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EEAR · 2027 · CFS 1 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Escola de Especialistas da Aeronáutica

Curso de Formação de Sargentos (CFS), 1ª edição 2027, Código 21 · Prova de Física (Q49-72) — resolução comentada Método TEF.

Q49
Ondulatória — Ondas Eletromagnéticas — Análise de Afirmações

Considere as seguintes afirmações sobre as ondas eletromagnéticas:

I- As linhas de força do campo elétrico criado por variação de campo magnético são retas e estão dispostas em planos paralelos à direção do campo magnético.

II- Ao se variar um campo elétrico, produz-se um campo magnético variável.

III- As ondas eletromagnéticas são emitidas por cargas aceleradas. Quando essas cargas oscilam, irradiam ondas eletromagnéticas cuja frequência é igual à frequência de oscilação.

IV- As micro-ondas cuja frequência varia entre $10^9\,\mathrm{Hz}$ e $10^{11}\,\mathrm{Hz}$ possuem frequência e comprimento de onda inferiores às ondas de rádio.

Está correto o que se afirma em

A)I somente.
B)II e III.
C)I, III, IV.
D)I, II, III e IV.

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

B
Resolução

As afirmações misturam a produção das ondas eletromagnéticas, a relação entre seus campos e sua posição no espectro. Vamos avaliar cada ideia separadamente, sem confundir direção dos campos com direção de propagação.

I — Falsa. Um fluxo magnético variável está associado a um campo elétrico induzido com circulação não nula, descrito pela lei de Faraday. Suas linhas não são, de modo geral, retas paralelas à direção do campo magnético. Na configuração simétrica usual de um campo magnético axial variável, as linhas elétricas são fechadas e ficam em planos perpendiculares ao eixo.

II — Verdadeira no contexto da propagação eletromagnética. A variação temporal do campo elétrico contribui para produzir campo magnético, conforme a lei de Ampère-Maxwell. Na onda, os campos elétrico e magnético variam de maneira associada. A frase resume esse mecanismo; não se deve transformá-la numa regra de que qualquer variação arbitrária de campo elétrico exige necessariamente um campo magnético variável em toda configuração.

III — Verdadeira. No modelo clássico, cargas aceleradas podem irradiar energia. Uma carga que oscila harmonicamente produz radiação na frequência dessa oscilação.

IV — Falsa. A relação $c=\lambda f$ mostra que, no mesmo meio, frequência maior corresponde a comprimento de onda menor. Na comparação escolar entre micro-ondas e ondas de rádio de frequências mais baixas, as micro-ondas possuem maior frequência, não menor. Assim, as afirmações aceitas são II e III.

Cuidado, armadilha! Frequência e comprimento de onda não diminuem juntos quando a velocidade é fixa. Além disso, em classificações amplas, micro-ondas são uma faixa das ondas de rádio; a questão usa a separação didática entre essas faixas.

Alternativa correta: B

Q50
Mecânica — Hidrostática — Pressão e Força em Reservatório

Um reservatório cilíndrico de 1,5 m de altura e base com área de $2{,}2\,\mathrm{m^2}$ foi utilizado para armazenar um fluido industrial de massa específica igual a $1{,}3\,\mathrm{g/cm^3}$. Durante o processo de enchimento, quando o líquido atingiu a altura de 1,4 m em relação ao fundo do reservatório, o fundo se rompeu devido à pressão exercida. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta para o módulo da força máxima suportada pelo fundo do reservatório.

Reservatório cilíndrico elevado sobre uma estrutura de apoio, com altura total de 1,5m indicada

Adote $g=10\,\mathrm{m/s^2}$

A)35.220 N
B)40.040 N
C)65.224 N
D)97.327 N

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

B
Resolução

O fundo se rompe quando a coluna de líquido chega a 1,4 m. Essa é a altura que determina a pressão hidrostática no instante da ruptura; a altura total de 1,5 m do reservatório ainda não foi preenchida.

Primeiro, convertemos a massa específica para o SI: \[1{,}3\,\text{g/cm}^3=1.300\,\text{kg/m}^3.\] A pressão exercida pela coluna líquida, em relação à pressão na superfície, é \[\Delta p=\rho gh=1.300\cdot10\cdot1{,}4=18.200\,\text{Pa}.\]

Como o fundo é horizontal, todos os seus pontos estão à mesma profundidade e recebem a mesma pressão hidrostática. A força correspondente é \[F=\Delta p\,A=18.200\cdot2{,}2=40.040\,\text{N}.\] Esse é o limite de força devido à coluna líquida indicado pelo instante da ruptura.

A leitura adotada considera a pressão atmosférica compensada nas faces externa e interna expostas à atmosfera. Outra conferência é calcular o peso do líquido: $V=Ah$ e $P=\rho Ahg$, que fornece exatamente o mesmo valor neste reservatório de paredes verticais.

Cuidado, armadilha! Use 1,4 m, não 1,5 m. E não coloque 1,3 diretamente em uma conta com metros e $g$ em m/s²: a massa específica precisa estar em kg/m³.

Alternativa correta: B

Q51
Ondulatória — Ondas Eletromagnéticas — Frequência e Comprimento de Onda

Uma onda eletromagnética de frequência $4\times10^{12}\,\mathrm{Hz}$ se desloca no vácuo. Admita que a velocidade da onda seja de $3\times10^{8}\,\mathrm{m/s}$. Assinale a alternativa que indica o valor do comprimento de onda, em metros.

A)$75\times10^{-6}$
B)$7{,}5\times10^{-5}$
C)$0{,}75\times10^{-4}$
D)$0{,}75\times10^{-3}$

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

ANULADA
Resolução

A velocidade de propagação, a frequência e o comprimento de onda se relacionam por $v=\lambda f$. A frequência informa quantos ciclos ocorrem por segundo; durante cada ciclo, a onda avança um comprimento de onda. Como a propagação é no vácuo, usamos a velocidade fornecida, $3\times10^8\,\text{m/s}$.

Isolando o comprimento de onda, \[\lambda=\frac vf=\frac{3\times10^8}{4\times10^{12}}=0{,}75\times10^{-4}\,\text{m}.\] Na notação científica normalizada, o coeficiente deve ficar entre 1 e 10, portanto \[\boxed{\lambda=7{,}5\times10^{-5}\,\text{m}}.\]

O problema está na apresentação das respostas: os valores $75\times10^{-6}$, $7{,}5\times10^{-5}$ e $0{,}75\times10^{-4}$ representam exatamente o mesmo comprimento. Para conferir, basta deslocar a vírgula e compensar no expoente. Portanto, há três expressões numericamente equivalentes entre as opções, impedindo uma escolha única.

