De um cone reto de altura $h$ e diâmetro da base $d$ com a parede interna revestida por material refletor de ondas eletromagnéticas, retirou-se a base. Sobre a superfície refletora incide um raio de luz paralelo ao eixo do cone. Após todas as reflexões, o raio refletido tem direção paralela ao raio incidente. Para que isso ocorra, as dimensões do cone devem satisfazer à relação
Para que, após as reflexões, o raio emerja paralelo ao incidente, o semiângulo do cone deve ser $45^\circ$.
Assim, no triângulo gerador, $r=h$.
Como $r=d/2$, segue $d/2=h$ e, portanto, $d/h=2$.
Dois carros idênticos U e V sobem, respectivamente, as rampas planas I e II, de comprimentos iguais e inclinações diferentes. Suponha que a rampa II seja mais íngreme do que a rampa I. Considerando-se constantes e iguais em módulo as velocidades dos carros e denotando-se por $P_U$ e $P_V$ as potências empregadas pelos motores dos carros U e V, respectivamente, pode-se afirmar corretamente que
Em velocidade constante, a potência útil contra a gravidade é $P=mgv\sin\theta$.
Como a rampa II tem maior inclinação, $P_V>P_U>0$.
Considere o circuito formado pela associação em paralelo de dois resistores idênticos conectados a uma bateria. Suponha que a disposição dos fios e dos componentes no circuito seja como a indicada na figura abaixo, com os fios no mesmo plano. Se o circuito for colocado na presença de um campo magnético com direção perpendicular ao plano da figura, sobre os módulos das forças magnéticas $F_I$, $F_{II}$ e $F_{III}$ nos fios I, II e III, respectivamente, é correto afirmar-se que

O trecho I conduz a corrente total.
Nos ramos idênticos, a corrente se divide igualmente, de modo que
\[I_{II}=I_{III}=I_I/2\]
Como $F=BIL$, resulta
\[F_I>F_{II}=F_{III}\]
Um bloco de massa $m$ é posto sobre um plano horizontal sem atrito e está preso a duas molas de tamanhos iguais e constantes elásticas $K_1$ e $K_2$ em três possíveis arranjos conforme a figura abaixo. Analisando-se os sistemas do ponto de vista de associação de molas, as constantes elásticas equivalentes $K_I$, $K_{II}$ e $K_{III}$ nos arranjos I, II e III, respectivamente, são

Nos arranjos I e II, as forças restauradoras somam: $K_{eq}=K_1+K_2$.
No arranjo III, as molas estão em série:
\[K_{eq}=K_1K_2/(K_1+K_2)\]
Dois cilindros retos de raios $r_1$ e $r_2$, com $r_1>r_2$, são suspensos próximo à superfície da Terra por fios. Os comprimentos dos fios são tais que as bases dos cilindros estejam no mesmo nível em relação ao solo conforme a figura abaixo. Considere que os cilindros têm massas e densidades iguais e suponha que eles sejam mergulhados simultaneamente em um fluido até que uma das bases do cilindro de raio $r_1$ fique ao nível da superfície do fluido, conforme a figura acima. Supondo-se que a densidade dos cilindros é maior do que a do fluido, e denotando-se por $E_1$ o empuxo no cilindro de raio $r_1$ e por $E_2$ o empuxo no cilindro de raio $r_2$, a razão $E_2/E_1$ é dada por

Como massas e densidades são iguais, os volumes totais são iguais.
Na posição mostrada, a altura submersa é comum e o empuxo é proporcional à área da seção: $E\propto r^2$.
Portanto:
\[E_2/E_1=(r_2/r_1)^2\]
Um gás ideal é submetido aos três processos termodinâmicos descritos no gráfico abaixo. O processo 1 tem estado inicial I e final II, o processo 2 tem estado inicial II e final III, e o processo 3 tem estado inicial III e final IV. A relação entre os trabalhos $W_i$ ($i=1, 2, 3$) nos processos 1, 2 e 3, respectivamente, é melhor estimada por

O trabalho realizado pelo gás corresponde à área sob a curva no gráfico pressão × volume.
Os três processos são expansões e têm a mesma variação de volume $\Delta V$.
Tomamos a pressão constante do processo 2 como referência, $P_0$. Sua área é a de um retângulo:
\[W_2=P_0\Delta V\]
No processo 1, a curva fica acima desse retângulo. Portanto:
\[W_1>W_2\]
No processo 3, a curva fica abaixo do retângulo. Assim:
\[W_3<W_2\]
Comparando as três áreas:
\[\boxed{W_1>W_2>W_3}\]
Um tubo em formato de U está parcialmente cheio de um fluido I com densidade $\rho_I$. Um fluido II, com densidade $\rho_{II}<\rho_I$, é colocado em um dos ramos do tubo de modo a formar uma coluna de altura $h_{II}$, conforme a figura abaixo. Considerando-se os fluidos imiscíveis entre si e denotando-se por $g$ o módulo da aceleração da gravidade, a razão $h_I/h_{II}$ entre as alturas é dada por

