Vestibular UEA 2012 / Acesso 2013 · 001 • CONHECIMENTOS GERAIS • VERSÃO 1 (Q61–Q72) e 004 • CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS • VERSÃO 1 (Q13–Q24).
Dados da prova
Questões de Física preservadas conforme a organização da edição de UEA 2012 / Acesso 2013.
001 • CONHECIMENTOS GERAIS • VERSÃO 1 (Q61–Q72)
004 • CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS • VERSÃO 1 (Q13–Q24)
Migrada do formato antigo do acervo em 17/08/2026
Q61
Mecânica — Cinemática — Velocidade Relativa
Instrução para as questões 61 e 62.
Em dezembro de 2009 o navio Crystal Symphony esteve em Parintins, um dos principais destinos de navios no Amazonas. Com 55 000 toneladas e 250 metros de comprimento, ele é um dos mais espaçosos a navegar, e também um dos poucos a ostentar seis estrelas.
Na figura, o Crystal Symphony aparece ao fundo e, em primeiro plano, um navio de 30 metros de comprimento navega em sentido contrário, numa trajetória retilínea paralela à dele.
Sabendo que os módulos das velocidades do Crystal Symphony e do navio menor são constantes e valem, respectivamente, 2 m/s e 5 m/s, o intervalo de tempo, em segundos, para que eles se cruzem é igual a
(A)30.
(B)20.
(C)40.
(D)35.
(E)25.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(C)
Resolução comentada
Velocidade relativa: tomando o navio menor como referencial, o Crystal Symphony se aproxima com $v_{rel}=2+5=7\text{ m/s}$ (sentidos opostos).
O cruzamento começa quando as proas se alinham e termina quando as popas se alinham: a distância relativa percorrida é a soma dos comprimentos, $250+30=280\text{ m}$.
Considerando a densidade da água do rio Amazonas igual a $10^3\text{ kg/m}^3$ e $g=10\text{ m/s}^2$, é correto afirmar que, quando o Crystal Symphony está em equilíbrio nas águas desse rio, sua parte submersa desloca um volume de água, em m³, igual a
(A)$5{,}5\times10^4$.
(B)$5{,}5\times10^2$.
(C)$5{,}5\times10^1$.
(D)$5{,}5\times10^5$.
(E)$5{,}5\times10^3$.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(A)
Resolução comentada
Flutuação: em equilíbrio, o empuxo equilibra o peso: $\rho_{água}V_{sub}\,g=m\,g$.
$m=55\,000\text{ t}=5{,}5\times10^7\text{ kg}$, logo $V_{sub}=\dfrac{5{,}5\times10^7}{10^3}=5{,}5\times10^4\text{ m}^3$.
Resposta: (A)
Q63
Mecânica — Cinemática — Transmissão de Movimento Circular
O trator mostrado na figura move-se em linha reta, com velocidade constante e sem escorregar sobre uma superfície plana e horizontal.
Considerando as medidas mostradas e sabendo que as rodas dianteiras do trator dão uma volta completa em 1,25 segundo, é correto afirmar que a frequência de rotação, em hertz, das rodas traseiras do trator é igual a
(A)0,4.
(B)0,7.
(C)0,3.
(D)0,5.
(E)0,6.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(D)
Resolução comentada
Rolamento sem escorregar: o ponto de cada roda em contato com o solo tem velocidade nula, então a velocidade do trator é $v=\omega R=2\pi fR$ para as duas rodas. Assim, $f_dR_d=f_tR_t$.
Roda dianteira: $f_d=\dfrac{1}{1{,}25}=0{,}8\text{ Hz}$, diâmetro 1,0 m. Roda traseira: diâmetro 1,6 m.
A roda maior gira com frequência menor. Resposta: (D)
Q64
Mecânica — Dinâmica — Força Centrípeta
Um carro pode fazer uma curva plana e horizontal segundo os dois traçados mostrados na figura, vistos de cima. Os dois traçados são arcos de circunferência, sendo que no traçado 2 o raio de curvatura da curva é quatro vezes maior do que pelo traçado 1.
