UESC · 2011 · Laranja — Física com resolução

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Processo Seletivo 2011 · Caderno 3 — Laranja · Física: Q21–Q40.

Q21
Grandezas físicas — Unidades — Volume de uma gota

Racionalizar o uso da água significa usá-la sem desperdício e considerá-la uma prioridade social e ambiental, para que a água tratada nunca falte nas torneiras.

Assim, se por uma torneira defeituosa cair uma gota de água a cada segundo e, em uma hora, o volume de água desperdiçado for de 0,18 litro, é correto afirmar que o volume de uma gota d’água é igual, em m³, a

01)
5,0.10−8
02)
5,0.10−5
03)
4,0.10−6
04)
4,0.10−9
05)
2,0.10−4

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

01
Resolução comentada

Com uma gota por segundo, o número de gotas em uma hora é:

$$N=3600$$

Convertendo o volume desperdiçado para metros cúbicos:

$$V_{\mathrm{total}}=0{,}18\times10^{-3}=1{,}8\times10^{-4}\,\mathrm{m^3}$$

O volume de cada gota é:

$$V_{\mathrm{gota}}=\frac{1{,}8\times10^{-4}}{3600}=5{,}0\times10^{-8}\,\mathrm{m^3}$$

Alternativa 01.

Q22
Mecânica — Cinemática — Distância e deslocamento na semicircunferência

Considere um móvel que percorre a metade de uma pista circular de raio igual a 10,0m em 10,0s.

Adotando-se \(\sqrt2\) como sendo 1,4 e π igual a 3, é correto afirmar:

01)
O espaço percorrido pelo móvel é igual a 60,0m.
02)
O deslocamento vetorial do móvel tem módulo igual a 10,0m.
03)
A velocidade vetorial média do móvel tem módulo igual a 2,0m/s.
04)
O módulo da velocidade escalar média do móvel é igual a 1,5m/s.
05)
A velocidade vetorial média e a velocidade escalar média do móvel têm a mesma intensidade.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

03
Resolução comentada

A distância percorrida corresponde à metade da circunferência. Usando o valor de π fornecido:

$$s=\pi R=3(10)=30\,\mathrm{m}$$

O módulo do deslocamento corresponde ao diâmetro.

$$|\Delta\vec r|=2R=20\,\mathrm{m}$$

Dividindo pelo mesmo tempo de 10 s, encontramos duas médias distintas.

$$v_{\mathrm{escalar,m}}=\frac{30}{10}=3{,}0\,\mathrm{m/s}$$

$$|\vec v_m|=\frac{20}{10}=2{,}0\,\mathrm{m/s}$$

O valor aproximado da raiz de dois, embora fornecido no enunciado, não é necessário para essa geometria.

Alternativa 03.

Q23
Mecânica — Cinemática — Reação e frenagem

Um veículo automotivo, munido de freios que reduzem a velocidade de 5,0m/s, em cada segundo, realiza movimento retilíneo uniforme com velocidade de módulo igual a 10,0m/s. Em determinado instante, o motorista avista um obstáculo e os freios são acionados.

Considerando-se que o tempo de reação do motorista é de 0,5s, a distância que o veículo percorre, até parar, é igual, em m, a

01)
17,0
02)
15,0
03)
10,0
04)
7,0
05)
5,0

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

02
Resolução comentada

Durante os 0,5 s de reação, a velocidade permanece em 10 m/s.

$$d_r=10(0{,}5)=5{,}0\,\mathrm{m}$$

Na frenagem, a redução de 5 m/s por segundo corresponde à aceleração de −5 m/s². Aplicamos a relação entre velocidades e deslocamento.

$$0^2=10^2+2(-5)d_f$$

$$d_f=10{,}0\,\mathrm{m}$$

A distância desde a percepção até a parada é a soma das duas parcelas.

$$d=d_r+d_f=15{,}0\,\mathrm{m}$$

Alternativa 02.

Q24
Mecânica — Dinâmica — Resultante das forças de contato

Considere uma força de intensidade constante sendo aplicada a uma caixa de massa m que se encontra sobre uma superfície plana e horizontal.

