Observando um fenômeno físico, Tamires, uma pesquisadora da NASA, verificou que determinada grandeza era diretamente proporcional ao produto de uma força por uma velocidade e inversamente proporcional ao produto do quadrado de um peso pelo cubo de uma aceleração. Sabendo-se que a constante de proporcionalidade é adimensional, a expressão dimensional da referida grandeza é:
O enunciado descreve uma grandeza $X$ montada só com força, velocidade, peso e aceleração, e pede a equação dimensional dela. A constante de proporcionalidade é adimensional, então ela não muda nada: o que importa é apenas a combinação das grandezas. A história da NASA é ambientação, pura distração.
Análise dimensional é substituir cada grandeza pela sua dimensão em $[M]$, $[L]$ e $[T]$ e operar como se fossem potências. A ideia central é esta: peso é uma força (o peso é $mg$), então tem exatamente a mesma dimensão de força. Quem trata peso como massa perde o rumo logo no início.
Força e peso: $[F]=[P]=MLT^{-2}$. Velocidade: $[v]=LT^{-1}$. Aceleração: $[a]=LT^{-2}$. A grandeza é proporcional a $Fv/(P^2a^3)$, então \[[X]=\dfrac{(MLT^{-2})(LT^{-1})}{(MLT^{-2})^2\,(LT^{-2})^3}=\dfrac{ML^2T^{-3}}{M^2L^5T^{-10}}=M^{-1}L^{-3}T^{7}\]
O resultado $[L]^{-3}[M]^{-1}[T]^{7}$ corresponde à essa configuração. Vale um teste de bom senso: no numerador ficou massa na primeira potência e no denominador massa ao quadrado, então sobra $M^{-1}$; e o expoente de $T$ é positivo porque o denominador tem muito mais $T^{-1}$ acumulado.
Alternativa correta: E








