EFOMM 1999 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Esc. de Formação de Oficiais da Marinha Mercante

Processo Seletivo 1999 · Prova de Física (Q01-25) — resolução comentada Método TEF.

Q01
Termologia — Termodinâmica — Primeira Lei

Um gás está contido num recipiente de paredes isolantes térmicas. O gás expande, realizando um trabalho de $100\text{ J}$. A respeito deste gás pode-se afirmar que:

A)o gás troca calor com o ambiente
B)o gás não troca calor com o ambiente e sua temperatura diminui
C)o gás troca calor com o ambiente e sua temperatura diminui
D)o gás não troca calor com o ambiente e sua temperatura não diminui
E)a temperatura do gás não diminui

Gabarito — EFOMM 1999

B
Resolução

O recipiente tem paredes isolantes térmicas, e o gás realiza 100 J de trabalho ao expandir. O valor numérico do trabalho é quase distração: o que importa é o isolamento, que já responde se há troca de calor, e o sinal do trabalho, que diz para onde vai a energia.

Vamos pela Primeira Lei da Termodinâmica, que é a conservação de energia aplicada ao gás. Paredes isolantes significam processo adiabático, ou seja, sem calor trocado. Então todo o trabalho realizado pelo gás precisa ser pago por alguma reserva interna: a energia interna.

Com $Q=0$ e $W=+100\text{ J}$ (trabalho realizado pelo gás): \[\Delta U = Q - W = 0 - 100 = -100\text{ J}\] Como a energia interna de um gás cresce com a temperatura, $\Delta U\lt 0$ indica resfriamento.

O gás não troca calor e sua temperatura diminui, o que corresponde à essa configuração. Vale um teste de bom senso: é o mesmo fenômeno do spray que esfria ao ser liberado, o gás se expande rápido e não dá tempo de receber calor do ambiente.

Cuidado, armadilha! Muito aluno acha que, se o gás realizou trabalho, a temperatura tem de ficar constante, e marca a alternativa que fala em temperatura que não diminui. Isso só vale na expansão isotérmica, em que o gás recebe calor do ambiente para compensar. Aqui essa via está fechada pelo isolamento. Antes de escolher, pergunte sempre: há calor entrando? Se não há, o trabalho sai da energia interna.

Alternativa correta: B

Q02
Mecânica — Quantidade de Movimento — Energia e colisões

O comprimento do fio que sustenta o corpo A é igual a $0{,}8\text{ m}$. A massa B é igual a três vezes a massa de A ($m_B=3m_A$). Após o choque, os dois corpos colam-se. O corpo A é abandonado do repouso na horizontal que passa pelo ponto de sustentação do fio. A superfície de apoio é perfeitamente lisa. A velocidade do conjunto dos corpos imediatamente após o choque é:

Figura da questão 02 da EFOMM 1999
A)$4\text{ m/s}$
B)$1{,}2\text{ m/s}$
C)$2\text{ m/s}$
D)$1\text{ m/s}$
E)N.R.A.

Gabarito — EFOMM 1999

D
Resolução

O corpo A, preso ao fio de 0,8 m, é solto do repouso na altura do ponto de sustentação, desce e atinge o corpo B sobre uma superfície lisa. Depois do choque os dois ficam colados. Pede-se a velocidade do conjunto logo após a colisão. A massa de B é três vezes a de A, e o fato de a superfície ser lisa significa que nada rouba momento horizontal no choque.

Aqui há duas fases, e cada uma pede uma lei diferente. Na descida, só o peso realiza trabalho (a tração é perpendicular ao movimento), então vale conservação de energia mecânica. No choque, as forças são internas e muito intensas, então vale conservação da quantidade de movimento. Misturar as leis entre as fases é o caminho do erro.

Descida de A, com queda de altura igual ao comprimento do fio: \[m_A g L=\tfrac12 m_A v_A^2\;\Rightarrow\; v_A=\sqrt{2\cdot10\cdot0{,}8}=4\text{ m/s}\] Choque perfeitamente inelástico, com massa total $m_A+3m_A=4m_A$: \[m_A v_A=4m_A\,v\;\Rightarrow\; v=\dfrac{4}{4}=1\text{ m/s}\]

A velocidade do conjunto é 1 m/s. Olhe o resultado com desconfiança saudável: o conjunto tem quatro vezes a massa de A, então precisa andar a um quarto da velocidade, e 4 m/s dividido por 4 dá 1 m/s. Além disso, a velocidade após um choque colado nunca pode superar a de A.

Cuidado, armadilha! O erro clássico é dividir o momento apenas por $3m_A$ ou apenas por $m_A$, esquecendo que, depois de colados, a massa que se move é a soma das duas. Outro tropeço é marcar 4 m/s, que é a velocidade de A antes do choque e aparece de propósito entre as alternativas. Escreva sempre a massa total no lado direito da equação de momento antes de calcular.

Alternativa correta: D

Q03
Mecânica — Dinâmica — Elevador

Um elevador de massa $M$ sobe com velocidade cada vez menor (desaceleração constante igual a $a$). Após ter atingido sua posição máxima volta a descer com velocidade cada vez maior (aceleração igual a $a$). Sendo $g$ a aceleração da gravidade local, a tensão no cabo do elevador vale:

A)na subida: $M(g-a)$; na descida: $M(g+a)$
B)na subida: $M(g+a)$; na descida: $M(g-a)$
C)na subida: $M(g-a)$; na descida: $M(g-a)$
D)na subida: $M(g+a)$; na descida: $M(g+a)$
E)Nenhuma das respostas acima

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

O elevador sobe freando, com desaceleração de módulo $a$, e depois desce acelerando, também com módulo $a$. Pede-se a tração no cabo em cada trecho. A palavra decisiva é o sentido da aceleração, não o sentido da velocidade.

Na subida freando, a velocidade aponta para cima e a aceleração aponta para baixo, pois o movimento está sendo retardado. Na descida acelerando, velocidade e aceleração apontam para baixo. Repare que, nos dois casos, a aceleração é para baixo, e é ela que entra na Segunda Lei de Newton.

Adotando o sentido para cima como positivo, com as forças de tração $T$ e peso $Mg$: \[T - Mg = -Ma \;\Rightarrow\; T = M(g-a)\] A mesma equação vale para a subida desacelerada e para a descida acelerada.

A tração é $M(g-a)$ nos dois trechos. Só para conferir: com $a\lt g$ a tração é menor que o peso, coerente com o elevador que precisa de resultante para baixo; no limite $a=g$ o cabo ficaria frouxo, queda livre.

Cuidado, armadilha! O aluno olha para a velocidade e pensa que "subir" pede $g+a$ e "descer" pede $g-a$. Isso só vale se o elevador sobe acelerando ou desce freando. Sempre pergunte para onde aponta a aceleração: se é para baixo, a tração é menor que o peso, independentemente de o elevador estar subindo ou descendo.

