O desenho abaixo representa um circuito elétrico composto por gerador, receptor, condutores, um voltímetro (V), todos ideais, e resistores ôhmicos. O valor da diferença de potencial (ddp), entre os pontos F e G do circuito, medida pelo voltímetro, é igual a
Figura: circuito em formato triangular. Do nó G, uma aresta em fio sem componentes sobe até o vértice superior T; de T, um resistor de 4Ω liga em diagonal até o vértice direito R, que se conecta por fio (sem componente) ao nó F, na base do triângulo. Entre T e F existe também um ramo vertical com uma fonte de 4V em série com um resistor de 4Ω (polo positivo voltado para F). Na base, entre G e F, há um ramo com uma fonte de 8V em série com um resistor de 2Ω (polo positivo voltado para F). Um voltímetro ideal é ligado entre G e F por fios auxiliares na parte inferior do desenho.
Como os lados diagonais superiores do triângulo (G-T e T-R-F) são fios ideais sem componentes exceto o resistor de 4Ω entre T e R, os pontos G e T são eletricamente o mesmo nó, e os pontos R e F também são o mesmo nó. Assim, o resistor diagonal de 4Ω liga diretamente G a F, formando três ramos em paralelo entre G e F: (i) o resistor de 4Ω isolado; (ii) a fonte de 4V em série com 4Ω; (iii) a fonte de 8V em série com 2Ω.
Adotando $V=V_F-V_G$ e a corrente de G para F em cada ramo $i_k=(\varepsilon_k-V)/R_k$ (com $\varepsilon_k=0$ no ramo sem fonte), a lei dos nós em F exige $\sum i_k=0$:
$-\dfrac{V}{4}+\dfrac{4-V}{4}+\dfrac{8-V}{2}=0$
Multiplicando por 4: $-V+(4-V)+2(8-V)=0 \Rightarrow -V+4-V+16-2V=0 \Rightarrow -4V+20=0 \Rightarrow V=5\,V$.
Como o voltímetro é ideal (não altera o circuito), ele indica $|V_F-V_G|=5{,}0\,V$ — alternativa D.
