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UPE — SSA1 2021

Sistema Seriado de Avaliação · 1ª fase

Questões de Física do 1º dia · Gabarito oficial definitivo (atualizado em 18/02/2021).

Q23
Energia Potencial de Interação entre Vetores

Em diversos sistemas físicos, duas grandezas vetoriais de módulos $A$ e $B$ interagem com energia potencial na forma $U=-AB\cos\theta$, onde $\theta$ é o menor ângulo entre os dois vetores. Assinale a alternativa que contém a configuração de vetores que resulta na menor energia potencial $U$, sabendo que $A>B$.

A)
Vetor A vertical para cima e vetor B diagonal para cima e à direita, formando ângulo agudo de aproximadamente 50° entre si
B)
Vetor A vertical para baixo e vetor B horizontal para a direita, perpendiculares entre si (ângulo reto marcado)
C)
Vetor A vertical para cima e vetor B vertical para baixo, antiparalelos (ângulo de 180°)
D)
Vetor A e vetor B ambos verticais e apontando para baixo, paralelos e de mesmo sentido (ângulo de 0°)
E)
Vetor A diagonal para baixo e à esquerda e vetor B vertical para cima, formando ângulo obtuso de aproximadamente 135° entre si

Gabarito oficial UPE/SSA1 2021

D
Resolução

Como $A$ e $B$ são módulos positivos e fixos, a energia potencial $U=-AB\cos\theta$ varia apenas com $\cos\theta$. Para minimizar $U$ (torná-la o mais negativa possível), é preciso maximizar $\cos\theta$, já que $U$ tem sinal negativo na frente do produto.

O valor máximo de $\cos\theta$ é $1$, obtido quando $\theta=0^\circ$ — ou seja, quando os dois vetores são paralelos e apontam no mesmo sentido. Nessa configuração, $U=-AB\times1=-AB$, o menor valor possível de energia potencial para esse sistema (análogo, por exemplo, à energia de um dipolo magnético alinhado com um campo externo, que é a configuração de equilíbrio estável).

Conferindo as alternativas: (A) ângulo agudo (~50°), (B) ângulo reto (90°), (C) ângulo raso (180°, antiparalelos — o pior caso, energia MÁXIMA), (E) ângulo obtuso (~135°). Apenas a alternativa (D) mostra os vetores paralelos e de mesmo sentido ($\theta=0^\circ$), confirmando-a como a de menor energia potencial.

Q24
Queda Livre — Combate a Incêndios

Aeronaves da Marinha do Brasil reforçam os trabalhos de combate às queimadas no Pantanal, que estão devastando boa parte da maior área alagada do Planeta. A densa camada de fumaça que encobria a cidade nos últimos dias diminuiu, porém os focos de queimadas seguem na região. As labaredas das chamas chegam a $55\text{ m}$ de altura.

Fonte: diarionline.com.br. Adaptado. Acesso em 04 nov. 2020.

Se um helicóptero de combate a incêndios despeja água a $180\text{ m}$ de altura em relação ao solo, em quanto tempo, em segundos, a água e as chamas mais altas entram em contato? Despreze efeitos resistivos e considere que a água é abandonada do repouso.

A)$1$
B)$2$
C)$3$
D)$4$
E)$5$

Gabarito oficial UPE/SSA1 2021

E
Resolução

A água é abandonada em queda livre a partir de $180\text{ m}$ de altura e entra em contato com as chamas quando atinge a altura de $55\text{ m}$ — ou seja, ela precisa percorrer uma distância de queda $d=180-55=125\text{ m}$.

Como a água parte do repouso, usa-se a equação de queda livre: $d=\dfrac{gt^2}{2}\Rightarrow t=\sqrt{\dfrac{2d}{g}}=\sqrt{\dfrac{2\times125}{10}}=\sqrt{25}=5\text{ s}$ — confirma a alternativa (E).

Q25
Lançamento Oblíquo — Lançador de Bolas de Tênis

Bolas de tênis são arremessadas por um lançador automático, instalado no solo e ajustado de tal modo que as bolas descrevem a trajetória parabólica, mostrada no gráfico ao lado. Desprezando a resistência do ar, qual é a velocidade de lançamento, em m/s, se as bolas são arremessadas em ângulo $\theta$? Utilize $\operatorname{sen}\theta=0{,}8$ e $\cos\theta=0{,}6$.

