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UFES 2004 | 1ª Fase

Prova de Física do Vestibular UFES 2004, com gabarito oficial. Adote $g = 10\text{ m/s}^2$ quando necessário.

Q01
Física · Cinemática / MUV · UFES 2004

Um predador, partindo do repouso, alcança sua velocidade máxima de $54\text{ km/h}$ em $4\text{ s}$ e mantém essa velocidade durante $10\text{ s}$. Se não alcançar sua presa nesses $14\text{ s}$, o predador desiste da caçada. A presa, partindo do repouso, alcança sua velocidade máxima, que é $4/5$ da velocidade máxima do predador, em $5\text{ s}$ e consegue mantê-la por mais tempo que o predador. Suponha-se que as acelerações são constantes, que o início do ataque e da fuga são simultâneos e que predador e presa partem do repouso. Para o predador obter sucesso em sua caçada, a distância inicial máxima entre ele e a presa é de

A)$21\text{ m}$
B)$30\text{ m}$
C)$42\text{ m}$
D)$72\text{ m}$
E)$80\text{ m}$

Gabarito oficial UFES 2004

C
Resolução

1. Deslocamento do Predador ($t = 14\text{ s}$):

  • Velocidade máxima: $v_{\max,1} = 54\text{ km/h} = 15\text{ m/s}$
  • Aceleração nos primeiros $4\text{ s}$: $a_1 = \frac{15}{4} = 3{,}75\text{ m/s}^2$
  • Distância percorrida ao acelerar ($0 \text{ a } 4\text{ s}$): $d_{1,a} = \frac{1}{2} \cdot 3{,}75 \cdot 4^2 = 30\text{ m}$
  • Distância a velocidade constante ($10\text{ s}$): $d_{1,b} = 15 \times 10 = 150\text{ m}$
  • Deslocamento total do predador: $D_1 = 30 + 150 = 180\text{ m}$

2. Deslocamento da Presa ($t = 14\text{ s}$):

  • Velocidade máxima: $v_{\max,2} = \frac{4}{5} \times 15 = 12\text{ m/s}$
  • Aceleração nos primeiros $5\text{ s}$: $a_2 = \frac{12}{5} = 2{,}4\text{ m/s}^2$
  • Distância percorrida ao acelerar ($0 \text{ a } 5\text{ s}$): $d_{2,a} = \frac{1}{2} \cdot 2{,}4 \cdot 5^2 = 30\text{ m}$
  • Distância a velocidade constante ($9\text{ s}$ restantes): $d_{2,b} = 12 \times 9 = 108\text{ m}$
  • Deslocamento total da presa: $D_2 = 30 + 108 = 138\text{ m}$

3. Distância inicial máxima ($d_{\max}$):

\[d_{\max} = D_1 - D_2 = 180\text{ m} - 138\text{ m} = 42\text{ m}\]
Q02
Física · Dinâmica e Cinemática do Pêndulo · UFES 2004

Um pêndulo, formado por uma massa presa a uma haste rígida e de massa desprezível, é posto para oscilar com amplitude angular $\theta_0$. Durante a oscilação, no exato instante em que a massa atinge a altura máxima ($\theta = \theta_0$), como mostrado na figura, a ligação entre a haste e a massa se rompe. No instante imediatamente após o rompimento, os vetores que melhor representam a velocidade e a aceleração da massa são

INSERIR FIGURA — Imagem da Questão 02 - Pêndulo na amplitude máxima theta_0 e vetores velocidade e aceleração
A)$\vec{v}$ tangencial para a esquerda e $\vec{a}$ para a esquerda
B)$\vec{v}$ tangencial para a esquerda e $|\vec{a}| = 0$
C)$|\vec{v}| = 0$ e $|\vec{a}| = 0$
D)$\vec{v}$ para cima e $|\vec{a}| = 0$
E)$|\vec{v}| = 0$ e $\vec{a}$ vertical para baixo

Gabarito oficial UFES 2004

E
Resolução

1. Análise do vetor velocidade no ponto extremo:

Na altura máxima da oscilação ($\theta = \theta_0$), o pêndulo atinge o ponto de inversão de movimento, portanto sua velocidade escalar e vetorial é instantaneamente nula: $|\vec{v}| = 0$.

