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UEMA 2011 | PAES

Prova objetiva (1ª Etapa) aplicada em 14/11/2010 · Acesso 2011 · Física — questões 17 a 24 — resolução comentada Método TEF.

17
Cinemática — Lançamento Oblíquo

Na copa de 2010, observou-se que uma bola foi lançada por um goleiro com velocidade $v_o=45\text{m/s}$ e com direção de $60^{\circ}$ em relação à horizontal[cite: 8]. Considerando somente a ação da gravidade, onde $g=10\text{m/s}^2$, $\text{sen}60^{\circ}=0,87$ e $\text{cos}60^{\circ}=0,50$, os valores das grandezas tempo, velocidade e altura correspondentes à altura máxima são[cite: 8]:

a)t=3,92s, vy=0 e h=76,64m
b)t=3,92s, vx=0 e h=76,64m
c)t=3,92s, vx=22,50m/s e h=88,20m
d)t=4,50s, vy=22,50 m/s e h=88,20m
e)t=4,50s, vx= 22,50m/s e h=88,20m

Gabarito oficial

A
Resolução

Decompondo a velocidade inicial da bola nos eixos vertical e horizontal, temos:

$$v_{0y} = v_0 \cdot \text{sen}(60^\circ) = 45 \cdot 0,87 = 39,15\text{ m/s}$$

$$v_{0x} = v_0 \cdot \text{cos}(60^\circ) = 45 \cdot 0,50 = 22,50\text{ m/s}$$

Sabemos que, no ponto de altura máxima de um lançamento oblíquo, a componente vertical da velocidade se anula ($v_y = 0$). O tempo para atingir a altura máxima ($t_s$) pode ser encontrado por:

$$v_y = v_{0y} - gt \implies 0 = 39,15 - 10t \implies t = 3,915\text{ s} \approx 3,92\text{ s}$$

A altura máxima ($h$) atingida pela bola é dada pela Equação de Torricelli na vertical:

$$v_y^2 = v_{0y}^2 - 2gh \implies 0 = (39,15)^2 - 2(10)h$$

$$20h = 1532,7225 \implies h \approx 76,64\text{ m}$$

Portanto, no ponto mais alto temos: $t = 3,92\text{ s}$, $v_y = 0$ e $h = 76,64\text{ m}$.

18
Dinâmica — Conservação da Quantidade de Movimento

No dia 04/07/2010, uma emissora de TV apresentou uma matéria sobre uma sacola que foi encontrada na rodoviária de São Paulo, com suspeita de conter uma bomba em seu interior[cite: 8]. A polícia foi acionada e a equipe do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) usou um robozinho para retirar a sacola do local e, em seguida, fazer os procedimentos de desativação do artefato[cite: 8]. Ao ser detonado, supõe-se que $3/5$ de massa do artefato foi expelida com uma velocidade de $40\text{m/s}$, e a outra parte foi expelida com uma velocidade de[cite: 8]:

a)40m/s
b)30m/s
c)20m/s
d)60m/s
e)120m/s

Gabarito oficial

D
Resolução

Trata-se de um problema de conservação da quantidade de movimento. Antes da detonação, o artefato estava em repouso, de modo que a quantidade de movimento inicial do sistema era nula ($Q_{inicial} = 0$).

Após a detonação (explosão em duas partes), para que a quantidade de movimento total continue sendo zero, as duas partes devem se mover em sentidos opostos com quantidades de movimento de mesmo módulo.

$$|Q_1| = |Q_2| \implies m_1 v_1 = m_2 v_2$$

Seja $M$ a massa total do artefato. A primeira parte tem massa $m_1 = \frac{3}{5}M$ e velocidade $v_1 = 40\text{ m/s}$. A segunda parte terá a massa restante, ou seja, $m_2 = \frac{2}{5}M$. Substituindo os valores:

$$\left(\frac{3}{5}M\right) \cdot 40 = \left(\frac{2}{5}M\right) \cdot v_2$$

Cancelando a massa total $M$ e o denominador 5 de ambos os lados, obtemos:

