← Voltar às Provas da AFA

AFA 2018 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Academia da Força Aérea

Edição 2018 · Versão A · Física — resolução comentada Método TEF.

Q49
Cinemática — Gráficos — Posição a partir da Velocidade

O gráfico seguinte representa a velocidade escalar v de uma partícula em movimento retilíneo.

AFA 2018, questão 49: Posição a partir da Velocidade, figura 1

Considerando que, em $t=0$, a partícula está na origem dos espaços ($S_0=0$), o gráfico que melhor representa a posição S dessa partícula até o instante $t=5\,\mathrm s$ é

A)
Alternativa A da questão 49: Posição a partir da Velocidade
B)
Alternativa B da questão 49: Posição a partir da Velocidade
C)
Alternativa C da questão 49: Posição a partir da Velocidade
D)
Alternativa D da questão 49: Posição a partir da Velocidade

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

A inclinação do gráfico de posição é a velocidade, e a área sob o gráfico de velocidade fornece o deslocamento.

De $0$ a $1\,\mathrm s$, $v<0$, e a posição diminui até $S(1)=-V/2$. De $1$ a $2\,\mathrm s$, a área positiva cancela a negativa: $S(2)=0$.

De $2$ a $3\,\mathrm s$, $v=V$ e a posição cresce linearmente até $S(3)=V$. De $3$ a $4\,\mathrm s$, ela cresce com inclinação decrescente até $S(4)=3V/2$. De $4$ a $5\,\mathrm s$, permanece constante. O gráfico com esses trechos é D.

Cuidado, armadilha! Velocidade nula produz posição constante; não significa que a posição seja zero.

Alternativa correta: D

Q50
Mecânica — Energia — Colisão e Lançamento em Poço

Uma partícula é abandonada sobre um plano inclinado, a partir do repouso no ponto A, de altura h, como indicado pela figura (fora de escala). Após descer o plano inclinado, a partícula se move horizontalmente até atingir o ponto B. As forças de resistência ao movimento de A até B são desprezíveis. A partir do ponto B, a partícula então cai, livre da ação de resistência do ar, em um poço de profundidade igual a 3h e diâmetro x. Ela colide com o chão do fundo do poço e sobe, em uma nova trajetória parabólica até atingir o ponto C, o mais alto dessa nova trajetória. Na colisão com o fundo do poço a partícula perde 50% de sua energia mecânica. Finalmente, do ponto C ao ponto D, a partícula move-se horizontalmente experimentando atrito com a superfície. Após percorrer a distância entre C e D, igual a 3h, a partícula atinge o repouso.

AFA 2018, questão 50: Colisão e Lançamento em Poço, figura 1

Considerando que os pontos B e C estão na borda do poço, que o coeficiente de atrito dinâmico entre a partícula e o trecho CD é igual a $0{,}5$ e que durante a colisão com o fundo do poço a partícula não desliza, a razão entre o diâmetro do poço e a altura de onde foi abandonada a partícula, $x/h$, vale

A)1
B)3
C)$3\sqrt3$
D)$4\sqrt3$

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

Tome o fundo do poço como referência de energia potencial. Antes da colisão, a energia é $4mgh$: a partícula desceu $h$ na rampa e $3h$ no poço. Após perder 50%, restam $2mgh$.

De C a D, o atrito dissipa toda a energia cinética em C: \[K_C=\mu mg(3h)=\frac32mgh.\] Como C é o topo da parábola, só há velocidade horizontal: \[v_{x,\mathrm{saída}}=\sqrt{3gh}.\] A energia potencial em C é $2mgh-K_C=mgh/2$, portanto C está a $h/2$ do fundo.

Na queda a partir de B, $v_x=\sqrt{2gh}$ e $t_1=\sqrt{6h/g}$, produzindo \[x_1=v_xt_1=2\sqrt3\,h.\] Na subida após a colisão, $v_{y,\mathrm{saída}}=\sqrt{gh}$ e $t_2=\sqrt{h/g}$ até C, de modo que \[x_2=\sqrt{3gh}\sqrt{h/g}=\sqrt3\,h.\]

Somando os avanços horizontais, \[x=x_1+x_2=3\sqrt3\,h\quad\Rightarrow\quad\boxed{x/h=3\sqrt3}.\]

Cuidado, armadilha! A colisão pode alterar as componentes da velocidade. Determine a trajetória posterior pelo balanço de energia, não supondo a mesma rapidez horizontal.