Essa equivalência é uma inconsistência verificável na questão. O registro de anulação será mantido no fechamento, sem atribuir à banca uma justificativa que não foi apresentada no material.

Cuidado, armadilha! Um número não precisa estar na notação científica normalizada para estar correto. Compare os valores completos, incluindo o expoente, e não apenas os coeficientes 75, 7,5 e 0,75.

Situação da questão: ANULADA

Q52
Ondulatória — Fenômenos Ondulatórios — Associação de Colunas

Relacione as colunas quanto aos fenômenos ondulatórios, e assinale a alternativa com a sequência correta.

1 – Efeito Doppler   2 – Difração   3 – Refração   4 – Reflexão

(  ) As ondas na água, ao passarem por um orifício de um anteparo, formam um feixe divergente.

(  ) A frequência e a fase de uma onda não variam quando muda o meio de propagação.

(  ) O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão quando ondas retas encontram um obstáculo plano.

(  ) Variação da frequência de onda quando a fonte emissora da onda ou o observador se movem.

A)4 - 3 - 1 - 2
B)2 - 4 - 1 - 3
C)1 - 2 - 3 - 4
D)2 - 3 - 4 - 1

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

D
Resolução

A primeira descrição trata de ondas que atravessam uma abertura e se espalham. Esse espalhamento é a difração, identificada pelo número 2. Ela fica mais evidente quando o tamanho da abertura é comparável ao comprimento de onda.

A segunda descreve a passagem para outro meio, fenômeno chamado refração, número 3. Em uma interface estacionária, a frequência da onda transmitida permanece determinada pela fonte. A velocidade pode mudar e, como $v=\lambda f$, o comprimento de onda também pode mudar. A referência à fase deve ser entendida como compatibilidade das oscilações na interface, não como fase idêntica em todos os pontos da onda.

A terceira afirma que os ângulos de incidência e reflexão são iguais quando a onda encontra um obstáculo plano. Essa é a lei da reflexão, número 4, com ambos os ângulos medidos em relação à normal à superfície.

A última descrição associa mudança da frequência percebida ao movimento relativo entre fonte e observador. Trata-se do efeito Doppler, número 1. Na ordem dos enunciados, a sequência é, portanto, 2 – 3 – 4 – 1.

Cuidado, armadilha! Mudar de meio não é o mesmo que aproximar fonte e observador. Na refração usual, a frequência se conserva; no efeito Doppler, o observador percebe uma frequência diferente.

Alternativa correta: D

Q53
Mecânica — Cinemática — Cinemática

Um engenheiro analisa uma competição de automobilismo e constata que o automóvel A consome 1,4 litros de combustível para cada 1 km percorrido na pista. Considerando que esse automóvel completou a corrida em 3 horas e que manteve uma velocidade constante igual a 220 km/h, assinale a alternativa que indica aproximadamente a quantidade de combustível, em litros, consumida por esse carro durante o tempo de prova.

A)250,5
B)328,6
C)369,7
D)471,5

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

ANULADA
Resolução

A velocidade é constante, então a distância percorrida em três horas é obtida diretamente por \[d=v\Delta t=220\cdot3=660\,\text{km}.\] Agora precisamos respeitar a unidade do consumo informado: 1,4 litros para cada quilômetro percorrido.

Uma taxa em L/km deve ser multiplicada pela distância em quilômetros. Assim, \[V_{comb}=660\,\text{km}\cdot1{,}4\,\text{L/km}=924\,\text{L}.\] Os quilômetros se cancelam e o resultado fica em litros, como solicitado. Esse valor não está entre as opções.

É possível obter cerca de 471,4 L dividindo 660 por 1,4, mas essa conta corresponderia a uma informação diferente: um rendimento de 1,4 km/L. Consumo em L/km e rendimento em km/L são grandezas inversas, não duas maneiras de ler o mesmo número.

Portanto, a resolução física do texto apresentado leva a 924 L. A ausência desse resultado é uma inconsistência do material, e o registro de anulação existente será preservado no fechamento. Não precisamos inventar uma mudança de unidade para encaixar a conta nas opções.

Cuidado, armadilha! Deixe as unidades acompanharem a operação. $\text{km}\times\text{L/km}$ resulta em litros; dividir a distância por uma taxa em L/km não produz a unidade pedida.

Situação da questão: ANULADA

Q54
Termologia — Gases Ideais — Transformações Gasosas (V/F)

Com relação às afirmações abaixo sobre transformações termodinâmicas, marque V para verdadeiro e F para falso. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

(  ) Em uma transformação isobárica há proporcionalidade direta entre o trabalho e a variação do volume.

(  ) Em uma transformação isocórica há trabalho realizado.

(  ) Em uma transformação adiabática não há troca de calor entre o sistema e o ambiente.

A)V - F - V
B)F - V - F
C)V - F - F
D)F - V - V

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

A
Resolução

As três afirmações tratam de condições diferentes impostas a um gás. Para julgá-las, convém separar trabalho e calor: trabalho de expansão está ligado à mudança de volume, enquanto calor é energia transferida por diferença de temperatura.

Primeira — Verdadeira. Em uma transformação isobárica, a pressão é constante. O trabalho realizado pelo gás é \[W=P\Delta V.\] Portanto, para essa pressão, o trabalho é diretamente proporcional à variação de volume. Uma expansão produz trabalho positivo e uma compressão, negativo.

Segunda — Falsa. Na transformação isocórica, o volume não varia. A fronteira que contém o gás não se desloca por expansão ou compressão, de modo que o trabalho volumétrico é nulo: $W=0$. Isso não impede que o gás receba calor e altere sua energia interna.

Terceira — Verdadeira. Uma transformação adiabática é definida pela ausência de troca de calor: $Q=0$. Pela primeira lei, $\Delta U=Q-W$, então a energia interna pode variar devido ao trabalho. A sequência é V – F – V.

Cuidado, armadilha! Adiabática não significa temperatura constante. Uma compressão adiabática pode aquecer o gás, enquanto uma expansão adiabática pode resfriá-lo, mesmo sem troca de calor.

Alternativa correta: A

Q55
Mecânica — Gravitação — Satélites e Terceira Lei de Kepler

Considere dois satélites artificiais em órbita circular em torno da Terra. O satélite 1 tem raio $2R_1$ e o período $3T_1$. O satélite 2 tem raio $\dfrac{R_2}{2}$. Assinale a alternativa que apresenta o valor do período $T_2$, em segundos, em função de $T_1$. Admita que as massas dos satélites são iguais.

