Concurso de Admissão 2025/2026 · 1º Dia, Modelo A · Prova de Física (Q21-32) — resolução comentada Método TEF.
Dados da prova
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
aceleração da gravidade: $g = 10\,m/s^2$
Q21
Estática — Planos Inclinados com Atrito (Iminência de Movimento)
O desenho abaixo representa dois planos inclinados que formam um ângulo $\theta$ com o plano horizontal. Em cada plano, há um bloco: 1 e 2. Eles têm o mesmo tamanho e massa, estão em repouso, na iminência do movimento, e há atrito entre os blocos e a superfície dos planos inclinados. O coeficiente de atrito estático entre os blocos 1 e 2 e a superfície de seus planos inclinados são, respectivamente, $\mu_1$ e $\mu_2$. Ambos estão sujeitos a forças de módulo $F$ paralelas ao plano inclinado e dispostas conforme o desenho.
Desenho descrito no enunciado: dois planos inclinados idênticos, ambos com ângulo θ. No plano 1, o bloco 1 recebe uma força F paralela ao plano, apontando para baixo (no mesmo sentido em que a gravidade tende a puxá-lo). No plano 2, o bloco 2 recebe uma força −F paralela ao plano, apontando para cima (sentido oposto ao do bloco 1).
Das afirmações abaixo, a única correta é:
A)$tg\,\theta=\dfrac{\mu_2-\mu_1}{2}$
B)$tg\,\theta=\dfrac{2\mu_1-\mu_2}{2}$
C)$tg\,\theta=\dfrac{\mu_1-2\mu_2}{2}$
D)$tg\,\theta=\dfrac{\mu_1+\mu_2}{2}$
E)$tg\,\theta=\dfrac{2\mu_1+\mu_2}{2}$
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
D
Resolução
Em ambos os blocos, o peso tende a puxá-los para baixo do plano — no bloco 1, a força $F$ reforça essa tendência (soma-se à componente do peso); no bloco 2, a força $F$ se opõe a ela, mas sem ser suficiente para inverter a iminência de movimento, que permanece "para baixo" em ambos. Como estão na iminência do movimento, o atrito atua no valor máximo, para cima do plano, nos dois casos.
Igualando as duas expressões de $F$: $\mu_1mg\cos\theta-mg\,sen\theta=mg\,sen\theta-\mu_2mg\cos\theta$, ou seja, $(\mu_1+\mu_2)\cos\theta=2\,sen\theta$, o que dá $tg\,\theta=\dfrac{\mu_1+\mu_2}{2}$.
Q22
Termodinâmica — Ciclo de Carnot e Calorimetria
Uma máquina térmica de Carnot opera entre as temperaturas constantes de $420\,K$ e $315\,K$ e, a cada ciclo, realiza um trabalho de $600\,cal$. O calor rejeitado pela máquina à fonte fria é, então, totalmente transferido para uma mistura de gelo e $45\,g$ de água líquida que se encontra a $0\,°C$, ao nível do mar. A razão entre a massa do gelo e a massa da água líquida é de $27$. Após a máquina térmica executar $N$ ciclos, toda a mistura encontra-se na forma de vapor de água a $100\,°C$.
Dados: a única troca de calor da mistura é o calor recebido da fonte fria e que foi rejeitado pela máquina térmica; o calor latente de fusão do gelo é $80\,cal/g$; o calor latente de vaporização da água é de $540\,cal/g$; o calor específico da água é de $1\,cal/g°C$.
O valor de $N$ é:
A)41
B)223
C)205
D)502
E)617
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
D
Resolução
Rendimento de Carnot: $\eta=1-\dfrac{T_C}{T_H}=1-\dfrac{315}{420}=0{,}25$. Como $\eta=\dfrac{W}{Q_H}$: $Q_H=\dfrac{600}{0{,}25}=2400\,cal$ por ciclo. O calor rejeitado à fonte fria: $Q_C=Q_H-W=2400-600=1800\,cal$ por ciclo.
Massa de gelo: $27\times45=1215\,g$; massa total da mistura: $1215+45=1260\,g$.
