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UFPB 1987 — 2ª Etapa — Questões de Física comentadas — Método TEF

Concurso Vestibular Unificado 1987 · 2ª Etapa · Física e Química

Física (Q01–20) — Q01–10 abertas e Q11–20 de múltipla escolha, com resolução comentada Método TEF.

Q01
Mecânica — Cinemática — Queda livre

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são abertas. As questões de 11 a 20 são de múltipla escolha.

Questão aberta

Um corpo, inicialmente em repouso, cai verticalmente, atingindo o solo com velocidade de $40\text{ m/s}$. De que altura, em metros, caiu o corpo?

Considere $g=10\text{ m/s}^2$.

Gabarito — resolução Método TEF

80 m
Resolução

Queda livre a partir do repouso, sem o tempo no enunciado: a equação de Torricelli resolve direto.

$$v^2=2gh\;\Longrightarrow\;h=\frac{v^2}{2g}=\frac{40^2}{2\cdot10}=\frac{1600}{20}=80\ \text{m}$$

Dá para conferir pelo tempo: a velocidade cresce $10\ \text{m/s}$ por segundo, então a queda durou $4\ \text{s}$, e $h=\frac{g t^2}{2}=\frac{10\cdot16}{2}=80\ \text{m}$.

Q02
Mecânica — Quantidade de Movimento — Colisão perfeitamente inelástica
Questão aberta

Um corpo, que se move com velocidade $v=144\text{ m/s}$, sofre uma colisão perfeitamente inelástica com outro corpo, inicialmente em repouso. Se este outro corpo é idêntico ao primeiro, qual a sua velocidade, em metros por segundo, após a colisão?

Gabarito — resolução Método TEF

72 m/s
Resolução

Na colisão perfeitamente inelástica, os corpos saem grudados. A energia cinética não se conserva, mas a quantidade de movimento sim:

$$m\cdot144+m\cdot0=(m+m)\,v_f\;\Longrightarrow\;v_f=\frac{144}{2}=72\ \text{m/s}$$

Com massas iguais, a velocidade final é a metade. Metade da energia cinética inicial se perde na deformação e no aquecimento dos corpos.

Q03
Mecânica — Trabalho e Energia — Teorema da energia cinética
Questão aberta

Um corpo de massa $m=0{,}5\text{ kg}$ se move com velocidade constante $v_0=2\text{ m/s}$. Qual o trabalho, em joules, necessário para que este corpo passe a ter a velocidade de $v=16\text{ m/s}$?

Gabarito — resolução Método TEF

63 J
Resolução

Pelo teorema da energia cinética, o trabalho da força resultante é a variação da energia cinética:

$$W=\frac{m\,v^2}{2}-\frac{m\,v_0^2}{2}=\frac{0{,}5}{2}\,(16^2-2^2)=0{,}25\cdot252=63\ \text{J}$$

O erro comum é calcular com a diferença de velocidades, $(16-2)^2$. A energia cinética depende do quadrado da velocidade, então é preciso fazer a diferença dos quadrados.

Q04
Mecânica — Energia Mecânica — Perda de energia em colisões
Questão aberta

Uma bola de massa $m=0{,}5\text{ kg}$, ao bater contra o solo, transfere para o mesmo metade de sua energia. Se a bola inicialmente é solta de uma altura $h=320\text{ m}$, qual a altura máxima, em metros, atingida por ela, após ter-se chocado três vezes contra o solo?

Considere $g=10\text{ m/s}^2$.

Gabarito — resolução Método TEF

40 m
Resolução

A cada choque a bola perde metade da energia que tinha. Como no ponto mais alto toda a energia é potencial, $mgh$, a altura máxima também cai à metade a cada choque:

$$320\;\xrightarrow{\ 1^\circ\ }\;160\;\xrightarrow{\ 2^\circ\ }\;80\;\xrightarrow{\ 3^\circ\ }\;40\ \text{m}$$

Em forma geral, $h_n=h_0\left(\frac12\right)^n$. A massa da bola não entra na conta.

Q05
Mecânica — Movimento Circular — Aceleração centrípeta
Questão aberta

Um carro de Fórmula $1$ percorre uma curva circular de $50\text{ m}$ de raio, à velocidade constante de $180\text{ km/h}$. Determine quantas vezes a aceleração do carro é maior do que a aceleração da gravidade.

