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Unimontes 2009.1

1º Processo Seletivo Unimontes 2009 · Física · Questões 31 a 45 — provas distintas para os Grupos 1 e 2 — resolução comentada Método TEF.

Q31
Cinemática — Gráficos
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

O gráfico abaixo representa a velocidade escalar em função do tempo para uma partícula que se move ao longo de uma reta, saindo da origem.

Figura da questão 31, Grupo 1

O gráfico que representa CORRETAMENTE a aceleração em função do tempo, para esse movimento, é

A)
Figura da questão 31, Grupo 1
B)
Figura da questão 31, Grupo 1
C)
Figura da questão 31, Grupo 1
D)
Figura da questão 31, Grupo 1
Alternativa correta: C
Resolução

A aceleração é a inclinação do gráfico velocidade × tempo. De 0 a 10 s: a=20/10=2 cm/s2a=20/10=2\text{ cm/s}^2. De 10 a 30 s: a=0a=0. De 30 a 60 s: a=(020)/(6030)=2/3 cm/s2a=(0-20)/(60-30)=-2/3\text{ cm/s}^2. Esses três trechos correspondem à alternativa C.

Q32
Dinâmica — Impulso
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Um objeto de massa m está inicialmente em repouso sobre uma superfície sem atrito. Ao atuar nele uma força de módulo F1F_1, constante, durante um intervalo de tempo Δt\Delta t, adquire uma velocidade de módulo V. Em seguida, uma força de módulo F2=2F1F_2=2F_1 coloca novamente o objeto em movimento, a partir do repouso. O intervalo de tempo necessário para que o objeto, sujeito à força de módulo F2F_2, adquira uma velocidade de mesmo módulo é igual a

A)
Δt\Delta t/2.
B)
Δt\Delta t/4.
C)
2 Δt\Delta t.
D)
4 Δt\Delta t.
Alternativa correta: A
Resolução

Pelo impulso da força resultante, F1Δt=mVF_1\Delta t=mV. No segundo caso, 2F1Δt2=mV2F_1\Delta t_2=mV. Comparando, Δt2=Δt/2\Delta t_2=\Delta t/2.

Q33
Quantidade de movimento — Colisões
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Numa superfície sem atrito, a bolinha 1, de massa m, executa movimento circular uniforme, descrevendo um ângulo de π/2\pi/2 radianos a cada intervalo de tempo Δt\Delta t. Ela está presa ao ponto P, centro da trajetória, por um fio de comprimento L (veja a figura). Num determinado instante, o fio rompe-se e a bolinha 1 segue, em linha reta, até atingir a bolinha 2, de mesma massa, que estava em repouso. Imediatamente após a colisão, é CORRETO afirmar que

Figura da questão 33, Grupo 1
A)
as duas bolinhas se movem, em linha reta, com velocidades de mesmo módulo, V=πL4ΔtV=\frac{\pi L}{4\Delta t}.
B)
a bolinha 2 se move, em linha reta, com velocidade de módulo V=πL2ΔtV=\frac{\pi L}{2\Delta t}, e a bolinha 1 fica parada.
C)
as duas bolinhas se movem, em linha reta, com velocidades de mesmo módulo, V=πL2ΔtV=\frac{\pi L}{2\Delta t}.
D)
a bolinha 2 se move, em linha reta, com velocidade de módulo V=πL4ΔtV=\frac{\pi L}{4\Delta t}, e a bolinha 1 fica parada.
Ressalva
Resolução

A velocidade antes da colisão é v=LΔθ/Δt=πL/(2Δt)v=L\Delta\theta/\Delta t=\pi L/(2\Delta t). O enunciado não informa o tipo de colisão. Em uma colisão frontal perfeitamente elástica entre massas iguais, a bolinha 1 para e a 2 adquire vv: alternativa B. Em uma colisão perfeitamente inelástica, ambas seguem juntas com v/2=πL/(4Δt)v/2=\pi L/(4\Delta t): alternativa A. Portanto, os dados não determinam uma única alternativa; B exige a hipótese adicional de colisão frontal elástica.

Q34
Hidrostática — Flutuação
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Um bloco de madeira flutua com 60% do volume imerso em água, cuja densidade é 1,0 g/cm3. O mesmo bloco, quando imerso em óleo de densidade 0,8 g/cm3, flutua com uma fração f do seu volume imersa no líquido. O valor de f é

A)
2/3.
B)
3/4.
C)
1/4.
D)
1/3.
Alternativa correta: B
Resolução

No equilíbrio, ρbVg=ρVimersog\rho_bVg=\rho_\ell V_{\mathrm{imerso}}g. Na água, ρb=0,601,0=0,60 g/cm3\rho_b=0{,}60\cdot1{,}0=0{,}60\text{ g/cm}^3. No óleo, f=ρb/ρoˊleo=0,60/0,80=3/4f=\rho_b/\rho_{\mathrm{óleo}}=0{,}60/0{,}80=3/4.