Sendo $V_1$ e $V_2$ as velocidades de um mesmo carro nos traçados 1 e 2, respectivamente, a condição para que as resultantes centrípetas sobre ele nos dois traçados sejam iguais em módulo, é
(A)$V_1=2V_2$.
(B)$V_2=2V_1$.
(C)$V_2=V_1$.
(D)$V_2=4V_1$.
(E)$V_1=4V_2$.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(B)
Resolução comentada
Resultante centrípeta: $F_{cp}=\dfrac{mV^2}{R}$. Com $R_2=4R_1$:
Mecânica — Trabalho e Energia — Teorema da Energia Cinética
Uma pessoa precisa empurrar uma caixa de 100 kg em linha reta sobre uma superfície plana e horizontal, a partir do repouso. Para isso, exerce sobre ela uma força horizontal, constante e de módulo 120 N ao longo de 10 m. A partir de então, para de exercer a força e espera a caixa parar devido ao atrito entre ela e o solo.
Sabendo que durante todo o movimento da caixa atua sobre ela uma força de atrito de módulo constante e igual a 100 N, a distância, em metros, entre o ponto de onde a caixa partiu do repouso e o ponto onde a caixa parou é igual a
(A)14.
(B)15.
(C)12.
(D)13.
(E)11.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(C)
Resolução comentada
Teorema da energia cinética do repouso ao repouso: $\tau_{total}=\Delta E_c=0$.
A força de 120 N atua em 10 m; o atrito de 100 N atua em toda a distância $d$:
Ou seja, a caixa anda mais 2 m depois de solta. A massa de 100 kg é dispensável. Resposta: (C)
Q66
Mecânica — Gravitação — Leis de Kepler
Em dezembro de 2011, astrônomos anunciaram ter encontrado dois planetas de tamanho muito próximo ao da Terra em órbita ao redor de Kepler-20, uma estrela similar ao Sol. Um deles, Kepler 20-f, demora aproximadamente 18 dias terrestres para dar uma volta completa em torno de sua estrela. O outro, Kepler 20-e, demora 6 dias terrestres para fazer o mesmo.
Sendo $R_f$ o raio médio da órbita de Kepler 20-f em torno de sua estrela e $R_e$ o raio médio da órbita de Kepler 20-e, a razão $R_e/R_f$ é igual a
(A)$\dfrac{1}{3}$.
(B)$\dfrac{1}{\sqrt3}$.
(C)$\dfrac{1}{\sqrt[3]{3}}$.
(D)$\dfrac{1}{9}$.
(E)$\dfrac{1}{\sqrt[3]{9}}$.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(E)
Resolução comentada
3ª lei de Kepler: para planetas que orbitam a mesma estrela, $\dfrac{T^2}{R^3}$ é constante.
Em 1824 o engenheiro francês Nicolas Léonard Sadi Carnot demonstrou que se uma máquina térmica, operando entre duas temperaturas constantes $T_1$ e $T_2$ (com $T_1>T_2$), trabalhasse em ciclos segundo o gráfico mostrado, apresentaria o maior rendimento possível para essas temperaturas. Esse ciclo passou a se chamar Ciclo de Carnot e essa máquina, máquina ideal ou máquina de Carnot.
No Ciclo de Carnot um gás ideal sofre quatro transformações reversíveis: duas isotérmicas (AB e CD) e duas adiabáticas (BC e DA). A respeito da máquina e do Ciclo de Carnot, é correto afirmar que
(A)na transformação BC a máquina cede calor ao meio externo.
(B)na transformação CD o gás sofre uma compressão e é aquecido.
(C)o trabalho total realizado em cada ciclo é nulo.
(D)o gás só troca calor com o meio externo nas transformações AB e CD.