Considere $g=10\text{ m/s}^2$.

Gabarito — resolução Método TEF

5
Resolução

Primeiro, passe a velocidade para m/s: $180\ \text{km/h}=\frac{180}{3{,}6}=50\ \text{m/s}$.

Com velocidade constante numa curva, a aceleração é centrípeta:

$$a_c=\frac{v^2}{R}=\frac{50^2}{50}=50\ \text{m/s}^2=5g$$

Cinco vezes a gravidade: é por isso que os pilotos de Fórmula 1 treinam o pescoço, que precisa segurar o capacete sob essa aceleração lateral. Resposta: 5.

Q06
Mecânica — Hidrostática — Princípio de Pascal
Questão aberta

O cilindro de um elevador de carros de um posto tem um raio de $20\text{ cm}$. O óleo que transmite a pressão a este cilindro é comprimido por um outro cilindro de $2\text{ cm}$ de raio. Determine a intensidade mínima da força, em newtons, a ser aplicada ao cilindro menor, para elevar um veículo de meia tonelada.

Considere $g=10\text{ m/s}^2$.

Gabarito — resolução Método TEF

50 N
Resolução

Pelo princípio de Pascal, o acréscimo de pressão é o mesmo nos dois cilindros: $\dfrac{F_1}{A_1}=\dfrac{F_2}{A_2}$.

A força no cilindro maior é o peso do carro, $F_2=500\cdot10=5000\ \text{N}$. As áreas são proporcionais ao quadrado dos raios:

$$F_1=F_2\,\frac{A_1}{A_2}=5000\cdot\left(\frac{2}{20}\right)^2=5000\cdot\frac{1}{100}=50\ \text{N}$$

A armadilha é usar a razão dos raios, e não dos quadrados: daria $500\ \text{N}$. Raio dez vezes maior é área cem vezes maior.

Q07
Eletricidade — Eletrodinâmica — Resistores em série
Questão aberta

Dois resistores idênticos são associados em série. Se forem percorridos por uma corrente de $2\text{ A}$, produzem, no total, uma queda de potencial de $252\text{ V}$. Qual o valor, em ohms, da resistência de cada um desses resistores?

Gabarito — resolução Método TEF

63 Ω
Resolução

A resistência equivalente da associação sai da lei de Ohm:

$$R_{eq}=\frac{U}{i}=\frac{252}{2}=126\ \Omega$$

Em série, as resistências se somam. Com dois resistores iguais, $R_{eq}=2R$, e cada um vale $63\ \Omega$.

Q08
Eletricidade — Eletrodinâmica — Circuitos em paralelo
Questão aberta

Numa indústria de confecções, abastecida por uma rede de $220\text{ V}$, é utilizado um fusível de $50\text{ A}$ para controlar a entrada de corrente. Nessa indústria, existem $100$ máquinas de costura, todas ligadas em paralelo. Se a resistência equivalente de cada máquina é de $330\Omega$, qual o número máximo de máquinas que podem funcionar simultaneamente?

Gabarito — resolução Método TEF

75 máquinas
Resolução

Em paralelo, cada máquina fica com os $220\ \text{V}$ da rede e puxa uma corrente própria:

$$i=\frac{U}{R}=\frac{220}{330}=\frac23\ \text{A}$$

As correntes das máquinas se somam na entrada, e o total não pode passar dos $50\ \text{A}$ do fusível:

$$N\cdot\frac23\le50\;\Longrightarrow\;N\le75$$

Das 100 máquinas, no máximo 75 podem funcionar juntas.

Q09
Eletricidade — Eletrostática — Potencial elétrico
Questão aberta

O potencial a uma distância de $3\text{ m}$ de uma dada carga elétrica é de $40\text{ V}$. Se, em dois vértices de um triângulo equilátero de lado $3\text{ m}$, forem colocadas duas cargas iguais a esta, qual o potencial, em volts, gerado por estas cargas no terceiro vértice?

Gabarito — resolução Método TEF

80 V
Resolução

O potencial de uma carga puntiforme depende só da distância: $V=\frac{kq}{d}$. No terceiro vértice, cada carga está a $3\ \text{m}$ e produz os mesmos $40\ \text{V}$.

