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2024-CFS1 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Escola de Especialistas de Aeronáutica

CFS 1/2024 · Prova de Física (Q73-96) — resolução comentada Método TEF.

Q73
Ondulatória — Conceitos Básicos — Ondas mecânicas e eletromagnéticas

Entre as alternativas a seguir, que trazem afirmações sobre ondas mecânicas e ondas eletromagnéticas, assinale aquela que está correta.

a)A difração é um fenômeno que não pode ser observado nas ondas sonoras.
b)A difração e a polarização são fenômenos que ocorrem com qualquer tipo de onda.
c)O Princípio de Huygens só pode ser aplicado para o estudo das ondas eletromagnéticas.
d)A interferência é um fenômeno que pode ocorrer com ondas mecânicas e com ondas eletromagnéticas.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

Vale a pena separar o que é comum a toda onda do que depende do tipo de onda.

Interferência é pura superposição: duas ondas passando pelo mesmo ponto somam suas perturbações. Isso acontece com o som, com ondas na corda e com a luz. Então a alternativa d está certa.

As outras caem por detalhes clássicos. O som difrata, e muito (é por isso que você ouve alguém atrás de uma parede). A polarização só existe em ondas transversais, e o som no ar é longitudinal, então ela não vale para qualquer onda. E o Princípio de Huygens é geométrico: serve para qualquer frente de onda, mecânica ou eletromagnética.

Q74
Termologia — Termodinâmica — Trabalho em ciclos termodinâmicos

Os gráficos da pressão (P) em função do volume (V), a seguir, representam ciclos termodinâmicos diferentes pelos quais passou uma mesma amostra de gás ideal. Nos gráficos estão representados os mesmos três valores de pressão ($P_1$, $P_2$ e $P_3$) e os mesmos dois valores de volume ($V_1$ e $V_2$). Assinale entre as alternativas aquela que apresenta o ciclo termodinâmico de maior rendimento.

a)Alternativa A: ciclo termodinâmico retangular entre P1, P3, V1 e V2
b)Alternativa B: ciclo termodinâmico retangular entre P1, P2, V1 e V2
c)Alternativa C: ciclo termodinâmico com trecho inclinado entre P3 e P1
d)Alternativa D: ciclo termodinâmico triangular entre P1, P3, V1 e V2

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

A
Resolução

Rendimento é o trabalho útil dividido pelo calor recebido: $\eta = \dfrac{W}{Q_{\text{recebido}}}$. Precisamos olhar as duas coisas, não só a área.

Compare primeiro a e d. Nos dois ciclos o gás recebe calor nos mesmos trechos: o aquecimento isovolumétrico em $V_1$ (de $P_3$ até $P_1$) e a expansão isobárica em $P_1$ (de $V_1$ até $V_2$). O calor recebido é o mesmo, mas a área do triângulo é metade da área do retângulo. Logo, a rende mais que d.

Agora a contra b. No retângulo, com $\Delta P$ e $\Delta V$ como lados,

$$\eta=\frac{\Delta P\,\Delta V}{\dfrac{C_V}{R}V_1\,\Delta P+\dfrac{C_P}{R}P_1\,\Delta V}=\frac{1}{\dfrac{C_V}{R}\dfrac{V_1}{\Delta V}+\dfrac{C_P}{R}\dfrac{P_1}{\Delta P}}$$

Aumentar $\Delta P$ diminui o segundo termo do denominador e, portanto, aumenta o rendimento. Como em a a pressão desce até $P_3$ (maior $\Delta P$) e em b só até $P_2$, o ciclo a vence.

Por fim, c é o próprio ciclo a com um pedaço da área cortado pelo trecho inclinado: menos trabalho para praticamente o mesmo calor recebido. O maior rendimento é o do ciclo retangular entre $P_1$, $P_3$, $V_1$ e $V_2$.

Q75
Física Moderna — Física Quântica — Efeito fotoelétrico

O gráfico a seguir representa a relação entre a energia cinética máxima de elétrons emitidos, por efeito fotoelétrico, de um material exposto a uma radiação de determinada frequência. Assinale a alternativa que indica corretamente dois valores de frequência da radiação que resultarão em emissão de elétrons.

Gráfico da energia cinética máxima dos fotoelétrons em função da frequência
a)$F_1$ e $F_2$
b)$F_1$ e $F_3$
c)$F_3$ e $F_4$
d)$F_1$ e $F_4$

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

No gráfico, a energia cinética máxima só começa a existir a partir de $F_2$. Essa é a frequência de corte: abaixo dela o fóton não tem energia suficiente para arrancar o elétron, por mais intensa que seja a luz.