Alternativa correta: C

Q51
Mecânica — Movimento Circular — Downforce e Atrito

Em muitos problemas de física desprezam-se as forças de resistência ao movimento. Entretanto, sabe-se que, na prática, essas forças são significativas e muitas vezes desempenham um papel determinante. Por exemplo, “no automobilismo, os veículos comumente possuem dispositivos aerodinâmicos implementados, os quais têm a função de contribuir para o aumento da ‘Downforce’, uma força vertical, inversa à sustentação, que busca incrementar a aderência dos pneus ao asfalto através de um acréscimo na carga normal, permitindo que o veículo possa realizar as curvas com uma velocidade maior do que o faria sem estes dispositivos”.

(Trecho retirado da monografia intitulada “Sistema ativo de redução de arrasto aerodinâmico por atuador aplicado a um protótipo de fórmula SAE”, de autoria de Danilo Barbosa Porto, apresentada na Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, em 2016).

Para avaliar o papel da “Downforce”, considere um carro de Fórmula 1, de massa M, realizando uma curva em determinada pista plana. Ao se desprezar completamente os efeitos produzidos pelo seu movimento em relação ao ar, mas considerando o atrito entre pneus e o asfalto, o carro consegue fazer a curva, sem derrapar, a uma velocidade máxima V. Porém, ao levar em conta, especificamente, a atuação da “Downforce” D (desconsiderando a força de arrasto), a velocidade máxima $V^\prime$ do carro, nessa mesma curva, muda em função de D. Nessas condições, o gráfico que melhor representa a relação $V^\prime/V$ em função de D é

A)
Alternativa A da questão 51: Downforce e Atrito
B)
Alternativa B da questão 51: Downforce e Atrito
C)
Alternativa C da questão 51: Downforce e Atrito
D)
Alternativa D da questão 51: Downforce e Atrito

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

Em uma pista plana, o atrito estático fornece a força centrípeta. Sem downforce, a normal é $Mg$ e \[\frac{MV^2}{r}=\mu Mg.\]

Com a força adicional vertical para baixo, $N=Mg+D$: \[\frac{MV'^2}{r}=\mu(Mg+D).\] Dividindo as equações, \[\frac{V'}V=\sqrt{1+\frac D{Mg}}.\]

A razão começa em 1, aumenta e possui concavidade para baixo. O gráfico correspondente é B.

Cuidado, armadilha! Downforce aumenta a normal e o limite do atrito, sem aumentar a massa inercial do carro.

Alternativa correta: B

Q52
Mecânica — Colisões — Agregação de Partículas

Um corpo M de dimensões desprezíveis e massa $10\,\mathrm{kg}$ movimentando-se em uma dimensão, inicialmente com velocidade $\vec V$, vai sucessivamente colidindo inelasticamente com N partículas m, todas de mesma massa $1\,\mathrm{kg}$, e com velocidades de módulo $v=20\,\mathrm{m/s}$, que também se movimentam em uma dimensão de acordo com a Figura 1, a seguir.

AFA 2018, questão 52: Agregação de Partículas, figura 1

O gráfico que representa a velocidade final do conjunto $v_f$ após cada colisão em função do número de partículas N é apresentado na Figura 2, a seguir.

AFA 2018, questão 52: Agregação de Partículas, figura 2

Desconsiderando as forças de atrito e a resistência do ar sobre o corpo e as partículas, a colisão de ordem $N_0$ na qual a velocidade do corpo resultante (corpo M + $N_0$ partículas m) se anula é

A)25
B)50
C)100
D)200

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

Cada colisão é inelástica: as partículas se agregam ao corpo. Conserve o momento total, tomando o sentido inicial de M como positivo.

Após N colisões, \[(10+N)v_f=10V-20N.\] No gráfico, $N=10$ corresponde a $v_f=40\,\mathrm{m/s}$: \[20\cdot40=10V-200\quad\Rightarrow\quad V=100\,\mathrm{m/s}.\]

Para a velocidade final nula, \[10(100)-20N_0=0\quad\Rightarrow\quad\boxed{N_0=50}.\]

Cuidado, armadilha! As partículas chegam no sentido contrário ao corpo; seus momentos entram com sinal negativo.

Alternativa correta: B

Q53
Mecânica — Energia — Mola e Rampa Articulada

Uma rampa, homogênea, de massa m e comprimento L, é inicialmente colocada na horizontal. A extremidade A, dessa rampa, encontra-se acoplada a uma articulação sem atrito. Na extremidade B está sentado, em repouso, um garoto, também de massa m. Essa extremidade B está presa ao chão, por um fio ideal, e ao teto, por uma mola ideal, de constante elástica k, conforme ilustra a Figura 1.

AFA 2018, questão 53: Mola e Rampa Articulada, figura 1

Em um determinado instante o garoto corta o fio. A mola, que está inicialmente deformada de um valor $\Delta x$, passa a erguer lentamente a extremidade B da rampa, fazendo com que o garoto escorregue, sem atrito e sem perder o contato com a rampa, até a extremidade A, conforme Figura 2.

