Unimontes 2011.2 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Vestibular · Grupos 1 e 2 · Física · 22 questões.

Vestibular Unimontes 2011.2
Grupos 1 e 2
22 questões de Física

Os grupos utilizam a mesma numeração, Q27 a Q37, mas têm questões distintas. Selecione o grupo para navegar. Gabaritos oficiais conferidos para os respectivos cadernos.

Enunciados, alternativas e dados transcritos integralmente dos cadernos. As figuras mostram apenas diagramas e gráficos originais. As resoluções são do Método TEF; inconsistências documentais são indicadas sem modificar o texto da prova.

Fontes da transcrição
Q27
Mecânica — Cinemática — Lançamento vertical

Uma partícula descreve um movimento vertical, saindo do solo, de subida e descida, num local onde a aceleração da gravidade possui módulo g = 10 m/s². Desprezando-se a resistência do ar e considerando que a altura máxima atingida pela partícula é h = 20 m, pode-se afirmar CORRETAMENTE:

A)No instante em que retorna ao solo, o módulo da velocidade da partícula é de 20 m/s.
B)O tempo gasto no percurso, ida e volta até o solo, será de 2s.
C)A cada segundo, a velocidade da partícula varia, em módulo, 5 m/s.
D)Para atingir a altura máxima h, a partícula deve ter velocidade inicial, para cima, de módulo 15 m/s.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q27

A
Resolução — Método TEF

Ideia central: A energia mecânica se conserva na ausência de resistência do ar.

Passo 1. Na altura máxima a velocidade é zero; ao retornar ao mesmo nível, o módulo da velocidade é igual ao inicial. O tempo de subida é 2 s e o tempo total é 4 s.

$v_0=\sqrt{2gh}=\sqrt{2\cdot10\cdot20}=20\ \mathrm{m/s}$

Resposta: alternativa A.

Q28
Mecânica — Dinâmica — Atrito

Um bloco de massa m, com velocidade de módulo V, desloca-se sobre uma superfície de coeficiente de atrito dinâmico µ (veja a figura). Após sofrer um deslocamento d, sua velocidade assume módulo que é a metade da velocidade inicial. Adotando-se o módulo da aceleração da gravidade como g, o coeficiente de atrito dinâmico será

Bloco nas posições inicial e final, velocidades V e V/2 e deslocamento d.
A)$v^2/(8gd)$.
B)$3v/(8gd)$.
C)$3v^2/(gd)$.
D)$3v^2/(8gd)$.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q28

D
Resolução — Método TEF

Ideia central: O atrito produz aceleração constante de módulo $\mu g$.

Passo 1. Aplicamos a equação de Torricelli ao deslocamento d, com velocidade final V/2.

$(V/2)^2=V^2-2\mu gd\quad\Rightarrow\quad\mu=\frac{3V^2}{8gd}$

Resposta: alternativa D.

Q29
Mecânica — Cinemática — Transmissão por polia

Um motor faz um eixo de 5 cm de diâmetro girar a 2400 rpm (rotações por minuto). O eixo está conectado, através de uma polia, a um disco de raio 10 cm. A velocidade linear, em m/s, na periferia do disco, será

Eixo de diâmetro 5 cm ligado por correia ao disco de raio 10 cm.
A)π.
B)2π.
C)20π.
D)10π.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q29

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: Sem escorregamento, a correia tem a velocidade tangencial do eixo e da borda do disco.

Passo 1. Convertemos 2400 rpm em 40 rotações por segundo. O raio do eixo é 0,025 m.

$v=2\pi rf=2\pi\cdot0,025\cdot40=2\pi\ \mathrm{m/s}$

Resposta: alternativa B.

