← Voltar às edições do EFOMM

EFOMM 2023

Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante

Processo Seletivo 2022/2023 · Prova de Física (Q21-40) — resolução comentada Método TEF.

Q21
Dinâmica — Movimento Circular e Queda Livre

A superfície cilíndrica oca da figura abaixo possui 2 m de raio.

Vistas lateral e superior do cilindro com a esfera

Vistas lateral e superior do cilindro com a esfera. O vetor $\vec{v}_0$ representa a velocidade inicial.

Um pequeno objeto esférico, com massa de 0,5 kg e raio desprezível, é arremessado em seu interior. A velocidade inicial do objeto é horizontal e paralela à superfície cilíndrica. Verifica-se que o módulo da velocidade da esfera, 1 segundo após o início do movimento, é de 12 m/s.

Supondo que não há forças dissipativas, a intensidade da reação normal do cilindro sobre a esfera nesse instante vale:

Dado $g = 10\text{ m/s}^2$

A)1 N
B)11 N
C)23 N
D)36 N
E)47 N

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

B
Resolução

O movimento da esfera é uma composição simultânea de um movimento circular no plano horizontal e uma queda livre (sem atrito vertical). Sendo a velocidade inicial puramente horizontal, não há componente vertical inicial ($v_{0y} = 0$).

Após $t = 1\text{ s}$, a velocidade vertical ganha pela gravidade é: $v_y = g t = 10 \times 1 = 10\text{ m/s}$.

Sabendo que o módulo da velocidade total da esfera é $V = 12\text{ m/s}$, a velocidade tangencial horizontal ($v_x$) pode ser encontrada pelo teorema de Pitágoras:

$V^2 = v_x^2 + v_y^2 \implies 12^2 = v_x^2 + 10^2 \implies 144 = v_x^2 + 100 \implies v_x^2 = 44\text{ (m/s)}^2$.

A força normal exercida pela parede atua puramente como força centrípeta de raio $R = 2\text{ m}$ mantendo a trajetória curvilínea:

$N = F_{cp} = m \dfrac{v_x^2}{R} = 0{,}5 \times \dfrac{44}{2} = 11\text{ N}$.

Alternativa correta: B

Q22
Dinâmica — Colisão e Impulso

Um pequeno objeto com 100 g de massa é arremessado com velocidade inicial horizontal $\vec{v}_0 = 10\hat{i}\text{ m/s}$ em direção a uma parede a 5 m de distância. A colisão entre ele e a parede dura 1 ms e, durante esse tempo o objeto fica sujeito a uma força normal constante. Também durante esse intervalo, ocorre um ínfimo deslocamento vertical do objeto sobre a parede, sendo de 0,1 o coeficiente de atrito cinético entre ambos. Imediatamente após a colisão, o objeto retorna com velocidade $\vec{v} = (-8\hat{i} + v_y\hat{j})\text{ m/s}$. O módulo de $v_y$ vale aproximadamente:

Dado $g = 10\text{ m/s}^2$

A)2,3 m/s
B)2,7 m/s
C)3,2 m/s
D)4,1 m/s
E)4,9 m/s

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

O tempo de voo até atingir a parede a $d = 5\text{ m}$ é $t = \dfrac{d}{v_{0x}} = \dfrac{5}{10} = 0{,}5\text{ s}$.

A componente vertical da velocidade imediatamente antes da colisão é a de queda livre: $v_{yi} = -gt = -10 \times 0{,}5 = -5\text{ m/s}$.

No choque de curtíssima duração ($\Delta t = 10^{-3}\text{ s}$), o Teorema do Impulso atua na horizontal. A força normal média $N$ aponta contra a parede (sentido $-\hat{i}$):

$-N \cdot \Delta t = m (v_{fx} - v_{ix}) \implies -N \times 10^{-3} = 0{,}1 \times (-8 - 10) \implies -N \times 10^{-3} = -1{,}8 \implies N = 1800\text{ N}$.

Como há deslocamento vertical descendente contínuo, a força de atrito atua orientada para cima e vale $f_{at} = \mu N = 0{,}1 \times 1800 = 180\text{ N}$.

Aplicando o Teorema do Impulso no eixo Y durante a colisão (desprezando o peso perante o vultoso atrito momentâneo de choque):

$f_{at} \cdot \Delta t = m (v_{fy} - v_{yi}) \implies 180 \times 10^{-3} = 0{,}1 \times (v_{fy} - (-5))$.

$0{,}18 = 0{,}1 (v_{fy} + 5) \implies v_{fy} + 5 = 1{,}8 \implies v_{fy} = -3{,}2\text{ m/s}$.

O módulo de tal velocidade é $\approx 3{,}2\text{ m/s}$.

Alternativa correta: C

Q23
Eletrostática — Potencial Elétrico

Considere as cargas puntiformes localizadas nos vértices de um quadrado de lado d. Sendo k a constante elétrica, determine o potencial elétrico no ponto P, que encontra-se equidistante das cargas 2q e q.

Quadrado de lado d com cargas nos vértices e ponto P equidistante das cargas 2q e q
A)$\left(\dfrac{5}{\sqrt{3}} + 6\right)\dfrac{kq}{d}$
B)$\left(\dfrac{3}{\sqrt{2}} + 8\right)\dfrac{kq}{d}$
C)$\left(\dfrac{3}{\sqrt{5}} - 3\right)\dfrac{kq}{d}$
D)$\left(\dfrac{2}{\sqrt{5}} + 3\right)\dfrac{kq}{d}$
E)$\left(\dfrac{8}{\sqrt{5}} + 6\right)\dfrac{kq}{d}$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

E
Resolução

O ponto P (ponto médio do lado direito do quadrado) encontra-se a uma distância elementar das cargas vizinhas do respectivo lado direito (as cargas de $2q$ e $q$) calculada como $r_1 = \dfrac{d}{2}$.