Gráfico da trajetória parabólica: altura máxima de 5,0 m atingida em x=4,8 m, alcance total de 9,6 m
A)$2{,}0$
B)$5{,}0$
C)$10{,}0$
D)$12{,}0$
E)$15{,}0$

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Anulada (NULA)
Resolução

O gráfico mostra alcance $R=9{,}6\text{ m}$ e altura máxima $H=5{,}0\text{ m}$ em $x=4{,}8\text{ m}=R/2$ (coerente com a simetria da parábola). Usando o alcance: $R=\dfrac{v_0^2\operatorname{sen}(2\theta)}{g}=\dfrac{v_0^2\times2\operatorname{sen}\theta\cos\theta}{g}\Rightarrow9{,}6=\dfrac{v_0^2\times2\times0{,}8\times0{,}6}{10}=0{,}096\,v_0^2\Rightarrow v_0^2=100\Rightarrow v_0=10{,}0\text{ m/s}$ — valor que corresponde exatamente à alternativa (C).

Já usando a altura máxima: $H=\dfrac{v_0^2\operatorname{sen}^2\theta}{2g}\Rightarrow5{,}0=\dfrac{v_0^2\times0{,}64}{20}\Rightarrow v_0^2=156{,}25\Rightarrow v_0=12{,}5\text{ m/s}$ — valor que não corresponde a nenhuma alternativa (o mais próximo seria 12,0, mas sem coincidir).

Essa é a raiz do problema: para $\operatorname{sen}\theta=0{,}8$ e $\cos\theta=0{,}6$, a relação geométrica entre altura máxima e alcance é fixa, $H=\dfrac{R\tan\theta}{4}=\dfrac{9{,}6\times(0{,}8/0{,}6)}{4}=3{,}2\text{ m}$ — mas o gráfico mostra $H=5{,}0\text{ m}$, um valor inconsistente com o alcance de $9{,}6\text{ m}$ para esse ângulo. Essa incoerência interna nos dados do gráfico original é a provável causa da anulação oficial da questão pela banca.

Q26
Dinâmica — Sistema de Blocos com Polia (Leitura de Gráfico)

Na figura a seguir, o bloco $m_1$, apoiado em uma superfície horizontal lisa, é acelerado até que o bloco pendurado $m_2$ alcance um batente que se encontra abaixo dele, a uma distância $d_1$. O gráfico ilustra a intensidade da velocidade do bloco $m_1$ durante o experimento. Portanto, sua distância total percorrida $d_1+d_2$, em metros, até atingir o bloqueio antes da polia é igual a

Bloco m1 sobre mesa horizontal ligado por fio e polia ao bloco pendurado m2, que desce até um batente a uma distância d1; ao lado, gráfico v1×t: reta subindo de 0 a 2 m/s entre t=0 e t=1 s, depois constante em 2 m/s até t=2 s
A)$5{,}0$
B)$4{,}0$
C)$3{,}0$
D)$2{,}0$
E)$1{,}0$

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C
Resolução

A distância total percorrida por um corpo, a partir de um gráfico velocidade × tempo, corresponde à área sob a curva no intervalo considerado. Como o sistema (blocos ligados por fio inextensível sobre uma polia) se move em conjunto, a distância percorrida por $m_1$ é igual à distância percorrida por $m_2$.

Enquanto o fio está tracionado (de $t=0$ a $t=1\text{ s}$), o sistema acelera de $0$ a $2{,}0\text{ m/s}$: essa é a fase em que $m_2$ desce até o batente, percorrendo $d_1=\dfrac{(0+2{,}0)\times1{,}0}{2}=1{,}0\text{ m}$ (área do triângulo).

Ao atingir o batente, $m_2$ para, a tração desaparece e $m_1$ passa a se mover em velocidade constante de $2{,}0\text{ m/s}$ (superfície lisa, sem força resultante) — fase de $t=1\text{ s}$ a $t=2\text{ s}$, percorrendo $d_2=2{,}0\times1{,}0=2{,}0\text{ m}$ (área do retângulo).

Distância total: $d_1+d_2=1{,}0+2{,}0=3{,}0\text{ m}$ — confirma a alternativa (C).

Q27
Gravitação — Leis de Kepler (Lei das Áreas)

A figura a seguir ilustra a órbita elíptica do exoplaneta Kepler-1649c em torno de sua estrela anã vermelha E. Sabe-se que o exoplaneta leva um intervalo de tempo $T$ para percorrer o trecho entre os pontos A e B. Se a área da região AEB é igual a $50\%$ da área da região CED, então o tempo, durante a translação, entre os pontos C e D é igual a

Órbita elíptica do exoplaneta Kepler-1649c em torno da estrela E, com a região AEB (próxima ao periastro) e a região CED (do lado oposto) destacadas
A)$4T$
B)$2T$
C)$T$
D)$T/2$
E)$T/4$

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B
Resolução

Pela Segunda Lei de Kepler (lei das áreas), a velocidade areolar de um planeta em torno de sua estrela é constante: $\dfrac{\text{Área}}{\text{tempo}}=\text{constante}$. Isso significa que o tempo gasto para percorrer um trecho da órbita é diretamente proporcional à área varrida nesse trecho.