Sabendo-se que a direção da força é paralela à superfície, o coeficiente de atrito estático entre a caixa e a superfície é igual a µ, o módulo da aceleração da gravidade local é igual a g e que a caixa está na iminência de movimento, é correto afirmar que a resultante das forças de contato que a caixa recebe da superfície tem módulo igual a

01)
mg
02)
µmg
03)
(1 + µ)mg
04)
mg(1 + µ²)1/2
05)
(mg)−1(1− µ²)1/2

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

04
Resolução comentada

Como a força aplicada é horizontal, não modifica o equilíbrio vertical.

$$N=mg$$

Na iminência de deslizamento, o atrito estático atinge seu valor máximo.

$$f_{e,\max}=\mu N=\mu mg$$

A força de contato resultante combina a normal vertical e o atrito horizontal.

$$F_c=\sqrt{N^2+f_{e,\max}^2}$$

$$F_c=mg\sqrt{1+\mu^2}$$

Isso não contradiz o equilíbrio da caixa no limite: as forças externas aplicadas e o peso também participam da resultante total.

Alternativa 04.

Q25
Mecânica — Movimento circular — Transmissão por contato

A figura representa uma parte de um toca-discos que opera nas frequências de 33rpm, 45rpm e 78rpm. Uma peça metálica, cilíndrica C, apresentando três regiões I, II e III de raios, respectivamente, iguais a R1, R2 e R3, que gira no sentido indicado, acoplada ao eixo de um motor. Um disco rígido de borracha D, de raio RD, entra em contato com uma das regiões da peça C, adquirindo, assim, um movimento de rotação. Esse disco também está em contato com o prato P, sobre o qual é colocado o disco fonográfico. Quando se aciona o comando para passar de uma frequência para outra, o disco D desloca-se para cima ou para baixo, entrando em contato com outra região da peça C.

Toca-discos: peça C com três raios R1, R2 e R3, disco intermediário D e prato P em contato.

A análise da figura, com base nos conhecimentos sobre movimento circular uniforme, permite afirmar:

DOCA, Ricardo Helou. Tópicos de Física, São Paulo: Saraiva, 2007. v. 1, Mecânica, p 86.

01)
A frequência do disco D é igual a 0,75R2/RD.
02)
Todos os pontos periféricos da peça C têm a mesma velocidade linear.
03)
O disco D e o prato P executam movimentos de rotação com a mesma frequência.
04)
A peça C e o disco D realizam movimentos de rotação com a mesma velocidade angular.
05)
A velocidade linear de um ponto periférico da região I, do cilindro C, é igual a 2,6πR1 cm/s, com raio medido em cm.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011. A resolução discute a divergência; item fora da pontuação.

01
Resolução comentada

Adotando contato sem deslizamento entre a região II de C e o disco D, os módulos das velocidades tangenciais devem coincidir.

$$2\pi f_C R_2=2\pi f_D R_D$$

$$f_D=f_C\frac{R_2}{R_D}$$

A expressão indicada no gabarito exigiria que a rotação da peça C fosse 0,75 Hz.

$$0{,}75\,\mathrm{Hz}=45\,\mathrm{rpm}$$

O enunciado informa velocidades de operação do toca-discos, mas não a rotação da peça C. A figura também não traz esse dado nem fornece a relação entre o raio do prato P e os raios da peça. Não é possível inferir que C gire a 45 rpm.

O documento do gabarito é preservado. Como falta uma condição para obter a expressão numérica escolhida, o item permanece para estudo e fica fora da pontuação por decisão editorial, sem atribuição de anulação oficial.

Item mantido para estudo, fora da pontuação.

Q26
Mecânica — Lançamento oblíquo — Tempo de voo

Galileu, ao estudar problemas relativos a um movimento composto, propôs o princípio da independência dos movimentos simultâneos — um móvel que descreve um movimento composto, cada um dos movimentos componentes se realiza como se os demais não existissem e no mesmo intervalo de tempo.

Assim, considere um corpo lançado obliquamente a partir do solo sob ângulo de tiro de 45° e com velocidade de módulo igual a 10,0m/s.

