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UFPB 1991 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Concurso Vestibular Unificado — 1991 · Física e Biologia

Física (Q01–20) — resolução comentada Método TEF.

Q01
Mecânica — Cinemática — Velocidade média

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Determinar, em metros por segundo, a velocidade média de um carro que percorre a distância de 36 km em meia hora.

Gabarito — resolução Método TEF

20
Resolução

Passe tudo para o SI antes de dividir: $36\ \text{km}=36\,000\ \text{m}$ e meia hora são $1800\ \text{s}$.

$$v_m=\frac{\Delta s}{\Delta t}=\frac{36\,000}{1800}=20\ \text{m/s}$$

Outro caminho: $36\ \text{km}$ em meia hora é $72\ \text{km/h}$, e $\frac{72}{3{,}6}=20\ \text{m/s}$. Resposta: 20.

Q02
Mecânica — Cinemática — Movimento uniformemente variado

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Um corpo que se move ao longo de uma reta tem seu deslocamento dado por $\Delta s=10t+5t^2$, onde $s$ é dado em metros e $t$ em segundos. Determinar, em metros, o deslocamento do corpo após sua velocidade ter aumentado de 10 m/s em relação a seu valor inicial.

Gabarito — resolução Método TEF

15
Resolução

Compare a equação dada com a do MUV, $\Delta s=v_0t+\frac{a}{2}t^2$:

$$v_0=10\ \text{m/s}\qquad\frac a2=5\;\Longrightarrow\;a=10\ \text{m/s}^2$$

A velocidade aumenta $10\ \text{m/s}$ a cada segundo; para aumentar $10\ \text{m/s}$, leva $1\ \text{s}$. Nesse tempo:

$$\Delta s=10\cdot1+5\cdot1^2=15\ \text{m}$$

A pegadinha é o fator $\frac12$: quem lê a aceleração como $5\ \text{m/s}^2$ encontra $2\ \text{s}$ e $40\ \text{m}$. Resposta: 15.

Q03
Mecânica — Cinemática — Lançamento oblíquo

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Um projétil é lançado do solo com velocidade inicial $v_0=20\text{ m/s}$ fazendo um ângulo $\theta=\operatorname{arcsen}0{,}8$ com a horizontal. A 36 m do ponto de lançamento, existe uma parede com altura h. Usando a gravidade $g=10\text{ m/s}^2$, determinar o limite máximo da altura da parede, em metros, para que o projétil consiga ultrapassá-la.

Gabarito — resolução Método TEF

03
Resolução

Com $\text{sen}\,\theta=0{,}8$, temos $\cos\theta=0{,}6$ (triângulo 3-4-5). As componentes da velocidade inicial são

$$v_{0x}=20\cdot0{,}6=12\ \text{m/s}\qquad v_{0y}=20\cdot0{,}8=16\ \text{m/s}$$

Na horizontal o movimento é uniforme; o projétil chega à parede em $t=\frac{36}{12}=3\ \text{s}$. Nesse instante, a altura dele é

$$y=16\cdot3-5\cdot3^2=48-45=3\ \text{m}$$

Então a parede pode ter no máximo $3\ \text{m}$. (O projétil já está descendo: o ponto mais alto foi em $t=1{,}6\ \text{s}$.) Resposta: 03.

Q04
Mecânica — Cinemática — Energia e movimento circular

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Um corpo de massa $m=1{,}0\text{ kg}$ percorre um trilho sem atrito, com a forma da figura ao lado, sendo largado de uma altura $h=1{,}1\text{ m}$. O trecho de B a D é um arco de circunferência com raio $r=0{,}5\text{ m}$. Tomando-se o módulo da aceleração da gravidade $g=10\text{ m/s}^2$, determinar o módulo da força resultante sobre o corpo no ponto C, em newtons (N).

