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UECE 10.1 | 1ª Fase

Prova de Física da 1ª Fase do Vestibular UECE 2010.1, com gabarito oficial CEV.

Q37
ELETRICIDADE — POTÊNCIA E ENERGIA ELÉTRICA

Uma bateria de 12 V de tensão e 60 A·h de carga alimenta um sistema de som, fornecendo a esse sistema uma potência de 60 W. Considere que a bateria, no início, está plenamente carregada e alimentará apenas o sistema de som, de maneira que a tensão da bateria permanecerá 12 V até consumir os 60 A·h de carga. O tempo máximo de funcionamento ininterrupto do sistema de som em horas é:

A)08
B)10
C)12
D)14

Gabarito oficial CEV/UECE 2010.1

C
Resolução

1. Cálculo físico a partir dos dados do enunciado:

A potência fornecida ao sistema é $P=60\text{ W}$ e a tensão da bateria é $U=12\text{ V}$. Logo,

\[P=U\cdot i\implies i=\frac{P}{U}=\frac{60}{12}=5\text{ A}\]

Com capacidade de $60\text{ A.h}$, o tempo correspondente seria

\[\Delta t=\frac{60\text{ A.h}}{5\text{ A}}=12\text{ h}.\]

Portanto, o tempo máximo de funcionamento é $12\text{ h}$, correspondente à alternativa C.

Q38
MECÂNICA — GRAVITAÇÃO — SATÉLITES E LEIS DE KEPLER

Considere que um satélite meteorológico, passe exatamente acima de uma dada floresta a cada 4,8 horas. Se compararmos o raio da órbita do referido satélite meteorológico com o raio da órbita de um satélite de comunicação geoestacionário, considerando, para simplificar o problema, que ambos os satélites se locomovam em movimento circular uniforme, em torno do planeta Terra, no plano do equador, girando no mesmo sentido da rotação da Terra, então podemos afirmar que o raio da órbita do satélite meteorológico é aproximadamente:

A)50% do raio da órbita do satélite de comunicação
B)20% do raio da órbita do satélite de comunicação
C)80% do raio da órbita do satélite de comunicação
D)30% do raio da órbita do satélite de comunicação

Gabarito oficial CEV/UECE 2010.1

D
Resolução

1. Períodos orbitais:

  • Satélite geoestacionário: $T_g = 24\text{ h}$ (acompanha a rotação da Terra).
  • Como o satélite meteorológico gira no mesmo sentido da Terra e passa pelo mesmo ponto a cada $T_{rel} = 4,8\text{ h}$, relacionamos as velocidades angulares:
\[\frac{1}{T_m} - \frac{1}{24} = \frac{1}{4,8} \implies \frac{1}{T_m} = \frac{1}{4,8} + \frac{1}{24} = \frac{5}{24} + \frac{1}{24} = \frac{6}{24} = \frac{1}{4}\] \[\implies T_m = 4\text{ horas}\]

2. Aplicação da 3ª Lei de Kepler:

\[\left(\frac{R_m}{R_g}\right)^3 = \left(\frac{T_m}{T_g}\right)^2 \implies \left(\frac{R_m}{R_g}\right)^3 = \left(\frac{4}{24}\right)^2 = \left(\frac{1}{6}\right)^2 = \frac{1}{36}\] \[\frac{R_m}{R_g} = \sqrt[3]{\frac{1}{36}} \approx \frac{1}{3,3} \approx 0,30 \text{ (ou 30\%)}\]
Q39
ÓPTICA — REFRAÇÃO — ÍNDICE DE REFRAÇÃO

Um raio de luz monocromático reduz sua velocidade em 50 % ao passar do meio I para o meio II. Podemos afirmar que o índice de refração do meio II é maior que o índice de refração do meio I:

A)1,3 vezes
B)1,5 vezes
C)2,0 vezes
D)2,5 vezes

Gabarito oficial CEV/UECE 2010.1

C
Resolução

O índice de refração de um meio é inversamente proporcional à velocidade de propagação da luz nele ($n = \frac{c}{v}$).