Q35
Quantidade de movimento — Recuo
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Na superfície de um lago gelado, considerada plana e perfeitamente lisa, sendo desprezíveis as forças de atrito sobre os corpos que se movem sobre ela, uma mulher de 50kg empurra um homem de 100kg. Se o homem adquire velocidade de módulo 0,25m/s, pode-se afirmar CORRETAMENTE que a mulher

A)
se moverá em sentido oposto, com velocidade de módulo 0,50m/s.
B)
ficará parada.
C)
se moverá em sentido oposto, com velocidade de mesmo módulo que a do homem.
D)
se moverá em sentido oposto, com velocidade de módulo 2m/s.
Alternativa correta: A
Resolução

Considerando o sistema inicialmente em repouso, a quantidade de movimento total permanece nula: 50vm+1000,25=050v_m+100\cdot0{,}25=0. Logo, vm=0,50 m/sv_m=-0{,}50\text{ m/s}. O sinal negativo indica sentido oposto ao do homem.

Q36
Termodinâmica — Primeira lei
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Uma amostra de um gás perfeito passa do estado A para o estado B, sob pressão constante de 80 N/m2, absorvendo 2 × 103 Joules de calor. O volume V e a temperatura T dessa amostra estão representados no gráfico. Calcule o aumento da energia interna, durante a transformação.

Figura da questão 36, Grupo 1
A)
200 J.
B)
500 J.
C)
300 J.
D)
400 J.
Alternativa correta: D
Resolução

O volume aumenta de 10 para 30 m³. O trabalho realizado pelo gás é W=pΔV=80(3010)=1600 JW=p\Delta V=80(30-10)=1600\text{ J}. Pela primeira lei, ΔU=QW=20001600=400 J\Delta U=Q-W=2000-1600=400\text{ J}.

Q37
Termodinâmica — Ciclo de Carnot
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Uma máquina térmica ideal, operando sob o ciclo de Carnot, converte uma quantidade de energia igual a 800 J em trabalho útil, por ciclo. A máquina trabalha com fontes térmicas a 400 K e 500 K, denominadas fonte fria e fonte quente, respectivamente. Determine a quantidade de calor rejeitado à fonte fria.

A)
4000 J.
B)
1600 J.
C)
800 J.
D)
3200 J.
Alternativa correta: D
Resolução

O rendimento é η=1Tf/Tq=1400/500=0,20\eta=1-T_f/T_q=1-400/500=0{,}20. Como W=ηQqW=\eta Q_q, temos Qq=800/0,20=4000 JQ_q=800/0{,}20=4000\text{ J}. O calor rejeitado é Qf=QqW=3200 JQ_f=Q_q-W=3200\text{ J}.

Q38
Óptica — Refração
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Um mergulhador, submerso em um lago, vê o Sol fazendo um ângulo de elevação aparente θ = 45º, com a superfície do lago. Seja α o ângulo de elevação real que o Sol faz com o horizonte, na situação descrita. O valor de [sin(α)]2[\sin(\alpha)]^2 é, aproximadamente,

Figura da questão 38, Grupo 1
Dados: Índice de refração do ar = 1,00; índice de refração da água = 1,33; sin(45)0,710\sin(45^\circ)\approx0{,}710; sin(90x)=cos(x)\sin(90^\circ-x)=\cos(x).
A)
0,389.
B)
0,554.
C)
0,412.
D)
0,108.
Alternativa correta: D
Resolução

Os ângulos de elevação são medidos em relação à horizontal. Pela lei de Snell, narsin(90α)=naˊguasin(9045)n_{\mathrm{ar}}\sin(90^\circ-\alpha)=n_{\mathrm{água}}\sin(90^\circ-45^\circ). Assim, cosα=1,330,710=0,9443\cos\alpha=1{,}33\cdot0{,}710=0{,}9443 e sin2α=10,944320,108\sin^2\alpha=1-0{,}9443^2\approx0{,}108.

Q39
Eletrostática — Potencial elétrico
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Calcule o potencial elétrico no ponto P. O raio do círculo é r = 0,5 m, e o valor das cargas Q1=Q2=Q3=1μCQ_1=Q_2=Q_3=1\,\mu\text{C}, Q4=2μCQ_4=-2\,\mu\text{C}.

