COMO A HIPERMETROPIA ACONTECE NA INFÂNCIA:
É muito comum bebês e crianças apresentarem algum tipo de erro refrativo, e a hipermetropia é o caso mais constante. Isso porque este tipo de ametropia (erro de refração) pode se manifestar desde a fase de recém-nascido. A hipermetropia é um erro de refração caracterizado pelo modo em que o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. Consequentemente, isso faz com que a visão de longe seja melhor do que a de perto. (...)
De acordo com a Dra. Liana, existem alguns fatores que podem influenciar a incidência de hipermetropia em crianças, como o ambiente, a etnia e, principalmente, a genética. “As formas leves e moderadas, com até seis dioptrias, são passadas de geração para geração (autossômica dominante). Já a hipermetropia elevada é herdada dos pais (autossômica recessiva)”, explicou a especialista.
A médica ainda relatou a importância em identificar, prematuramente, o comportamento hipermétrope da criança, caso contrário, esse problema pode afetar a rotina visual e funcional delas. “A falta de correção da hipermetropia pode dificultar o processo de aprendizado, e ainda pode reduzir, ou limitar, o desenvolvimento nas atividades da criança. Em alguns casos, pode ser responsável por repetência, evasão escolar e dificuldade na socialização, requerendo ações de identificação e tratamento”, concluiu a Dra. Liana.
Os sintomas relacionados à hipermetropia, além da dificuldade de enxergar de perto, variam entre: dores de cabeça, fadiga ocular e dificuldade de concentração em leitura.(...) O tratamento utilizado para corrigir este tipo de anomalia é realizado através da cirurgia refrativa. O uso de óculos (com lentes esféricas) ou lentes de contato corretivas é considerado método convencional, que pode solucionar o problema visual do hipermétrope.
(Disponível em:www.cbo.net.br/novo/publicacao/revista_vejabem. Acesso em: 18 fev. 2017.)
De acordo com o texto acima, a hipermetropia pode ser corrigida com o uso de lentes esféricas. Dessa maneira, uma lente corretiva, delgada e gaussiana, de vergência igual a $+2\,\mathrm{di}$, conforme figura a seguir, é utilizada para projetar, num anteparo colocado a uma distância $p^\prime$ da lente, a imagem de um corpo luminoso que oscila em movimento harmônico simples (MHS). A equação que descreve o movimento oscilatório desse corpo é $y=(0{,}1)\sin(4t+\pi/2)$.
Considere que a equação que descreve a oscilação projetada no anteparo é dada por $y^\prime=(0{,}5)\sin(4t+3\pi/2)$ (SI). Nessas condições, a distância $p^\prime$, em cm, é
Resolução
A vergência $+2\,\mathrm{di}$ corresponde a $f=1/2=0{,}50\,\mathrm m$. As amplitudes do objeto e da imagem são $0{,}1\,\mathrm m$ e $0{,}5\,\mathrm m$.
A diferença de fase é $\pi$, indicando inversão. O aumento é \[A=-\frac{0{,}5}{0{,}1}=-5=-\frac{p'}p\quad\Rightarrow\quad p'=5p.\]
Pela equação de Gauss, \[\frac1{0{,}50}=\frac1p+\frac1{5p}=\frac6{5p}.\] Logo, $p=0{,}60\,\mathrm m$ e \[\boxed{p'=3{,}0\,\mathrm m=300\,\mathrm{cm}}.\]
Cuidado, armadilha! A amplitude fornece o módulo do aumento; a diferença de fase fornece seu sinal.
Alternativa correta: C