← Voltar às Provas URCA

URCA

Universidade Regional do Cariri

PSU/URCA — 25.2 - Demais cursos · 26.1 - Iguatu e Mauriti · Gabarito oficial CEV.

Q01
Cinemática — Velocidade Média

A posição de uma partícula em função do tempo é $S = 4t^2$, onde $t$ está em segundos. Durante o intervalo de tempo $\Delta t$ a partícula move-se da posição inicial ($S$ em $t$) para uma nova posição final ($S$ em $t+\Delta t$). A velocidade média ($V_{med}$) durante o intervalo de tempo $\Delta t$ é:

A)$V_{med}=t+\Delta t$
B)$V_{med}=2t+2\Delta t$
C)$V_{med}=4t+2\Delta t$
D)$V_{med}=8t+2\Delta t$
E)$V_{med}=8t+4\Delta t$

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

E
Resolução

A velocidade média é $V_{med}=\dfrac{S(t+\Delta t)-S(t)}{\Delta t}$. Com $S=4t^2$: $S(t+\Delta t)=4(t+\Delta t)^2=4t^2+8t\Delta t+4\Delta t^2$.

$V_{med}=\dfrac{4t^2+8t\Delta t+4\Delta t^2-4t^2}{\Delta t}=\dfrac{8t\Delta t+4\Delta t^2}{\Delta t}=8t+4\Delta t$ — alternativa E.

Q02
Cinemática — Equação de Torricelli

Um corpo acelera retilínea e uniformemente, a partir do repouso, até atingir a velocidade de 10 m/s, em relação a um certo referencial. Se sua aceleração é de 4 m/s² o deslocamento deste corpo (para o referencial em questão) do repouso até atingir a velocidade mencionada foi de:

A)12,5 m.
B)11,5 m.
C)10,5 m.
D)9,5 m.
E)8 m.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

A
Resolução

Usando Torricelli, $v^2=v_0^2+2a\Delta s$, com $v_0=0$: $\Delta s=\dfrac{v^2}{2a}=\dfrac{10^2}{2\times4}=\dfrac{100}{8}=12{,}5\text{ m}$ — alternativa A.

Q03
Dinâmica — Atrito Estático

Uma pedra pesando P está parada sobre um piso horizontal como mostra a figura. Uma força F atuando em um ângulo $\theta$, abaixo da horizontal, é aplicada a esta pedra. O coeficiente de atrito estático entre a pedra e o piso é $\mu$. A força F necessária para colocar a pedra em movimento pode ser expressa pela equação:

Pedra sobre piso horizontal com força F aplicada em ângulo θ abaixo da horizontal, mostrando as componentes Fcosθ, Fsenθ, a força normal N, o peso P e a força de atrito estático fs
A)$P\cdot\dfrac{\mu\,\text{sen}\,\theta}{\cos\theta-\mu\,\text{sen}\,\theta}$
B)$\dfrac{P\cos\theta}{\cos\theta-\mu\,\text{sen}\,\theta}$
C)$\dfrac{\mu P}{\cos\theta-\mu\,\text{sen}\,\theta}$
D)$\dfrac{\mu\cos\theta}{P-\mu\,\text{sen}\,\theta}$
E)$\dfrac{\mu P}{\tan\theta}$

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

C
Resolução

No limiar do movimento, a componente horizontal de F equilibra o atrito máximo, e a componente vertical de F (para baixo) soma-se ao peso, aumentando a normal:

Vertical: $N=P+F\,\text{sen}\,\theta$.
Horizontal: $F\cos\theta=f_s=\mu N=\mu(P+F\,\text{sen}\,\theta)$.

$F\cos\theta-\mu F\,\text{sen}\,\theta=\mu P \Rightarrow F(\cos\theta-\mu\,\text{sen}\,\theta)=\mu P \Rightarrow F=\dfrac{\mu P}{\cos\theta-\mu\,\text{sen}\,\theta}$ — alternativa C.