Figura da questão 39, Grupo 1
Dados: K=9×109 Nm2/C2K=9\times10^9\text{ N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2.
A)
36 × 103 N/C.
B)
18 × 103 N/C.
C)
54 × 103 N/C.
D)
9 × 103 N/C.
B — unidade incorreta no original
Resolução

O potencial é uma soma escalar: VP=K(Q1+Q2+Q3+Q4)/rV_P=K(Q_1+Q_2+Q_3+Q_4)/r. A carga total é 1μC1\,\mu\text{C}; portanto, VP=(9×109)(106)/0,5=18×103 VV_P=(9\times10^9)(10^{-6})/0{,}5=18\times10^3\text{ V}. A alternativa B tem o valor numérico correto, mas todas as alternativas do PDF trazem N/C, unidade de campo elétrico. A unidade correta de potencial é V (ou J/C).

Q40
Eletrodinâmica — Associação de resistores
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Determine o valor de r no circuito abaixo, de forma que a corrente máxima seja IM=2 AI_M=2\text{ A}.

Figura da questão 40, Grupo 1
Dados: R=20 ΩR=20\ \Omega; r=5 Ωr^{\prime}=5\ \Omega; ε=20 V\varepsilon=20\text{ V}.
A)
10/3 Ω.
B)
4 Ω.
C)
20/3 Ω.
D)
5 Ω.
Alternativa correta: C
Resolução

A resistência total correspondente à corrente máxima é Req=20/2=10 ΩR_{\mathrm{eq}}=20/2=10\ \Omega. Como r=5 Ωr^{\prime}=5\ \Omega está em série com o paralelo, 20r/(20+r)=520r/(20+r)=5. Logo, 20r=100+5r20r=100+5r e r=20/3 Ωr=20/3\ \Omega.

Q41
Eletrodinâmica — Efeito Joule
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

O efeito joule consiste na dissipação de energia elétrica sob a forma de energia térmica em um condutor de resistência R, no qual se estabelece uma corrente elétrica I, sob uma diferença de potencial V. A energia E dissipada em um aquecedor elétrico, nas condições descritas acima, em um intervalo de tempo t, é dada CORRETAMENTE por

A)
E=IVtE=IVt.
B)
E=IRtE=IRt.
C)
E=RV/tE=RV/t.
D)
E=RVtE=RVt.
Alternativa correta: A
Resolução

A potência elétrica é P=VIP=VI. Para tensão e corrente constantes, E=Pt=VItE=Pt=VIt. Também seria possível escrever E=RI2tE=RI^2t ou E=V2t/RE=V^2t/R.

Q42
Eletrostática — Rigidez dielétrica
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

A rigidez dielétrica de um meio é o campo elétrico acima do qual o meio se torna condutor. Para o ar seco, o valor da rigidez dielétrica é da ordem de 106 V/m. Numa tempestade, a umidade do ar é bastante alta, modificando a rigidez dielétrica do ar. Vamos considerar que seu valor seja reduzido à metade, chegando a 5 × 105 V/m. Durante a tempestade, um relâmpago típico libera uma enorme quantidade de energia potencial elétrica. As cargas fluem de uma nuvem até o solo, numa taxa da ordem de 105 Coulombs por segundo. A energia potencial elétrica por Coulomb, liberada nesse processo, ou seja, a diferença de potencial elétrico entre a nuvem e o solo pode superar 108 V. Nesse caso, considerando o valor de 5 × 105 V/m para a rigidez dielétrica do ar úmido e de 2,5 × 108 V para a d.d.p. entre o solo e a nuvem, estima-se que a altura da nuvem, em relação ao solo, é

A)
500 m.
B)
1000 m.
C)
1400 m.
D)
1700 m.
Alternativa correta: A
Resolução

Na estimativa com campo uniforme, E=ΔV/hE=\Delta V/h. Assim, h=(2,5×108)/(5×105)=500 mh=(2{,}5\times10^8)/(5\times10^5)=500\text{ m}.

Q43
Magnetismo — Movimento de carga
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Uma partícula de carga Q = 2 × 10−18C e massa m = 4 × 10−26 kg penetra ortogonalmente numa região de um campo magnético uniforme de intensidade B = 10−3 T, com velocidade v = 105 m/s. O raio da órbita descrita pela partícula é

A)
1 m.
B)
2 m.
C)
3 m.
D)
4 m.
Alternativa correta: B
Resolução

A força magnética fornece a força centrípeta: QvB=mv2/r|Q|vB=mv^2/r. Logo, r=mv/(QB)=(4×1026105)/(2×1018103)=2 mr=mv/(|Q|B)=(4\times10^{-26}\cdot10^5)/(2\times10^{-18}\cdot10^{-3})=2\text{ m}.