AFA 2018, questão 53: Mola e Rampa Articulada, figura 2

Quando o garoto, que neste caso deve ser tratado como partícula, atinge a extremidade A, a mola se encontra em seu comprimento natural (sem deformação) e a rampa estará em repouso e inclinada de um ângulo $\theta$. Considerando g o módulo da aceleração da gravidade local, nessas condições, a velocidade do garoto em A vale

A)$\Delta x\sin\theta\sqrt{\dfrac{k}{m}-\dfrac{gL}{2}}$
B)$\Delta x\sqrt{\dfrac{k}{m}}+\sqrt{\dfrac{gL}{2}\cos\theta}$
C)$\sqrt{\dfrac{k}{m}\Delta x+gL\cos\theta}$
D)$\sqrt{\dfrac{k}{m}\Delta x^2-gL\sin\theta}$

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

A energia inicial está na mola. No final, ela se divide entre energia cinética do garoto e aumento da energia potencial da rampa. O garoto começa e termina na altura de A.

O centro de massa da rampa sobe $(L/2)\sin\theta$. A rampa termina em repouso e a mola sem deformação. Assim, \[\frac12k\Delta x^2=\frac12mv^2+mg\frac L2\sin\theta.\]

Isolando $v$, \[v^2=\frac{k}{m}\Delta x^2-gL\sin\theta,\qquad\boxed{v=\sqrt{\frac{k}{m}\Delta x^2-gL\sin\theta}}.\]

Cuidado, armadilha! A energia potencial da rampa não pode ser esquecida: seu centro de massa sobe.

Alternativa correta: D

Q54
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e Leitura de Balanças

Dois recipientes A e B, contendo o mesmo volume de água, são colocados separadamente sobre duas balanças I e II, respectivamente, conforme indicado na figura a seguir.

AFA 2018, questão 54: Empuxo e Leitura de Balanças, figura 1

A única diferença entre os recipientes A e B está no fato de que B possui um “ladrão” que permite que a água escoe para um outro recipiente C, localizado fora das balanças. Em seguida, mergulha-se, lentamente, sem girar e com velocidade constante, por meio de um fio ideal, em cada recipiente, um cilindro metálico, maciço, de material não homogêneo, de tal forma que o seu eixo sempre se mantém na vertical. Os cilindros vão imergindo na água, sem provocar variação de temperatura e sem encostar nas paredes e nos fundos dos recipientes, de tal forma que os líquidos, nos recipientes A e B, sempre estarão em equilíbrio hidrostático no momento da leitura nas balanças. O gráfico que melhor representa a leitura L das balanças I e II, respectivamente $L_I$ e $L_{II}$, em função da altura h submersa de cada cilindro é

A)
Alternativa A da questão 54: Empuxo e Leitura de Balanças
B)
Alternativa B da questão 54: Empuxo e Leitura de Balanças
C)
Alternativa C da questão 54: Empuxo e Leitura de Balanças
D)
Alternativa D da questão 54: Empuxo e Leitura de Balanças

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

O cilindro é sustentado por um fio externo. Ao mergulhar, ele recebe empuxo e exerce sobre a água uma força igual para baixo. Para uma seção transversal $S$, $E=\rho gSh$.

Em A, não há transbordamento: a leitura aumenta linearmente, \[L_I=L_0+\rho gSh.\]

Em B, o volume de água que sai é igual ao volume submerso. O peso perdido é $\rho gSh$, exatamente igual à força adicional de reação do empuxo. Assim, $L_{II}=L_0$. O gráfico com uma reta crescente e outra horizontal é A.

Cuidado, armadilha! A massa do cilindro não é adicionada integralmente à balança: ele continua sustentado pelo fio.

Alternativa correta: A

Q55
Termologia — Dilatação — Coeficiente Volumétrico

Considere dois tubos cilíndricos (1 e 2), verticais, idênticos e feitos do mesmo material, contendo um mesmo líquido em equilíbrio até a altura de 50,0 cm, conforme figura a seguir.

AFA 2018, questão 55: Coeficiente Volumétrico, figura 1

As temperaturas nos dois tubos são inicialmente iguais e de valor $35\,{}^\circ\mathrm C$. O tubo 1 é resfriado até $0\,{}^\circ\mathrm C$, enquanto o tubo 2 é aquecido até $70\,{}^\circ\mathrm C$, e a altura do líquido em cada tubo passa a ser o valor indicado na figura. Sabendo-se que o coeficiente de dilatação térmica dos tubos é desprezível quando comparado com o do líquido, o coeficiente de dilatação volumétrica do líquido, considerado constante, é, em $^\circ\mathrm C^{-1}$,

A)$1{,}2\times10^{-3}$
B)$1{,}6\times10^{-3}$
C)$2{,}4\times10^{-3}$
D)$3{,}6\times10^{-3}$