Trilho com corpo partindo de A, passando por B e percorrendo arco circular até D

Gabarito — resolução Método TEF

26
Resolução

Velocidade em C: sem atrito, a energia se conserva. O ponto C fica na lateral do arco, a uma altura $r=0{,}5\ \text{m}$ acima de B:

$$mgh=mgr+\frac{mv_C^2}{2}\;\Longrightarrow\;v_C^2=2g(h-r)=2\cdot10\cdot(1{,}1-0{,}5)=12\ \text{m}^2/\text{s}^2$$

As forças em C: a normal do trilho aponta para o centro do arco, na horizontal, e faz o papel de força centrípeta. O peso é vertical, tangente à trajetória.

$$N=\frac{mv_C^2}{r}=\frac{1\cdot12}{0{,}5}=24\ \text{N}\qquad P=mg=10\ \text{N}$$

A resultante é a soma vetorial das duas, que são perpendiculares:

$$F_R=\sqrt{24^2+10^2}=26\ \text{N}$$

O erro comum é responder só a parte centrípeta, $24\ \text{N}$. Em C a resultante tem também uma componente tangencial, o peso. Resposta: 26.

Q05
Mecânica — Quantidade de Movimento — Colisão perfeitamente inelástica

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Um corpo de massa $m_1=1{,}0\text{ kg}$, com velocidade de 3 m/s, colide de modo perfeitamente inelástico contra outro corpo de massa $m_2=2{,}0\text{ kg}$, inicialmente em repouso. Determinar, em metros por segundo, a velocidade final do segundo corpo.

Gabarito — resolução Método TEF

01
Resolução

Na colisão perfeitamente inelástica, os corpos saem juntos, com a mesma velocidade. A quantidade de movimento se conserva:

$$m_1v_1=(m_1+m_2)\,v\;\Longrightarrow\;1\cdot3=3\,v\;\Longrightarrow\;v=1\ \text{m/s}$$

Como os dois ficam juntos, a velocidade final do segundo corpo é a do conjunto. Resposta: 01.

Q06
Mecânica — Trabalho e Energia — Trabalho e energia cinética

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Um corpo de massa $m=2{,}0\text{ kg}$ desloca-se numa trajetória retilínea com velocidade $v=6{,}0\text{ m/s}$. Ao passar pelo ponto convencionado como sendo a origem das posições, a resultante das forças que passam a agir sobre ele varia com a posição de acordo com o gráfico dado ao lado. Determinar a velocidade do corpo, em metros por segundo, quando ele passa pelo ponto $x=6{,}0\text{ m}$.

Gráfico da força resultante F em função da posição x

Gabarito — resolução Método TEF

07
Resolução

O trabalho da força resultante é a área sob o gráfico $F\times x$, com sinal. De $0$ a $4\ \text{m}$, a força vale $4\ \text{N}$; de $5$ a $6\ \text{m}$, vale $-3\ \text{N}$:

$$W=4\cdot4-3\cdot1=13\ \text{J}$$

Pelo teorema da energia cinética, com $m=2{,}0\ \text{kg}$ e $v_0=6{,}0\ \text{m/s}$:

$$\frac{2\,v^2}{2}-\frac{2\cdot36}{2}=13\;\Longrightarrow\;v^2=49\;\Longrightarrow\;v=7\ \text{m/s}$$

A área abaixo do eixo entra com sinal negativo: nesse trecho a força freia o corpo. Resposta: 07.

Q07
Termologia — Calorimetria — Fusão

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Massas iguais de água quente e gelo a $0^\circ\text{C}$ são misturadas em um recipiente de capacidade térmica desprezível, resultando, no equilíbrio, apenas água a $0^\circ\text{C}$. Determinar, em graus Celsius, a temperatura inicial da água quente (calor de fusão do gelo: 80 cal/g).

Gabarito — resolução Método TEF

80
Resolução

No equilíbrio só há água a $0\ ^\circ\text{C}$: todo o gelo derreteu, e a água quente esfriou até $0\ ^\circ\text{C}$. O calor que a água quente cedeu é exatamente o que o gelo precisou para derreter:

$$m\cdot1\cdot(T-0)=m\cdot80\;\Longrightarrow\;T=80\ ^\circ\text{C}$$

As massas são iguais e se cancelam. É um resultado curioso: para derreter uma massa de gelo, é preciso a mesma massa de água a $80\ ^\circ\text{C}$. Resposta: 80.