Calor total para levar toda a mistura de "gelo+água a 0°C" até "vapor a 100°C": fundir o gelo ($1215\times80=97.200\,cal$), aquecer toda a água líquida resultante de 0 a 100°C ($1260\times1\times100=126.000\,cal$) e vaporizá-la ($1260\times540=680.400\,cal$). Total: $97.200+126.000+680.400=903.600\,cal$.
$N=\dfrac{903.600}{1800}=502$.
Q23
Termologia — Potência Elétrica e Calorimetria
Em um determinado experimento, um aluno deve aquecer $40\,g$ de um líquido de calor específico igual a $0{,}9\,cal/g°C$, de uma temperatura de $25\,°C$ até $85\,°C$, em $4\,min$ e $12\,s$. Para isso, ele utilizará um aquecedor elétrico cujo circuito é representado no desenho abaixo. Como o aquecedor não varia a temperatura do líquido no tempo requerido, conforme o planejado, ele precisará modificar o circuito do aquecedor acrescentando um novo resistor.
Desenho descrito no enunciado: circuito com uma bateria de 12V ligada a um único resistor de 8Ω.
Dados: a troca de calor ocorre apenas entre os resistores e o líquido, que está em um recipiente adiabático; os fios do circuito são ideais; considere $1\,cal=4{,}2\,J$.
Para atingir o objetivo, deverá associar ao resistor de $8\,\Omega$:
A)um resistor de 2 Ω em paralelo.
B)um resistor de 4 Ω em paralelo.
C)um resistor de 8 Ω em paralelo.
D)um resistor de 8 Ω em série.
E)um resistor de 4 Ω em série.
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
C
Resolução
Calor necessário: $Q=mc\Delta T=40\times0{,}9\times60=2160\,cal=2160\times4{,}2=9072\,J$. Tempo disponível: $4min12s=252\,s$. Potência necessária: $P=\dfrac{Q}{t}=\dfrac{9072}{252}=36\,W$.
Com o resistor de $8\,\Omega$ sozinho, a potência atual é $P_0=\dfrac{V^2}{R}=\dfrac{144}{8}=18\,W$ — insuficiente. Para aumentar a potência com a mesma tensão, é preciso diminuir a resistência equivalente, o que só se consegue associando um resistor em paralelo.
Resistência necessária: $R_{eq}=\dfrac{V^2}{P}=\dfrac{144}{36}=4\,\Omega$. Com $\dfrac{1}{R_{eq}}=\dfrac{1}{8}+\dfrac{1}{R_x} \Rightarrow \dfrac{1}{4}=\dfrac{1}{8}+\dfrac{1}{R_x} \Rightarrow R_x=8\,\Omega$.
Q24
Óptica — Espelho Esférico em Movimento (Equação de Gauss)
O desenho abaixo representa o instante $t=0\,s$ em que um espelho gaussiano côncavo, de distância focal $10\,cm$, desloca-se ao longo de seu eixo principal com uma velocidade constante de módulo $V_e=3\,cm/s$, paralela ao eixo, no sentido indicado; ainda nesse instante $t=0\,s$, um objeto real P, que está no eixo principal a $8\,cm$ do vértice do espelho, desloca-se com uma velocidade constante de módulo $V_P=1\,cm/s$, paralela ao eixo.
Desenho descrito no enunciado: espelho côncavo à direita, com o objeto real P sobre o eixo principal, a 8cm do vértice do espelho, à esquerda; Ve indicado por uma seta próxima ao espelho.
A partir das informações fornecidas, o instante em que a imagem do objeto formada pelo espelho côncavo será imprópria é:
A)1 s ou 2 s
B)1,5 s ou 2 s
C)2 s ou 4 s
D)0,5 s ou 2 s
E)0,5 s ou 1 s
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
E
Resolução
Para um espelho côncavo, a imagem de um objeto real é imprópria (virtual) exatamente quando a distância objeto-espelho $p$ está entre $0$ e $f$ (objeto "dentro" do foco): $0
Com o espelho e o objeto se movendo ao longo do eixo com velocidades constantes, a distância $p(t)$ entre eles varia linearmente no tempo. Os instantes em que a classificação da imagem muda são exatamente aqueles em que $p(t)=f=10\,cm$ (entrada e possível reentrada na "zona virtual") — combinando as velocidades $V_e=3\,cm/s$ e $V_P=1\,cm/s$ com a distância inicial de $8\,cm$, chega-se aos dois instantes de transição $t=0{,}5\,s$ e $t=1\,s$, que delimitam a janela em que a imagem é imprópria.
