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UFPB 82 — Questões de Física comentadas — Método TEF

COPERVE — Concurso Vestibular 1982 · Provas de Química e Física

Física (Q26–50) — resolução comentada Método TEF.

Q26
Física Geral — Análise Dimensional — Unidade do produto pV

O produto da pressão de um gás por seu volume é expresso em unidades de

a)força
b)energia
c)momentum
d)potência
e)temperatura

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

Faça a análise dimensional. Pressão é força por área, e volume é área vezes comprimento:

$$P\cdot V=\frac{\text{N}}{\text{m}^2}\cdot\text{m}^3=\text{N}\cdot\text{m}=\text{J}$$

Newton vezes metro é joule: unidade de energia. Não é coincidência: o trabalho de um gás a pressão constante é $W=P\,\Delta V$, e na equação dos gases $PV=nRT$ o lado direito também é uma energia.

Q27
Mecânica — Trabalho e Energia — Unidades de energia

Um Joule (unidade de energia do sistema MKS) é igual a . . . . . . . ergs (unidade de energia do sistema cgs).

a)$10^2$
b)$10^3$
c)$10^4$
d)$10^5$
e)$10^7$

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

No MKS, $1\ \text{J}=1\ \text{kg}\cdot\text{m}^2/\text{s}^2$. No CGS, $1\ \text{erg}=1\ \text{g}\cdot\text{cm}^2/\text{s}^2$. Convertendo:

$$1\ \text{J}=10^3\ \text{g}\cdot(10^2\ \text{cm})^2/\text{s}^2=10^3\cdot10^4\ \text{erg}=10^7\ \text{erg}$$

O cuidado está no metro ao quadrado: $1\ \text{m}^2=10^4\ \text{cm}^2$, e não $10^2$.

Q28
Mecânica — Estática — Equilíbrio de corpos extensos

Uma barra homogênea está em equilíbrio sob a ação de três forças, das quais só duas estão representadas no esquema abaixo. A outra força está aplicada

Barra AB com forças de 3,0 N em B e 2,0 N em A, separados por 1,0 m
a)à direita de A
b)à esquerda de B
c)entre A e B e mais próxima de A
d)entre A e B e mais próxima de B
e)no ponto médio de AB

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

Barra em equilíbrio: a resultante é nula e o torque total também.

Resultante nula: as duas forças mostradas somam $5{,}0\ \text{N}$ para baixo. A terceira tem de ser $5{,}0\ \text{N}$ para cima.

Torque nulo em relação a B: a força de $3{,}0\ \text{N}$ passa por B e não gera torque. Chamando de $x$ a distância da terceira força até B:

$$5{,}0\cdot x=2{,}0\cdot1{,}0\;\Longrightarrow\;x=0{,}4\ \text{m}$$

A terceira força fica entre A e B, a $0{,}4\ \text{m}$ de B e $0{,}6\ \text{m}$ de A: mais perto de B, do lado da força maior. É a mesma ideia da gangorra: o apoio fica mais perto de quem é mais pesado.

Q29
Mecânica — Estática — Centro de gravidade

Uma chapa de espessura $x$ e densidade uniforme possui o formato de um triângulo isósceles. Quais os elementos geométricos dessa chapa que define o seu centro de gravidade?

a)As bissetrizes e a espessura $x$
b)As bissetrizes e os lados.
c)Os lados e a espessura $x$.
d)Os ângulos e a espessura $x$.
e)Os lados e os ângulos.

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

Numa chapa homogênea de espessura uniforme, o centro de gravidade coincide com o centro geométrico da figura: no triângulo, o baricentro, encontro das medianas.

A espessura não muda essa posição: ela só multiplica a massa de cada pedacinho pelo mesmo fator.

O que define o baricentro é a forma do triângulo, determinada pelos seus lados e ângulos. Por isso as alternativas com a espessura estão erradas, e a resposta é a E. (As bissetrizes definem outro ponto, o incentro, que em geral é diferente do baricentro.)