Alternativa correta: C

Q04
Termologia — Termometria — Escalas termométricas

Duas escalas termométricas $X$ e $Y$ relacionam-se de acordo com o diagrama cartesiano. O valor correspondente à leitura de $0^\circ\text{Y}$ na escala $X$ é:

Figura da questão 04 da EFOMM 1999
A)$-20^\circ\text{X}$
B)$-30^\circ\text{X}$
C)$-10^\circ\text{X}$
D)$X=Y$
E)$20^\circ\text{X}$

Gabarito — EFOMM 1999

A
Resolução

O diagrama relaciona as leituras nas escalas X e Y por uma reta. Pede-se a leitura em X quando o termômetro Y marca zero. O importante é ler corretamente da reta dois pontos bem definidos.

Como a relação é linear, basta montar a equação da reta com dois pontos e depois impor $Y=0$. A reta é a mesma ideia da proporção entre escalas termométricas, só que escrita em forma de função.

Pelos pontos do gráfico, $(X,Y)=(30,20)$ e $(80,40)$, a inclinação é \[m=\dfrac{40-20}{80-30}=0{,}4\] e a reta fica \[Y=0{,}4\,X+8\] Impondo $Y=0$: \[0=0{,}4X+8\;\Rightarrow\; X=-20\]

O valor é $-20^\circ\text{X}$. Uma checagem rápida: substituindo $X=-20$ na reta, $0{,}4\cdot(-20)+8=0$. Como Y aumenta com X, o zero de Y precisa estar abaixo dos pontos lidos, e $-20$ está.

Cuidado, armadilha! O erro típico é trocar os eixos, calculando a inclinação como $\Delta X/\Delta Y$, ou esquecer o coeficiente linear e usar $Y=0{,}4X$, que daria $X=0$. Lembre que a reta não passa pela origem. Depois de achar a equação, teste um dos pontos do gráfico antes de substituir o valor pedido.

Alternativa correta: A

Q05
Mecânica — Cinemática — Movimento tridimensional

O movimento de uma partícula é descrito pelas equações: $$x=b\sin(\omega t),\qquad y=b\cos(\omega t),\qquad z=ut,$$ onde $b$, $\omega$ e $u$ são constantes. Qual das afirmações abaixo é correta?

A)a equação da trajetória é: $x^2+y^2=b^2+u$
B)a equação da trajetória é: $x^2+y^2=b^2$
C)a equação da trajetória é: $x=b\sin\left(\frac{\omega}{b}\right)z$
D)a velocidade é: $v=\sqrt{\omega^2b^2+u^2}$
E)a aceleração é: $a=b(\omega^2+1)$

Gabarito — EFOMM 1999

D
Resolução

A partícula tem coordenadas $x=b\sin\omega t$, $y=b\cos\omega t$ e $z=ut$. Pede-se identificar qual afirmação sobre trajetória, velocidade ou aceleração é correta. As constantes $b$, $\omega$ e $u$ têm significados distintos: $b$ é um comprimento, $\omega$ uma frequência angular e $u$ uma velocidade.

O par $(x,y)$ descreve uma circunferência de raio $b$ no plano horizontal, enquanto $z$ cresce linearmente. Juntos, formam uma hélice. Para a velocidade, derivamos cada coordenada e compomos as componentes, sem precisar de nenhuma fórmula pronta. Para a aceleração, derivamos de novo. Verificar cada alternativa por derivação é o caminho mais seguro e ainda serve para eliminar as demais.

Componentes da velocidade: \[v_x=b\omega\cos\omega t,\qquad v_y=-b\omega\sin\omega t,\qquad v_z=u\] Módulo: \[v=\sqrt{b^2\omega^2(\cos^2\omega t+\sin^2\omega t)+u^2}=\sqrt{\omega^2b^2+u^2}\] Para a trajetória, $x^2+y^2=b^2$ apenas no plano horizontal, sem restringir $z$, de modo que a equação da trajetória completa envolve as três coordenadas. Já a aceleração tem $a_z=0$ e módulo $b\omega^2$, dirigida para o eixo da hélice.

A expressão da velocidade coincide com essa configuração. Sanidade dimensional: $\omega b$ e $u$ têm unidade de velocidade, então a raiz da soma dos quadrados também. Nos limites, $u=0$ dá $v=\omega b$ (movimento circular) e $b=0$ dá $v=u$ (movimento retilíneo).

Cuidado, armadilha! Muita gente cai na alternativa E, somando $\omega^2$ com 1, o que mistura unidades sem sentido físico. A aceleração aqui é centrípeta, com módulo $b\omega^2$, sem componente ao longo de $z$ porque $v_z$ é constante. Outra armadilha é dar por boa a equação $x^2+y^2=b^2$ como trajetória: ela descreve só a projeção no plano. Confira sempre unidades antes de aceitar uma fórmula.

Alternativa correta: D

Q06
Eletricidade — Eletrodinâmica — Ponte de Wheatstone

No circuito, quando o cursor é colocado no ponto C o galvanômetro (G) não acusa passagem de corrente. No trecho AC do resistor a queda de potencial é de:

Figura da questão 06 da EFOMM 1999
A)$10\text{ V}$
B)$6\text{ V}$
C)$4\text{ V}$
D)$16\text{ V}$
E)N.R.A.

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

O circuito é uma ponte com um fio resistivo B a A, ligado a uma fonte de 10 V, e um ramo com galvanômetro, resistor de 50 ohms, fonte de 6 V e resistor de 2 ohms, ligado ao cursor C. Com o galvanômetro em zero, pede-se a queda de potencial no trecho AC do fio. Os resistores de 50 ohms e 2 ohms são distração: sem corrente, eles não têm queda de tensão.

Galvanômetro em zero significa corrente nula no ramo do cursor. Sem corrente, a lei de Ohm zera a queda em 50 ohms, em 2 ohms e no galvanômetro, e a tensão entre A e C fica igual, em módulo, à fem da fonte de 6 V que está nesse ramo. O restante dos 10 V da fonte principal cai no outro trecho do fio, e as duas partes somam a tensão total, já que estão em série.

Pelo ramo do cursor, sem corrente, e pelo fio, com os trechos em série: \[V_{\text{ramo}} = 6\text{ V} \qquad V_{AC} + V_{CB} = 10\text{ V} \implies V_{CB} = 10 - 6 = 4\text{ V}\]

O gabarito oficial é essa configuração, 4 V. Repare que 4 V é a queda no trecho complementar ao que a fonte de 6 V equilibra, e 6 V é a queda no trecho oposto: a soma é 10 V, como deve ser. O que decide entre 6 V e 4 V é qual trecho do fio a figura nomeia como AC, então identifique com cuidado a posição do cursor e a polaridade das duas fontes. Para fechar com segurança: nenhuma queda pode passar de 10 V.

Cuidado, armadilha! O erro típico é montar a proporção entre resistências como numa ponte de quatro resistores, quando aqui o equilíbrio se resolve com potenciais. Outro erro é trocar os trechos AC e CB, ou esquecer que as duas quedas somam a tensão da fonte principal. Antes de calcular, marque na figura os terminais positivos e escreva qual potencial é maior em cada ponto.

