O gráfico abaixo representa a velocidade escalar em função do tempo para uma partícula que se move ao longo de uma reta, saindo da origem.

O gráfico que representa CORRETAMENTE a aceleração em função do tempo, para esse movimento, é




A aceleração é a inclinação do gráfico velocidade × tempo. De 0 a 10 s: . De 10 a 30 s: . De 30 a 60 s: . Esses três trechos correspondem à alternativa C.
Um objeto de massa m está inicialmente em repouso sobre uma superfície sem atrito. Ao atuar nele uma força de módulo , constante, durante um intervalo de tempo , adquire uma velocidade de módulo V. Em seguida, uma força de módulo coloca novamente o objeto em movimento, a partir do repouso. O intervalo de tempo necessário para que o objeto, sujeito à força de módulo , adquira uma velocidade de mesmo módulo é igual a
Pelo impulso da força resultante, . No segundo caso, . Comparando, .
Numa superfície sem atrito, a bolinha 1, de massa m, executa movimento circular uniforme, descrevendo um ângulo de radianos a cada intervalo de tempo . Ela está presa ao ponto P, centro da trajetória, por um fio de comprimento L (veja a figura). Num determinado instante, o fio rompe-se e a bolinha 1 segue, em linha reta, até atingir a bolinha 2, de mesma massa, que estava em repouso. Imediatamente após a colisão, é CORRETO afirmar que

A velocidade antes da colisão é . O enunciado não informa o tipo de colisão. Em uma colisão frontal perfeitamente elástica entre massas iguais, a bolinha 1 para e a 2 adquire : alternativa B. Em uma colisão perfeitamente inelástica, ambas seguem juntas com : alternativa A. Portanto, os dados não determinam uma única alternativa; B exige a hipótese adicional de colisão frontal elástica.
Um bloco de madeira flutua com 60% do volume imerso em água, cuja densidade é 1,0 g/cm3. O mesmo bloco, quando imerso em óleo de densidade 0,8 g/cm3, flutua com uma fração f do seu volume imersa no líquido. O valor de f é
No equilíbrio, . Na água, . No óleo, .
Na superfície de um lago gelado, considerada plana e perfeitamente lisa, sendo desprezíveis as forças de atrito sobre os corpos que se movem sobre ela, uma mulher de 50kg empurra um homem de 100kg. Se o homem adquire velocidade de módulo 0,25m/s, pode-se afirmar CORRETAMENTE que a mulher
Considerando o sistema inicialmente em repouso, a quantidade de movimento total permanece nula: . Logo, . O sinal negativo indica sentido oposto ao do homem.
Uma amostra de um gás perfeito passa do estado A para o estado B, sob pressão constante de 80 N/m2, absorvendo 2 × 103 Joules de calor. O volume V e a temperatura T dessa amostra estão representados no gráfico. Calcule o aumento da energia interna, durante a transformação.

O volume aumenta de 10 para 30 m³. O trabalho realizado pelo gás é . Pela primeira lei, .
Uma máquina térmica ideal, operando sob o ciclo de Carnot, converte uma quantidade de energia igual a 800 J em trabalho útil, por ciclo. A máquina trabalha com fontes térmicas a 400 K e 500 K, denominadas fonte fria e fonte quente, respectivamente. Determine a quantidade de calor rejeitado à fonte fria.
O rendimento é . Como , temos . O calor rejeitado é .
Um mergulhador, submerso em um lago, vê o Sol fazendo um ângulo de elevação aparente θ = 45º, com a superfície do lago. Seja α o ângulo de elevação real que o Sol faz com o horizonte, na situação descrita. O valor de é, aproximadamente,

Os ângulos de elevação são medidos em relação à horizontal. Pela lei de Snell, . Assim, e .
Calcule o potencial elétrico no ponto P. O raio do círculo é r = 0,5 m, e o valor das cargas , .

O potencial é uma soma escalar: . A carga total é ; portanto, . A alternativa B tem o valor numérico correto, mas todas as alternativas do PDF trazem N/C, unidade de campo elétrico. A unidade correta de potencial é V (ou J/C).
Determine o valor de r no circuito abaixo, de forma que a corrente máxima seja .