Q30
Mecânica — Hidrostática — Empuxo

Em um recipiente são misturadas duas soluções de densidades $\rho_1$ e $\rho_2$ e volumes $V_1$ e $V_2$, respectivamente (veja a figura). Um bloco de massa m e densidade $\rho$ é colocado no recipiente e 30% de seu volume fica submerso. Considerando o módulo da aceleração da gravidade igual a g e $V_1=2V_2$, o módulo do empuxo sobre o bloco é CORRETAMENTE expresso por

Bloco parcialmente submerso na mistura de volume V1+V2.
A)$\dfrac{(\rho_1+2\rho_2)mg}{\rho}$.
B)$\dfrac{(2\rho_1+3\rho_2)mg}{3\rho}$.
C)$\dfrac{(2\rho_1+\rho_2)mg}{\rho}$.
D)$\dfrac{(2\rho_1+\rho_2)mg}{10\rho}$.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q30

D
Resolução — Método TEF

Ideia central: O empuxo é o peso do volume de mistura deslocado.

Passo 1. A densidade da mistura é a média ponderada pelos volumes; o bloco desloca 30% de m/ρ.

$\rho_m=\frac{2\rho_1+\rho_2}{3},\quad E=\rho_mg\frac{0,3m}{\rho}=\frac{(2\rho_1+\rho_2)mg}{10\rho}$

Resposta: alternativa D.

Adota-se aditividade dos volumes das soluções, implícita no diagrama.

Q31
Termologia — Calorimetria — Mudança de fase

Um bloco de gelo de massa m = 40 kg, à temperatura de –2 °C, desprende-se de uma geleira e cai dentro de um lago contendo 20 m³ de água a 18 °C. Considerando que haja troca de calor apenas entre a água e o bloco de gelo, pode-se afirmar CORRETAMENTE que

Dados: Densidade da água = $10^3$ kg/m³; Calor específico do gelo = 0,5 cal/g°C; Calor específico da água = 1 cal/g°C; Calor latente de fusão do gelo = 80 cal/g.

A)a água irá congelar-se parcialmente.
B)a temperatura final será 0 ºC.
C)todo o bloco de gelo irá fundir.
D)a temperatura final será 14 °C.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q31

C
Resolução — Método TEF

Ideia central: Compara-se o calor necessário para aquecer e fundir o gelo com o calor disponível na água.

Passo 1. Há 20.000 kg de água. Para chegar a 0 °C ela libera 360 milhões de calorias; o gelo precisa de somente 3,24 milhões de calorias para chegar a 0 °C e fundir. Portanto, todo ele funde e a temperatura final permanece positiva.

$Q_g=40000(0,5\cdot2+80)=3,24\cdot10^6\ \mathrm{cal}$

Resposta: alternativa C.

Q32
Termologia — Termodinâmica — Transformação isocórica

Um recipiente de volume V contém um gás que está inicialmente à temperatura T0 e pressão P0. Esse gás é aquecido e atinge um novo estado, caracterizado por temperatura T e pressão P. O volume do recipiente permanece constante. Considerando o sistema recipiente + gás, assinale a afirmativa CORRETA.

A)O gás sofre uma transformação isocórica e a entropia do sistema aumenta.
B)O gás sofre uma transformação isobárica e a entropia do sistema aumenta.
C)O gás sofre uma transformação isotérmica e a entropia do sistema aumenta.
D)O gás sofre uma transformação em que a entropia do sistema permanece constante.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q32

A
Resolução — Método TEF

Ideia central: Volume constante caracteriza uma transformação isocórica.

Passo 1. O aquecimento aumenta a temperatura; para o gás, ΔS = nCᵥ ln(T/T₀) é positiva. O sistema recebe calor e sua entropia aumenta.

Resposta: alternativa A.

Q33
Óptica — Refração — Lei de Snell

Um estudante idealizou um experimento em que um laser é disparado em meio a uma camada gasosa, com índice de refração n = 1,02 (em relação ao vácuo), até atingir a superfície de um líquido dentro de um recipiente livre de choques mecânicos. Um raio é refletido e atinge a parte superior de um anteparo de tamanho d (veja a figura). Sendo α = 30°, o índice de refração do líquido, para que a situação idealizada seja possível, é, aproximadamente,

Dados: $\sin30^\circ=1/2$, $\cos30^\circ=\sqrt3/2$, $\sin45^\circ=\cos45^\circ=\sqrt2/2$, $\sin60^\circ=\sqrt3/2$, $\cos60^\circ=1/2$, $\sqrt2\approx1,41$ e $\sqrt3\approx1,73$.

