No segundo semestre do ano, é comum ocorrer baixa umidade relativa do ar, ou seja, baixa concentração da substância H2O no ar. Em relação ao estado da água na situação acima descrita, é correto afirmar que está
A umidade relativa do ar mede a quantidade de vapor de água (H2O no estado gasoso) presente na atmosfera em relação ao máximo que o ar poderia conter naquela temperatura. Baixa umidade relativa significa, portanto, baixa concentração de vapor d'água na atmosfera — e vapor d'água é, por definição, água no estado gasoso.
As demais alternativas descrevem outras formas físicas da água (líquida em gotas, sólida, ou em transição de fase) que não correspondem ao conceito de umidade do ar, que se refere especificamente ao vapor (gás) disperso na atmosfera — alternativa A.
Em fotografia, fala-se muito de foco da lente, imagem fora de foco, imagem bem focada etc. De modo simplificado, pode-se imaginar que o conjunto ótico de uma máquina fotográfica seja apenas uma lente delgada convergente. Em uma lente desse tipo, idealmente, o conjunto de todos os pontos que estejam na mesma distância focal pertence a uma mesma superfície
Na aproximação paraxial usada para lentes delgadas ideais, todos os pontos-objeto que estão à mesma distância da lente ao longo do eixo principal formam suas imagens na mesma distância imagem do outro lado da lente — ou seja, existe um plano, perpendicular ao eixo óptico e situado a uma dada distância da lente, tal que todos os pontos objeto contidos nesse plano estão "em foco" simultaneamente (formam imagens nítidas em outro plano, também perpendicular ao eixo, do outro lado da lente).
Esse plano de pontos igualmente focados é chamado de plano focal (ou plano objeto conjugado), e na aproximação paraxial ideal ele é considerado plano e perpendicular ao eixo principal da lente — alternativa B. (Na realidade, devido a aberrações como a curvatura de campo de Petzval, essa superfície é levemente curva, mas o modelo idealizado de lente delgada trata-a como plana.)
Considere dois resistores com resistências diferentes e que obedeçam à Lei de Ohm. Caso estejam associados e conectados a uma bateria, é correto afirmar que, se estiverem em
Em uma associação em série, os resistores são percorridos, um após o outro, pela mesma corrente elétrica $I$ — não há bifurcação de caminho para a carga elétrica escoar, de modo que a corrente que atravessa um resistor é necessariamente a mesma que atravessa o outro. Como as resistências são diferentes ($R_1\ne R_2$), pela Lei de Ohm ($V=RI$) as tensões $V_1=R_1I$ e $V_2=R_2I$ são diferentes, e as potências $P=RI^2$ também diferem — eliminando a alternativa C.
Em uma associação em paralelo, os resistores estão submetidos à mesma diferença de potencial $V$ (ambos ligados entre os mesmos dois nós), mas, como $R_1\ne R_2$, as correntes $I=V/R$ e as potências $P=V^2/R$ em cada um são diferentes — eliminando as alternativas A e B.
Portanto, a afirmação correta é: em série, a corrente elétrica é a mesma nos dois — alternativa D.
Recentemente os jornais locais noticiaram o que teria sido a queda de um pequeno meteoro no Ceará. Há relatos de uma "bola de fogo" vista no céu. Essa luminosidade é ocasionada pelo superaquecimento do objeto devido
Ao entrar na atmosfera com velocidade muito alta, o meteoro sofre atrito (arrasto) intenso com as moléculas do ar. Essa força de atrito realiza trabalho negativo sobre o meteoro, dissipando parte de sua energia mecânica (soma da energia cinética com a potencial gravitacional) na forma de energia térmica — que aquece tanto o ar ao redor quanto a superfície do próprio meteoro, causando a incandescência observada como "bola de fogo".
Esse processo é uma conversão de energia mecânica em energia térmica por atrito (dissipação), e não uma simples troca entre energia cinética e potencial gravitacional (o que ocorreria sem perdas, como em uma queda livre ideal) — o que descarta as alternativas A e B. A alternativa D está incorreta pois o campo gravitacional do próprio meteoro não é a causa da luminosidade — alternativa C.
Considere dois canos de PVC de uso regular em instalações hidráulicas residenciais. Suponha que os canos sejam utilizados para descida de água de uma mesma caixa d'água. Assuma que os dois dutos descem até o piso e têm diâmetros diferentes: um tem diâmetro 1/2 polegada e o outro 3/4 de polegada. A razão entre a pressão hidrostática dentro do cano 3/4 e a pressão no cano 1/2, a uma mesma altura do piso, é
A pressão hidrostática em um fluido depende apenas da profundidade (altura da coluna de líquido acima do ponto considerado), da densidade do fluido e da gravidade local: $P=\rho g h$. Essa expressão não depende, de forma alguma, do diâmetro (ou da geometria da seção transversal) do tubo que contém o líquido.
