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UPE — SSA3 2018

Sistema Seriado de Avaliação · 3ª fase

Questões de Física · Gabarito oficial definitivo.

Q21
Eletromagnetismo — Campo Magnético de Espiras Concêntricas

Um sistema de espiras circulares concêntricas está disposto em um plano horizontal. Cada espira conduz uma corrente $I$, que gira no sentido anti-horário, conforme ilustra a figura. O sistema foi montado de forma que os raios das espiras dobram a cada espira colocada. Considerando a permeabilidade magnética do vácuo como igual a $\mu_0$, determine o campo magnético produzido no centro dessa estrutura quando o número de espiras tende ao infinito.

Sistema de espiras circulares concêntricas de raios R, 2R e 4R, percorridas por corrente I no sentido anti-horário
A)$\mu_0I/R$
B)$\mu_0I/2R$
C)$\mu_0I/4R$
D)$\mu_0I/8R$
E)$\mu_0I/16R$

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

A
Resolução

O campo magnético no centro de uma espira circular de raio $r$ percorrida por corrente $I$ é $B=\dfrac{\mu_0I}{2r}$. Como todas as espiras (raios $R,2R,4R,8R,\dots$) giram no mesmo sentido, seus campos no centro se somam.

$B_{\text{total}}=\displaystyle\sum_{n=0}^{\infty}\dfrac{\mu_0I}{2(2^nR)}=\dfrac{\mu_0I}{2R}\sum_{n=0}^{\infty}\left(\dfrac{1}{2}\right)^n$.

A série geométrica de razão $1/2$ soma $2$: $\displaystyle\sum_{n=0}^{\infty}\left(\dfrac12\right)^n=\dfrac{1}{1-1/2}=2$.

Logo, $B_{\text{total}}=\dfrac{\mu_0I}{2R}\times2=\dfrac{\mu_0I}{R}$ — confirma a alternativa (A).

Q22
Hidrostática — Pêndulo Imerso em Fluido (Empuxo)

Uma pequena esfera de massa $m=250\text{ g}$ é presa a um fio ideal, de comprimento $L=25\text{ cm}$, fixado em um ponto $O$, no fundo de um tanque. O sistema está imerso em um líquido de densidade desconhecida e oscila com pequena amplitude com um período $T=3\text{ s}$. A densidade da esfera é menor que a densidade do líquido. Desconsiderando os efeitos resistivos, determine a massa de líquido deslocada pela esfera.

Esfera presa por um fio de comprimento L a um ponto O no fundo de um tanque, com o vetor g apontando para baixo
A)$150\text{ g}$
B)$275\text{ g}$
C)$450\text{ g}$
D)$650\text{ g}$
E)$975\text{ g}$

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

B
Resolução

Como a esfera é menos densa que o líquido, o empuxo $E$ supera o peso $P$, e é o fio (preso no fundo, em $O$) que mantém a esfera a uma distância fixa $L$, oscilando como um pêndulo "invertido": a força restauradora resulta do desequilíbrio entre empuxo e peso.

A aceleração efetiva que rege as pequenas oscilações é $g_{\text{ef}}=\dfrac{E-P}{m}=g\left(\dfrac{M_{\text{disp}}}{m}-1\right)$, onde $M_{\text{disp}}$ é a massa de líquido deslocada pela esfera.

Do período do pêndulo, $T=2\pi\sqrt{L/g_{\text{ef}}}\Rightarrow g_{\text{ef}}=\dfrac{4\pi^2L}{T^2}=\dfrac{4\times3\times0{,}25}{3^2}=\dfrac{3}{9}\times3=1{,}0\text{ m/s}^2$ (usando $\pi=3$).

Substituindo: $1{,}0=10\left(\dfrac{M_{\text{disp}}}{0{,}250}-1\right)\Rightarrow0{,}1=\dfrac{M_{\text{disp}}}{0{,}250}-1\Rightarrow\dfrac{M_{\text{disp}}}{0{,}250}=1{,}1\Rightarrow M_{\text{disp}}=0{,}275\text{ kg}=275\text{ g}$ — confirma a alternativa (B).