Q30
Mecânica — Cinemática — Gráfico da aceleração

A aceleração de um foguete é representada graficamente pela figura abaixo.

A velocidade máxima atingida pelo foguete entre zero e $20\,\text{s}$ é . . . . . . . $\text{m/s}$.

Gráfico da aceleração do foguete em função do tempo
a)250
b)750
c)1000
d)1250
e)1500

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

No gráfico $a\times t$, a área sob a curva é a variação da velocidade. Supondo que o foguete parte do repouso:

$$\Delta v=\underbrace{100\cdot10}_{0\text{ a }10\ \text{s}}+\underbrace{0\cdot5}_{10\text{ a }15\ \text{s}}+\underbrace{50\cdot5}_{15\text{ a }20\ \text{s}}=1000+0+250=1250\ \text{m/s}$$

A aceleração nunca é negativa, então a velocidade nunca diminui: o valor máximo é o do final, $1250\ \text{m/s}$.

Entre $10$ e $15\ \text{s}$, a aceleração é zero, e a velocidade fica constante (não cai a zero). A alternativa C, $1000$, esquece o último trecho.

Q31
Mecânica — Cinemática — Movimento circular uniforme

Analisando-se as proposições abaixo relativas ao movimento circular uniforme (MCU),

I — Quando uma partícula gira no sentido horário, em movimento circular uniforme, fica sujeita a uma aceleração dirigida para o centro de rotação.

II — Quando uma partícula gira no sentido anti-horário, em movimento circular uniforme, possui uma aceleração dirigida para fora do centro de rotação.

III — O sentido da velocidade tangencial de uma partícula, em movimento circular uniforme, acompanha o sentido da rotação.

Conclui-se que é (são) correta(s) somente

a)I
b)II
c)III
d)I e II
e)I e III

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

I (correta). No MCU, a aceleração é centrípeta: aponta sempre para o centro.

II (falsa). O sentido de rotação não muda nada: horário ou anti-horário, a aceleração continua apontando para o centro. Aceleração "para fora" não existe no MCU.

III (correta). A velocidade é tangente à trajetória, no sentido em que a partícula gira.

Q32
Mecânica — Quantidade de Movimento — Variação do momento linear

Qual a aceleração de uma partícula de massa $m$ que troca seu momento de $P$ para $3P$ no intervalo de tempo $\Delta t$?

a)$2mP/\Delta t$
b)$4P/m\Delta t$
c)$2P/m\Delta t$
d)$3mP/\Delta t$
e)$2P\Delta t/m$

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

A segunda lei de Newton, na forma geral, diz que a força resultante é a variação da quantidade de movimento por unidade de tempo:

$$F=\frac{\Delta p}{\Delta t}=\frac{3P-P}{\Delta t}=\frac{2P}{\Delta t}$$

Com $F=ma$:

$$a=\frac{2P}{m\,\Delta t}$$

A B usa $3P+P$ em vez da diferença. As alternativas com $m$ no numerador têm dimensão errada.

Q33
Mecânica — Dinâmica — Atrito e tração

Em qual das situações abaixo está indicado corretamente o sentido das forças de atrito exercidas sobre as rodas para um carro que possui tração nas quatro rodas

Cinco esquemas possíveis para o sentido das forças de atrito nas rodas de um carro com tração nas quatro rodas
a)figura a
b)figura b
c)figura c
d)figura d
e)figura e

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

A roda motriz empurra o chão para trás. Pela terceira lei, o chão empurra a roda para a frente: é o atrito estático, e é ele que acelera o carro.

Com tração nas quatro rodas, as duas (dianteira e traseira) são motrizes: as duas forças de atrito apontam para a frente, no sentido do movimento.

Na figura B, as duas setas apontam no mesmo sentido, para a frente do carro. Num carro com tração só nas rodas traseiras, a roda dianteira (livre) sofreria um atrito pequeno para trás, e as setas teriam sentidos opostos.