Como Área(AEB) $=0{,}5\times$ Área(CED), segue que Área(CED) $=2\times$ Área(AEB). Como o tempo é proporcional à área, o tempo para percorrer o trecho CD também é o dobro do tempo para percorrer AB: $T_{CD}=2\times T_{AB}=2T$ — confirma a alternativa (B).

Q28
Trabalho e Energia — Teorema Trabalho-Energia Cinética

Um motociclista de aplicativo, ao entregar uma encomenda delivery, passa por um radar eletrônico que marca $36\text{ km/h}$. Em seguida, ele acelera, e sua velocidade chega a $72\text{ km/h}$. Sabendo que a massa do conjunto moto e motociclista é de $150\text{ kg}$, estime o trabalho realizado pelo motor da moto em kJ, desconsiderando efeitos resistivos.

A)$22{,}5$
B)$45{,}0$
C)$55{,}5$
D)$75{,}0$
E)$87{,}5$

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A
Resolução

Pelo Teorema Trabalho-Energia Cinética, o trabalho realizado pelo motor é igual à variação de energia cinética do conjunto: $W=\Delta E_c=\dfrac{1}{2}m(v_f^2-v_i^2)$.

Convertendo as velocidades: $v_i=36\text{ km/h}=10\text{ m/s}$; $v_f=72\text{ km/h}=20\text{ m/s}$.

$W=\dfrac{1}{2}\times150\times(20^2-10^2)=75\times(400-100)=75\times300=22.500\text{ J}=22{,}5\text{ kJ}$ — confirma a alternativa (A).

Q29
Trabalho de uma Força Constante — Fósforo

Um palito de fósforo é aceso após ser friccionado na parte áspera de uma caixa, conforme figura ao lado, arrastando sua cabeça em um ângulo de $\theta=60^\circ$ com a caixa por $4{,}0\text{ cm}$, cuja força aplicada é igual a $3{,}0\text{ N}$. Sabendo que a caixa não se moveu no processo, qual é o valor aproximado do trabalho realizado em mJ?

Palito de fósforo sendo arrastado sobre a lixa da caixa em um ângulo θ com a superfície, no sentido oposto ao do movimento, sob ação da força F
A)$28$
B)$42$
C)$56$
D)$60$
E)$104$

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D
Resolução

O trabalho de uma força constante é $W=F\,d\,\cos\theta$, onde $\theta$ é o ângulo entre a força aplicada e o deslocamento.

Com $F=3{,}0\text{ N}$, $d=4{,}0\text{ cm}=0{,}04\text{ m}$ e $\theta=60^\circ$ ($\cos60^\circ=0{,}5$): $W=3{,}0\times0{,}04\times0{,}5=0{,}06\text{ J}=60\text{ mJ}$ — confirma a alternativa (D).

Q30
Conservação de Energia — Rampas Lisas com Massas Diferentes

Em uma empresa de logística e distribuição de produtos por compras on-line, foram montadas duas rampas lisas, conforme a figura abaixo. A rampa mais íngreme, rampa A, é utilizada para pacotes de $2{,}5\text{ kg}$, e a menos íngreme, rampa B, é utilizada para pacotes de $5{,}0\text{ kg}$. Dois pacotes são abandonados do repouso de uma altura $h_1=3{,}5\text{ m}$ e recolhidos em $h_2=1{,}0\text{ m}$ acima do nível do solo, conforme ilustra a figura a seguir. Obtenha a razão entre as velocidades do pacote mais pesado em relação ao leve na altura $h_2$.

Duas rampas lisas, A (mais íngreme) e B (mais suave), com pacotes abandonados da altura h1 e recolhidos na altura h2, indicada por linhas tracejadas
A)$1$
B)$2$
C)$4$
D)$5$
E)$8$

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A
Resolução

Como as rampas são lisas (sem atrito), toda a energia potencial gravitacional perdida na descida se converte em energia cinética, pela conservação de energia mecânica: $mgh_1=mgh_2+\dfrac{mv^2}{2}\Rightarrow v=\sqrt{2g(h_1-h_2)}$.