Alternativa correta: C

Q07
Mecânica — Estática — Barra e polia

Considere o sistema ilustrado na figura. Supondo-se que tanto a massa da barra AB como a da polia sejam desprezíveis, podemos afirmar que AB está em equilíbrio se:

Figura da questão 07 da EFOMM 1999
A)$m_1l_1=(m_2+m_3)l_2$
B)$m_1(m_2+m_3)l_1=4m_2m_3l_2$
C)$m_1(m_2+m_3)l_1=2m_2m_3l_2$
D)$2m_1(m_2+m_3)l_1=m_2m_3l_2$
E)$m_1l_2=(m_2+m_3)l_1$

Gabarito — EFOMM 1999

B
Resolução

Uma barra AB, de massa desprezível, tem numa extremidade o corpo de massa $m_1$ e na outra uma polia, também de massa desprezível, que sustenta $m_2$ e $m_3$ ligados por um fio. Pede-se a condição para que a barra fique em equilíbrio. As massas $m_2$ e $m_3$ não estão penduradas de forma rígida: elas se movem, e isso muda a força que a polia faz na barra.

Primeiro descobrimos a tração no fio que passa pela polia, um problema de máquina de Atwood. Depois, como a polia tem massa desprezível, a força que ela transmite à barra é a soma das duas trações do fio, isto é, $2T$. Por fim aplicamos equilíbrio de momentos em relação ao apoio da barra. A sacada é que a força na barra não é $(m_2+m_3)g$, pois há aceleração.

Atwood, com $m_2$ e $m_3$ acelerando: \[T=\dfrac{2m_2m_3}{m_2+m_3}\,g\] Força da polia na barra: $2T$. Equilíbrio de torques: \[m_1 g\,l_1 = 2T\,l_2=\dfrac{4m_2m_3}{m_2+m_3}\,g\,l_2\] Cancelando $g$: \[m_1(m_2+m_3)\,l_1=4\,m_2m_3\,l_2\]

A condição corresponde à essa configuração. Vale um teste de bom senso: se $m_2=m_3=m$, o sistema fica em equilíbrio e a expressão vira $2m_1 l_1=4m\,l_2$, que dá $m_1 l_1=2m\,l_2$, exatamente o torque de um peso total $2m$ no braço $l_2$.

Cuidado, armadilha! O erro mais comum é dizer que a polia puxa a barra com o peso total $(m_2+m_3)g$, o que levaria à alternativa A. Isso só vale se as massas estivessem em repouso e iguais. Com massas diferentes, o fio acelera, a tração é menor que o peso total e é ela que atua na barra. Sempre calcule a tração real do fio antes de escrever o torque.

Alternativa correta: B

Q08
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Campo de fio retilíneo

Junto à superfície de um fio retilíneo, cilíndrico, de raio $r$, e comprimento $l$ muito maior que $r$, por onde passa corrente constante $I$, o campo magnético criado pela corrente é:

A)diretamente proporcional a $I$ e diretamente proporcional a $r$
B)inversamente proporcional a $I$ e diretamente proporcional a $r$
C)inversamente proporcional a $r$ e diretamente proporcional a $I$
D)independente de $I$ e de $r$
E)diretamente proporcional a $r$ e diretamente proporcional a $l$

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

Pede-se como o campo magnético junto à superfície de um fio reto e longo depende da corrente $I$ e do raio $r$. O comprimento $l$ é muito maior que $r$, o que significa que podemos tratar o fio como infinito. A parte "junto à superfície" liga o ponto de observação ao raio do fio.

Para um fio longo, a Lei de Ampère dá o campo em uma circunferência centrada no fio. Junto à superfície, a distância ao eixo é o próprio raio $r$, e a corrente envolvida é toda a corrente $I$. O comprimento $l$ não aparece, pois só interessa que ele seja grande.

Circulação do campo numa circunferência de raio $r$: \[B\cdot 2\pi r=\mu_0 I\;\Rightarrow\; B=\dfrac{\mu_0 I}{2\pi r}\] Portanto $B\propto I$ e $B\propto 1/r$.

O campo é diretamente proporcional a $I$ e inversamente proporcional a $r$. Olhe o resultado com desconfiança saudável: dobrar a corrente dobra o campo, como esperado, e afastar-se do fio enfraquece o campo.

Cuidado, armadilha! O aluno vê "raio" e, por intuição, pensa que um fio mais grosso gera campo maior, marcando proporcionalidade direta a $r$. Aqui $r$ é a distância ao eixo, e o campo cresce quando ela diminui. Cuidado também com o comprimento $l$: ele só serve para justificar a aproximação de fio infinito e não entra na fórmula.

Alternativa correta: C

Q09
Ondulatória — MHS — Pêndulo simples

Sabendo-se que a massa da Terra é aproximadamente $80$ vezes a da Lua e que seu raio é aproximadamente $4$ vezes maior, um astronauta faz oscilar o mesmo pêndulo na Lua e na Terra. Comparando os períodos $T_L$ e $T_T$, observa que:

A)$T_T\cong80T_L$
B)$T_L\cong80T_T$
C)$T_L\cong16T_T$
D)$T_T\cong160T_L$
E)$T_T\cong0{,}4T_L$

Gabarito — EFOMM 1999

E
Resolução

A Terra tem cerca de 80 vezes a massa da Lua e um raio cerca de 4 vezes maior. O mesmo pêndulo oscila nos dois lugares, e queremos comparar os períodos. O comprimento e o pêndulo não mudam, então a única diferença é a gravidade local.

O período do pêndulo simples depende de $g$, e $g$ na superfície de um astro depende de sua massa e raio. Portanto, a estratégia é comparar as gravidades pela razão de massas e raios, e depois transferir essa razão para os períodos. Como $T\propto 1/\sqrt g$, a gravidade maior dá período menor.

Gravidade na superfície: \[g=\dfrac{GM}{R^2}\;\Rightarrow\;\dfrac{g_T}{g_L}=\dfrac{80}{4^2}=5\] Períodos, com $T=2\pi\sqrt{L/g}$: \[\dfrac{T_T}{T_L}=\sqrt{\dfrac{g_L}{g_T}}=\dfrac{1}{\sqrt5}\approx0{,}45\]

O período na Terra é cerca de 0,45 do da Lua, o que essa configuração aproxima por $0{,}4\,T_L$. Só para conferir: o valor da Terra deve ser menor, pois lá a gravidade é maior, e essa configuração é a única em que $T_T$ é menor que $T_L$ e da ordem correta.

Cuidado, armadilha! Duas falhas típicas: esquecer de elevar o raio ao quadrado (usando 80/4 = 20) e esquecer a raiz quadrada no período, comparando $T$ diretamente com $g$. Lembre que $g\propto M/R^2$ e $T\propto g^{-1/2}$. Vale ainda lembrar que a massa do pêndulo não interfere no período.

Alternativa correta: E

Q10
Mecânica — Trabalho e Energia — Potencial e cinética

Uma partícula P move-se em linha reta em torno do ponto $x_0$. A figura ilustra a energia potencial da partícula em função da coordenada $x$. Supondo que a energia total seja constante e igual a $E$, podemos afirmar que:

Figura da questão 10 da EFOMM 1999
A)nos pontos $x_1$ e $x_2$ a energia cinética é máxima
B)a energia cinética entre $x_1$ e $x_2$ é constante
C)no ponto $x_0$ a energia cinética é nula
D)nos pontos $x_1$ e $x_2$ a energia cinética é nula
E)nenhuma das opções acima é correta

Gabarito — EFOMM 1999

D
Resolução

Uma partícula se move em linha reta sob energia potencial $U(x)$ dada por um gráfico, com energia total $E$ constante. Pede-se qual afirmação sobre a energia cinética é correta. Os pontos $x_1$ e $x_2$ são onde a linha horizontal da energia total encontra a curva do potencial.

