UniEVANGÉLICA · 2015/1 — Geral — Questões de Física comentadas — Método TEF

Centro Universitário de Anápolis

Processo Seletivo 2015/1 — Outros Cursos · aplicado em 16/11/2014 · Física — questões 36 a 40.

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Q36
Termologia — Mudanças de fase — Calor latente

Leia o texto a seguir.

Black (1935) discute um conceito que envolve a transição de fase, na qual há uma liberação ou absorção de calor que não envolve variações na temperatura mensuráveis pelo termômetro.

ZANOTELLO, Marcelo. Leitura de textos originais de cientistas por estudantes do Ensino Superior. Ciênc. Educ. (Bauru) [online], v.17, n. 4, p. 992, 2011.

O texto descreve o calor

A)molar
B)sensível
C)latente
D)específico

Gabarito oficial — UniEVANGÉLICA 2015/1 · Grupos 2, 3, 4 e 5

C
Resolução

Calor latente é o calor trocado durante a mudança de fase, sem variação de temperatura ($Q=mL$). O calor sensível, ao contrário, provoca variação de temperatura ($Q=mc\Delta T$). Calor específico e calor molar são propriedades das substâncias, e não tipos de calor trocado.

Q37
Mecânica — Cinemática — Gráfico v × t de lançamento vertical
Gráfico v(m/s) por t(s): reta decrescente de v = 18,0 m/s em t = 0 até v = 0 em t = 2,0 s, continuando para valores negativos até t = 4,0 s

Uma pessoa lançou um objeto para cima, em um ambiente controlado. Com o lançamento, construiu o seguinte gráfico:

Analisando-se o gráfico, verifica-se que

A)o objeto subiu a uma altura de 9,0 metros.
B)o módulo da aceleração foi de $9{,}0\ \text{m/s}^2$.
C)a velocidade, ao chegar ao solo, é $+18$ m/s.
D)a altura máxima condiz com a aceleração nula.

Gabarito oficial — UniEVANGÉLICA 2015/1 · Grupos 2, 3, 4 e 5

B
Resolução

No gráfico $v\times t$, a velocidade cai de $18$ m/s em $t=0$ até $0$ em $t=2{,}0$ s.

  • Aceleração: o coeficiente angular é $a=\dfrac{0-18}{2{,}0}=-9{,}0\ \text{m/s}^2$, de módulo $9{,}0\ \text{m/s}^2$ (B é verdadeira).
  • Altura máxima: área do triângulo, $\dfrac{18\cdot2{,}0}{2}=18$ m, e não $9{,}0$ m (A é falsa).
  • Chegada ao solo: em $t=4{,}0$ s a velocidade é $-18$ m/s (negativa, pois o objeto desce), e não $+18$ m/s (C é falsa).
  • No ponto mais alto a velocidade é nula, mas a aceleração continua $-9{,}0\ \text{m/s}^2$ (D é falsa).
Q38
Fundamentos — Grandezas e unidades — Unidade de pressão no SI

A unidade "psi", que representa libra-força por polegada quadrada, é a unidade de pressão comumente usada nos manômetros para medir a pressão dos pneus dos carros.

No sistema internacional, a pressão é medida em

A)bar (10.000 Pa).
B)dina por centímetro quadrado.
C)pascal por polegada quadrada.
D)newton por metros quadrado.

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D
Resolução

Pressão é força por unidade de área, $p=F/A$. No SI, a força é medida em newtons e a área em metros quadrados, de modo que a pressão sai em $\text{N/m}^2$, que recebe o nome de pascal (Pa).

O "bar" e a "dina por centímetro quadrado" pertencem a outros sistemas, e "pascal por polegada quadrada" mistura unidades. A mesma lógica vale para o "psi": é libra-força por polegada quadrada, fora do SI.

Q39
Mecânica — Dinâmica — Resistência do ar na queda

Considere duas folhas de papel sulfite de tamanho A4, sendo que uma delas é amassada na forma de uma bola e a outra se mantém intacta. Soltando-se ambas de uma mesma altura e após certo instante, a amassada chega ao solo primeiro.

Tal fato ocorre porque a folha

A)intacta, por ter uma grande superfície, recebe o efeito retardador da resistência do ar.
B)amassada, devido à alteração na sua forma, modifica o valor da sua densidade.
C)amassada, por estar embolada, tem efeitos da gravidade terrestre acentuados.
D)intacta, por ser maior em área transversa, influencia o campo gravitacional na descida.

Gabarito oficial — UniEVANGÉLICA 2015/1 · Grupos 2, 3, 4 e 5

A
Resolução

Ambas têm a mesma massa e, portanto, o mesmo peso, e a gravidade não depende da forma. O que muda é a resistência do ar, que cresce com a área exposta ao escoamento: a folha aberta tem grande área transversal e sofre um arrasto maior, que a retarda. A bola amassada tem área bem menor e cai quase como em queda livre.

Q40
Óptica — Óptica geométrica — Imagens múltiplas em espelhos paralelos

Leia a charge a seguir.

[Charge: um cliente de cabeleireiro diante de dois espelhos, um grande e outro às suas costas, com a fala "Você já viu o infinito? Claro que já! Você nunca foi ao cabeleireiro?". Fonte: cbpf.br.]

As infinitas imagens do cliente, no espelho maior, ocorrem devido

A)a uma certa angulação de 45° a 90° entre os espelhos.
B)à posição de paralelismos montada com os espelhos.
C)à característica peculiar dos espelhos dos cabeleireiros.
D)à fixação de espelhos côncavos na frente e convexo atrás.

Gabarito oficial — UniEVANGÉLICA 2015/1 · Grupos 2, 3, 4 e 5

B
Resolução

Dois espelhos planos paralelos, frente a frente, formam um número infinito de imagens: a imagem de um espelho funciona como objeto para o outro, e o processo se repete indefinidamente. Para espelhos planos inclinados, o número de imagens é finito, $N=\dfrac{360^\circ}{\theta}-1$, e o ângulo de $45^\circ$ a $90^\circ$ dá de $3$ a $7$ imagens, e não infinitas. Nada indica espelhos curvos.

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