Note que a massa $m$ se cancela nessa equação — a velocidade final depende apenas da variação de altura $\Delta h=h_1-h_2$, não da massa do pacote nem da inclinação da rampa (que apenas determina o caminho percorrido, não a velocidade final em uma dada altura, dado que não há atrito).

Como ambos os pacotes descem a mesma variação de altura ($\Delta h=3{,}5-1{,}0=2{,}5\text{ m}$), suas velocidades em $h_2$ são exatamente iguais, independentemente de suas massas diferentes ($2{,}5\text{ kg}$ e $5{,}0\text{ kg}$) ou das rampas distintas. A razão entre as velocidades é, portanto, $1$ — confirma a alternativa (A).

Q31
Dinâmica — Força, Impulso e Potência (Velocidade Constante)

Uma força externa constante e horizontal, de módulo $5{,}0\text{ N}$, é necessária para manter a velocidade de $4{,}0\text{ m/s}$ de um bloco de massa $m=1{,}5\text{ kg}$ em uma superfície rugosa. Em um deslocamento de $6{,}0\text{ m}$ do bloco, analise as afirmações abaixo e assinale a CORRETA.

Bloco de 1,5 kg empurrado por força de 5,0 N e se movendo com velocidade constante de 4,0 m/s, ambas para a direita, sobre superfície rugosa
A)A força resultante sobre o objeto tem intensidade $5{,}0\text{ N}$.
B)A potência média da força externa é $30{,}0\text{ W}$.
C)O impulso médio da força externa sobre o bloco é de $7{,}5\text{ Ns}$.
D)O bloco não está em um estado de inércia, segundo as Leis de Newton.
E)A força de atrito tem módulo igual a $7{,}5\text{ N}$.

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C
Resolução

Como a velocidade é constante ($4{,}0\text{ m/s}$), a aceleração é nula e, pela Segunda Lei de Newton, a força resultante sobre o bloco é zero — isso já elimina a alternativa (A). Consequentemente, a força de atrito deve ter o mesmo módulo da força aplicada ($5{,}0\text{ N}$, não $7{,}5\text{ N}$) para que a resultante seja nula — eliminando (E). Além disso, velocidade constante é exatamente o estado de inércia (movimento retilíneo uniforme), contradizendo (D).

Calculando o tempo do deslocamento: $t=\dfrac{d}{v}=\dfrac{6{,}0}{4{,}0}=1{,}5\text{ s}$.

A potência média da força externa é $P=F\times v=5{,}0\times4{,}0=20{,}0\text{ W}$ (não $30{,}0\text{ W}$), eliminando (B).

O impulso médio da força externa (não da resultante) é $I=F\times t=5{,}0\times1{,}5=7{,}5\text{ N}\cdot\text{s}$ — confirma a alternativa (C). Note que esse impulso da força aplicada é integralmente cancelado pelo impulso, também de $7{,}5\text{ N}\cdot\text{s}$, da força de atrito (de sentido oposto), resultando em impulso resultante nulo — coerente com a velocidade constante do bloco.

Q32
Conservação do Momento Linear — Explosão em Duas Partes Iguais

A figura ao lado ilustra um experimento em que um pequeno objeto em repouso é suspenso por um cabo ideal. Em $t=0$, o objeto explode em duas partes iguais, e uma delas se move com uma velocidade horizontal de módulo $4{,}8\text{ m/s}$. Calcule o tempo necessário, em segundos, para que os objetos estejam separados por uma distância de $24\text{ m}$.

Pequeno objeto em repouso suspenso por um cabo ideal preso ao teto, prestes a explodir em duas partes iguais
A)$0{,}5$
B)$1{,}0$
C)$1{,}5$
D)$2{,}0$
E)$2{,}5$

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E
Resolução

Antes da explosão, o objeto está em repouso, logo o momento linear total do sistema é nulo. Pela conservação do momento linear, a soma dos momentos das duas partes após a explosão também deve ser zero.

Como as duas partes têm massas iguais ($m/2$ cada), a condição $\dfrac{m}{2}v_1=\dfrac{m}{2}v_2$ (em módulo, sentidos opostos) implica que ambas se movem com a mesma velocidade em módulo: se uma parte tem velocidade horizontal de $4{,}8\text{ m/s}$, a outra também tem $4{,}8\text{ m/s}$, mas no sentido horizontal oposto.

Como as duas partes se afastam uma da outra, a taxa de separação entre elas é a soma das velocidades: $v_{sep}=4{,}8+4{,}8=9{,}6\text{ m/s}$.

O tempo para atingirem uma separação de $24\text{ m}$: $t=\dfrac{24}{9{,}6}=2{,}5\text{ s}$ — confirma a alternativa (E).

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