Q23
Estática — Equilíbrio de Corpo Rígido (Atrito e Tombamento)

Um estudante decide molhar o piso de sua casa para puxar um bloco triangular com mais facilidade, diminuindo o coeficiente de atrito efetivo entre o piso e o bloco. Uma força horizontal constante, de intensidade $F$, é aplicada na extremidade do bloco triangular, de massa $m$ uniformemente distribuída e lado $L$, conforme ilustra a figura. Sabendo que $\theta=60°$, determine o valor do coeficiente de atrito estático entre o bloco e o piso para que ele não gire antes de transladar.

Bloco triangular de lado L e ângulo de base θ apoiado no chão, com força horizontal F aplicada no vértice superior e vetor g indicado
A)$1{,}70$
B)$0{,}57$
C)$0{,}85$
D)$0{,}70$
E)$1{,}40$

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

B
Resolução

Puxado pelo topo, o bloco tende a tombar girando em torno do vértice inferior dianteiro (o mais próximo do sentido de $\vec F$). No limiar simultâneo de tombamento e deslizamento, tomamos os torques em relação a esse vértice.

O torque de $\vec F$ (horizontal, aplicada no vértice superior, a uma altura $h=L\,\text{sen}\,\theta$) vale $\tau_F=F\cdot L\,\text{sen}\,\theta$. O torque restaurador do peso $mg$ (aplicado no centroide, situado a uma distância horizontal $L\cos\theta$ do vértice pivô) vale $\tau_P=mg\cdot L\cos\theta$.

No limiar de tombamento: $F\,L\,\text{sen}\,\theta=mg\,L\cos\theta\Rightarrow F=mg\cot\theta$.

Como $\vec F$ é horizontal, o equilíbrio vertical dá $N=mg$. No limiar de deslizamento, $F=\mu_s N=\mu_s mg$. Igualando as duas condições-limite: $\mu_s mg=mg\cot\theta\Rightarrow\mu_s=\cot\theta$.

Com $\theta=60°$: $\mu_s=\cot60°=\dfrac{1}{\sqrt3}=\dfrac{1}{1{,}70}\approx0{,}57$ — confirma a alternativa (B).

Q24
Física Moderna — Modelo de Bohr (Transições Eletrônicas)

O diagrama ao lado ilustra as transições que são possíveis de ocorrer entre alguns níveis de energia, de acordo com o modelo de Bohr, de um átomo hidrogenoide da atmosfera de Plutão. Qual transição representa a emissão de um fóton com a maior energia?

Diagrama de níveis de energia de Bohr com transições A e B (absorção) e C, D e E (emissão) entre os níveis n=1 a n=4
A)A
B)B
C)C
D)D
E)E

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E
Resolução

Primeiro, é preciso separar absorção de emissão: setas para cima (para níveis mais energéticos) representam absorção (transições A e B); setas para baixo representam emissão (transições C, D e E). A pergunta só se aplica a estas últimas.

A energia de cada nível no modelo de Bohr é $E_n=-\dfrac{13{,}6}{n^2}\text{ eV}$, e a energia do fóton emitido numa transição $n_i\to n_f$ é $\Delta E=13{,}6\left(\dfrac{1}{n_f^2}-\dfrac{1}{n_i^2}\right)\text{ eV}$.

C ($n=4\to3$): $\Delta E=13{,}6\left(\dfrac19-\dfrac{1}{16}\right)\approx0{,}66\text{ eV}$. D ($n=4\to2$): $\Delta E=13{,}6\left(\dfrac14-\dfrac{1}{16}\right)\approx2{,}55\text{ eV}$. E ($n=2\to1$): $\Delta E=13{,}6\left(1-\dfrac14\right)=10{,}2\text{ eV}$.

A transição E, que salta diretamente para o estado fundamental, corresponde ao maior "vão" de energia entre os níveis emitidos e libera o fóton de maior energia — confirma a alternativa (E).

Q25
Física Moderna — Efeito Fotoelétrico (Descarga de Capacitor)

Efeito Fotoelétrico é a emissão de elétrons de um material, geralmente metálico, quando submetido à radiação eletromagnética. Um capacitor de placas paralelas, de capacitância igual a $120{,}0\ \mu\text{F}$ e separação entre as placas de $1{,}0\text{ cm}$, é carregado com uma bateria de $10{,}0\text{ V}$. Após seu carregamento, a bateria é desconectada, e uma onda eletromagnética incide em $t=0$ na placa carregada negativamente. Os elétrons emitidos por efeito fotoelétrico possuem energias cinéticas que variam de zero até $1{,}5\text{ eV}$. O gráfico ao lado ilustra o comportamento da corrente $i$ que flui entre as placas do capacitor em função do tempo $t$, após o desligamento da bateria. Então, o instante de tempo $t_A$ e o potencial entre as placas do capacitor em $t_B$, respectivamente, valem