Desprezando-se a resistência do ar, admitindo-se que o módulo da aceleração da gravidade local é igual a 10m/s² e sabendo-se que \(\cos45^\circ=\frac{\sqrt2}{2}\) e \(\operatorname{sen}45^\circ=\frac{\sqrt2}{2}\), é correto afirmar:

01)
O alcance do lançamento é igual a 5,0m.
02)
O tempo total do movimento é igual a \(\sqrt2\mathrm{s}\).
03)
A altura máxima atingida pelo corpo é igual a 10,0m.
04)
O corpo atinge a altura máxima com velocidade nula.
05)
A velocidade escalar mínima do movimento é igual a 10,0m/s.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

02
Resolução comentada

As componentes iniciais são iguais para o ângulo de 45 graus.

$$v_{0x}=v_{0y}=10\frac{\sqrt2}{2}=5\sqrt2\,\mathrm{m/s}$$

O corpo retorna à altura de lançamento após duas vezes o tempo de subida.

$$t_{\mathrm{voo}}=\frac{2v_{0y}}g$$

$$t_{\mathrm{voo}}=\frac{2(5\sqrt2)}{10}=\sqrt2\,\mathrm{s}$$

Para conferir os demais valores, calculamos alcance e altura máxima.

$$A=v_{0x}t_{\mathrm{voo}}=10\,\mathrm{m}$$

$$H_{\max}=\frac{v_{0y}^2}{2g}=2{,}5\,\mathrm{m}$$

No topo, a rapidez é a componente horizontal, 5√2 m/s, e não zero.

Alternativa 02.

Q27
Mecânica — Dinâmica circular — Inclinação da motocicleta
Moto inclinada em relação à pista, com peso vertical para baixo, normal para cima e atrito apontando para o centro da curva.

A figura representa as forças que atuam sobre um piloto que tomba sua motocicleta em uma curva para percorrê-la com maior velocidade.

Sabendo-se que a massa do conjunto moto-piloto é igual a m, a inclinação do eixo do corpo do piloto em relação à pista é θ, o módulo da aceleração da gravidade local é g e que o raio da curva circular é igual a R, contida em um plano horizontal, em movimento circular uniforme, é correto afirmar que a energia cinética do conjunto moto-piloto é dada pela expressão

DOCA, Ricardo Helou. Tópicos de Física, São Paulo: Saraiva, 2007. v. 1, Mecânica, p 202.

01)
\(\frac{mR^2}{2g\operatorname{tg}\theta}\)
02)
\(\frac{mR\operatorname{tg}\theta}{2g}\)
03)
\(\frac{mgR}{2\operatorname{tg}\theta}\)
04)
\(\frac{mgR\operatorname{tg}\theta}{2}\)
05)
\(\frac{m(gR\operatorname{tg}\theta)^2}{2}\)

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

03
Resolução comentada

Na idealização da figura, a resultante da normal e do atrito fica alinhada à inclinação do conjunto. Não há aceleração vertical.

$$N=mg$$

O atrito fornece a resultante horizontal dirigida para o centro da curva.

$$f=\frac{mv^2}{R}$$

Como θ é o ângulo com a pista horizontal, sua tangente é a razão entre a componente vertical e a horizontal.

$$\tan\theta=\frac Nf=\frac{gR}{v^2}$$

$$v^2=\frac{gR}{\tan\theta}$$

Substituímos na energia cinética.

$$K=\frac12mv^2=\frac{mgR}{2\tan\theta}$$

Alternativa 03.

Q28
Mecânica — Potência — Resistência proporcional ao quadrado da velocidade

Muitas vezes, uma pessoa se surpreende com o aumento de consumo de combustível apresentado por um veículo que faz uma viagem em alta velocidade.

Considere uma situação em que a intensidade da força total de resistência ao movimento, Fr, seja proporcional ao quadrado da intensidade da velocidade v do veículo.

Se o veículo descrever movimento retilíneo e uniforme e duplicar o módulo da sua velocidade, então a potência desenvolvida pelo motor será multiplicada por

01)
4
02)
6
03)
8
04)
10
05)
12

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

03
Resolução comentada

Em movimento uniforme, a força motora equilibra a resistência. Escrevemos a proporcionalidade informada como:

$$F_r=kv^2$$

A potência mecânica de tração é o produto da força pela velocidade.

$$P=F_rv=kv^3$$

Ao dobrar a velocidade:

$$\frac{P'}P=\frac{k(2v)^3}{kv^3}=8$$

A conclusão vale para o modelo em que a resistência total segue a lei quadrática fornecida.