(E)na expansão AB o meio externo realiza trabalho sobre o gás.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(D)
Resolução comentada
Etapas do ciclo: AB e CD são isotérmicas ($\Delta U=0$, logo $Q=\tau$); BC e DA são adiabáticas ($Q=0$).
(A) Falsa: BC é adiabática, não há troca de calor. (B) Falsa: CD é compressão isotérmica, a temperatura se mantém $T_2$ (o gás cede calor). (C) Falsa: o trabalho do ciclo é a área interna do ciclo, positiva; nulo é $\Delta U$ no ciclo. (E) Falsa: na expansão AB é o gás que realiza trabalho sobre o meio.
(D) Verdadeira: o gás só troca calor nas isotérmicas — recebe da fonte quente em AB e cede à fonte fria em CD. Resposta: (D)
Q68
Óptica — Reflexão e Espelhos — Espelhos Esféricos
A figura mostra dois espelhos colocados em um cruzamento com a finalidade de aumentar a segurança no local para motoristas e pedestres.
As imagens das árvores mostradas nos espelhos da figura são direitas e menores do que as próprias árvores. Esses espelhos são
(A)côncavos e as imagens reais.
(B)convexos e as imagens virtuais.
(C)côncavos e as imagens virtuais.
(D)convexos e as imagens reais.
(E)planos e as imagens virtuais.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(B)
Resolução comentada
Espelho convexo: para qualquer objeto real, forma imagem virtual, direita e menor, e amplia o campo visual — por isso é usado em cruzamentos, garagens e lojas.
O côncavo só dá imagem direita quando o objeto está entre o foco e o espelho, e aí ela é maior; o plano dá imagem do mesmo tamanho. Imagem direita de objeto real nunca é real em espelho.
Resposta: (B)
Q69
Ondulatória — Fenômenos Ondulatórios — Refração de Ondas
Como não dispunham de muito barbante, para montar seu telefone de latinhas, duas crianças precisaram emendar dois fios diferentes, sendo o fio 2 mais denso que o fio 1. Nessa brincadeira, durante a conversa, os fios devem ser mantidos esticados.
Antes de começarem a conversar, quando os fios estavam esticados, uma delas provocou uma perturbação no fio 1, produzindo um pulso transversal que se propagou por ele com velocidade $V_1$. Considerando que quando o pulso refratou para o fio 2, se propagou por ele com velocidade $V_2$ e que $V_1=1{,}5\cdot V_2$, a razão $\lambda_1/\lambda_2$ entre os comprimentos de onda dos pulsos nos fios 1 e 2 é igual a
(A)2,0.
(B)3,5.
(C)1,5.
(D)2,5.
(E)3,0.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(C)
Resolução comentada
Refração: ao passar de um meio para outro, a onda mantém a frequência (imposta pela fonte); mudam a velocidade e o comprimento de onda.
Segundo levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Amazonas é o estado brasileiro com maior incidência de raios, com uma média anual de 11 milhões de descargas elétricas. Para evitar ser atingido por um deles em dias de tempestade, é recomendado afastar-se de árvores e postes de iluminação. Praias, piscinas e locais onde o ser humano seja o objeto mais alto em relação ao chão também devem ser evitados. Se não for possível encontrar um abrigo, o mais aconselhável é ficar agachado no chão, com as mãos na nuca e os pés juntos.
Esses procedimentos são baseados no poder das pontas, que consiste no fato de
(A)cargas elétricas tenderem a acumular-se em regiões planas, facilitando descargas elétricas sobre regiões pontiagudas.
(B)nas regiões planas a diferença de potencial entre a Terra e as nuvens ser nula, criando um corredor que leva a descarga para as regiões pontiagudas.
(C)a densidade de cargas elétricas ser menor nas proximidades de regiões pontiagudas, atraindo os raios para essas regiões.
(D)a diferença de potencial entre as nuvens e as regiões pontiagudas atingir valores muito baixos, dando origem a descargas elétricas violentas para compensar tal fato.