Gráfico da corrente i em função do tempo t, com patamar constante em 1,0×10⁻⁵ A até o instante tA seguido de decaimento até tB
A)$1\text{ min}$ e $1{,}0\text{ V}$
B)$1\text{ min}$ e $1{,}5\text{ V}$
C)$2\text{ min}$ e $1{,}0\text{ V}$
D)$2\text{ min}$ e $1{,}5\text{ V}$
E)$3\text{ min}$ e $1{,}0\text{ V}$

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D
Resolução

Enquanto a corrente se mantém constante em $i_0=1{,}0\times10^{-5}\text{ A}$ (patamar do gráfico), a carga da placa cai linearmente: $Q(t)=Q_0-i_0t$, com $Q_0=CV_0=120\times10^{-6}\times10{,}0=1{,}2\times10^{-3}\text{ C}$.

O instante $t_A$, onde a corrente deixa de ser constante, corresponde ao momento em que a carga original é totalmente neutralizada ($Q=0$) e o campo entre as placas começa a se inverter, passando a frear os elétrons mais lentos: $t_A=\dfrac{Q_0}{i_0}=\dfrac{1{,}2\times10^{-3}}{1{,}0\times10^{-5}}=120\text{ s}=2\text{ min}$.

A corrente só cessa totalmente em $t_B$ quando o potencial retardador entre as placas se iguala à energia cinética máxima dos fotoelétrons ($1{,}5\text{ eV}$) — a partir daí, nem mesmo os elétrons mais energéticos conseguem atravessar. Como $1\text{ eV}$ corresponde a $1\text{ V}$ numericamente por elétron, $V(t_B)=1{,}5\text{ V}$.

Logo, $t_A=2\text{ min}$ e $V(t_B)=1{,}5\text{ V}$ — confirma a alternativa (D).

Q26
Ondulatória — Interferência em Fenda Dupla (Young, fora do regime paraxial)

Uma montagem de um experimento de fenda dupla foi realizada conforme ilustrada na figura ao lado. Para $d=15\lambda$ e $D\gg d$, podemos afirmar que o nono máximo de interferência está a uma altura $h$ igual a

Esquema do experimento de fenda dupla com fendas separadas por d = 15λ e anteparo a uma distância D, mostrando a altura h do nono máximo de interferência
A)$D/3$
B)$D/15$
C)$3D/4$
D)$4D/3$
E)$5D/3$

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

Questão anulada pela banca (a alternativa A traz a marcação original "NULA" no caderno de provas)
Resolução

Como $d=15\lambda$ é comparável ao comprimento de onda, não vale a aproximação paraxial usual ($h\approx m\lambda D/d$); é preciso usar a condição exata de máximo, $d\,\text{sen}\,\theta=m\lambda$, e só depois relacionar $\theta$ com $h$ pela geometria (válida por $D\gg d$, que garante $h=D\tan\theta$).

Para o nono máximo ($m=9$): $\text{sen}\,\theta=\dfrac{9\lambda}{15\lambda}=\dfrac{9}{15}=\dfrac35=0{,}6$.

Daí, $\cos\theta=\sqrt{1-0{,}6^2}=\sqrt{0{,}64}=0{,}8$ e $\tan\theta=\dfrac{0{,}6}{0{,}8}=0{,}75$ — um triângulo $3$–$4$–$5$ exato.

Logo, $h=D\tan\theta=0{,}75D=\dfrac{3D}{4}$, que corresponde à alternativa (C). Essa questão foi, no entanto, anulada oficialmente pela banca (o caderno de provas já traz a marcação "NULA" impressa junto à alternativa A) — provavelmente por ambiguidade sobre a aplicabilidade da aproximação paraxial diante de $d=15\lambda$, um valor deliberadamente pequeno para testar exatamente esse ponto.