Pela equação de Einstein, $E_{c,\max}=hf-\phi$, só há emissão quando $f>F_2$. Entre as frequências marcadas, apenas $F_3$ e $F_4$ ficam acima do corte.

Cuidado com $F_2$: nela os elétrons saem, no máximo, com energia cinética nula. Por isso a alternativa que traz duas frequências que certamente emitem elétrons é a que tem $F_3$ e $F_4$.

Q76
Mecânica — Estática — Equilíbrio com polias

A figura a seguir representa um conjunto de polias e cabos ideais que formam um aparelho de musculação muito empregado em academias.

Assinale a alternativa que indica corretamente o módulo da força (F) necessária para manter um objeto sujeito a uma força-peso de módulo igual a "P" parado acima do solo.

Sistema de polias do aparelho de musculação com força F e peso P
a)P/2
b)P/4
c)2P
d)4P

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

Em sistema de polias o caminho mais seguro é seguir o cabo e marcar a tração em cada trecho.

O bloco pendurado está parado, então o cabo que o segura tem tração $P$. Esse mesmo cabo passa pela polia fixa do teto, desce, contorna por baixo a polia do meio e sobe até o teto. Resultado: a polia do meio é puxada para cima por dois trechos de tração $P$, ou seja, $2P$.

Para ela ficar em equilíbrio, o cabo preso embaixo dela precisa puxá-la para baixo com $2P$. Esse cabo contorna a polia presa ao solo (que só muda a direção da força) e termina na mão de quem faz o exercício.

$$F = 2P$$

Faz sentido para um aparelho de academia: a montagem foi pensada para dobrar o esforço, e não para aliviá-lo. Quem marca $P/2$ ou $P/4$ inverteu o papel da polia móvel.

Q77
Mecânica — Quantidade de Movimento — Variação da quantidade de movimento na colisão

Uma bola de dimensões desprezíveis de massa "m" com uma velocidade de módulo igual a "v" colide com o chão. Após a colisão sai com uma velocidade de módulo igual a "v", conforme a figura a seguir.

Assinale a alternativa que indica corretamente o módulo da variação da quantidade de movimento dessa bola.

Bola incidindo e refletindo no chão com velocidade v e ângulo teta
a)$0$
b)$v$
c)$2mv\cos\theta$
d)$2mv\,\text{sen}\,\theta$

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

Quantidade de movimento é vetor, então a pergunta é sobre a variação do vetor $\vec p$, não do módulo.

Decomponha a velocidade usando o ângulo $\theta$ medido a partir do chão. A componente horizontal, $v\cos\theta$, é a mesma antes e depois: ela não muda. A componente vertical, $v\,\text{sen}\,\theta$, troca de sentido: era para baixo, passa a ser para cima.

$$|\Delta\vec p| = m\,v\,\text{sen}\,\theta-(-m\,v\,\text{sen}\,\theta)=2mv\,\text{sen}\,\theta$$

A pegadinha está na alternativa a: o módulo da velocidade não muda, mas a direção muda, e isso já basta para existir variação de quantidade de movimento. E o cosseno só apareceria se o ângulo fosse medido a partir da vertical.

Q78
Termologia — Termometria — Conversão de variações de temperatura

Assinale a alternativa que indica corretamente a expressão da variação de temperatura em graus Fahrenheit ($\Delta\theta_F$) em função da variação de temperatura em graus Celsius ($\Delta\theta_C$).

a)$\Delta\theta_F=\frac{9}{5}\Delta\theta_C+32$
b)$\Delta\theta_F=\frac{9}{5}\Delta\theta_C-32$
c)$\Delta\theta_F=\frac{9}{5}\Delta\theta_C$
d)$\Delta\theta_F=\frac{5}{9}\Delta\theta_C$

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

A conversão de temperaturas é $\dfrac{\theta_C}{5}=\dfrac{\theta_F-32}{9}$. O $32$ aparece porque as escalas têm zeros diferentes.

Quando falamos de variação, esse deslocamento do zero some, porque ele aparece nas duas temperaturas e se cancela na subtração:

$$\frac{\Delta\theta_C}{5}=\frac{\Delta\theta_F}{9}\;\Longrightarrow\;\Delta\theta_F=\frac{9}{5}\,\Delta\theta_C$$

As alternativas a e b são a armadilha: usam a fórmula de conversão de temperatura, e não de variação. Um jeito rápido de conferir: uma variação de $100\ ^\circ\text{C}$ corresponde a $180\ ^\circ\text{F}$, e não a $212\ ^\circ\text{F}$.