Tomando o nível da interface entre os fluidos no ramo direito, as pressões devem ser iguais:
\[\rho_Igh_I=\rho_{II}gh_{II}\]
Cancelando $g$, obtém-se
\[h_I/h_{II}=\rho_{II}/\rho_I\]
A velocidade $v$ de um objeto puntiforme que parte com uma velocidade inicial $v_0$ e é submetido a uma aceleração constante $a$, em cada instante de tempo $t$, é dada por $v=v_0+at$. Esta equação pode ser reescrita em termos de uma variável adimensional $v'=v/v_0$, de modo que $v'=1+a't$. Note que $v'$ é proporcional à velocidade $v$ da partícula. Usando-se o Sistema Internacional de Unidades nas igualdades anteriores, conclui-se que a unidade de medida de $a'$ é
Como $a't$ deve ser adimensional, $[a']=T^{-1}$, isto é, segundo$^{-1}$.
O princípio de funcionamento do macaco hidráulico está ilustrado na figura abaixo, onde são representados dois cilindros com seções transversais de áreas $a_1$ e $a_2$ interconectados e preenchidos com um fluido de densidade $\rho_f$. Considere que o sistema está sob a ação da gravidade e que sobre a superfície do fluido em cada cilindro há um êmbolo de massa desprezível. Sob o êmbolo de maior área é presa por um fio, de massa desprezível, uma massa $m$ de densidade $\rho_m>\rho_f$, e sobre o outro êmbolo repousa outra massa idêntica à primeira. Para que esse sistema permaneça em equilíbrio estático, com os êmbolos à mesma altura em relação ao solo, a razão $a_1/a_2$ deve ser dada por

A massa imersa transmite ao êmbolo a força aparente
\[mg-E=mg(1-\rho_f/\rho_m)\]
Igualando as pressões:
\[mg(1-\rho_f/\rho_m)/a_1=mg/a_2\]
Obtém-se
\[a_1/a_2=1-\rho_f/\rho_m\]
Duas cargas elétricas negativas iguais e puntiformes são mantidas fixas. Uma carga de prova de mesmo valor e de sinal oposto é posta em repouso no ponto central entre as cargas fixas. Sobre a carga de prova é correto afirmar-se que
No ponto médio, as forças se anulam, mas um pequeno deslocamento aproxima a carga positiva de uma das negativas.
O potencial torna-se mais negativo e a energia potencial diminui.
Portanto, o equilíbrio é instável.
Um mesmo corpo foi lançado quatro vezes do solo para atingir um alvo O, conforme as trajetórias I, II, III e IV mostradas na figura abaixo. A trajetória que mais exige energia cinética no momento do lançamento é a

A CEV/UECE anulou definitivamente esta questão.
Para lançamentos que partem e chegam ao mesmo nível e têm o mesmo alcance $R$, vale
\[R=v_0^2\sin(2\theta)/g\]
A figura informa apenas a forma relativa das trajetórias, sem fornecer ângulos ou alturas numéricas suficientes para identificar univocamente qual lançamento possui o maior $v_0$ e, portanto, a maior energia cinética inicial.
Questão anulada pela CEV/UECE.
Um disco de diâmetro $X$ gira horizontalmente em torno de um eixo vertical. Se a aceleração centrípeta máxima que as partículas da periferia do disco podem sofrer é $a_{máx}$, então o módulo da velocidade angular máxima é dado por
Na periferia, $r=X/2$ e $a_c=\omega^2r$.
Logo:
\[\omega_{máx}=\sqrt{a_{máx}/(X/2)}=\sqrt{2a_{máx}/X}\]
Dois capacitores, com placas planas (área hachurada) paralelas e distanciadas de $d$, têm suas respectivas armaduras com formatos circulares, conforme ilustrados na figura abaixo. Considerando-se que há vácuo entre as placas e desprezando-se os efeitos de borda, a razão $C_1/C_2$ entre as capacitâncias é

