Uma haste metálica, a $0^\circ\text{C}$, mede $1{,}0\text{ m}$, conforme indicação de uma régua de vidro na mesma temperatura. Quando a haste e a régua são aquecidas a $300^\circ\text{C}$, o comprimento da haste medido pela régua passa a ser de $1{,}006\text{ m}$. Com base nessas informações, o coeficiente de dilatação linear do material que constitui a haste é:
Dado: coeficiente de dilatação linear do vidro: $9{,}0 \times 10^{-6}\text{ }^\circ\text{C}^{-1}$
Haste e régua são aquecidas de 0 °C a 300 °C. A leitura de 1,006 m não é o comprimento real da haste: é quantas divisões da régua a haste cobre, e a própria régua cresceu. O coeficiente do vidro está no enunciado para corrigir essa leitura.
Primeiro vemos quanto vale cada "metro" da régua a 300 °C. Depois convertemos a leitura em comprimento real e só então aplicamos a dilatação linear da haste. Aqui está a sacada: a régua esticada subestima o comprimento, então a dilatação real é maior que os 0,006 m lidos.
Cada metro da régua passa a valer \[L_{vidro}=1{,}0\,(1+9{,}0\times10^{-6}\cdot300)=1{,}0027\text{ m}\] O comprimento real da haste é \[L_{haste}=1{,}006\cdot1{,}0027\approx1{,}00872\text{ m}\] Assim $\Delta L\approx0{,}00872\text{ m}$ e \[\alpha=\dfrac{\Delta L}{L_0\,\Delta T}=\dfrac{0{,}00872}{300}\approx2{,}9\times10^{-5}\text{ }^\circ\text{C}^{-1}\]
O resultado é essa configuração. Vale um teste de bom senso: sem corrigir a régua, $0{,}006/300=2{,}0\times10^{-5}$, e somando o coeficiente do vidro, $0{,}9\times10^{-5}$, chegamos a $2{,}9\times10^{-5}$.
Alternativa correta: B