As cargas restantes, posicionadas do lado oposto esquerdo (cargas $q$ e $3q$), estão a uma distância hipotenusal $r_2$ advinda do deslocamento horizontal $d$ e vertical $d/2$ em referência ao nível de P:

$r_2 = \sqrt{d^2 + \left(\dfrac{d}{2}\right)^2} = \sqrt{d^2 + \dfrac{d^2}{4}} = \dfrac{d\sqrt{5}}{2}$.

A formulação do potencial total $V_P$ assume uma somatória escalar direta $V = k\dfrac{Q}{r}$ gerada por cada vértice do polígono:

$V_P = \dfrac{k(2q)}{d/2} + \dfrac{k(q)}{d/2} + \dfrac{k(q)}{\frac{d\sqrt{5}}{2}} + \dfrac{k(3q)}{\frac{d\sqrt{5}}{2}}$

$V_P = \dfrac{4kq}{d} + \dfrac{2kq}{d} + \dfrac{2kq}{d\sqrt{5}} + \dfrac{6kq}{d\sqrt{5}} = \dfrac{6kq}{d} + \dfrac{8kq}{d\sqrt{5}} = \left(\dfrac{8}{\sqrt{5}} + 6\right)\dfrac{kq}{d}$.

Alternativa correta: E

Q24
Estática — Equilíbrio de Corpo Extenso

Duas forças que possuem intensidades de 10 N e 6 N são aplicadas nos pontos A(1, -3) m e B(4, 5) m, respectivamente, atuando em direções paralelas aos eixos ordenados. Os vetores representam as duas forças mencionadas.

Forças A e B no plano cartesiano

Para que o objeto permaneça em repouso, uma terceira força deve ser aplicada sobre algum ponto da reta:

A)$4x - 8y = -5$
B)$8x + 3y = 10$
C)$3x + 4y = -2$
D)$3x - 10y = 8$
E)$5x - 3y = -10$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

E
Resolução

De acordo com o sentido dos vetores observados, temos em A ($1, -3$) uma força vertical orientada positivamente: $\vec{F}_A = 10\hat{j}$. E em B ($4, 5$), uma força horizontal orientada positivamente: $\vec{F}_B = 6\hat{i}$.

A terceira força equilibrante necessita suprir o somatório nulo translacional ($\Sigma \vec{F} = 0$), sendo consequentemente $\vec{F}_C = -6\hat{i} - 10\hat{j}$.

Assegurado isto, o objeto atesta-se em equilíbrio rotacional, cujo cômputo de torque sobre a origem analítica $(0,0)$ requer somatória nula ($\Sigma \vec{\tau} = 0$):

$\vec{\tau}_A = \vec{r}_A \times \vec{F}_A = (1\hat{i} - 3\hat{j}) \times 10\hat{j} = 10\hat{k}$.

$\vec{\tau}_B = \vec{r}_B \times \vec{F}_B = (4\hat{i} + 5\hat{j}) \times 6\hat{i} = -30\hat{k}$.

Sendo a resultante de momento de giro momentâneo $-20\hat{k}$, impõe-se que a contração da força C garanta torque de sustentação reativa igual a $+20\hat{k}$. Aplicado em um ponto generalista de coordenadas $(x, y)$:

$\vec{\tau}_C = (x\hat{i} + y\hat{j}) \times (-6\hat{i} - 10\hat{j}) = x(-10)\hat{k} - y(-6)\hat{k} = (-10x + 6y)\hat{k}$.

Igualando matematicamente ao requirimento rotacional:

$-10x + 6y = 20 \implies -5x + 3y = 10 \implies 5x - 3y = -10$.

A força deverá assentar-se ao longo desta reta equacionada.

Alternativa correta: E

Q25
Dinâmica — Conservação de Energia Mecânica

Um objeto pontual com 2 kg de massa é preso a um fio rígido, com 1,5 m de comprimento e massa desprezível, para formar um pêndulo. O pêndulo é elevado até formar um ângulo inicial de $60^\circ$ com a direção vertical e, em seguida, é solto com velocidade inicial nula. Após muitas oscilações, o sistema, que está sujeito a forças de atrito, atinge novamente o repouso em sua posição de equilíbrio.

Calcule o trabalho realizado pelas forças dissipativas durante o movimento.

Dado $g = 10\text{ m/s}^2$; $\sin 60^\circ = \dfrac{\sqrt{3}}{2}$; $\cos 60^\circ = \dfrac{1}{2}$.

A)-2 J
B)-4 J
C)-12 J
D)-15 J
E)-24 J

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

D
Resolução

O trabalho realizado pelas forças não-conservativas atreladas à dissipação reflete quantitativamente o delta (variação) de balanço da energia mecânica experimentada pelo arranjo oscilatório ($\Delta E_M$).

Fixando a marca temporal na posição estritamente vertical e central (equilíbrio estável nulo) como referencial potencial zero ($h=0$), a altura original do qual foi libertado será:

$h_i = L - L \cos 60^\circ = 1{,}5 \cdot (1 - 0{,}5) = 0{,}75\text{ m}$.

Energia mecânica contida no start: $E_i = E_p = m g h_i = 2 \times 10 \times 0{,}75 = 15\text{ J}$.

Quando atinge irreversivelmente o encerramento dissipado no fundo da curva de relaxamento estático com velocidade extinta, detém: $E_f = 0\text{ J}$.

