma}$.

Cuidado, armadilha! A dilatação do corpo imerso também altera o empuxo e precisa entrar no cálculo.

Alternativa correta: A

Q54
Termologia — Calorimetria — Experiência de Joule

Um estudante repete a experiência de Joule com pás que aquecem água em recipiente adiabático.

AFA 2014, questão 54: Experiência de Joule, figura 1

Corpos de massas $M_1=6\,\mathrm{kg}$ e $M_2=4\,\mathrm{kg}$ caem 40 vezes, com velocidade constante, por $2\,\mathrm m$. Toda a energia mecânica perdida aquece $1\,\mathrm{kg}$ de água. Sendo $c=4\,\mathrm{J/(g\,^\circ C)}$ e fios e polias ideais, qual é o aumento da temperatura, em graus Celsius?

A)$2{,}0$
B)$4{,}0$
C)$6{,}0$
D)$8{,}0$

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

Os dois corpos descem $2\,\mathrm m$ em cada repetição. Como a velocidade é constante, não há variação de energia cinética: a perda de energia potencial transforma-se em calor na água.

Por queda, $Q_1=(6+4)\cdot10\cdot2=200\,\mathrm J$. Em 40 quedas, $Q=8000\,\mathrm J$.

A água tem massa $1000\,\mathrm g$ e calor específico $4\,\mathrm{J/(g\,^\circ C)}$. Logo, $\Delta T=Q/(mc)=8000/(1000\cdot4)=\boxed{2^\circ\mathrm C}$.

Cuidado, armadilha! A diferença inicial de altura entre os corpos não modifica o deslocamento de 2 m informado para cada queda.

Alternativa correta: A

Q55
Termologia — Termodinâmica — Entropia em ciclos reversíveis

Um gás ideal percorre dois ciclos reversíveis não simultâneos, 1 e 2, mostrados no diagrama.

AFA 2014, questão 55: Entropia em ciclos reversíveis, figura 1

No ciclo 1, recebe $Q_1$ da fonte a $T_1$ e cede $Q_2$ à fonte a $T_2$. No ciclo 2, recebe $Q_1^\prime$ a $T_3$ e cede $Q_2^\prime$ a $T_4$. Qual afirmação é correta?

A)A variação de entropia em BC, CD, DA, FG e HE é não nula.
B)Em AB e EF a entropia diminui; em CD e GH aumenta.
C)No ciclo 1, a entropia varia e $Q_1=5Q_2/4$.
D)No ciclo 2, a variação de entropia é nula e $Q_1^\prime=3Q_2^\prime$.

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

A entropia é função de estado. Portanto, sua variação total em qualquer ciclo é nula. Nas etapas adiabáticas reversíveis também vale $\Delta S=0$; nas expansões isotérmicas AB e EF a entropia aumenta.

No ciclo 2, a condição reversível é $Q_1^\prime/T_3=Q_2^\prime/T_4$. A figura fornece $T_3=300\,\mathrm K$ e $T_4=100\,\mathrm K$.

Logo, $Q_1^\prime/Q_2^\prime=300/100=3$ e $\Delta S_\mathrm{ciclo}=0$. As duas afirmações de D estão corretas.

Cuidado, armadilha! A entropia pode variar durante as etapas, mas retorna ao valor inicial após o ciclo.

Alternativa correta: D

Q56
Mecânica — Oscilações — Energia no MHS

Os gráficos mostram a posição x de dois sistemas A e B, de mesma massa e mesma amplitude, oscilando em MHS.

AFA 2014, questão 56: Energia no MHS, figura 1

$E_{CA}$ e $E_{CB}$ são as energias cinéticas em $t_1$; $E_{PA}$ e $E_{PB}$ são as energias potenciais em $t_2$. É correto afirmar:

A)$E_{CA}=E_{CB}$
B)$E_{PA}>E_{PB}$
C)$E_{CA}>E_{CB}$
D)$E_{PB}>E_{PA}$

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

O gráfico mostra que B realiza duas oscilações no tempo de uma oscilação de A. Logo, $\omega_B=2\omega_A$. Como as massas são iguais e $k=m\omega^2$, $k_B=4k_A$.

No instante $t_2$, os dois sistemas têm o mesmo deslocamento não nulo. A energia potencial é $E_P=kx^2/2$, portanto $E_{PB}=4E_{PA}>E_{PA}$.