Q79
Óptica — Lentes — Imagem em lente divergente

A lupa, ou microscópio simples, é um instrumento óptico que consiste, basicamente, de uma lente convergente. Caso esta lente fosse substituída por uma lente divergente, a imagem conjugada de um objeto real colocado sobre o eixo principal, seria

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho anterior.

a)virtual, direita e menor
b)real, invertida e maior
c)virtual ou real, direita ou invertida, dependendo da posição do objeto, mas sempre menor
d)virtual ou real, direita ou invertida, dependendo da posição do objeto, mas sempre maior

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

A
Resolução

Lente divergente com objeto real tem um comportamento só, não importa onde o objeto esteja: a imagem é sempre virtual, direita e menor.

Os raios que saem do objeto divergem ainda mais depois de atravessar a lente. Eles nunca se cruzam de verdade; só os prolongamentos se encontram, do mesmo lado do objeto e entre a lente e o foco. Por isso a imagem é virtual, não inverte e fica reduzida.

As alternativas c e d descrevem, na verdade, o jeito de pensar das lentes convergentes, em que o tipo de imagem depende da posição do objeto. É justamente por isso que uma lupa precisa de lente convergente: a divergente jamais amplia um objeto real.

Q80
Eletromagnetismo — Indução Eletromagnética — Lei de Faraday-Lenz em bobinas

Duas bobinas, A e B, são feitas com fios de material condutor e estão representadas na figura a seguir. O circuito em que está a bobina A está em curto, enquanto a bobina B não está em um circuito fechado. Cada bobina é exposta a uma grande variação de fluxo magnético devido a um ímã (onde N significa polo norte e S polo sul) que foi abandonado ao iniciar um movimento pendular próximo o suficiente da parte superior da bobina. Os dois ímãs são idênticos e uma montagem não interfere na outra.

Ímãs em movimento pendular próximos às bobinas A e B

É correto afirmar que ________ corrente induzida na bobina ________ que ________ o módulo da velocidade tangencial do ímã.

Assinale a alternativa que completa corretamente e respectivamente a frase anterior.

a)há; B; diminua
b)há; A; não altere
c)não há; A; altere
d)não há; B; altere

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

A bobina A faz parte de um circuito fechado. Quando o ímã balança perto dela, o fluxo varia, surge força eletromotriz e circula corrente. Pela Lei de Lenz, essa corrente cria um campo que se opõe ao movimento do ímã e ele vai perdendo energia (que vira calor no fio). O pêndulo de A freia.

A bobina B está aberta. Aparece força eletromotriz nos terminais, mas sem caminho fechado não há corrente. Sem corrente, não há campo induzido para frear o ímã, e o módulo da velocidade dele não é alterado por causa da bobina.

Encaixando na frase: não há corrente induzida na bobina B que altere o módulo da velocidade tangencial do ímã.

Repare que as outras combinações sempre erram uma das peças: dizem que há corrente em B (circuito aberto) ou que a corrente em A não freia o ímã.

Q81
Física Moderna — Física Nuclear — Fissão nuclear

Um elemento muito utilizado na reação de fissão nuclear é o urânio (U). Na reação a seguir, apresenta-se parte de uma das possíveis reações de fissão envolvendo o urânio-235, no qual um nêutron (n) foi utilizado para bombardear o átomo de urânio, gerando um átomo de bário (Ba) e outro de criptônio (Kr).

Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que preenche corretamente as interrogações.

$${}^{1}_{0}\text{n}+{}^{235}_{92}\text{U}\;\longrightarrow\;{}^{141}_{56}\text{Ba}+{}^{?}_{?}\text{Kr}+\,?\;{}^{1}_{0}\text{n}$$

a)${}^{91}_{35}\text{Kr}+2\,{}^{1}_{0}\text{n}$
b)${}^{92}_{36}\text{Kr}+3\,{}^{1}_{0}\text{n}$
c)${}^{94}_{36}\text{Kr}+5\,{}^{1}_{0}\text{n}$
d)${}^{95}_{36}\text{Kr}+0\,{}^{1}_{0}\text{n}$

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

Numa reação nuclear se conservam o número de massa (em cima) e o número atômico (embaixo).

Número de massa: $1+235=236$. Do lado dos produtos, o bário leva $141$, sobrando $236-141=95$ para dividir entre o criptônio e os nêutrons.

Número atômico: $0+92=92$. O bário tem $56$ e os nêutrons têm $0$, então o criptônio tem $Z=92-56=36$.

Agora é testar as opções com $Z=36$: com ${}^{92}_{36}\text{Kr}$, sobram $95-92=3$ unidades de massa, ou seja, $3$ nêutrons. É a reação clássica do urânio-235:

$${}^{1}_{0}\text{n}+{}^{235}_{92}\text{U}\to{}^{141}_{56}\text{Ba}+{}^{92}_{36}\text{Kr}+3\,{}^{1}_{0}\text{n}$$

Vale lembrar: são esses nêutrons extras que mantêm a reação em cadeia.