Q08
Eletricidade — Eletrostática — Potencial elétrico

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Duas cargas, $q_1$ e $q_2$, ambas iguais a $12\times10^{-9}\text{ C}$ estão separadas por uma distância de 5,0 m. Determinar, em volts, o potencial eletrostático gerado por estas cargas no ponto A da figura.

Triângulo retângulo com cargas q1 e q2 e ponto A

Gabarito — resolução Método TEF

63
Resolução

O triângulo tem hipotenusa $5\ \text{m}$ e um cateto de $3\ \text{m}$; o outro cateto mede $4\ \text{m}$ (triângulo 3-4-5). Então A está a $3\ \text{m}$ de $q_1$ e a $4\ \text{m}$ de $q_2$.

O potencial é escalar; basta somar as contribuições das duas cargas:

$$V=kq\left(\frac13+\frac14\right)=9\times10^9\cdot12\times10^{-9}\cdot\frac{7}{12}=108\cdot\frac{7}{12}=63\ \text{V}$$

O ângulo reto da figura só serve para achar o segundo cateto. Resposta: 63.

Q09
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de resistores / Potência

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Determinar, em watts, a potência dissipada pelo resistor colocado entre os pontos A e B no circuito abaixo.

Circuito com fonte de 60 V e resistores de 1, 1, 3 e 6 ohms

Gabarito — resolução Método TEF

25
Resolução

Leia o circuito: entre A e o nó da direita há dois caminhos em paralelo, os dois resistores de $1\ \Omega$ em série (passando por B) e o de $3\ \Omega$. Esse conjunto está em série com o de $6\ \Omega$ e a fonte de $60\ \text{V}$.

$$R_p=\frac{2\cdot3}{2+3}=1{,}2\ \Omega\qquad R_{eq}=1{,}2+6=7{,}2\ \Omega\qquad i=\frac{60}{7{,}2}=\frac{25}{3}\ \text{A}$$

A tensão no paralelo é $U=R_p\,i=1{,}2\cdot\frac{25}{3}=10\ \text{V}$. No ramo de cima ($2\ \Omega$) passam $\frac{10}{2}=5\ \text{A}$, e no resistor entre A e B:

$$P=R\,i^2=1\cdot5^2=25\ \text{W}$$

Resposta: 25.

Q10
Óptica — Princípios da Óptica — Iluminamento e fotometria

ATENÇÃO. As questões de 01 a 10 são denominadas questões abertas. As respostas a cada uma delas será dada através de um número inteiro, entre 00 e 99, a ser perfurado no cartão-resposta. Assim, por exemplo, se a resposta for 36, deverá ser perfurado o algarismo 3, na primeira coluna à esquerda, e o algarismo 6, na segunda coluna à direita. Se, porventura, a resposta for 6, na perfuração deverá aparecer 06, sendo 0 à esquerda e 6 à direita.

Duas lâmpadas de 10 w e 250 w estão separadas por uma distância de 1,5 m. A que distância, em centímetros, da lâmpada de 10 w deve ser colocada uma pequena folha de papel para que seus dois lados fiquem igualmente iluminados?

Gabarito — resolução Método TEF

25
Resolução

O iluminamento que uma fonte puntiforme produz a uma distância $d$ é proporcional à sua intensidade e inversamente proporcional a $d^2$. Supondo que as duas lâmpadas convertam em luz a mesma fração da potência, a intensidade é proporcional à potência.

Chamando de $x$ a distância até a lâmpada de $10\ \text{W}$ (e $150-x$ até a de $250\ \text{W}$, em centímetros):

$$\frac{10}{x^2}=\frac{250}{(150-x)^2}\;\Longrightarrow\;\frac{150-x}{x}=\sqrt{25}=5\;\Longrightarrow\;x=25\ \text{cm}$$

O papel fica bem mais perto da lâmpada fraca, para compensar. Resposta: 25.

