← Voltar à Escola Naval

EN 2001 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Marinha do Brasil

Vestibular 2000/2001 · Física (Q01–Q15) · reprodução Projeto Rumo ao ITA — Método TEF.

Fonte: reprodução “Prova de Física — Escola Naval 00/01” (Projeto Rumo ao ITA). Sem gabarito oficial no PDF; respostas propostas por resolução independente. Q14 e Q15 contêm ressalvas físicas explicitadas.

Q01
Mecânica — Cinemática — Velocidade escalar média

O inglês Robin Johnston ganhou a primeira regata volta ao mundo, retornando ao porto de partida, percorrendo $3{,}00\cdot10^4\ \text{milhas}$ em $313\ \text{dias}$. Sabendo que $1\ \text{milha}$ tem aproximadamente $1{,}85\ \text{km}$, a velocidade escalar média e a velocidade vetorial média são, respectivamente, em $\text{km/h}$:

A)zero e 7,39
B)7,39 e zero
C)7,39 e 427
D)427 e 7,39

Resposta proposta — resolução independente

B
Resolução

A distância total percorrida foi $d=3{,}00\cdot10^4\cdot1{,}85=55500\ \text{km}$. O tempo total foi $\Delta t=313\cdot24=7512\ \text{h}$.

O módulo da velocidade escalar média é $v_{\mathrm{esc}}=d/\Delta t=55500/7512\approx7{,}39\ \text{km/h}$.

Como o navegador retornou ao porto de partida, o deslocamento vetorial é nulo. Portanto, a velocidade vetorial média é $\vec v_m=\Delta\vec r/\Delta t=\vec0$.

Cuidado, armadilha! Percurso total e deslocamento são grandezas diferentes. Ao completar a volta, o deslocamento é zero, mas a distância percorrida não.

Alternativa correta: B

Q02
Mecânica — Dinâmica — Blocos, atrito e polia

Na experiência esquematizada abaixo, o fio e a polia são ideais e sabe-se que os coeficientes de atrito cinético entre as massas $m_a$ e $m_b$ e o plano de apoio são $0{,}20$ e $0{,}10$, respectivamente. O conjunto é liberado a partir do repouso e observa-se que a massa $m_c$ desce $50\ \text{cm}$ no primeiro segundo. Se $m_a=1{,}0\ \text{kg}$ e $m_c=2{,}0\ \text{kg}$, o valor de $m_b$, em $\text{kg}$, é:
Dado: $g=10\ \text{m/s}^2$.

Figura original da questão 02 da Escola Naval 2000/2001
A)1,5
B)3,0
C)5,5
D)7,5

Resposta proposta — resolução independente

D
Resolução

Partindo do repouso, com $\Delta s=0{,}50\ \text{m}$ em $\Delta t=1\ \text{s}$, a equação $\Delta s=a\Delta t^2/2$ fornece $a=1{,}0\ \text{m/s}^2$.

Analisando o conjunto completo, as trações internas se cancelam. O peso do corpo suspenso puxa o sistema e os dois atritos se opõem ao movimento: $m_cg-\mu_am_ag-\mu_bm_bg=(m_a+m_b+m_c)a$.

Substituindo os dados: $20-0{,}20\cdot1\cdot10-0{,}10\cdot m_b\cdot10=(1+m_b+2)\cdot1$. Assim, $20-2-m_b=3+m_b$, ou seja, $m_b=7{,}5\ \text{kg}$.

Cuidado, armadilha! Os coeficientes de atrito entre os dois blocos e o apoio são diferentes. Não use apenas uma força de atrito nem despreze a aceleração do corpo suspenso.

Alternativa correta: D

Q03
Mecânica — Energia — Queda e compressão de mola

Um corpo de massa $5{,}00\ \text{kg}$ cai sobre a extremidade de uma mola ideal vertical de constante elástica $k=300\ \text{N/m}$. A altura de queda do corpo em relação à extremidade superior da mola é $h=1{,}00\ \text{m}$. No instante em que a energia cinética do corpo é igual à energia elástica da mola, o valor da compressão da mola vale, em metros:
Dado: $g=10\ \text{m/s}^2$.

A)0,100
B)0,200
C)0,500
D)0,700

Resposta proposta — resolução independente

C
Resolução

Se a mola é comprimida de $x$, o corpo desce ao todo $h+x$ desde o repouso. A redução da energia potencial gravitacional é $mg(h+x)$.