2. Análise do vetor aceleração imediatamente após o rompimento:

Ao se romper a haste, a tensão se anula e a esfera passa a ficar submetida unicamente à força peso. Desse modo, o corpo entra em queda livre sob ação exclusiva da gravidade: $\vec{a} = \vec{g}$ (vertical para baixo).

Q03
Física · Gravitação Universal / Órbitas Circulares · UFES 2004

Dois satélites descrevem órbitas circulares em torno da Terra. O raio da órbita do satélite mais afastado da terra é o dobro do raio da órbita do satélite mais próximo. Considere-se que $V_a$ e $V_p$ são, respectivamente, os módulos das velocidades do satélite afastado e do satélite próximo. A relação entre esses módulos é

A)$V_a = V_p / 2$
B)$V_a = V_p / \sqrt{2}$
C)$V_a = V_p$
D)$V_a = \sqrt{2} V_p$
E)$V_a = 2 V_p$

Gabarito oficial UFES 2004

B
Resolução

1. Velocidade orbital de um satélite em órbita circular:

Igualando a força gravitacional à força resultante centrípeta:

\[F_g = F_{\text{cp}} \implies \frac{G M m}{R^2} = \frac{m V^2}{R} \implies V = \sqrt{\frac{G M}{R}}\]

2. Relação entre as velocidades dos satélites:

Como $R_a = 2 R_p$:

\[V_a = \sqrt{\frac{G M}{2 R_p}} = \frac{1}{\sqrt{2}} \sqrt{\frac{G M}{R_p}} = \frac{V_p}{\sqrt{2}}\]
Q04
Física · Hidrostática / Pressão em Fluidos · UFES 2004

Considerem-se dois copos cilíndricos, cada um de raio $R = 10\text{ cm}$. Na superfície de um lago, as extremidades abertas dos dois copos são perfeitamente justapostas, formando um cilindro hermeticamente fechado. Esse cilindro é levado ao fundo do lago, que está a $20\text{ m}$ abaixo da superfície. Nessa profundidade, mantendo-se um dos copos em repouso, aplica-se sobre o outro uma força direcionada ao longo do eixo do cilindro, com o propósito de separá-lo do primeiro.

Considerando-se que a densidade da água é $1\text{ g/cm}^3$, o módulo da força aplicada, a partir da qual os copos se separam, é de

A)$\pi \times 10^3\text{ N}$
B)$2\pi \times 10^3\text{ N}$
C)$3\pi \times 10^3\text{ N}$
D)$4\pi \times 10^3\text{ N}$
E)$5\pi \times 10^3\text{ N}$

Gabarito oficial UFES 2004

B
Resolução

1. Pressões interna e externa ao fundo do lago:

  • Área da seção do copo: $A = \pi R^2 = \pi (0{,}1)^2 = 10^{-2} \pi\text{ m}^2$
  • Pressão interna aprisionada na superfície: $P_{\text{int}} = P_{\text{atm}} = 10^5\text{ N/m}^2$
  • Pressão externa a $20\text{ m}$ de profundidade: \[P_{\text{ext}} = P_{\text{atm}} + \rho \cdot g \cdot h = 10^5 + (1.000 \cdot 10 \cdot 20) = 3 \times 10^5\text{ N/m}^2\]

2. Força necessária para separar os copos:

A força mínima $F$ deve superar a diferença de pressão hidrostática exercida sobre a área transversal da junção:

\[\Delta P = P_{\text{ext}} - P_{\text{int}} = 3 \times 10^5 - 10^5 = 2 \times 10^5\text{ N/m}^2\] \[F = \Delta P \cdot A = (2 \times 10^5) \cdot (10^{-2} \pi) = 2\pi \times 10^3\text{ N}\]
Q05
Física · Conservação de Energia e Dinâmica · UFES 2004

A figura abaixo mostra uma mola de constante elástica $k$, comprimida a uma distância $d$ de sua posição de equilíbrio. Na extremidade livre da mola, é fixado o bloco A, de massa $M$. À frente do bloco A, encontra-se o bloco B, de massa $m$. Os blocos A e B estão em contato, porém não ligados. Após a mola ser liberada, o bloco B é lançado sobre o plano horizontal. Considere-se que o atrito com o plano é desprezível. A velocidade final do bloco B é de