Alternativa 03.

Q29
Mecânica — Energia e dinâmica — Perda de contato

O progresso alcançado até hoje, no campo da Física, baseou-se nas investigações e nas descobertas das diferentes modalidades de energia e na constatação de que as várias formas de energia obedecem a um princípio de conservação.

A figura representa a trajetória descrita por um bloco sobre uma superfície circular de raio R. O bloco parte do repouso, de um ponto A, desliza sem atrito e, ao atingir o ponto B, perde o contato com a superfície.

Bloco no exterior de uma superfície circular: A no topo, B no ponto de perda de contato, raio R e ângulo θ com a vertical.

Sabendo-se que o módulo da aceleração da gravidade local é g e desprezando-se a resistência do ar, o valor de cos θ, determinado com base na conservação da energia mecânica, é igual a

01)
\(\frac53\)
02)
\(\frac43\)
03)
1
04)
\(\frac23\)
05)
\(\frac13\)

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

04
Resolução comentada

No exterior da superfície, tomamos o sentido radial para o centro como positivo.

$$mg\cos\theta-N=\frac{mv^2}{R}$$

No instante de perda de contato, a normal se anula.

$$v^2=gR\cos\theta$$

A queda vertical do topo até B é R(1−cosθ). Como o bloco parte do repouso e não há atrito:

$$mgR(1-\cos\theta)=\frac12mv^2$$

Substituindo a condição radial:

$$2(1-\cos\theta)=\cos\theta$$

$$\cos\theta=\frac23$$

Alternativa 04.

Q30
Mecânica — Dinâmica — Tração vertical de uma esfera

Uma esfera de massa igual a 2,0kg, inicialmente em repouso sobre o solo, é puxada verticalmente para cima por uma força constante de módulo igual a 30,0N, durante 2,0s.

Desprezando-se a resistência do ar e considerando-se o módulo da aceleração da gravidade local igual a 10m/s², a intensidade da velocidade da esfera, no final de 2,0s, é igual, em m/s, a

01)
10,0
02)
8,0
03)
6,0
04)
5,0
05)
4,0

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

01
Resolução comentada

O peso da esfera tem módulo:

$$P=mg=2(10)=20\,\mathrm{N}$$

A força resultante para cima é:

$$F_{\mathrm{res}}=30-20=10\,\mathrm{N}$$

Pela segunda lei de Newton:

$$a=\frac{10}{2}=5\,\mathrm{m/s^2}$$

A esfera parte do repouso e acelera durante dois segundos.

$$v=at=5(2)=10\,\mathrm{m/s}$$

Alternativa 01.

Q31
Mecânica — Hidrostática — Colunas de água e mercúrio

Considere um tubo em forma de U, contendo água, de densidade 1,0g/cm³, e mercúrio, de densidade 13,6g/cm³, em equilíbrio.

Sabendo-se que o módulo da aceleração da gravidade local é igual a 10m/s² e que a altura da coluna de mercúrio, medida a partir de separação, é de 5,0cm, é correto afirmar que a altura da coluna de água, medida a partir do mesmo nível da superfície de separação, é igual, em cm, a

01)
13,6
02)
27,2
03)
40,8
04)
54,4
05)
68,0

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

05
Resolução comentada

Adotando as superfícies livres sob a mesma pressão atmosférica, as pressões no nível de separação se igualam.

$$\rho_a gh_a=\rho_{Hg}gh_{Hg}$$

Podemos usar g/cm³ e centímetros nas duas parcelas, pois as unidades são consistentes e g se cancela.

$$h_a=\frac{13{,}6}{1{,}0}(5{,}0)=68{,}0\,\mathrm{cm}$$

A coluna menos densa tem maior altura para fornecer a mesma diferença de pressão.

Alternativa 05.

Q32
Termologia — Dilatação e calorimetria — Barra de massa linear conhecida

Considere uma barra de liga metálica, com densidade linear de 2,4.10−3g/mm, submetida a uma variação de temperatura, dilatando-se 3,0mm.