No instante solicitado, a energia cinética $K$ é igual à energia potencial elástica $U_e=kx^2/2$. Logo, pela conservação da energia, $mg(h+x)=K+U_e=kx^2$.

Com os dados: $5\cdot10(1+x)=300x^2$, ou $6x^2-x-1=0$. Fatorando, $(3x+1)(2x-1)=0$. A compressão positiva é $x=0{,}500\ \text{m}$.

Cuidado, armadilha! A perda de altura é $h+x$, e não apenas $h$: a gravidade continua realizando trabalho durante a compressão da mola.

Alternativa correta: C

Q04
Mecânica — Centro de massa — Prancha flutuante

Um aluno de massa $50{,}0\ \text{kg}$ encontra-se numa das extremidades de uma prancha de massa $150\ \text{kg}$ e comprimento $3{,}00\ \text{m}$, que flutua no meio de um lago, em repouso. Se o aluno se dirigir caminhando à outra extremidade da prancha, gastando nesse percurso $3{,}00\ \text{s}$, o módulo da sua velocidade em relação à água durante o deslocamento é de (despreze a resistência da água ao movimento), em $\text{m/s}$:

A)0,500
B)0,750
C)1,00
D)1,25

Resposta proposta — resolução independente

B
Resolução

Como não existem forças horizontais externas, o centro de massa do conjunto aluno–prancha permanece na mesma posição. Chamemos de $d_a$ o deslocamento do aluno em relação à água e de $d_p$ o da prancha no sentido contrário.

Conservação da posição do centro de massa: $50d_a=150d_p$, logo $d_a=3d_p$. Como o aluno percorre $3\ \text{m}$ em relação à prancha, $d_a+d_p=3$.

Dessas relações, $4d_p=3\Rightarrow d_p=0{,}75\ \text{m}$ e $d_a=2{,}25\ \text{m}$. Em $3\ \text{s}$, sua velocidade em relação à água é $v_a=2{,}25/3=0{,}750\ \text{m/s}$.

Cuidado, armadilha! Os $3\ ext{m}$ informados são percorridos em relação à prancha, não em relação à água.

Alternativa correta: B

Q05
Mecânica — Oscilações — Energia em sistema massa–mola

A figura mostra um sistema ideal massa–mola, apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito. O corpo de massa $m$ é deslocado desde a posição de equilíbrio (posição $0$) até a posição $-x_m$ e, em seguida, abandonado. Em relação à situação apresentada, é correto afirmar que a energia:

Figura original da questão 05 da Escola Naval 2000/2001
A)potencial do corpo, no ponto $x_m$, é menor que no ponto $0$.
B)mecânica do corpo, no ponto $-x_m/2$, é $75\%$ cinética e $25\%$ potencial.
C)mecânica do corpo, nos pontos $x_m$ e $-x_m$, é exclusivamente cinética.
D)mecânica do corpo, no ponto $x_m/2$, é $50\%$ potencial e $50\%$ cinética.

Resposta proposta — resolução independente

B
Resolução

Quando a amplitude é $x_m$, a energia mecânica total é $E=kx_m^2/2$. Na posição $x$, a energia potencial elástica é $U_e=kx^2/2$.

No ponto $x=-x_m/2$, temos $U_e=k(x_m/2)^2/2=kx_m^2/8=E/4$, ou seja, $25\%$ da energia total.

Como a energia se conserva, a energia cinética nesse ponto é $K=E-U_e=3E/4$, correspondendo a $75\%$ da energia total.

Cuidado, armadilha! Nas extremidades $\pm x_m$, a energia cinética é nula. A energia potencial elástica é máxima.

Alternativa correta: B

Q06
Mecânica — Gravitação — Aceleração orbital

A aceleração de um satélite, em órbita circular ao redor da Terra com velocidade de módulo constante, cujo raio da órbita é o dobro do raio da Terra, é:
Observação: $g$ é a aceleração da gravidade na superfície terrestre.

Figura original da questão 06 da Escola Naval 2000/2001
A)$g/4$
B)$2g$
C)$g$
D)zero

Resposta proposta — resolução independente

A
Resolução

Em órbita circular, a aceleração do satélite é centrípeta e é produzida pela atração gravitacional: $a=GM/r^2$.

Na superfície, $g=GM/R_T^2$. Para a órbita de raio $r=2R_T$, segue $a=GM/(2R_T)^2=g/4$.

O módulo da velocidade orbital é constante, mas sua direção muda continuamente, de modo que a aceleração não é nula.