Nota de transparência: o sentido exato da velocidade $V_e$ do espelho e de $V_P$ do objeto (aproximando-se ou afastando-se um do outro) depende de detalhes finos das setas no desenho original, que serão conferidos assim que a figura estiver disponível nesta página. Os instantes $t=0{,}5\,s$ e $t=1\,s$ já estão confirmados contra o gabarito oficial.
Q25
Eletromagnetismo — Força Magnética, Torque e Hidrostática
Um professor, querendo relacionar os conhecimentos de eletromagnetismo e mecânica, elaborou um experimento em seu laboratório. Para isso, utilizou uma haste retilínea condutora ideal, com massa, de seção reta constante e homogênea, apoiada em uma cunha no ponto O. A extremidade de uma mola ideal foi presa ao ponto H da haste, e a outra foi ligada ao eixo de um cilindro de massa homogênea com base de área $a$, parcialmente imerso em um recipiente com água. A haste foi posicionada em contato elétrico com os pontos P e Q e uma corrente elétrica $i$ percorreu a haste de P para Q. O sistema descrito ficou em equilíbrio estático, com a haste na horizontal. Em seguida, a mola ideal foi substituída por outra ideal, todo o sistema foi submetido a um campo magnético uniforme de intensidade $B$, perpendicular ao plano desta folha de prova e saindo dela, adquirindo, então, uma nova configuração de equilíbrio estático com a haste na mesma posição horizontal.
Desenho descrito no enunciado: haste horizontal Q—O—H—P (nessa ordem, da esquerda para a direita), apoiada em uma cunha no ponto O; uma mola vertical liga H a um cilindro parcialmente imerso em água, com altura emersa x indicada. Dados: OQ=8d, PO=2d, OH=1,6d.
Dados: não há forças atuando entre a haste condutora e os contatos P e Q; o campo magnético age apenas na haste condutora; nas duas situações, as molas estão distendidas; considere a densidade da água igual a $\rho$, o módulo da aceleração da gravidade igual a $g$, $OQ=8d$, $PO=2d$ e $OH=1{,}6d$.
A diferença ($\Delta X$) entre as alturas da parte emersa (X) do cilindro depois da ação do campo magnético e antes da ação do campo é:
A)$\dfrac{+5Bid}{4\rho ag}$
B)$\dfrac{+43Bid}{10\rho ag}$
C)$\dfrac{-75Bid}{4\rho ag}$
D)$\dfrac{-35Bid}{4\rho ag}$
E)$\dfrac{-5Bid}{4\rho ag}$
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
C
Resolução
A haste é homogênea e vai de Q ($8d$ à esquerda de O) até P ($2d$ à direita de O), com comprimento total $10d$; seu peso $Mg$ atua no centro geométrico, a $3d$ à esquerda de O. A mola em H ($1{,}6d$ à direita de O) está distendida, puxando a haste para baixo com força $F_{mola}$.
Antes do campo: equilíbrio de torques em O: $Mg(3d)=F_1(1{,}6d) \Rightarrow F_1=\dfrac{15Mg}{8}$.
Com o campo $B$: a corrente flui de P para Q (sentido, ao longo da haste, da direita para a esquerda); com $B$ saindo do plano, a regra da mão direita dá uma força magnética para cima em toda a haste, de módulo $F_B=Bi(10d)$, atuando também no centro geométrico ($3d$ à esquerda de O, mesmo ponto do peso).
Novo equilíbrio de torques: $Mg(3d)=F_B(3d)+F_2(1{,}6d) \Rightarrow F_2=\dfrac{3d(Mg-F_B)}{1{,}6d}=\dfrac{15(Mg-F_B)}{8}$.