O cômputo formal de exaustão do sistema: $W_{diss} = E_f - E_i = 0 - 15 = -15\text{ J}$.

Alternativa correta: D

Q26
Dinâmica — Quantidade de Movimento em 2D

Um cosmonauta armado se desloca com $\vec{v}_0 = 1\hat{i}\text{ m/s}$ em relação à estação espacial, localizada na origem do sistema de coordenadas. Ao passar pelo ponto (-50, 50) m, ele aponta sua arma para uma direção que faz um ângulo $\theta$ com a vertical (conforme indica a figura) e a dispara.

O vetor na figura representa a velocidade inicial da pessoa.

Cosmonauta no ponto (-50, 50) atirando

Após o disparo, que ocorre instantaneamente, o cosmonauta passa a seguir uma trajetória retilínea que vai desde o ponto (-50,50) m até a origem. Sabe-se que o disparo dessa arma libera 50.100 J de energia, os quais se convertem integralmente em energia cinética do projétil, com 100 g de massa, e do astronauta carregando a arma, com 50 kg de massa.

Quanto vale o seno de $\theta$?

A)$\dfrac{1+\sqrt{5}}{5}$
B)$\dfrac{\sqrt{2}}{2}$
C)$\dfrac{-1+\sqrt{7}}{4}$
D)$\dfrac{2-\sqrt{3}}{7}$
E)$\dfrac{-3+\sqrt{11}}{2}$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

Considerando o recuo de massas entrelaçadas do projétil ($m = 0{,}1\text{ kg}$) e homem com colete ($M = 50\text{ kg}$), a energia balística reverte-se em velocidade de escape $u$ mediante a relação de massa reduzida:

$E = \dfrac{1}{2} \left(\dfrac{m M}{m+M}\right) u^2 \implies 50100 = \dfrac{1}{2} \left(\dfrac{5}{50{,}1}\right) u^2 \implies u^2 = \dfrac{100200 \times 50{,}1}{5} \implies u = 1002\text{ m/s}$.

A taxa de conservação da quantidade de movimento no sistema repousado do disparo confere ao atirador um solavanco de incremento de velocidade (vetor de recuo contrário à bala disparada a $\theta$ em direção noroeste):

$|V_A| = \dfrac{m}{M} u = \dfrac{0{,}1}{50} \times 1002 = 2\text{ m/s}$.

A bala afasta-se na direção $(- \sin\theta\hat{i} + \cos\theta\hat{j})$. Logo, o empurrão transferido ao cosmonauta assume polarização oposta: $\Delta \vec{v}_A = (2\sin\theta\hat{i} - 2\cos\theta\hat{j})$.

Somando à inércia inicial da pessoa ($\vec{v}_0 = 1\hat{i}$): $\vec{v}_f = (1 + 2\sin\theta)\hat{i} + (- 2\cos\theta)\hat{j}$.

Ao engrenar numa rota colidente focada à origem partindo da localidade original $(-50, 50)$, o ângulo de mergulho confere trajetória idêntica a $y = -x$, onde a velocidade x se espelha positiva contrabalançando com a y de avanço negativo em magnitude paritária ($v_x = -v_y$):

$1 + 2\sin\theta = 2\cos\theta \implies \cos\theta - \sin\theta = 1/2$.

Elevando essa diferença pitagórica puramente ao quadrado:

$\cos^2\theta - 2\sin\theta\cos\theta + \sin^2\theta = 1/4 \implies 1 - 2\sin\theta\sqrt{1-\sin^2\theta} = 1/4$. Recompondo e inserindo $\sin\theta = x$:

$\sqrt{1-x^2} = x + 1/2 \implies 1 - x^2 = x^2 + x + 1/4 \implies 8x^2 + 4x - 3 = 0$.

A raiz quadrática positiva coerente para o primeiro quadrante do seno será $x = \dfrac{-4 + \sqrt{16 + 96}}{16} = \dfrac{-4 + 4\sqrt{7}}{16} = \dfrac{-1+\sqrt{7}}{4}$.

Alternativa correta: C

Q27
Gravitação Universal — Órbitas Múltiplas Simétricas

Um sistema é composto por três corpos celestes esféricos e homogêneos, todos com a mesma massa M, que realizam uma órbita circular única de raio R, estando sujeitos apenas às interações gravitacionais entre si.

Três corpos celestes em órbita circular de raio R

As distâncias entre todos os corpos são iguais e se mantêm constantes ao longo do movimento. Considerando G a constante gravitacional universal, quanto vale o módulo da velocidade de cada corpo?

A)$\dfrac{\sqrt{GM}}{2R}$
B)$\dfrac{\sqrt{2}GM}{2R}$
C)$\dfrac{\sqrt{3}GM}{R}$
D)$\sqrt{\dfrac{\sqrt{3}GM}{3R}}$
E)$\sqrt{\dfrac{\sqrt{3}GM}{4R}}$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

D
Resolução

Por arranjo e restrição do problema, os astros situam-se nos vértices de um triângulo equilátero imerso simetricamente inscrito no circuito perimetral de raio $R$. O lado de contato $L$ preenchido e correspondente do triângulo responde linearmente por $L = R\sqrt{3}$.

A força vetorial unitária interatraindo um par de planetas vale $F = \dfrac{GM^2}{L^2} = \dfrac{GM^2}{3R^2}$.

A sobreposição somática dessas duas componentes gravitacionais interativas ($60^\circ$ de abertura entre elas) convergem para um vetor resultante em direção franca ao centro geométrico de simetria do sistema em repouso baricêntrico:

$F_{res} = 2F \cdot \cos 30^\circ = 2\left(\dfrac{GM^2}{3R^2}\right) \dfrac{\sqrt{3}}{2} = \dfrac{\sqrt{3}GM^2}{3R^2}$.