Q27
Ondulatória — Interferência de Ondas Sonoras

A fim de investigar os níveis de poluição sonora, causados por dois bares que funcionam próximos a um conjunto residencial, um pequeno modelo foi esquematizado na figura a seguir. Cada círculo representa uma instalação com uma numeração de 1 a 16. Os bares funcionam nos números 1 e 3, e as residências, nos demais números. Supondo que os bares sejam duas fontes sonoras de mesma potência, que produzem ondas de mesma fase e comprimento de onda igual a $L$, assinale a alternativa CORRETA.

Grade 4×4 de pontos numerados de 1 a 16, espaçados por L, com fontes sonoras (bares) nos pontos 1 e 3
A)6 é um ponto de interferência destrutiva.
B)3 é um ponto de interferência destrutiva.
C)2, 5 e 7 recebem a mesma intensidade sonora.
D)2 e 4 são pontos de interferência construtiva.
E)9 e 11 são pontos de interferência construtiva.

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

D
Resolução

Fixando coordenadas com a fonte do ponto 1 em $S_1=(0,0)$ e a do ponto 3 em $S_3=(2L,0)$ (grade $4\times4$ de espaçamento $L$, numerada por linhas), calculamos a diferença de caminho $\Delta r=|r_1-r_3|$ para cada ponto de interesse.

Ponto 2 $=(L,0)$: $r_1=L$, $r_3=L\Rightarrow\Delta r=0=0\lambda$ (construtiva). Ponto 4 $=(3L,0)$: $r_1=3L$, $r_3=L\Rightarrow\Delta r=2L=2\lambda$ (construtiva).

Ponto 6 $=(L,-L)$: $r_1=r_3=\sqrt2\,L$ (usando $\sqrt2=1{,}40$) $\Rightarrow\Delta r=0$ — na verdade construtivo, contrariando a alternativa (A).

Pontos 5 $=(0,-L)$ e 7 $=(2L,-L)$: por simetria, ambos têm $\Delta r=\sqrt5\,L-L\approx1{,}24\lambda$ — iguais entre si, mas diferentes do ponto 2 ($\Delta r=0$), o que torna falsa a alternativa (C), já que a intensidade em 2 (máxima) não é igual à de 5 e 7.

Pontos 9 e 11: por simetria, $\Delta r=2\sqrt2\,L-2L\approx0{,}80\lambda$ em ambos — não é múltiplo inteiro de $\lambda$, logo não são pontos de interferência construtiva, contrariando a alternativa (E).

Como $\Delta r=0$ e $\Delta r=2\lambda$ nos pontos 2 e 4 são, ambos, múltiplos inteiros exatos de $\lambda$, confirma-se a alternativa (D): 2 e 4 são pontos de interferência construtiva.

Q28
Eletromagnetismo — Indução Eletromagnética (Lei de Faraday a partir de Gráfico)

Uma espira condutora, de resistência elétrica $R$, está sendo rotacionada em torno de um eixo perpendicular a um campo magnético constante externo. O giro promove uma variação periódica no fluxo magnético através da espira, representado no gráfico ao lado. No gráfico, o fluxo se anula nos instantes $t=0;\ 1{,}5;\ 2{,}5;\ 3{,}5$ e $4{,}5\text{ s}$ e atinge valores constantes nas proximidades dos instantes $t=1{,}0;\ 2{,}0;\ 3{,}0$ e $4{,}0\text{ s}$. Nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.

Gráfico do fluxo magnético Φ em função do tempo t, entre -0,05 e 0,05 Tm², anulando-se em t = 0; 1,5; 2,5; 3,5 e 4,5 s
A)A carga total que flui através de uma seção transversal da espira entre 0 e 3,5 segundos é zero.
B)O trabalho de girar a espira nesse campo é zero.
C)Se a área da espira vale $50\text{ cm}^2$, o campo magnético que produz esse fluxo tem módulo igual a $1{,}0\text{ mT}$.
D)Se o fluxo é constante em torno de $t=2{,}0\text{ s}$, a carga total que atravessou a espira até esse instante é zero.
E)Nas proximidades dos instantes 1,0; 2,0; 3,0 e 4,0, onde o fluxo é constante, a corrente induzida na espira é máxima.

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

A
Resolução

A carga que flui por uma espira depende apenas da variação total do fluxo entre os instantes inicial e final, $q=\dfrac{|\Delta\Phi|}{R}$ — não importa o "caminho" percorrido pelo fluxo entre eles (Lei de Faraday + Lei de Ohm, com o $\Delta t$ se cancelando na definição de carga).