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

A seção dos tubos é praticamente constante, pois sua dilatação é desprezível. Assim, o volume é proporcional à altura: \[\gamma=\frac{\Delta V}{V_0\Delta T}=\frac{\Delta h}{h_0\Delta T}.\]

No aquecimento, $\Delta h=52{,}1-50{,}0=2{,}1\,\mathrm{cm}$ e $\Delta T=35\,{}^\circ\mathrm C$: \[\gamma=\frac{2{,}1}{50\cdot35}=\boxed{1{,}2\times10^{-3}\,{}^\circ\mathrm C^{-1}}.\]

No resfriamento, $\Delta h=-2{,}1\,\mathrm{cm}$ e $\Delta T=-35\,{}^\circ\mathrm C$, produzindo o mesmo coeficiente.

Cuidado, armadilha! No resfriamento, tanto a variação de volume quanto a de temperatura são negativas.

Alternativa correta: A

Q56
Termologia — Termodinâmica — Função de Estado

Um sistema gasoso constituído por n mols de um gás perfeito passa do estado x para o estado y por meio dos processos distintos 1 e 2 mostrados no esquema a seguir.

AFA 2018, questão 56: Função de Estado, figura 1

Se no processo 2 o sistema realiza um trabalho de 200 J e absorve uma quantidade de calor de 500 J, é correto afirmar que

A)quando o sistema for trazido de volta ao estado inicial x sua energia interna irá diminuir de 700 J.
B)a variação da energia interna será a mesma tanto no processo 1 quanto no 2.
C)o trabalho realizado no processo 1 será igual ao trabalho realizado no processo 2.
D)se no processo 1 o trabalho realizado for de 400 J o calor recebido será de 1000 J.

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

A energia interna é função de estado: sua variação depende dos estados inicial e final, não do caminho seguido.

No processo 2, \[\Delta U=Q-W=500-200=300\,\mathrm J.\] O processo 1 liga os mesmos estados, logo também tem $\Delta U=300\,\mathrm J$: B.

No retorno a x, $\Delta U=-300\,\mathrm J$, e não $-700\,\mathrm J$. Os trabalhos podem ser diferentes. Se $W_1=400\,\mathrm J$, então $Q_1=\Delta U+W_1=700\,\mathrm J$, não $1000\,\mathrm J$.

Cuidado, armadilha! Calor e trabalho dependem do caminho; energia interna depende apenas do estado.

Alternativa correta: B

Q57
Óptica — Lentes — Imagem em Lente Parcialmente Preenchida

Um recipiente vazio, perfeitamente transparente, no formato de uma lente esférica delgada gaussiana, de raio a, é preenchido com água límpida e cristalina até a metade de sua capacidade (Figura 1).

AFA 2018, questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida, figura 1

Essa lente é então fixada a uma determinada distância de uma fotografia quadrada de lado 3a (Figura 2), tendo seus centros geométricos alinhados (Figura 3).

AFA 2018, questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida, figura 3
AFA 2018, questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida, figura 2

Considerando que o sistema lente-fotografia esteja imerso no ar, um observador na posição O (Figura 3), poderá observar, dentre as opções abaixo, a imagem da situação apresentada, como sendo

A)
Alternativa A da questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida
B)
Alternativa B da questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida
C)
Alternativa C da questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida
D)
Alternativa D da questão 57: Imagem em Lente Parcialmente Preenchida

Gabarito oficial — versão A

B
Resolução

O recipiente combina duas regiões ópticas. Na metade superior, preenchida com ar, não há contraste refrativo relevante com o meio externo: a fotografia é vista sem inversão.

Na metade inferior, a água forma uma lente convergente. Na configuração da figura, a imagem real da fotografia aparece invertida: a metade escura que estava à esquerda passa para a direita.

Dentro do círculo, a região superior mantém cinza à esquerda e branco à direita; a inferior apresenta branco à esquerda e cinza à direita. Fora dele, a fotografia continua inalterada. Essa composição é B.

Cuidado, armadilha! A inversão da imagem ocorre apenas na região preenchida com água.

Alternativa correta: B

Q58
Óptica — Lentes — Ampliação de Movimento Harmônico

COMO A HIPERMETROPIA ACONTECE NA INFÂNCIA:

É muito comum bebês e crianças apresentarem algum tipo de erro refrativo, e a hipermetropia é o caso mais constante. Isso porque este tipo de ametropia (erro de refração) pode se manifestar desde a fase de recém-nascido. A hipermetropia é um erro de refração caracterizado pelo modo em que o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. Consequentemente, isso faz com que a visão de longe seja melhor do que a de perto. (...)