Cuidado, armadilha! Raio orbital é a distância do satélite ao centro da Terra; não se trata da altura medida a partir da superfície.

Alternativa correta: A

Q07
Mecânica — Hidrostática — Princípio de Pascal

O princípio de Pascal pode ser enunciado da seguinte forma:

A)A variação de pressão em um certo volume de líquido é igual ao aumento de pressão em qualquer ponto do líquido.
B)O acréscimo de pressão em um ponto de um líquido é proporcional ao aumento da temperatura do líquido.
C)O acréscimo de pressão, em um ponto de líquido em equilíbrio, é transmitido integralmente a todos os pontos do líquido.
D)Conhecendo-se a diferença de altura entre dois pontos de um líquido, conhece-se a diferença de pressão entre todos os pontos do líquido.

Resposta proposta — resolução independente

C
Resolução

O princípio de Pascal estabelece que uma variação de pressão aplicada a um fluido em equilíbrio, confinado, transmite-se integralmente às demais regiões do fluido.

A alternativa C expressa essa transmissão integral do acréscimo de pressão. Temperatura e volume do recipiente não entram como proporcionalidade obrigatória para esse princípio.

Cuidado, armadilha! Não confunda a transmissão de um aumento de pressão com a diferença de pressão hidrostática entre pontos situados em alturas distintas.

Alternativa correta: C

Q08
Ondulatória — Interferência — Fontes sonoras em fase

A menor diferença de percurso que deve haver entre duas ondas sonoras em fase, de frequência $311\ \text{Hz}$, para que interfiram destrutivamente (use para a velocidade do som $v=330\ \text{m/s}$) é, em $\text{cm}$, de aproximadamente:

A)53,0
B)48,0
C)38,0
D)35,0

Resposta proposta — resolução independente

A
Resolução

A frequência e a velocidade fornecem o comprimento de onda: $\lambda=v/f=330/311\approx1{,}061\ \text{m}$.

Para fontes em fase, as condições de interferência podem ser reunidas em $\Delta d=n\lambda/2$: $n$ par corresponde à interferência construtiva, e $n$ ímpar à destrutiva.

A menor diferença positiva para interferência destrutiva corresponde a $n=1$: $\Delta d=\lambda/2\approx0{,}5305\ \text{m}=53{,}0\ \text{cm}$.

Cuidado, armadilha! Quando as fontes estão em fase, o menor percurso de cancelamento é meio comprimento de onda, não um comprimento de onda completo.

Alternativa correta: A

Q09
Termologia — Calorimetria — Aquecimento e potência

Um aquecedor tem potência de $448\ \text{W}$. Para aquecer $2{,}0\ \text{litros}$ de água de $20\ ^\circ\text{C}$ até seu ponto de ebulição, à pressão normal, foram gastos $T$ minutos. Considera-se que $1\ \text{cal}=4{,}20\ \text{J}$ e que o calor específico da água seja de $1{,}00\ \text{cal}/(\text{g}\ ^\circ\text{C})$. Admitindo que, durante o aquecimento, todo o calor produzido é transferido à água, o valor de $T$, em minutos, é:

A)25
B)30
C)40
D)45

Resposta proposta — resolução independente

A
Resolução

Os $2{,}0\ \text{L}$ de água correspondem a aproximadamente $2000\ \text{g}$, e a variação de temperatura é $100-20=80\ ^\circ\text{C}$.

O calor necessário é $Q=mc\Delta T=2000\cdot1\cdot80=160000\ \text{cal}=672000\ \text{J}$.

Com potência $P=448\ \text{J/s}$, o intervalo é $\Delta t=Q/P=672000/448=1500\ \text{s}=25\ \text{min}$.

Cuidado, armadilha! O enunciado pede aquecimento até atingir o ponto de ebulição, sem vaporização: não se deve acrescentar calor latente.

Alternativa correta: A

Q10
Termologia — Termodinâmica — Primeira lei em isobárica

Uma câmara é vedada por um pistão móvel, que mantém no seu interior um gás à pressão constante de $100\ \text{N/m}^2$. Inicialmente o gás encontra-se à temperatura de $27\ ^\circ\text{C}$, ocupando um volume de $150\ \text{L}$. Fornecendo-se $50\ \text{J}$ de calor ao gás, sua temperatura passa a ser de $227\ ^\circ\text{C}$ e seu volume $250\ \text{L}$. A variação da energia interna do gás durante este processo foi de, em joules:

A)10
B)20
C)40
D)50

Resposta proposta — resolução independente

C
Resolução

A transformação ocorre a pressão constante. A variação do volume é $\Delta V=250-150=100\ \text{L}=0{,}100\ \text{m}^3$.

