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UPE — SSA1 2018

Sistema Seriado de Avaliação · 1ª fase

Questões de Física do 1º dia · Gabarito oficial definitivo.

Q23
Dinâmica — Referencial Não Inercial (Elevador e Plano Inclinado)

Um bloco de massa $m=4\text{ kg}$ está apoiado sobre um plano inclinado, de um ângulo $\theta=30^\circ$, que se encontra fixado ao piso de um elevador. Sabendo que existe atrito entre o bloco e o plano e que eles não se movem um em relação ao outro, analise as afirmativas a seguir para um observador no solo:

Figura indisponível nesta versão do acervo.

I. Se a velocidade de subida do elevador é constante e igual a $1\text{ m/s}$, o trabalho da força de reação normal sobre o bloco em $5$ segundos de movimento é igual a $150\text{ J}$.

II. Se o elevador desce com uma aceleração de $a=10\text{ m/s}^2$, a força de reação normal sobre o bloco tem módulo nulo.

III. Se o elevador parte do repouso e desce com uma aceleração de módulo $a$ constante, desprezando os efeitos do atrito, a distância percorrida pelo bloco no plano inclinado é proporcional a $\dfrac{(g-a)t^2}{4}$.

Está CORRETO o que se afirma em

A)I e II, apenas.
B)II e III, apenas.
C)I e III, apenas.
D)III, apenas.
E)I, II e III.

Gabarito oficial UPE/SSA1 2018

E
Resolução

I. Com o elevador subindo em velocidade constante ($a=0$), o sistema está em equilíbrio: ao longo da direção perpendicular ao plano, $N=mg\cos\theta$. A normal $N$ faz um ângulo $\theta$ com a vertical (mesmo ângulo do plano com a horizontal). O trabalho de $N$ sobre o deslocamento vertical $d=v\,t=1\times5=5\text{ m}$ é $W_N=N\,d\cos\theta=(mg\cos\theta)(d)(\cos\theta)=mgd\cos^2\theta$.

$W_N=4\times10\times5\times\cos^2(30^\circ)=200\times\dfrac{3}{4}=150\text{ J}$. Afirmativa I correta.

II. Se o elevador desce com $a=g=10\text{ m/s}^2$, o sistema está em queda livre — a condição de "peso aparente nulo". Nenhum contato (normal, atrito) é necessário para acompanhar essa aceleração, logo $N=0$. Afirmativa II correta.

III. No referencial não inercial do elevador (descendo com aceleração $a$), a gravidade efetiva vertical é $g_{ef}=g-a$. Sem atrito, a aceleração do bloco ao longo do plano é a componente de $g_{ef}$ nessa direção: $a_{\parallel}=(g-a)\sen\theta=(g-a)\times0{,}5$.

A distância percorrida a partir do repouso: $s=\dfrac{1}{2}a_{\parallel}t^2=\dfrac{1}{2}(g-a)(0{,}5)t^2=\dfrac{(g-a)t^2}{4}$ — exatamente a proporcionalidade da afirmativa III, que está correta.

Como as três afirmativas são corretas, a resposta é (E).

Q24
Gravitação — Satélites e Lei da Gravitação Universal

Dois satélites artificiais, A e B, orbitam o planeta Terra, de massa $M$, no mesmo sentido, de forma que suas velocidades angulares são iguais a $\omega_A=2\omega$ e $\omega_B=\omega$. O satélite A gira por meios próprios em uma órbita que não possui a Terra como centro. Em $t=0$, suas posições, diametralmente opostas, estão ilustradas na figura. Então, o tempo necessário para que eles se encontrem pela primeira vez e o raio da órbita de B ao cubo valem, respectivamente,

Figura indisponível nesta versão do acervo — o enunciado já informa a posição inicial (diametralmente opostos), suficiente para a resolução.
A)$\dfrac{\pi}{\omega}$ e $\dfrac{GM}{\omega^2}$
B)$\dfrac{\pi}{\omega}$ e $\dfrac{GM}{4\omega^2}$
C)$\dfrac{3\pi}{\omega}$ e $\dfrac{2GM}{\omega^2}$
D)$\dfrac{3\pi}{\omega}$ e $\dfrac{GM}{\omega^2}$
E)$\dfrac{5\pi}{2\omega}$ e $\dfrac{GM}{\omega^2}$

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A
Resolução

Como os dois satélites giram no mesmo sentido, o mais rápido (A) se encontra com o mais lento (B) quando ganha exatamente uma volta relativa completa a mais — mas partindo de posições diametralmente opostas (separação angular inicial de $\pi$ rad), o primeiro encontro ocorre quando a separação relativa é reduzida a zero, ou seja, quando A "recupera" o atraso angular de $\pi$ rad em relação a B.