Sabendo-se que o coeficiente de dilatação linear e o calor específico da liga são, respectivamente, iguais a 2,0.10−5 °C−1 e a 0,2 cal/g°C, a quantidade de calor absorvida pela barra nessa dilatação é igual, em cal, a

01)
72,0
02)
80,0
03)
120,0
04)
132,0
05)
245,0

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

01
Resolução comentada

Se λ é a massa por comprimento da barra, sua massa inicial é:

$$m=\lambda L_0$$

Na dilatação linear:

$$\Delta L=\alpha L_0\Delta T$$

O calor absorvido, sem mudança de fase, é:

$$Q=mc\Delta T$$

Substituindo a massa e eliminando o produto L0ΔT:

$$Q=\frac{\lambda c\Delta L}{\alpha}$$

Com a densidade em g/mm e a dilatação em mm:

$$Q=\frac{(2{,}4\times10^{-3})(0{,}2)(3{,}0)}{2{,}0\times10^{-5}}=72{,}0\,\mathrm{cal}$$

Alternativa 01.

Q33
Termologia — Gases ideais — Leitura de um ciclo pressão-volume

Considere 4,0mols de um gás ideal, inicialmente a 2,0°C, que descrevem um ciclo, conforme a figura.

Ciclo pressão-volume: A em 10 L e 9,02 atm, B em 12 L e 9,02 atm, C em 12 L e 8,20 atm, D em 11 L e 8,20 atm; D e A ligados por uma curva.

Sabendo-se que a constante dos gases R = 0,082atm L/mol.K e 1,0atm = 1,0.105Pa, a análise da figura permite afirmar:

01)
O sistema apresenta a energia interna máxima no ponto D.
02)
A temperatura da isoterma que contém o ponto C é igual a 27,0°C.
03)
O sistema recebe, ao realizar a compressão isotérmica, 86,01J de energia.
04)
O trabalho realizado pelo gás, em cada ciclo, é aproximadamente igual a 180,0W/s.
05)
O sistema, ao realizar a expansão isobárica, apresenta a variação da temperatura de 67,0K.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

02
Resolução comentada

Em C, o gráfico fornece 8,20 atm e 12 L. Aplicamos a equação de estado com o valor de R expresso em atm·L/(mol·K).

$$T_C=\frac{P_CV_C}{nR}$$

$$T_C=\frac{8{,}20(12)}{4(0{,}082)}=300\,\mathrm{K}$$

Usando a aproximação escolar de 273 K para zero grau Celsius, coerente com os valores fornecidos:

$$\theta_C=300-273=27\,{}^\circ\mathrm{C}$$

O maior produto PV ocorre em B, não em D. Para a mesma quantidade de gás ideal, é em B que a temperatura e a energia interna são máximas.

A compressão isotérmica ocorre de D para A. Usando 1 atm·L = 100 J na aproximação do enunciado, o módulo do trabalho é:

$$|W_{DA}|=9{,}02(10)(100)\ln\frac{11}{10}\approx860\,\mathrm{J}$$

O valor não é 86,01 J. Na expansão isobárica de A para B, a variação de temperatura é:

$$\Delta T=\frac{9{,}02(12-10)}{4(0{,}082)}=55\,\mathrm{K}$$

Por fim, trabalho é medido em joules; a unidade W/s escrita em uma alternativa não representa trabalho.

Alternativa 02.

Q34
Óptica — Instrumentos — Ampliação do microscópio composto
Microscópio composto: objetiva forma imagem intermediária A’B’, que serve de objeto à ocular, produzindo a imagem final A’’B’’.

A análise da figura que representa o esquema de formação de imagens em um microscópio composto, um instrumento óptico que possui componentes básicos que são duas lentes, a objetiva e a ocular, que permitem a observação de pequenos objetos com bastante ampliação, permite afirmar:

Disponível em:<http://www.nautilus.fis.uc.pt/softc/programas/manuais/optica/manual.htm>. Acesso em: 31 out. 2010.

01)
A lente objetiva e a ocular possuem bordas grossas.
02)
A imagem A’B’, em relação à ocular, é um objeto virtual.
03)
A imagem formada pelo microscópio, A’’B’’, é virtual em relação à objetiva.
04)
O valor absoluto da razão entre y’’ e y é a ampliação fornecida pelo microscópio.
05)
A distância entre a objetiva e a ocular é igual à soma das distâncias focais das lentes objetiva e ocular.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

04
Resolução comentada

No esquema, a objetiva e a ocular são lentes convergentes. A objetiva produz a imagem intermediária real e invertida A’B’. Os raios chegam à ocular divergindo dessa imagem, que funciona como objeto real para ela.