Q44
Indução eletromagnética — Lei de Faraday
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

O fluxo magnético através de uma bobina varia com o tempo, de acordo com o gráfico mostrado abaixo. Sabe-se que a bobina constitui um circuito fechado, cuja resistência é igual a 10 Ω. Determine o valor da corrente elétrica no intervalo entre t = 0,3 s e t = 0,4 s.

Figura da questão 44, Grupo 1
A)
4 A.
B)
2 A
C)
3 A
D)
1 A.
Alternativa correta: A
Resolução

Entre 0,3 e 0,4 s, o fluxo cai de 4 Wb para zero. Considerando o fluxo indicado como o fluxo concatenado com o circuito, ε=ΔΦ/Δt=4/0,1=40 V|\varepsilon|=|\Delta\Phi|/\Delta t=4/0{,}1=40\text{ V}. Portanto, I=ε/R=40/10=4 A|I|=|\varepsilon|/R=40/10=4\text{ A}.

Q45
Física Moderna — Energia do fóton
Grupo 1 · Unimontes 2009.1

Desenvolvida no ano de 1900 por Max Planck (1858–1947), a idéia de quantização da energia considera que a energia de uma onda eletromagnética está contida em partículas chamadas fótons. A energia E de cada fóton é proporcional à freqüência da onda eletromagnética. Num experimento, dois feixes de raios X, 1 e 2, incidem sobre uma placa de chumbo e são totalmente absorvidos por ela. O comprimento de onda do feixe 2 é três vezes maior que o comprimento de onda do feixe 1. Ao serem absorvidos, um fóton do feixe 1 transfere uma energia E1E_1, e um fóton do feixe 2, uma energia E2E_2. Considerando as informações dadas sobre a energia de um fóton e a relação entre freqüência e comprimento de onda, é CORRETO afirmar que

A)
E2=E1E_2=E_1.
B)
E2=E1/3E_2=E_1/3.
C)
E2=3E1E_2=3E_1.
D)
E2=9E1E_2=9E_1.
Alternativa correta: B
Resolução

Como E=hf=hc/λE=hf=hc/\lambda e λ2=3λ1\lambda_2=3\lambda_1, segue que E2=hc/(3λ1)=E1/3E_2=hc/(3\lambda_1)=E_1/3.

Q31
Cinemática — Composição de velocidades
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Um barco atravessa um rio de 50 m de largura, com velocidade máxima própria (imprimida apenas pelo motor do barco) de módulo vb=0,8v_b=0{,}8 m/s. A correnteza tem velocidade constante de módulo vc=0,6v_c=0{,}6 m/s. O barco sai do ponto A, numa margem, e chega ao ponto B, na outra (veja a figura). O módulo do deslocamento AB\overrightarrow{AB} do barco é

Figura da questão 31, Grupo 2
A)
37,5 m.
B)
62,5 m.
C)
53,5 m.
D)
26,5 m.
Alternativa correta: B
Resolução

A velocidade própria do barco é perpendicular às margens. O tempo de travessia é t=50/0,8=62,5 st=50/0{,}8=62{,}5\text{ s}. A correnteza produz um deslocamento de 0,662,5=37,5 m0{,}6\cdot62{,}5=37{,}5\text{ m}. Logo, AB=502+37,52=62,5 m|\overrightarrow{AB}|=\sqrt{50^2+37{,}5^2}=62{,}5\text{ m}.

Q32
Estática — Mola e plano inclinado
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Uma mola está presa a um bloco conforme a figura abaixo. Seu comprimento natural (sem estar comprimida ou alongada) é 1,2 m e, na configuração representada no desenho abaixo, seu comprimento é 1,5 m. Sabendo-se que a massa do bloco é 3,0 kg, determine o valor da constante elástica, K, da mola.

Figura da questão 32, Grupo 2
Dados: g=10 m/s2g=10\text{ m/s}^2.
A)
30 N/m.
B)
80 N/m.
C)
20 N/m.
D)
50 N/m.
Alternativa correta: D
Resolução

Admitindo equilíbrio, fio e polia ideais e ausência de atrito, a tração equilibra a componente do peso ao longo do plano: T=mgsin30=3100,5=15 NT=mg\sin30^\circ=3\cdot10\cdot0{,}5=15\text{ N}. A deformação é x=1,51,2=0,3 mx=1{,}5-1{,}2=0{,}3\text{ m}. Assim, K=T/x=50 N/mK=T/x=50\text{ N/m}. Essas idealizações são necessárias e não estão explicitadas no texto.