Velocidade angular relativa: $\omega_A-\omega_B=2\omega-\omega=\omega$. Tempo para cobrir a separação de $\pi$ rad: $t=\dfrac{\pi}{\omega_A-\omega_B}=\dfrac{\pi}{\omega}$.

O satélite B, por sua vez, obedece à órbita gravitacional real em torno da Terra (a Terceira Lei de Kepler, na forma derivada da igualdade entre força gravitacional e força centrípeta): $\dfrac{GMm}{R_B^2}=m\,\omega_B^2R_B \Rightarrow GM=\omega^2R_B^3 \Rightarrow R_B^3=\dfrac{GM}{\omega^2}$.

Os dois resultados, $\dfrac{\pi}{\omega}$ e $\dfrac{GM}{\omega^2}$, correspondem exatamente à alternativa (A).

Q25
Gravitação — Órbita Elíptica (Energia Cinética)

A figura a seguir ilustra uma representação esquemática de um exoplaneta orbitando uma estrela em uma trajetória elíptica. Então, a expressão que relaciona corretamente as energias cinéticas $E_1$, $E_2$, $E_3$, $E_4$ e $E_5$ do movimento de translação do planeta em cada um dos pontos $P_1$, $P_2$, $P_3$, $P_4$ e $P_5$, respectivamente, é

Figura indisponível nesta versão do acervo — a posição exata dos 5 pontos na elipse (distâncias ao foco) é essencial e não pode ser reconstituída sem a imagem original.
A)$E_1<E_2$, $E_3<E_4$ e $E_4>E_5$
B)$E_1<E_3$, $E_2>E_4$ e $E_3<E_5$
C)$E_3>E_4$, $E_1<E_2$ e $E_5<E_3$
D)$E_4<E_5$, $E_3=E_1$ e $E_2=E_4$
E)$E_2>E_3$, $E_2=E_4$ e $E_3>E_4$

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C
Resolução

Sem a figura original não é possível confirmar a posição exata de cada ponto $P_1$ a $P_5$ ao longo da elipse, mas o princípio físico usado para resolver esse tipo de questão é sempre o mesmo: pela Segunda Lei de Kepler (lei das áreas) combinada com a conservação de energia mecânica, a energia cinética do planeta é máxima no periélio (ponto mais próximo da estrela, onde ele se move mais rápido) e mínima no afélio (ponto mais distante, onde se move mais devagar). Em pontos equidistantes do foco (simétricos em relação ao eixo maior), as energias cinéticas são iguais.

A alternativa oficial (C) é consistente com um dos pontos (provavelmente o mais próximo da estrela na figura) tendo energia cinética estritamente maior que os demais, e outro par de pontos simetricamente equidistantes com energias iguais — mas a atribuição precisa de qual ponto é qual só pode ser conferida com a figura original.

Q26
Dinâmica — Impulso e Lançamento Oblíquo

Os Estados Unidos anunciaram, nesta terça-feira, o início da operação de instalação de um controverso sistema antimísseis na Coreia do Sul. Batizado de Terminal de Defesa Aérea para Grandes Altitudes (Thaad, na sigla em inglês), o sistema foi desenhado para proteger o país asiático de seu vizinho mais próximo, a Coreia do Norte. (...) O que é o Thaad? É um sistema capaz de interceptar mísseis de curto e médio alcance na fase terminal de seu voo.

Fonte: g1.globo.com. Acesso em 12 jul. 2017.

A fim de simular esse sistema, certo estudante reproduz um experimento de lançamento oblíquo, no qual duas partículas de massas $m_1$ e $m_2$ são arremessadas do solo, no instante $t=0$, com velocidades de módulos iguais a $v_1$ e $v_2$, respectivamente. As partículas colidem no instante de tempo $t=T$ e, no instante de tempo $t=4T$, ainda não atingiram o solo. Desprezando efeitos resistivos, o valor do módulo do impulso resultante sobre as partículas entre os instantes $t=0$ e $t=4T$ vale

A)$\dfrac{gT(m_1+m_2)}{2}$
B)$\dfrac{gT(m_1+m_2)}{8}$
C)$\dfrac{2gT(m_1+m_2)^2}{m_1m_2}$
D)$4gT(m_1+m_2)$
E)$\dfrac{gT(m_1m_2)^2}{m_1+m_2}$

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D
Resolução

A colisão entre as partículas em $t=T$ é uma força interna ao sistema (par ação-reação, soma vetorial nula) — ela redistribui momento entre as partículas, mas não altera o momento total do sistema. A única força externa atuando sobre o sistema, do instante $0$ até $4T$ (desprezando resistência do ar), é o peso.