A)$\dfrac{4T_1}{3}$
B)$\dfrac{3T_1}{8}$
C)$\dfrac{T_1}{2}$
D)$2T_1$

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

ANULADA
Resolução

Para dois satélites em órbita circular em torno da Terra, a terceira lei de Kepler estabelece que $T^2/r^3$ é constante. O raio usado nessa relação é o raio da órbita, medido a partir do centro da Terra, não o tamanho físico do satélite.

Tomando os raios orbitais apresentados como $r_1=2R_1$ e $r_2=R_2/2$, e o período do primeiro como $3T_1$, temos \[\left(\frac{T_2}{3T_1}\right)^2=\left(\frac{R_2/2}{2R_1}\right)^3=\left(\frac{R_2}{4R_1}\right)^3.\] Como o período é positivo, \[T_2=3T_1\left(\frac{R_2}{4R_1}\right)^{3/2}.\]

O resultado ainda contém a razão $R_2/R_1$. O texto não fornece essa relação, portanto não é possível obter um múltiplo numérico determinado de $T_1$ usando apenas os dados apresentados.

Se fosse acrescentada a hipótese $R_2=R_1$, a razão dos raios seria $1/4$, e o período seria $T_2=3T_1/8$. Essa hipótese explica um dos valores propostos, mas não pode ser adicionada silenciosamente à resolução. A igualdade das massas dos satélites não resolve a ausência desse dado: no modelo usual, o período orbital independe da massa do satélite.

Cuidado, armadilha! Não trate $R_1$ e $R_2$ como iguais apenas por serem símbolos parecidos. Uma relação ausente entre as grandezas precisa ser apontada; ela não pode ser escolhida para fazer a conta coincidir com uma resposta.

Situação da questão: ANULADA

Q56
Termologia — Termometria — Capacidade Térmica e Conversão de Escala

Um recipiente, cuja capacidade térmica é de $80\,Cal/^\circ\mathrm{C}$, recebe 4000 Cal de calor. Assinale a alternativa que apresenta o valor da variação de temperatura, em °F, que ocorre durante o processo.

A)50
B)20
C)36
D)90

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

D
Resolução

A capacidade térmica indica quanto calor é necessário para variar a temperatura de um corpo em uma unidade. Ela já se refere ao recipiente inteiro, por isso não é necessário multiplicar por sua massa. A relação é \[Q=C\Delta T.\]

Como o calor recebido e a capacidade térmica foram dados na mesma unidade de energia, podemos dividir diretamente: \[\Delta T_C=\frac{Q}{C}=\frac{4.000}{80}=50\,{}^\circ\text{C}.\] Esse resultado é uma variação de temperatura, não a temperatura final do recipiente.

Para passar uma variação de Celsius para Fahrenheit, usamos a proporção entre os intervalos das escalas: \[\frac{\Delta T_F}{180}=\frac{\Delta T_C}{100}\quad\Rightarrow\quad\Delta T_F=\frac95\Delta T_C.\] Portanto, \[\boxed{\Delta T_F=\frac95\cdot50=90\,{}^\circ\text{F}}.\]

Na conversão de uma temperatura isolada existe a parcela 32, mas ela se cancela quando subtraímos temperatura final e inicial. É por isso que a conversão de intervalos utiliza apenas o fator $9/5$.

Cuidado, armadilha! Não faça $50\cdot9/5+32$. A questão pede quanto a temperatura mudou, e não a leitura de um termômetro Fahrenheit quando outro marca 50 °C.

Alternativa correta: D

Q57
Mecânica — Estática — Balança de Braços Desiguais

Em uma fazenda, um agricultor improvisou uma balança simples, com intuito de comparar massas de sacos de café. Em um dos testes, ele colocou um saco de café no prato da direita e, para equilibrar o sistema, pendurou no prato da esquerda, uma massa padrão de 200 g, como representado na figura a seguir.

Balança de braços desiguais: braço esquerdo de 0,45m com massa padrão de 200g, braço direito de 0,15m com o saco de café, apoiada em um fulcro central

Sabendo-se que o sistema entra em equilíbrio e o peso da barra é desprezível, assinale a alternativa que indica o valor da massa do saco de café, em g.

Adote $g=10\,\mathrm{m/s^2}$

A)280
B)345
C)600
D)760

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

A barra tem peso desprezível e está em equilíbrio. Escolhendo o fulcro como ponto de referência, a força exercida pelo apoio não produz torque, pois atua no próprio eixo de rotação. Basta igualar os momentos dos pesos colocados em lados opostos.

Pelo desenho, a massa padrão de 200 g está a 0,45 m do apoio e o saco de café está a 0,15 m. Como os pesos são perpendiculares à barra horizontal, os módulos dos torques são peso vezes distância: \[m_pg\cdot0{,}45=m_cg\cdot0{,}15.\]

A aceleração da gravidade aparece nos dois lados e se cancela. Podemos, então, usar as duas massas em gramas: \[m_c=200\cdot\frac{0{,}45}{0{,}15}=200\cdot3=600\,\text{g}.\] O saco, situado no braço três vezes menor, precisa ter massa três vezes maior para produzir o mesmo torque.

Esse resultado também serve como conferência qualitativa: a massa maior deve ficar mais perto do fulcro. Uma balança de braços diferentes pode equilibrar massas diferentes; a igualdade é entre os torques, não entre os pesos.

Cuidado, armadilha! Meça cada braço a partir do fulcro. Não use a distância total entre os pratos como braço de um dos pesos, nem imponha massas iguais como faria numa balança de braços iguais.

Alternativa correta: C

Q58
Eletricidade — Eletrodinâmica — Resistência, Área e Resistividade de um Fio

Um fio metálico ideal de 5 m de comprimento e 4 mm de diâmetro possui uma resistência elétrica ôhmica de 2 Ω. Uma diferença de potencial de 10 V é aplicada entre suas extremidades. Assinale a alternativa que indica o valor da área do fio, em $m^2$, e a resistividade, em $\Omega.m$, do material do fio, considerando $\pi=3$.