(E)o campo elétrico gerado ao redor de regiões pontiagudas ser mais intenso do que o gerado em regiões planas, atraindo os raios.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(E)
Resolução comentada
Poder das pontas: num condutor eletrizado, as cargas se concentram nas regiões de menor raio de curvatura (pontas). Ali a densidade superficial de carga é maior e, portanto, o campo elétrico é mais intenso.
Esse campo intenso ioniza o ar próximo e facilita a descarga, por isso objetos altos e pontiagudos (árvores, postes, uma pessoa em pé num descampado) são alvos preferenciais dos raios — e ficar agachado reduz o risco.
(C) inverte a relação: a densidade de carga é maior, e não menor, nas pontas. Resposta: (E)
Q71
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de Resistores
Dois resistores ôhmicos $R_1$ e $R_2$ podem ser ligados em série ou em paralelo. Quando ligados em série, apresentam resistência equivalente de 16 Ω e quando ligados em paralelo apresentam resistência equivalente de 3 Ω. Dessa forma, a associação indicada na figura apresenta dois possíveis valores de resistência equivalente entre os pontos A e B.
Esses valores, em ohms, são
(A)7 e 15.
(B)6 e 14.
(C)5 e 18.
(D)4 e 12.
(E)3 e 9.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(A)
Resolução comentada
Achar $R_1$ e $R_2$: em série, $R_1+R_2=16\ \Omega$; em paralelo, $\dfrac{R_1R_2}{R_1+R_2}=3\Rightarrow R_1R_2=48$. Os números de soma 16 e produto 48 são 4 e 12.
Circuito da figura: $R_1\parallel R_2$ em série com outro $R_1$: $R_{AB}=3+R_1$ (o paralelo vale sempre $3\ \Omega$).
Se $R_1=4\ \Omega$: $R_{AB}=7\ \Omega$. Se $R_1=12\ \Omega$: $R_{AB}=15\ \Omega$.
A alternativa (D) traz os valores dos próprios resistores, não os da associação. Resposta: (A)
Q72
Eletromagnetismo — Indução Eletromagnética — Lei de Lenz
A figura mostra dois solenoides enrolados em um tubo cilíndrico. Ao solenoide 1 está ligado um gerador ideal de força eletromotriz constante $\varepsilon$ e um reostato. A resistência do reostato varia deslizando-se o cursor para esquerda ou para direita, alterando seu comprimento. Ao solenoide 2 está ligado um resistor de resistência constante, R.
Sobre esse circuito, é correto afirmar que, se
(A)movermos o cursor do reostato para direita, o resistor R será percorrido por uma corrente elétrica induzida no sentido da direita.
(B)mantivermos o cursor do reostato parado, o resistor R será percorrido por uma corrente elétrica induzida no sentido da direita.
(C)movermos o cursor do reostato para direita ou esquerda, o resistor R não será percorrido por corrente elétrica induzida.
(D)mantivermos o cursor do reostato parado, o resistor R será percorrido por uma corrente elétrica induzida no sentido da esquerda.
(E)movermos o cursor do reostato para esquerda, o resistor R será percorrido por uma corrente elétrica induzida no sentido da direita.
Gabarito — UEA 2013 · CG (resolução Método TEF)
(A)
Resolução comentada
Faraday: só há corrente induzida em R se o fluxo magnético no solenoide 2 variar, isto é, se a corrente no solenoide 1 variar. Com o cursor parado, a corrente é constante e não há indução — (B) e (D) caem; e movendo o cursor sempre há indução — (C) cai.
Circuito 1: a corrente sai do polo positivo (placa maior, em cima), entra pela ponta esquerda do solenoide 1, sai pela direita e volta pelo reostato até o cursor. Só o trecho do reostato entre o cursor e a ponta direita está em uso; mover o cursor para a direita diminui a resistência e aumenta a corrente.