Como $C=\varepsilon_0A/d$, basta comparar áreas. $A_1=\pi D^2/4$ e
\[A_2=\pi[D^2-(D/2)^2]=3\pi D^2/4\]
Portanto, $C_1/C_2=1/3$.
Seja a seguinte convenção para unidades de medida: M — massa; L — comprimento; T — tempo; Q — carga. De acordo com essa convenção, as dimensões das grandezas quantidade de movimento, torque, capacitância e diferença de potencial são respectivamente
Temos $p=mv$, $\tau=Fr$, $C=Q/V$ e $V=E/Q$.
Disso resultam, respectivamente, $ML/T$, $ML^2/T^2$, $Q^2T^2/(ML^2)$ e $ML^2/(QT^2)$.
Um gás ideal se expande em um processo isotérmico constituído por quatro etapas: I, II, III e IV, conforme a figura abaixo. As variações de volume $\Delta V$ nas etapas são todas iguais. A etapa onde ocorre maior troca de calor é a

Em processo isotérmico de gás ideal, $\Delta U=0$ e $Q=W$.
Para o mesmo $\Delta V$, o trabalho é maior onde a pressão é maior.
Isso ocorre na etapa I.
Próximo à superfície da Terra, uma partícula de massa $m$ foi usada nos quatro experimentos descritos a seguir: 1. Foi liberada em queda livre, a partir do repouso, de uma altura de $400\text{ m}$. 2. Foi submetida a aceleração constante em movimento horizontal, unidimensional, a partir do repouso, e se deslocou $30\text{ m}$ em $2\text{ s}$. 3. Foi submetida a um movimento circular uniforme em uma trajetória com raio de $20\text{ cm}$ e a uma velocidade tangencial de $2\text{ m/s}$. 4. Desceu sobre um plano inclinado que faz um ângulo de $60°$ com a horizontal. Desprezando-se os atritos nos quatro experimentos, o movimento com maior aceleração é o de número
As acelerações são: $a_1=g\approx10$, $a_2=2s/t^2=15$, $a_3=v^2/r=20$ e
\[a_4=g\sin60^\circ\approx8{,}7\]
M/s².
A maior é a do experimento 3.
O gráfico abaixo representa a sensibilidade relativa da visão humana em função do comprimento de onda da luz. Considerando-se a velocidade de propagação no vácuo dada por $c=3\times10^8\text{ m/s}$ e tomando-se por base a figura acima, pode-se estimar corretamente que a faixa de frequência que melhor compõe a luz branca, em $10^{15}\text{ Hz}$, é

Usando $f=c/\lambda$: para 700 nm, $f\approx0{,}43\times10^{15}$ Hz; para 400 nm, $f\approx0{,}75\times10^{15}$ Hz.
Uma massa $m$, presa a um ponto fixo por meio de uma mola de massa desprezível e constante elástica $K$, oscila sem atrito em um movimento unidimensional. Em um dado sistema de referência, a posição $x$ da massa pode ser dada por $x=x_{máx}\operatorname{sen}(\omega t)$, com $\omega^2=K/m$, e a velocidade por $v=\omega x_{máx}\cos(\omega t)$. Neste caso, a energia mecânica total do sistema massa-mola é
A energia mecânica é constante e vale
\[E=\frac12Kx_{máx}^2\]
Como $K=m\omega^2$, segue
\[E=\frac12m\omega^2x_{máx}^2\]
Duas forças $\vec F_1$ e $\vec F_2$ horizontais de mesmo módulo, mesma direção e sentidos opostos são aplicadas em uma haste muito fina, rígida e de massa $m$ que repousa sobre uma superfície horizontal sem atrito, conforme ilustrado na figura abaixo. Nestas condições, é correto afirmar-se que

As forças formam um binário: a resultante vetorial é nula, mas os torques têm o mesmo sentido e se somam.
Logo há rotação sem aceleração do centro de massa.
Uma partícula carregada negativamente é posta na presença de um campo elétrico de direção vertical, com sentido de cima para baixo e módulo constante $E$, nas proximidades da superfície da Terra. Denotando-se por $g$ o módulo da aceleração da gravidade, a razão entre a carga e a massa da partícula para que haja equilíbrio estático deve ser
A força elétrica sobre a partícula negativa aponta para cima, enquanto o peso aponta para baixo.
No equilíbrio, $|q|E=mg$, de modo que $|q|/m=g/E$.
Assim, no sentido pretendido pela banca, a alternativa é B.
Rigorosamente, se a expressão “razão entre a carga e a massa” for interpretada com o sinal algébrico da carga, então $q/m=-g/E$; nenhuma alternativa apresenta o sinal negativo.
Gabarito oficial definitivo: B, com ressalva de convenção de sinal.