Q33
Energia — Conservação da energia mecânica
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Consideremos o movimento de uma pedra, lançada verticalmente para cima com velocidade inicial V0V_0, sendo desprezível a resistência do ar ao seu movimento. Durante sua ascensão, é CORRETO afirmar que

A)
a energia cinética da pedra permanece constante.
B)
a energia potencial da pedra permanece constante.
C)
a energia mecânica da pedra permanece constante.
D)
a energia mecânica da pedra diminui.
Alternativa correta: C
Resolução

Durante a subida, a energia cinética diminui e a energia potencial gravitacional aumenta. Como apenas a gravidade realiza trabalho e ela é conservativa, Em=Ec+EpE_m=E_c+E_p permanece constante.

Q34
Quantidade de movimento — Propulsão
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

É conhecido que uma nave espacial é constituída por estágios. Quando está em ascensão, a nave adquire maior velocidade cada vez que um estágio é lançado fora. Isso está de acordo com o princípio da

A)
conservação da quantidade de movimento.
B)
gravitação universal.
C)
conservação da energia potencial.
D)
conservação da energia cinética.
Alternativa correta: A
Resolução

A ejeção de massa para trás permite que a parte restante aumente sua velocidade para a frente. Durante a ejeção, desprezando o impulso das forças externas nesse curto intervalo, conserva-se a quantidade de movimento do sistema nave + massa ejetada. A simples separação passiva de um estágio não produz, por si só, esse aumento de velocidade.

Q35
Hidrostática — Pressão
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Um recipiente contém um líquido homogêneo de densidade 0,8 g/cm3. Adotando-se g = 10 m/s2, calcule a pressão efetiva, devida apenas à coluna de líquido, a 0,6 m de profundidade, e a diferença de pressão entre dois pontos, A e B, que estão, respectivamente, nas profundidades de 0,7 m e 0,5 m.

A)
Pe = 2300 N/m2; ∆P = 5600 N/m2.
B)
Pe = 3600 N/m2; ∆P = 1380 N/m2.
C)
Pe = 4800 N/m2; ∆P = 1600 N/m2.
D)
Pe = 1600 N/m2; ∆P = 4800 N/m2.
Alternativa correta: C
Resolução

A densidade é ρ=800 kg/m3\rho=800\text{ kg/m}^3. Logo, Pe=ρgh=800100,6=4800 N/m2P_e=\rho gh=800\cdot10\cdot0{,}6=4800\text{ N/m}^2. A diferença é PAPB=ρg(0,70,5)=1600 N/m2P_A-P_B=\rho g(0{,}7-0{,}5)=1600\text{ N/m}^2.

Q36
Termologia — Condução térmica
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Imagine uma sala onde a temperatura ambiente seja 15 °C. Todos os objetos que estão em seu interior apresentam a mesma temperatura, ou seja, estão em equilíbrio térmico a 15 °C. O corpo humano, por sua vez, independentemente da temperatura do ambiente, apresenta sempre a mesma temperatura de 36,5 °C. Se alguém toca dois objetos dessa sala, um de madeira e outro de metal, por exemplo, o objeto de metal parecerá estar mais frio que o de madeira. Agora imagine que esses mesmos objetos fiquem expostos ao Sol por um tempo suficiente para atingirem uma temperatura superior à do nosso corpo. Ao toque humano, parecerá então que o metal está mais quente que a madeira. Essa diferença de percepção ocorre porque

A)
objetos de madeira e metal nunca têm a mesma capacidade térmica.
B)
objetos de madeira e metal possuem condutividades térmicas diferentes.
C)
objetos de madeira e metal possuem o mesmo calor específico.
D)
objetos de madeira e metal possuem a mesma condutividade térmica.
Alternativa correta: B
Resolução

O metal tem condutividade térmica maior que a madeira. Abaixo da temperatura da pele, retira calor dela mais rapidamente e parece mais frio. Acima da temperatura da pele, transfere calor a ela mais rapidamente e parece mais quente. A sensação depende da transferência de calor. A temperatura corporal citada é um valor típico, não uma constante invariável.

Q37
Óptica — Lentes delgadas
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

A distância focal de uma lente convergente de um projetor de slides é 16 cm. A imagem deve ser projetada numa tela colocada a 5,0 m da lente. Se a figura do slide mede 1,6 cm de altura, na tela sua altura será

A)
30,3 cm.
B)
16,5 cm.
C)
25,0 cm.
D)
50,0 cm.
D — por aproximação
Resolução

Pela equação da lente, 1/f=1/p+1/p1/f=1/p+1/p^{\prime}, com f=16 cmf=16\text{ cm} e p=500 cmp^{\prime}=500\text{ cm}, resulta p=2000/121 cmp=2000/121\text{ cm}. O módulo da ampliação é p/p=30,25p^{\prime}/p=30{,}25, e a altura exata no modelo é h=30,251,6=48,4 cm|h^{\prime}|=30{,}25\cdot1{,}6=48{,}4\text{ cm}. Nenhuma alternativa apresenta esse valor. Se se adota a aproximação pfp\approx f, obtém-se h(500/16)1,6=50,0 cm|h^{\prime}|\approx(500/16)\cdot1{,}6=50{,}0\text{ cm}, alternativa D. O enunciado não explicita essa aproximação.