A)$1{,}2\times10^{-6}$; $4{,}8\times10^{-4}$
B)$2{,}4\times10^{-5}$; $4{,}8\times10^{-7}$
C)$1{,}2\times10^{-5}$; $4{,}8\times10^{-6}$
D)$1{,}6\times10^{-6}$; $4{,}8\times10^{-9}$

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

Para encontrar a resistividade, precisamos da área da seção transversal do fio. O diâmetro informado é 4 mm, portanto o raio é metade: \[r=2\,\text{mm}=2\times10^{-3}\,\text{m}.\] Como a seção é circular, com $\pi=3$, \[A=\pi r^2=3(2\times10^{-3})^2=12\times10^{-6}=1{,}2\times10^{-5}\,\text{m}^2.\]

A segunda lei de Ohm relaciona resistência, comprimento e seção do condutor: \[R=\rho\frac{L}{A}.\] Isolando a resistividade e usando $R=2\,\Omega$ e $L=5\,\text{m}$, \[\rho=\frac{RA}{L}=\frac{2\cdot1{,}2\times10^{-5}}5=4{,}8\times10^{-6}\,\Omega\cdot\text{m}.\]

Logo, a área e a resistividade são $1{,}2\times10^{-5}\,\text{m}^2$ e $4{,}8\times10^{-6}\,\Omega\cdot\text{m}$. A tensão de 10 V permitiria calcular a corrente, $i=U/R=5\,\text{A}$, mas não é necessária para as grandezas pedidas.

O termo “ideal” do enunciado não pode ser lido aqui como resistência nula, pois a própria questão informa uma resistência de 2 Ω; o modelo considerado é um fio uniforme e ôhmico.

Cuidado, armadilha! A área usa o raio, não o diâmetro. E, ao elevar o raio ao quadrado, eleve também o fator $10^{-3}$: ele se torna $10^{-6}$.

Alternativa correta: C

Q59
Física Moderna — Física Nuclear — Equivalência Massa-Energia (E=mc²)

Diversos corpos celestes produzem energia a partir de reações nucleares, como por exemplo, uma estrela que produz energia devido ao processo de fusão do hidrogênio que ocorre em seu interior. Uma pesquisadora observa que uma determinada estrela irradia energia com uma taxa de $6\times10^{34}\,\mathrm{J/s}$. Assinale a alternativa que indica qual a diminuição de massa, em Kg, dessa estrela por segundo.

Adote $c=3\times10^8\,\mathrm{m/s}$.

A)$8{,}4\times10^{-19}$
B)$6{,}6\times10^{-17}$
C)$9{,}3\times10^{19}$
D)$6{,}6\times10^{17}$

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

D
Resolução

A taxa de energia irradiada é uma potência: a estrela emite $6\times10^{34}$ joules a cada segundo. A equivalência massa-energia permite associar essa emissão a uma diminuição da massa da estrela.

Para uma energia emitida $\Delta E$, o módulo da massa equivalente é $\Delta m=\Delta E/c^2$. Dividindo os dois lados pelo mesmo intervalo de tempo, \[\frac{\Delta m}{\Delta t}=\frac{P}{c^2}.\] Assim, não precisamos escolher um intervalo arbitrário: a própria potência já fornece o resultado por segundo.

Substituindo os dados, \[\frac{\Delta m}{\Delta t}=\frac{6\times10^{34}}{(3\times10^8)^2}=\frac{6\times10^{34}}{9\times10^{16}}=\frac69\times10^{18}\approx6{,}7\times10^{17}\,\text{kg/s}.\] A opção apresentada usa a aproximação $6{,}6\times10^{17}$; trata-se do mesmo valor à precisão adotada nas respostas.

Como se pede a diminuição, expressamos o módulo positivo da perda de massa. Se escrevêssemos a taxa de variação da massa da estrela, ela teria sinal negativo: $dm/dt=-P/c^2$.

Cuidado, armadilha! Eleve ao quadrado tanto o 3 quanto a potência de dez: $(3\times10^8)^2=9\times10^{16}$. A unidade final é kg/s, pois o enunciado fornece energia por segundo.

Alternativa correta: D

Q60
Óptica — Reflexão e Espelhos — Espelhos Esféricos (Texto Lacunado)

Assinale a alternativa que completa a frase abaixo.

Um objeto real e extenso posicionado entre o foco e o vértice de um espelho formará sua imagem ____, ____ e ____ que o objeto, para um espelho côncavo, e ____, ____ e ____ que o objeto, para um espelho convexo.

A)virtual - direita - maior - virtual - direita - reduzida
B)virtual - imprópria - menor - virtual - invertida - maior
C)real - invertida - igual - real - imprópria - reduzida
D)real - direita - reduzida - real - invertida - maior

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

A
Resolução

No espelho côncavo, o objeto está entre o foco e o vértice, isto é, $0<p<f$. Usando a equação de Gauss, \[\frac1{p'}=\frac1f-\frac1p,\] percebemos que $1/p$ é maior que $1/f$. Assim, $p'<0$: a imagem é virtual, formada pelo prolongamento dos raios atrás do espelho.

O aumento linear é $A=-p'/p$. Como $p'$ é negativo e $p$ é positivo, $A>0$, indicando imagem direita. Além disso, \[A=\frac{f}{f-p}>1,\] pois $f-p$ é positivo e menor que $f$. A imagem do côncavo é, portanto, virtual, direita e maior.

No espelho convexo, a distância focal é negativa. Escrevendo $f=-F$, com $F>0$, obtemos, para qualquer objeto real à frente do espelho, \[p'=-\frac{Fp}{F+p},\qquad A=\frac{F}{F+p}.\] A imagem é virtual, o aumento é positivo e menor que 1: ela é direita e reduzida.

O foco do convexo é virtual e fica atrás do espelho. Por isso, a descrição “entre foco e vértice” não se aplica literalmente a um objeto real à sua frente; a propriedade válida para esse caso é a de qualquer objeto real diante de um convexo.

Cuidado, armadilha! Não transfira as características de um espelho para o outro. O côncavo pode ampliar um objeto próximo; o convexo produz imagem reduzida de objetos reais.

Alternativa correta: A

Q61
Eletromagnetismo — Indução Eletromagnética — Barra em Trilhos

Uma barra metálica condutora desliza sobre dois trilhos paralelos e condutores, completando um circuito retangular. A barra é puxada com velocidade constante de 6,0 m/s, sobre uma mesa horizontal onde atua um campo magnético uniforme e perpendicular ao plano do circuito, de módulo $B=0{,}20\,\mathrm{T}$. A resistência total do circuito fechado é $6{,}0\,\Omega$ e o comprimento da barra é igual a 40 cm. Assinale a alternativa que apresenta o valor da força externa que faz com que a barra se movimente com velocidade constante, como mostra a figura a seguir.