O potencial é escalar, então basta somar:

$$V=40+40=80\ \text{V}$$

Se a pergunta fosse o campo elétrico, seria preciso somar vetores, levando em conta o ângulo de $60^\circ$ entre as direções. Com potencial, não.

Q10
Eletricidade — Eletrostática — Campo elétrico resultante
Questão aberta

Três cargas puntiformes estão distribuídas conforme a figura. Calcule o módulo do campo elétrico resultante, em $\text{N/C}$, no ponto $A$.

Considere $k_0=9\times10^9\text{ N·m}^2/\text{C}^2$.

Distribuição das cargas q1, q2 e q3 em um quadrado e ponto A

Gabarito — resolução Método TEF

90 N/C
Resolução

O campo resultante no ponto A é a soma vetorial dos campos das três cargas, cada um com módulo $E=\frac{k|q|}{d^2}$.

Carga $q_3=+4{,}0\times10^{-8}\ \text{C}$, a $2\ \text{m}$: $E_3=\frac{9\times10^9\cdot4\times10^{-8}}{4}=90\ \text{N/C}$, na horizontal.

Carga $q_1=+4{,}0\times10^{-8}\ \text{C}$, a $2\ \text{m}$: $E_1=90\ \text{N/C}$, na vertical.

Carga $q_2=-1{,}0\times10^{-8}\ \text{C}$, a $1\ \text{m}$: $E_2=\frac{9\times10^9\cdot1\times10^{-8}}{1}=90\ \text{N/C}$, na mesma vertical que $E_1$, mas em sentido oposto (a carga negativa atrai).

As duas componentes verticais se cancelam, e sobra o campo horizontal de $q_3$: $E_R=90\ \text{N/C}$.

Q11
Mecânica — Quantidade de Movimento — Conservação do momento linear

Uma rã está parada no extremo de uma tábua que flutua na superfície imóvel de uma lagoa. A rã salta, na direção do outro extremo da tábua, formando um ângulo $\alpha$ em relação à superfície da tábua. Com relação a este fato, pode-se afirmar que

a)a quantidade de movimento do sistema tábua-rã, na direção horizontal, não varia.
b)a velocidade final da tábua, em relação à superfície imóvel da lagoa, não depende de $\alpha$.
c)a rã sempre atingirá a outra extremidade da tábua, independentemente de $\alpha$.
d)a tábua continuará imóvel.
e)a velocidade final da tábua, em relação à superfície imóvel da lagoa, não depende da massa da rã.

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

Enquanto a rã salta, as forças entre ela e a tábua são internas ao sistema. Desprezando o atrito da água, não há força externa horizontal.

Então a quantidade de movimento horizontal do sistema tábua + rã, que era zero, continua zero: a rã vai para um lado e a tábua recua para o outro.

A velocidade da tábua depende da componente horizontal do impulso da rã, que depende de $\alpha$ e da massa da rã (B e E falsas). E se a tábua recua, ela não fica imóvel (D falsa). Acertar a outra ponta depende do ângulo e da velocidade do salto (C falsa).

Q12
Mecânica — Cinemática — Gráficos do movimento

Um corpo se desloca com aceleração escalar constante e igual a $0{,}2\text{ m/s}^2$, em trajetória retilínea. No instante inicial, sua velocidade é de $4\text{ m/s}$. O gráfico da velocidade escalar do corpo em função do tempo é dado por:

a)Alternativa a — gráfico de velocidade em função do tempo
b)Alternativa b — gráfico de velocidade em função do tempo
c)Alternativa c — gráfico de velocidade em função do tempo
d)Alternativa d — gráfico de velocidade em função do tempo
e)Alternativa e — gráfico de velocidade em função do tempo

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

Com aceleração constante, a velocidade é uma função do primeiro grau do tempo:

$$v=v_0+at=4+0{,}2\,t$$

O gráfico é uma reta crescente que parte de $4\ \text{m/s}$ e chega a $5\ \text{m/s}$ em $t=5\ \text{s}$. É o gráfico B.

Um gráfico curvo corresponderia a aceleração variável; um patamar, a velocidade constante.