Como os dois canos descem da mesma caixa d'água até o piso, um ponto situado a uma mesma altura $h$ do piso, em qualquer um dos dois canos, está submetido à mesma coluna de água acima dele (mesmo $\rho$, mesmo $g$, mesmo $h$) — logo, a pressão hidrostática é idêntica nos dois canos, independentemente de seus diâmetros serem 1/2" ou 3/4".
Portanto, a razão entre as pressões é $\dfrac{P_{3/4}}{P_{1/2}}=1$ — alternativa B.
Considere que, em um jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol, retomado recentemente, uma bola foi chutada a partir do solo, e que seu vetor velocidade inicial fez um ângulo de 30° com o gramado. Na análise mecânica do sistema, desconsidere todos os atritos e trate o comprimento da trajetória da bola como sendo muito maior que seu diâmetro. No instante imediatamente antes de a bola chegar ao chão, o módulo de sua
Desprezando a resistência do ar, a bola está em queda livre desde o instante do chute até o instante em que toca o solo novamente: a única força atuante é o peso, e a aceleração resultante é constante e igual à aceleração da gravidade $g$, apontando sempre para baixo, do início ao fim da trajetória parabólica.
Assim, o módulo da aceleração imediatamente antes de a bola chegar ao chão é exatamente o mesmo que tinha logo após o chute: $|\vec a|=g$ em ambos os instantes — alternativa A.
Quanto à velocidade (embora não seja a resposta pedida, vale registrar): como o ponto de chegada está na mesma altura do ponto de partida (o chão), a conservação de energia mecânica garante que o módulo da velocidade final é igual ao módulo da velocidade inicial — nem maior, nem menor —, o que também descarta as alternativas C e D.
Durante as semanas de isolamento social mais intenso, verificou-se uma redução sensível de poluentes atmosféricos nas grandes cidades. Uma das formas de quantificar determinados poluentes é pela sua concentração, dada em $\mu$g/m³. Supondo-se que a velocidade do som no ar seja diretamente proporcional à concentração desses tipos de poluentes, a constante de proporcionalidade deve ter, no Sistema Internacional de Unidades, a seguinte unidade de medida:
Se a velocidade do som $v$ é diretamente proporcional à concentração $c$ do poluente, $v=k\cdot c$, então a constante de proporcionalidade tem dimensão $[k]=\dfrac{[v]}{[c]}$.
A velocidade tem unidade SI $\text{m/s}$. A concentração, dada em $\mu\text{g/m}^3$, deve ser expressa no Sistema Internacional em massa por volume: como $\mu\text{g}=10^{-9}\text{ kg}$, a unidade SI coerente de concentração é $\text{kg/m}^3$ (o prefixo $\mu$ é apenas um fator numérico de conversão, não altera a dimensão fundamental de massa).
Logo: $[k]=\dfrac{\text{m/s}}{\text{kg/m}^3}=\dfrac{\text{m}}{\text{s}}\times\dfrac{\text{m}^3}{\text{kg}}=\dfrac{\text{m}^4}{\text{kg}\cdot\text{s}}$ — alternativa C.
Em função da COVID-19, o acesso a locais públicos fechados tem sido permitido mediante a aferição da temperatura corporal da pessoa. Considerando o limite superior de 37 °C, assinale a opção que corresponde à temperatura que está acima desse limite.
O limite de referência é $37°\text{C}$, que em Fahrenheit corresponde a $F=\dfrac95\times37+32=66{,}6+32=98{,}6°\text{F}$, e em Kelvin a $K=37+273{,}15=310{,}15\text{ K}$. É preciso converter cada alternativa para uma escala comum e comparar com esses valores de referência.
A) $100{,}4°\text{F}$: $C=\dfrac59(100{,}4-32)=\dfrac59\times68{,}4=38{,}0°\text{C}$ — acima de $37°\text{C}$. ✓
B) $97{,}7°\text{F}$: $C=\dfrac59(97{,}7-32)=\dfrac59\times65{,}7\approx36{,}5°\text{C}$ — abaixo de $37°\text{C}$.
C) $309{,}65\text{ K}$: $C=309{,}65-273{,}15=36{,}5°\text{C}$ — abaixo de $37°\text{C}$.
D) $37\text{ K}$: $C=37-273{,}15=-236{,}15°\text{C}$ — muitíssimo abaixo de $37°\text{C}$.
Apenas a alternativa A corresponde a uma temperatura efetivamente acima do limite de $37°\text{C}$ — alternativa A.