Dito empuxo gravitacional exerce o papel singular de força centrípeta limitante do escape orbital ($F_{cp} = \dfrac{Mv^2}{R}$):

$\dfrac{Mv^2}{R} = \dfrac{\sqrt{3}GM^2}{3R^2} \implies v^2 = \dfrac{\sqrt{3}GM}{3R} \implies v = \sqrt{\dfrac{\sqrt{3}GM}{3R}}$.

Alternativa correta: D

Q28
Calorimetria — Conversão de Energia Mecânica em Calor

Um bloco de 2,0 kg de massa é solto de uma altura de 10 m do solo. Na iminência de tocar o chão, sua velocidade era de $11\text{ m/s}$ e um termômetro sensível ligado ao corpo acusou uma variação de temperatura de $0,1^\circ\text{C}$ originada pela ação da resistência do ar sobre o bloco. Supondo que todo o calor produzido durante o processo tenha sido absorvido pelo bloco, determine o calor específico médio do corpo em $\text{J/kg}^\circ\text{C}$.

Dado: $g = 10\text{ m/s}^2$.

A)13
B)200
C)295
D)300
E)395

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

E
Resolução

A taxa residual de energia inibida pelos efeitos dissipativos de atrito aéreo ($\Delta E$) confere ao corpo a quantia de calor integral descrita pelo decréscimo isolado da Energia Mecânica local do conjunto em queda livre:

$\Delta E = E_{p\_inicial} - E_{c\_final} = mgh - \dfrac{1}{2}mv^2$.

$\Delta E = 2{,}0 \times 10 \times 10 - \dfrac{1}{2} \times 2{,}0 \times (11)^2 = 200 - 121 = 79\text{ J}$.

Esta irradiação restrita atua na alteração calórica da temperatura do material via Calor Sensível elementar ($Q = mc\Delta T$). Repassando os 79 Joules internalizados na proporção total imposta de $0{,}1^\circ\text{C}$:

$79 = 2{,}0 \cdot c \cdot 0{,}1 \implies 0{,}2c = 79 \implies c = \dfrac{79}{0{,}2} = 395\text{ J/kg}\cdot^\circ\text{C}$.

Alternativa correta: E

Q29
Hidrostática — Empuxo em Elevador Acelerado

Um cubo é feito de um material com 1/3 da densidade da água. Esse objeto flutua com um volume submerso igual a $V_S$ quando colocado em um balde com água apoiado no chão. O sistema balde + água + cubo é colocado dentro de um elevador que se move para cima com aceleração de módulo igual a g/2.

Nessa situação, quanto vale o volume submerso?

A)$V_s/3$
B)$2V_s/3$
C)$V_s$
D)$2V_s$
E)$3V_s/2$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

Num referencial não inercial acelerando para cima com aceleração $a$, tanto o cubo quanto a água (e, portanto, o próprio empuxo) passam a se comportar como se estivessem sob uma gravidade efetiva aumentada $g' = g + a$.

Na condição de flutuação (equilíbrio entre peso e empuxo), a equação fica:

$P' = E' \implies m \cdot g' = \rho_{\text{água}} \cdot V_{\text{submerso}} \cdot g'$.

Como $g'$ aparece dos dois lados da igualdade, ela se cancela. Assim, a fração submersa depende apenas da razão entre as densidades, $\dfrac{V_{sub}}{V_{tot}} = \dfrac{\rho_{\text{cubo}}}{\rho_{\text{água}}}$, permanecendo independente da aceleração do elevador.

Portanto, o volume submerso continua sendo o mesmo valor $V_s$ de antes.

Alternativa correta: C

Q30
Hidrostática — Empuxo em Água Salgada e Doce

Considere uma embarcação com massa total de 10.250 kg, flutuando em água salgada, com densidade de 1.025 $\text{kg/m}^3$, e que esteja com seu volume submerso máximo permitido. Se essa embarcação passar por um trecho de água doce com densidade de 1.000 $\text{kg/m}^3$, sofrerá um aumento do volume submerso.

Qual quantidade de massa deve ser rejeitada do navio, para que o volume submerso da embarcação retorne ao valor inicial?

A)40 kg
B)100 kg
C)250 kg
D)750 kg
E)1000 kg

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

O equilíbrio entre peso e empuxo impõe um volume submerso fixo, determinado inicialmente pela flutuação em água salgada ($1025\text{ kg/m}^3$):

$E_s = P \implies \rho_s \cdot V_{\text{teto}} \cdot g = m \cdot g \implies V_{\text{teto}} = \dfrac{10250}{1025} = 10\text{ m}^3$.

Para resgatar incólume idêntico preenchimento submerso nas doces águas fluviais de menor densidade compensatória ($1000\text{ kg/m}^3$), atesta-se a exigência de uma nova reconfiguração da massa admitida sustentável ($m'$):

$\rho_d \cdot V_{\text{teto}} \cdot g = m' \cdot g \implies 1000 \times 10 = m' \implies m' = 10.000\text{ kg}$.

A massa a ser descartada para manter o volume submerso original é: $\Delta m = m - m' = 10250 - 10000 = 250\text{ kg}$.

Alternativa correta: C

Q31
Termologia — Dilatação Aparente de Recipientes

Considere um tubo cilíndrico feito com um material de coeficiente de dilatação linear $\alpha$ com um líquido de coeficiente de dilatação volumétrica $\beta$.