Lenz: os dois solenoides têm o mesmo sentido de enrolamento. Pela regra da mão direita, a corrente do solenoide 1 cria campo para a direita no tubo; se ela aumenta, o solenoide 2 cria campo para a esquerda, com corrente em sentido oposto ao do solenoide 1 — ou seja, percorrendo as espiras da ponta direita para a esquerda. Essa corrente sai pela ponta esquerda, desce e atravessa R da esquerda para a direita.
Movendo o cursor para a esquerda, a corrente diminui e o sentido em R se inverte (para a esquerda), o que elimina (E). Resposta: (A)
Q13
Física Geral — Grandezas e Unidades — Grandezas Escalares e Vetoriais
São exclusivamente grandezas vetoriais:
(A)força, aceleração, tempo e temperatura.
(B)deslocamento, velocidade, calor e potência.
(C)período, frequência, energia e força.
(D)campo elétrico, velocidade, aceleração e força.
(E)aceleração, campo magnético, energia e massa.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(D)
Resolução comentada
Grandeza vetorial é aquela que só fica completamente definida com módulo, direção e sentido; escalar precisa apenas de valor e unidade.
Tempo, temperatura, calor, potência, período, frequência, energia e massa são escalares — por isso (A), (B), (C) e (E) caem. Campo elétrico, velocidade, aceleração e força são todos vetoriais.
Resposta: (D)
Q14
Mecânica — Cinemática — Gráfico Velocidade × Tempo
Dois carros, A e B, estão lado a lado em uma estrada retilínea e têm, no instante $t=0$, velocidades escalares iguais a 20 m/s. O gráfico mostra suas velocidades, em função do tempo, em um intervalo de 15 s.
Ao final desses 15 s, é correto afirmar que
(A)o carro A estará 50 m atrás do B.
(B)o carro A estará 50 m à frente do B.
(C)os carros estarão novamente lado a lado.
(D)o carro A estará 25 m atrás do B.
(E)o carro A estará 25 m à frente do B.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(E)
Resolução comentada
No gráfico $v\times t$, a área sob a curva é o deslocamento. Os carros partem lado a lado, então basta comparar as áreas até $t=15\text{ s}$.
Carro A (velocidade constante): $\Delta s_A=20\cdot15=300\text{ m}$.
Carro B: de 0 a 5 s, trapézio $\dfrac{(20+10)}{2}\cdot5=75\text{ m}$; de 5 a 15 s, trapézio $\dfrac{(10+30)}{2}\cdot10=200\text{ m}$. Total: $\Delta s_B=275\text{ m}$.
$\Delta s_A-\Delta s_B=25\text{ m}$: A está 25 m à frente de B. Note que em $t=10\text{ s}$ as velocidades se igualam, mas é justamente aí que a distância entre eles é máxima (50 m), não nula. Resposta: (E)
Q15
Mecânica — Dinâmica — Pêndulo Cônico
O macaco-barrigudo é um primata encontrado na floresta amazônica, principalmente na parte inundada da floresta, ao norte dos rios Negro e Solimões. A figura mostra um desses macacos, com 10 kg, brincando pendurado em um cipó inextensível preso a um galho, descrevendo uma circunferência de centro C contida em um plano horizontal, em movimento uniforme. O cipó que o prende ao galho está inclinado de um ângulo θ em relação à vertical.
Desprezando a resistência do ar, sabendo que $\sin\theta=0{,}6$ e $\cos\theta=0{,}8$ e adotando $g=10\text{ m/s}^2$, a intensidade da força de tração no cipó que prende o macaco ao galho tem módulo, em newton, igual a
(A)167.
(B)175.
(C)125.
(D)150.
(E)100.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(C)
Resolução comentada
Pêndulo cônico: o macaco descreve MCU num plano horizontal, logo não há aceleração vertical. A componente vertical da tração equilibra o peso, e a horizontal faz o papel de resultante centrípeta.