Q04
Dinâmica — Curva Inclinada (Movimento Circular)

As curvas nas estradas geralmente são inclinadas para cima do lado de fora da curva (inclinadas com um determinado ângulo $\Theta$). Modelando um carro fazendo uma curva, no diagrama abaixo, a força normal é perpendicular à rodovia. A inclinação do piso da rodovia faz com que a força normal tenha uma componente voltado para o centro do círculo que corresponde à força que gera a aceleração centrípeta necessária para que um carro possa fazer a curva (considerando que o centro do círculo está no mesmo plano horizontal que o carro). O valor da velocidade de um carro para que consiga fazer a curva sem qualquer ajuda do atrito é:

Diagrama de um carro em curva inclinada: força normal decomposta em componentes, ângulo θ da rodovia, força peso Fg e trajetória circular de raio r
A)$r\cdot g\cdot\tan\theta$
B)$\sqrt{r\cdot g\cdot\tan\theta}$
C)$m\cdot g\cdot\tan\theta$
D)$r\cdot g\cdot\text{sen}\,\theta$
E)$\sqrt{r\cdot g\cdot\cos\theta}$

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

B
Resolução

Sem depender do atrito, a componente horizontal da normal fornece sozinha a força centrípeta: $N\,\text{sen}\,\theta=\dfrac{mv^2}{r}$, e a componente vertical equilibra o peso: $N\cos\theta=mg$.

Dividindo as duas equações: $\tan\theta=\dfrac{v^2}{rg}\Rightarrow v=\sqrt{rg\tan\theta}$ — alternativa B.

Q05
Astronomia — Conceitos Fundamentais (Anulada)

A curiosidade pelos mistérios do Universo persegue o homem desde o início da civilização. Ao mesmo tempo que admiramos a sua grandeza misteriosa, sentimos o desafio de desvendar e revelar sua conexão com todos nós. Sobre conhecimentos fundamentais da Astronomia analise as afirmações:

(  ) Corpo que entra na atmosfera é o meteoroide (fenômeno conhecido como meteoro) e um meteorito é um objeto sólido, o remanescente de um meteoroide, que atingiu a superfície terrestre. Nem todo meteoroide produz um meteorito.

(  ) O brilho de uma estrela é determinado pela temperatura em que se encontra a sua superfície, enquanto que a sua cor é determinada pela quantidade de luz que ela irradia por segundo, através de toda a sua superfície.

(  ) Quando acontece o "dia claro" mais longo do ano para o hemisfério sul, o Sol atinge a posição angular mais ao sul do Equador Celeste, esse fenômeno é conhecido como Equinócios do Verão Austral, que ocorre por volta de 21 de dezembro.

(  ) Com relação às fases da Lua, é um fenômeno astronômico de observação simultânea para todo o globo terrestre, desta forma quando a Lua cheia é vista do Brasil ela é observada da mesma maneira em Portugal.

(  ) A órbita da Lua não é uma trajetória elíptica mas sim circular em que no centro do círculo se localiza a Terra.

Considerando (V) para a afirmação verdadeira e (F) para a afirmação falsa, marque a sequência correta das afirmações acima:

A)V, V, V, V, V
B)V, F, F, V, F
C)F, F, V, F, F
D)F, F, F, F, F
E)V, F, F, F, F

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

NULA — Anulada
Resolução

Esta questão foi anulada pela banca CEV/URCA — não há alternativa oficialmente divulgada como correta, por isso não fixamos aqui uma única resposta fechada. Ainda assim, vale entender o raciocínio item a item:

Item 1: a definição está correta — o corpo no espaço é o meteoroide, o fenômeno luminoso de sua entrada na atmosfera é o meteoro, e o meteorito é o remanescente sólido que atinge o solo (nem todo meteoroide produz um).
Item 2: a definição está trocada — é a temperatura superficial que determina a cor da estrela, e é a luminosidade (energia irradiada por segundo) que determina o seu brilho.
Item 3: o dia mais longo do ano no hemisfério sul corresponde ao solstício de verão austral, não a um equinócio (equinócios são os dias de duração igual entre dia e noite) — erro de nomenclatura.
Item 4: as fases da Lua dependem da geometria Sol-Terra-Lua, que é a mesma para todo o globo — a Lua cheia é observada simultaneamente (à noite) no Brasil e em Portugal.
Item 5: a órbita lunar é elíptica (ainda que de baixa excentricidade), não circular.

Seguindo essa análise item a item chega-se à sequência V, F, F, V, F (alternativa B) — mas, como a banca anulou a questão, é provável que algum desses itens tenha sido considerado ambíguo ou passível de mais de uma interpretação na correção oficial.