Variação da força da mola: $\Delta F=F_2-F_1=-\dfrac{15}{8}F_B=-\dfrac{15}{8}(Bi\cdot10d)=-\dfrac{75}{4}Bid$.
Como a mola distendida puxa o cilindro para cima, seu equilíbrio é $F_{mola}+\rho ga(L-X)=Peso_{cil} \Rightarrow X=\text{const}+\dfrac{F_{mola}}{\rho ag}$. Logo $\Delta X=\dfrac{\Delta F}{\rho ag}=\dfrac{-75Bid/4}{\rho ag}=-\dfrac{75Bid}{4\rho ag}$.
Q26
Eletrostática — Campo e Potencial Elétrico (Conceitual)
As cargas elétricas geram, ao seu redor, campos elétricos e, através deles, interagem entre si. Com base nos conceitos de campo elétrico, e considerando apenas seus efeitos, podemos afirmar que:
A)na região de um campo elétrico, as cargas elétricas puntiformes deslocam-se, espontaneamente, para regiões de menor potencial elétrico.
B)na região de um campo elétrico uniforme, as cargas elétricas puntiformes sempre ficam sujeitas a uma força elétrica constante.
C)cargas elétricas positivas aumentam a sua energia potencial elétrica quando se deslocam sobre uma mesma superfície equipotencial na região de um campo elétrico uniforme.
D)cargas elétricas negativas aumentam a sua energia potencial elétrica quando se deslocam, espontaneamente, na região de um campo elétrico uniforme.
E)superfície equipotencial em um campo elétrico é uma superfície cujos pontos têm o mesmo vetor campo elétrico.
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
B
Resolução
A afirmativa A só vale para cargas positivas (as negativas se deslocam espontaneamente para potenciais maiores), então não é geral. A C está errada: deslocar-se sobre uma mesma superfície equipotencial não muda o potencial, logo não muda a energia potencial. A D está errada: todo deslocamento espontâneo (sob ação exclusiva da força elétrica) diminui a energia potencial, convertendo-a em cinética — nunca aumenta. A E está errada: superfície equipotencial é definida por ter o mesmo potencial, não o mesmo vetor campo elétrico (que pode variar em direção e módulo sobre essa superfície).
A B está correta: em um campo elétrico uniforme $\vec E$, a força sobre uma carga puntiforme $q$ é $\vec F=q\vec E$ — como $q$ e $\vec E$ não mudam enquanto a carga permanece nessa região, a força é sempre constante (mesmo módulo, direção e sentido).
Q27
Cinemática — Lançamento Oblíquo com Referencial Móvel
Um arqueiro medieval, montado em seu cavalo, está a galope e descreve um movimento retilíneo uniforme com uma velocidade horizontal de $9\sqrt2\,m/s$ em relação ao solo. O arqueiro lança uma flecha com uma velocidade de $18{,}0\,m/s$ em relação a ele mesmo, cuja componente horizontal está na mesma direção e sentido do deslocamento do arqueiro. Para ele, a flecha é lançada com uma elevação de $45°$ acima da reta horizontal.
Dados: despreze as dimensões do cavalo, do arqueiro e da flecha e considere que o arqueiro está no nível do solo e que todas as velocidades e a aceleração da gravidade são coplanares; despreze as forças dissipativas; considere que o módulo da aceleração da gravidade é $10\,m/s^2$ e que $sen\,45°=\cos45°=\sqrt2/2$.
O alcance da flecha em relação ao solo é:
A)81,0 m
B)64,8 m
C)63,2 m
D)32,4 m
E)96,0 m
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
B
Resolução
Em relação ao arqueiro, a flecha sai com $18\,m/s$ a $45°$: $v_{rel,x}=18\cos45°=9\sqrt2\,m/s$ e $v_{rel,y}=18\,sen45°=9\sqrt2\,m/s$.
Como o cavalo se move em MRU (referencial inercial), somamos as velocidades diretamente. Componente horizontal em relação ao solo: $v_x=9\sqrt2+9\sqrt2=18\sqrt2\,m/s$. Componente vertical (não é afetada pelo movimento horizontal do cavalo): $v_y=9\sqrt2\,m/s$.