Q82
Mecânica — Estática — Equilíbrio de corpo extenso

Uma barra rígida e homogênea de massa igual a 6 kg e comprimento total L está pendurada por um fio ideal ligado ao teto. Dois corpos, A e B, estão presos às extremidades da barra, conforme a figura. Todo conjunto está em equilíbrio estático, o corpo A tem massa igual a 18 kg e a intensidade da aceleração da gravidade no local vale $10~m/s^{2}.$ O valor, em N, da intensidade da tração no fio que segura a barra é igual a

Barra horizontal de comprimento L suspensa a um quarto do comprimento, com corpos A e B nas extremidades
a)220.
b)260.
c)280.
d)390.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

Duas equações resolvem qualquer barra em equilíbrio: soma das forças nula e soma dos momentos nula. A tração no fio aparece na primeira, mas antes precisamos do peso de B.

Tome os momentos em relação ao ponto do fio, que fica a $\frac{L}{4}$ de A. De um lado está o peso de A: $180\cdot\frac{L}{4}=45L$. Do outro, o peso da barra ($60\ \text{N}$ no centro, a $\frac{L}{4}$ do fio) e o peso de B (a $\frac{3L}{4}$):

$$45L = 60\cdot\frac{L}{4}+P_B\cdot\frac{3L}{4}\;\Longrightarrow\;45=15+\frac{3P_B}{4}\;\Longrightarrow\;P_B=40\ \text{N}$$

Agora as forças verticais: o fio sustenta tudo.

$$T = 180+60+40 = 280\ \text{N}$$

O erro comum é esquecer o peso da própria barra. Sem ele você chega a $P_B=60\ \text{N}$ e $T=240\ \text{N}$, que nem está entre as opções.

Q83
Mecânica — Cinemática — Gráfico velocidade × tempo

O gráfico a seguir representa velocidades instantâneas "v" de um objeto em função dos respectivos instantes de tempo "t".

Assinale a alternativa cuja afirmação está correta.

Gráfico de velocidade em função do tempo, com velocidade nula em 10 segundos
a)de 0 a 10 s, as velocidades instantâneas são positivas e a aceleração média é positiva.
b)de 0 a 10 s, as velocidades instantâneas são positivas e a aceleração média é negativa.
c)de 10 a 20 s, as velocidades instantâneas são negativas e a aceleração média é positiva.
d)de 10 a 20 s, as velocidades instantâneas são nulas e a aceleração média também é nula.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

No gráfico $v\times t$, o sinal da velocidade é a posição da reta em relação ao eixo, e a aceleração é a inclinação.

De $0$ a $10\ \text{s}$ a reta está acima do eixo: as velocidades são positivas. Mas ela está descendo, então a aceleração é negativa. O objeto avança e vai freando.

De $10$ a $20\ \text{s}$ as velocidades ficam negativas, mas a inclinação continua a mesma, ou seja, a aceleração continua negativa. Isso derruba c e d.

É um bom exemplo de que velocidade positiva não significa aceleração positiva.

Q84
Eletromagnetismo — Força Magnética — Movimento de carga em campo magnético

Um feixe de partículas carregadas positivamente é lançado com uma velocidade inicial da posição A. Ao entrar, perpendicularmente, na Região 1 o feixe sofre a ação de uma força causada pela presença de um campo, que faz com que realize parte de um movimento circular uniforme até a posição B. Em seguida, ao entrar na Região 2, o feixe é acelerado por um outro campo antes de atingir o ponto C. Cada um dos retângulos tracejados representa uma região onde atua apenas um único campo.

Considerando que do ponto A até o ponto C atuam somente campos elétricos ou magnéticos, assinale a alternativa que indica corretamente o tipo de campo que atua na Região 1 e 2, respectivamente.

Trajetória de partículas carregadas entre as regiões 1 e 2, dos pontos A a C
a)elétrico e elétrico
b)elétrico e magnético
c)magnético e elétrico
d)magnético e magnético

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

A pista está no tipo de movimento em cada região.

Na Região 1 o feixe entra perpendicularmente ao campo e descreve um arco de movimento circular uniforme. A força muda a direção, mas não altera o módulo da velocidade. É exatamente o que a força magnética faz: como $\vec F_m$ é sempre perpendicular a $\vec v$, ela não realiza trabalho. Campo magnético.

Na Região 2 o feixe é acelerado em linha reta, ou seja, ganha velocidade. Força magnética não consegue fazer isso. Quem acelera carga ao longo da trajetória é o campo elétrico.

Portanto, magnético na Região 1 e elétrico na Região 2.