Q38
Ondulatória — Interferência
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Uma luz de determinado comprimento de onda, λ\lambda, incide perpendicularmente sobre duas fendas paralelas, separadas por d=0,20 mmd=0{,}20\text{ mm} de distância. Num anteparo, colocado a D=1,0 mD=1{,}0\text{ m} de distância das fendas, a terceira franja brilhante, sem contar a franja brilhante que se forma no centro do anteparo, forma-se a uma distância y=7,5 mmy=7{,}5\text{ mm} do centro da franja central (ponto P da figura). A diferença de caminho entre os feixes que saem de cada fenda é Δ=mλ2\Delta=m\frac{\lambda}{2}, m=0,1,2,3,m=0,1,2,3,\ldots, sendo m par para interferência construtiva e ímpar para destrutiva. Considerando que, para pequenos ângulos θ\theta (veja a figura), Δ=dyD\Delta=\frac{dy}{D}, o comprimento de onda da luz usada é

Figura da questão 38, Grupo 2
A)
λ = 5,0 × 10−7 m.
B)
λ = 8,5 × 10−7 m.
C)
λ = 6,0 × 10−7 m.
D)
λ = 2,3 × 10−7 m.
Alternativa correta: A
Resolução

A terceira franja brilhante fora do centro corresponde à diferença de caminho Δ=3λ\Delta=3\lambda (ou m=6m=6 na convenção do enunciado). Logo, λ=dy/(3D)=(0,20×103)(7,5×103)/3=5,0×107 m\lambda=dy/(3D)=(0{,}20\times10^{-3})(7{,}5\times10^{-3})/3=5{,}0\times10^{-7}\text{ m}.

Q39
Óptica — Comprimento de onda no meio
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

O comprimento de onda de um feixe laser de hélio-neônio, propagando-se no ar, cujo índice de refração é 1, é 632,80 nm (1 nm = 1 × 10−9 m). O comprimento de onda desse feixe, ao se propagar em vidro, cujo índice de refração é 1,5, vale, aproximadamente,

Dados: Considere a velocidade da luz no ar igual a 3×108 m/s3\times10^8\text{ m/s}.
A)
621,85 nm.
B)
632,80 nm.
C)
481,25 nm.
D)
421,87 nm.
Alternativa correta: D
Resolução

A frequência permanece constante na refração. Como v=c/nv=c/n, o comprimento de onda é inversamente proporcional ao índice: λvidro=632,80/1,5421,87 nm\lambda_{\mathrm{vidro}}=632{,}80/1{,}5\approx421{,}87\text{ nm}.

Q40
Eletrodinâmica — Gerador e motor
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Uma bateria de f.e.m ε=2,0 V\varepsilon=2{,}0\text{ V} e resistência interna r=0,5 Ωr=0{,}5\ \Omega faz funcionar um motor que levanta um peso de 2,0 N2{,}0\text{ N} à velocidade escalar constante V=0,5 m/sV=0{,}5\text{ m/s}. Supondo que toda a energia que o motor receba, seja utilizada apenas para levantar o peso, determine a corrente máxima no circuito.

A)
I=(2+3) AI=(2+\sqrt{3})\text{ A}.
B)
I=(1+23) AI=(1+2\sqrt{3})\text{ A}.
C)
I=(2+2) AI=(2+\sqrt{2})\text{ A}.
D)
I=(1+32) AI=(1+3\sqrt{2})\text{ A}.
Alternativa correta: C
Resolução

O motor utiliza a potência P=Fv=20,5=1 WP=Fv=2\cdot0{,}5=1\text{ W}. A potência entregue pela bateria é (εrI)I(\varepsilon-rI)I. Então, 2I0,5I2=12I-0{,}5I^2=1, ou I24I+2=0I^2-4I+2=0. As soluções são I=2±2 AI=2\pm\sqrt2\text{ A}; o maior valor é 2+2 A2+\sqrt2\text{ A}.

Q41
Eletrostática — Equilíbrio de carga
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Uma partícula de massa m = 2 × 10−5 kg e carga elétrica positiva q = 4 × 10−6 C está em movimento retilíneo e uniforme, entre as placas de um capacitor plano carregado de placas paralelas, onde existe um campo gravitacional uniforme e um campo elétrico cujas linhas de força são paralelas entre si e perpendiculares às placas do capacitor. A intensidade desse campo elétrico é

Figura da questão 41, Grupo 2
Dados: g=10 m/s2g=10\text{ m/s}^2.
A)
50 N / C.
B)
10 N / C.
C)
0,50 N / C.
D)
5,0 N / C.
Alternativa correta: A
Resolução

No movimento retilíneo e uniforme, a resultante é nula. A força elétrica para cima equilibra o peso: qE=mgqE=mg. Logo, E=(2×10510)/(4×106)=50 N/CE=(2\times10^{-5}\cdot10)/(4\times10^{-6})=50\text{ N/C}.

