A Física geralmente traz alguns conceitos que divergem bastante de como as pessoas se comunicam no cotidiano. Um desses conceitos, que é bastante utilizado na acústica, é o conceito de ALTURA. Alterar a altura de um som geralmente é associado a aumentar ou diminuir o volume, mas dentro dos padrões da acústica ao alterar a altura estamos alterando a frequência, deixando o som mais baixo (menor frequência e mais grave) ou mais alto (maior frequência e mais agudo).
Uma pessoa de posse de um violão deseja alterar a altura do som produzido pelo seu instrumento. Pensando nos princípios da Acústica, a opção abaixo que traz a melhor possibilidade de se fazer isso é
A altura do som está associada à frequência. No violão, apertar ou afrouxar as tarraxas altera a tensão das cordas e, consequentemente, suas frequências naturais.
Maior tensão tende a produzir frequência maior e som mais agudo; menor tensão, frequência menor e som mais grave.
A figura abaixo mostra o espectro eletromagnético, uma escala de radiações eletromagnéticas organizadas de acordo com seu comprimento de onda e sua frequência de oscilação. Todas essas ondas se propagam à velocidade da luz no vácuo, $c=3\times10^8\text{ m/s}$.

Uma onda eletromagnética possui frequência $2\times10^{14}\text{ Hz}$ e se propaga no vácuo. Usando $v=\lambda f$ e observando o espectro, é possível afirmar com certeza que essa onda
$\lambda=\dfrac{c}{f}=\dfrac{3\times10^8}{2\times10^{14}}=1{,}5\times10^{-6}\text{ m}=1500\text{ nm}$.
Esse comprimento de onda está no infravermelho, portanto fora da faixa visível ao olho humano.
Uma notícia descreve uma massa de ar quente e seco sobre Minas Gerais, com temperaturas máximas entre $34^\circ\text{C}$ e $42^\circ\text{C}$ e baixa umidade do ar. As altas temperaturas, de acordo com a reportagem, virão com uma baixa umidade do ar, o que pode ser um problema, pois

Com menor umidade relativa, a evaporação do suor tende a ser mais eficiente, o que pode reduzir a sensação térmica em comparação com ar muito úmido na mesma temperatura.
Ao mesmo tempo, o ar seco favorece ressecamento e irritação das mucosas respiratórias. Entre as alternativas, B é a compatível com a modelagem pretendida.
A luz branca, inicialmente propagando-se no vácuo, incide sobre um meio transparente cujo índice de refração é igual a $1{,}8$. Analisando as afirmações abaixo, é possível concluir corretamente sobre a velocidade da luz nesse meio:

Pela definição de índice de refração, $n=\dfrac{c}{v}$. Logo, $v=\dfrac{c}{n}=\dfrac{3\times10^8}{1{,}8}\approx1{,}67\times10^8\text{ m/s}$.
Isso corresponde a aproximadamente $55{,}6\%$ da velocidade no vácuo, uma redução de cerca de $44{,}4\%$. Nenhuma alternativa apresenta esse resultado.
O gabarito preliminar do caderno indica C, mas a afirmação de que a luz fica 80% mais lenta é incorreta.
O texto afirma que as Leis de Newton divulgadas nos livros didáticos são versões simplificadas das formulações presentes no Principia. Das opções a seguir, aquela que traz uma das Leis de Newton de maneira mais próxima da forma original é

A Segunda Lei, em forma geral, pode ser escrita como $\vec F_{res}=\dfrac{d\vec p}{dt}$: a força resultante determina a variação temporal da quantidade de movimento.
A alternativa E é a única que expressa essa relação. O gabarito preliminar do PDF marca A, mas essa opção mistura quantidade de movimento nula com ação e reação e não representa corretamente uma Lei de Newton.
Considere uma máquina térmica que trabalha entre as temperaturas $27^\circ\text{C}$ e $327^\circ\text{C}$ e que possui 80% do rendimento ideal para uma máquina térmica. Se essa máquina realiza um trabalho de $1000\text{ J}$, é correto afirmar que o calor fornecido pela fonte quente é de

$T_f=300\text{ K}$ e $T_q=600\text{ K}$. O rendimento ideal de Carnot é $\eta_C=1-\dfrac{300}{600}=0{,}5$.
O rendimento real é $0{,}8\cdot0{,}5=0{,}4$. Como $\eta=\dfrac{W}{Q_q}$, então $0{,}4=\dfrac{1000}{Q_q}$ e $Q_q=2500\text{ J}$.
A figura mostra, de maneira esquemática, os modelos geocêntrico e heliocêntrico. Era comum utilizar o círculo para representar o movimento dos corpos celestes, mas Johannes Kepler passou a utilizar a elipse. Entre as opções abaixo, a que melhor representa o motivo dessa mudança é

As observações precisas de Tycho Brahe, particularmente para Marte, não se ajustavam adequadamente às combinações de movimentos circulares usadas nos modelos anteriores.
Kepler encontrou uma descrição consistente com órbitas elípticas e movimento não uniforme. Entre as alternativas fornecidas, D é a mais compatível, embora a justificativa do item seja simplificada.