Assim, a afirmação correta é D. No instante $t_1$, a igualdade das posições também não implica igualdade das energias cinéticas, pois os sistemas têm frequências diferentes.

Cuidado, armadilha! A energia depende da constante elástica, além do deslocamento.

Alternativa correta: D

Q57
Óptica — Formação de imagens — Simetrias de espelhos e lentes

Um objeto plano luminoso pode ser usado em três arranjos ópticos em ar.

AFA 2014, questão 57: Simetrias de espelhos e lentes, figura 1

I) Dois espelhos planos ortogonais apoiados no plano do objeto. II) Espelho esférico côncavo. III) Lente convergente delgada. Em II e III, o objeto é perpendicular ao eixo e está além do foco. Qual imagem não pode ser formada por nenhum desses arranjos?

A)
Alternativa A da questão 57: Simetrias de espelhos e lentes
B)
Alternativa B da questão 57: Simetrias de espelhos e lentes
C)
Alternativa C da questão 57: Simetrias de espelhos e lentes
D)
Alternativa D da questão 57: Simetrias de espelhos e lentes

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

Use as duas partes do objeto como marcadores: na parte superior, a metade preta está acima; na inferior, a metade preta está à direita. Cada reflexão altera ambas as partes de forma coerente, sem mudar apenas uma delas isoladamente.

Nos espelhos planos ortogonais, as duas imagens de uma reflexão aparecem giradas nos lados; a imagem de duas reflexões apresenta a transformação correspondente à rotação de $180^\circ$. As imagens reais do espelho côncavo e da lente convergente também são invertidas, com a transformação do conjunto inteiro.

As figuras A, B e C correspondem a essas transformações. D mantém a ordem vertical das partes e muda apenas a lateralidade da parte inferior, combinação que nenhum dos arranjos apresentados produz. Portanto, a imagem impossível é D.

Cuidado, armadilha! Acompanhe simultaneamente a posição e a orientação das duas partes do objeto.

Alternativa correta: D

Q58
Ondulatória — Difração — Número de ordens da rede

Uma rede de difração tem $1000$ linhas por milímetro e é iluminada por um laser de comprimento de onda $4\cdot10^{-7}\,\mathrm m$.

AFA 2014, questão 58: Número de ordens da rede, figura 1

Os máximos principais aparecem como pontos brilhantes na imagem registrada no anteparo. Qual alternativa representa o número desses máximos?

A)
Alternativa A da questão 58: Número de ordens da rede
B)
Alternativa B da questão 58: Número de ordens da rede
C)
Alternativa C da questão 58: Número de ordens da rede
D)
Alternativa D da questão 58: Número de ordens da rede

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

A rede tem $1000$ linhas por milímetro, portanto sua separação é $d=10^{-3}/1000=10^{-6}\,\mathrm m$.

Os máximos principais satisfazem $d\sin\theta=m\lambda$. Como $|\sin\theta|\le1$, $|m|\le d/\lambda=10^{-6}/(4\cdot10^{-7})=2{,}5$. As ordens inteiras possíveis são $-2,-1,0,1,2$.

São cinco máximos principais: o central e dois pares simétricos. A alternativa que mostra esse número é C.

Cuidado, armadilha! As alternativas representam a contagem dos máximos; em um anteparo plano eles não precisam estar igualmente espaçados.

Alternativa correta: C

Q59
Eletricidade — Eletrostática — Resultante em triângulo isósceles

Cargas $q_A$, $q_B$ e $q_C$ ocupam os vértices de um triângulo isósceles com ângulos da base iguais a $\alpha$.

AFA 2014, questão 59: Resultante em triângulo isósceles, figura 1

$F_A$ é o módulo da força entre A e C; $F_B$, entre B e C. A resultante sobre C é perpendicular a AB e aponta para dentro do triângulo. Qual relação entre as cargas é certamente verdadeira?

A)$\dfrac{q_A+q_C}{q_B}<0$
B)$\dfrac{q_A+q_C}{q_B}>0$
C)$0<\dfrac{q_A}{q_B}<4\dfrac{F_A}{F_B}$
D)$0<\left|\dfrac{q_A}{q_B}\right|<\dfrac{F_B}{F_A}$

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

A resultante em C é perpendicular a AB e aponta para o interior do triângulo. Ela está entre as direções de C para A e de C para B; assim, as duas forças são de atração. Logo, A e B têm o mesmo sinal entre si e sinal oposto ao de C: $q_A/q_B>0$.