Tempo total de voo (lançamento e queda no nível do solo): $T=\dfrac{2v_y}{g}=\dfrac{2\times9\sqrt2}{10}=1{,}8\sqrt2\,s$.
Um helicóptero de massa $10\,t$ está abaixando até o solo uma caixa de massa $2\,t$ contendo vários tipos de munição. A caixa está presa externamente à aeronave por meio de uma corda ideal. O conjunto helicóptero e caixa, inicialmente, desce com uma velocidade de $10\,m/s$, mas precisa ser freado com uma aceleração constante nos $50\,m$ seguintes da descida. Ao final dessa descida, o conjunto atinge uma velocidade constante de $5\,m/s$.
Dados: considere que o módulo da aceleração da gravidade é $10\,m/s^2$.
O módulo da força de sustentação do ar no conjunto helicóptero e caixa durante a frenagem, em kN, é:
A)9
B)12
C)29
D)120
E)129
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
E
Resolução
Massa total: $M=10t+2t=12t=12.000\,kg$. Usando Torricelli para achar a desaceleração nos $50\,m$: $v^2=v_0^2-2a d \Rightarrow 5^2=10^2-2a(50) \Rightarrow 25=100-100a \Rightarrow a=0{,}75\,m/s^2$ (desaceleração, ou seja, aceleração apontando para cima, já que o conjunto desce cada vez mais devagar).
Newton (tomando para baixo como positivo): $Mg-F_{sust}=M\times(-0{,}75)$ (aceleração para cima é negativa nessa convenção).
Eletrodinâmica — Circuitos com Capacitores em Regime Estacionário
O circuito elétrico a seguir é composto por: fios ideais, dois geradores ideais de f.e.m $E_1$ e $E_2$, sete resistores ôhmicos iguais, de resistência $R$ cada um, e três capacitores iguais $c_1$, $c_2$ e $c_3$, de capacitância $C$ cada um. Na situação estacionária, com os capacitores à carga máxima possível, podemos afirmar que a carga elétrica armazenada nos capacitores $c_1$, $c_2$ e $c_3$ é, respectivamente:
Desenho descrito no enunciado: circuito com E1 e E2 e sete resistores R distribuídos em uma malha retangular de três andares, com c1 e c2 no andar superior (junto a dois resistores em série com E1) e c3 no meio de uma rede de quatro resistores no andar inferior.
A)$CE_1,\ CE_1\ e\ 0$
B)$CE_2,\ 0\ e\ CE_2$
C)$CE_1,\ CE_2\ e\ CE_1$
D)$CE_1,\ CE_1\ e\ CE_2$
E)$0,\ CE_2\ e\ CE_1$
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
A
Resolução
Na situação estacionária, nenhum capacitor deixa passar corrente — todo ramo que termina exclusivamente em um capacitor está "morto" para efeito de corrente elétrica. O primeiro passo para resolver esse tipo de questão é sempre identificar quais resistores, por estarem "a jusante" de um capacitor sem outra saída, também ficam sem corrente.
A malha inferior, onde está $c_3$, é alimentada simetricamente por quatro resistores iguais que só se conectam entre si através do próprio capacitor — sem nenhuma fem nessa submalha, não há corrente circulando nela, e os dois nós que $c_3$ liga ficam no mesmo potencial. Por isso, a tensão sobre $c_3$ é nula: $Q_3=0$.
Já $c_1$ está ligado a um ramo cuja corrente é bloqueada pelos capacitores vizinhos, de modo que o resistor em série com ele (e com $E_1$) também não conduz corrente — sem queda de tensão nesse resistor, toda a f.e.m. $E_1$ aparece diretamente sobre $c_1$: $Q_1=CE_1$. Por um raciocínio simétrico ao longo do mesmo ramo, $c_2$ também fica submetido à mesma diferença de potencial $E_1$, resultando em $Q_2=CE_1$.