Quanto vale a razão $\alpha/\beta$, para que, após um aquecimento do conjunto por $1^\circ\text{C}$, a altura do líquido dentro do cilindro seja mantida?

A)2
B)1
C)1/2
D)1/3
E)1/4

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

A marcação vertical estrita da coluna aquosa assenta geometricamente na razão entre seu volume dilatado fluído final ($V_{L}$) pela seção transversal espraiada do tubo contentor de vidro/metal subjacente ($A$): $h_{f} = \dfrac{V_L}{A}$.

Reescrevendo a fórmula em seus domínios unificados de base ($V_L = V_0(1+\beta \Delta T)$ e $A = A_0(1+2\alpha \Delta T)$ em que $2\alpha$ é o coeficiente de dilatação superficial do cilindro):

$h_f = h_0 \cdot \dfrac{1+\beta \Delta T}{1+2\alpha \Delta T}$.

A invariação nominal e visual da cota vertical exigida para este contexto ($h_f = h_0$) torna os dois núcleos dilatórios da fração idênticos em correlação termográfica: $1 + \beta \Delta T \approx 1 + 2\alpha \Delta T \implies \beta \approx 2\alpha$.

Arranjando algebraicamente a razão pleiteada do exercício:

$\dfrac{\alpha}{\beta} = \dfrac{\alpha}{2\alpha} = \dfrac{1}{2}$.

Alternativa correta: C

Q32
Eletrodinâmica — Associação em Paralelo para Compensação de Potência

Um chuveiro de 4400 W – 220 V, para fornecer a mesma potência em uma instalação residencial de 110 V deve ter sua resistência interna associada a um resistor

A)em paralelo de aproximadamente 1,2 $\Omega$.
B)em paralelo de aproximadamente 3,7 $\Omega$.
C)em paralelo de aproximadamente 11,0 $\Omega$.
D)em série de aproximadamente 2,8 $\Omega$.
E)em série de aproximadamente 11,0 $\Omega$.

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

B
Resolução

A resistência elétrica inerente preestabelecida no filamento espiralado do chuveiro nativo 220V resvala pela expressão base de ddp e potência nominal:

$R = \dfrac{V^2}{P} = \dfrac{220^2}{4400} = \dfrac{48400}{4400} = 11\,\Omega$.

Instaurando subitamente a ligação indesejada à rede deficiente regional de meros $110\text{ V}$, a recapacitação plena dos $4400\text{ W}$ calóricos exige nova modulação acentuadamente declinada e redutiva da limitação global ($R_{eq}$):

$R_{eq} = \dfrac{V_{novo}^2}{P_{alvo}} = \dfrac{110^2}{4400} = \dfrac{12100}{4400} = 2{,}75\,\Omega$.

Dada a notável queda limitadora imperiosa ($2{,}75 < 11$), procede-se pelo acoplamento de um resistor auxiliar em paralelo. Designando este remendo extra em ohms por $R_x$:

$\dfrac{1}{R_{eq}} = \dfrac{1}{R} + \dfrac{1}{R_x} \implies \dfrac{1}{2{,}75} = \dfrac{1}{11} + \dfrac{1}{R_x} \implies \dfrac{1}{R_x} = \dfrac{4}{11} - \dfrac{1}{11} = \dfrac{3}{11}$.

$R_x = \dfrac{11}{3} \approx 3{,}66\,\Omega$, arredondado para $\approx 3{,}7\,\Omega$.

Alternativa correta: B

Q33
Ondulatória e Hidrostática — Propagação na Corda e Empuxo

Considere um fio com uma extremidade presa à parede e outra que suspende um bloco por meio de uma polia ideal. Nessa configuração, uma onda transversal se propaga pela corda com velocidade v. Quando o bloco é mergulhado em água conforme mostra a figura e 3/8 do seu volume fica submerso, a velocidade de propagação da onda na corda cai a metade do valor que tinha antes.

Bloco suspenso por corda com polia, parcialmente submerso em líquido

Obtenha a razão entre a densidade do bloco e a da água.

A)1
B)1/2
C)3/8
D)1/4
E)1/8

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

B
Resolução

Amparando-se na lei clássica de Taylor para tração retesada de propagação de pulsos ondulatórios transversos restritos, denota-se que $v = \sqrt{T/\mu}$. Fora d'água sob balanço isolado atmosférico e solto, a tração pura equipara o lastro do peso gravitacional bruto $T_1 = P = \rho_B \cdot V \cdot g$.

Ao ser imerso, com $\dfrac{3}{8}$ do seu volume submerso, o empuxo alivia a tração no fio: $T_2 = P - E$, na qual $E = \rho_A \left(\dfrac{3}{8} V\right) g$.

Sob a decaída imposta explicitamente à metade do valor referenciado preliminar para a velocidade mecânica da corda ($v_2 = v_1 / 2$), conclui-se que o decréscimo traqueado foi restritivo quadrático em $\dfrac{1}{4}$ da força tensionante primordial ($T_2 = T_1 / 4$). Logo:

$P - E = \dfrac{P}{4} \implies E = \dfrac{3P}{4}$.

Modelando as massas intrínsecas e cancelando a gravitação e volumetria partilhada interligada em ambos os hemisférios lógicos da igualdade:

$\rho_A \cdot \dfrac{3}{8} V g = \dfrac{3}{4} \rho_B V g \implies \dfrac{1}{8} \rho_A = \dfrac{1}{4} \rho_B \implies \rho_A = 2 \rho_B \implies \dfrac{\rho_B}{\rho_A} = \dfrac{1}{2}$.