INSERIR FIGURA — Imagem da Questão 05 - Mola comprimida com blocos A e B em contato
A)$d \sqrt{\frac{k}{M + m}}$
B)$d \sqrt{\frac{k}{M - m}}$
C)$2d \sqrt{\frac{k}{M + m}}$
D)$d \sqrt{\frac{2k}{M - m}}$
E)$\frac{d}{M} \sqrt{\frac{M m k}{M + m}}$

Gabarito oficial UFES 2004

A
Resolução

1. Conservação da energia mecânica:

Enquanto a mola se distende, ela empurra simultaneamente o conjunto de massa total $(M + m)$. No ponto de relaxamento da mola (deformação nula), cessa a aceleração exercida pela mola e o bloco B se desacopla do bloco A, prosseguindo com velocidade constante $v$.

\[E_{pe} = E_c \implies \frac{1}{2} k d^2 = \frac{1}{2} (M + m) v^2\]

2. Isolando a velocidade $v$:

\[v^2 = \frac{k d^2}{M + m} \implies v = d \sqrt{\frac{k}{M + m}}\]
Q06
Física · Óptica Geométrica / Lentes e Espelhos Côncavos · UFES 2004

Uma lente convergente, de distância focal $0{,}75\text{ cm}$, está situada $5\text{ cm}$ à frente de um espelho côncavo, de distância focal $1\text{ cm}$. Um anteparo é colocado como mostra a figura. Um objeto é colocado entre o espelho e a lente, de tal modo que duas imagens são formadas no anteparo, ambas de mesmo tamanho. A distância entre o objeto e o espelho é de

INSERIR FIGURA — Imagem da Questão 06 - Lente convergente, espelho côncavo e anteparo
A)$0{,}5\text{ cm}$
B)$1\text{ cm}$
C)$1{,}5\text{ cm}$
D)$2\text{ cm}$
E)Não existe uma posição onde isso seja possível.

Gabarito oficial UFES 2004

D
Resolução

1. Análise com a posição do objeto a $x = 2\text{ cm}$ do espelho:

Dado que a distância entre a lente e o espelho é de $5\text{ cm}$:

  • Imagem formada pelo espelho côncavo ($f_E = 1\text{ cm}$): \[\frac{1}{f_E} = \frac{1}{p_E} + \frac{1}{p_E'} \implies \frac{1}{1} = \frac{1}{2} + \frac{1}{p_E'} \implies p_E' = 2\text{ cm}\] A imagem conjugada pelo espelho é real e se projeta a $2\text{ cm}$ do espelho ($3\text{ cm}$ da lente).
  • Imagem 1 produzida diretamente pela lente ($f_L = 0{,}75\text{ cm}$):

    O objeto está a $p_1 = 5 - 2 = 3\text{ cm}$ da lente.

    \[\frac{1}{f_L} = \frac{1}{p_1} + \frac{1}{p_1'} \implies \frac{1}{0{,}75} = \frac{1}{3} + \frac{1}{p_1'} \implies \frac{4}{3} - \frac{1}{3} = \frac{1}{p_1'} \implies p_1' = 1\text{ cm}\]
  • Imagem 2 produzida pela lente a partir dos raios refletidos no espelho:

    A imagem do espelho atua como objeto para a lente, situada a $p_2 = 5 - 2 = 3\text{ cm}$ da lente.

    \[\frac{1}{p_2'} = \frac{1}{0{,}75} - \frac{1}{3} = 1 \implies p_2' = 1\text{ cm}\]

Ambas as imagens se formam exatamente sobre a mesma posição do anteparo ($1\text{ cm}$ atrás da lente) e possuem o mesmo tamanho.

Q07
Física · Termologia / Calorimetria · UFES 2004

No interior de um calorímetro ideal, contendo inicialmente $400\text{ g}$ de gelo à temperatura de $-20^\circ\text{C}$, são colocados $500\text{ g}$ de água à temperatura de $90^\circ\text{C}$. Considere-se que o calor específico do gelo é $0{,}5\text{ cal/g}^\circ\text{C}$ e que o calor latente de solidificação da água é $-80\text{ cal/g}$. A temperatura final de equilíbrio no interior do calorímetro é de

A)$-10^\circ\text{C}$
B)$-4{,}4^\circ\text{C}$
C)$0^\circ\text{C}$
D)$7{,}1^\circ\text{C}$
E)$10^\circ\text{C}$