Q42
Capacitores — Ruptura dielétrica
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Três capacitores planos de placas paralelas, todos com o mesmo valor 3,54×109 Farad3{,}54\times10^{-9}\text{ Farad} para a razão ε0Ad\frac{\varepsilon_0 A}{d}, sendo A a área de cada placa, ε0\varepsilon_0 a permissividade elétrica no vácuo e d=5 mmd=5\text{ mm} a distância entre as placas, são preenchidos, cada um, com materiais dielétricos diferentes. Na tabela abaixo, temos informações sobre a constante dielétrica e a rigidez dielétrica de cada um dos materiais. Os capacitores são carregados com a mesma carga elétrica Q=70,8×106 CQ=70{,}8\times10^{-6}\text{ C}.

CapacitorMaterialConstante Dielétrica kRigidez Dielétrica (V/m)
1Ar1,03×1063\times10^6
2Porcelana6,012×10612\times10^6
3Óleo de silicone2,515×10615\times10^6

Imediatamente após o carregamento, é CORRETO afirmar que

A)
apenas nos capacitores 1 e 3, preenchidos com ar e óleo de silicone, respectivamente, haverá fluxo de cargas através do dielétrico.
B)
apenas no capacitor 1, preenchido com ar, haverá fluxo de cargas através do dielétrico.
C)
em todos os capacitores haverá fluxo de cargas através do dielétrico.
D)
apenas nos capacitores 2 e 3, preenchidos com porcelana e óleo de silicone, respectivamente, haverá fluxo de cargas através do dielétrico.
Alternativa correta: B
Resolução

Para cada capacitor, C=kC0C=kC_0, com C0=3,54×109 FC_0=3{,}54\times10^{-9}\text{ F}. O campo previsto antes da ruptura é E=Q/(kC0d)=4,0×106/k V/mE=Q/(kC_0d)=4{,}0\times10^6/k\text{ V/m}. Assim, E1=4,0×106E_1=4{,}0\times10^6, E20,667×106E_2\approx0{,}667\times10^6 e E3=1,6×106 V/mE_3=1{,}6\times10^6\text{ V/m}. Apenas no ar o campo excede a rigidez indicada (3×106 V/m3\times10^6\text{ V/m}).

Q43
Indução eletromagnética — Campos no solenóide
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Num solenóide longo é aplicada uma corrente alternada de 60 Hz. Após análise do campo magnético e do campo elétrico no interior desse solenóide, é CORRETO afirmar que

A)
o campo elétrico tem linhas de campo paralelas ao eixo do solenóide e o campo magnético tem linhas circulares ao longo dele.
B)
o campo magnético tem linhas de campo circulares ao longo do solenóide, que se alternam com as do campo elétrico, que são paralelas ao eixo, a cada 30 Hz da condução da corrente.
C)
o campo magnético tem linhas de campo paralelas ao longo do eixo do solenóide, que se alternam com as do campo elétrico, que são circulares, a cada 30 Hz da condução da corrente.
D)
o campo magnético tem linhas de campo paralelas ao eixo do solenóide e o campo elétrico tem linhas circulares ao longo dele.
Alternativa correta: D
Resolução

No solenóide longo ideal, o campo magnético interno é aproximadamente paralelo ao eixo. Como a corrente alternada faz esse campo variar, surge um campo elétrico induzido com linhas circulares ao redor do eixo. Os dois campos não se substituem alternadamente como sugerem B e C.

Q44
Indução eletromagnética — Espira e solenóide
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Um solenóide longo, cuja seção reta possui área de 4,0 × 10−4 m2, é enrolado com 600 espiras por metro, e a corrente em seu enrolamento está crescendo a uma taxa igual a 125 A/s. O solenóide passa por dentro de uma espira de raio r = 2,0 cm, que está conectada a um galvanômetro G (veja as figuras). O módulo da força eletromotriz e do campo elétrico induzidos nessa espira valem, respectivamente,

Figura da questão 44, Grupo 2
Dados: Permeabilidade magnética no vácuo: μ0=4π×107 (Wb/A)\mu_0=4\pi\times10^{-7}\text{ (Wb/A)}.
A)
12 π × 10−6 V e 3 × 10−4 (V/m).
B)
12 π × 10−5 V e 3 × 10−3 (V/m).
C)
16 π × 10−6 V e 4 × 10−4 (V/m).
D)
16 π × 10−5 V e 4 × 10−3 (V/m).
Alternativa correta: A
Resolução