Q11
Mecânica — Dinâmica — Referenciais inerciais

Dois observadores medem a aceleração de um corpo que se move e encontram, em qualquer instante, os mesmos valores para suas medidas. Isto significa que

a)um dos observadores se desloca relativamente ao outro em movimento retilíneo uniformemente acelerado.
b)os dois observadores estão necessariamente parados, um em relação ao outro.
c)um dos observadores se desloca relativamente ao outro em movimento retilíneo uniforme.
d)um dos observadores descreve em relação ao outro um movimento circular uniforme.
e)a situação descrita é impossível de acontecer.

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

A aceleração medida por dois observadores só é a mesma se um deles não estiver acelerado em relação ao outro. Pela composição de movimentos, $\vec a_{\text{corpo},1}=\vec a_{\text{corpo},2}+\vec a_{2,1}$.

Para as medidas coincidirem sempre, $\vec a_{2,1}=0$: um observador se move em relação ao outro com velocidade constante, em movimento retilíneo uniforme. (Ficar parado é um caso particular, com velocidade zero; por isso a B, "necessariamente parados", está errada.)

É a base dos referenciais inerciais: todos medem as mesmas acelerações e, portanto, as mesmas forças.

Q12
Mecânica — Cinemática — Lançamento horizontal

Duas esferas (1 e 2 na figura ao lado) são lançadas, horizontalmente, no mesmo instante, da borda de uma mesa com velocidades $\vec v_1$ e $\vec v_2$, respectivamente, sendo $\vec v_1=3\vec v_2$. As esferas atingem o solo nos instantes $t_1$ (esfera 1) e $t_2$ (esfera 2), com deslocamentos horizontais $d_1$ (esfera 1) e $d_2$ (esfera 2). Pode-se afirmar que

Duas esferas lançadas horizontalmente da borda de uma mesa
a)$t_1=t_2$ ; $d_1=d_2$.
b)$t_1=t_2$ ; $d_1=3d_2$.
c)$t_1=3t_2$ ; $d_1=3d_2$.
d)$t_1=t_2$ ; $d_1=\dfrac{d_2}{3}$.
e)$t_1=\dfrac{1}{3}t_2$ ; $d_1=3d_2$.

Gabarito — resolução Método TEF

b
Resolução

O tempo de queda depende só da altura e do movimento vertical. As duas esferas saem da mesma altura com velocidade vertical zero: caem juntas, $t_1=t_2$.

Na horizontal, o movimento é uniforme: $d=v\,t$. Com o mesmo tempo e $v_1=3v_2$:

$$d_1=3d_2$$

A velocidade horizontal não muda o tempo de queda, só o alcance. É a independência dos movimentos, de Galileu.

Q13
Mecânica — Dinâmica — Força centrípeta

O vetor que melhor representa a força resultante sobre um pêndulo que oscila, quando este passa pelo ponto mais baixo de sua trajetória, no sentido da esquerda para a direita, é

a)Alternativa a — vetor força resultante no pêndulo
b)Alternativa b — vetor força resultante no pêndulo
c)Alternativa c — vetor força resultante no pêndulo
d)Alternativa d — vetor força resultante no pêndulo
e)Alternativa e — vetor força resultante no pêndulo

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

No ponto mais baixo, a velocidade do pêndulo é máxima e horizontal. Nesse instante, a velocidade não está aumentando nem diminuindo em módulo: a aceleração tangencial é zero.

Sobra a aceleração centrípeta, que aponta para o centro da trajetória, o ponto de suspensão: verticalmente para cima. A força resultante ($T-P$) aponta para cima.

A B (resultante nula) é o erro clássico: no ponto mais baixo, a tração é maior que o peso justamente para fazer a curva. O sentido do movimento (esquerda para direita) não muda a resposta.

Q14
Termologia — Dilatação Térmica — Dilatação linear

Duas barras constituídas de um mesmo material têm comprimentos diferentes a $0^\circ\text{C}$. Se as duas barras forem igualmente aquecidas, o gráfico que melhor representará os comprimentos ($\ell$) das barras em função da temperatura (T) é:

a)Alternativa a — comprimento em função da temperatura
b)Alternativa b — comprimento em função da temperatura
c)Alternativa c — comprimento em função da temperatura
d)Alternativa d — comprimento em função da temperatura
e)Alternativa e — comprimento em função da temperatura

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

Pela dilatação linear, $\ell=\ell_0(1+\alpha T)=\ell_0+\alpha\ell_0\,T$: o gráfico de cada barra é uma reta que começa em $\ell_0$ e tem inclinação $\alpha\ell_0$.