Laser incidente, raio refletido a 45 graus e raio refratado fazendo alfa com a normal; anteparo de altura d a distância d.
A)1,42.
B)1,39.
C)1,44.
D)1,37.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q33

C
Resolução — Método TEF

Ideia central: A lei da reflexão fixa o ângulo de incidência e a lei de Snell relaciona os índices.

Passo 1. A altura e a distância horizontal do anteparo são iguais a d; o raio refletido faz 45° com a normal. O raio refratado faz 30° com ela.

$n_l=\frac{1,02\sin45^\circ}{\sin30^\circ}=1,02\sqrt2\approx1,44$

Resposta: alternativa C.

Q34
Eletricidade — Eletrostática — Lei de Coulomb

Uma esfera condutora B, de massa M e carga elétrica Q, está fixada no topo de um plano inclinado. Outra esfera condutora A, de massa m e carga q, está sobre o mesmo plano, abaixo da esfera B. A distância entre seus centros é d (veja a figura). O módulo da aceleração da gravidade no local é g e a constante eletrostática é K. A esfera A está em equilíbrio. Assinale a alternativa em que a carga Q é dada corretamente em termos de d, q, m e g. d 2

Esferas A e B em plano inclinado de ângulo theta, separadas por d.
A)$mg\sin(\theta)\dfrac{d^2}{Kq}$.
B)$-mg\sin(\theta)\dfrac{d^2q}{K}$.
C)$-mg\sin(\theta)\dfrac{d^2}{Kq}$.
D)$-mg\cos(\theta)\dfrac{d^2q}{K}$.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q34

C
Resolução — Método TEF

Ideia central: A atração elétrica equilibra a componente do peso ao longo do plano.

Passo 1. Como B está acima de A, as cargas devem ter sinais opostos. Igualando os módulos e incluindo o sinal de atração, obtemos:

$\frac{K|Qq|}{d^2}=mg\sin\theta\quad\Rightarrow\quad Q=-\frac{mg\sin\theta\,d^2}{Kq}$

Resposta: alternativa C.

A resolução adota a idealização de cargas pontuais, sem atrito, implícita na questão.

Q35
Eletromagnetismo — Força magnética — Fio com corrente

Um fio condutor flexível, de comprimento 2L e massa desprezível, é percorrido por uma corrente I. Na metade desse fio, no ponto A, está presa uma extremidade de outro fio, não condutor e de massa desprezível que, por sua vez, tem sua outra extremidade fixada a um bloco de massa m. No local, a aceleração da gravidade possui módulo g. O fio condutor apresenta uma deflexão porque sustenta o peso do bloco (veja a situação 1 na figura). Um dispositivo é acionado e um campo magnético uniforme $\vec B$ surge atuando ao longo de todo o comprimento 2L do fio condutor. A força magnética que atua no fio, devido ao campo $\vec B$, anula sua deflexão (veja a situação 2 na figura).

Marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o módulo, a direção e o sentido do campo magnético.

Fio com corrente para a direita sustentando bloco: situação 1 com deflexão e situação 2 horizontal.
A)$\dfrac{mg}{IL}$; perpendicular à folha; saindo da folha.
B)$\dfrac{mg}{2IL}$; perpendicular à folha; entrando na folha.
C)$\dfrac{mg}{2IL}$; perpendicular à folha; saindo da folha.
D)$\dfrac{mg}{IL}$; perpendicular à folha; entrando na folha.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q35

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: A força magnética vertical sobre o comprimento total 2L deve sustentar o peso.

Passo 1. Com corrente para a direita, a regra da mão direita dá força para cima quando o campo entra na folha.

$BI(2L)=mg\quad\Rightarrow\quad B=\frac{mg}{2IL}$

Resposta: alternativa B.