Gabarito oficial UFES 2004

E
Resolução

1. Balanço de trocas de calor no calorímetro ideal:

  • Calor para aquecer o gelo de $-20^\circ\text{C}$ até $0^\circ\text{C}$: \[Q_1 = m_g \cdot c_g \cdot \Delta T = 400 \cdot 0{,}5 \cdot 20 = 4.000\text{ cal}\]
  • Calor para fundir todo o gelo a $0^\circ\text{C}$: \[Q_2 = m_g \cdot L_f = 400 \cdot 80 = 32.000\text{ cal}\]
  • Calor total necessário para derreter todo o gelo: $36.000\text{ cal}$.
  • Calor liberado pela água ao resfriar de $90^\circ\text{C}$ a $0^\circ\text{C}$: \[Q_3 = m_a \cdot c_a \cdot 90 = 500 \cdot 1 \cdot 90 = 45.000\text{ cal}\]

2. Temperatura final de equilíbrio ($T_f > 0^\circ\text{C}$):

Como $45.000\text{ cal} > 36.000\text{ cal}$, o gelo derrete completamente. Montando a equação de trocas de calor:

\[4.000 + 32.000 + 400 \cdot 1 \cdot T_f + 500 \cdot 1 \cdot (T_f - 90) = 0\] \[36.000 + 900 T_f - 45.000 = 0 \implies 900 T_f = 9.000 \implies T_f = 10^\circ\text{C}\]
Q08
Física · Termodinâmica / 1ª Lei da Termodinâmica · UFES 2004

Uma certa quantidade de gás ideal é levada de um estado inicial a um estado final por três processos distintos, representados no diagrama PxV da figura abaixo. O calor e o trabalho associados a cada processo são, respectivamente, $Q_1$ e $W_1$, $Q_2$ e $W_2$, $Q_3$ e $W_3$. Está correto afirmar que

INSERIR FIGURA — Imagem da Questão 08 - Diagrama P x V mostrando caminhos 1, 2 e 3 do estado i ao estado f
A)$W_1 = W_2 = W_3$ e $Q_1 = Q_2 = Q_3$
B)$W_1 < W_2 < W_3$ e $Q_1 < Q_2 < Q_3$
C)$W_1 > W_2 > W_3$ e $Q_1 > Q_2 > Q_3$
D)$W_1 = W_2 = W_3$ e $Q_1 < Q_2 < Q_3$
E)$W_1 > W_2 > W_3$ e $Q_1 = Q_2 = Q_3$

Gabarito oficial UFES 2004

C
Resolução

1. Comparação dos Trabalhos ($W$):

No diagrama $P \times V$, o trabalho realizado é graficamente igual à área sob a curva de cada processo. Observando as trajetórias:

\[\text{Área}_1 > \text{Área}_2 > \text{Área}_3 \implies W_1 > W_2 > W_3\]

2. Comparação dos Calores trocados ($Q$):

Como os estados inicial $i$ e final $f$ são os mesmos para as três trajetórias, a variação da energia interna $\Delta U$ é idêntica para todas ($\Delta U_1 = \Delta U_2 = \Delta U_3$). Pela $1^\text{a}$ Lei da Termodinâmica ($Q = W + \Delta U$):

\[W_1 > W_2 > W_3 \implies Q_1 > Q_2 > Q_3\]
Q09
Física · Ondulatória / Frequência e Comprimento de Onda · UFES 2004

Os morcegos emitem ultrassons (movimento vibratório, cuja frequência é superior a $20.000\text{ Hz}$). Considere-se que o menor comprimento de onda emitido por um morcego é de $3{,}4 \times 10^{-3}\text{ m}$. Supondo-se que a velocidade do som no ar é de $340\text{ m/s}$, a frequência mais alta que um morcego emite é de

A)$10^4\text{ Hz}$
B)$10^5\text{ Hz}$
C)$10^6\text{ Hz}$
D)$10^7\text{ Hz}$
E)$10^8\text{ Hz}$

Gabarito oficial UFES 2004

B
Resolução

1. Aplicação da Equação Fundamental da Ondulatória:

\[v = \lambda_{\min} \cdot f_{\max}\]

Substituindo $v = 340\text{ m/s}$ e $\lambda_{\min} = 3{,}4 \times 10^{-3}\text{ m}$:

\[340 = (3{,}4 \times 10^{-3}) \cdot f_{\max} \implies f_{\max} = \frac{340}{3{,}4 \times 10^{-3}} = 100 \times 10^3 = 10^5\text{ Hz}\]
Q10
Física · Eletromagnetismo / Campo Magnético por Fios · UFES 2004