O material é o mesmo ($\alpha$ igual), mas os comprimentos iniciais são diferentes. A barra mais comprida tem inclinação maior: dilata mais, em centímetros, para o mesmo aquecimento.

As retas começam em alturas diferentes e se afastam à medida que $T$ aumenta. É o gráfico A. O B (retas paralelas) só valeria se a dilatação não dependesse do comprimento inicial.

Q15
Mecânica — Cinemática — Aceleração centrípeta e trajetória

A figura ao lado mostra a trajetória de três partículas (1, 2, 3) que viajam com velocidades de módulos constantes e iguais. Com relação às acelerações ($a_1$, $a_2$ e $a_3$) das partículas, pode-se afirmar que:

Trajetórias de três partículas numeradas 1, 2 e 3
a)apenas $a_2$ é zero.
b)apenas $a_1$ e $a_2$ são iguais a zero.
c)apenas $a_1$ e $a_3$ são iguais a zero.
d)apenas $a_2$ e $a_3$ são iguais a zero.
e)todas são iguais a zero.

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

Aceleração nula exige que a velocidade não mude nem em módulo nem em direção.

As trajetórias 1 e 3 são curvas: a direção da velocidade muda, e há aceleração centrípeta, mesmo com rapidez constante.

Só a partícula 2, em linha reta com rapidez constante, tem aceleração nula.

Q16
Eletromagnetismo — Força Magnética — Força sobre carga em movimento

Uma partícula de carga q, massa m e velocidade $\vec v$ penetra numa região onde existe um campo magnético que dá origem a uma força $\vec F$. Sobre a aceleração da partícula ($\vec a$) e a classificação de seu movimento, pode-se afirmar que

a)$\vec a\ne\vec F/m$ e o movimento é uniformemente variado.
b)$\vec a\ne\vec F/m$ e o movimento não é uniformemente variado.
c)$\vec a=m\vec F$ e o movimento não é uniformemente variado.
d)$\vec a=\vec F/m$ e o movimento não é uniformemente variado.
e)$\vec a=\vec F/m$ e o movimento é uniformemente variado.

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

A segunda lei de Newton vale para qualquer força, inclusive a magnética: em cada instante, $\vec a=\dfrac{\vec F}{m}$.

A força magnética, $\vec F=q\,\vec v\times\vec B$, é sempre perpendicular à velocidade. Quando a velocidade muda de direção, a força também muda. A aceleração não é constante (muda de direção o tempo todo), então o movimento não é uniformemente variado.

No caso típico, com a velocidade perpendicular ao campo, o movimento é circular uniforme.

Q17
Eletricidade — Eletrostática — Campo de esfera condutora

Dos gráficos abaixo, o que melhor representa a intensidade de campo elétrico (E) gerado por uma esfera condutora carregada de raio R, em função da distância r, medida a partir do centro da esfera é

a)Alternativa a — campo elétrico em função da distância
b)Alternativa b — campo elétrico em função da distância
c)Alternativa c — campo elétrico em função da distância
d)Alternativa d — campo elétrico em função da distância
e)Alternativa e — campo elétrico em função da distância

Gabarito — resolução Método TEF

a
Resolução

Numa esfera condutora carregada em equilíbrio, as cargas ficam na superfície e o campo no interior é nulo: $E=0$ para $r<R$.

Do lado de fora, a esfera age como uma carga puntiforme no centro: $E=\dfrac{kQ}{r^2}$, máximo junto à superfície e decrescendo com o quadrado da distância.

O gráfico é zero até $R$, salta na superfície e depois decresce: gráfico A. O D, com campo constante dentro, é o gráfico do potencial, e não do campo.