A ocular atua como uma lupa, formando a imagem final virtual A’’B’’. A virtualidade dessa imagem final é atribuída ao sistema de observação e à etapa da ocular, não a uma nova imagem formada apenas pela objetiva.

A ampliação linear total compara a altura final à altura do objeto inicial.

$$|A_{\mathrm{total}}|=\left|\frac{y''}{y}\right|$$

Ela também corresponde ao módulo do produto dos aumentos das duas etapas. O desenho não representa uma configuração afocal que imponha a separação como soma das distâncias focais.

Alternativa 04.

Q35
Ondulatória — Cordas — Frequência com peso aparente

A figura representa uma corda ideal, de densidade linear µ, fixa no ponto A, passando pela roldana sem atrito em B e sustentando um bloco de densidade µb e volume V. O conjunto se encontra imerso na água, de densidade µa.

Corda horizontal de A a B, passando por roldana e sustentando bloco, com todo o sistema imerso em água.

Sabendo-se que o comprimento do trecho horizontal é de L, o módulo da aceleração da gravidade local é igual a g e que, tangendo a corda no ponto médio, ela vibra no modo fundamental, a frequência de vibração da corda é igual, em Hz, a

01)
[µ/(µb − µa)VgL]1/2
02)
L[µ/(µb − µa)Vg]1/2
03)
2L[µ/(µb − µa)Vg]1/2
04)
[Vg(µb − µa)/µ]1/2/L
05)
[Vg (µb − µa)/µ]1/2/2L

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

05
Resolução comentada

Na idealização de uma corda fina, desprezamos sua contribuição para o equilíbrio do bloco e a alteração da dinâmica da onda pela água. O bloco tem peso e empuxo de módulos:

$$P=\mu_bVg$$

$$E=\mu_aVg$$

Para o bloco em equilíbrio, com μb maior que μa, a tensão é seu peso aparente.

$$T=Vg(\mu_b-\mu_a)$$

A roldana ideal transmite essa tensão ao trecho horizontal. A velocidade da onda é:

$$v=\sqrt{\frac{T}{\mu}}$$

No modo fundamental do trecho de comprimento L:

$$\lambda_1=2L$$

$$f_1=\frac{1}{2L}\sqrt{\frac{Vg(\mu_b-\mu_a)}{\mu}}$$

Alternativa 05.

Q36
Eletricidade — Modelo atômico clássico — Órbita circular

Considere um modelo clássico de um átomo de hidrogênio, onde um elétron, de massa m e carga –q, descreve um movimento circular uniforme, de raio R, com velocidade de módulo v, em torno do núcleo.

A análise das informações, com base nos conhecimentos da Física, permite concluir:

01)
A intensidade da corrente elétrica estabelecida na órbita é igual a qv/R.
02)
O raio da órbita é igual a kq²/mv², sendo k a constante eletrostática do meio.
03)
O trabalho realizado pela força de atração que o núcleo exerce sobre o elétron é motor.
04)
A resultante centrípeta é a força de atração eletrostática que o elétron exerce sobre o núcleo.
05)
O núcleo de hidrogênio apresenta, em seu entorno, um campo elétrico e um campo magnético.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

02
Resolução comentada

No modelo clássico indicado, a atração entre o próton e o elétron fornece a resultante centrípeta sobre o elétron.

$$\frac{kq^2}{R^2}=\frac{mv^2}{R}$$

Isolando o raio:

$$R=\frac{kq^2}{mv^2}$$

A corrente orbital média em módulo seria a carga dividida pelo período completo.

$$I=\frac qT=\frac{qv}{2\pi R}$$

A força central é perpendicular ao deslocamento circular instantâneo, de modo que seu trabalho é nulo. A força exercida pelo elétron sobre o núcleo é o par de ação e reação e não a força centrípeta sobre o elétron. Considerando o núcleo como carga pontual em repouso, ele produz campo elétrico, mas não um campo magnético decorrente de movimento próprio. O modelo orbital clássico tem limitações que não são usadas para negar a idealização solicitada.