Se $AB=BC=s$, a base é $AC=2s\cos\alpha$. Pela lei de Coulomb, $\dfrac{F_A}{F_B}=\dfrac{|q_A|}{|q_B|}\dfrac{s^2}{AC^2}=\dfrac{q_A/q_B}{4\cos^2\alpha}$.

Portanto, $q_A/q_B=4\cos^2\alpha(F_A/F_B)$. Como $0<\cos^2\alpha<1$, $\boxed{0<q_A/q_B<4F_A/F_B}$, como afirma C.

Cuidado, armadilha! O triângulo tem AB=BC; a base AC não possui necessariamente o mesmo comprimento.

Alternativa correta: C

Q60
Eletricidade — Energia — Aproximação de cargas móveis

A partícula A, de massa $m$ e carga $q$, está inicialmente parada. B, de mesma massa e carga, é lançada de muito longe com velocidade $v_0$ na direção de A.

AFA 2014, questão 60: Aproximação de cargas móveis, figura 1

Considerando apenas interações eletrostáticas e sendo K a constante eletrostática do meio, qual é a distância mínima entre elas?

A)$\dfrac{8mv_0^2}{3Kq^2}$
B)$\dfrac{3Kv_0^2}{4mq^2}$
C)$\dfrac{2Kq}{mv_0^2}$
D)$\dfrac{4Kq^2}{mv_0^2}$

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

A interação é repulsiva. Na distância mínima, a separação deixa de diminuir, portanto as partículas têm velocidades iguais. Pela conservação do momento, $mv_0=2mv$, logo $v=v_0/2$.

Inicialmente, a energia cinética total é $K_i=mv_0^2/2$. Na aproximação máxima, $K_f=2[\frac12m(v_0/2)^2]=mv_0^2/4$.

A diferença vira energia potencial: $Kq^2/d_\mathrm{min}=K_i-K_f=mv_0^2/4$. Assim, $\boxed{d_\mathrm{min}=4Kq^2/(mv_0^2)}$.

Cuidado, armadilha! Na aproximação máxima as partículas não ficam paradas; ficam sem velocidade relativa.

Alternativa correta: D

Q61
Eletricidade — Geradores — Potência em série e paralelo

Duas pilhas idênticas de fem $\varepsilon$ e resistência interna $r$ alimentam um reostato de resistência $R$, variável de zero a $6r$. Elas podem ser associadas em série ou em paralelo.

AFA 2014, questão 61: Potência em série e paralelo, figura 1

Qual gráfico representa a potência dissipada no reostato em função de R para as duas associações?

A)
Alternativa A da questão 61: Potência em série e paralelo
B)
Alternativa B da questão 61: Potência em série e paralelo
C)
Alternativa C da questão 61: Potência em série e paralelo
D)
Alternativa D da questão 61: Potência em série e paralelo

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

Em série, a fem é $2\varepsilon$ e a resistência interna é $2r$: $P_s=4\varepsilon^2R/(R+2r)^2$. Em paralelo, a fem é $\varepsilon$ e a resistência interna é $r/2$: $P_p=\varepsilon^2R/(R+r/2)^2$.

A potência máxima ocorre quando a resistência externa iguala a interna. Logo, os máximos ficam em $R=2r$ para série e $R=r/2$ para paralelo. Ambos têm altura $P_\mathrm{max}=\varepsilon^2/(2r)$.

As curvas se cruzam em $R=r$; para resistências maiores, a associação em série fornece maior potência. O gráfico que reúne essas características é C.

Cuidado, armadilha! Em paralelo, a fem não dobra; o que diminui é a resistência interna.

Alternativa correta: C

Q62
Eletricidade — Magnetismo — Superposição de campos de fios

Dois fios longos paralelos, separados por $\ell$, conduzem correntes de mesmo módulo i em sentidos opostos.

AFA 2014, questão 62: Superposição de campos de fios, figura 1

Em P, a distância d de cada fio, uma carga positiva q é lançada na direção y com velocidade de módulo v. Sendo $\mu$ a permeabilidade do meio, qual é o módulo da força magnética imediatamente após o lançamento?