Q85
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência em lâmpadas associadas

Na figura a seguir é apresentado um circuito elétrico montado com quatro lâmpadas incandescentes (resistências ôhmicas) $L_{p1}$, $L_{p2}$, $L_{p3}$ e $L_{p4}$. As quatro lâmpadas apresentam, no seu bulbo, respectivamente, valores de potência especificados iguais a 5 W, 5 W, 10 W e 10 W, além disso, todas devem ser instaladas com uma tensão especificada em 10 V. No circuito utiliza-se uma fonte ideal de alimentação que gera uma tensão de 10 V. Os fios e a chave (ch) também são considerados ideais.

Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que descreve corretamente o que acontecerá no circuito após a chave (ch) ser fechada.

Circuito de 10 volts com chave e quatro lâmpadas distribuídas em três ramos paralelos
a)Nenhuma lâmpada acenderá.
b)Somente as lâmpadas $L_{p1}$ e $L_{p2}$ acenderão.
c)As lâmpadas $L_{p3}$ e $L_{p4}$ dissiparão potências com valores maiores que os especificados.
d)As lâmpadas $L_{p1}$ e $L_{p2}$ dissiparão potências com valores menores que os especificados.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

Primeiro, a resistência de cada lâmpada a partir dos valores nominais, com $R=\dfrac{U^2}{P}$:

$$R_1=R_2=\frac{10^2}{5}=20\ \Omega,\qquad R_3=R_4=\frac{10^2}{10}=10\ \Omega$$

$L_{p3}$ e $L_{p4}$ estão cada uma sozinha num ramo ligado direto à fonte: recebem $10\ \text{V}$ e dissipam exatamente os $10\ \text{W}$ especificados.

$L_{p1}$ e $L_{p2}$ estão em série no mesmo ramo, então dividem os $10\ \text{V}$: cada uma fica com $5\ \text{V}$.

$$P_1=P_2=\frac{5^2}{20}=1{,}25\ \text{W}$$

Bem abaixo dos $5\ \text{W}$ nominais. Todas acendem, mas $L_{p1}$ e $L_{p2}$ brilham menos do que deveriam.

Q86
Mecânica — Cinemática — Movimento circular uniforme

Em uma pista de teste circular de 4,2 km de comprimento, um veículo partiu do marco inicial da pista e manteve uma velocidade constante de $35~m/s$ executando voltas completas na pista. As dimensões do veículo, em relação às dimensões da pista, podem ser desprezadas e o movimento executado foi circular e uniforme. O valor do período, em segundos, observado no movimento é igual a

a)110.
b)120.
c)130.
d)140.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

Período é o tempo de uma volta completa. Em uma volta o veículo percorre o comprimento da pista, $4{,}2\ \text{km}=4200\ \text{m}$, com velocidade constante:

$$T=\frac{4200}{35}=120\ \text{s}$$

Só um cuidado: a pista foi dada em quilômetros e a velocidade em metros por segundo. Converter antes de dividir evita erro.

Q87
Mecânica — Dinâmica — Resultante centrípeta no looping vertical

A figura a seguir representa a trajetória circular que um móvel com massa igual a $0{,}1\ \text{kg}$ realiza num plano vertical ao solo em um local onde o módulo da aceleração da gravidade é igual a $10~m/s^{2}$. No ponto mais alto da trajetória o módulo da velocidade tangencial desse móvel é de $10~m/s$, sendo este o maior valor de toda a trajetória.

Considerando que a energia mecânica do móvel se conserva durante todo o movimento e que a energia potencial ao nível do solo é zero, assinale a alternativa que indica corretamente o valor do módulo da força centrípeta, em N, no ponto mais baixo da trajetória circular.

Trajetória circular de dois metros de diâmetro com o ponto inferior a um metro do solo
a)21
b)14
c)10
d)7

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

A força centrípeta no ponto mais baixo é $F_c=\dfrac{mv^2}{R}$, então precisamos da velocidade lá embaixo. Quem dá isso é a conservação da energia.

Pela figura, o diâmetro é $2\ \text{m}$ ($R=1\ \text{m}$), o ponto mais baixo está a $1\ \text{m}$ do solo e o mais alto a $3\ \text{m}$. A descida é de $2\ \text{m}$:

$$v_{\text{baixo}}^2=v_{\text{alto}}^2+2g\,\Delta h=100+2\cdot10\cdot2=140$$

$$F_c=\frac{0{,}1\cdot140}{1}=14\ \text{N}$$

Um detalhe do enunciado: com energia conservada, o ponto mais alto é onde a velocidade é mínima, e não máxima. Isso não muda a conta, que só usa os $10\ \text{m/s}$ no topo e a conservação da energia.