Alternativa 02.

Q37
Eletricidade — Eletrostática — Gerador e equilíbrio do condutor

A figura representa o esquema de funcionamento de um gerador eletrostático.

Gerador eletrostático com correia, receptor, coletor e esfera metálica, mostrando o transporte de cargas positivas para a esfera.

Com base na figura e nos conhecimentos sobre as propriedades físicas oriundas de cargas elétricas em repouso, é correto afirmar:

Disponível em: <http://www.stormsesi.blogspot.com/2010_04_01_archive.html> .Acesso em: 01 nov. 2010

01)
O campo elétrico entre a superfície interna e a externa da esfera metálica é uniforme e constante.
02)
As cargas positivas migram para a Terra quando um fio condutor conecta a esfera metálica à Terra.
03)
O potencial elétrico de um ponto da superfície externa da esfera metálica é maior do que o potencial elétrico no centro desta esfera.
04)
As cargas se acumulam na esfera, enquanto a intensidade do campo elétrico gerado por essas cargas é menor do que a rigidez dielétrica do ar.
05)
As duas pontas de uma lâmina de alumínio dobrado ao meio e fixa na parte interna da esfera metálica exercem entre si força de repulsão eletrostática.

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011. A resolução discute a divergência; item fora da pontuação.

04
Resolução comentada

O gerador transporta carga para a esfera condutora. O acúmulo eleva o campo junto à superfície; quando o ar deixa de suportar esse campo, podem ocorrer descargas. Essa é a ideia da opção registrada no gabarito.

No regime de equilíbrio eletrostático, o campo no material metálico é nulo.

$$\vec E_{\mathrm{metal}}=\vec0$$

Lida literalmente, a afirmação de que esse campo é uniforme e constante também pode incluir esse caso: o valor é o mesmo em todos os pontos e não varia no tempo. O texto não exige que o campo seja diferente de zero.

O interior vazio de uma esfera condutora sem cargas na cavidade é equipotencial; uma lâmina conectada dentro dessa cavidade não apresenta a repulsão indicada como se estivesse eletrizada externamente. No aterramento de uma esfera positiva, elétrons podem fluir da Terra para a esfera; não se deve descrever isso como migração das cargas positivas do metal para a Terra.

O gabarito é preservado, mas a possibilidade de incluir o campo nulo na descrição de campo uniforme e constante impede uma escolha literalmente inequívoca. O acervo mantém o item para estudo, fora da pontuação por ressalva editorial. Isso não é uma anulação oficial.

Item mantido para estudo, fora da pontuação.

Q38
Eletricidade — Circuitos e radiação — Potência da lanterna
Lanterna com duas pilhas conectadas em série, interruptor e lâmpada.

A figura representa o esquema de um circuito elétrico de uma lanterna. Considerando-se que a força eletromotriz e a resistência interna de cada pilha, respectivamente, iguais a 3,0V e 0,5Ω, a resistência elétrica da lâmpada igual a 5,0Ω e que da lanterna sai um feixe de luz cilíndrico, de raio igual a 5,0cm, pode-se afirmar que a intensidade luminosa da lâmpada da lanterna é igual, em W/m², a

Disponível em: <http://www.feiradeciencias.com.br/sala15/15_01.asp>. Acesso em: 27 out. 2010.

01)
π−1.104
02)
2π−1.103
03)
2,5π−1.105
04)
5π−1.103
05)
5π−1.105

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011. A resolução discute a divergência; item fora da pontuação.

02
Resolução comentada

As duas pilhas em série fornecem força eletromotriz total de 6 V e resistência interna total de 1 Ω. A resistência da lâmpada é 5 Ω.

$$I=\frac{6}{5+1}=1\,\mathrm{A}$$

$$P_{\mathrm{el}}=5(1)^2=5\,\mathrm{W}$$

A área da seção do feixe é:

$$A=\pi(0{,}050)^2=2{,}5\pi\times10^{-3}\,\mathrm{m^2}$$

Se η é a fração da potência elétrica que sai uniformemente nesse feixe como potência óptica útil, a potência por área seria:

$$\mathcal I=\frac{\eta P_{\mathrm{el}}}{A}=\eta\frac{2{,}0\times10^3}{\pi}\,\mathrm{W/m^2}$$

O valor escolhido pelo gabarito corresponde à hipótese adicional η = 1. A eficiência não foi informada e uma lâmpada real também transfere energia por outros processos e direções. A grandeza calculada em W/m² é radiométrica, não a intensidade luminosa fotométrica em candelas.