Q13
Mecânica — Quantidade de Movimento — Colisão perfeitamente elástica

No gráfico abaixo, o ponto $P$ fornece a energia cinética total e o momento linear total de duas partículas, antes de elas sofrerem uma colisão perfeitamente elástica. Neste mesmo gráfico, o ponto $M$ fornece a energia cinética e o momento de uma das partículas após a colisão. Dentre os demais pontos indicados, o que fornece a energia cinética e o momento da outra partícula, após a colisão, é:

Gráfico de energia cinética em função do momento linear com os pontos P, M, A, B, C, D e E
a)A
b)B
c)C
d)D
e)E

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

Na colisão perfeitamente elástica, duas grandezas se conservam: a quantidade de movimento total e a energia cinética total.

O ponto P mostra os totais (antes, e portanto também depois). O ponto M mostra os valores de uma das partículas depois da colisão. A outra partícula tem de completar os totais:

$$E_{c,\text{outra}}=E_{c,P}-E_{c,M}\qquad p_{\text{outra}}=p_P-p_M$$

No gráfico, o ponto com essas coordenadas é o E.

Q14
Termologia — Mudanças de estado — Ebulição e pressão atmosférica

Com relação ao nível do mar, a grandes altitudes, a água se evapora a:

a)temperaturas mais altas, porque a pressão atmosférica é maior.
b)temperaturas mais baixas, porque seu calor específico é menor.
c)temperaturas mais baixas, porque a pressão atmosférica é menor.
d)temperaturas mais altas, porque seu calor específico é maior.
e)temperaturas mais baixas, porque a pressão atmosférica é maior.

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

A água ferve quando a pressão do seu vapor iguala a pressão do ambiente. Em grandes altitudes a pressão atmosférica é menor, e a pressão de vapor necessária é atingida numa temperatura mais baixa.

Em La Paz, a quase $3600\ \text{m}$, a água ferve perto de $87\ ^\circ\text{C}$. É por isso que o cozimento demora mais lá em cima, e que a panela de pressão faz o contrário: aumenta a pressão para a água ferver acima de $100\ ^\circ\text{C}$.

O calor específico não tem nada a ver com isso.

Q15
Termologia — Calorimetria — Calor sensível

Para qualquer quantidade de calor fornecida a dois corpos $A$ e $B$ de massas $m_A=6\text{ kg}$ e $m_B=1{,}5\text{ kg}$, a variação de temperatura do corpo $A$ é sempre o dobro da variação de temperatura do corpo $B$.

Qual é o valor da razão $C_A/C_B$ entre os calores específicos desses dois corpos?

a)$8$
b)$1/8$
c)$4$
d)$1/4$
e)$1$

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

Para a mesma quantidade de calor, $Q=m_Ac_A\Delta T_A=m_Bc_B\Delta T_B$. Com $\Delta T_A=2\Delta T_B$:

$$6\cdot c_A\cdot2\Delta T_B=1{,}5\cdot c_B\cdot\Delta T_B\;\Longrightarrow\;12\,c_A=1{,}5\,c_B\;\Longrightarrow\;\frac{c_A}{c_B}=\frac{1{,}5}{12}=\frac18$$

Faz sentido: A tem quatro vezes a massa e ainda assim esquenta o dobro. Seu calor específico tem de ser bem menor, oito vezes menor.

Q16
Termologia — Calorimetria — Curva de aquecimento

Um bloco de certo material, inicialmente à temperatura $T_A$, ao ser aquecido, à razão constante, funde-se completamente, atingindo, na fase líquida, a temperatura $T_B$. Se a capacidade calorífica desse material, na fase líquida, é maior do que na fase sólida, qual dos gráficos abaixo melhor representa sua temperatura em função do tempo?

a)Alternativa a — gráfico de temperatura em função do tempo
b)Alternativa b — gráfico de temperatura em função do tempo
c)Alternativa c — gráfico de temperatura em função do tempo
d)Alternativa d — gráfico de temperatura em função do tempo
e)Alternativa e — gráfico de temperatura em função do tempo

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

O gráfico tem três partes. Durante a fusão, a temperatura fica constante: um patamar.

Antes e depois da fusão, com a fonte fornecendo calor a uma taxa constante, a temperatura sobe mais devagar quando a capacidade calorífica é maior. Como ela é maior na fase líquida, o trecho depois do patamar é menos inclinado que o de antes.

O gráfico certo tem uma subida mais íngreme, um patamar e uma subida mais suave: é o B.