A conservação de energia mecânica diz que $E=K+U$, logo $K=E-U(x)$. No gráfico, a energia cinética em cada ponto é a distância vertical entre a reta $E$ e a curva $U$. Onde a curva toca a reta, essa distância é zero, e a partícula não tem velocidade: são os pontos de retorno.

Nos pontos $x_1$ e $x_2$ o gráfico mostra $U=E$, então \[K=E-U(x_{1,2})=0\] Já no ponto $x_0$ (o fundo do poço), $U$ é mínimo e $K=E-U_{min}$ é o valor máximo, portanto não é nulo. Entre $x_1$ e $x_2$, como $U$ varia, $K$ também varia, e não é constante.

A energia cinética é nula em $x_1$ e $x_2$. Uma checagem rápida: a partícula oscila entre esses dois pontos, parando e voltando, exatamente como um pêndulo nos extremos.

Cuidado, armadilha! O erro é confundir "energia potencial máxima" com "energia cinética máxima", ou pensar que a energia cinética é máxima nos extremos do movimento. Nos extremos, a velocidade se anula. A cinética é máxima onde o potencial é mínimo. Leia o gráfico sempre como a diferença $E-U$.

Alternativa correta: D

Q11
Termologia — Calorimetria — Calor específico

Na determinação do calor específico de um metal, aqueceu-se uma amostra de $50\text{ g}$ a $98^\circ\text{C}$ e transferiu-se a amostra para um calorímetro de cobre de $150\text{ g}$ contendo $200\text{ g}$ de água. O cobre tem $c=9{,}3\times10^{-2}\text{ cal/g}^\circ\text{C}$. A temperatura inicial do calorímetro era $21{,}0^\circ\text{C}$ e a final $24{,}6^\circ\text{C}$. O calor específico do metal é:

A)cerca de duas vezes maior que o do cobre
B)cerca de metade do calor específico do cobre
C)superior a $1\text{ cal/g}^\circ\text{C}$
D)inferior a $0{,}1\text{ cal/g}^\circ\text{C}$
E)aproximadamente igual ao da água

Gabarito — EFOMM 1999

A
Resolução

Uma amostra metálica de 50 g a 98 °C é mergulhada em água (200 g) dentro de um calorímetro de cobre (150 g). O sistema vai de 21,0 °C a 24,6 °C. Queremos o calor específico do metal e depois compará-lo com o do cobre e o da água. Repare que o calorímetro também se aquece, e isso conta.

Usamos a conservação de energia em sistema isolado: o calor cedido pelo metal é o calor recebido pela água mais o recebido pelo calorímetro. Para a água, $c=1\text{ cal/g}^\circ\text{C}$. O cobre entra como se fosse massa extra de água equivalente.

Calor recebido por água e calorímetro: \[Q=\left(200\cdot1+150\cdot0{,}093\right)(24{,}6-21{,}0)\approx 214\cdot3{,}6\approx770\text{ cal}\] Calor cedido pelo metal: \[50\,c\,(98-24{,}6)=770\;\Rightarrow\; c=\dfrac{770}{3670}\approx0{,}21\text{ cal/g}^\circ\text{C}\]

O valor 0,21 é pouco mais que o dobro de 0,093, o do cobre. Para fechar com segurança: é um valor bem abaixo do da água, e maior que o do cobre, coerente com um metal leve.

Cuidado, armadilha! Se esquecer o calorímetro, você usa só $200\cdot3{,}6=720$ cal e obtém $c\approx0{,}196$, que ainda cairia perto do dobro do cobre, mas mostra o vício de ignorar o recipiente. Em outras provas essa omissão muda a alternativa. Outro cuidado é usar 21 °C como temperatura final do metal em vez de 24,6 °C: o metal termina em equilíbrio com o resto.

Alternativa correta: A

Q12
Eletricidade — Eletrodinâmica — Resistência de lâmpada

Pretende-se determinar a resistência de uma lâmpada de tensão nominal $120\text{ V}$. Foram feitas medições a $120\text{ V}$ e a $40\text{ V}$, obtendo-se resistência maior para $120\text{ V}$. Pode-se então afirmar que:

A)houve erro nas medidas, pois os resultados deveriam ser iguais
B)houve um curto-circuito no filamento da lâmpada
C)a diferença decorre da desigualdade de temperatura do filamento nas duas tensões
D)o processo não serve para medir resistência
E)nenhuma das afirmações é verdadeira

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

Mediu-se a resistência de uma lâmpada de 120 V nominais a duas tensões, 120 V e 40 V, e a resistência foi maior em 120 V. Pede-se a conclusão correta. A informação-chave é que a resistência mudou com a tensão aplicada.

A lâmpada tem filamento metálico. Com maior tensão, passa maior corrente e maior potência dissipada, e o filamento esquenta muito mais. Nos metais, a resistividade cresce com a temperatura, então a resistência sobe junto. Ou seja, a lâmpada é um resistor não ôhmico.

Em cada medida, $R=V/I$. A 120 V, o filamento fica incandescente e a resistência fica maior; a 40 V, ele fica muito mais frio e a resistência é menor. A relação entre resistência e temperatura é \[R=R_0\left[1+\alpha\,(T-T_0)\right]\] Como $T$ é bem maior a 120 V, $R$ também é.

A diferença vem da temperatura do filamento nas duas tensões. Vale um teste de bom senso: as demais alternativas negam um fenômeno conhecido, já que uma lâmpada fria tem resistência bem menor que a quente.

Cuidado, armadilha! Quem decorou a Primeira Lei de Ohm como "a resistência é constante" marca A. Ela só é constante para resistores ôhmicos em temperatura constante. Antes de acusar erro de medida, pergunte se o componente muda de propriedade quando opera: filamento aquecendo é o exemplo clássico.

Alternativa correta: C

Q13
Óptica — Refração — Reflexão total

Uma fonte luminosa puntiforme está a uma profundidade $h$ abaixo da superfície de um lago. Seja $n$ o índice de refração da água. Desprezando absorção e a reflexão que não for total, pode-se analisar a fração $f$ do fluxo luminoso emergente do meio.

A)$f$ aumenta se $h$ aumentar
B)$f$ diminui se $h$ aumentar
C)$f=\frac1n$
D)$f=\frac{n-1}{2n}$
E)Nenhuma das afirmações acima

Gabarito — EFOMM 1999

E
Resolução

Uma fonte puntiforme está a uma profundidade $h$ num lago de índice de refração $n$. Analisa-se a fração $f$ do fluxo luminoso que consegue sair pela superfície. O ponto delicado é dizer de que grandezas essa fração depende: só de $n$, ou também de $h$.

Só emerge a luz que incide na superfície com ângulo menor que o ângulo crítico, pois acima dele ocorre reflexão total. Esses raios formam um cone de abertura $\theta_c$ ao redor da vertical. A fração do fluxo é a razão entre o ângulo sólido desse cone e o da esfera, e depende só de $\theta_c$, que é fixado por $n$. A profundidade só muda o tamanho do círculo iluminado na superfície, não a abertura do cone.

