Um gás ideal está confinado dentro de um cilindro de comprimento $H$ e área de seção transversal $A$. Dentro do cilindro, $n$ mols do gás são mantidos a uma temperatura constante $T$. A base do cilindro é condutora e possui comprimento $H$, com condutividade térmica $k$. A outra extremidade do cilindro está conectada a um reservatório térmico mantido a uma temperatura $T_0<T$. O pistão, de massa desprezível, é movido de forma que o fluxo de calor na barra é constante. Considere a constante universal dos gases perfeitos igual a $R$. Então, o módulo da velocidade do pistão após ele ter percorrido uma distância igual a $H/2$ é

A figura mostra que a base condutora é uma barra sólida, de comprimento $H$ e área $A$, fixa entre o reservatório frio ($T_0$) e a base da coluna de gás — sua geometria não muda com o movimento do pistão. Pela lei de Fourier, o fluxo de calor através dela é constante: $\dfrac{Q}{t}=\dfrac{kA(T-T_0)}{H}$.
Esse calor sai do gás (que está mais quente, a $T$) para o reservatório (a $T_0$). Como o processo é isotérmico ($\Delta U=0$), pela Primeira Lei todo o calor que sai do gás corresponde exatamente ao trabalho de compressão recebido: $\left|\dfrac{Q}{t}\right|=p\,A\,v$, onde $v$ é a velocidade do pistão e $p$ a pressão do gás no instante considerado.
Quando o pistão percorreu $H/2$, a coluna de gás (que começa com comprimento $H$) passa a ter comprimento $H/2$, logo volume $V=A\,H/2$. Pela lei dos gases ideais: $p=\dfrac{nRT}{V}=\dfrac{nRT}{A\,H/2}=\dfrac{2nRT}{AH}$.
Substituindo na equação do fluxo: $\dfrac{kA(T-T_0)}{H}=\dfrac{2nRT}{AH}\times A\times v=\dfrac{2nRTv}{H}$.
Isolando $v$: $v=\dfrac{kA(T-T_0)}{2nRT}=\dfrac{kA(1-T_0/T)}{2nR}$ — confirma exatamente a alternativa (B).