Q06
Hidrostática — Pressão em Profundidade

Considere um líquido homogêneo de densidade $d$ em um tanque aberto para a atmosfera. Se, dentro do líquido, na profundidade $h_1$ a pressão total é $p_1$ e na profundidade $h_2$ a pressão total é $p_2$, podemos dizer que o valor da aceleração da gravidade (suposta constante), no local deste tanque, é:

Tanque cilíndrico com líquido, mostrando o ponto p1 na profundidade h1 e o ponto p2, mais profundo, na profundidade h2
A)$(p_1-p_2)d$
B)$\dfrac{p_2-p_1}{d}$
C)$(h_1-h_2)d$
D)$\dfrac{h_1-d}{p_2d}$
E)$\dfrac{p_1-p_2}{(h_1-h_2)d}$

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

E
Resolução

A pressão hidrostática total nas profundidades $h_1$ e $h_2$ (medidas a partir da superfície) é $p_1=p_0+dgh_1$ e $p_2=p_0+dgh_2$.

Subtraindo: $p_2-p_1=dg(h_2-h_1) \Rightarrow g=\dfrac{p_2-p_1}{d(h_2-h_1)}=\dfrac{p_1-p_2}{d(h_1-h_2)}=\dfrac{p_1-p_2}{(h_1-h_2)d}$ — alternativa E.

Q07
Termodinâmica — Segunda Lei (Ciclo de Carnot)

Suponha que um inventor afirme ter construído uma máquina térmica (cíclica) operando entre as temperaturas de 300 kelvins (fonte fria) e 1000 kelvins (fonte quente) obtendo rendimento de 80%. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, podemos afirmar que:

A)isto é impossível pois o rendimento máximo para estas temperaturas é de 70%.
B)isto é possível pois o rendimento máximo para estas temperaturas é de 85%.
C)isto é possível pois o rendimento máximo para estas temperaturas é de 95%.
D)isto é possível pois o rendimento máximo para estas temperaturas é de 81%.
E)isto é possível pois o rendimento máximo para estas temperaturas é de 100%.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

A
Resolução

O rendimento máximo possível entre duas temperaturas é o de Carnot: $\eta_{max}=1-\dfrac{T_{fria}}{T_{quente}}=1-\dfrac{300}{1000}=0{,}70=70\%$.

Como o rendimento de 80% anunciado excede esse limite teórico imposto pela segunda lei da termodinâmica, a máquina descrita é impossível — alternativa A.

Q08
Termodinâmica — Gases Ideais (Processo Isobárico)

$n$ mols de gás ideal (com equação de estado $PV=nRT$) se expande isobaricamente até atingir o volume de 273 litros na temperatura de 0° célsius. Podemos dizer que a razão entre o volume e a temperatura iniciais é dada por:

A)1 litro por kelvin.
B)2 litros por kelvin.
C)3 litros por kelvin.
D)4 litros por kelvin.
E)5 litros por kelvin.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

A
Resolução

Em um processo isobárico, a razão $V/T$ é constante (decorrente de $PV=nRT$ com $P$ fixo): $\dfrac{V_1}{T_1}=\dfrac{V_2}{T_2}=\text{constante}$.

Como essa razão vale o mesmo em todo o processo, ela é igual ao valor final: $\dfrac{V_1}{T_1}=\dfrac{273\text{ L}}{273\text{ K}}=1\text{ L/K}$ — alternativa A.

Q09
Termodinâmica — Trabalho e Calor (Volume Constante)

Ao sacodir um recipiente com paredes termicamente condutoras, mas com volume constante, contendo um líquido, podemos afirmar que:

A)o sistema líquido não pode trocar energia na forma de calor com a vizinhança.
B)não foi realizado trabalho sobre o sistema líquido pois seu volume permaneceu constante.
C)o sistema líquido realizou trabalho positivo sobre a vizinhança.
D)o sistema líquido possui massa zero.
E)é realizado um trabalho sobre o sistema líquido e este sistema pode trocar energia na forma de calor com a vizinhança.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

E
Resolução

As paredes são termicamente condutoras, então o sistema pode trocar calor com a vizinhança — isso já elimina a alternativa A.

Apesar de o volume permanecer constante (logo, não há trabalho de expansão/compressão, $\int P\,dV=0$), sacudir o recipiente realiza trabalho mecânico sobre o líquido por agitação — o mesmo princípio do clássico experimento das pás de Joule, que demonstrou a equivalência entre trabalho mecânico e calor. Esse trabalho é feito sobre o sistema, não pelo sistema sobre a vizinhança.