Dois amigos, Caio e André, estão tentando arrastar juntos uma caixa de 400 kg, inicialmente em repouso sobre uma superfície plana e horizontal. O coeficiente de atrito estático entre a caixa e o solo vale 0,4. Caio puxa a caixa para a esquerda, com uma força horizontal constante de 500 N. Ao mesmo tempo, André empurra a caixa também para a esquerda, com uma força também horizontal.
Adotando $g=10\text{ m/s}^2$, a caixa só iniciará o escorregamento sobre o solo se André aplicar uma força, em N, de módulo maior do que
(A)1200.
(B)1900.
(C)1800.
(D)1100.
(E)1600.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(D)
Resolução comentada
Atrito estático máximo: com superfície horizontal, $N=mg=4000\text{ N}$ e $F_{at,max}=\mu_eN=0{,}4\cdot4000=1600\text{ N}$.
As duas forças apontam para a esquerda e se somam: $500+F_{André}\gt1600\Rightarrow F_{André}\gt1100\text{ N}$.
Resposta: (D)
Q17
Mecânica — Gravitação — Campo Gravitacional
Lançado em janeiro de 2006 e desativado em maio de 2011, o satélite ALOS (Satélite de Observação da Terra, em inglês) contribuiu, entre outras funções, para o monitoramento do desmatamento ilegal e predatório na floresta amazônica.
O ALOS orbitou a Terra em movimento circular e uniforme a uma altitude igual a $0{,}1\cdot R$, em que R é o raio da Terra, como mostra a figura.
Sabendo que o campo gravitacional criado pela Terra em sua superfície tem módulo 10 m/s², nos pontos da órbita do satélite ele tem, em m/s², módulo aproximado de
(A)4,6.
(B)6,2.
(C)5,5.
(D)1,1.
(E)8,3.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(E)
Resolução comentada
Campo gravitacional: $g=\dfrac{GM}{r^2}$, com $r$ medido a partir do centro da Terra. Na órbita, $r=R+0{,}1R=1{,}1R$.
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e Pressão Hidrostática
Um garoto dentro de um barco deixa cair uma bola maciça nas águas de um rio. A bola segue o caminho mostrado na figura, passando pelos pontos A, B e C, onde para debaixo de uma plataforma de pedra.
Considerando que as águas do rio tenham densidade constante, sendo $E_A$, $E_B$ e $E_C$ as intensidades do empuxo e $P_A$, $P_B$ e $P_C$ as pressões hidrostáticas exercidas pelas águas do rio na bola nos pontos A, B e C, respectivamente, é correto afirmar que
(A)$E_A=E_B=E_C$ e $P_A<P_B<P_C$.
(B)$E_A=E_B=E_C$ e $P_C<P_A<P_B$.
(C)$E_A=E_B=E_C$ e $P_A<P_B=P_C$.
(D)$E_A<E_B=E_C$ e $P_A<P_B=P_C$.
(E)$E_A>E_B=E_C$ e $P_A<P_B<P_C$.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(C)
Resolução comentada
Empuxo: $E=\rho_{água}V_{sub}\,g$. A bola maciça está totalmente submersa em A, B e C, com o mesmo volume e na mesma água: $E_A=E_B=E_C$. O empuxo não depende da profundidade.
Pressão hidrostática (Stevin): $p=\rho g h$ depende só da profundidade $h$. A está perto da superfície; B e C estão no mesmo nível, no fundo. Logo $P_A\lt P_B=P_C$.
A plataforma de pedra acima de C não muda nada: a pressão num líquido em equilíbrio é a mesma em todos os pontos de um mesmo nível. Resposta: (C)
Q19
Termologia — Calorimetria — Equilíbrio Térmico
Um calorímetro de capacidade térmica desprezível contém determinada massa de água a 20°C. Uma esfera metálica homogênea, de massa quatro vezes menor do que a massa de água no calorímetro, foi colocada dentro dele a uma temperatura de 440°C e, depois de atingido o equilíbrio térmico, a temperatura do sistema se estabilizou em 40°C.