De acordo com a Dra. Liana, existem alguns fatores que podem influenciar a incidência de hipermetropia em crianças, como o ambiente, a etnia e, principalmente, a genética. “As formas leves e moderadas, com até seis dioptrias, são passadas de geração para geração (autossômica dominante). Já a hipermetropia elevada é herdada dos pais (autossômica recessiva)”, explicou a especialista.

A médica ainda relatou a importância em identificar, prematuramente, o comportamento hipermétrope da criança, caso contrário, esse problema pode afetar a rotina visual e funcional delas. “A falta de correção da hipermetropia pode dificultar o processo de aprendizado, e ainda pode reduzir, ou limitar, o desenvolvimento nas atividades da criança. Em alguns casos, pode ser responsável por repetência, evasão escolar e dificuldade na socialização, requerendo ações de identificação e tratamento”, concluiu a Dra. Liana.

Os sintomas relacionados à hipermetropia, além da dificuldade de enxergar de perto, variam entre: dores de cabeça, fadiga ocular e dificuldade de concentração em leitura.(...) O tratamento utilizado para corrigir este tipo de anomalia é realizado através da cirurgia refrativa. O uso de óculos (com lentes esféricas) ou lentes de contato corretivas é considerado método convencional, que pode solucionar o problema visual do hipermétrope.

(Disponível em:www.cbo.net.br/novo/publicacao/revista_vejabem. Acesso em: 18 fev. 2017.)

De acordo com o texto acima, a hipermetropia pode ser corrigida com o uso de lentes esféricas. Dessa maneira, uma lente corretiva, delgada e gaussiana, de vergência igual a $+2\,\mathrm{di}$, conforme figura a seguir, é utilizada para projetar, num anteparo colocado a uma distância $p^\prime$ da lente, a imagem de um corpo luminoso que oscila em movimento harmônico simples (MHS). A equação que descreve o movimento oscilatório desse corpo é $y=(0{,}1)\sin(4t+\pi/2)$.

AFA 2018, questão 58: Ampliação de Movimento Harmônico, figura 1

Considere que a equação que descreve a oscilação projetada no anteparo é dada por $y^\prime=(0{,}5)\sin(4t+3\pi/2)$ (SI). Nessas condições, a distância $p^\prime$, em cm, é

A)100
B)200
C)300
D)400

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

A vergência $+2\,\mathrm{di}$ corresponde a $f=1/2=0{,}50\,\mathrm m$. As amplitudes do objeto e da imagem são $0{,}1\,\mathrm m$ e $0{,}5\,\mathrm m$.

A diferença de fase é $\pi$, indicando inversão. O aumento é \[A=-\frac{0{,}5}{0{,}1}=-5=-\frac{p'}p\quad\Rightarrow\quad p'=5p.\]

Pela equação de Gauss, \[\frac1{0{,}50}=\frac1p+\frac1{5p}=\frac6{5p}.\] Logo, $p=0{,}60\,\mathrm m$ e \[\boxed{p'=3{,}0\,\mathrm m=300\,\mathrm{cm}}.\]

Cuidado, armadilha! A amplitude fornece o módulo do aumento; a diferença de fase fornece seu sinal.

Alternativa correta: C

Q59
Ondulatória — Doppler — Tubos Fechados

Uma fonte sonora A, em repouso, emite um sinal sonoro de frequência constante $f_A=100\,\mathrm{Hz}$. Um sensor S desloca-se com velocidade constante $V_S=80\,\mathrm{m/s}$, em relação à Terra, sobre um plano perfeitamente retilíneo, em direção à fonte sonora, como mostra a Figura 1.

AFA 2018, questão 59: Tubos Fechados, figura 1

O sensor registra a frequência aparente devido à sua movimentação em relação à fonte sonora e a reenvia para um laboratório onde um sistema de caixas sonoras, acopladas a três tubos sonoros, de comprimentos $L_1$, $L_2$ e $L_3$, reproduz essa frequência aparente fazendo com que as colunas de ar desses tubos vibrem produzindo os harmônicos apresentados na Figura 2.

AFA 2018, questão 59: Tubos Fechados, figura 2

Considere que o sensor se movimenta em um local onde a velocidade do som é constante e igual a $320\,\mathrm{m/s}$, que os tubos sonoros possuam diâmetros muito menores do que seus respectivos comprimentos e que a velocidade do som no interior desses tubos seja também constante e igual a $320\,\mathrm{m/s}$. Considere também que a fonte A e o ar estejam em repouso em relação à Terra. Nessas condições, é correto afirmar que os comprimentos $L_1$, $L_2$ e $L_3$, respectivamente, em metros, são

A)$\dfrac{16}{25};\ \dfrac{48}{25};\ \dfrac{16}{5}$
B)$\dfrac5{31};\ \dfrac{15}{31};\ \dfrac{25}{8}$
C)$\dfrac{16}{27};\ \dfrac{48}{27};\ \dfrac{16}{7}$
D)$\dfrac{16}{27};\ \dfrac{48}{27};\ \dfrac{19}{9}$

Gabarito oficial — versão A

A
Resolução

O sensor se aproxima de uma fonte parada. A frequência captada é \[f'=f_A\frac{v+v_S}{v}=100\frac{320+80}{320}=125\,\mathrm{Hz}.\] Essa é a frequência reproduzida nos tubos.

