Determinar, em metros por segundo, a velocidade média de um carro que percorre a distância de 36 km em meia hora.
$$v_m=\frac{\Delta s}{\Delta t}=\frac{36\,000}{1800}=20\text{ m/s}$$
Resposta: 20.
Concurso Vestibular Unificado — 1991 · Física e Biologia
Física (Q01–20) — resolução comentada Método TEF.
Concurso Vestibular Unificado — 1991 · Provas de Física e Biologia · 40 questões · Duração: 4 horas.
Determinar, em metros por segundo, a velocidade média de um carro que percorre a distância de 36 km em meia hora.
$$v_m=\frac{\Delta s}{\Delta t}=\frac{36\,000}{1800}=20\text{ m/s}$$
Resposta: 20.
Um corpo que se move ao longo de uma reta tem seu deslocamento dado por $\Delta s=10t+5t^2$, onde $s$ é dado em metros e $t$ em segundos. Determinar, em metros, o deslocamento do corpo após sua velocidade ter aumentado de 10 m/s em relação a seu valor inicial.
Comparando $\Delta s=v_0t+\frac{at^2}{2}$ com a expressão dada, $v_0=10\text{ m/s}$ e $a=10\text{ m/s}^2$. Para a velocidade aumentar $10\text{ m/s}$:
$$10=at\Rightarrow t=1\text{ s}$$
$$\Delta s=10(1)+5(1)^2=15\text{ m}$$
Resposta: 15.
Um projétil é lançado do solo com velocidade inicial $v_0=20\text{ m/s}$ fazendo um ângulo $\theta=\operatorname{arcsen}0{,}8$ com a horizontal. A 36 m do ponto de lançamento, existe uma parede com altura h. Usando a gravidade $g=10\text{ m/s}^2$, determinar o limite máximo da altura da parede, em metros, para que o projétil consiga ultrapassá-la.
Como $\sen\theta=0{,}8$, temos $\cos\theta=0{,}6$. Logo:
$$v_{0x}=12\text{ m/s},\qquad v_{0y}=16\text{ m/s}$$
Para $x=36\text{ m}$:
$$t=\frac{36}{12}=3\text{ s}$$
$$y=16(3)-5(3)^2=3\text{ m}$$
Resposta: 03.
Um corpo de massa $m=1{,}0\text{ kg}$ percorre um trilho sem atrito, com a forma da figura ao lado, sendo largado de uma altura $h=1{,}1\text{ m}$. O trecho de B a D é um arco de circunferência com raio $r=0{,}5\text{ m}$. Tomando-se o módulo da aceleração da gravidade $g=10\text{ m/s}^2$, determinar o módulo da força resultante sobre o corpo no ponto C, em newtons (N).

No ponto C, a altura em relação a B é $r=0{,}5\text{ m}$. Pela conservação da energia:
$$mgh=mg r+\frac{mv_C^2}{2}$$
$$v_C^2=2g(h-r)=2\cdot10(1{,}1-0{,}5)=12$$
Em C, a componente radial da força resultante é a centrípeta:
$$F_r=\frac{mv_C^2}{r}=\frac{1\cdot12}{0{,}5}=24\text{ N}$$
Como C está na lateral do arco, o peso $mg=10\text{ N}$ é tangencial à trajetória e perpendicular à componente radial. Portanto, o módulo da força resultante é
$$F_R=\sqrt{F_r^2+(mg)^2}=\sqrt{24^2+10^2}=26\text{ N}$$
Resposta: 26.
Um corpo de massa $m_1=1{,}0\text{ kg}$, com velocidade de 3 m/s, colide de modo perfeitamente inelástico contra outro corpo de massa $m_2=2{,}0\text{ kg}$, inicialmente em repouso. Determinar, em metros por segundo, a velocidade final do segundo corpo.
Após uma colisão perfeitamente inelástica, os corpos passam a ter a mesma velocidade:
$$m_1v_1=(m_1+m_2)v$$
$$1\cdot3=3v\Rightarrow v=1\text{ m/s}$$
Resposta: 01.
Um corpo de massa $m=2{,}0\text{ kg}$ desloca-se numa trajetória retilínea com velocidade $v=6{,}0\text{ m/s}$. Ao passar pelo ponto convencionado como sendo a origem das posições, a resultante das forças que passam a agir sobre ele varia com a posição de acordo com o gráfico dado ao lado. Determinar a velocidade do corpo, em metros por segundo, quando ele passa pelo ponto $x=6{,}0\text{ m}$.

