Na engenharia, uma das principais preocupações com variações de temperatura que os materiais sofrem está relacionada com a dilatação térmica. O fenômeno ocorre pelas mais diversas causas e praticamente em todos os sistemas do nosso dia-a-dia, desde os pistões dos motores dos automóveis em funcionamento, até as grandes estruturas de engenharia, como edificações, pontes e ferrovias ( figura 1 ). Além disso, diferentes materiais respondem de maneira diferente à mesma variação de temperatura. Considere o gráfico do comprimento X em função da temperatura T, para dois materiais A e B, com suas temperaturas indo desde um valor inicial Ti até um valor final Tf e analise as afirmativas:

I – O material A é mais sensível a variações de temperatura que o material B;
II – Na temperatura T0 os dois materiais possuem o mesmo comprimento;
III – O coeficiente de dilatação linear do material B é maior que o coeficiente de dilatação linear do material A;
IV – Se na temperatura inicial Ti o comprimento do material A for maior que o do material B, o gráfico das dilatações dos materiais não terá nenhum ponto em comum; Estão corretas apenas:
A reta de A tem inclinação maior, indicando maior variação de comprimento por grau: I é verdadeira. As retas se cruzam em T0, então ali os comprimentos são iguais: II é verdadeira. Como A começa menor e cresce mais rapidamente, o gráfico não sustenta coeficiente de B maior: III é falsa. Se A começasse maior, mantendo o padrão de maior crescimento, os comprimentos não se cruzariam no intervalo de aquecimento considerado: IV é verdadeira nessa condição. A hipótese de IV deve ser entendida no intervalo Ti–Tf, não como uma afirmação sobre qualquer temperatura.