Substância
Calor específico (cal/g·°C)
platina
0,03
prata
0,05
cobre
0,09
ferro
0,10
alumínio
0,20
água
1,00
Considerando o sistema termicamente isolado e os valores mostrados na tabela, pode-se afirmar corretamente que a esfera metálica é constituída de
(A)alumínio.
(B)prata.
(C)platina.
(D)cobre.
(E)ferro.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(A)
Resolução comentada
Sistema isolado: o calor cedido pela esfera é recebido pela água, $Q_{água}+Q_{esfera}=0$. Seja $m$ a massa de água; a esfera tem $m/4$.
A escultura Vírgula, do artista Po Wang Shu, exposta na Universidade de Tecnologia do Texas, é uma esfera de aço inoxidável, que reflete o movimento dos pedestres e a paisagem do local.
Considere que, quando uma pessoa permanece parada a 2 m de distância da esfera, ela vê sua imagem com altura igual a um quinto da medida de sua altura real. Considerando válidas as condições de nitidez de Gauss, é correto afirmar que a escultura funciona como um espelho esférico cujo módulo da distância focal, em metros, é igual a
(A)0,8.
(B)0,5.
(C)0,6.
(D)0,2.
(E)1,0.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(B)
Resolução comentada
Espelho convexo: a face externa da esfera espelhada gera imagem virtual, direita e menor. Com o referencial de Gauss, $A=+\dfrac15$ e $p=2\text{ m}$.
Conferindo: $p'=-A\,p=-0{,}4\text{ m}$ e $\dfrac1f=\dfrac12-\dfrac1{0{,}4}=-2\Rightarrow f=-0{,}5\text{ m}$. O sinal negativo confirma o espelho convexo; o módulo pedido é 0,5 m. Resposta: (B)
Q21
Ondulatória — Conceitos Básicos — Velocidade de Propagação
Duas meninas brincam com uma corda. Enquanto a da esquerda faz uma de suas extremidades oscilar verticalmente para cima e para baixo, a da direita mantém a outra parada. A corda estava inicialmente esticada e em repouso e, para que atingisse a configuração mostrada na figura, foram necessários 1,25 s.
Baseando-se nas informações e na figura, é correto afirmar que a velocidade de propagação das ondas na corda, em m/s, é igual a
(A)1,6.
(B)3,2.
(C)0,8.
(D)4,8.
(E)0,4.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(B)
Resolução comentada
Propagação: a corda estava em repouso; em 1,25 s a perturbação avançou do extremo da menina da esquerda até a frente de onda, a 4 m dela.
Conferindo pela figura: há 3 cristas e 2 vales, ou seja, $2{,}5\lambda=4\text{ m}\Rightarrow\lambda=1{,}6\text{ m}$; foram geradas 2,5 oscilações em 1,25 s, então $T=0{,}5\text{ s}$ e $v=\lambda/T=3{,}2\text{ m/s}$. Tomar $\lambda=1{,}6$ como a velocidade leva ao distrator (A). Resposta: (B)
Q22
Eletricidade — Eletrostática — Campo Elétrico de Cargas Puntiformes
Duas cargas puntiformes de módulos iguais estão fixas nos pontos A e B. As linhas azuis orientadas representam linhas de força do campo eletrostático criado por elas na região.
Sendo $\vec E_1$, $\vec E_2$ e $\vec E_3$ os vetores campos elétricos resultantes, criados pelas duas cargas nos pontos 1, 2 e 3, respectivamente, e considerando as medidas mostradas na figura, é correto afirmar que
(A)$|\vec E_1|<|\vec E_3|$ e $|\vec E_2|=0$.
(B)$|\vec E_1|=|\vec E_3|$ e $|\vec E_2|=0$.