Q17
Eletricidade — Eletrostática — Condutor e isolante

Uma esfera de ferro (condutor) de volume $V_0$ é colocada em contato com uma esfera de borracha (isolante) de volume $4V_0$. Se, antes do contato, a carga da esfera de ferro era $Q$, quais serão, respectivamente, as cargas das esferas de ferro e de borracha, após o contato?

a)$Q$ ; $0$
b)$0$ ; $Q$
c)$Q/2$ ; $Q/2$
d)$3Q/4$ ; $Q/4$
e)$Q/4$ ; $3Q/4$

Gabarito histórico — com ressalva conceitual na resolução

a
Resolução

Na versão idealizada da questão, a borracha é um isolante perfeito: as cargas não se movem através dela. Quando a esfera de ferro toca a de borracha, a carga do ferro não tem como se espalhar pela borracha.

No contato entre dois condutores, a carga se redistribuiria, em proporção ao tamanho de cada um. Esse é o raciocínio que leva às alternativas C, D e E, e ele não vale para isolantes.

No modelo da prova, o ferro fica com $Q$ e a borracha, neutra. (Na prática, pode haver alguma transferência de carga na superfície de contato, mas a questão assume o isolante ideal.)

Q18
Eletricidade — Eletrostática — Potencial e campo elétrico

Os potenciais elétricos indicados nos vértices do quadrado são consistentes com o fato de aqueles pontos estarem situados em um campo eletrostático:

Quadrado ABCD com potenciais de 20 V nos vértices A e D e 40 V nos vértices B e C
a)uniforme, nas direções $AB$ e $DC$.
b)não-nulo nas direções $AD$ e $BC$.
c)não uniforme, nas direções $AC$ e $DB$.
d)criado por uma carga puntiforme situada em $O$ (centro do quadrado).
e)criado por uma carga puntiforme muito distante do quadrado.

Gabarito — resolução Método TEF

Anulada
Resolução

A prova registra esta questão como anulada.

Conhecer o potencial em apenas quatro pontos não determina o campo elétrico em toda a região: várias distribuições de campo diferentes podem produzir os mesmos quatro valores. Com os dados, nenhuma das alternativas pode ser garantida como a única correta.

Q19
Eletricidade — Eletrodinâmica — Resistência equivalente

Ligando-se uma bateria de $60\text{ V}$ a um dado circuito, verifica-se que circula pelo mesmo uma corrente de $2\text{ A}$. Com base nesses dados, pode-se afirmar então que:

a)a resistência equivalente do circuito é de $30\Omega$.
b)os resistores do circuito estão associados em série.
c)os resistores do circuito estão associados em paralelo.
d)no circuito existem resistores associados em série e resistores associados em paralelo.
e)no circuito, há apenas um resistor de $30\Omega$.

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

A única coisa que os dados permitem calcular é a resistência equivalente:

$$R_{eq}=\frac{U}{i}=\frac{60}{2}=30\ \Omega$$

Não dá para saber como o circuito é montado por dentro. Pode ser um único resistor de $30\ \Omega$, dois de $15\ \Omega$ em série, dois de $60\ \Omega$ em paralelo, ou qualquer combinação que dê $30\ \Omega$. Por isso as alternativas B a E não podem ser afirmadas.

Q20
Eletricidade — Eletrostática — Potencial elétrico

Dadas as configurações de cargas mostradas na figura, pode-se afirmar que o potencial, no ponto $O$ (centro geométrico das figuras — o zero do potencial está no infinito), é nulo somente em:

Quatro configurações I, II, III e IV de cargas elétricas com ponto O no centro geométrico
a)I e II
b)II e III
c)I e III
d)II e IV
e)III e IV

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

O potencial é uma soma escalar: $V_O=k\sum\dfrac{q_i}{d_i}$. Ele é nulo quando essa soma, levando em conta as distâncias, dá zero.

Configuração II: as cargas estão todas à mesma distância de O, e a soma algébrica é $+q-3q+2q=0$. Potencial nulo.

Configuração IV: as duas cargas $+q$ estão à distância $l$ e a carga $-q$, à distância $\frac l2$:

$$V_O=k\left(\frac{q}{l}+\frac{q}{l}-\frac{q}{l/2}\right)=k\left(\frac{2q}{l}-\frac{2q}{l}\right)=0$$

Nas outras, a soma não se anula. Repare que potencial nulo não significa campo nulo: na configuração II, por exemplo, o campo em O não é zero.

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