Pelo teorema do impulso, o impulso resultante sobre o sistema é o impulso da força peso total ao longo de todo o intervalo: $J=P_{\text{total}}\times\Delta t=(m_1+m_2)g\times4T=4gT(m_1+m_2)$.

Q27
Energia — Interpretação de Dados (Matriz Energética)

A tabela a seguir foi retirada do documento sobre a Perspectiva Mundial do Petróleo 2016 da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Ela representa a demanda mundial de energia separada de acordo com suas fontes. O documento é parte do compromisso da organização com a estabilidade do mercado.

Tabela de dados indisponível nesta versão do acervo — os valores numéricos exatos por fonte de energia e ano são indispensáveis para julgar as alternativas.

Fonte: opec.org. Acesso e adaptação em 12 jul. 2017.

Com base nos dados apresentados, é CORRETO afirmar que

A)a demanda mundial por combustíveis renováveis irá diminuir com o crescimento da demanda por combustíveis não renováveis, como óleo e carvão.
B)o crescimento médio do uso de energias não renováveis, excluindo energia nuclear, entre os anos 2020 e 2040, é igual a aproximadamente $2{,}6$ milhões de barris de petróleo por dia a cada ano.
C)o uso de energia proveniente de fontes hídricas entre os anos 2014 e 2040 cresce a uma taxa de $0{,}2$ milhão de barris de petróleo por dia a cada ano.
D)as fontes citadas na tabela como "Outras renováveis" apresentam um nível de uso em 2014 de aproximadamente $0{,}6$ milhão de barris de petróleo por dia.
E)seguindo a tendência de crescimento por ano, em 2050, a demanda total mundial de energia atinge valores superiores a $500\times10^6$ barris de petróleo por dia.

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B
Resolução

Essa questão é de leitura e interpretação direta de uma tabela de dados (não envolve cálculo físico ou fórmula), e a tabela original com os valores por fonte energética e ano não está disponível nesta versão do acervo. Sem os números exatos, não é possível reconstituir aqui o cálculo da taxa média de crescimento apontada na alternativa (B).

Q28
Cinemática — Lançamento Oblíquo (Ponto Intermediário)

Uma partícula de massa $m$ é abandonada de um ponto A cuja altura é igual a $H$ e passa pelos pontos B e C, conforme mostra a figura. As coordenadas do ponto C são iguais a $x_C=d$ e $y_C=h$, onde $h<H$, e as forças de atrito são desprezíveis. Sabendo que a altura máxima atingida pela partícula vale $y_{\text{máx}}$, e sua coordenada horizontal, quando ela toca o solo, vale $x_{\text{máx}}$, assinale a alternativa CORRETA.

Figura indisponível nesta versão do acervo — o ângulo $\theta$ usado nas alternativas é definido apenas na figura original (não consta no texto), o que impede a resolução completa sem ela.
A)$y_{\text{máx}}=H-h$
B)$y_{\text{máx}}=(H-h)\sen^2(\theta)+h$
C)$x_{\text{máx}}=d+2(H-h)\sen(2\theta)$
D)$x_{\text{máx}}=d+2(H-h)\sen(\theta)$
E)$x_{\text{máx}}=d\cos(\theta)$

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B
Resolução

O ângulo $\theta$ citado nas cinco alternativas não está definido no texto do enunciado — ele é apresentado apenas na figura original (provavelmente o ângulo de lançamento ou de velocidade da partícula em B ou C), que não está disponível nesta versão do acervo. Sem essa referência geométrica não é possível reconstituir com segurança a dedução completa das expressões de $y_{\text{máx}}$ e $x_{\text{máx}}$.

Q29
Dinâmica — Trabalho e Potência (Guincho)

Um jipe que possui um guincho elétrico de potência máxima igual a $1{,}0\text{ hp}$ é empregado para puxar uma caixa de $1.000{,}0\text{ kg}$ ao longo de uma trajetória horizontal, com velocidade de $0{,}1\text{ m/s}$. Sabendo que o cabo do guincho está alinhado ao longo da trajetória da caixa e que o coeficiente de atrito entre o solo e a caixa é igual a $0{,}5$, assinale a alternativa CORRETA.

A)A potência consumida é de $1{,}0\text{ hp}$.
B)O guincho não consegue movimentar a caixa.
C)A energia consumida em $2{,}0\text{ s}$ é de $1.000{,}0\text{ J}$.
D)A potência média consumida é de aproximadamente $750{,}0\text{ W}$.
E)A distância percorrida pela caixa em $2{,}0\text{ s}$ é de $30\text{ cm}$.