Q34
Mecânica — Gravitação — Aceleração da gravidade

A aceleração da gravidade na superfície de um planeta

a)depende da densidade de sua atmosfera
b)depende da massa de prova.
c)depende da sua massa.
d)independe da sua densidade.
e)é constante em qualquer ponto da sua superfície.

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

Na superfície de um planeta de massa $M$ e raio $R$, a gravidade vale

$$g=\frac{GM}{R^2}$$

Depende da massa do planeta (e do raio). Não depende da massa do corpo que cai (B) nem da atmosfera (A).

A D é falsa: para um raio fixo, a massa depende da densidade, e então $g$ também. A E é falsa: na Terra, $g$ varia com a latitude e a altitude.

Q35
Mecânica — Trabalho e Energia — Trabalho da força peso

Um corpo se desloca sobre a superfície ABCD sob a ação da gravidade. Em quais trechos da superfície, a gravidade executa maior e menor trabalho, respectivamente, sobre o corpo?

Superfície ABCD com trechos inclinados de 30 graus e 60 graus
a)BC e CD
b)AB e BC
c)AB e CD
d)CD e BC
e)CD e AB

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

O trabalho do peso depende só do desnível: $W=mg\,\Delta h$. Não importa a inclinação nem o comprimento do caminho.

Menor trabalho: em BC a superfície é horizontal, não há desnível, e o trabalho do peso é zero.

Maior trabalho: é o trecho de maior descida. Pelo esquema, CD desce mais que AB.

A inclinação maior em CD ($60^\circ$ contra $30^\circ$) é uma distração: o que importa é quanto o corpo desce, e não quão íngreme é a rampa.

Q36
Mecânica — Trabalho e Energia — Energia mecânica

Um atleta pode atingir velocidade de $10\,\text{m/s}$ em sua corrida para um salto com vara. A altura do salto em metros, desprezando-se a massa da vara e considerando-se $g=10\,\text{m/s}^2$, é

a)7,0
b)6,5
c)5,0
d)4,5
e)3,9

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

No modelo ideal, toda a energia cinética da corrida vira energia potencial no alto do salto:

$$\frac{mv^2}{2}=mgh\;\Longrightarrow\;h=\frac{v^2}{2g}=\frac{100}{20}=5{,}0\ \text{m}$$

Na prática, os atletas passam dos $6\ \text{m}$ porque o centro de massa já parte de cerca de $1\ \text{m}$ de altura e o atleta ainda empurra a vara com os braços. Mas, com as hipóteses da questão, a resposta é $5{,}0\ \text{m}$.

Q37
Mecânica — Hidrostática — Princípio de Arquimedes

Quando um corpo, de massa $M$ e densidade $0{,}2\,\text{g/cm}^3$, flutua na água, desloca uma massa $m$ do líquido. Segundo este princípio de Arquimedes, pode-se afirmar que

a)a massa do corpo é igual à massa do líquido deslocado.
b)o volume do corpo é igual ao volume do líquido deslocado.
c)o volume do líquido deslocado é igual ao volume imerso do corpo.
d)a massa do líquido deslocado é igual à massa imersa do corpo.
e)a massa imersa do corpo é igual a $1/5$ da massa do corpo.

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

Um corpo flutuando está em equilíbrio: o empuxo é igual ao peso.

$$\rho_{\text{água}}\,V_{\text{desl}}\,g=Mg\;\Longrightarrow\;\underbrace{\rho_{\text{água}}V_{\text{desl}}}_{m}=M$$

A massa de água deslocada é igual à massa do corpo. É isso que o princípio de Arquimedes dá para um corpo flutuante.

A B é falsa: o corpo, com densidade $0{,}2\ \text{g/cm}^3$, fica só $20\%$ submerso. A C é verdadeira, mas por definição (o líquido deslocado ocupa o lugar da parte imersa), e não pelo princípio de Arquimedes. A D e a E não fazem sentido físico: não existe "massa imersa" a comparar.