Q36
Física moderna — Dualidade — Efeito fotoelétrico

Quando cargas elétricas são aceleradas, desaceleradas ou, ainda, realizam movimento oscilatório, radiações eletromagnéticas são produzidas. Em outros experimentos, cargas elétricas demonstram comportamento ondulatório. Considere os fenômenos enumerados abaixo: I - difração; II - interferência; III - efeito fotoelétrico. O(s) fenômeno(s) que NÃO caracteriza(m) comportamento ondulatório é(são):

A)III, apenas.
B)II, apenas.
C)I, apenas.
D)I e II, apenas.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q36

A
Resolução — Método TEF

Ideia central: Difração e interferência são fenômenos ondulatórios; o efeito fotoelétrico evidencia a quantização da luz.

Passo 1. Apenas o fenômeno III não caracteriza o comportamento ondulatório.

Resposta: alternativa A.

Q37
Ondulatória — Interferência — Coerência

A ótica geométrica utiliza-se da aproximação de raios luminosos para examinar o que ocorre quando a luz se reflete numa superfície ou se refrata ao passar de um meio material para outro. Já a ótica Física, ou ótica ondulatória, lida com fenômenos que não podem ser adequadamente explicados com a aproximação de raios luminosos. Para explicar fenômenos como a interferência e a difração, a ótica física lida com a natureza ondulatória da luz. As cores brilhantes exibidas por um CD ao refletir luz branca, as várias cores que surgem na superfície de uma bolha de sabão que flutua ou as regiões claras e sombreadas que percebemos ao observarmos, contra a luz, dois tecidos finos superpostos, são exemplos de interferência da luz. Numa superposição de ondas eletromagnéticas, padrões de interferência podem surgir como resultado da combinação dos campos elétrico e magnético que constituem as ondas individuais. Ondas eletromagnéticas visíveis possuem comprimento de onda curto (de 4×10⁻⁷ m a 7×10⁻⁷ m) e, por esse motivo, seus efeitos de interferência não são facilmente observados. Para que se observe um padrão estável de interferência, são necessárias duas fontes produzindo ondas de mesmo comprimento de onda e que mantenham uma relação de fase constante entre si, ou seja, elas precisam ser coerentes. Uma fonte de luz ordinária passa por alterações aleatórias a cada 10⁻⁸ s, aproximadamente. Dessa forma, as condições para interferência construtiva (luz intensa) ou destrutiva (sombra) duram por tempos da ordem de 10⁻⁸ s. Tais fontes ordinárias são chamadas de incoerentes. Um método muito usado para a produção de duas fontes luminosas coerentes de comprimentos de onda idênticos é utilizar-se de uma única fonte luminosa emitindo um único comprimento de onda para iluminar um anteparo contendo duas fendas estreitas. A luz que emerge das fendas é coerente porque é produzida por uma única fonte. As duas fendas servem apenas para separar o feixe original em duas partes. Nesse caso, uma alteração aleatória na luz emitida pela fonte ocorre, simultaneamente, nos dois feixes separados e os efeitos da interferência podem ser observados. Thomas Young, em 1801, demonstrou pela primeira vez a interferência com ondas luminosas a partir de duas fendas. O diagrama da experiência de dupla fenda e uma ampliação do centro de um possível padrão de franjas formado sobre o anteparo estão representados na figura a seguir. As fendas S1 e S2 funcionam como fontes de ondas luminosas coerentes que produzem um padrão de interferência no anteparo de observação (o desenho não está em escala). (Texto e figura adaptados de SERWAY Raymond A.; JEWETT, R. John W. Princípios de Física. vol. 4, p. 1052-1054. São Paulo: Thomson Learning Edições Ltda, 2007.) Após a leitura do texto sobre ótica física, marque a alternativa CORRETA.

