A superfície cilíndrica oca da figura abaixo possui 2 m de raio.
Vistas lateral e superior do cilindro com a esfera. O vetor $\vec{v}_0$ representa a velocidade inicial.
Um pequeno objeto esférico, com massa de 0,5 kg e raio desprezível, é arremessado em seu interior. A velocidade inicial do objeto é horizontal e paralela à superfície cilíndrica. Verifica-se que o módulo da velocidade da esfera, 1 segundo após o início do movimento, é de 12 m/s.
Supondo que não há forças dissipativas, a intensidade da reação normal do cilindro sobre a esfera nesse instante vale:
Dado $g = 10\text{ m/s}^2$
A esfera é lançada horizontalmente, paralela à superfície cilíndrica oca, e desliza por dentro dela sem dissipação. O enunciado dá a massa (0,5 kg), o raio do cilindro (2 m) e o módulo da velocidade 1 s depois do lançamento (12 m/s). Repare que a pergunta é a normal nesse instante, e que a velocidade de 12 m/s mistura duas contribuições diferentes: a horizontal e a vertical.
Na vertical, a parede lisa não exerce força alguma, então a esfera cai em queda livre. Na horizontal, ela gira em círculo de raio 2 m, e quem faz o papel de força centrípeta é a normal, que aponta para o eixo do cilindro. O peso é vertical e tangente à superfície, por isso não entra na direção radial. A sacada é separar os dois movimentos: a energia total não serve direto, o que importa para a normal é só a parte horizontal da velocidade.
Como a velocidade inicial é horizontal, a componente vertical em $t = 1\text{ s}$ vale: \[v_y = g\,t = 10 \cdot 1 = 10\text{ m/s}\] Com o módulo total conhecido, Pitágoras entrega a componente horizontal: \[v_h^2 = 12^2 - 10^2 = 44\text{ m}^2/\text{s}^2\] A resultante radial é a normal: \[N = m\,\dfrac{v_h^2}{R} = 0{,}5 \cdot \dfrac{44}{2}\]
Segue $N = 11\text{ N}$. Olhe o resultado com desconfiança saudável: se toda a velocidade de 12 m/s fosse horizontal, teríamos $0{,}5\cdot 144/2 = 36\text{ N}$; como parte dela é vertical, a normal tem de ser menor, e 11 N faz sentido.
Alternativa correta: B