Q88
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e peso aparente

Um objeto, de densidade igual a $2~g/cm^{3}$, está suspenso no ar por um cabo (inextensível e de massa desprezível). Nesse instante, um dinamômetro ideal registra uma força de 10 N no cabo. Mantendo ainda o objeto suspenso pelo cabo e estando agora o objeto totalmente imerso, e em equilíbrio estático, em um líquido de densidade igual a $0{,}8~g/cm^{3}$, qual o novo valor, em N, da força registrada no dinamômetro? Adote a intensidade da gravidade no local igual a $10~m/s^{2}$.

a)4,8
b)6,0
c)8,0
d)9,6

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

No ar, o dinamômetro mede o peso: $P=10\ \text{N}$, então a massa é $1\ \text{kg}=1000\ \text{g}$. Com densidade $2\ \text{g/cm}^3$, o volume é $V=\dfrac{1000}{2}=500\ \text{cm}^3$.

Totalmente imerso, o objeto desloca $500\ \text{cm}^3$ de líquido. A massa desse líquido é $0{,}8\cdot500=400\ \text{g}$, e o empuxo é o peso dele: $E=4\ \text{N}$.

O dinamômetro passa a registrar o peso aparente:

$$T=P-E=10-4=6{,}0\ \text{N}$$

Atalho útil: $\dfrac{E}{P}=\dfrac{d_{\text{líquido}}}{d_{\text{objeto}}}=\dfrac{0{,}8}{2}=0{,}4$. O empuxo vale $40\%$ do peso.

Q89
Física Moderna — Física Quântica — Modelo atômico de Rutherford

O modelo atômico proposto por Rutherford teve como ponto de partida um experimento no qual uma lâmina delgada de ouro foi bombardeada por um feixe de partículas alfa ($\alpha$). Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que está corretamente relacionada ao modelo de Rutherford.

a)As cargas positivas estariam uniformemente distribuídas por todo o átomo.
b)Seria um modelo planetário com a carga positiva concentrada em um pequeno núcleo.
c)O átomo seria todo maciço com as cargas positivas e negativas constituindo um único corpo.
d)O átomo seria constituído por uma esfera contendo cargas positivas e os elétrons estariam incrustados nela, semelhante a um "pudim de passas".

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

No experimento de Rutherford, a maior parte das partículas alfa atravessou a lâmina de ouro sem desvio, mas algumas poucas voltaram quase pelo mesmo caminho.

A primeira observação mostra que o átomo é quase todo vazio. A segunda mostra que existe uma região minúscula, muito densa e positiva, capaz de repelir a alfa com força. Daí o modelo planetário: núcleo pequeno e positivo no centro, elétrons girando ao redor.

As alternativas a e d descrevem o modelo de Thomson (o pudim de passas), justamente o modelo que o experimento derrubou. A c lembra a esfera maciça de Dalton.

Q90
Mecânica — Cinemática — Movimento uniforme relativo

Numa ponte de 100 m de extensão existem dois conjuntos de trilhos retilíneos e paralelos que permitem a passagem de dois trens simultaneamente. Exatamente no mesmo instante, chegam dois trens, A e B, precisamente nas extremidades opostas da ponte e em trilhos diferentes. Estes trens se deslocam na mesma direção e em sentidos contrários. O trem A possui 200 m de comprimento e velocidade constante de módulo igual a $36~km/h$ e o trem B possui 100 m de comprimento e velocidade constante de módulo igual a $18~km/h.$ De acordo com o texto, é correto afirmar que:

a)os dois trens atravessarão completamente a ponte ao mesmo tempo.
b)o trem A atravessará completamente a ponte primeiro e, somente 5 s após o trem A já ter atravessado a ponte, o trem B atravessará completamente a ponte.
c)o trem B atravessará completamente a ponte primeiro e, somente 5 s após o trem B já ter atravessado a ponte, o trem A atravessará completamente a ponte.
d)o trem A atravessará completamente a ponte antes do trem B, e, após o trem A ter atravessado, ainda restarão 50 m do trem B para atravessar completamente a ponte.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

O trem atravessa completamente a ponte quando a traseira sai dela. A distância a percorrer é a ponte mais o próprio trem.

Trem A: $36\ \text{km/h}=10\ \text{m/s}$ e distância $100+200=300\ \text{m}$, então leva $30\ \text{s}$.

Trem B: $18\ \text{km/h}=5\ \text{m/s}$ e distância $100+100=200\ \text{m}$, então leva $40\ \text{s}$.

A termina primeiro, $10\ \text{s}$ antes de B, o que já elimina a, b e c. Para confirmar a d: em $30\ \text{s}$ o trem B percorreu $5\cdot30=150\ \text{m}$ dos $200\ \text{m}$ necessários. Faltam exatamente $50\ \text{m}$.

Note que o fato de os trens irem em sentidos contrários não importa aqui: cada um atravessa a ponte por conta própria.