Q18
Eletricidade — Eletrostática — Movimento de cargas

Duas cargas $q_1$ e $q_2$ tais que $q_1\cdot q_2\mathrel{>}0$ são colocadas e mantidas fixas na situação mostrada na figura abaixo. Em determinado momento, as cargas são liberadas para se movimentarem. A partir deste instante pode-se afirmar que

Duas cargas q1 e q2 separadas por uma distância d
a)os movimentos de $q_1$ e $q_2$ não podem ser descritos apenas com esses dados.
b)$q_1$ e $q_2$ aproximam-se uma da outra com velocidades decrescentes.
c)$q_1$ e $q_2$ afastam-se uma da outra com velocidades decrescentes.
d)$q_1$ e $q_2$ aproximam-se uma da outra com velocidades crescentes.
e)$q_1$ e $q_2$ afastam-se uma da outra com velocidades crescentes.

Gabarito — resolução Método TEF

e
Resolução

$q_1\,q_2>0$ significa que as cargas têm o mesmo sinal: elas se repelem.

Soltas do repouso, afastam-se. À medida que se afastam, a energia potencial elétrica diminui e vira energia cinética: as velocidades crescem o tempo todo.

O que diminui é a aceleração, porque a força cai com o quadrado da distância. Mas enquanto houver força no sentido do movimento, a velocidade aumenta.

Q19
Óptica — Lentes — Lentes esféricas

Uma lente esférica delgada é usada por uma pessoa para observar um objeto. A pessoa consegue ver a imagem do objeto sem necessidade de projetá-la e esta imagem tem o dobro do tamanho do objeto. Logo,

a)a lente é divergente e a imagem é invertida.
b)a lente é divergente e a imagem é direita.
c)a lente é convergente e a imagem é invertida.
d)a lente é convergente e a imagem é direita.
e)o objeto está colocado sobre o foco da lente.

Gabarito — resolução Método TEF

d
Resolução

A pessoa vê a imagem diretamente, sem projetá-la numa tela: a imagem é virtual. E é maior que o objeto.

Lentes divergentes só formam imagens virtuais menores. Para ter imagem virtual ampliada, é preciso uma lente convergente com o objeto entre a lente e o foco: é a lupa.

Toda imagem virtual formada por uma única lente é direita. Com o objeto exatamente no foco (E), a imagem iria para o infinito.

Q20
Ondulatória — Ondas Estacionárias — Ondas em cordas

Uma onda é produzida por um vibrador de período regular num sistema formado por duas cordas emendadas, de diâmetros diferentes e mesmo material. A região 1 corresponde à corda mais fina e a região 2, à corda mais grossa. Sendo $v_1$, $\lambda_1$, $f_1$ e $v_2$, $\lambda_2$, $f_2$ a velocidade, o comprimento de onda e a frequência da onda na região 1 e 2, respectivamente, e $f$ a frequência do vibrador, tem-se

a)$f_1=f\mathrel{>}f_2$ ; $v_1\mathrel{>}v_2$ ; $\lambda_1=\lambda_2$
b)$f_1\mathrel{<}f_2=f$ ; $v_1=v_2$ ; $\lambda_1\mathrel{>}\lambda_2$
c)$f_1=f_2=f$ ; $v_1\mathrel{>}v_2$ ; $\lambda_1\mathrel{>}\lambda_2$
d)$f_1\mathrel{>}f_2=f$ ; $v_1\mathrel{>}v_2$ ; $\lambda_1=\lambda_2$
e)$f_1=f_2=f$ ; $v_1=v_2$ ; $\lambda_1\mathrel{>}\lambda_2$

Gabarito — resolução Método TEF

c
Resolução

Frequência: é imposta pelo vibrador e não muda ao passar de uma corda para a outra: $f_1=f_2=f$.

Velocidade: numa corda, $v=\sqrt{\frac{T}{\mu}}$. A tração é a mesma nas duas, e a corda mais fina, do mesmo material, tem densidade linear $\mu$ menor: $v_1>v_2$.

Comprimento de onda: $\lambda=\frac vf$. Com a mesma frequência e velocidade maior, $\lambda_1>\lambda_2$.

É a alternativa C. Mudar de meio muda a velocidade e o comprimento de onda, nunca a frequência.

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