A)Zero.
B)$\dfrac{\mu iqv}{2\pi d^2}$
C)$\dfrac{\mu i\ell qv}{2\pi d^2}$
D)$\dfrac{\mu i\ell qv}{2\pi d}$

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

Cada fio produz em P campo de módulo $B_0=\mu i/(2\pi d)$. Pela regra da mão direita, as componentes paralelas a y se cancelam, enquanto as componentes na direção x se somam.

A projeção de cada campo nessa direção traz o fator $\ell/(2d)$. Logo, $B_\mathrm{res}=2B_0\ell/(2d)=\mu i\ell/(2\pi d^2)$.

A velocidade está em y, perpendicular ao campo resultante. Assim, $\boxed{F=qvB_\mathrm{res}=\dfrac{\mu i\ell qv}{2\pi d^2}}$.

Cuidado, armadilha! Some os campos vetorialmente antes de aplicar a força magnética.

Alternativa correta: C

Q63
Física Moderna — Relatividade — Tempo e comprimento próprios

Julieta está em uma nave cujo balanço tem período $T_0$ medido a bordo.

AFA 2014, questão 63: Tempo e comprimento próprios, figura 1

A nave passa com $0{,}5c$ por Romeu, parado em uma plataforma. Ele mede período T e comprimento L da nave na direção do movimento. Quais são, respectivamente, o período medido por Romeu e o comprimento medido por Julieta?

A)$\dfrac{2\sqrt3}{3}T_0;\ \dfrac{2\sqrt3}{3}L$
B)$\dfrac{2\sqrt3}{3}T_0;\ \dfrac{\sqrt3}{2}L$
C)$\dfrac{\sqrt3}{2}T_0;\ \dfrac{2\sqrt3}{3}L$
D)$\dfrac{\sqrt3}{2}T_0;\ \dfrac{\sqrt3}{2}L$

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

Julieta está em repouso em relação ao balanço, portanto mede o período próprio $T_0$. Romeu vê os eventos separados por um intervalo dilatado: $T=\gamma T_0$.

Com $v=0{,}5c$, $\gamma=1/\sqrt{1-0{,}25}=2/\sqrt3=2\sqrt3/3$. Assim, $T=(2\sqrt3/3)T_0$.

O comprimento L medido por Romeu é contraído. O comprimento próprio da nave, medido por Julieta, é $L_0=\gamma L=(2\sqrt3/3)L$. As duas expressões correspondem a A.

Cuidado, armadilha! O período próprio e o comprimento próprio são medidos no referencial da nave.

Alternativa correta: A

Q64
Física Moderna — Efeito fotoelétrico — Escolha do metal

Uma célula fotoelétrica para abrir e fechar uma porta deve funcionar com luz visível. As funções trabalho disponíveis são: platina $6{,}4\,\mathrm{eV}$, prata $4{,}7\,\mathrm{eV}$, chumbo $4{,}1\,\mathrm{eV}$ e sódio $2{,}3\,\mathrm{eV}$.

Adote $h=4{,}1\cdot10^{-15}\,\mathrm{eV\,s}$ e o espectro mostrado.

AFA 2014, questão 64: Escolha do metal, figura 1

Qual metal ou conjunto de metais pode ser usado?

A)Platina.
B)Sódio.
C)Chumbo e prata.
D)Chumbo e sódio.

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

O efeito fotoelétrico ocorre se a energia do fóton satisfaz $hf\ge\omega$. A frequência visível máxima indicada é $7{,}50\cdot10^{14}\,\mathrm{Hz}$.

Com o valor fornecido, $h=4{,}1\cdot10^{-15}\,\mathrm{eV\,s}$, a energia máxima é $E_\mathrm{max}=4{,}1\cdot10^{-15}\cdot7{,}50\cdot10^{14}=3{,}075\,\mathrm{eV}$.

Entre as funções trabalho, somente a do sódio, $2{,}3\,\mathrm{eV}$, é menor que esse limite. Sua frequência limiar é $2{,}3/(4{,}1\cdot10^{-15})\approx5{,}61\cdot10^{14}\,\mathrm{Hz}$, dentro da faixa visível.

Portanto, somente o $\boxed{\text{sódio}}$ pode funcionar com parte da luz visível.

Cuidado, armadilha! A intensidade luminosa não compensa um fóton com energia inferior à função trabalho.

Alternativa correta: B

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