Experiência de dupla fenda de Young e franjas de interferência.
A)Podemos usar uma lâmpada que emite luz branca, iluminando a primeira barreira na experiência de dupla fenda, como fonte para a produção de duas fontes luminosas coerentes de comprimentos de onda idênticos.
B)Um feixe de ondas eletromagnéticas de mesmo comprimento de onda é coerente se elas mantêm uma relação de fase constante entre si.
C)A espessura das fendas não influencia o padrão de difração observado na experiência de dupla fenda.
D)Padrões de interferência só ocorrem na faixa visível do espectro eletromagnético.

Gabarito oficial · Grupo 1 · Q37

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: Coerência exige uma relação de fase constante.

Passo 1. A alternativa B reproduz essa condição para ondas de mesmo comprimento de onda. Luz branca contém diversos comprimentos, a largura das fendas influencia a difração e a interferência também existe fora do visível.

Resposta: alternativa B.

Q27
Mecânica — Cinemática — Gráficos do movimento

Uma dada partícula move-se em linha reta entre os pontos A e B. A partícula executa um movimento do ponto A até o ponto B, permanece 2 segundos em B e retorna para o ponto A. No percurso A-B, a velocidade da partícula permanece com módulo V.

Dados: $S_B$ = posição em B; $V_B$ = velocidade em B; $a_B$ = aceleração em B.

O gráfico que MELHOR representa o movimento da partícula é

Quatro gráficos identificados I a IV: posição, aceleração e velocidade em função do tempo.
A)II.
B)IV.
C)III.
D)I.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q27

D
Resolução — Método TEF

Ideia central: O gráfico posição-tempo tem inclinação igual à velocidade.

Passo 1. A posição cresce linearmente no percurso A-B, permanece constante durante a parada de 2 s e depois diminui no retorno. Isso corresponde ao gráfico I.

Resposta: alternativa D.

Q28
Ondulatória — Acústica — Frequência sonora

Fenômenos ondulatórios são comuns no dia a dia. Quem nunca ouviu falar em terremotos, ondas no mar e barulho de propaganda política? O som também é um fenômeno ondulatório. Toda informação que chega aos nossos ouvidos é um tipo de onda que viaja por um meio líquido, sólido ou gasoso. A velocidade do som no ar possui módulo de, aproximadamente, 340 m/s. O ouvido humano é capaz de perceber ruídos que vão de 20 a 20000 Hz. Um dado ruído, no ar, possui comprimento de onda de 21,25 m. Num bairro em que este ruído tocou a noite inteira, moradores da região reclamaram de barulho. Sobre o barulho em questão, assinale a alternativa CORRETA.

A)O barulho certamente é do ruído, pois, ocorrendo durante toda a noite, a intensidade de som seria elevada e acordaria os moradores.
B)O ruído não pode ter incomodado os moradores, uma vez que não é perceptível ao ouvido humano.
C)O ruído pode ter sido a causa do barulho, pois sua frequência f está no intervalo 20 Hz≤ f ≤ 20kHz.
D)O ruído não pode ter sido a causa do barulho, pois sua frequência é superior a 20 kHz.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q28

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: A frequência é a razão entre a velocidade e o comprimento de onda.

Passo 1. O valor obtido é inferior ao limite auditivo de 20 Hz informado no texto: trata-se de infrassom.

$f=\frac{340}{21,25}=16\ \mathrm{Hz}$

Resposta: alternativa B.

A resposta usa o intervalo auditivo idealizado fornecido pela prova; não avalia efeitos de vibrações intensas.

Q29
Mecânica — Estática — Equilíbrio de torques

Uma barra de comprimento L = 5 m encontra-se em equilíbrio, apoiada em dois pontos ao longo de seu comprimento. A barra é homogênea e possui massa m = 160 kg. Um homem, inicialmente no ponto A, caminha em direção ao ponto P (veja a figura). Se o homem posicionar-se no ponto P, a barra fica na iminência de girar. Sendo o módulo da aceleração da gravidade g = 10 m/s², a massa do homem, em kg, é, aproximadamente,

Barra de 5 m com apoios separados por 3 m e P a 1 m da ponta direita.
A)88.
B)80.
C)84.
D)82.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q29

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: Na iminência de girar, a reação no apoio esquerdo se anula.