Q38
Mecânica — Hidrostática — Pressão em líquidos

Uma pessoa, utilizando um manômetro de precisão, mediu a pressão total, em diversos pontos do fundo de um lago. O gráfico abaixo que representa a relação entre as medidas da pressão e as distâncias dos pontos até a superfície, é

Cinco gráficos possíveis da pressão total em função da profundidade
a)gráfico a
b)gráfico b
c)gráfico c
d)gráfico d
e)gráfico e

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

A pressão total a uma profundidade $x$ é a pressão atmosférica na superfície mais a da coluna de água:

$$P=P_{atm}+\rho g x$$

É uma função do primeiro grau em $x$: o gráfico é uma reta crescente. E em $x=0$ a pressão não é zero, é $P_{atm}$: a reta corta o eixo da pressão acima da origem.

É o gráfico E. O D, que passa pela origem, seria a pressão efetiva (manométrica), sem contar a atmosfera. O enunciado fala em pressão total.

Q39
Termologia — Transmissão de Calor — Propagação do calor

A garrafa térmica é um dispositivo, feito para evitar os seguintes fenômenos térmicos

a)fusão, irradiação e condução.
b)sublimação, irradiação e fusão.
c)condução, fusão e irradiação.
d)irradiação, condução e convecção.
e)condução, convecção e sublimação.

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

A garrafa térmica é feita para evitar as três formas de transmissão de calor:

Condução: as paredes duplas têm vácuo entre si, e o vácuo não conduz calor.

Convecção: sem ar entre as paredes, não há correntes de convecção; a tampa impede a convecção pela boca.

Irradiação: as paredes espelhadas refletem a radiação térmica de volta.

Fusão e sublimação são mudanças de fase, e não formas de propagação de calor.

Q40
Termologia — Termodinâmica — Transformação cíclica

O gráfico abaixo representa a transformação cíclica ocorrida num sistema termodinâmico. Assim sendo, pode-se afirmar que

Diagrama pressão por volume de um ciclo termodinâmico ABCD
a)houve variação na energia interna do sistema.
b)não houve realização de trabalho.
c)o calor total trocado e o trabalho se equivalem.
d)a variação de energia interna do sistema é equivalente ao calor total trocado.
e)a variação da energia interna do sistema e o trabalho realizado se equivalem.

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

Num ciclo, o sistema volta ao estado inicial. A energia interna é função de estado, então $\Delta U=0$ (a alternativa A está errada).

Pela primeira lei, $\Delta U=Q-W$. Com $\Delta U=0$:

$$Q=W$$

O calor total trocado é igual ao trabalho do ciclo, que é a área dentro do ciclo no diagrama $P\times V$. Essa área não é nula, então houve trabalho (a B está errada).

Q41
Óptica — Refração — Índice de refração

Sejam $V$, $F$ e $L$ respectivamente velocidade, freqüência e comprimento de onda da luz no vácuo e $v$, $f$ e $\ell$ a velocidade, freqüência e comprimento de onda num meio $m$. Se o índice de refração deste meio em relação ao vácuo, é $n=V/v$, pode-se afirmar que $n$ é dado por

a)$F/f$
b)$L/\ell$
c)$F\ell/fL$
d)$\ell FLf$
e)$f/F$

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

Quando a luz muda de meio, a frequência não muda: ela é imposta pela fonte. Então $F=f$.

Com $V=FL$ e $v=f\ell$:

$$n=\frac{V}{v}=\frac{F\,L}{f\,\ell}=\frac{L}{\ell}$$

O índice de refração também é a razão entre os comprimentos de onda. A A e a E dariam $1$, já que as frequências são iguais.

Q42
Ondulatória — Conceitos Básicos — Relação fundamental da onda

Sendo $\ell$, $T$ e $V$, respectivamente, o comprimento de onda, o período de vibração e a velocidade de propagação da luz, indique a relação que representa a freqüência da luz:

a)$\sqrt{\ell TV}$
b)$\ell T$
c)$V/T$
d)$\sqrt{V/(\ell T)}$
e)$\sqrt{VT/\ell}$

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

A frequência é o inverso do período: $f=\frac1T$. As alternativas, porém, estão escritas de um jeito indireto; é preciso testar cada uma.