$$3 \cdot 40 = 2 \cdot v_2 \implies 120 = 2v_2 \implies v_2 = 60\text{ m/s}$$

19
Termologia — Escalas Termométricas

Um avicultor construiu um termômetro, utilizando-se de um ohmímetro e de um resistor elétrico[cite: 8]. Para calibrá-lo, tomou dois pontos fixos, à temperatura corporal de $37^{\circ}\text{C}$ e o ponto de ebulição da água à pressão normal[cite: 8]. Ao colocar o termômetro em contato com seu corpo, o ohmímetro registrou $9,7\text{ ohms}$; em seguida, ao colocá-lo em contato com a água em ebulição, a leitura foi de $16,0\text{ ohms}$[cite: 8]. A função termométrica e a temperatura da ave, quando a leitura do ohmímetro for $10,1\text{ ohms}$, são[cite: 8]:

a)Tc=10,0(R-6) e 41,00ºC
b)Tc=10,1(R-6) e 37,70ºC
c)Tc=10,0(R-6) e 37,00ºC
d)Tc=10,0(R-60) e 38,95ºC
e)Tc=10,1(R-60) e 37,97ºC

Gabarito oficial

A
Resolução

A relação entre a temperatura lida ($T_c$) e a resistência elétrica ($R$) registrada no ohmímetro é linear e assume a forma de uma função do 1º grau: $T_c = a \cdot R + b$.

Usando os dois pontos fixos dados no problema, formamos um sistema linear:

1) $T_{c1} = 37^\circ\text{C}$ quando $R_1 = 9,7\text{ } \Omega \implies 37 = a(9,7) + b$

2) $T_{c2} = 100^\circ\text{C}$ (água em ebulição) quando $R_2 = 16,0\text{ } \Omega \implies 100 = a(16,0) + b$

Subtraindo a primeira equação da segunda, temos:

$$100 - 37 = 16a - 9,7a$$

$$63 = 6,3a \implies a = 10$$

Para encontrar o valor de $b$, substituímos o $a$ na segunda equação:

$$100 = 10(16) + b \implies 100 = 160 + b \implies b = -60$$

Logo, a função termométrica é $T_c = 10R - 60$, que, fatorando, resulta em $T_c = 10(R - 6)$.

Para obter a temperatura da ave quando $R = 10,1\text{ } \Omega$:

$$T_c = 10(10,1 - 6) = 10(4,1) = 41,0^\circ\text{C}$$

20
Termologia — Conversão de Unidades (Calorimetria)

Nas embalagens de alimentos, faz-se necessário colocar as seguintes informações nutricionais: "Valores diários com base em uma dieta de 8.400kJ. Esses valores podem ser maiores ou menores, dependendo de suas necessidades energéticas."[cite: 8] Considerando $1\text{cal}=4,2\text{J}$, esses valores diários, com base na dieta acima, correspondem, em calorias (cal), a[cite: 8]:

a)$8,4 \times 10^6$
b)$2,0 \times 10^6$
c)$16,8 \times 10^6$
d)$4,2 \times 10^6$
e)$342,8 \times 10^6$

Gabarito oficial

B
Resolução

O problema consiste em converter a energia de quilojoules (kJ) para calorias (cal). A energia diária informada é $E = 8.400\text{ kJ}$.

Convertendo para Joules (J), visto que $1\text{ k} = 10^3$:

$$E = 8.400 \times 10^3\text{ J} = 8,4 \times 10^6\text{ J}$$

Pela relação dada, $1\text{ cal} = 4,2\text{ J}$. Para encontrar a energia em calorias, basta dividir a energia em Joules pelo fator de conversão:

$$E_{\text{cal}} = \frac{8,4 \times 10^6}{4,2} = 2,0 \times 10^6\text{ cal}$$

21
Óptica — Propagação Retilínea da Luz / Semelhança de Triângulos

O Medical Center, edifício do bairro Renascença, em São Luís, quando iluminado pelos raios solares, projeta uma sombra de comprimento $L=54,00\text{m}$[cite: 8]. Simultaneamente, um poste, de altura $h=2,50\text{m}$, que está ao lado do edifício, projeta uma sombra de comprimento $l=3,00\text{m}$[cite: 8]. A altura, em metro, do edifício corresponde a[cite: 8]:

a)54,00
b)64,80
c)72,00
d)45,00
e)40,00

Gabarito oficial

D
Resolução

Devido à propagação retilínea da luz e sendo os raios solares paralelos, as sombras projetadas formam com os respectivos objetos triângulos retângulos semelhantes.