O trabalho realizado pelo gás é $W=p\Delta V=100\cdot0{,}100=10\ \text{J}$.

Pela primeira lei, $\Delta U=Q-W=50-10=40\ \text{J}$.

Cuidado, armadilha! Converta litros para metros cúbicos antes de calcular o trabalho. Em expansão, o trabalho realizado pelo gás é positivo.

Alternativa correta: C

Q11
Eletricidade — Eletrostática — Potencial da esfera condutora

Uma esfera metálica de raio $R=0{,}90\ \text{m}$, no vácuo, é carregada com uma carga $Q=6{,}0\cdot10^{-9}\ \text{C}$. Os potenciais nos pontos situados a $0{,}60\ \text{m}$ e $1{,}8\ \text{m}$ do centro da esfera valem, respectivamente, em volt:
Dado: $k_0=9{,}0\cdot10^9\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$.

A)zero; 30
B)90; 30
C)zero; 17
D)60; 30

Resposta proposta — resolução independente

D
Resolução

O primeiro ponto está no interior da esfera metálica, pois $0{,}60\ \text{m}<R$. No equilíbrio eletrostático, o potencial no interior de um condutor é constante e igual ao da superfície: $V_1=k_0Q/R$.

Logo, $V_1=(9\cdot10^9)(6\cdot10^{-9})/0{,}90=60\ \text{V}$.

O segundo ponto está fora da esfera, a $r=1{,}8\ \text{m}$ do centro. Assim, $V_2=k_0Q/r=54/1{,}8=30\ \text{V}$.

Cuidado, armadilha! Dentro do condutor o campo elétrico é nulo, mas o potencial elétrico, em geral, não é zero.

Alternativa correta: D

Q12
Eletricidade — Capacitores — Redistribuição de carga

No circuito abaixo, inicialmente a chave $S_1$ está ligada e $S_2$ desligada. São dados: $C_1=2\ \mu\text{F}$; $C_2=3\ \mu\text{F}$ e $\varepsilon_1=10\ \text{V}$. Desligando-se $S_1$ e ligando-se $S_2$, a diferença de potencial no capacitor $C_2$, em volt, é de (após o equilíbrio eletrostático ser estabelecido):

Figura original da questão 12 da Escola Naval 2000/2001
A)4
B)6
C)12
D)20

Resposta proposta — resolução independente

A
Resolução

Inicialmente, apenas $C_1$ está ligado à fonte, então sua carga é $Q_i=C_1\varepsilon_1=2\ \mu\text{F}\cdot10\ \text{V}=20\ \mu\text{C}$. O capacitor $C_2$ está inicialmente descarregado.

Quando $S_1$ é aberta, a fonte fica desligada do par de capacitores. Ao fechar $S_2$, os dois ficam em paralelo e compartilham a carga total conservada.

A capacitância equivalente é $C_{eq}=C_1+C_2=5\ \mu\text{F}$. A tensão final é $U_f=Q_i/C_{eq}=20/5=4\ \text{V}$, também em $C_2$.

Cuidado, armadilha! A carga conservada é a do sistema isolado de capacitores depois que a fonte é desligada. A tensão inicial não permanece necessariamente constante.

Alternativa correta: A

Q13
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de resistores com chaves

Cinco resistores são alimentados por uma fonte que mantém entre seus terminais uma diferença de potencial $V$ constante, como mostra a figura. Calcule a razão $i_f/i_a$ entre a corrente com as chaves $C_1$ e $C_2$ fechadas ($i_f$) e a corrente com as chaves $C_1$ e $C_2$ abertas ($i_a$).

Figura original da questão 13 da Escola Naval 2000/2001
A)zero
B)1
C)2
D)3

Resposta proposta — resolução independente

D
Resolução

Com ambas as chaves abertas, só existe o ramo central de três resistores idênticos em série. Portanto, $R_{ab}=3R$ e $i_a=V/(3R)$.

Com ambas as chaves fechadas, o circuito adquire simetria: os dois nós centrais ficam ao mesmo potencial. Assim, o resistor central do ramo horizontal não conduz corrente.

Entre o terminal esquerdo e o potencial central há dois resistores $R$ em paralelo, equivalendo a $R/2$; o mesmo vale da região central até o terminal direito. Portanto, $R_{fe}=R/2+R/2=R$ e $i_f=V/R$.

