Um carro parte do repouso e se desloca em linha reta com aceleração constante de módulo $2\text{ m/s}^2$, sem que ocorra derrapagem. Considere o momento em que o veículo está a uma distância de 25 m do seu ponto de partida. Nesse instante, o ponto mais veloz de qualquer pneu do carro, em relação ao solo, tem velocidade de módulo igual a:
O carro parte do repouso, acelera com $2\text{ m/s}^2$ e não derrapa. Pede-se a velocidade do ponto mais veloz de um pneu, em relação ao solo, quando o carro percorreu 25 m. A massa e o raio do pneu não aparecem: o resultado não depende deles.
Primeiro achamos a velocidade do centro da roda, que é a do carro, pela cinemática. Depois usamos que, sem derrapagem, o pneu faz translação mais rotação. A ideia central é esta: o ponto de contato com o chão está parado, e o ponto do topo soma a velocidade de translação com a de rotação, que tem o mesmo módulo.
Com aceleração constante e partida do repouso, Torricelli resolve: \[v_{cm}^2 = 2a\,\Delta x = 2\cdot 2\cdot 25 = 100 \implies v_{cm}=10\text{ m/s}\] No rolamento puro, $\omega R = v_{cm}$. No topo os dois efeitos apontam no mesmo sentido: \[v_{topo}=v_{cm}+\omega R = 2v_{cm}=20\text{ m/s}\]
O ponto mais veloz tem 20 m/s. Para fechar com segurança: o ponto de baixo vale 0 e o centro vale 10 m/s, então 20 m/s é o máximo possível no pneu.
Alternativa correta: C