Q91
Óptica — Reflexão e Espelhos — Equação de Gauss para espelhos

Um objeto real de altura H foi colocado em frente a um espelho, esférico e estigmático, perpendicularmente sobre o eixo principal deste. A distância entre o objeto e a imagem é de 75 cm. A imagem conjugada é virtual, direita e apresenta uma altura de $\frac{1}{4}$ de H. Portanto, pode-se concluir, corretamente, que se trata de um espelho ________ com distância focal igual a ________ cm.

Assinale, entre as alternativas a seguir, aquela que preenche corretamente e respectivamente as lacunas do texto anterior.

a)côncavo; 9,6
b)convexo; −9,6
c)côncavo; 20,0
d)convexo; −20,0

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

Imagem virtual, direita e menor que o objeto ($\frac14$ de H) é assinatura do espelho convexo. O côncavo, quando dá imagem virtual, sempre dá imagem ampliada. Isso já reduz a disputa às alternativas b e d.

Aumento de $\frac14$: a imagem fica a um quarto da distância do objeto, $p'=-\dfrac{p}{4}$ (negativo por ser virtual, atrás do espelho). A distância entre objeto e imagem é a soma dos módulos:

$$p+\frac{p}{4}=75\;\Longrightarrow\;p=60\ \text{cm},\qquad p'=-15\ \text{cm}$$

$$\frac1f=\frac1{60}-\frac1{15}=\frac{1-4}{60}=-\frac{3}{60}\;\Longrightarrow\;f=-20{,}0\ \text{cm}$$

O sinal negativo confirma: foco virtual, espelho convexo.

Q92
Física Geral — Grandezas e Unidades — Notação científica

Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta uma correta conversão do valor obtido para o valor escrito em notação científica, apresentado no lado direito da igualdade.

a)$0{,}0000042=42\cdot10^{-7}$
b)$570\,000=6\cdot10^{5}$
c)$0{,}000038=3{,}8\cdot10^{5}$
d)$8\,400\,000=8{,}4\cdot10^{6}$

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

Duas coisas precisam valer ao mesmo tempo: a igualdade tem que estar certa e o número tem que estar em notação científica, com o fator entre $1$ e $10$.

a) $42\cdot10^{-7}$ até vale $0{,}0000042$, mas $42$ não está entre $1$ e $10$. O correto seria $4{,}2\cdot10^{-6}$.

b) $6\cdot10^5=600\,000$, não $570\,000$. Arredondar não é converter; o certo é $5{,}7\cdot10^5$.

c) Número menor que $1$ precisa de expoente negativo: $0{,}000038=3{,}8\cdot10^{-5}$.

d) $8\,400\,000=8{,}4\cdot10^6$. A vírgula andou seis casas para a esquerda e o fator está entre $1$ e $10$. Correta.

Q93
Ondulatória — MHS — MHS como projeção do MCU

Na figura, o ponto $P_{1}$ executa MCU e o $P_{2}$, que é a projeção ortogonal de $P_{1}$, executa MHS. Além disso, observa-se que $\vec v$ é a velocidade tangencial de $P_1$, $\varphi$ é a fase num instante $t$ e $x$ é a abscissa que representa a elongação. A função horária da elongação descrita pelo ponto $P_{2}$ é dada por $x=3\cos(4t)$, em unidades do SI. O valor, em m/s, da velocidade tangencial de $P_{1}$ é igual a

Ponto P1 em movimento circular uniforme e sua projeção P2 sobre o eixo x
a)3.
b)6.
c)12.
d)24.

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

O MHS de $P_2$ é a sombra do MCU de $P_1$. Por isso a equação $x=A\cos(\omega t)$ traz as duas informações do movimento circular: o raio é a amplitude e a velocidade angular é a pulsação.

Comparando com $x=3\cos(4t)$: $R=A=3\ \text{m}$ e $\omega=4\ \text{rad/s}$.

$$v=\omega R=4\cdot3=12\ \text{m/s}$$

Essa é também a velocidade máxima do MHS, atingida quando $P_2$ passa pela origem.

Q94
Ondulatória — Fenômenos Ondulatórios — Refração de ondas

Uma onda periódica propaga-se num meio homogêneo I com velocidade $v_I$ e apresenta entre os pontos A e B, pertencentes à onda, uma extensão de 6 m, conforme pode ser visto na figura. Quando esta onda sofre o fenômeno da refração, pode-se observar que a velocidade da onda no novo meio homogêneo II é de $15~m/s$ e com comprimento de onda de 3 m. Assim, pode-se concluir corretamente que a velocidade $v_I$ tem o valor de ________ m/s.