Alternativa correta: B

Q34
Acústica — Ondas Estacionárias em Cordas

Ao tocar-se a corda de um violão, cujas extremidades estão fixas, verificou-se (com auxílio de um aplicativo de celular) que, no modo que vibrou com 3 ventres, foi emitido um som com 600 Hz de frequência. O violonista, então, prendeu a corda com um dedo, diminuindo a distância entre as extremidades fixas, e verificou que, no modo de vibração com apenas 1 ventre, foi emitido um som com 800 Hz.

Que fração do comprimento da corda vibrou quando o violonista a tocou pela segunda vez?

A)1/2
B)1/3
C)1/4
D)1/8
E)1/10

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

Para ressonância acústica engastada em extremidades retesadas duplas, a harmônica quantizada segue universalmente a proporção construtiva referencial $f_n = n \cdot \dfrac{v}{2L}$.

Inicialmente, no terceiro harmônico formatado por seus sucessivos ventres soltos nativos (n=3) com abrangência global $L_1$: $f_3 = 3 \dfrac{v}{2L_1} \implies 600 = \dfrac{3v}{2L_1} \implies \dfrac{v}{2L_1} = 200 \implies v = 400 L_1$.

Apertando a casa no trasteje, a nova secção operante $L_2$ desponta um armistício rítmico vibrando no ventre contínuo unitário fundamental (n=1) registrando pico uníssono de 800 Hz: $f_1 = 1 \dfrac{v}{2L_2} \implies 800 = \dfrac{v}{2L_2} \implies v = 1600 L_2$.

Dada a premissa de estabilidade tracional e estrutural não-corrompida no manuseio tátil que assegura propagação conservada de mesma velocidade fluida transversal em idêntico instrumento embutido:

$400 L_1 = 1600 L_2 \implies \dfrac{L_2}{L_1} = \dfrac{400}{1600} = \dfrac{1}{4}$.

Alternativa correta: C

Q35
Termologia — Condução de Calor e Regime Estacionário

Considere duas barras homogêneas com a mesma área A de seção transversal, comprimentos $l_1 = 1\text{ m}$ e $l_2 = 2\text{ m}$ e condutividades térmicas $k_1 = 300\text{ W/m}\cdot\text{K}$ e $k_2 = 200\text{ W/m}\cdot\text{K}$ respectivamente, conforme mostra a figura abaixo.

Duas barras associadas em série com temperaturas T1 e T2

Considerando que o lado direito está em equilíbrio térmico, à temperatura $T_1 = 0^\circ\text{C}$, que o lado esquerdo está a $T_2 = 100^\circ\text{C}$, que o fluxo de calor se dá em regime estacionário e que não há trocas de calor ao longo da superfície lateral das barras, determine a temperatura $T_0$ na junção das barras.

A)$12^\circ\text{C}$
B)$20^\circ\text{C}$
C)$25^\circ\text{C}$
D)$30^\circ\text{C}$
E)$35^\circ\text{C}$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

Trata-se de uma associação estrita em cascata e termicamente lacrada periférica isolante. Uma vez engrenado no Regime de Condução Estacionário (equilíbrio ininterrupto em série e contínuo), as razões globais do Fluxo Calorífico de Fourier de traspasso interior alinham-se unissonamente como constantes imutáveis: $\Phi_2 = \Phi_1$.

Substituindo o enquadramento linear de escoamento e cancelando as áreas seccionais A partilhadas em conformidade cilíndrica:

$\dfrac{k_2 \cdot (T_2 - T_0)}{l_2} = \dfrac{k_1 \cdot (T_0 - T_1)}{l_1}$.

$\dfrac{200 \times (100 - T_0)}{2} = \dfrac{300 \times (T_0 - 0)}{1}$.

$100 \times (100 - T_0) = 300 T_0 \implies 100 - T_0 = 3 T_0 \implies 4 T_0 = 100 \implies T_0 = 25^\circ\text{C}$.

Alternativa correta: C

Q36
Eletromagnetismo — Força Magnética e Lorentz

Considere uma partícula carregada com carga q e velocidade de módulo constante igual a v e paralelo a um campo magnético uniforme de intensidade B.

A partícula descreverá um movimento:

A)circular e uniforme.
B)circular e uniformemente variado.
C)retilíneo e uniforme.
D)retilíneo uniformemente variado.
E)espiral.

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

C
Resolução

A formulação central de resposta transversal do postulado vetorial direcional da Força Magnética (Força de Lorentz restrita induzida em meio inerte preestabelecido) obedece essencialmente ao produto aglutinador: $\vec{F}_{mag} = q \cdot (\vec{v} \times \vec{B})$.

Por designação do problema imposto, tendo a injetada velocidade vetorial alocação paralela ou colinear diametral estrita interlaçada junto com os feixes de linhas perimetrais do próprio polo do campo magnético ($\theta = 0^\circ$ ou $\theta = 180^\circ$), o produto vetorial desponta em exatidão matemática resultando trivialmente nulo ($|v||B|\sin 0^\circ = 0$).

Sem força resultante atuando sobre a partícula ($F_{mag} = 0$), pelo Princípio da Inércia (1ª Lei de Newton), ela permanece em movimento retilíneo e uniforme.

Alternativa correta: C

Q37
Eletromagnetismo — Teoria dos Ímãs

Com relação ao campo magnético gerado por um ímã, analise os itens abaixo e marque a opção correta.

I- Ao se quebrar um ímã, cada pedaço irá formar um ímã de dois polos cada um.
II- Os polos de um ímã estão localizados exatamente nos seus extremos.
III- A força de atração entre dois ímãs é maior quanto maior a sua distância.
IV- Enquanto fora do ímã o sentido das linhas de campo é do polo norte para o polo sul, dentro do ímã o sentido é do polo sul para o polo norte.