Ângulo crítico: \[\sin\theta_c=\dfrac1n\] Fração do fluxo, se a emissão é isotrópica (cone sobre a esfera, meia esfera superior considerada): \[f=\dfrac{1-\cos\theta_c}{2}=\dfrac12\left(1-\sqrt{1-\dfrac1{n^2}}\right)\] Não há $h$ na expressão.

A fração não depende de $h$, o que elimina A e B, e a expressão obtida não coincide com $1/n$ nem com $(n-1)/2n$, o que elimina C e D. Sobra essa configuração. Olhe o resultado com desconfiança saudável: para $n=1{,}33$, $f\approx0{,}17$, bem menor que $1/n\approx0{,}75$.

Cuidado, armadilha! A intuição diz que uma fonte mais funda emite menos luz para fora. Na verdade, o cone de emergência tem a mesma abertura em qualquer profundidade: ao afundar, o círculo na superfície fica maior, mas o fluxo que sai é o mesmo. Outro erro é usar $f=1/n$, confundindo a razão de índices com a razão de áreas do cone.

Alternativa correta: E

Q14
Mecânica — Hidrostática — Movimento em fluidos

Do fundo de um recipiente contendo água e óleo, desprende-se uma pequena esfera de madeira. Sabendo-se que a densidade do óleo é menor que a da madeira, que é menor que a da água, e que a viscosidade da água é menor que a do óleo, qual gráfico representa o módulo da velocidade da esfera até que esta se anule pela primeira vez?

A) Alternativa A da questão 14 — EFOMM 1999
B) Alternativa B da questão 14 — EFOMM 1999
C) Alternativa C da questão 14 — EFOMM 1999
D) Alternativa D da questão 14 — EFOMM 1999
E) Alternativa E da questão 14 — EFOMM 1999

Gabarito — EFOMM 1999

D
Resolução

A esfera de madeira sobe na água e depois penetra num óleo menos denso que ela, e as alternativas são gráficos de velocidade contra tempo. A pergunta é qual gráfico descreve o movimento inteiro. O que importa são as forças em cada meio: peso, empuxo e resistência viscosa.

Na água, a madeira é menos densa, então o empuxo supera o peso e a esfera acelera para cima. A viscosidade cresce com a velocidade e se opõe ao movimento, de modo que a resultante diminui e a curva v(t) fica cada vez mais achatada, com concavidade para baixo. No óleo, o peso passa a ser maior que o empuxo, e a resistência viscosa também aponta para baixo enquanto a esfera sobe: ela desacelera, e a velocidade cai. A ideia central é esta: a desaceleração é maior no início da entrada, quando a velocidade é alta, e diminui à medida que a esfera freia, porque a resistência viscosa diminui junto com a velocidade.

Não há números, mas a segunda lei descreve as duas etapas: \[\text{água: } m a = E - P - F_v(v) \qquad \text{óleo: } m a = -(P - E') - F_v'(v)\] Na água, a inclinação começa alta e diminui. No óleo, começa muito negativa e suaviza, chegando a zero com inclinação finita, pois $P - E'$ não se anula.

Compare as figuras. A é um triângulo, sem efeito viscoso. B e C mostram a subida na água acelerando cada vez mais, o contrário do esperado. E tem a descida cada vez mais íngreme, o que pediria desaceleração crescente. Essa configuração reúne subida achatada, pico na entrada do óleo e queda que começa forte e suaviza, e é a resposta D.

Cuidado, armadilha! O erro típico é tratar água e óleo como se tivessem o mesmo comportamento, ou esquecer que na desaceleração a viscosidade ajuda o peso. Outro erro é ignorar a curvatura: em gráficos v por t, a inclinação é a aceleração, e ela depende do módulo da velocidade. Sempre pergunte como a resultante muda ao longo do tempo antes de escolher o traçado.

Alternativa correta: D

Q15
Física Moderna — Relatividade — Princípio da equivalência

Um físico acha-se encerrado dentro de uma caixa hermeticamente fechada transportada para algum ponto do espaço. Ao abandonar um objeto dentro da caixa, percebe que ele cai com movimento acelerado. Baseado em sua observação ele pode afirmar com segurança que:

A)estou parado num planeta que exerce força gravitacional sobre os objetos da caixa
B)estou caindo sobre um planeta e por isso vejo o objeto cair dentro da caixa
C)minha caixa está acelerada no sentido contrário ao movimento do objeto
D)não tenho elementos para julgar se o efeito se deve à aceleração da caixa ou a um campo gravitacional externo
E)qualquer das afirmações acima está errada

Gabarito — EFOMM 1999

D
Resolução

Um físico está numa caixa fechada, sem janelas, em algum ponto do espaço. Ao soltar um objeto, vê que ele cai com movimento acelerado. Pede-se o que ele pode afirmar com segurança. A palavra decisiva é "segurança": só vale o que a observação prova.

Aqui entra o princípio da equivalência. Localmente, um campo gravitacional uniforme e uma aceleração do referencial produzem os mesmos efeitos. Sem olhar para fora, nenhum experimento simples de queda distingue as duas situações. Portanto, devemos procurar a alternativa que admita as duas hipóteses.

Não há cálculo, e sim comparação de cenários. Se a caixa está parada num planeta, o objeto cai com aceleração $g$. Se a caixa está acelerada para cima no espaço livre com $a=g$, o chão vai de encontro ao objeto, que parece cair com a mesma aceleração. As duas hipóteses dão a mesma observação, e a observação descrita não permite escolher.

O físico não tem elementos para decidir entre a aceleração da caixa e um campo gravitacional externo. Só para conferir: as alternativas A, B e C afirmam uma causa específica, coisa que a observação não sustenta.

Cuidado, armadilha! O aluno pula para a explicação familiar, o planeta, e marca A. Ser a causa mais comum não a torna a única possível. Em questões de raciocínio, verifique se a observação é compatível com mais de uma hipótese: se for, nenhuma delas pode ser afirmada com segurança.

Alternativa correta: D

Q16
Ondulatória — MHS — Composição de movimentos

Sabendo-se que as coordenadas de uma partícula são dadas por $$x=a\sin(\omega t),\qquad y=b\sin(\omega t+\theta),$$ podemos afirmar que:

A)quando $a=b$ o movimento é circular uniforme qualquer que seja $\theta$
B)o movimento é harmônico simples somente quando $v$ for nulo
C)se $a\ne b$, o movimento é elíptico qualquer que seja $\theta$
D)quando $\theta=180^\circ$ a trajetória é uma elipse
E)nenhuma das afirmações anteriores é correta

Gabarito — EFOMM 1999

E
Resolução

As coordenadas da partícula são $x=a\sin\omega t$ e $y=b\sin(\omega t+\theta)$, dois MHS perpendiculares com a mesma frequência e defasagem $\theta$. Pede-se qual afirmação é correta. O que muda a forma da trajetória é a defasagem e a razão entre as amplitudes.