Os tubos têm uma extremidade fechada. Os desenhos correspondem aos harmônicos de ordens 1, 3 e 5, para os quais \[L_n=\frac{nv}{4f'}.\]

Portanto, \[L_1=\frac{320}{500}=\frac{16}{25}\,\mathrm m,\quad L_2=\frac{3\cdot320}{500}=\frac{48}{25}\,\mathrm m,\] \[L_3=\frac{5\cdot320}{500}=\frac{16}{5}\,\mathrm m.\] O conjunto é A.

Cuidado, armadilha! No Doppler, quem se move é o observador; nos tubos fechados, apenas ordens ímpares são permitidas.

Alternativa correta: A

Q60
Eletricidade — Eletrostática — Campo e Potencial em Triângulo

Três cargas elétricas pontuais, $q_1$, $q_2$ e $q_3$, estão fixas de tal forma que os segmentos de reta que unem cada par de carga formam um triângulo equilátero com o plano na vertical, conforme ilustra a figura a seguir.

AFA 2018, questão 60: Campo e Potencial em Triângulo, figura 1

M é o ponto médio do segmento que une $q_2$ e $q_3$. A carga elétrica $q_2$ é positiva e igual a Q, enquanto que $q_1$ e $q_3$ são desconhecidas. Verifica-se que o vetor campo elétrico $\vec E$ no ponto M, gerado por estas três cargas, forma com o lado que une $q_2$ e $q_3$ um ângulo $\theta$ de $19^\circ$ e está apontado para baixo. Sabendo-se, ainda, que a força elétrica de interação entre as cargas $q_1$ e $q_2$ é menor que a força elétrica entre $q_2$ e $q_3$, é correto afirmar que

A)o potencial elétrico gerado por estas três cargas no ponto M pode ser nulo.
B)o potencial elétrico gerado por estas três cargas no ponto M é positivo.
C)o trabalho realizado pela força aplicada por um agente externo para levar uma carga de prova positiva do ponto M até o infinito, com velocidade constante, é motor.
D)a soma algébrica entre as cargas q₁ e q₂ é menor do que Q.

Gabarito oficial — versão A

ANULADA
Resolução

A questão foi anulada oficialmente. A análise mostra que B e D são simultaneamente verdadeiras para os dados aproximados fornecidos.

Seja $a$ a metade do lado. As distâncias de M a $q_2$ e $q_3$ são $a$; a distância a $q_1$ é $\sqrt3a$. Decomponha o campo na direção de $q_2$ para $q_3$ e na perpendicular a esse lado. A direção desenhada exige $q_1<0$ e $q_3<Q$.

A razão das componentes dá \[\tan19^\circ=\frac{|q_1|}{3(Q-q_3)}.\] Como $\tan19^\circ=0{,}3/0{,}9=1/3$, temos $q_1=q_3-Q$. A condição $|F_{12}|<|F_{23}|$ implica $|q_1|<|q_3|$, levando a $Q/2<q_3<Q$.

O potencial é \[V_M=\frac{k}{a}\left(Q+q_3+\frac{q_1}{\sqrt3}\right)>0,\] portanto B é verdadeira. Além disso, $q_1+q_2=q_3<Q$, tornando D também verdadeira. Não há resposta única.

Cuidado, armadilha! Não force uma única alternativa quando duas afirmações são compatíveis com as mesmas condições.

Questão anulada no gabarito oficial: ANULADA

Q61
Eletromagnetismo — Indução — Bobinas Acopladas

Os carregadores de bateria sem fio de smartphones, também conhecidos como carregadores wireless, são dispositivos compostos de bobina e ligados à rede elétrica, que carregam as baterias dos aparelhos apenas pela proximidade, através do fenômeno de indução eletromagnética. Para isso, o smartphone deve ser apto à referida tecnologia, ou seja, também possuir uma bobina, para que nela surja uma força eletromotriz induzida que carregará a bateria.