(C)$|\vec E_1|<|\vec E_2|<|\vec E_3|$.
(D)$|\vec E_1|=|\vec E_3|<|\vec E_2|$.
(E)$|\vec E_1|=|\vec E_3|>|\vec E_2|$.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(D)
Resolução comentada
Leitura das linhas: as linhas saem de A e chegam a B, então A é positiva e B negativa, com $|q_A|=|q_B|=q$ (dipolo elétrico).
Ponto 2 (a $d$ de cada carga): o campo de A aponta para longe de A (para a direita) e o de B aponta para B (também para a direita). Eles se somam: $E_2=\dfrac{kq}{d^2}+\dfrac{kq}{d^2}=\dfrac{2kq}{d^2}$.
Ponto 1 (a $d$ de A e $2d$ de B): os campos têm sentidos opostos, $E_1=\dfrac{kq}{d^2}-\dfrac{kq}{4d^2}=\dfrac{3kq}{4d^2}$. Por simetria, $E_3=E_1$.
Logo $|\vec E_1|=|\vec E_3|\lt|\vec E_2|$. O campo nulo no ponto médio só ocorreria com cargas de mesmo sinal. Resposta: (D)
Q23
Eletricidade — Eletrodinâmica — Carga e Corrente Elétrica
Existem no mercado diversos tipos de pilhas, tais como as pilhas AAA e AA, conhecidas como “palito” e “pequena”, respectivamente. Apesar de apresentarem a mesma força eletromotriz de 1,5 V, elas diferem na capacidade de armazenar carga elétrica. Essa capacidade determina por quanto tempo uma pilha pode funcionar, e pode ser expressa, por exemplo, na unidade miliampère-hora, mA·h. Assim, se uma pilha armazenar 1 mA·h e fornecer uma corrente de intensidade constante igual a 1 mA, funcionará durante uma hora.
Considere que uma pilha palito, AAA, quando nova, armazena 800 mA·h de carga elétrica. Se essa carga for expressa em coulomb, unidade do Sistema Internacional, obteremos o valor
(A)1800.
(B)3600.
(C)4320.
(D)1440.
(E)2880.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(E)
Resolução comentada
Carga elétrica: $Q=i\,\Delta t$, e $1\text{ mA}\cdot\text{h}=10^{-3}\text{ A}\cdot3600\text{ s}=3{,}6\text{ C}$.
$Q=800\cdot3{,}6=2880\text{ C}$.
Resposta: (E)
Q24
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Força Magnética em Condutor
A espira retangular MNPQ está fixa, parcialmente imersa em um campo magnético uniforme de módulo B e em repouso em relação a ele, de modo que as linhas de indução do campo são perpendiculares ao plano que contém a espira, conforme mostra a figura. Um gerador ideal, de força eletromotriz constante, faz circular pela espira uma corrente elétrica de intensidade constante I.
A resultante das forças magnéticas aplicadas sobre a espira MNPQ tem módulo
(A)$2BIL$.
(B)$\sqrt2\,BIL$.
(C)$BIL$.
(D)$3BIL$.
(E)$\sqrt5\,BIL$.
Gabarito — UEA 2013 · CE (resolução Método TEF)
(C)
Resolução comentada
Força magnética em condutor retilíneo: $F=BIL\sin\theta$; como $\vec B$ é perpendicular ao plano da espira, $\sin\theta=1$ em todos os trechos.
Só sofrem força os trechos dentro do campo: o lado NP (comprimento $L$) e os pedaços dos lados MN e PQ que estão imersos (comprimento $L$ cada).
Nos trechos verticais, as correntes têm sentidos opostos (uma sobe, a outra desce), então as forças têm mesmo módulo $BIL$ e sentidos opostos: se anulam. Sobra apenas a força no lado NP, perpendicular a ele: $F_R=BIL$.
Somar os três módulos ($3BIL$) é o erro que a banca explora. Resposta: (C)