Logo, há trabalho realizado sobre o líquido e ele pode trocar calor com o ambiente — alternativa E.

Q10
Eletrostática — Lei de Coulomb

Considere duas partículas com cargas elétricas iguais à $q_0>0$ fixadas em posições $P_1$ e $P_2$ em relação a um referencial inercial num dado meio transparente. Se a força de repulsão entre elas vale $4F$ e a constante eletrostática neste meio é $k$, podemos dizer que a distância entre as localizações $P_1$ e $P_2$ das partículas carregadas é:

A)$\dfrac{k\cdot q_0}{F}$
B)$\sqrt{\dfrac{k}{F}}\cdot\dfrac{q_0}{2}$
C)$4\cdot k\cdot F\cdot q_0$
D)$\sqrt{\dfrac{k}{F}}\cdot\dfrac{q_0}{4}$
E)zero.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

B
Resolução

Pela lei de Coulomb, $F_{rep}=\dfrac{kq_0^2}{r^2}$. Como $F_{rep}=4F$: $4F=\dfrac{kq_0^2}{r^2}\Rightarrow r^2=\dfrac{kq_0^2}{4F}$.

$r=q_0\sqrt{\dfrac{k}{4F}}=\dfrac{q_0}{2}\sqrt{\dfrac{k}{F}}=\sqrt{\dfrac{k}{F}}\cdot\dfrac{q_0}{2}$ — alternativa B.

Q11
Eletrodinâmica — Resistores em Paralelo

Três resistores, de resistências elétricas constantes e dadas por $R_1$, $R_2$ e $R_3$ não nulas, estão ligados em paralelo a uma mesma diferença de potencial $V\neq0$ constante. Se, para cada $a\in\{1,2,3\}$, $i_a$ é a corrente elétrica que passa no resistor de resistência elétrica $R_a$, então podemos dizer que:

A)$R_1i_1=2R_2i_2=3R_3i_3$.
B)$2R_1i_1=R_2i_2=3R_3i_3$.
C)$3R_1i_1=4R_2i_2=5R_3i_3$.
D)$R_1i_1=R_2i_2=R_3i_3$.
E)$R_1i_1=R_2i_2=7R_3i_3$.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

D
Resolução

Em uma associação em paralelo, a diferença de potencial $V$ é a mesma sobre todos os resistores. Pela lei de Ohm, $R_a i_a=V$ para cada resistor $a$ — como $V$ é o mesmo para os três, $R_1i_1=R_2i_2=R_3i_3$ — alternativa D.

Q12
Eletrodinâmica — Capacitores em Circuito Misto

Os capacitores são dispositivos que armazenam energia elétrica em seu interior para ser utilizada quando necessário. Os capacitores podem ser usados em vários circuitos elétricos de dispositivos do nosso cotidiano, por exemplo: celulares; televisores; teclados; câmeras fotográficas; na Medicina, os capacitores são utilizados em desfibriladores através de intensas descargas elétricas; nas lavadoras de roupas são usados para provocar o giro inicial do tambor. Para encontrarmos a capacitância de um capacitor dividimos sua carga total armazenada em cada armadura pela diferença de potencial. A figura abaixo mostra um circuito com capacitores, a partir dos dados informados sobre a força eletromotriz da bateria e as capacitâncias de cada capacitor, marque o valor da carga elétrica que passa no capacitor $C_3$:

Circuito com o capacitor C1=6μF em série com a associação em paralelo de C2=9μF e C3=3μF, conectado a uma bateria de força eletromotriz 24V
A)96μC
B)72μC
C)24μC
D)16μC
E)8μC

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

C
Resolução

Pela figura, $C_2$ e $C_3$ estão em paralelo entre si ($C_{23}=C_2+C_3=9+3=12\,\mu F$), e essa associação está em série com $C_1$.

Capacitância equivalente: $C_{eq}=\dfrac{C_1\cdot C_{23}}{C_1+C_{23}}=\dfrac{6\times12}{6+12}=4\,\mu F$.

Como $C_1$ está em série com o restante do circuito, a carga que passa por ele é igual à carga total: $Q_1=C_{eq}\cdot\varepsilon=4\times24=96\,\mu C$.

A tensão sobre $C_1$ é $V_1=\dfrac{Q_1}{C_1}=\dfrac{96}{6}=16\text{ V}$, restando $V_{23}=24-16=8\text{ V}$ sobre a associação $C_2\parallel C_3$ (mesma tensão para os dois, por estarem em paralelo).