Se na bobina de um carregador (indutora), paralela e concêntrica com a bobina de um smartphone (induzida), passa uma corrente $i=2\sin(4\pi t)$, com t em segundos, o gráfico que melhor representa a força eletromotriz induzida $\varepsilon$ na bobina do smartphone, em função do tempo t, é

A)
Alternativa A da questão 61: Bobinas Acopladas
B)
Alternativa B da questão 61: Bobinas Acopladas
C)
Alternativa C da questão 61: Bobinas Acopladas
D)
Alternativa D da questão 61: Bobinas Acopladas

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

O fluxo na bobina do smartphone é proporcional à corrente na bobina indutora. Pela lei de Faraday, \[\varepsilon=-M\frac{di}{dt}.\]

Com $i=2\sin(4\pi t)$, \[\varepsilon=-8\pi M\cos(4\pi t).\] A fem começa no extremo negativo, e não em zero. Seu período é \[T=\frac{2\pi}{4\pi}=0{,}50\,\mathrm s.\]

O gráfico C apresenta a fase e o período corretos: por exemplo, há máximo positivo em $t=0{,}75\,\mathrm s$ e mínimo negativo em $t=1{,}00\,\mathrm s$.

Cuidado, armadilha! A fem é proporcional à derivada da corrente, não à corrente.

Alternativa correta: C

Q62
Eletricidade — Capacitores — Energia de Descarga de Nuvem

RAIOS CAUSAM 130 MORTES POR ANO NO BRASIL; SAIBA COMO PREVENIR

Começou a temporada de raios e o Brasil é o lugar onde eles mais caem no mundo. Os raios são fenômenos da natureza impressionantes, mas causam mortes e prejuízos. Todos os anos morrem em média 130 pessoas no país atingidas por essas descargas elétricas. (...) (...) Segundo as pesquisas feitas pelo grupo de eletricidade atmosférica do INPE, o número de mortes por raios é maior do que por deslizamentos e enchentes. E é na primavera e no verão, época com mais tempestades, que a preocupação aumenta (...)

(Disponível em: ww1.g1.globo.com/bom-dia-brasil. Acesso em:16 fev.2017)

Como se pode verificar na notícia acima, os raios causam mortes e, além disso, constantemente há outros prejuízos ligados a eles: destruição de linhas de transmissão de energia e telefonia, incêndios florestais, dentre outros. As nuvens se eletrizam devido às partículas de gelo que começam a descer muito rapidamente, criando correntes de ar bastante bruscas, o que provoca fricção entre gotas de água e de gelo, responsável pela formação e, consequentemente, a acumulação de eletricidade estática. Quando se acumula carga elétrica negativa demasiadamente na zona inferior da nuvem (este é o caso mais comum) ocorre uma descarga elétrica em direção ao solo (que por indução eletrostática adquiriu cargas positivas).

Considere que a base de uma nuvem de tempestade, eletricamente carregada com carga de módulo igual a $2{,}0\times10^2\,\mathrm C$, situa-se a $500\,\mathrm m$ acima do solo. O ar mantém-se isolante até que o campo elétrico entre a base da nuvem e o solo atinja o valor de $5{,}00\times10^6\,\mathrm{V/m}$. Nesse instante a nuvem se descarrega por meio de um raio que dura $0{,}10\,\mathrm s$. Considerando que o campo elétrico na região onde ocorreu o raio seja uniforme, a energia liberada neste raio é, em joules, igual a

A)$5{,}00\times10^8$
B)$4{,}00\times10^{10}$
C)$2{,}50\times10^{11}$
D)$1{,}50\times10^{15}$

Gabarito oficial — versão A

C
Resolução

A nuvem e o solo são tratados como as placas de um capacitor. O campo dado é o campo inicial, antes da descarga.

Com campo uniforme e distância $d=500\,\mathrm m$, \[U_0=Ed=5{,}00\times10^6\cdot500=2{,}50\times10^9\,\mathrm V.\] A carga inicial tem módulo $Q=2{,}0\times10^2\,\mathrm C$.

Na descarga completa, a energia liberada é a energia inicialmente armazenada: \[E_\mathrm{cap}=\frac12QU_0=\frac12(200)(2{,}50\times10^9)=\boxed{2{,}50\times10^{11}\,\mathrm J}.\] O tempo de descarga seria necessário para calcular a potência média, não essa energia.

Cuidado, armadilha! Não use QU₀: a diferença de potencial diminui durante a descarga. O fator 1/2 é essencial.

Alternativa correta: C

Q63
Eletricidade — Geradores — Medição de Nível de Água

SECA VIRA TEMA DE EXCURSÃO E AULA DE CIÊNCIA EM ESCOLAS

Thais Bilenky de São Paulo 26/10/2014 02h00

(...) Como no Vera Cruz, a crise da água tem motivado atividades em diversos colégios da cidade. Na rede municipal, 34 escolas ficaram sem água na semana passada. A Secretaria de Educação diz que incentiva debates sobre o tema e sua inclusão em projetos interdisciplinares. Nas escolas particulares, problemas de abastecimento não são comuns. A falta de água é abordada para efeito pedagógico - como no colégio Rio Branco, que tem promovido bate-papos e estudos. (...)