Das afirmações feitas, pode-se dizer que

A)somente I e II são verdadeiras.
B)somente I e IV são verdadeiras.
C)somente II e IV são verdadeiras.
D)somente III e IV são verdadeiras.
E)somente I, II e IV são verdadeiras.

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

B
Resolução

Análise de cada assertiva baseada nas leis primordiais da topologia dos campos magnéticos fixos:

I. Verdadeira. Esse postulado define a Inseparabilidade dos Polos Magnéticos: não existem monopólos. Qualquer fatiamento repolariza domínios cristalinos recriando sempre um norte e um sul enlaçado conjugado para cada estilhaço ou fração.

II. Falsa. A distribuição estrita do baricentro funcional magnético acusa os polos em posições limítrofes e subsuperficiais adjacentes, mas jamais colados assintoticamente nas faces extremas absolutas da peça. Ficam localizados sensivelmente deslocados e embutidos para o interior geométrico limítrofe.

III. Falsa. Segundo dita o intercâmbio de ação e reação repulsivas/atrativas e decaimento por dispersão inversa espacial polar contínua, as forças interativas são consideravelmente mais fracas quanto maior for a distância remota de separação em leque isolante entre eles.

IV. Verdadeira. As linhas de indução magnética formam sempre circuitos fechados: fora do ímã, elas saem do polo Norte e chegam ao polo Sul; dentro do material, elas continuam o percurso do Sul para o Norte, fechando o laço.

Afirmações verdadeiras: apenas I e IV.

Alternativa correta: B

Q38
Eletrostática — Capacitor Misto com Dielétrico

Um capacitor de placas paralelas de área A, separadas por uma distância d, com o espaço entre elas preenchido por ar, ao ser submetido a uma diferença de potencial V, suporta uma carga máxima Q. Se for depositado no interior do capacitor, sobre uma das placas, um material de constante dielétrica K, área A e espessura 0,5d, a nova carga máxima acumulada pelo capacitor será

A)$(\dfrac{1+K}{2K})Q$
B)$(\dfrac{K}{K+1})Q$
C)$(1+K)Q$
D)$(\dfrac{2(1+K)}{K})Q$
E)$(\dfrac{2K}{1+K})Q$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

E
Resolução

Partindo do capacitor pleno desobstruído com ar preenchendo seu afastamento primário ($d$), detém-se uma capacitância elementar $C_0 = \dfrac{\varepsilon_0 A}{d}$. Nestes moldes submetidos a potencial $V$, armazena $Q = C_0 V$.

Intermediando e anexando solidamente sobre uma das chapas laterais o material condensador isolante em espessura reduzida que preenche unicamente a primeira metade do vão ($0{,}5d = d/2$), reparte-se o efeito em uma associação formal atrelada fatiada de contágio isolante puramente em série transicional:

Primeiro tramo vazio residual contendo ar e fresta diminuída pela metade ($d_1 = d/2$): $C_1 = \dfrac{\varepsilon_0 A}{(d/2)} = 2 C_0$.

Segundo tramo maciço dotado da folha rígida com multiplicador dielétrico K abrangendo o $d_2 = d/2$ complementar restante: $C_2 = \dfrac{K \varepsilon_0 A}{(d/2)} = 2 K C_0$.

As duas frações em cascata submetem a nova capacitância limítrofe equivalente da placa final ($C_{eq}$): $C_{eq} = \dfrac{C_1 C_2}{C_1 + C_2} = \dfrac{(2 C_0) \cdot (2 K C_0)}{2 C_0 + 2 K C_0} = \dfrac{4 K C_0^2}{2 C_0 (1 + K)} = \left(\dfrac{2K}{K+1}\right) C_0$.

Mantendo-se a mesma diferença de potencial $V$ da fonte, a nova carga máxima acumulada será: $Q' = C_{eq} V = \left(\dfrac{2K}{K+1}\right) C_0 V = \left(\dfrac{2K}{1+K}\right) Q$.

Alternativa correta: E

Q39
Eletromagnetismo — Indução e Deslizamento em Trilhos

Considere duas barras metálicas fixas separadas por uma distância $d = 1{,}0\text{ m}$. Essas barras determinam um plano que forma um ângulo de $60^\circ$ com a horizontal. Uma outra barra metálica de massa 320 g pode deslocar-se sobre as barras fixas, existindo entre esta barra e as barras fixas um coeficiente de atrito cinético $\mu = 0{,}5$. As barras fixas são ligadas por um condutor de resistência R e a resistência de todas as barras é desprezível. O campo magnético B com 1 T de intensidade é perpendicular ao plano das barras conforme mostra a figura.

Barra metálica deslizando sobre trilhos inclinados em campo magnético B

Após ser abandonada, depois de um tempo, a barra atinge uma velocidade limite de $2{,}0\text{ m/s}$.

Determine a resistência R.

Dados: $g = 10\text{ m/s}^2$.
$\sin 60^\circ = \dfrac{\sqrt{3}}{2}$
$\cos 60^\circ = \dfrac{1}{2}$

A)2,5 $\Omega$
B)5 $\Omega$
C)10 $\Omega$
D)20 $\Omega$
E)40 $\Omega$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

B
Resolução

Na inclinação de declive da rampa por desnível, o escorregamento da barra desprendida atua propulsada ativamente pela força paralela e longitudinal do seu próprio peso descendente tangencial: $P_x = mg \sin 60^\circ = 0{,}32 \times 10 \times \dfrac{\sqrt{3}}{2} = 1{,}6\sqrt{3}\text{ N}$.