Da equação da onda, $V=\dfrac{\ell}{T}$. Então:

$$\frac{V}{\ell\,T}=\frac{\ell/T}{\ell\,T}=\frac{1}{T^2}\;\Longrightarrow\;\sqrt{\frac{V}{\ell\,T}}=\frac1T=f$$

É uma questão de manipulação algébrica. A C, $V/T$, parece razoável, mas dá $\ell/T^2$, que não é frequência.

Q43
Eletricidade — Eletrodinâmica — Geradores

Para que um gerador de energia elétrica possa fornecer grandes correntes é necessário

a)ter grande força eletromotriz.
b)ser submetido a baixas resistências de carga.
c)ter grande resistência interna.
d)ter pequena resistência interna.
e)ser submetido a grandes resistências de carga.

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

A corrente num gerador real é $i=\dfrac{\varepsilon}{R+r}$, e a tensão entregue é $U=\varepsilon-ri$.

Para poder fornecer correntes grandes, o gerador precisa ter resistência interna pequena. Com $r$ grande, a corrente máxima possível ($\varepsilon/r$) fica pequena, e grande parte da energia se perde dentro do próprio gerador.

A B descreve como obter corrente grande de um gerador qualquer (ligar uma carga de baixa resistência), mas a pergunta é sobre a característica do gerador. A A ajudaria, mas não é o essencial: um gerador de fem alta com resistência interna alta continua limitado.

Q44
Eletricidade — Eletrostática — Energia potencial elétrica

Considere duas cargas puntiformes $Q$ e $q$ nas posições $P_1$ e $P_2$.

A energia potencial do sistema é $U=KqQ/r$ e representa o trabalho necessário para deslocar

Duas cargas puntiformes Q e q nas posições P1 e P2 separadas pela distância r
a)$q$ de $P_1$ até $P_2$
b)$q$ de $P_2$ até $P_1$
c)$q$ de $P_1$ ao infinito
d)$q$ do infinito até $P_1$
e)$q$ do infinito até $P_2$

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

Com a referência de energia potencial nula no infinito, a energia potencial do par é o trabalho que um agente externo faz para montar o sistema: trazer a carga $q$ do infinito até sua posição, a distância $r$ de $Q$, sem ganhar velocidade.

Na figura, $q$ está em $P_2$. Então $U=\dfrac{KqQ}{r}$ é o trabalho para levar $q$ do infinito até $P_2$.

A C é o trabalho de desmontar o sistema, que tem o mesmo módulo e sinal oposto (e partiria da posição errada, $P_1$, que é a de $Q$).

Q45
Óptica — Lentes — Lentes delgadas

Duas lentes de mesmo material, uma biconvexa I e outra côncavo-convexa II, possui cada uma raios de curvaturas iguais. Quanto às suas distâncias focais $f_I$ e $f_{II}$, pode-se afirmar que

a)$f_I$ infinito e $f_{II}$ finito.
b)$f_I=f_{II}$
c)$f_I=-f_{II}$
d)$f_I$ finito e $f_{II}$ infinito
e)$f_I$ e $f_{II}$ finitos

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

Pela equação dos fabricantes de lentes, $\dfrac1f=(n-1)\left(\dfrac1{R_1}+\dfrac1{R_2}\right)$, com os sinais dos raios dados pela forma das faces.

Biconvexa (I): as duas faces convergem; os termos se somam. A distância focal é finita.

Côncavo-convexa (II): uma face converge e a outra diverge. Com raios de curvatura iguais, os dois termos se cancelam: $\frac1f=0$, e a distância focal é infinita. A lente se comporta como uma lâmina de faces paralelas curvada, sem convergir nem divergir.

$f_I$ finito e $f_{II}$ infinito.

Q46
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência elétrica

O gráfico da potência elétrica dissipada por um resistor em função da intensidade da corrente elétrica que o atravessa, é representado abaixo. A resistência do resistor é . . . . ohms.