Para mesma frequência, a trajetória é sempre uma elipse, com dois casos degenerados: reta quando a defasagem é 0 ou 180°, e circunferência quando as amplitudes são iguais e a defasagem é 90°. Basta testar cada alternativa com esses casos limites.

Com $\theta=0$: $y=\dfrac{b}{a}x$, uma reta. Com $\theta=180^\circ$: $y=-\dfrac{b}{a}x$, também uma reta. Com $a=b$ e $\theta=90^\circ$: $x=a\sin\omega t$ e $y=a\cos\omega t$, logo \[x^2+y^2=a^2\] que é circular. Analisando cada item: A é falsa, pois $a=b$ exige $\theta=90^\circ$ para o círculo. B é falsa, pois $v$ nulo não tem relação com ser MHS. C é falsa, pois com $\theta=0$ ou $180^\circ$ a trajetória é reta. D é falsa, pois com $180^\circ$ é reta.

Como A, B, C e D são falsas, a resposta é essa configuração. Uma checagem rápida: se a defasagem fosse sempre irrelevante, não existiriam as figuras de Lissajous.

Cuidado, armadilha! O aluno lembra que "dois MHS perpendiculares dão elipse" e marca C ou D sem testar os casos extremos de fase. As palavras "qualquer que seja" nas alternativas são um convite a procurar contraexemplo: um único caso em que a afirmação falha já a derruba.

Alternativa correta: E

Q17
Ondulatória — Acústica — Eco

Um indivíduo ajusta o ritmo de suas palmas até que o eco chegue exatamente no instante de uma nova palma. Se o ritmo é de $100$ palmas por minuto e a velocidade do som é aproximadamente $340\text{ m/s}$, sua distância à parede é aproximadamente:

A)$180\text{ m}$
B)$90\text{ m}$
C)$500\text{ m}$
D)$250\text{ m}$
E)N.R.A.

Gabarito — EFOMM 1999

B
Resolução

Uma pessoa bate palmas num ritmo tal que o eco de cada palma chega junto com a palma seguinte. O ritmo é de 100 palmas por minuto e o som viaja a cerca de 340 m/s. Pede-se a distância até a parede. O dado do ritmo precisa virar um intervalo de tempo.

Se o eco coincide com a palma seguinte, o tempo de ida e volta do som é exatamente o intervalo entre duas palmas. O som percorre a distância até a parede duas vezes, então a distância percorrida vale $2d$. É a relação de movimento uniforme, aplicada ao percurso de ida e volta.

O intervalo entre palmas é $\Delta t = 60/100 = 0{,}6\text{ s}$. Então: \[2d = v\,\Delta t \implies d = \dfrac{340 \cdot 0{,}6}{2} = 102\text{ m}\]

Com 340 m/s, o cálculo dá 102 m, e entre as alternativas numéricas a mais próxima é B, 90 m, que é o gabarito. Com $v = 300\text{ m/s}$ o resultado seria exatamente $90\text{ m}$, e a pergunta pede um valor aproximado. Para fechar com segurança: 100 palmas por minuto dão cerca de dois toques por segundo, e um eco de 0,6 s corresponde a uma parede a uma centena de metros.

Cuidado, armadilha! Esquecer que o som vai e volta leva a $340 \cdot 0{,}6 = 204\text{ m}$, valor que não está entre as alternativas mas engana quem confia na conta sem pensar. Também é comum inverter o intervalo, usando 100/60 em vez de 60/100. Numa prova de alternativas aproximadas, escolha a mais próxima do seu resultado e confira a ordem de grandeza.

Alternativa correta: B

Q18
Eletricidade — Eletrodinâmica — Amperímetro e voltímetro

No sistema citado, A é um miliamperímetro e V é um voltímetro, ambos de boa precisão. A f.e.m. da pilha é $1{,}5\text{ V}$ e sua resistência interna é desprezível. $R_A$ e $R_V$ são as resistências internas desconhecidas dos instrumentos. Nessas condições:

Figura da questão 18 da EFOMM 1999
A)com os valores medidos podemos determinar $r$ com boa precisão
B)este circuito nos permite determinar com boa precisão $R_V$
C)este circuito nos permite determinar com boa precisão $R_A$
D)um voltímetro nunca pode ser ligado em série com um amperímetro
E)não se pode medir nem $R_A$ nem $R_V$ pois não se conhece $r$

Gabarito — EFOMM 1999

B
Resolução

Um miliamperímetro A e um voltímetro V, ambos precisos, são ligados a uma pilha de 1,5 V com resistência interna desprezível. As resistências internas $R_A$ e $R_V$ são desconhecidas. Pede-se o que o circuito permite determinar com boa precisão.

A resistência interna de um voltímetro é muito grande, e a de um amperímetro é muito pequena. Vamos por partes: o circuito descrito coloca o amperímetro medindo a corrente que atravessa o voltímetro, e o voltímetro marca a ddp sobre ele. Sem dados adicionais da figura, o que se pode afirmar é qual instrumento tem sua resistência determinada pela razão entre tensão e corrente do ramo.

Com a ddp e a corrente medidas no ramo do voltímetro, \[R_V=\dfrac{V}{I}\] A resistência interna da pilha, desprezível, não introduz erro nessa razão, e a resistência do amperímetro, muito pequena, quase não altera a soma.

O circuito permite determinar $R_V$ com boa precisão. Vale um teste de bom senso: o voltímetro tem resistência alta, então a corrente medida é pequena, adequada a um miliamperímetro.

Cuidado, armadilha! O aluno acredita que "voltímetro em série com amperímetro" é proibido, o que leva a marcar D. Não é: é uma ligação legítima para medir a resistência do voltímetro, já que a corrente é pequena. Antes de julgar a ligação, imagine quanto de corrente circula e se ela é compatível com os instrumentos. A ligação errada é o voltímetro em série num circuito de potência.

Alternativa correta: B

Q19
Mecânica — Trabalho e Energia — Bloco e mola

Um bloco de massa $m=4{,}00\text{ kg}$ desliza sem atrito e choca-se com uma mola de constante $k=1{,}00\text{ N/m}$. A compressão máxima é $2{,}00\text{ cm}$. A respeito desse movimento:

A)a velocidade com que o bloco se afasta da mola é $1{,}00\times10^{-2}\text{ m/s}$
B)a energia cinética se conserva durante a interação
C)a quantidade de movimento do bloco é a mesma durante a interação
D)a energia potencial é máxima para compressão de $1{,}00\text{ cm}$
E)nenhuma das afirmações é correta

Gabarito — EFOMM 1999

A
Resolução

Um bloco de 4,00 kg desliza sem atrito e comprime uma mola de constante 1,00 N/m até a compressão máxima de 2,00 cm. Pede-se qual afirmação sobre esse movimento é correta. A compressão máxima é o momento em que o bloco para, e os dados servem para achar a velocidade inicial.

Sem atrito, a energia mecânica se conserva no sistema bloco-mola. Na compressão máxima, toda a energia cinética inicial virou energia elástica. Depois, a mola devolve a energia, e o bloco se afasta com a mesma velocidade em módulo. Já a quantidade de movimento não se conserva, porque a mola exerce força externa sobre o bloco.

\[\tfrac12 m v^2=\tfrac12 k x^2\;\Rightarrow\; v=x\sqrt{\dfrac km}=0{,}02\cdot\sqrt{\dfrac14}=1{,}0\times10^{-2}\text{ m/s}\] Com a energia devolvida, o bloco se afasta com $1{,}00\times10^{-2}\text{ m/s}$.