O enunciado e o gabarito são preservados. O item fica fora da pontuação por hipótese de conversão não explicitada, sem atribuição de anulação oficial.

Com conversão integral em luz no feixe: alternativa 02.

Q39
Magnetismo — Força de Lorentz — Arco na região de campo
Partícula entra pela esquerda numa região de campo magnético que sai do plano e descreve um quarto de circunferência até P, com raio R.

A figura representa uma partícula eletrizada, de massa m e carga q, descrevendo um movimento retilíneo e uniforme, com velocidade de módulo v, que penetra e sai da região onde existe um campo magnético uniforme de módulo B.

Sabendo-se que a partícula abandona a região do campo no ponto P, é correto afirmar:

01)
A partícula atravessa a região do campo magnético em movimento retilíneo uniformemente acelerado.
02)
A partícula descreve movimento circular uniformemente acelerado sob a ação da força magnética.
03)
O espaço percorrido pela partícula na região do campo magnético é igual a \(\frac{\pi mv}{2qB}\).
04)
O tempo de permanência da partícula na região do campo magnético é de \(\frac{\pi m}{qB}\).
05)
O módulo da aceleração centrípeta que atua sobre a partícula é igual a \(\frac{qB}{mv}\).

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

03
Resolução comentada

A força magnética atua perpendicularmente à velocidade e mantém seu módulo. Usando q como o módulo positivo da carga na expressão pedida:

$$qvB=\frac{mv^2}{R}$$

$$R=\frac{mv}{qB}$$

O desenho mostra uma mudança de direção de 90 graus, ou um quarto de volta. O comprimento do arco é:

$$s=\frac{2\pi R}{4}=\frac{\pi mv}{2qB}$$

Para comparar as outras expressões:

$$t=\frac sv=\frac{\pi m}{2qB}$$

$$a_c=\frac{v^2}{R}=\frac{qBv}{m}$$

A aceleração muda a direção da velocidade, não sua rapidez. Para uma notação em que q tenha sinal, os módulos devem ser escritos com |q|.

Alternativa 03.

Q40
Magnetismo — Indução — Velocidade limite de uma haste
Haste horizontal desliza em trilhos verticais ligados por resistor, numa região de campo magnético entrando no plano; corrente indicada para a direita na haste.

Uma haste condutora, de comprimento igual a 1,0m e de peso igual a 10,0N, cai a partir do repouso, deslizando nos fios metálicos dispostos no plano vertical e interligados por um resistor de resistência elétrica igual a 1,0Ω, conforme a figura.

Desprezando-se a forças dissipativas e sabendo-se que o conjunto está imerso na região de um campo magnético uniforme de intensidade igual a 1,0T, o módulo da velocidade máxima atingida pela haste é igual, em m/s, a

01)
10,0
02)
15,0
03)
21,0
04)
25,0
05)
30,0

Gabarito fornecido · caderno laranja · 18/01/2011.

01
Resolução comentada

Na idealização de trilhos e haste com resistência desprezível em comparação com o resistor, o movimento produz uma força eletromotriz:

$$\varepsilon=B\ell v$$

A corrente no circuito é:

$$I=\frac{B\ell v}{R}$$

A força magnética sobre a haste aponta para cima, opondo-se à queda, e tem módulo:

$$F_B=BI\ell=\frac{B^2\ell^2v}{R}$$

Na velocidade limite, essa força equilibra o peso de 10 N.

$$v_{\mathrm{lim}}=\frac{PR}{B^2\ell^2}$$

$$v_{\mathrm{lim}}=\frac{10(1)}{1^2(1)^2}=10\,\mathrm{m/s}$$

A expressão “desprezando-se a forças dissipativas” foi mantida na transcrição. Ela é interpretada como desprezar atrito e resistência do ar; a dissipação por efeito Joule no resistor continua fazendo parte do modelo. A haste aproxima-se assintoticamente dessa velocidade, usualmente chamada de máxima no enunciado.

Alternativa 01.

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