A razão pedida é $i_f/i_a=(V/R)/(V/(3R))=3$.

Cuidado, armadilha! O resistor central deixa de conduzir por simetria quando as duas chaves são fechadas. Não conte os cinco resistores como simples série ou paralelo.

Alternativa correta: D

Q14
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potências de motor elétrico

Um motor elétrico, com resistência interna $r=0{,}300\ \Omega$, é ligado a uma bateria que o alimenta com uma d.d.p. de $12{,}0\ \text{volts}$, fornecendo-lhe uma corrente de $7{,}50\ \text{A}$. A potência desenvolvida pelo motor e a potência dissipada internamente valem, respectivamente, em watt:

A)0,680 e 90,0
B)2,25 e 9,00
C)3,60 e 2,25
D)90,0 e 16,9

Resposta proposta (com ressalva)

D
Resolução

A potência elétrica fornecida ao motor pela bateria é $P_{entrada}=UI=12{,}0\cdot7{,}50=90{,}0\ \text{W}$.

A dissipação na resistência interna é $P_{diss}=rI^2=0{,}300\cdot(7{,}50)^2=16{,}875\ \text{W}\approx16{,}9\ \text{W}$.

Esses dois valores correspondem à alternativa D, se a primeira grandeza for interpretada como potência elétrica absorvida pelo motor.

Entretanto, se “potência desenvolvida” significar potência mecânica útil, ela seria $P_{útil}=P_{entrada}-P_{diss}=73{,}125\ \text{W}$, valor ausente das opções. O enunciado é terminologicamente ambíguo.

Cuidado, armadilha! Potência de entrada, potência dissipada e potência útil não são a mesma grandeza. A alternativa D exige ler “potência desenvolvida” como potência elétrica recebida.
Nota de consistência física. Ressalva editorial: pelo uso usual de “potência útil desenvolvida”, nenhuma alternativa apresenta 73,1 W. A letra D corresponde à potência elétrica absorvida (90,0 W), não à potência mecânica útil.

Alternativa indicada pela resolução: D

Q15
Eletromagnetismo — Força magnética — Fio em campo uniforme

Um campo magnético de módulo $B=10\ \text{tesla}$, uniforme e horizontal, equilibra um condutor retilíneo de comprimento $L=0{,}10\ \text{m}$ e massa $m=100\ \text{g}$, se este for colocado na horizontal e perpendicular ao campo magnético, enquanto por ele circula uma corrente de $10\ \text{A}$. Considere a aceleração da gravidade de módulo $10\ \text{m/s}^2$. Se o campo magnético for invertido, o condutor:

A)sobe com velocidade constante.
B)desce com aceleração de $20\ ext{m/s}^2$.
C)sobe com aceleração de $10\ ext{m/s}^2$.
D)desce com aceleração de $10\ ext{m/s}^2$.

Resposta proposta (com ressalva)

B
Resolução

A condição declarada de equilíbrio inicial exige que o peso $mg$ seja compensado por uma força magnética de mesmo módulo, dirigida para cima.

Invertendo o campo magnético, a força magnética passa a ter mesmo módulo e direção para baixo. Pela hipótese de equilíbrio inicial, $F_{result}=mg+mg=2mg$, e $a=2g=20\ \text{m/s}^2$ para baixo. Essa é a intenção física da alternativa B.

Contudo, os valores numéricos impressos não são compatíveis com esse equilíbrio: $F_m=BIL=10\cdot10\cdot0{,}10=10\ \text{N}$, enquanto $mg=0{,}100\cdot10=1\ \text{N}$. Sob esses dados literais e com o campo invertido, o módulo da aceleração seria $(10+1)/0{,}100=110\ \text{m/s}^2$, ausente das opções.

Portanto, a alternativa B só é defensável se a condição de equilíbrio for tomada como verdadeira em detrimento dos valores numéricos conflitantes.

Cuidado, armadilha! Há inconsistência no enunciado reproduzido: a igualdade entre força magnética e peso exige $BIL=mg$, o que não ocorre com os números fornecidos.
Nota de consistência física. Inconsistência física no PDF: B = 10 T, I = 10 A e L = 0,10 m fornecem Fm = 10 N, mas o peso é 1 N. Pelo enunciado literal não existe alternativa válida; B expressa apenas a intenção sugerida pela condição de equilíbrio.

Alternativa indicada pela resolução: B

↑ Voltar ao topo