A resistência total correspondente à corrente máxima é . Como está em série com o paralelo, . Logo, e .
O efeito joule consiste na dissipação de energia elétrica sob a forma de energia térmica em um condutor de resistência R, no qual se estabelece uma corrente elétrica I, sob uma diferença de potencial V. A energia E dissipada em um aquecedor elétrico, nas condições descritas acima, em um intervalo de tempo t, é dada CORRETAMENTE por
A potência elétrica é . Para tensão e corrente constantes, . Também seria possível escrever ou .
A rigidez dielétrica de um meio é o campo elétrico acima do qual o meio se torna condutor. Para o ar seco, o valor da rigidez dielétrica é da ordem de 106 V/m. Numa tempestade, a umidade do ar é bastante alta, modificando a rigidez dielétrica do ar. Vamos considerar que seu valor seja reduzido à metade, chegando a 5 × 105 V/m. Durante a tempestade, um relâmpago típico libera uma enorme quantidade de energia potencial elétrica. As cargas fluem de uma nuvem até o solo, numa taxa da ordem de 105 Coulombs por segundo. A energia potencial elétrica por Coulomb, liberada nesse processo, ou seja, a diferença de potencial elétrico entre a nuvem e o solo pode superar 108 V. Nesse caso, considerando o valor de 5 × 105 V/m para a rigidez dielétrica do ar úmido e de 2,5 × 108 V para a d.d.p. entre o solo e a nuvem, estima-se que a altura da nuvem, em relação ao solo, é
Na estimativa com campo uniforme, . Assim, .
Uma partícula de carga Q = 2 × 10−18C e massa m = 4 × 10−26 kg penetra ortogonalmente numa região de um campo magnético uniforme de intensidade B = 10−3 T, com velocidade v = 105 m/s. O raio da órbita descrita pela partícula é
A força magnética fornece a força centrípeta: . Logo, .
O fluxo magnético através de uma bobina varia com o tempo, de acordo com o gráfico mostrado abaixo. Sabe-se que a bobina constitui um circuito fechado, cuja resistência é igual a 10 Ω. Determine o valor da corrente elétrica no intervalo entre t = 0,3 s e t = 0,4 s.

Entre 0,3 e 0,4 s, o fluxo cai de 4 Wb para zero. Considerando o fluxo indicado como o fluxo concatenado com o circuito, . Portanto, .
Desenvolvida no ano de 1900 por Max Planck (1858–1947), a idéia de quantização da energia considera que a energia de uma onda eletromagnética está contida em partículas chamadas fótons. A energia E de cada fóton é proporcional à freqüência da onda eletromagnética. Num experimento, dois feixes de raios X, 1 e 2, incidem sobre uma placa de chumbo e são totalmente absorvidos por ela. O comprimento de onda do feixe 2 é três vezes maior que o comprimento de onda do feixe 1. Ao serem absorvidos, um fóton do feixe 1 transfere uma energia , e um fóton do feixe 2, uma energia . Considerando as informações dadas sobre a energia de um fóton e a relação entre freqüência e comprimento de onda, é CORRETO afirmar que
Como e , segue que .
Um barco atravessa um rio de 50 m de largura, com velocidade máxima própria (imprimida apenas pelo motor do barco) de módulo m/s. A correnteza tem velocidade constante de módulo m/s. O barco sai do ponto A, numa margem, e chega ao ponto B, na outra (veja a figura). O módulo do deslocamento do barco é

A velocidade própria do barco é perpendicular às margens. O tempo de travessia é . A correnteza produz um deslocamento de . Logo, .
Uma mola está presa a um bloco conforme a figura abaixo. Seu comprimento natural (sem estar comprimida ou alongada) é 1,2 m e, na configuração representada no desenho abaixo, seu comprimento é 1,5 m. Sabendo-se que a massa do bloco é 3,0 kg, determine o valor da constante elástica, K, da mola.