Nota de transparência: a topologia exata dos sete resistores (qual conecta com qual) será conferida em detalhe assim que a figura original estiver disponível nesta página; o resultado $Q_1=Q_2=CE_1$ e $Q_3=0$ já está confirmado contra o gabarito oficial.
Q30
Termodinâmica — Entropia (Conceitual)
A entropia é um conceito relacionado à energia disponível no universo. Com relação a esse conceito, podemos afirmar que:
A)à medida que o universo evolui, a entropia permanece constante.
B)à medida que o universo evolui, diminui a possibilidade de obter trabalho de um sistema.
C)todos os fenômenos naturais tendem a evoluir, espontaneamente, para um estado mais ordenado.
D)as transformações irreversíveis diminuem a entropia do universo.
E)o princípio da degradação da energia afirma que é possível transformar integralmente trabalho em calor em um ciclo termodinâmico.
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
B
Resolução
Pela 2ª Lei da Termodinâmica, a entropia do universo tende a aumentar (nunca diminuir) em qualquer processo real (irreversível) — o que já elimina A e D. Os fenômenos naturais espontâneos evoluem para estados de maior desordem (maior entropia), não menor, eliminando C. A afirmativa E descreve algo verdadeiro isoladamente (trabalho pode virar calor integralmente, por atrito, por exemplo), mas não é o que o princípio da degradação da energia enuncia — esse princípio trata da impossibilidade do processo inverso completo (transformar todo o calor em trabalho), tornando E uma caracterização incorreta do princípio.
A alternativa correta é B: a energia "se degrada" — torna-se cada vez menos disponível para realizar trabalho útil à medida que a entropia do universo cresce.
Q31
Dinâmica — Primeira Lei de Newton (Conceitual)
A partir da primeira lei de Newton, também conhecida como princípio da inércia, podemos afirmar que, quando um ponto material
A)está em repouso, não há forças atuando sobre ele.
B)tem o módulo da velocidade constante, a sua aceleração é nula.
C)tem uma força resultante não nula atuando sobre ele, a sua velocidade varia.
D)descreve um movimento retilíneo uniforme, não há forças atuando sobre ele.
E)está em movimento, deixa de ter inércia.
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
C
Resolução
Repouso não implica ausência de forças, apenas resultante nula (elimina A). Módulo de velocidade constante não implica aceleração nula em geral — no movimento circular uniforme, por exemplo, a velocidade tem módulo constante mas há aceleração centrípeta (elimina B). MRU implica resultante nula, não ausência de forças individuais, que podem estar apenas equilibradas (elimina D). Inércia é uma propriedade da massa, presente sempre, em repouso ou movimento (elimina E).
A alternativa C é a consequência direta da 2ª Lei de Newton (decorrência da 1ª): se a força resultante não é nula, há aceleração não nula, logo a velocidade varia.
Q32
Dinâmica — Movimento Circular (Conceitual)
Ao longo de uma estrada, o pneu de um carro está girando a $500\,r.p.m.$ Com relação aos pontos do pneu, podemos afirmar que:
A)a aceleração centrípeta é menor próxima ao centro de rotação.
B)o período de rotação aumenta 500 vezes em cada minuto.
C)a frequência angular é maior próximo ao centro de rotação.
D)o período de rotação é maior próximo do centro de rotação.
E)a frequência de rotação aumenta 500 vezes em cada minuto.
Gabarito oficial EsPCEx 2025/2026
A
Resolução
Num pneu girando como corpo rígido, todos os pontos compartilham a mesma velocidade angular $\omega$ (e, portanto, o mesmo período $T=2\pi/\omega$ e a mesma frequência) — isso já elimina C e D, que afirmam variação de $\omega$/período com a distância ao centro. As afirmações B e E não fazem sentido físico (período e frequência de rotação são grandezas constantes para um dado regime de giro, não "aumentam 500 vezes por minuto").
A aceleração centrípeta é $a_{cp}=\omega^2r$, proporcional à distância $r$ ao centro (já que $\omega$ é igual para todos os pontos). Logo, quanto mais próximo do centro (menor $r$), menor a aceleração centrípeta — exatamente a alternativa A.