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C
Resolução

Em velocidade constante, a força do guincho equilibra exatamente a força de atrito cinético: $F=\mu mg=0{,}5\times1000\times10=5000\text{ N}$.

A potência real necessária é $P=Fv=5000\times0{,}1=500\text{ W}$ — bem abaixo da potência MÁXIMA do guincho ($1{,}0\text{ hp}=746\text{ W}$), o que já mostra que ele consegue puxar a caixa sem operar no limite (eliminando as alternativas A, B e D).

A energia consumida em $2{,}0\text{ s}$: $E=P\,t=500\times2{,}0=1000{,}0\text{ J}$ — confirma a alternativa (C).

(A distância percorrida em 2s seria $d=vt=0{,}1\times2{,}0=0{,}2\text{ m}=20\text{ cm}$, não $30\text{ cm}$, o que descarta a alternativa E.)

Q30
Cinemática — Movimento Circular Convertido em Linear (Parafuso-Porca)

Um atuador linear é um conjunto parafuso-porca que transforma o movimento de rotação do parafuso em um movimento linear de uma porca. Considerando que, para cada volta do parafuso, a porca se desloca $2\text{ mm}$, assinale a alternativa CORRETA.

A)A relação entre a velocidade angular do parafuso e a velocidade linear da porca é uma constante.
B)Se a velocidade de rotação do parafuso é de $360\text{ rpm}$, a velocidade linear da porca é de $6\text{ mm/s}$.
C)Se o parafuso realiza 10 voltas completas, o deslocamento linear da porca é igual a $20\text{ cm}$.
D)Se a velocidade de rotação do motor aumenta de zero até $360\text{ rpm}$ em $6\text{ s}$, a aceleração linear da porca é de $120\text{ mm/s}^2$.
E)Quando a velocidade de rotação do parafuso é constante e igual a $120\text{ rpm}$, a aceleração linear da porca é igual a $2\text{ mm/s}^2$.

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A
Resolução

O "passo" do parafuso ($p=2\text{ mm/volta}$) relaciona a velocidade linear da porca à velocidade angular do parafuso por $v=\dfrac{p}{2\pi}\,\omega$ — uma proporção fixa, geométrica, que vale sempre, independentemente de o movimento ser uniforme ou acelerado. Isso confirma diretamente a alternativa (A).

Conferindo as demais: (B) com $\omega=360\text{ rpm}=6\text{ rev/s}$, $v=6\times2=12\text{ mm/s}$, não $6\text{ mm/s}$ — falsa. (C) 10 voltas → $10\times2\text{ mm}=20\text{ mm}=2\text{ cm}$, não $20\text{ cm}$ — falsa. (D) variação de $0$ a $6\text{ rev/s}$ em $6\text{ s}$: aceleração angular $=1\text{ rev/s}^2$, aceleração linear $=1\times2=2\text{ mm/s}^2$, não $120\text{ mm/s}^2$ — falsa. (E) com velocidade de rotação constante, a velocidade linear também é constante, logo a aceleração é nula, não $2\text{ mm/s}^2$ — falsa.

Q31
Trabalho e Energia — Força Variável (Gráfico F×x)

Um corpo de massa $m=180\text{ g}$ se move em um eixo $x$ horizontal, sob a ação de uma única força resultante cuja intensidade varia na forma

$F^2=4\left(1-\dfrac{x^2}{9}\right)$

entre $x=-3{,}0\text{ m}$ e $x=3{,}0\text{ m}$, e $F=0$ para outros valores de $x$, onde $x$ é medido em metros e $F$, em newtons. O gráfico da intensidade da força versus a posição da partícula tem a forma mostrada na figura a seguir. Sabendo que a posição e a velocidade iniciais da partícula valem, respectivamente, $x_0=-3{,}0\text{ m}$ e $v_0=0$, assinale a alternativa CORRETA.

Gráfico indisponível nesta versão do acervo — a equação de $F(x)$ já fornecida no texto é suficiente para a resolução analítica.
A)A velocidade do corpo em $x=9{,}0\text{ m}$ é igual a $18\text{ m/s}$.
B)A energia cinética da partícula em $x=0{,}0$ é igual a $4\text{ J}$.
C)A velocidade da partícula é máxima na origem.
D)O trabalho da força $F$ é igual a $108\text{ J}$.
E)Em $x=4{,}5\text{ m}$, a velocidade da partícula tem módulo igual a $10\text{ m/s}$.