Contrapondo-se em arrasto resistivo dissipativo oposto, a base estrutural freia fisicamente por fricção mecânica via Atrito Dinâmico interativo: $f_k = \mu \cdot N = \mu \cdot mg \cos 60^\circ = 0{,}5 \times 0{,}32 \times 10 \times 0{,}5 = 0{,}8\text{ N}$.

A força magnética restritiva colateral desponta repulsivamente contrabalançando como retardo da Lei de Lenz face a indução motora contínua de travessia do plano cortando os trilhos abertos: $F_{mag} = B \cdot i \cdot d$. Como a ddp da varredura impõe $\mathcal{E} = B \cdot d \cdot v \implies i = \dfrac{B \cdot d \cdot v}{R}$. Reagrupando de forma unificada: $F_{mag} = \dfrac{B^2 \cdot d^2 \cdot v}{R}$.

Sendo a marca estabilizada em regime terminal assentada e cravada ($v_{limite}$ sem aceleração local $a=0$), iguala-se integralmente a propulsão com os embargos combinados:

$P_x = f_k + F_{mag} \implies 1{,}6\sqrt{3} = 0{,}8 + \dfrac{1^2 \cdot 1^2 \cdot 2{,}0}{R} \implies \dfrac{2}{R} = 1{,}6\sqrt{3} - 0{,}8$.

Considerando $\sqrt{3} \approx 1{,}732$, temos $1{,}6 \times 1{,}732 \approx 2{,}77$. Logo $\dfrac{2}{R} = 2{,}77 - 0{,}8 = 1{,}97 \implies R \approx \dfrac{2}{1{,}97} \approx 1{,}0\,\Omega$ — valor que não corresponde a nenhuma das alternativas oferecidas (a mais próxima seria 2,5 Ω, ainda assim distante).

Inconsistência entre resolução e gabarito: com os dados fornecidos no enunciado (m = 320 g, μ = 0,5, θ = 60°, B = 1 T, d = 1,0 m, v-limite = 2,0 m/s), o equacionamento físico correto (P·senθ = f_at + F_mag no regime de velocidade limite) leva a R ≈ 1,0 Ω, que não coincide com nenhuma das cinco alternativas. O gabarito oficial da banca aponta a alternativa B (5 Ω), mas essa divergência não foi possível reproduzir a partir dos dados apresentados — mantém-se o gabarito oficial por ser a referência da banca, registrando aqui a inconsistência encontrada.

Q40
Termodinâmica — Máquinas de Carnot e Diesel

Considere duas máquinas térmicas ideais, 1 e 2, que operam, respectivamente, segundo os ciclos de Carnot e de Diesel, conforme mostram as figuras abaixo.

Ciclos de Carnot e Diesel em diagramas PxV lado a lado

A máquina 1 opera entre as temperaturas $T_Q = 500\text{ K}$ e $T_F = 200\text{ K}$ e rejeita 100 kJ de calor. A máquina 2 (Diesel) realiza o mesmo trabalho total que a máquina 1; no entanto, 20% desse trabalho é realizado durante a expansão isobárica $(1 \rightarrow 2)$ em que o volume do cilindro do motor varia de $1{,}0 \times 10^{-1}\text{ m}^3$ para $3{,}0 \times 10^{-1}\text{ m}^3$.

Qual é a pressão da mistura no cilindro durante esse processo isobárico?

A)$1{,}5 \times 10^5\text{ Pa}$
B)$2{,}5 \times 10^5\text{ Pa}$
C)$3{,}5 \times 10^5\text{ Pa}$
D)$5{,}0 \times 10^5\text{ Pa}$
E)$7{,}5 \times 10^5\text{ Pa}$

Gabarito oficial Processo Seletivo EFOMM 2023

A
Resolução

Para o modelo de excelência referencial de Carnot operado restrito entre isotermas (máquina 1), a razão fracional de rendimento máximo acata $\eta_1 = 1 - \dfrac{T_F}{T_Q} = 1 - \dfrac{200}{500} = 1 - 0{,}4 = 0{,}6$ (eficiência base na faixa de $60\%$).

Pelas leis globais da termodinâmica elementar unificadas, o rendimento exara também do repasse de calor em energia fluída $W$ e rejeição final desperdiçada $Q_F$ pelo ralo frio. Assim sendo $\eta_1 = \dfrac{W_1}{W_1 + Q_F}$:

$\dfrac{W_1}{W_1 + 100} = 0{,}6 \implies W_1 = 0{,}6 W_1 + 60 \implies 0{,}4 W_1 = 60 \implies W_1 = \dfrac{60}{0{,}4} = 150\text{ kJ} = 150.000\text{ J}$.

A usina simulada do tipo Diesel subjacente (máquina 2) empata este exato esforço total global efetuado ($W_2 = 150.000\text{ J}$). Decompõe-se perfeitamente e informa a métrica que sua rampa transversal engessada inicial correspondente isobárica de expansão $(1 \rightarrow 2)$ assume e fatura singelos $20\%$ unificados:

$W_{iso} = 0{,}20 \times 150.000 = 30.000\text{ J}$.

Como em todo trecho perimetral plano o cálculo volumétrico expansivo de trabalho empurrado na pressão travada atua como teto integral em $W_{iso} = P \cdot \Delta V$:

$30.000 = P \times (3{,}0 \times 10^{-1} - 1{,}0 \times 10^{-1}) \implies 30.000 = P \times 0{,}2 \implies P = \dfrac{30.000}{0{,}2} = 150.000\text{ Pa} = 1{,}5 \times 10^5\text{ Pa}$.

Alternativa correta: A

← Voltar às edições do EFOMM