Barra condutora deslizando com velocidade v=6m/s sobre dois trilhos paralelos de comprimento 40cm, dentro de um campo magnético B=0,20T perpendicular ao plano, entrando na folha; resistor R conecta as extremidades dos trilhos
A)$8{,}5\times10^{-6}\,\mathrm{N}$
B)$6{,}4\times10^{-3}\,\mathrm{N}$
C)$2{,}8\times10^{-2}\,\mathrm{N}$
D)$4{,}6\times10^{-2}\,\mathrm{N}$

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

B
Resolução

Ao deslizar, a barra aumenta a área do circuito atravessada pelo campo magnético. O fluxo muda e surge uma força eletromotriz induzida. Como o campo é perpendicular ao circuito e a barra se desloca perpendicularmente ao seu comprimento, \[\varepsilon=BLv.\]

Convertendo $L=40\,\text{cm}=0{,}40\,\text{m}$, \[\varepsilon=0{,}20\cdot0{,}40\cdot6{,}0=0{,}48\,\text{V}.\] A resistência total é 6 Ω, então a corrente induzida tem módulo \[i=\frac{\varepsilon}{R}=\frac{0{,}48}{6}=0{,}08\,\text{A}.\]

Essa corrente, ao percorrer a barra dentro do campo, produz uma força magnética de oposição ao movimento, conforme a lei de Lenz. Para manter a velocidade constante, a força externa deve equilibrá-la: \[F_{ext}=BiL=0{,}20\cdot0{,}08\cdot0{,}40=6{,}4\times10^{-3}\,\text{N}.\]

Podemos verificar pela energia: a potência mecânica $F_{ext}v$ vale 0,0384 W, igual à potência dissipada $Ri^2=6(0{,}08)^2$. O trabalho externo fornece a energia transformada em calor no circuito.

Cuidado, armadilha! Velocidade constante significa força resultante nula, não ausência de forças. A força externa continua necessária para compensar a força magnética de frenagem.

Alternativa correta: B

Q62
Termologia — Termodinâmica — Energia Interna de um Gás Perfeito

Um gás perfeito possui temperatura constante de $27^\circ\mathrm{C}$. Desprezando possíveis trocas de calor e admitindo que a energia interna do gás é de 5 kJ, assinale a alternativa que indica o valor aproximado do número de mols que este gás possui. Despreze o volume onde o gás está contido. Considere a pressão e volume constantes.

Adote $R=8{,}31\,\mathrm{J}/mol.K$

A)1
B)0,1
C)1,3
D)0,02

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

Para obter a quantidade de matéria a partir da energia interna, precisamos saber qual modelo de gás está sendo usado. A expressão que conduz ao valor do gabarito é a de um gás ideal monoatômico: \[U=\frac32nRT.\] O enunciado não explicita “monoatômico”; essa hipótese precisa ficar clara, pois ser gás perfeito, sozinho, não determina o fator $3/2$.

No modelo adotado, primeiro passamos os dados para as unidades compatíveis com $R$: \[U=5\,\text{kJ}=5.000\,\text{J},\qquad T=27+273=300\,\text{K}.\] A temperatura deve ser absoluta, porque é ela que entra nas relações dos gases.

Isolando o número de mols, \[n=\frac{2U}{3RT}=\frac{2\cdot5.000}{3\cdot8{,}31\cdot300}=\frac{10.000}{7.479}\approx1{,}34\,\text{mol}.\] O valor aproximado pedido é 1,3 mol.

As informações de pressão e volume constantes não acrescentam uma equação necessária a esse cálculo. Conhecidos o modelo, a energia interna e a temperatura, já é possível encontrar $n$.

Cuidado, armadilha! Não use 27 diretamente na fórmula nem trate 5 kJ como 5 J. E não memorize $U=3nRT/2$ como expressão universal: seu uso depende dos graus de liberdade considerados para o gás.

Alternativa correta: C

Q63
Eletricidade — Eletrodinâmica — Capacitores em Paralelo

Em um circuito elétrico quatro capacitores ideais foram ligados para garantir estabilidade no fornecimento de energia. As capacitâncias dos componentes estão apresentadas na figura abaixo. Sabendo-se que o conjunto foi conectado a uma fonte ideal de tensão contínua de 180 V, assinale a alternativa que indica o valor da capacitância equivalente $C_{eq}$ desta associação e a carga elétrica $Q_1, Q_2, Q_3$ e $Q_4$ armazenada em cada capacitor.

Quatro capacitores C1=8uF, C2=5uF, C3=20uF e C4=40uF ligados em paralelo a uma bateria
A)$C_{eq}=124\,pF$; $Q_1=2000\,pF, Q_2=1250\,pF, Q_3=5000\,pF$ e $Q_4=6400\,pF$
B)$C_{eq}=73\,\mu F$; $Q_1=1440\,\mu F, Q_2=900\,\mu F, Q_3=3600\,\mu F$ e $Q_4=7200\,\mu F$
C)$C_{eq}=124\,\mu F$; $Q_1=2000\,\mu F, Q_2=1250\,\mu F, Q_3=5000\,\mu F$ e $Q_4=6400\,\mu F$
D)$C_{eq}=73\,pF$; $Q_1=1440\,pF, Q_2=900\,pF, Q_3=3600\,pF$ e $Q_4=7200\,pF$

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

ANULADA
Resolução

Os quatro capacitores estão ligados aos mesmos dois nós da fonte. Isso caracteriza uma associação em paralelo: cada capacitor recebe a tensão completa de 180 V, embora as cargas armazenadas possam ser diferentes.

Em paralelo, as capacitâncias se somam: \[C_{eq}=8+5+20+40=73\,\mu\text{F}.\] Para cada capacitor, usamos $Q_i=C_iU$. Como $\mu\text{F}\cdot\text{V}=\mu\text{C}$, podemos calcular diretamente: \[Q_1=8\cdot180=1.440\,\mu\text{C},\qquad Q_2=5\cdot180=900\,\mu\text{C},\] \[Q_3=20\cdot180=3.600\,\mu\text{C},\qquad Q_4=40\cdot180=7.200\,\mu\text{C}.\]

A soma das cargas é $13.140\,\mu\text{C}$, que também resulta de $C_{eq}U=73\cdot180$. Essa igualdade confere a associação e as contas.

O problema das opções é dimensional: elas apresentam as cargas em unidades de capacitância, como μF ou pF. A unidade de carga é coulomb, aqui microcoulomb. A coincidência dos números de uma opção não corrige a unidade física incorreta. A informação de anulação já registrada no material será mantida no fechamento.

Cuidado, armadilha! Em paralelo, a tensão é igual, mas as cargas só seriam iguais se as capacitâncias também fossem. Não confunda farad, unidade de capacitância, com coulomb, unidade de carga.