O trabalho da força resultante entre $0$ e $6\text{ m}$ é a área algébrica sob o gráfico:
$$W=4\cdot4-3\cdot1=13\text{ J}$$
Pelo teorema da energia cinética:
$$\frac{mv_f^2}{2}-\frac{mv_0^2}{2}=13$$
$$v_f^2-36=13\Rightarrow v_f=7\text{ m/s}$$
Resposta: 07.
Massas iguais de água quente e gelo a $0^\circ\text{C}$ são misturadas em um recipiente de capacidade térmica desprezível, resultando, no equilíbrio, apenas água a $0^\circ\text{C}$. Determinar, em graus Celsius, a temperatura inicial da água quente (calor de fusão do gelo: 80 cal/g).
O calor cedido pela água quente é exatamente o necessário para fundir o gelo:
$$mcT=mL_f$$
Com $c=1\text{ cal/(g·}^\circ\text{C)}$ e $L_f=80\text{ cal/g}$:
$$T=80^\circ\text{C}$$
Resposta: 80.
Duas cargas, $q_1$ e $q_2$, ambas iguais a $12\times10^{-9}\text{ C}$ estão separadas por uma distância de 5,0 m. Determinar, em volts, o potencial eletrostático gerado por estas cargas no ponto A da figura.

O triângulo é $3$–$4$–$5$, logo as distâncias de A às cargas são $3\text{ m}$ e $4\text{ m}$. Assim:
$$V=kq\left(\frac13+\frac14\right)$$
$$V=9\times10^9\cdot12\times10^{-9}\cdot\frac7{12}=63\text{ V}$$
Resposta: 63.
Determinar, em watts, a potência dissipada pelo resistor colocado entre os pontos A e B no circuito abaixo.

O ramo superior possui $2\Omega$ e está em paralelo com $3\Omega$:
$$R_p=\frac{2\cdot3}{2+3}=\frac65\Omega$$
Em série com $6\Omega$, $R_{eq}=7{,}2\Omega$, então $I=60/7{,}2=25/3\text{ A}$. A tensão no paralelo é $U=I R_p=10\text{ V}$. No ramo de $2\Omega$, $I_s=5\text{ A}$; portanto, no resistor AB de $1\Omega$:
$$P=I_s^2R=25\text{ W}$$
Resposta: 25.
Duas lâmpadas de 10 w e 250 w estão separadas por uma distância de 1,5 m. A que distância, em centímetros, da lâmpada de 10 w deve ser colocada uma pequena folha de papel para que seus dois lados fiquem igualmente iluminados?
Admitindo que as duas lâmpadas tenham a mesma eficiência luminosa, o iluminamento é proporcional à potência elétrica e inversamente proporcional ao quadrado da distância:
$$\frac{10}{x^2}=\frac{250}{(150-x)^2}$$
$$150-x=5x\Rightarrow x=25\text{ cm}$$
Resposta: 25.
A solução pressupõe, portanto, que a razão entre potência luminosa emitida e potência elétrica seja a mesma para as duas lâmpadas.
Dois observadores medem a aceleração de um corpo que se move e encontram, em qualquer instante, os mesmos valores para suas medidas. Isto significa que
Dois referenciais que se movem um em relação ao outro com velocidade constante têm aceleração relativa nula. Por isso, atribuem ao mesmo corpo o mesmo vetor aceleração.
Duas esferas (1 e 2 na figura ao lado) são lançadas, horizontalmente, no mesmo instante, da borda de uma mesa com velocidades $\vec v_1$ e $\vec v_2$, respectivamente, sendo $\vec v_1=3\vec v_2$. As esferas atingem o solo nos instantes $t_1$ (esfera 1) e $t_2$ (esfera 2), com deslocamentos horizontais $d_1$ (esfera 1) e $d_2$ (esfera 2). Pode-se afirmar que

