Num plano inclinado com atrito desprezível e inclinação de $60^\circ$, encontramos um bloco de massa $2{,}0\ \text{kg}$ apoiado sobre uma mola ideal cuja constante elástica é $k=200\ \text{N/m}$, comprimida de $40\ \text{cm}$ a partir de sua posição de relaxamento, e a seguir liberada. O bloco sobe o trecho da rampa inclinada BC cuja extensão é de $60\ \text{cm}$, atingindo a rampa DE, chegando ao ponto D com vetor velocidade tangente à rampa. Sabendo-se que a distância horizontal CD vale $2{,}0\ \text{m}$, o coeficiente de atrito cinético entre o bloco e a rampa DE é $0{,}8$ e que $g=10{,}0\ \text{m/s}^2$, calcule:

a) o módulo da velocidade ao passar pelo ponto C;
b) a distância vertical correspondente ao desnível $h$;
c) a distância DE, sabendo-se que o bloco atinge o final da rampa com velocidade nula no ponto E.
A mola fornece $E_e=kx^2/2=200(0{,}40)^2/2=16\ \text{J}$. A subida BC tem desnível $\Delta H=0{,}60\operatorname{sen}60^\circ=0{,}30\sqrt3\ \text{m}$. Se não há perdas antes de C, $16=\tfrac12(2)v_C^2+(2)(10)(0{,}30\sqrt3)$, donde $v_C^2=16-6\sqrt3$ e $v_C\approx2{,}37\ \text{m/s}$.
A velocidade ao sair de C acompanha a rampa de $60^\circ$. Mesmo se D estivesse no mesmo nível de C, o alcance máximo nessa direção seria $R_C=v_C^2\operatorname{sen}120^\circ/g\approx0{,}49\ \text{m}$, muito abaixo dos $2{,}0\ \text{m}$ de separação horizontal. Como D ainda está acima de C, o alcance até D seria menor, não maior.
A exigência adicional de chegar a D com a velocidade tangente à rampa de $30^\circ$ também não pode ser satisfeita pela velocidade energética calculada. Portanto, nenhum valor de $h$ e DE representa o movimento descrito. Não seria rigoroso atribuir valores numéricos a b e c.