O fluxo relevante atravessa a seção do solenóide, de área As=4,0×104 m2A_s=4{,}0\times10^{-4}\text{ m}^2. Como B=μ0nIB=\mu_0nI, temos ε=μ0nAsΔI/Δt=12π×106 V|\varepsilon|=\mu_0nA_s\Delta I/\Delta t=12\pi\times10^{-6}\text{ V}. Pela simetria circular, E2πr=εE\cdot2\pi r=|\varepsilon|. Assim, E=(12π×106)/(2π0,02)=3×104 V/mE=(12\pi\times10^{-6})/(2\pi\cdot0{,}02)=3\times10^{-4}\text{ V/m}. Correção de unidade: o dado do PDF traz Wb/A para μ0\mu_0; a unidade correta é Wb/(A·m), equivalente a H/m.

Q45
Física Moderna — Espalhamento de Rutherford
Grupo 2 · Unimontes 2009.1

Nascido na Nova Zelândia, Ernest Rutherford (1871−1937) conquistou o prêmio Nobel de Química em 1908 (juntamente com Frederick Soddy), por ter mostrado a radioatividade na desintegração dos átomos. No entanto, seu nome está mais associado às experiências de espalhamento, realizadas em 1910−1911, com a colaboração de dois alunos seus, Hans Geiger e Ernest Marsden, na universidade de Manchester, Inglaterra, com as quais verificaram a existência dos núcleos dos átomos. Nelas, um feixe fino de partículas alfa (núcleos do átomo de Hélio), consideradas positivas, incidia sobre uma folha de ouro, também muito fina. Anteriormente, o modelo do átomo mais aceito era o de Thomson, que considerava uma esfera contendo uma mistura de cargas negativas e positivas, originando uma estrutura neutra. Pelo modelo de Thomson, as partículas alfa deveriam ser espalhadas com desvios muito pequenos, o que levaria à observação experimental de pequenos ângulos de espalhamento. No entanto, Rutherford observou, em alguns casos, ângulos de espalhamento de quase 180º, ou seja, as partículas voltavam praticamente na mesma direção e em sentido contrário. Sendo assim, as cargas elétricas que repeliam as partículas alfa (de mesmo sinal que elas) deveriam estar contidas num volume muito pequeno, comportando-se como uma carga pontual. Nesse caso, o campo elétrico máximo que repele as partículas poderia ser muito grande, o que explicaria os grandes ângulos de desvio. Rutherford usou a palavra núcleo para designar essa minúscula região onde a carga positiva estava concentrada. Portanto, suas experiências estabeleceram que o átomo possui um núcleo muito pequeno, de densidade muito grande, com diâmetro menor que 10−14 m. O núcleo ocupa um volume de cerca de 10−12 do volume total do átomo, mas contém toda a carga positiva e pelo menos 99,95% da massa total do átomo.

As figuras abaixo apresentam simulações de computador para o espalhamento de uma partícula alfa de 5,0 MeV (7,9 × 10−13J) colidindo com um núcleo de ouro, raio R0 = 7,0 × 10−15m (seu tamanho real), e com outro núcleo hipotético, de raio dez vezes maior (R = 10 R0). A partir dos argumentos apresentados no texto acima e da observação dessas simulações, pode-se afirmar CORRETAMENTE que

Figura da questão 45, Grupo 2
A)
o tamanho do núcleo não influencia o espalhamento das partículas alfa, pois a carga total que cria o campo elétrico que repele as partículas seria a mesma.
B)
a hipótese de que o núcleo possui um raio significativamente maior que aquele proposto pelo modelo de Rutherford levaria à observação de pequenos ângulos de espalhamento, o que é inconsistente com as constatações experimentais.
C)
o tamanho do núcleo não influencia o espalhamento das partículas alfa, pois o campo elétrico criado por ele, responsável pelo espalhamento, independe de como a carga está distribuída.
D)
os ângulos de espalhamento seriam, certamente, maiores, se fossem consideradas partículas alfa com energia superior a 5,0 MeV, na simulação com o núcleo hipotético, de raio maior.
Alternativa correta: B
Resolução

Uma carga positiva concentrada em uma região muito pequena permite forças elétricas intensas durante aproximações próximas ao núcleo, produzindo grandes desvios. Espalhar a mesma carga em um núcleo significativamente maior reduz o campo máximo e os grandes ângulos de espalhamento, em desacordo com a observação descrita. Para as demais condições mantidas, aumentar a energia cinética da partícula tende a reduzir, e não aumentar, o desvio.

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