Passo 1. Tomamos momentos em torno do apoio a 3 m de A. O centro da barra fica a 2,5 m de A e o homem fica em P, a 4 m de A.

$m_hg(4-3)=160g(3-2,5)\quad\Rightarrow\quad m_h=80\ \mathrm{kg}$

Resposta: alternativa B.

Q30
Eletricidade — Campo elétrico — Movimento de carga

Uma partícula de massa M e carga positiva q move-se em movimento retilíneo uniforme, com velocidade de módulo V. Um campo elétrico uniforme, de módulo constante, é acionado, parando a partícula após 2 segundos. A alternativa que MELHOR representa o módulo e o sentido do campo elétrico é

Partícula de massa M e carga q com velocidade V para a direita.
A)$\dfrac{MV}{2q}$, $\longleftarrow$
B)$\dfrac{MV}{q}$, $\longleftarrow$
C)$\dfrac{2MV}{q}$, $\longrightarrow$
D)$\dfrac{2MV}{3q}$, $\longrightarrow$

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q30

ANULADA
Resolução — Método TEF

Ideia central: Para frear uma carga positiva, o campo precisa apontar em sentido contrário à velocidade.

Passo 1. A variação de velocidade é −V em 2 s. Pela segunda lei de Newton, o módulo do campo seria MV/(2q), apontando para a esquerda, como A. Apesar disso, o gabarito após recursos anulou oficialmente a questão.

$a=-V/2,\quad qE=M|a|\quad\Rightarrow\quad E=\frac{MV}{2q}$

Resposta: Questão oficialmente anulada.

Anulação oficial N no caderno 25, questão 30; a alternativa A é a solução física no modelo indicado.

Q31
Mecânica — Estática — Lei de Hooke

Uma mola, de constante elástica k e comprimento natural d (sem ser esticada ou comprimida), é fixada em um teto, tendo um bloco de massa m fixado na outra extremidade. O bloco, então, deforma a mola até atingir o equilíbrio e um comprimento total L (veja a figura). Admitindo-se que a aceleração da gravidade possui módulo g, pode-se afirmar CORRETAMENTE que

Mola vertical com comprimento natural d e comprimento total L sustentando massa m.
A)$k=\dfrac{mg}{L}$: é que, no equilíbrio, a força elástica anula o efeito da força-peso.
B)a soma de forças nunca é nula.
C)$k=\dfrac{mg}{L-d}$: é que, no equilíbrio, a força elástica anula o efeito da força-peso.
D)a força elástica é sempre menor que a força-peso e é por isso que a mola estica.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q31

C
Resolução — Método TEF

Ideia central: A deformação da mola é seu comprimento final menos o natural.

Passo 1. No equilíbrio, a força elástica e o peso têm módulos iguais.

$k(L-d)=mg\quad\Rightarrow\quad k=\frac{mg}{L-d}$

Resposta: alternativa C.

Q32
Eletricidade — Capacitores — Associação em série

Num circuito composto por uma bateria e três capacitores em série (veja a figura abaixo), $φ_i$ é a diferença de potencial entre as placas, $q_i$ é a carga armazenada e $C_i$ a capacitância do capacitor i, i=1,2,3. As três capacitâncias são diferentes entre si.

É CORRETO afirmar que

Bateria e três capacitores C1, C2, C3 em série, com cargas qi e tensões phi_i.
A)$\phi_1=\phi_2=\phi_3$.
B)$q_1=q_2=q_3$.
C)$q_1\phi_1=q_2\phi_2=q_3\phi_3$.
D)$q_1/\phi_1=q_2/\phi_2=q_3/\phi_3$.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q32

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: Capacitores em série armazenam cargas de mesmo módulo.

Passo 1. Como as capacitâncias são diferentes, suas tensões são diferentes, pois φᵢ = q/Cᵢ. A igualdade garantida é q₁ = q₂ = q₃.

Resposta: alternativa B.