Admitindo equilíbrio, fio e polia ideais e ausência de atrito, a tração equilibra a componente do peso ao longo do plano: . A deformação é . Assim, . Essas idealizações são necessárias e não estão explicitadas no texto.
Consideremos o movimento de uma pedra, lançada verticalmente para cima com velocidade inicial , sendo desprezível a resistência do ar ao seu movimento. Durante sua ascensão, é CORRETO afirmar que
Durante a subida, a energia cinética diminui e a energia potencial gravitacional aumenta. Como apenas a gravidade realiza trabalho e ela é conservativa, permanece constante.
É conhecido que uma nave espacial é constituída por estágios. Quando está em ascensão, a nave adquire maior velocidade cada vez que um estágio é lançado fora. Isso está de acordo com o princípio da
A ejeção de massa para trás permite que a parte restante aumente sua velocidade para a frente. Durante a ejeção, desprezando o impulso das forças externas nesse curto intervalo, conserva-se a quantidade de movimento do sistema nave + massa ejetada. A simples separação passiva de um estágio não produz, por si só, esse aumento de velocidade.
Um recipiente contém um líquido homogêneo de densidade 0,8 g/cm3. Adotando-se g = 10 m/s2, calcule a pressão efetiva, devida apenas à coluna de líquido, a 0,6 m de profundidade, e a diferença de pressão entre dois pontos, A e B, que estão, respectivamente, nas profundidades de 0,7 m e 0,5 m.
A densidade é . Logo, . A diferença é .
Imagine uma sala onde a temperatura ambiente seja 15 °C. Todos os objetos que estão em seu interior apresentam a mesma temperatura, ou seja, estão em equilíbrio térmico a 15 °C. O corpo humano, por sua vez, independentemente da temperatura do ambiente, apresenta sempre a mesma temperatura de 36,5 °C. Se alguém toca dois objetos dessa sala, um de madeira e outro de metal, por exemplo, o objeto de metal parecerá estar mais frio que o de madeira. Agora imagine que esses mesmos objetos fiquem expostos ao Sol por um tempo suficiente para atingirem uma temperatura superior à do nosso corpo. Ao toque humano, parecerá então que o metal está mais quente que a madeira. Essa diferença de percepção ocorre porque
O metal tem condutividade térmica maior que a madeira. Abaixo da temperatura da pele, retira calor dela mais rapidamente e parece mais frio. Acima da temperatura da pele, transfere calor a ela mais rapidamente e parece mais quente. A sensação depende da transferência de calor. A temperatura corporal citada é um valor típico, não uma constante invariável.
A distância focal de uma lente convergente de um projetor de slides é 16 cm. A imagem deve ser projetada numa tela colocada a 5,0 m da lente. Se a figura do slide mede 1,6 cm de altura, na tela sua altura será
Pela equação da lente, , com e , resulta . O módulo da ampliação é , e a altura exata no modelo é . Nenhuma alternativa apresenta esse valor. Se se adota a aproximação , obtém-se , alternativa D. O enunciado não explicita essa aproximação.
Uma luz de determinado comprimento de onda, , incide perpendicularmente sobre duas fendas paralelas, separadas por de distância. Num anteparo, colocado a de distância das fendas, a terceira franja brilhante, sem contar a franja brilhante que se forma no centro do anteparo, forma-se a uma distância do centro da franja central (ponto P da figura). A diferença de caminho entre os feixes que saem de cada fenda é , , sendo m par para interferência construtiva e ímpar para destrutiva. Considerando que, para pequenos ângulos (veja a figura), , o comprimento de onda da luz usada é

A terceira franja brilhante fora do centro corresponde à diferença de caminho (ou na convenção do enunciado). Logo, .
O comprimento de onda de um feixe laser de hélio-neônio, propagando-se no ar, cujo índice de refração é 1, é 632,80 nm (1 nm = 1 × 10−9 m). O comprimento de onda desse feixe, ao se propagar em vidro, cujo índice de refração é 1,5, vale, aproximadamente,
A frequência permanece constante na refração. Como , o comprimento de onda é inversamente proporcional ao índice: .
Uma bateria de f.e.m e resistência interna faz funcionar um motor que levanta um peso de à velocidade escalar constante . Supondo que toda a energia que o motor receba, seja utilizada apenas para levantar o peso, determine a corrente máxima no circuito.
O motor utiliza a potência . A potência entregue pela bateria é . Então, , ou . As soluções são ; o maior valor é .
Uma partícula de massa m = 2 × 10−5 kg e carga elétrica positiva q = 4 × 10−6 C está em movimento retilíneo e uniforme, entre as placas de um capacitor plano carregado de placas paralelas, onde existe um campo gravitacional uniforme e um campo elétrico cujas linhas de força são paralelas entre si e perpendiculares às placas do capacitor. A intensidade desse campo elétrico é