Situação da questão: ANULADA

Q64
Física Moderna — Física Nuclear — Poder de Penetração das Radiações

Um experimento de Física estuda o efeito da radiação em diferentes tipos de matéria. Considere as seguintes situações:

1. Radiação alfa (α): consiste em partículas pesadas e carregadas positivamente.

2. Radiação beta (β): consiste em partículas leves com carga elétrica negativa.

3. Radiação gama (γ) e Radiação X: consiste em ondas eletromagnéticas.

Com base nas informações acima, assinale a alternativa correta sobre a interação dessas radiações com a matéria.

A)Radiação gama tem maior poder de penetração na matéria do que a radiação alfa.
B)Radiação alfa tem maior poder de penetração na matéria do que a radiação beta.
C)Radiação X tem maior poder de penetração na matéria do que a radiação gama.
D)Radiação gama tem menor poder de penetração na matéria do que as partículas beta.

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

A
Resolução

O poder de penetração depende de como a radiação interage com a matéria. A comparação didática entre alfa, beta e gama considera que partículas alfa perdem energia em trajetos curtos, partículas beta costumam atingir profundidades maiores e fótons gama podem atravessar espessuras bem maiores.

As partículas alfa têm carga elétrica positiva de módulo $2e$ e massa relativamente grande. Interagem intensamente com o material, produzindo muita ionização ao longo de um pequeno percurso. Por isso, têm baixo poder de penetração.

As partículas beta descritas no enunciado são elétrons. Elas também possuem carga e interagem eletricamente, mas normalmente percorrem distâncias maiores que partículas alfa nas comparações usuais. Já os raios gama são fótons, sem carga elétrica, e sua atenuação ocorre por interações probabilísticas ao atravessar o material.

Assim, a afirmação compatível com a comparação pedida é que a radiação gama possui maior poder de penetração que a alfa. Não se pode afirmar, apenas pelo nome, que raios X sempre penetram mais que gama: ambos são radiação eletromagnética, e a penetração depende da energia dos fótons e do material atravessado.

Cuidado, armadilha! Alto poder de ionização não significa alto poder de penetração. Uma partícula que interage muito intensamente pode perder sua energia rapidamente e percorrer uma distância pequena.

Alternativa correta: A

Q65
Mecânica — Hidrostática — Prensa Hidráulica

Em uma prensa hidráulica, dois cilindros interligados estão completamente preenchidos por um líquido incompressível. A força $F_1$ é aplicada sobre o êmbolo do cilindro A, e a força $F_2$, sobre o êmbolo do cilindro B. Sabe-se que o volume do cilindro B é o triplo do volume do cilindro A, e que a altura do cilindro A é o dobro do cilindro B. Considere o sistema em equilíbrio e assinale a alternativa que indica a razão entre as forças $F_2$ e $F_1$ aplicadas nos êmbolos, em N.

Cilindro A estreito e alto (altura 2h) à esquerda com força F1 no êmbolo, cilindro B largo e baixo (altura h) à direita com força F2 no êmbolo, interligados na base por líquido incompressível
A)1/6
B)1/4
C)6
D)9

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

O ganho de força de uma prensa hidráulica depende da razão entre as áreas dos êmbolos. O enunciado fornece volumes e alturas, então o primeiro passo é transformar essas informações em uma relação entre áreas.

Para um cilindro, $V=Ah$. Como $V_B=3V_A$ e $h_A=2h_B$, \[A_Bh_B=3A_Ah_A=3A_A(2h_B).\] Cancelando $h_B$, encontramos \[A_B=6A_A.\] O volume triplo não significa área tripla, pois as alturas também são diferentes.

No modelo de prensa adotado pela questão, a pressão aplicada se transmite ao líquido, e o equilíbrio dos êmbolos é descrito por \[\frac{F_1}{A_A}=\frac{F_2}{A_B}.\] Portanto, \[\boxed{\frac{F_2}{F_1}=\frac{A_B}{A_A}=6}.\] O êmbolo de área seis vezes maior pode equilibrar uma força seis vezes maior.

Essa razão não possui unidade: newton dividido por newton se cancela. A ampliação da força não cria energia; numa prensa ideal, o êmbolo de maior área se desloca menos para o mesmo volume de líquido transferido.

Cuidado, armadilha! Use a área, não o volume, na relação de Pascal. A razão $V_B/V_A=3$ precisa ser combinada com a razão das alturas antes de comparar as forças.

Alternativa correta: C

Q66
Óptica — Reflexão e Espelhos — Espelho Esférico (Posição da Imagem)

Um vaso é deixado a uma distância de 20 cm de um espelho esférico, cuja distância focal é de 10 cm. Assinale a alternativa que apresenta o valor da posição, em cm, formada pela imagem ao espelho.

A)10
B)20
C)30
D)40

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

B
Resolução

A relação entre posição do objeto, posição da imagem e distância focal é a equação de Gauss: \[\frac1f=\frac1p+\frac1{p'}.\] A interpretação adotada no gabarito usa $f=+10\,\text{cm}$, isto é, um espelho côncavo. O objeto real está a $p=20\,\text{cm}$ à sua frente.

Substituindo as distâncias na mesma unidade, \[\frac1{p'}=\frac1{10}-\frac1{20}=\frac2{20}-\frac1{20}=\frac1{20}.\] Assim, \[\boxed{p'=20\,\text{cm}}.\] O sinal positivo indica que a imagem é real e se forma à frente do espelho.

Há uma conferência geométrica: o raio de curvatura é $R=2f=20\,\text{cm}$. O objeto está no centro de curvatura; nesse caso, a imagem também se forma no centro, invertida e com o mesmo tamanho. Pelo aumento, $A=-p'/p=-1$.

O sinal da distância focal é essencial. Se os 10 cm fossem apenas o módulo da focal de um espelho convexo, a conta seria diferente; por isso, a hipótese de focal positiva foi explicitada.

Cuidado, armadilha! A posição da imagem é medida em relação ao espelho, não em relação ao objeto. Não some as duas distâncias para responder o que foi pedido.

Alternativa correta: B

Q67
Eletricidade — Eletrodinâmica — Circuito com Dois Ramos em Paralelo

Durante os testes de manutenção em sistemas elétricos de uma aeronave, técnicos utilizaram um circuito equivalente simplificado para simular o comportamento de dois ramos condutores. O circuito é composto por fios ideais, um gerador ideal e três resistores ôhmicos conforme mostra a figura. Com base nas informações fornecidas, assinale a alternativa que indica o valor da resistência R, em Ω.