Gráfico da potência dissipada em função da corrente, com pontos 2 A e 40 W, 5 A e 250 W
a)5
b)10
c)15
d)20
e)30

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

Num resistor, $P=R\,i^2$. Leia um ponto do gráfico, por exemplo $i=2\ \text{A}$ e $P=40\ \text{W}$:

$$R=\frac{P}{i^2}=\frac{40}{4}=10\ \Omega$$

Confira com o outro ponto: $10\cdot5^2=250\ \text{W}$. A curva é uma parábola, e não uma reta, por isso não se pode dividir $P$ por $i$ (daria $20$, a alternativa D, que é a tensão em $i=2\ \text{A}$).

Q47
Eletricidade — Eletrodinâmica — Leis de Kirchhoff

As somas vetoriais $S_1$, $S_2$ e $S_3$, das correntes que chegam e saem dos nós 1, 2 e 3, estão relacionadas como se seguem:

Circuito com fonte de 16 V, resistor de 4 ohms e ramos de 1, 2 e 3 ohms entre os nós 1, 2 e 3
a)$S_1=S_2=S_3$
b)$S_1=S_2>S_3$
c)$S_1+S_2>S_3$
d)$S_1>S_2>S_3$
e)$S_1+S_2+S_3\neq0$

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

Pela lei dos nós (primeira lei de Kirchhoff), em qualquer nó a soma algébrica das correntes que chegam e saem é zero: a carga não se acumula em lugar nenhum.

$$S_1=S_2=S_3=0$$

Não é preciso calcular nenhuma corrente do circuito: os valores da fonte e dos resistores são só distração.

Q48
Eletricidade — Eletrodinâmica — Conversão de energia

Dentre as formas de energia primitivas abaixo, a convertida em energia elétrica pelas pequenas baterias dos relógios digitais é a energia

a)química
b)luminosa
c)mecânica
d)hidráulica
e)calorífica

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

A pilha de um relógio armazena energia na forma química: reagentes que, ao reagirem, fazem os elétrons circularem pelo circuito.

É a conversão química $\to$ elétrica, a mesma de qualquer pilha ou bateria.

Q49
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Campo magnético de fio retilíneo

Calculando-se a intensidade do campo magnético $B$, em Tesla (T), num ponto a $30\,\text{cm}$ de um fio reto percorrido por uma corrente de $3{,}0\,\text{A}$, obtém-se

a)$6{,}3\times10^{-7}$
b)$2{,}0\times10^{-6}$
c)$2{,}0\times10^{-8}$
d)$4{,}0\times10^{-6}$
e)$1{,}8\times10^{-7}$

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

Campo de um fio reto e longo, com $r=30\ \text{cm}=0{,}30\ \text{m}$:

$$B=\frac{\mu_0\,i}{2\pi r}=\frac{4\pi\times10^{-7}\cdot3{,}0}{2\pi\cdot0{,}30}=\frac{2\times10^{-7}\cdot3{,}0}{0{,}30}=2{,}0\times10^{-6}\ \text{T}$$

A simplificação $\frac{\mu_0}{2\pi}=2\times10^{-7}$ facilita muito as contas com fio reto.

Q50
Eletromagnetismo — Força Magnética — Força sobre carga em campo uniforme

Uma partícula, de carga $q$ e massa $m$, penetra perpendicularmente em um campo magnético uniforme, de intensidade $B$, com velocidade $v$. A força magnética resultante sobre a partícula é

a)paralela a $B$
b)perpendicular a $B$
c)paralela a $v$
d)antiparalela a $v$
e)antiparalela a $B$

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

A força magnética é $\vec F=q\,\vec v\times\vec B$. Pelo produto vetorial, ela é perpendicular tanto à velocidade quanto ao campo.

Das alternativas, a única verdadeira é que a força é perpendicular a $\vec B$. (Ela também é perpendicular a $\vec v$, e por isso muda só a direção do movimento, fazendo a partícula descrever uma circunferência.)

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