(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/cotidiano. Acesso em: 14 fev. 2017)

Motivado pelo trecho do artigo acima exposto, um professor de física lançou um desafio para os alunos do 3° ano em uma escola onde, frequentemente, falta água. Tal desafio consistia em determinar o volume d’água em um reservatório de difícil acesso. Para a determinação deste volume d’água os alunos deveriam utilizar somente um circuito elétrico constituído de um voltímetro ideal V, uma bateria de fem igual a 12 V e resistência interna igual a 1 Ω, além de um resistor ôhmico R igual a 2 Ω e um reostato AB, feito de material de resistividade elétrica constante, cuja resistência elétrica pode variar de 0 a 4 Ω, de acordo com a posição da bóia que é ajustada pela altura do nível d’água do reservatório. Depois de algum tempo, os alunos apresentaram o projeto ao professor, conforme esquematizado na figura a seguir.

AFA 2018, questão 63: Medição de Nível de Água, figura 1

De acordo com o projeto, o volume d’água no reservatório pode ser calculado por meio da ddp nos terminais da bateria, registrada pelo voltímetro. Sendo a capacidade máxima deste reservatório igual a $20\,\mathrm{m^3}$, desconsiderando as resistências elétricas dos fios de ligação que estão isolados e o atrito do suporte da boia com o reostato, quando o voltímetro indicar $9{,}0\,\mathrm V$, o volume d’água neste reservatório será, em m³, igual a

A)15
B)12
C)6
D)5

Gabarito oficial — versão A

D
Resolução

O voltímetro mede a tensão nos terminais da bateria. Para um gerador com resistência interna, $U=\varepsilon-ri$.

Com $U=9\,\mathrm V$, \[i=\frac{12-9}{1}=3\,\mathrm A.\] A resistência externa é \[R_\mathrm{ext}=U/i=9/3=3\,\Omega.\] Como o resistor fixo vale $2\,\Omega$, o trecho ativo do reostato vale $1\,\Omega$.

O reostato é uniforme, e sua resistência cresce com a altura da boia. $1\,\Omega$ é um quarto dos $4\,\Omega$ na capacidade máxima. O reservatório cilíndrico tem volume proporcional à altura: \[V=\frac14(20)=\boxed{5\,\mathrm{m^3}}.\]

Cuidado, armadilha! A tensão medida é a tensão terminal de 9 V, não a fem de 12 V.

Alternativa correta: D

Q64
Física Moderna — Fótons — Energia do Infravermelho

A tecnologia dominante nos controles remotos de televisores (TV) é o infravermelho (IV). A premissa básica do funcionamento de um controle remoto IV é o uso da “luz” para levar sinais entre um controle remoto e o aparelho que ele controla. Assim, o controle da TV é apenas um gerador de IV, tendo cada botão uma frequência diferente, e então, de acordo com a frequência recebida pela TV, ela interpreta como sendo um comando (exemplo: trocar de canal).

Considerando que o comprimento de onda do IV utilizado nos controles remotos de TV varia de $750\,\mathrm{nm}$ a $1000\,\mu\mathrm m$, a energia carregada por um fóton na informação enviada à TV estará no intervalo, em eV, cuja ordem de grandeza vale

A)$10^1$
B)$10^2$
C)$10^3$
D)$10^4$

Gabarito oficial — versão A

ANULADA
Resolução

A questão foi anulada oficialmente. Calcule o intervalo antes de tentar associar uma potência de dez às alternativas.

A energia é $E=hc/\lambda$. O maior comprimento, $1000\,\mu\mathrm m=10^{-3}\,\mathrm m$, fornece \[E_{\min}=\frac{6{,}6\times10^{-34}\cdot3\times10^8}{10^{-3}\cdot1{,}6\times10^{-19}}\simeq1{,}24\times10^{-3}\,\mathrm{eV}.\]

O menor comprimento, $750\,\mathrm{nm}=7{,}5\times10^{-7}\,\mathrm m$, fornece \[E_{\max}\simeq1{,}65\,\mathrm{eV}.\] Logo, o intervalo vai de aproximadamente $0{,}00124$ a $1{,}65\,\mathrm{eV}$.

Não há uma única ordem de grandeza para todos esses valores, e as alternativas positivas de $10^1$ a $10^4$ não representam o intervalo energético. Não confunda sua extensão com a razão $E_{\max}/E_{\min}$, que é outra grandeza.

Cuidado, armadilha! Converta micrômetros e nanômetros corretamente e não troque intervalo de energia por razão entre energias.

Questão anulada no gabarito oficial: ANULADA

↑ Voltar ao topo