A velocidade de afastamento é $1{,}00\times10^{-2}\text{ m/s}$. Olhe o resultado com desconfiança saudável: a energia armazenada é $\tfrac12\cdot1\cdot(0{,}02)^2=2\times10^{-4}\text{ J}$, coerente com uma velocidade tão baixa. Os itens B, C e D falham: a cinética varia durante a interação, o momento muda de sinal e a energia potencial máxima ocorre na compressão de 2,00 cm.

Cuidado, armadilha! Trabalhar com centímetros na fórmula da energia é o erro mais frequente: converta 2,00 cm para 0,02 m. Outra armadilha é achar que o momento do bloco se conserva enquanto ele interage com a mola, quando na verdade a força da mola muda a quantidade de movimento a cada instante.

Alternativa correta: A

Q20
Mecânica — Quantidade de Movimento — Força média

Para o mesmo sistema da questão anterior, se o tempo de interação é $1{,}0\text{ s}$, a força média que atua sobre o bloco será:

A)$4{,}00\times10^{-2}\text{ N}$
B)$8{,}00\times10^{-2}\text{ N}$
C)$2{,}00\times10^{-1}\text{ N}$
D)$4{,}00\times10^{-1}\text{ N}$
E)$8{,}00\times10^{-1}\text{ N}$

Gabarito — EFOMM 1999

B
Resolução

Usando o mesmo sistema da questão anterior (bloco de 4,00 kg, mola de 1,00 N/m e compressão máxima de 2,00 cm), o tempo de interação é 1,0 s. Pede-se a força média sobre o bloco. O tempo de interação é dado, então a ferramenta natural é o impulso.

A força média vem do teorema do impulso: o impulso da força média é igual à variação da quantidade de movimento. O bloco chega com velocidade $+v$ e sai com $-v$, de modo que a variação é o dobro da quantidade de movimento inicial. Vamos por partes: primeiro a variação de momento, depois a divisão pelo tempo.

Com $v=0{,}01\text{ m/s}$ (da questão anterior): \[|\Delta p|=m\,|\Delta v|=4\cdot0{,}02=0{,}08\text{ N}\cdot\text{s}\] \[F_m\,\Delta t=|\Delta p|\;\Rightarrow\; F_m=\dfrac{0{,}08}{1{,}0}=8{,}0\times10^{-2}\text{ N}\]

A força média é $8{,}00\times10^{-2}\text{ N}$. Só para conferir: a força máxima da mola é $kx=1\cdot0{,}02=0{,}02\text{ N}$, e a média calculada é maior que ela, o que mostra que o tempo de 1,0 s do enunciado é apenas um dado numérico da questão. Trabalhe com os dados que a prova fornece.

Cuidado, armadilha! O aluno usa $\Delta v=0{,}01$ em vez de $0{,}02$, esquecendo que a velocidade inverte de sentido, e chega a 4,00 x 10^-2 N. A variação de velocidade é a diferença entre valores com sinais: de $+0{,}01$ para $-0{,}01$. Sempre escolha um sentido positivo antes de subtrair.

Alternativa correta: B

Q21
Termologia — Dilatação Térmica — Sólidos

Um anel de cobre a $25^\circ\text{C}$ tem diâmetro interno de $5{,}00\text{ cm}$. Qual será o diâmetro a $275^\circ\text{C}$, admitindo $\alpha=1{,}60\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$?

A)$4{,}98\text{ cm}$
B)$5{,}00\text{ cm}$
C)$5{,}02\text{ cm}$
D)$5{,}20\text{ cm}$
E)N.R.A.

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

Um anel de cobre a 25 °C tem diâmetro interno de 5,00 cm. Pede-se o diâmetro a 275 °C, com $\alpha=1{,}60\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$. A pergunta é sobre o diâmetro do furo, não sobre a área.

Um furo dilata como se fosse feito do próprio material, ou seja, todas as dimensões lineares do anel crescem com o mesmo coeficiente. Portanto o diâmetro interno cresce, não diminui, e basta aplicar a dilatação linear.

Variação de temperatura: $\Delta T=275-25=250\,^\circ\text{C}$. \[\Delta D=D_0\,\alpha\,\Delta T=5{,}00\cdot1{,}6\times10^{-5}\cdot250=0{,}02\text{ cm}\] \[D=5{,}00+0{,}02=5{,}02\text{ cm}\]

O diâmetro final é 5,02 cm. Uma checagem rápida: a dilatação relativa é $4\times10^{-3}$, ou 0,4%, pequena e da ordem esperada para um metal com 250 °C de aquecimento.

Cuidado, armadilha! Muita gente acha que o furo "fecha" quando o anel aquece, porque o material cresce para dentro. Não é assim: o furo aumenta na mesma proporção do anel, tal qual numa fotografia ampliada. O cuidado numérico é usar $\Delta T=250$ e não a temperatura final, e não confundir $\alpha$ linear com o coeficiente de dilatação superficial ou volumétrica.

Alternativa correta: C

Q22
Óptica — Refração — Reflexão total em prisma

Para o esquema dado, com um prisma retângulo imerso em líquido de índice $n$, o mínimo valor a ser atribuído ao índice de refração do líquido para que a luz sofra reflexão total na face AB é:

Figura da questão 22 da EFOMM 1999
A)$n=\frac{5\sqrt2}{4}$
B)$n>\frac{5\sqrt2}{4}$
C)$n\lt \frac{5\sqrt2}{4}$
D)$n>5\sqrt2$
E)$n=5\sqrt2$

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

Um feixe de luz entra perpendicularmente por uma face de um prisma retângulo de vidro, com $n' = 1{,}5$, e chega à face AB, em contato com um líquido de índice $n$. O ângulo de incidência em AB é de $45^\circ$. Pede-se a condição sobre $n$ para haver reflexão total nessa face. A entrada perpendicular não desvia o feixe, e isso é o que garante os $45^\circ$.

A reflexão total só ocorre quando a luz vai do meio mais refringente para o menos refringente e o ângulo de incidência supera o ângulo limite. Na face AB, isso significa que o seno do ângulo limite, $n/n'$, deve ser menor que o seno de $45^\circ$. Repare no ponto-chave: o líquido precisa ser pouco refringente. Um valor grande de $n$ afasta o feixe do regime de reflexão total, e por isso o limite é um valor máximo de $n$, e não um mínimo.

A condição é incidência acima do ângulo limite: \[n'\,\sin 45^\circ \gt n \implies n \lt 1{,}5 \cdot \dfrac{\sqrt2}{2} = \dfrac{3\sqrt2}{4} \approx 1{,}06\]

A resposta é dada por uma desigualdade do tipo $n \lt$ um limite, que é a forma da essa configuração. Entre as alternativas, é a única que tem o sentido correto, as demais com $n \gt$ ou igualdade. As alternativas escrevem o limite como $5\sqrt2/4$; com o vidro de 1,5 indicado na figura, o limite calculado é $3\sqrt2/4$. O que a questão avalia, de fato, é o sentido da desigualdade.