Q33
Termologia — Calorimetria — Mudança de fase

De alguma forma, a temperatura é uma medida da agitação das partículas que constituem uma substância. Quando recebe calor, uma substância pode variar sua temperatura e/ou mudar de fase. As temperaturas em que ocorrem as mudanças de fase de sólido para líquido e de líquido para vapor são denominadas temperatura de fusão e temperatura de ebulição, respectivamente. Considerando uma substância pura, inicialmente no estado sólido, que é aquecida até a fase vapor, marque a afirmativa CORRETA.

A)Durante a ebulição, a temperatura varia porque a agitação térmica é muito grande.
B)A temperatura varia durante a fusão e a ebulição.
C)Durante a fusão, a temperatura permanece constante.
D)Se a temperatura varia durante a fusão, permanece constante durante a ebulição.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q33

C
Resolução — Método TEF

Ideia central: Uma substância pura muda de fase a temperatura constante, sob pressão fixa.

Passo 1. Durante a fusão, o calor recebido é latente: altera a fase em vez de elevar a temperatura.

Resposta: alternativa C.

Supõe-se pressão constante, condição usual de uma curva de aquecimento de substância pura.

Q34
Termologia — Termodinâmica — Máquinas térmicas

Na figura abaixo, é mostrado um esquema de uma máquina térmica operando entre uma fonte quente e uma fonte fria. A máquina térmica retira calor da fonte quente, realiza trabalho e cede uma quantidade de calor à fonte fria. Quando a máquina realiza trabalho igual a 40 kJ, sendo seu rendimento η= 20%, pode-se AFIRMAR que

Máquina térmica recebe calor da fonte quente, realiza trabalho e cede calor à fonte fria.
A)o calor recebido será de 200 kJ e o calor cedido será de 160 kJ.
B)o calor cedido será de 200 kJ e o calor recebido será de 160 kJ.
C)o calor cedido será 75% do calor recebido.
D)o calor recebido será 200 kJ e o calor cedido 40 kJ.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q34

A
Resolução — Método TEF

Ideia central: O rendimento relaciona trabalho e calor recebido.

Passo 1. Dividimos o trabalho pelo rendimento e aplicamos a conservação da energia para o calor cedido.

$Q_q=\frac{W}{\eta}=\frac{40}{0,20}=200\ \mathrm{kJ},\quad Q_f=200-40=160\ \mathrm{kJ}$

Resposta: alternativa A.

Q35
Óptica — Lentes — Imagem em lente convergente

Na figura, estão representados os elementos para a formação de imagem de uma lente esférica.

Observando as características da imagem, podemos AFIRMAR que o objeto situa-se

Objeto luminoso, lente convergente e imagem real invertida e ampliada projetada no anteparo.
A)entre o foco e o vértice da lente.
B)entre o centro de curvatura e o foco da lente.
C)antes do centro de curvatura da lente.
D)sobre o centro de curvatura da lente.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q35

B
Resolução — Método TEF

Ideia central: A imagem projetada é real, invertida e ampliada.

Passo 1. Uma lente convergente forma uma imagem com essas características quando o objeto está entre o foco F e o ponto 2F, chamado de centro de curvatura nas alternativas.

Resposta: alternativa B.