$Q_3=C_3\cdot V_{23}=3\times8=24\,\mu C$ — alternativa C.

Q13
Eletromagnetismo — Indução e Lei de Lenz

Uma espira condutora está no meio do caminho dentro de uma região quadrada onde existe um campo magnético uniforme. Vamos supor que o campo magnético aumente rapidamente em intensidade, o que pode acontecer com a espira?

Espira retangular posicionada na fronteira de uma região de campo magnético uniforme apontando para dentro da página, com metade da espira dentro da região de campo e metade fora
A)Será empurrada para cima
B)Será empurrada para baixo
C)Será puxada para a direita
D)Será puxada para a esquerda
E)Não entrará em movimento

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

D
Resolução

Pela lei de Lenz, o aumento do campo magnético (para dentro da página) através da área da espira que está dentro da região de campo induz uma corrente que se opõe a esse aumento, circulando em sentido anti-horário.

Apenas os trechos da espira que estão de fato dentro da região de campo sofrem força magnética ($\vec F=I\vec L\times\vec B$); o lado esquerdo da espira, fora da região, não sofre força alguma. As contribuições dos trechos horizontais (topo e base) dentro do campo se cancelam, pois têm correntes em sentidos opostos com igual comprimento na região de campo.

Resta a força sobre o lado direito da espira (totalmente dentro do campo), que aponta para fora da região de campo — ou seja, para a esquerda. Isso é consistente com a lei de Lenz: o sistema "tenta" reduzir a área de sobreposição com o campo para se opor ao aumento do fluxo — alternativa D.

Q14
Física Moderna — Comprimento de Onda de de Broglie

De acordo com as ideias de Louis de Broglie, uma partícula de massa inercial $m$ possui uma onda associada cujo comprimento de onda é dado por $\lambda=h/p$ onde $h\approx6{,}6\times10^{-34}$ joule·segundo é a constante de Planck e $p$ é a quantidade de movimento da partícula em relação a um referencial inercial. Para uma partícula de massa 1 miligrama com velocidade de 0,1 milímetro por segundo, o comprimento de onda associado a esta partícula é, aproximadamente:

A)6 metros.
B)6,6 metros.
C)66 metros.
D)$6,6\times10^{-24}$ metro, indetectável a nível clássico.
E)60 metros.

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

D
Resolução

O comprimento de onda de de Broglie é $\lambda=\dfrac{h}{p}=\dfrac{h}{mv}$.

Convertendo as unidades: $m=1\text{ mg}=1\times10^{-6}\text{ kg}$; $v=0{,}1\text{ mm/s}=1\times10^{-4}\text{ m/s}$.

$p=mv=10^{-6}\times10^{-4}=10^{-10}\text{ kg}\cdot\text{m/s}$.

$\lambda=\dfrac{6{,}6\times10^{-34}}{10^{-10}}=6{,}6\times10^{-24}\text{ m}$ — um valor absurdamente pequeno, indetectável para um objeto macroscópico — alternativa D.

Q15
Óptica — Refração e Comprimento de Onda

Considere uma radiação eletromagnética de frequência $6\times10^{16}$ hertz se propagando em um meio material transparente onde a velocidade da luz é de $2\times10^8$ m/s. Para esta radiação, a razão entre o comprimento de onda no referido meio e o comprimento de onda no vácuo (onde a velocidade da luz é cerca de 300.000 km/s) é:

A)$\dfrac{2}{3}$
B)$\dfrac{2}{4}$
C)$\dfrac{2}{5}$
D)$\dfrac{2}{6}$
E)$\dfrac{2}{7}$

Gabarito oficial CEV/URCA 2025.2/2026.1

A
Resolução

A frequência da radiação não muda ao trocar de meio — apenas a velocidade de propagação e o comprimento de onda variam, mantendo $v=\lambda\nu$ em cada meio.

$\lambda_{meio}=\dfrac{v}{\nu}$ e $\lambda_{vácuo}=\dfrac{c}{\nu}$, logo $\dfrac{\lambda_{meio}}{\lambda_{vácuo}}=\dfrac{v}{c}=\dfrac{2\times10^8}{3\times10^8}=\dfrac{2}{3}$ — alternativa A.

← Voltar às Provas URCA