Um sistema é formado por duas estrelas de mesma massa que descrevem uma órbita plana e circular de raio R. O movimento ocorre ao redor do centro de massa do sistema e é devido unicamente à atração gravitacional mútua entre as estrelas, que estão sempre em pontos diametralmente opostos.
Simultaneamente, um cosmonauta, sujeito apenas à força gravitacional das estrelas, descreve um movimento oscilatório com amplitude d, muito menor do que R, sobre a reta perpendicular ao plano da órbita que passa pelo centro da circunferência. Como $d \ll R$, considere que a distância entre o cosmonauta e qualquer das estrelas é sempre aproximadamente igual a R, durante a oscilação. A razão entre o período de oscilação do cosmonauta e o período de rotação do sistema estelar vale:
São duas estrelas iguais girando em torno do centro de massa, sempre em pontos opostos da circunferência de raio R. Um cosmonauta oscila ao longo do eixo perpendicular ao plano da órbita, com amplitude d muito menor que R. Pede-se a razão entre o período de oscilação do cosmonauta e o período de rotação das estrelas. A amplitude d só serve para justificar a aproximação de que a distância do cosmonauta a cada estrela vale R.
Vamos por partes, porque há dois movimentos distintos. Para as estrelas, a atração mútua faz o papel de força centrípeta, e a distância entre elas é o diâmetro, 2R. Para o cosmonauta, a componente vertical da atração das duas estrelas atua como força restauradora proporcional ao deslocamento, ou seja, um MHS. Calculados os dois períodos, basta dividir um pelo outro.
Estrelas de massa M: a força de atração usa a distância 2R, mas o raio da órbita de cada uma é R. \[\dfrac{GM^2}{(2R)^2}=M\omega_e^2R \;\Rightarrow\; \omega_e^2=\dfrac{GM}{4R^3}\] Cosmonauta de massa m, deslocado z do centro: cada estrela puxa com $GMm/R^2$, e a componente vertical de cada puxão é essa força vezes $z/R$. Com as duas estrelas: \[F_z=-2\,\dfrac{GMm}{R^2}\cdot\dfrac{z}{R}\;\Rightarrow\;\omega_c^2=\dfrac{2GM}{R^3}\] Como o período é inversamente proporcional a $\omega$: \[\dfrac{T_c}{T_e}=\dfrac{\omega_e}{\omega_c}=\sqrt{\dfrac{GM/(4R^3)}{2GM/R^3}}=\sqrt{\dfrac{1}{8}}=\dfrac{\sqrt{2}}{4}\]
A razão vale $\sqrt{2}/4\approx 0{,}35$. Repare que ela aparece escrita como "2/4" no texto das opções, mas o valor correto da fração é $\sqrt{2}/4$, com o radical no numerador; sem ele, a alternativa valeria 0,5 e não teria sentido físico neste cálculo. Olhe o resultado com desconfiança saudável: o cosmonauta sente duas estrelas puxando e oscila bem mais rápido do que as estrelas giram, então a razão deve ser menor que 1. Além disso, G, M e R saíram todos na divisão, como esperado para um número puro.
Alternativa correta: A













