Beto, um advogado interessado em eletricidade, num sábado ensolarado, resolveu montar um circuito elétrico para sua guitarra. Ele associou um gerador de FEM $\varepsilon$ e resistência interna $r$ em série com um resistor $R$ variável. A potência dissipada no resistor $R$, em função da corrente $i$, é dada pelo gráfico mostrado na figura abaixo, onde o ponto $a$ é o vértice da parábola. Os valores da resistência interna $r$ e da força eletromotriz (FEM) do gerador são, respectivamente:

Gráfico $P\times i$
O enunciado trata de um gerador real ligado a um resistor variável e entrega a curva da potência dissipada em $R$ em função da corrente. O que importa é a forma da curva: uma parábola que passa pela origem, tem vértice em $i=12{,}5\text{ A}$ com $P=120\text{ W}$ e volta a zero em $i=25\text{ A}$. Os dados de $R$ em si são distração, porque a própria curva já carrega toda a informação sobre $\varepsilon$ e $r$.
A potência útil do gerador é a total menos a perdida na resistência interna, isto é, $P=\varepsilon i-ri^2$. Repare que essa é exatamente uma parábola com concavidade para baixo. Ela zera em $i=0$ e na corrente de curto-circuito $i=\varepsilon/r$. Vamos aproveitar as duas informações da figura: a raiz nos dá uma relação entre $\varepsilon$ e $r$, e o vértice nos dá a segunda equação.
A segunda raiz vale $25\text{ A}$, logo $\varepsilon=25r$. No vértice, a potência é $120\text{ W}$ com $i=12{,}5\text{ A}$, e por isso \[\varepsilon i-ri^2=120\ \Rightarrow\ 12{,}5\,\varepsilon-156{,}25\,r=120\] Substituindo $\varepsilon=25r$, temos $312{,}5\,r-156{,}25\,r=156{,}25\,r=120$, de onde \[r=0{,}768\ \Omega\qquad\text{e}\qquad \varepsilon=25r=19{,}2\text{ V}\]
Resultado: $r=7{,}68\times10^{-1}\ \Omega$ e $\varepsilon=1{,}92\times10^{1}\text{ V}$. Vale um teste de bom senso: a potência máxima de um gerador vale $\varepsilon^2/4r=368{,}64/3{,}072=120\text{ W}$, exatamente o pico lido no gráfico.
Alternativa correta: B