Fonte de 48V conectada a dois ramos em paralelo: ramo 1 apenas com resistor de 6 ohms, ramo 2 com resistor de 7 ohms em série com resistor R; corrente total de 12A saindo da fonte
A)5
B)8
C)16
D)32

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

A
Resolução

O circuito tem dois ramos em paralelo ligados à fonte de 48 V. Um ramo contém apenas 6 Ω; o outro contém 7 Ω em série com a resistência desconhecida $R$. Como os ramos compartilham os mesmos nós, ambos recebem 48 V.

No primeiro ramo, a lei de Ohm fornece \[i_1=\frac{48}{6}=8\,\text{A}.\] A fonte fornece corrente total de 12 A. Pela lei dos nós, essa corrente se divide entre os ramos: \[i_2=12-8=4\,\text{A}.\]

No segundo ramo, os resistores estão em série e são percorridos pela mesma corrente. Sua resistência total deve ser \[R_{ramo}=\frac{48}{4}=12\,\Omega.\] Como $R_{ramo}=7+R$, \[\boxed{R=12-7=5\,\Omega}.\] A conferência completa é $6\parallel12=4\,\Omega$, de modo que a fonte fornece $48/4=12\,\text{A}$, como no desenho.

O caminho foi descobrir primeiro a corrente do ramo conhecido, depois a do ramo desconhecido e, por fim, sua resistência. Isso evita tentar usar a corrente total diretamente em um componente isolado.

Cuidado, armadilha! Os 12 A não atravessam o resistor de 6 Ω nem o conjunto $7+R$ separadamente. Essa é a corrente antes da divisão; cada ramo possui sua própria corrente.

Alternativa correta: A

Q68
Ondulatória — Conceitos Básicos — Verdadeiro ou Falso sobre Ondas

Analise as afirmativas a seguir e marque V para verdadeira ou F para falsa. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

(  ) Uma onda em uma corda propaga-se com velocidade constante de 0,2 m/s, possuindo uma distância de 4 cm entre suas cristas e frequência de 4 Hz.

(  ) Se a distância entre duas cristas consecutivas for de 9 cm, isto quer dizer que a onda tem comprimento igual a 9 cm.

(  ) Uma onda mecânica de frequência 2,5 Hz se desloca por uma corda que possui um comprimento de onda igual a 20 cm, com velocidade de 36 Km/h.

(  ) O período de uma onda é o inverso da sua frequência.

A)F - V - V - F
B)V - F - F - V
C)F - V - F - V
D)V - F - V - F

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

Para testar as afirmações numéricas, usamos $v=\lambda f$, mantendo unidades compatíveis. Para as conceituais, lembramos que comprimento de onda é a distância entre pontos consecutivos em mesma fase e que período é o tempo de um ciclo.

Primeira — Falsa. Quatro centímetros correspondem a 0,04 m. Logo, \[v=0{,}04\cdot4=0{,}16\,\text{m/s},\] diferente dos 0,2 m/s informados. Os três dados não podem descrever simultaneamente essa onda.

Segunda — Verdadeira. Duas cristas consecutivas representam pontos em mesma fase separados por um ciclo espacial. Se a distância entre elas é 9 cm, o comprimento de onda é 9 cm. Isso não significa que a corda inteira ou todo o trem de ondas tenha esse comprimento.

Terceira — Falsa. Com $\lambda=0{,}20\,\text{m}$ e $f=2{,}5\,\text{Hz}$, \[v=0{,}20\cdot2{,}5=0{,}50\,\text{m/s}=1{,}8\,\text{km/h}.\] Esse valor não corresponde a 36 km/h.

Quarta — Verdadeira. Se $f$ ciclos ocorrem por segundo, cada ciclo dura $T=1/f$. A sequência é F – V – F – V.

Cuidado, armadilha! Converta centímetros para metros antes de comparar velocidades em m/s. E não confunda a distância entre cristas consecutivas com a amplitude, medida transversalmente a partir do equilíbrio.

Alternativa correta: C

Q69
Mecânica — Trabalho e Energia — Trabalho de Força Horizontal em Rampa

Em uma atividade de acampamento, um exercício realizado por um grupo de alunos do Curso de Formação de Sargentos consistia em puxar uma caixa com equipamentos de defesa em uma rampa inclinada a $37°$ com a horizontal. A caixa de massa 10 kg percorreria a distância da rampa de 6 metros de comprimento, partindo do repouso e com velocidade final de 2,5 m/s. Sabendo-se que foi empregada uma força horizontal à superfície da rampa de módulo 108 N, assinale a alternativa que indica o valor do trabalho realizado pela força, em J, e aproximadamente o valor da variação da energia cinética da caixa, em J.

Adote $Cos\,37°=0{,}80$; $Sen\,37°=0{,}60$ e $g=10\,\mathrm{m/s^2}$. Despreze a resistência do ar e atrito entre a superfície.

A)250 e 25
B)280 e 31
C)288 e 31
D)290 e 25

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

ANULADA
Resolução

A variação de energia cinética pode ser calculada diretamente com as velocidades inicial e final. Como a caixa parte do repouso, \[\Delta E_c=\frac12mv_f^2=\frac12\cdot10\cdot(2{,}5)^2=31{,}25\,\text{J}.\]

Se a força de 108 N é horizontal, ela forma 37° com o deslocamento ao longo da rampa. Seu trabalho é \[W_F=Fd\cos37^\circ=108\cdot6\cdot0{,}80=518{,}4\,\text{J}.\] Esse valor não aparece nas opções. Se “horizontal à superfície da rampa” fosse interpretado como paralelo à rampa, a conta daria $108\cdot6=648\,\text{J}$, também ausente.

Existe ainda uma incompatibilidade no balanço de energia da interpretação horizontal. A elevação é $h=6\sin37^\circ=3{,}6\,\text{m}$, então o trabalho do peso é \[W_P=-mgh=-10\cdot10\cdot3{,}6=-360\,\text{J}.\] Sem atrito, a normal não realiza trabalho e o trabalho resultante seria $518{,}4-360=158{,}4\,\text{J}$, diferente dos 31,25 J obtidos com a velocidade final informada.

Portanto, os dados não formam um conjunto fisicamente consistente nas condições descritas. A anulação já registrada será preservada, sem substituir dados para obter um dos pares propostos.

Cuidado, armadilha! O trabalho da força aplicada não é necessariamente igual à variação de energia cinética. Essa igualdade vale para o trabalho da resultante, incluindo o peso e todas as outras forças que realizam trabalho.