Onda periódica entre os pontos A e B separados por seis metros

Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que preenche corretamente a lacuna do texto anterior.

a)10
b)15
c)20
d)30

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

C
Resolução

Na refração a frequência não muda: ela é imposta pela fonte. É o dado que liga os dois meios.

No meio II: $f=\dfrac{v}{\lambda}=\dfrac{15}{3}=5\ \text{Hz}$.

No meio I, o comprimento de onda sai da figura. De A (uma crista) até B (um vale) há uma onda completa e mais meia onda: $1{,}5\lambda=6\ \text{m}$, então $\lambda_I=4\ \text{m}$.

$$v_I=\lambda_I f=4\cdot5=20\ \text{m/s}$$

O erro mais comum é tomar os $6\ \text{m}$ como um comprimento de onda inteiro, o que daria $30\ \text{m/s}$. Conte cristas e vales com calma.

Q95
Eletricidade — Eletrostática — Eletrização por contato

Três esferas condutoras e idênticas, A, B e C, são mantidas inicialmente isoladas umas das outras. A esfera A está carregada positivamente com carga elétrica de $+8\ \mu\text{C}$ e as esferas B e C estão neutras. Inicialmente faz-se a esfera A tocar somente na esfera B e, depois, faz-se a esfera A tocar somente na esfera C. Em seguida, considerando as esferas como cargas puntiformes, colocam-se as esferas B e C separadas por uma distância de 2 m. Sabendo que a constante eletrostática do meio vale $9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^{2}/\text{C}^{2}$, determine o valor, em $10^{3}$ V, do potencial elétrico resultante no ponto médio do segmento de reta que contém as esferas B e C.

a)18
b)27
c)36
d)54

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

D
Resolução

Esferas idênticas em contato dividem a carga total igualmente.

A ($+8\ \mu\text{C}$) toca B (neutra): cada uma fica com $+4\ \mu\text{C}$. Depois A ($+4\ \mu\text{C}$) toca C (neutra): cada uma fica com $+2\ \mu\text{C}$. Então $Q_B=4\ \mu\text{C}$ e $Q_C=2\ \mu\text{C}$.

No ponto médio, cada esfera está a $1\ \text{m}$. Potencial é grandeza escalar, então é só somar:

$$V=\frac{k(Q_B+Q_C)}{d}=\frac{9\cdot10^9\cdot6\cdot10^{-6}}{1}=54\cdot10^3\ \text{V}$$

Não caia na tentação de subtrair como se fossem campos. Os campos das duas cargas no ponto médio têm sentidos opostos, mas os potenciais simplesmente se somam.

Q96
Mecânica — Dinâmica — Resultante centrípeta em trajetória vertical

A figura a seguir representa a trajetória do movimento circular uniforme, realizado totalmente num plano vertical em um local onde há gravidade, em que um veículo está, durante todo o movimento, em contato com um trilho. Nessa figura estão assinaladas quatro posições (1, 2, 3 e 4). A posição 1 está diametralmente oposta a posição 3, assim como a posição 2 está em relação a 4. As posições 3 e 1 pertencem a linha tracejada na vertical (V) e, respectivamente, são a posição mais elevada e menos elevada da trajetória. Enquanto as posições 4 e 2 pertencem a linha tracejada na horizontal (H) e paralela ao solo.

Assinale a alternativa que indica corretamente uma relação entre os módulos das reações normais ($N_1$, $N_2$, $N_3$ e $N_4$) em cada uma dessas posições ($N_1$ na posição 1, $N_2$ na posição 2, $N_3$ na posição 3 e $N_4$ na posição 4).

Trilho circular vertical com as posições 1, 2, 3 e 4
a)$N_1<N_3$ e $N_4=N_2$
b)$N_1>N_3$ e $N_4=N_2$
c)$N_1>N_3>N_4>N_2$
d)$N_1=N_3=N_4=N_2$

Gabarito oficial — EEAR CFS 1/2024

B
Resolução

Como o movimento é circular uniforme, a resultante centrípeta tem o mesmo módulo em toda a volta: $F_c=\dfrac{mv^2}{R}$. O que muda de ponto para ponto é como o peso e a normal se combinam para produzi-la.

Na posição 1 (embaixo) a normal aponta para o centro, para cima, e o peso para fora: $N_1-mg=F_c$, logo $N_1=F_c+mg$.

Na posição 3 (em cima) normal e peso apontam para o centro: $N_3+mg=F_c$, logo $N_3=F_c-mg$.

Nas posições 2 e 4 o peso é tangente à trajetória e não contribui para a direção radial: $N_2=N_4=F_c$.

$$N_1>N_2=N_4>N_3$$

Então $N_1>N_3$ e $N_4=N_2$. A alternativa c erra ao colocar $N_4$ diferente de $N_2$, e a d esquece o peso.

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