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NULA — Anulada
Resolução

Escrevendo $F(x)=2\sqrt{1-x^2/9}$, a curva $F$ contra $x$ descreve exatamente a metade superior de uma elipse de semieixos $a=3$ (em $x$) e $b=2$ (em $F$): $\left(\dfrac{F}{2}\right)^2+\left(\dfrac{x}{3}\right)^2=1$.

O trabalho realizado por $F$ entre $x=-3$ e $x=3$ é a área sob essa curva, isto é, a área da meia-elipse: $W=\dfrac{\pi ab}{2}=\dfrac{\pi\times3\times2}{2}=3\pi$. Usando $\pi=3$ (dado do caderno): $W=9{,}0\text{ J}$.

Pelo teorema trabalho-energia, partindo do repouso em $x=-3$, a energia cinética em $x=3$ é $9{,}0\text{ J}$: $\dfrac{1}{2}(0{,}180)v^2=9{,}0 \Rightarrow v^2=100 \Rightarrow v=10\text{ m/s}$. Como $F=0$ para $x>3$, essa velocidade permanece constante daí em diante — inclusive em $x=4{,}5\text{ m}$, tornando a alternativa (E) fisicamente consistente com $10\text{ m/s}$.

Como $F(x)$ é uma função par (simétrica em relação a $x=0$), o trabalho de $x=-3$ até $x=0$ é exatamente metade do total: $W(0)=\dfrac{3\pi}{2}=4{,}5\text{ J}$ — não $4\text{ J}$ como afirma a alternativa (B), que fica próxima, mas incorreta.

Como $F(x)>0$ em todo o intervalo (a força nunca muda de sentido), o trabalho é sempre positivo e a velocidade cresce monotonicamente até $x=3$ — logo a velocidade NÃO é máxima na origem (alternativa C incorreta), e o trabalho total não é $108\text{ J}$ (alternativa D incorreta).

A alternativa (A) também está incorreta, pois além de $x=3\text{ m}$ não há mais força, e a velocidade permanece em $10\text{ m/s}$ (não $18\text{ m/s}$) até $x=9{,}0\text{ m}$.

A questão foi anulada pela banca — possivelmente pela ambiguidade de sinal ao extrair $F$ de $F^2$ (a equação, por si só, não define o sentido da força, apenas seu módulo), o que compromete uma leitura única do problema sem a figura do gráfico.

Q32
Cinemática — Queda Livre e Frenagem

O Turbo Drop chegou em 1997 para substituir a antiga torre-símbolo do Playcenter. Ele media 60 metros de altura e era de fabricação americana; em sua gôndola, estavam acoplados 12 assentos, três em cada face. Esses assentos eram levantados até a altura aproximada de 60 metros em 17 segundos, ficando suspensos no alto durante 5 segundos, despencando até pararem em apenas 4 segundos.

Fonte: playcenter.com.br/atracoes/turbo_drop. Acesso e adaptação em 19 jul. 2017.

Analisando o movimento de um assento do Turbo Drop durante a descida e considerando que, até o início da frenagem, ele desce em queda livre, assinale a alternativa CORRETA.

A)A distância percorrida em queda livre é de $15\text{ m}$.
B)A aceleração de parada tem módulo igual a $3g$.
C)A velocidade máxima durante o movimento é de $60\text{ m/s}$.
D)O intervalo de tempo em queda livre é igual a $1\text{ s}$.
E)A aceleração tem intensidade constante em todo o percurso.

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B
Resolução

A descida completa (60m) ocorre em duas fases: queda livre (aceleração $g$, duração $t_1$) seguida de frenagem (desaceleração até parar, duração $t_2$), com $t_1+t_2=4\text{ s}$.

Distância na queda livre: $d_1=\dfrac{1}{2}g\,t_1^2$. Distância na frenagem (velocidade inicial $v_1=g\,t_1$ até zero): $d_2=\dfrac{v_1}{2}t_2=\dfrac{g\,t_1}{2}t_2$.

Somando: $d_1+d_2=\dfrac{1}{2}g\,t_1^2+\dfrac{1}{2}g\,t_1t_2=\dfrac{1}{2}g\,t_1(t_1+t_2)=60$.

Substituindo $t_1+t_2=4$: $\dfrac{1}{2}(10)t_1(4)=60 \Rightarrow 20t_1=60 \Rightarrow t_1=3\text{ s}$, logo $t_2=1\text{ s}$.

Velocidade ao final da queda livre: $v_1=g\,t_1=10\times3=30\text{ m/s}$.

Aceleração de frenagem: $a_{\text{frenagem}}=\dfrac{v_1}{t_2}=\dfrac{30}{1}=30\text{ m/s}^2=3g$ — confirma a alternativa (B).

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