Situação da questão: ANULADA

Q70
Termologia — Gases Ideais — Leis das Transformações Gasosas (Associação)

Relacione as colunas quanto às leis das transformações dos gases. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

1 – Lei de Boyle-Mariotte   2 – Lei de Gay-Lussac   3 – Lei de Charles   4 – Equação geral dos gases perfeitos

(  ) $\dfrac{P_1V_1}{T_1}=\dfrac{P_2V_2}{T_2}$

(  ) $P\times V=\alpha=constante$

(  ) $\dfrac{V}{T}=\alpha=constante$

(  ) $\dfrac{P}{T}=constante$

A)1 - 2 - 3 - 4
B)2 - 1 - 4 - 3
C)4 - 1 - 2 - 3
D)1 - 3 - 4 - 2

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

As quatro expressões podem ser entendidas a partir da equação $PV=nRT$, para uma quantidade fixa de gás ideal. Se $n$ não muda, o quociente $PV/T=nR$ permanece constante, desde que a temperatura seja medida em kelvin.

A primeira expressão, $P_1V_1/T_1=P_2V_2/T_2$, é a equação geral, identificada pelo número 4. Ela permite comparar dois estados sem exigir que pressão, volume ou temperatura sejam individualmente constantes.

Na segunda, $PV$ é constante. Isso ocorre quando a temperatura é fixa: é a transformação isotérmica, associada à lei de Boyle-Mariotte, número 1.

Na terceira, $V/T$ é constante, portanto a pressão permanece fixa. Na nomenclatura adotada nesta prova, essa relação isobárica corresponde a Gay-Lussac, número 2. Na quarta, $P/T$ é constante, indicando volume fixo; a prova associa essa relação isocórica a Charles, número 3. A sequência utilizada é 4 – 1 – 2 – 3.

As atribuições históricas de nomes a essas duas últimas leis variam entre materiais didáticos. As relações físicas, porém, são inequívocas: $V/T$ constante exige pressão constante e $P/T$ constante exige volume constante.

Cuidado, armadilha! Não use graus Celsius nas razões entre temperaturas. Identificar qual grandeza fica constante é mais seguro do que reconhecer apenas o nome atribuído à lei.

Alternativa correta: C

Q71
Mecânica — Gravitação — Campo Gravitacional (V/F)

Sobre o assunto campo gravitacional, avalie as afirmações e coloque V para verdadeiro ou F para falso. Em seguida assinale a alternativa com a sequência correta.

(  ) A expressão do módulo do campo gravitacional na superfície da Terra pode ser aplicada a qualquer planeta.

(  ) O vetor $\vec{g}$ é dado pela expressão $g=\dfrac{Gm}{r_T^2}$.

(  ) Sendo $r_T$ o raio da Terra e h a altitude do corpo de massa em relação à superfície, a distância r ao centro da Terra é dada por: $r=\dfrac{r_T+h}{d}$.

(  ) A unidade de campo gravitacional é N.

A)F - V - F - V
B)V - F - V - F
C)F - F - V - V
D)V - V - F - F

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

ANULADA
Resolução

O campo gravitacional é a força gravitacional por unidade de massa de prova. Para um astro esfericamente simétrico e um ponto externo, seu módulo é \[g=\frac{GM}{r^2},\] em que $M$ é a massa do astro e $r$, a distância ao seu centro. O vetor aponta para o centro.

A primeira afirmação é aceita no modelo esférico: na superfície de cada planeta, usamos sua própria massa e seu próprio raio. A segunda exige cuidado de notação. A expressão $Gm/r_T^2$ pode representar corretamente o módulo do campo na superfície terrestre, se $m$ designar a massa da Terra. Ela não fornece, sozinha, direção e sentido do vetor e não vale com $m$ como massa do corpo de prova. Não é correto rejeitá-la apenas por usar o raio terrestre: esse raio é adequado na superfície.

A terceira está incorreta: para altitude $h$, a distância ao centro é $r=r_T+h$, sem divisão por uma grandeza $d$ não definida. A quarta também está incorreta: \[[g]=\text{N/kg}=\text{m/s}^2,\] enquanto newton, sozinho, é unidade de força.

As ambiguidades da segunda afirmação devem ser explicitadas, em vez de forçar uma sequência única sem definir seus símbolos. O registro de anulação existente no material será mantido no fechamento; esta análise não atribui um motivo oficial à banca.

Cuidado, armadilha! O campo depende da massa do astro que o produz, não da massa do corpo usado para medi-lo. Também diferencie o módulo $g$ do vetor $\vec g$.

Situação da questão: ANULADA

Q72
Mecânica — Estática — Decomposição de Forças

Durante o carregamento de um equipamento no almoxarifado, uma pessoa aplica uma força de 120 N sobre o equipamento, utilizando uma corda inclinada em relação ao solo, como indica a figura abaixo. A corda forma um ângulo de $40°$ com a horizontal. Calcule, respectivamente, o módulo das componentes horizontal e vertical da força aplicada, em N. Desconsidere o atrito entre a superfície e o equipamento.

Considere os dados: $Sen\,40°=0{,}64$ e $Cos\,40°=0{,}77$.

Equipamento sobre uma superfície com força F aplicada por uma corda que forma um ângulo de 40 graus com a horizontal (eixo x), eixo y vertical marcado
A)76,8 e 92,4
B)83,1 e 80
C)92,4 e 76,8
D)120 e 106

Gabarito oficial EEAr 2027 CFS 1

C
Resolução

A força aplicada pela corda forma 40° com a horizontal. Ao decompor esse vetor, sua componente horizontal corresponde ao cateto adjacente ao ângulo e sua componente vertical, ao cateto oposto. O módulo de 120 N é a hipotenusa desse triângulo de componentes.

Por isso, usamos cosseno na horizontal: \[F_x=F\cos40^\circ=120\cdot0{,}77=92{,}4\,\text{N}.\] Na vertical, usamos seno: \[F_y=F\sin40^\circ=120\cdot0{,}64=76{,}8\,\text{N}.\]

A ordem solicitada é horizontal e depois vertical, portanto os valores são 92,4 N e 76,8 N. Como 40° é menor que 45°, a componente horizontal deve ser maior que a vertical, o que confere com os resultados.

Não é necessário conhecer a massa do equipamento nem calcular sua aceleração para decompor a força. A presença ou ausência de atrito também não altera essas componentes: ela seria relevante numa análise posterior da força resultante.

Cuidado, armadilha! Seno e cosseno dependem do eixo a partir do qual o ângulo foi medido. Se os 40° fossem dados em relação à vertical, as funções trocariam de papel. Aqui, o ângulo é com a horizontal.

Alternativa correta: C

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