As duas esferas partem da mesma altura com velocidade vertical inicial nula, portanto têm o mesmo tempo de queda: $t_1=t_2$. Como $d=vt$ e $v_1=3v_2$:
$$d_1=3d_2$$
O vetor que melhor representa a força resultante sobre um pêndulo que oscila, quando este passa pelo ponto mais baixo de sua trajetória, no sentido da esquerda para a direita, é





No ponto mais baixo, a aceleração tangencial é nula e a resultante é centrípeta, dirigida para o ponto de suspensão, portanto verticalmente para cima.
Duas barras constituídas de um mesmo material têm comprimentos diferentes a $0^\circ\text{C}$. Se as duas barras forem igualmente aquecidas, o gráfico que melhor representará os comprimentos ($\ell$) das barras em função da temperatura (T) é:





Para cada barra:
$$\ell=\ell_0(1+\alpha T)=\ell_0+\alpha\ell_0T$$
Como o material é o mesmo, $\alpha$ é igual; a barra inicialmente maior possui também maior inclinação $\alpha\ell_0$. As retas, portanto, afastam-se com o aumento de T.
A figura ao lado mostra a trajetória de três partículas (1, 2, 3) que viajam com velocidades de módulos constantes e iguais. Com relação às acelerações ($a_1$, $a_2$ e $a_3$) das partículas, pode-se afirmar que:

Nas trajetórias curvas 1 e 3, o vetor velocidade muda de direção e existe aceleração centrípeta. A trajetória 2 é retilínea e a velocidade possui módulo constante; portanto, apenas $a_2=0$.
Uma partícula de carga q, massa m e velocidade $\vec v$ penetra numa região onde existe um campo magnético que dá origem a uma força $\vec F$. Sobre a aceleração da partícula ($\vec a$) e a classificação de seu movimento, pode-se afirmar que
Pela segunda lei de Newton, em qualquer instante, $$\vec a=\frac{\vec F}{m}$$
Para a força magnética, $\vec F=q\,\vec v\times\vec B$. Em geral, sua direção depende da direção de $\vec v$, de modo que o vetor aceleração não permanece constante. Portanto, o movimento não é uniformemente variado.
Dos gráficos abaixo, o que melhor representa a intensidade de campo elétrico (E) gerado por uma esfera condutora carregada de raio R, em função da distância r, medida a partir do centro da esfera é





No interior de uma esfera condutora em equilíbrio eletrostático, $E=0$. Na superfície há descontinuidade e, externamente:
$$E=k\frac{|Q|}{r^2}$$
portanto o campo decresce com a distância.
Duas cargas $q_1$ e $q_2$ tais que $q_1\cdot q_2\mathrel{>}0$ são colocadas e mantidas fixas na situação mostrada na figura abaixo. Em determinado momento, as cargas são liberadas para se movimentarem. A partir deste instante pode-se afirmar que

Como $q_1q_2\mathrel{>}0$, as cargas têm o mesmo sinal e se repelem. Ao serem liberadas a partir do repouso, a energia potencial elétrica diminui e a energia cinética aumenta; portanto, afastam-se com velocidades crescentes.
Uma lente esférica delgada é usada por uma pessoa para observar um objeto. A pessoa consegue ver a imagem do objeto sem necessidade de projetá-la e esta imagem tem o dobro do tamanho do objeto. Logo,
Como a imagem é observada sem projeção, ela é virtual. Uma lente divergente produz imagem virtual reduzida; para obter imagem virtual ampliada é necessária uma lente convergente com o objeto entre a lente e o foco. A imagem é direita.
Uma onda é produzida por um vibrador de período regular num sistema formado por duas cordas emendadas, de diâmetros diferentes e mesmo material. A região 1 corresponde à corda mais fina e a região 2, à corda mais grossa. Sendo $v_1$, $\lambda_1$, $f_1$ e $v_2$, $\lambda_2$, $f_2$ a velocidade, o comprimento de onda e a frequência da onda na região 1 e 2, respectivamente, e $f$ a frequência do vibrador, tem-se
A frequência é determinada pelo vibrador e não muda na passagem entre as cordas:
$$f_1=f_2=f$$
Como a corda 1 é mais fina, sua densidade linear é menor. Para a mesma tração:
$$v=\sqrt{\frac{T}{\mu}}\Rightarrow v_1\mathrel{>}v_2$$
Como $\lambda=v/f$, segue que $\lambda_1\mathrel{>}\lambda_2$.