Q36
Física moderna — Relatividade — Adição de velocidades

Na mecânica de Newton, quando estudamos o movimento retilíneo de um corpo 1 em relação a um corpo 2, também em movimento, a diferença X(t) entre suas posições é X(t) = x2(t) - x1(t), (1) em que x1(t) e x2(t) são as posições dos corpos 1 e 2, respectivamente. A velocidade V do corpo 2 em relação ao corpo 1 (ou em relação ao referencial em que o corpo 1 está em repouso) é V = v2 - v1, (2) em que v1 e v2 são as velocidades dos corpos 1 e 2, respectivamente. Pela última equação, se um veículo 2 segue numa estrada a 110 km/h e outro veículo 1 segue no mesmo sentido a 90 km/h, a velocidade de 2, em relação a 1, é V = 110 km/h - 90 km/h = 20 km/h. Se os dois veículos viajam em sentidos contrários, supondo-se que a velocidade do segundo veículo seja positiva, temos que V = 110 km/h + 90 km/h = 200 km/h. A Teoria da Relatividade Especial (ou Restrita), de Albert Einstein, mostra que essa descrição para o movimento de um corpo em relação a outro não é válida quando as velocidades são próximas da velocidade da luz no vácuo, c, que é, aproximadamente, 3,00 ×10⁸ m/s. Na teoria da relatividade, a expressão correta para o movimento relativo entre dois corpos, com velocidades v1 e v2, é $V=\dfrac{v_2-v_1}{1-v_1v_2/c^2}$ (3) Para valores de velocidade com os quais estamos acostumados em nosso dia a dia, usar a expressão (2) ou a expressão (3) para o cálculo de V praticamente leva ao mesmo resultado. Por exemplo, no caso dos dois veículos do exemplo anterior, teríamos uma diferença da ordem de 10⁻¹³ km/h, para o caso dos veículos viajando no mesmo sentido, e de 10⁻¹² km/h, para o outro caso. No entanto, considerando dois elétrons movimentando-se na mesma direção e sentidos contrários, com velocidades iguais em módulo, v1 = v2 =c/2, teríamos uma velocidade relativa entre eles igual a $V=\dfrac{c/2+c/2}{1+(c/2)^2/c^2}=\dfrac{c}{1+1/4}=\dfrac45c$, (4) que é bem diferente do valor c obtido com o uso da expressão (2), que vem da Mecânica de Newton. (Texto adaptado de CHAVES, Alaor; SAMPAIO, José Francisco. Física Básica – Mecânica, Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2007, p. 59-60.) Considerando duas partículas em movimento, na mesma direção e em sentidos contrários, de modo que v2 = c e v1 = –c, de acordo com a expressão (3) no texto acima, é CORRETO afirmar que o valor da velocidade relativa V entre elas seja igual a

A)4c/5.
B)c/2.
C)0.
D)c.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q36

D
Resolução — Método TEF

Ideia central: A questão pede a substituição na fórmula relativística fornecida.

Passo 1. Inserindo v₂ = c e v₁ = −c, o numerador vale 2c e o denominador vale 2.

$V=\frac{c-(-c)}{1-(-c)c/c^2}=\frac{2c}{2}=c$

Resposta: alternativa D.

O cálculo é formal: não existe referencial inercial de repouso associado a uma partícula que se move à velocidade da luz.

Q37
Eletromagnetismo — Força magnética — Carga em campo magnético

Um pêndulo simples, cujo fio de comprimento L possui, em uma de suas extremidades, uma partícula de massa m e carga elétrica positiva q, é abandonado a partir do ponto $P_1$, na região I, posição em que o fio faz um ângulo θcom a vertical (veja a figura). A aceleração da gravidade no local possui módulo g. O pêndulo, após ultrapassar $P_2$, ponto mais baixo de sua trajetória, entra na região (II), em que atua um campo magnético uniforme $\vec B$, perpendicular à folha e “entrando na folha”. Ele se move até o ponto $P_3$ e retorna.

Sobre o movimento do pêndulo na região II, sob a ação do campo $\vec B$, é CORRETO afirmar que

Pêndulo nas regiões I e II; campo magnético entrando na folha na região II.
A)o módulo da força magnética sobre a partícula é constante durante seu movimento na região II.
B)a força magnética sobre a partícula será nula durante seu movimento na região II.
C)o módulo da força magnética sobre a partícula diminui quando ela sobe em direção a $P_3$ e aumenta quando ela retorna em direção a $P_2$.
D)seu movimento na região II não será no plano do papel, devido à força magnética sobre a partícula.

Gabarito oficial · Grupo 2 · Q37

C
Resolução — Método TEF

Ideia central: A força magnética é perpendicular à velocidade e não realiza trabalho.

Passo 1. A velocidade permanece no plano da folha, perpendicular ao campo. Logo F = qvB: na subida, a energia cinética diminui e a força magnética diminui; na descida ambas aumentam.

Resposta: alternativa C.