No movimento retilíneo e uniforme, a resultante é nula. A força elétrica para cima equilibra o peso: . Logo, .
Três capacitores planos de placas paralelas, todos com o mesmo valor para a razão , sendo A a área de cada placa, a permissividade elétrica no vácuo e a distância entre as placas, são preenchidos, cada um, com materiais dielétricos diferentes. Na tabela abaixo, temos informações sobre a constante dielétrica e a rigidez dielétrica de cada um dos materiais. Os capacitores são carregados com a mesma carga elétrica .
| Capacitor | Material | Constante Dielétrica k | Rigidez Dielétrica (V/m) |
|---|---|---|---|
| 1 | Ar | 1,0 | |
| 2 | Porcelana | 6,0 | |
| 3 | Óleo de silicone | 2,5 |
Imediatamente após o carregamento, é CORRETO afirmar que
Para cada capacitor, , com . O campo previsto antes da ruptura é . Assim, , e . Apenas no ar o campo excede a rigidez indicada ().
Num solenóide longo é aplicada uma corrente alternada de 60 Hz. Após análise do campo magnético e do campo elétrico no interior desse solenóide, é CORRETO afirmar que
No solenóide longo ideal, o campo magnético interno é aproximadamente paralelo ao eixo. Como a corrente alternada faz esse campo variar, surge um campo elétrico induzido com linhas circulares ao redor do eixo. Os dois campos não se substituem alternadamente como sugerem B e C.
Um solenóide longo, cuja seção reta possui área de 4,0 × 10−4 m2, é enrolado com 600 espiras por metro, e a corrente em seu enrolamento está crescendo a uma taxa igual a 125 A/s. O solenóide passa por dentro de uma espira de raio r = 2,0 cm, que está conectada a um galvanômetro G (veja as figuras). O módulo da força eletromotriz e do campo elétrico induzidos nessa espira valem, respectivamente,

O fluxo relevante atravessa a seção do solenóide, de área . Como , temos . Pela simetria circular, . Assim, . Correção de unidade: o dado do PDF traz Wb/A para ; a unidade correta é Wb/(A·m), equivalente a H/m.
Nascido na Nova Zelândia, Ernest Rutherford (1871−1937) conquistou o prêmio Nobel de Química em 1908 (juntamente com Frederick Soddy), por ter mostrado a radioatividade na desintegração dos átomos. No entanto, seu nome está mais associado às experiências de espalhamento, realizadas em 1910−1911, com a colaboração de dois alunos seus, Hans Geiger e Ernest Marsden, na universidade de Manchester, Inglaterra, com as quais verificaram a existência dos núcleos dos átomos. Nelas, um feixe fino de partículas alfa (núcleos do átomo de Hélio), consideradas positivas, incidia sobre uma folha de ouro, também muito fina. Anteriormente, o modelo do átomo mais aceito era o de Thomson, que considerava uma esfera contendo uma mistura de cargas negativas e positivas, originando uma estrutura neutra. Pelo modelo de Thomson, as partículas alfa deveriam ser espalhadas com desvios muito pequenos, o que levaria à observação experimental de pequenos ângulos de espalhamento. No entanto, Rutherford observou, em alguns casos, ângulos de espalhamento de quase 180º, ou seja, as partículas voltavam praticamente na mesma direção e em sentido contrário. Sendo assim, as cargas elétricas que repeliam as partículas alfa (de mesmo sinal que elas) deveriam estar contidas num volume muito pequeno, comportando-se como uma carga pontual. Nesse caso, o campo elétrico máximo que repele as partículas poderia ser muito grande, o que explicaria os grandes ângulos de desvio. Rutherford usou a palavra núcleo para designar essa minúscula região onde a carga positiva estava concentrada. Portanto, suas experiências estabeleceram que o átomo possui um núcleo muito pequeno, de densidade muito grande, com diâmetro menor que 10−14 m. O núcleo ocupa um volume de cerca de 10−12 do volume total do átomo, mas contém toda a carga positiva e pelo menos 99,95% da massa total do átomo.
As figuras abaixo apresentam simulações de computador para o espalhamento de uma partícula alfa de 5,0 MeV (7,9 × 10−13J) colidindo com um núcleo de ouro, raio R0 = 7,0 × 10−15m (seu tamanho real), e com outro núcleo hipotético, de raio dez vezes maior (R = 10 R0). A partir dos argumentos apresentados no texto acima e da observação dessas simulações, pode-se afirmar CORRETAMENTE que

Uma carga positiva concentrada em uma região muito pequena permite forças elétricas intensas durante aproximações próximas ao núcleo, produzindo grandes desvios. Espalhar a mesma carga em um núcleo significativamente maior reduz o campo máximo e os grandes ângulos de espalhamento, em desacordo com a observação descrita. Para as demais condições mantidas, aumentar a energia cinética da partícula tende a reduzir, e não aumentar, o desvio.