Se a velocidade no meio II é $50\%$ da velocidade no meio I ($v_{II} = 0,5 \cdot v_I$):

\[n_{II} = \frac{c}{v_{II}} = \frac{c}{0,5 \cdot v_I} = \frac{1}{0,5} \cdot \left(\frac{c}{v_I}\right) = 2,0 \cdot n_I\]

Portanto, $n_{II}$ é 2,0 vezes maior que $n_I$.

Q40
MECÂNICA — CINEMÁTICA — LANÇAMENTO OBLÍQUO

Um projétil foi lançado a partir do solo com velocidade $v_0$ (em módulo) segundo um ângulo $\theta_0 \neq 0$, acima da horizontal. Desprezando o atrito com o ar, o módulo da velocidade do projétil no topo da sua trajetória é:

A)$v = v_0 \cos \theta_0$
B)$v = 0$
C)$v = v_0 \operatorname{sen} \theta_0$
D)$v = v_0$

Gabarito oficial CEV/UECE 2010.1

A
Resolução

No lançamento oblíquo sem resistência do ar, a componente horizontal da velocidade permanece constante, enquanto a componente vertical se anula no ponto mais alto da trajetória:

\[v_x=v_0\cos\theta_0,\qquad v_y=0.\]

Logo, no topo da trajetória, o módulo da velocidade é $v=v_0\cos\theta_0$, correspondente à alternativa A.

Q41
MECÂNICA — MHS — PÊNDULO SIMPLES

Para que o período de um pêndulo simples, de comprimento L, seja dobrado devemos aumentar o comprimento do pêndulo de:

A)$2L$
B)$3L$
C)$4L$
D)$6L$

Gabarito oficial CEV/UECE 2010.1

B
Resolução

A fórmula do período do pêndulo simples é $T = 2\pi \sqrt{\frac{L}{g}}$.

Para obter um novo período $T' = 2T$:

\[2T = 2\pi \sqrt{\frac{L'}{g}} \implies 2 \times \left(2\pi \sqrt{\frac{L}{g}}\right) = 2\pi \sqrt{\frac{L'}{g}} \implies \sqrt{\frac{L'}{g}} = 2\sqrt{\frac{L}{g}}\]

Elevando ambos os lados ao quadrado: $L' = 4L$.

Atenção ao enunciado: Pergunta-se o quanto se deve aumentar o comprimento: \[\Delta L = L' - L = 4L - L = 3L\]
Q42
TERMOLOGIA — CALORIMETRIA — MUDANÇA DE FASE

Considerando que os calores específico e latente de vaporização da água são respectivamente $c=4190\text{ J/kg.K}$ e $L=2256\text{ kJ/kg}$, a energia mínima necessária para vaporizar $0,5\text{ kg}$ de água que se encontra a $30^\circ\text{C}$, em kJ, é aproximadamente:

A)645
B)1275
C)1940
D)3820

Gabarito oficial CEV/UECE 2010.1

B
Resolução

O processo ocorre em duas etapas:

  1. Aquecimento da água de $30^\circ\text{C}$ até o ponto de ebulição ($100^\circ\text{C}$, $\Delta T = 70^\circ\text{C}$): \[Q_1 = m \cdot c \cdot \Delta T = 0,5\text{ kg} \times 4,19\text{ kJ}/(\text{kg}\cdot{}^\circ\text{C}) \times 70^\circ\text{C} = 146,65\text{ kJ}\]
  2. Vaporização total da água a $100^\circ\text{C}$: \[Q_2 = m \cdot L = 0,5\text{ kg} \times 2256\text{ kJ/kg} = 1128\text{ kJ}\]

Energia total necessária:

\[Q_{\text{total}} = Q_1 + Q_2 = 146,65\text{ kJ} + 1128\text{ kJ} = 1274,65\text{ kJ} \approx 1275\text{ kJ}\]
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