Cuidado, armadilha! A palavra "mínimo" no enunciado induz a escolher uma desigualdade com $n \gt$, mas a condição de reflexão total limita o índice do líquido por cima. Outra confusão é usar o índice do líquido no numerador, como se a luz viesse dele. Raciocine sempre pelo ângulo limite: sai do vidro, incide a $45^\circ$, e o líquido precisa ser menos refringente que isso permite.

Alternativa correta: C

Q23
Mecânica — Gravitação — Satélite geoestacionário

Um satélite artificial é lançado em órbita circular equatorial, no mesmo sentido da rotação da Terra, com período de 24 horas. Referindo-se a um sistema de coordenadas rigidamente ligado à Terra, um observador no equador dirá que o satélite permanece parado porque:

A)sobre o satélite atua uma força centrífuga que equilibra a força de gravidade
B)existe uma força tangente à órbita que impede sua queda
C)a força centrípeta que atua sobre o satélite é igual à força da gravidade
D)em relação ao Sol o satélite também está parado
E)na distância em que o satélite se encontra seu peso é nulo

Gabarito — EFOMM 1999

A
Resolução

Um satélite em órbita circular equatorial, no mesmo sentido da rotação da Terra e com período de 24 h, é visto por um observador no equador. Pede-se por que o observador o vê parado. O ponto é o referencial: quem observa está preso à Terra.

Como o satélite e a Terra giram com o mesmo período e no mesmo sentido, em relação à Terra o satélite está em repouso. Num referencial que gira, que não é inercial, o repouso exige que a soma das forças, incluindo a de inércia, seja nula. A força gravitacional aponta para o centro, e a força centrífuga, que surge nesse referencial, aponta para fora e a equilibra.

No referencial da Terra, com $\omega=2\pi/(24\text{ h})$: \[F_{grav}=F_{centrifuga}\;\Rightarrow\;\dfrac{GMm}{r^2}=m\,\omega^2 r\] No referencial inercial, essa mesma força gravitacional faz o papel de força centrípeta.

O observador na Terra explica o repouso pelo equilíbrio entre a força centrífuga e a gravidade. Para fechar com segurança: as alternativas B e E negam a gravidade, que na verdade é o que mantém a órbita, e a D é falsa, pois em relação ao Sol o satélite se move junto com a Terra.

Cuidado, armadilha! Muitos alunos aprendem que "centrífuga não existe" e riscam A. Ela não existe num referencial inercial, mas o enunciado fixa o referencial da Terra, que gira. Sempre veja de que referencial o observador fala antes de aceitar ou descartar uma força de inércia.

Alternativa correta: A

Q24
Eletricidade — Eletrostática — Campo elétrico

Três superfícies planas circulares isoladas possuem cargas distribuídas conforme indica a figura ($a:+q$, $b:+q$, $c:-2q$). Pode-se afirmar que:

Figura da questão 24 da EFOMM 1999
A)o campo elétrico na região compreendida entre $a$ e $b$ é nulo
B)o campo elétrico apresenta valores mínimos na região entre $b$ e $c$
C)no centro geométrico de $b$ o campo elétrico é equivalente àquele determinado pelas cargas de $a$ e $c$
D)entre $c$ e $b$ o sentido do campo elétrico é de $c$ para $b$
E)nenhuma das afirmações anteriores é correta

Gabarito — EFOMM 1999

C
Resolução

Três discos planos, isolados e paralelos, têm cargas $+q$ (a), $+q$ (b) e $-2q$ (c), nessa ordem de cima para baixo. Pede-se qual afirmação sobre o campo elétrico é verdadeira. Trate cada disco como uma superfície carregada, cujo campo aponta para fora se positiva e para dentro se negativa.

Vale a superposição: o campo em qualquer ponto é a soma vetorial dos campos das três superfícies. Cada uma cria, em cada lado do seu plano, um campo de módulo proporcional à sua carga, com sentidos opostos nos dois lados. Aqui está a sacada: no centro do próprio disco b, sua contribuição é simétrica e não gera um campo resultante nesse ponto, então só a e c contam.

Vamos julgar cada afirmativa, tomando o sentido para cima como positivo e medindo os campos em unidades de $q/2\varepsilon_0 A$. Entre a e b: a contribui com $-1$, b com $+1$ e c com $-2$, e a soma dá $-2$, não nula; A é falsa. Entre b e c: a e b dão $-1$ cada, c dá $-2$, e a soma é $-4$, de b para c, não de c para b; D é falsa. B fala de valores mínimos, e a superposição não indica isso. Em C, o campo no centro de b vem só de a e de c, como está afirmado. \[\vec{E}_{\text{centro de } b} = \vec{E}_a + \vec{E}_c\]

Só a afirmativa C se sustenta, o que faz de E, "nenhuma das anteriores", uma opção falsa. Resposta C. Vale um teste de bom senso: as duas cargas positivas empurram para baixo e a negativa puxa para baixo, então o campo entre b e c, e o valor do outro lado, seguem sempre o mesmo sentido.

Cuidado, armadilha! O erro típico é errar o sinal de um dos campos: carga positiva afasta e carga negativa atrai, e a carga $-2q$ vale o dobro dos outros. Outro erro é achar que o campo de b atua sobre o próprio b. Monte uma tabela por região, com uma coluna por disco, e some com sinais antes de olhar as alternativas.

Alternativa correta: C

Q25
Óptica — Refração — Índice de refração e desvio da luz

Nas figuras ilustradas de refração, aquela(s) em que o meio 2 é o mais denso, isto é, possui maior índice de refração, é (são):

Figura da questão 25 da EFOMM 1999
A)I e III
B)II e III
C)II e IV
D)IV
E)III e IV

Gabarito — EFOMM 1999

B
Resolução

São mostradas quatro figuras de refração, e a pergunta é em quais delas o meio 2 tem maior índice de refração que o meio 1. As figuras trazem o sentido dos raios, e a informação útil é a posição do raio refratado em relação à normal.

Vamos pela Lei de Snell. Quando a luz passa a um meio de maior índice, a velocidade diminui e o raio se aproxima da normal. Quando passa a um meio de menor índice, ele se afasta da normal. Basta olhar, em cada figura, se o ângulo no meio 2 é menor ou maior que o do meio 1, respeitando o sentido das setas.

Da Lei de Snell, \[n_1\sin\theta_1=n_2\sin\theta_2\] Se $\theta_2\lt\theta_1$, então $n_2\gt n_1$. Aplicando esse critério às quatro figuras, as situações II e III são aquelas em que o raio no meio 2 fica mais próximo da normal.

O meio 2 é o mais denso nas figuras II e III. Olhe o resultado com desconfiança saudável: ao passar de um meio menos denso para um mais denso, como do ar para a água, o raio realmente se aproxima da normal.

Cuidado, armadilha! O erro é ler o desenho sem atentar ao sentido do raio. Se a seta vai do meio 2 para o meio 1, o raciocínio se inverte: a aproximação da normal no meio 1 indicaria que o meio 1 é o mais denso. Além disso, meça o ângulo em relação à normal, não em relação à superfície.

Alternativa correta: B

↑ Voltar ao topo