Seja $H$ a altura do edifício. Pela semelhança de triângulos, a razão entre a altura do objeto e o comprimento da sua sombra é constante para objetos próximos:

$$\frac{H}{L} = \frac{h}{l}$$

Substituindo os valores conhecidos ($L = 54,00\text{ m}$, $h = 2,50\text{ m}$, $l = 3,00\text{ m}$):

$$\frac{H}{54} = \frac{2,50}{3}$$

$$H = \frac{54 \cdot 2,50}{3} = 18 \cdot 2,50 = 45,00\text{ m}$$

22
Ondulatória — Ondas Estacionárias em Cordas

Uma corda de violão tem $0,70\text{m}$ de comprimento[cite: 8]. Os dois maiores comprimentos de ondas estacionárias que se podem estabelecer nessa corda são[cite: 8]:

a)1,20m e 0,60m
b)1,40m e 0,60m
c)1,40m e 0,70m
d)1,20m e 0,70m
e)1,70m e 1,20m

Gabarito oficial

C
Resolução

Em uma corda de violão (com os dois extremos fixos), formam-se ondas estacionárias que devem apresentar nós em ambas as extremidades. O comprimento total da corda ($L$) obedece à equação que quantiza o número de fusos (meios comprimentos de onda, $n$):

$$L = n \cdot \frac{\lambda}{2} \implies \lambda_n = \frac{2L}{n}$$

Onde $n = 1, 2, 3, \ldots$ é o número harmônico. Para obtermos os dois maiores comprimentos de onda, devemos utilizar os menores valores de $n$, que são $n=1$ (harmônico fundamental) e $n=2$ (segundo harmônico).

Para $n=1$:

$$\lambda_1 = \frac{2 \cdot 0,70}{1} = 1,40\text{ m}$$

Para $n=2$:

$$\lambda_2 = \frac{2 \cdot 0,70}{2} = 0,70\text{ m}$$

23
Eletrostática — Poder das Pontas e Indução

O uso do para-raios faz com que o percurso da descarga elétrica, entre a terra e as nuvens, seja mais seguro[cite: 8]. O objetivo desse aparelho é proteger certa região, edifícios, residências ou assemelhados da ação devastadora de um raio[cite: 8]. O para-raios é um dispositivo composto por uma haste metálica com pontas nas extremidades, que deve ser colocado na parte mais elevada do local a ser protegido[cite: 8]. A parte inferior da haste é ligada à Terra por meio de um cabo metálico conectado a uma haste de ferro galvanizado e introduzido profundamente no solo[cite: 8]. Isso leva a concluir que o funcionamento de um para-raios é baseado[cite: 8]:

a)no efeito joule e na indução eletrostática.
b)na blindagem eletrostática e no poder de pontas.
c)na indução eletrostática e na blindagem eletrostática.
d)no efeito joule e no poder de pontas.
e)na indução eletrostática e no poder de pontas.

Gabarito oficial

E
Resolução

O funcionamento do para-raios fundamenta-se nos princípios da indução eletrostática e no poder das pontas. A nuvem eletrizada (fortemente carregada) induz cargas elétricas na terra e, consequentemente, na haste do para-raios. Além disso, as cargas induzidas na haste tendem a se acumular expressivamente nas extremidades pontiagudas devido ao princípio do "poder das pontas". Essa alta concentração de cargas eleva o campo elétrico nas proximidades da ponta até superar a rigidez dielétrica do ar, criando e canalizando um caminho seguro para a descarga elétrica em direção à Terra.

24
Física Moderna — Efeito Fotoelétrico

Albert Einstein, um grande cientista do século XX, formulou teorias e apresentou vários trabalhos que hoje são utilizados no desenvolvimento das novas tecnologias e avanços das pesquisas científicas[cite: 8]. Em 1921, Albert Einstein recebeu o Prêmio Nobel por um de seus trabalhos[cite: 8]. Assinale a opção que nomeia esse trabalho[cite: 8].

a)Teoria da Relatividade
b)Teoria do Efeito Fotoelétrico
c)Radiação do Corpo Negro
d)Teoria dos Quanta
e)Teoria do Princípio da Incerteza

Gabarito oficial

B
Resolução

Embora Albert Einstein seja universalmente famoso pela sua Teoria da Relatividade (Restrita e Geral), o reconhecimento oficial que lhe concedeu o Prêmio Nobel de Física em 1921 foi especificamente devido às suas contribuições à física teórica e, de forma categórica, pela sua explicação sobre o Efeito Fotoelétrico (1905). Ele utilizou a hipótese de Max Planck da quantização de energia (os fótons) para explicar a extração de elétrons de superfícies metálicas submetidas à luz.

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