A figura abaixo representa dois fios muito longos, paralelos e perpendiculares ao plano da página. Os fios são percorridos por correntes iguais e no mesmo sentido, saindo do plano da página. O vetor campo magnético no ponto P, indicado na figura, é representado por

INSERIR FIGURA — Imagem da Questão 10 - Fios condutores paralelos com corrente saindo do plano e ponto P
A)$\leftarrow$
B)$\rightarrow$
C)$\downarrow$
D)$\uparrow$
E)$|\vec{B}| = 0$

Gabarito oficial UFES 2004

A
Resolução

1. Aplicação da Regra da Mão Direita:

Com as correntes saindo da página ($\odot$), as linhas de campo magnético giram no sentido anti-horário ao redor de cada fio:

  • Fio da esquerda: no ponto P, o vetor campo magnético $\vec{B}_1$ é perpendicular ao segmento Fio1-P, apontando para cima e para a esquerda.
  • Fio da direita: no ponto P, o vetor campo magnético $\vec{B}_2$ é perpendicular ao segmento Fio2-P, apontando para baixo e para a esquerda.

2. Superposição dos vetores no Ponto P:

Por simetria, as componentes verticais dos vetores $\vec{B}_1$ e $\vec{B}_2$ possuem módulos iguais e sentidos opostos, anulando-se mutuamente. As componentes horizontais somam-se no sentido para a esquerda ($\leftarrow$).

Q11
Física · Eletrodinâmica / Potência Elétrica em Associações · UFES 2004

Duas lâmpadas de mesma resistência são ligadas em série e o conjunto é submetido a uma tensão V. Nessa configuração, o conjunto dissipa uma potência total $P_s = 200\text{ W}$. Se essas mesmas lâmpadas forem ligadas em paralelo e o conjunto submetido à mesma tensão V, a potência total $P_p$ dissipada pelo conjunto será de

A)$100\text{ W}$
B)$200\text{ W}$
C)$400\text{ W}$
D)$600\text{ W}$
E)$800\text{ W}$

Gabarito oficial UFES 2004

E
Resolução

1. Associação em Série ($R_{\text{eq},s} = 2 R$):

\[P_s = \frac{V^2}{R_{\text{eq},s}} \implies 200 = \frac{V^2}{2 R} \implies \frac{V^2}{R} = 400\text{ W}\]

2. Associação em Paralelo ($R_{\text{eq},p} = R / 2$):

\[P_p = \frac{V^2}{R_{\text{eq},p}} = \frac{V^2}{R / 2} = 2 \frac{V^2}{R} = 2 \times 400\text{ W} = 800\text{ W}\]
Q12
Física · Eletrostática / Campo Elétrico e Aceleração · UFES 2004

A massa da partícula alfa é quatro vezes a massa do próton, e sua carga é o dobro da carga do próton. Considere-se que uma partícula alfa e um próton são submetidos à influência de um mesmo campo elétrico externo. Os módulos das acelerações causadas pelo campo elétrico externo na partícula alfa e no próton são, respectivamente, $a_\alpha$ e $a_p$. A relação que essas acelerações satisfazem é

A)$a_p = a_\alpha / 4$
B)$a_p = a_\alpha / 2$
C)$a_p = a_\alpha$
D)$a_p = 2 a_\alpha$
E)$a_p = 4 a_\alpha$

Gabarito oficial UFES 2004

D
Resolução

1. Aceleração produzida por campo elétrico ($a = F_e / m$):

Pela $2^\text{a}$ Lei de Newton combinada com a força elétrica $F_e = q E$:

\[a = \frac{q E}{m}\]

2. Relação para a partícula alfa e para o próton:

  • Próton: $a_p = \frac{q_p E}{m_p}$
  • Partícula alfa ($m_\alpha = 4 m_p$ e $q_\alpha = 2 q_p$): \[a_\alpha = \frac{q_\alpha E}{m_\alpha} = \frac{2 q_p E}{4 m_p} = \frac{1}{2} \left(\frac{q_p E}{m_p}\right) = \frac{a_p}{2}\]

Isolando $a_p$, temos $a_p = 2 a_\alpha$.

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