(A) Entre $t=0$ e $t=3{,}5\text{ s}$, o gráfico mostra $\Phi(0)=0$ e $\Phi(3{,}5)=0$ (ambos são zeros indicados no enunciado) $\Rightarrow\Delta\Phi=0\Rightarrow q=0$. Verdadeira.

(B) Como há corrente induzida sempre que o fluxo varia, há dissipação de energia por efeito Joule; logo, o trabalho de girar a espira não é nulo. Falsa.

(C) $\Phi_{\text{máx}}=BA\Rightarrow B=\dfrac{0{,}05}{50\times10^{-4}}=10\text{ T}$, e não $1{,}0\text{ mT}$. Falsa.

(D) Fluxo constante em $t=2{,}0\text{ s}$ significa apenas que a corrente é nula naquele instante, não que a carga acumulada até ali seja zero: $q_{0\to2}=|\Phi(2{,}0)-\Phi(0)|/R=0{,}05/R\ne0$. Falsa.

(E) Onde o fluxo é constante, $d\Phi/dt=0$, logo a corrente induzida é mínima (nula) ali, e não máxima — a corrente é máxima nos trechos de maior inclinação do gráfico, perto das passagens por zero. Falsa.

Confirma-se a alternativa (A).

Q29
Eletrodinâmica — Carga em Função do Tempo e Energia Dissipada

A carga $q$, que atravessa um resistor de resistência elétrica $R=1{,}0\text{ k}\Omega$, varia com o tempo na forma $q(t)=12-\dfrac{3t}{4}$, onde $q$ está em unidades de $10^{-3}$ coulombs, e o tempo $t$, em segundos. Então, a energia dissipada na forma de calor até o instante em que a carga cessa é igual a

A)$7{,}50\times10^{-4}\text{ J}$
B)$2{,}25\times10^{-3}\text{ J}$
C)$9{,}00\times10^{-3}\text{ J}$
D)$1{,}60\times10^{-2}\text{ J}$
E)$4{,}00\times10^{-2}\text{ J}$

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

C
Resolução

A carga cessa (atinge $q=0$) quando $12-\dfrac{3t}{4}=0\Rightarrow t=16\text{ s}$.

A corrente é a derivada da carga: $i=\dfrac{dq}{dt}=-\dfrac{3}{4}\times10^{-3}\text{ A}$ — um valor constante em módulo ($0{,}75\text{ mA}$) durante todo o intervalo, já que $q(t)$ é linear em $t$.

Como a corrente é constante, a potência dissipada também é constante: $P=Ri^2=1{,}0\times10^3\times(0{,}75\times10^{-3})^2=1{,}0\times10^3\times5{,}625\times10^{-7}=5{,}625\times10^{-4}\text{ W}$.

A energia dissipada até $t=16\text{ s}$ é $E=P\times t=5{,}625\times10^{-4}\times16=9{,}00\times10^{-3}\text{ J}$ — confirma a alternativa (C).

Q30
Eletrodinâmica — Circuito com Arduino (Associação de Resistores)

Arduino é uma plataforma eletrônica de código aberto, baseada em hardware e software fáceis de usar. A figura ao lado representa a montagem de um circuito Arduino que faz uma pequena lâmpada acender. O circuito consiste em uma fonte de tensão contínua, configurada para fornecer $3{,}0\text{ V}$ entre as portas 13 e GND do Arduino, e uma lâmpada em série com uma configuração de resistores desconhecida. Sabendo que a lâmpada precisa de uma tensão de $2{,}0\text{ V}$ e de uma corrente de $0{,}02\text{ A}$ entre seus terminais, qual deverá ser a configuração de resistências utilizada para acender a lâmpada?

Circuito com placa Arduino, lâmpada e configuração desconhecida de resistores, alimentado por 3,0 V entre as portas 13 e GND
A)Um resistor de $20\ \Omega$.
B)Dois resistores de $25\ \Omega$ em série.
C)Dois resistores de $30\ \Omega$ em série.
D)Três resistores de $10$, $20$ e $30\ \Omega$ em paralelo.
E)Três resistores de $30\ \Omega$ em paralelo.

Gabarito oficial UPE/SSA3 2018

B
Resolução

Como a lâmpada está em série com o resistor equivalente, a mesma corrente $i=0{,}02\text{ A}$ passa por ambos. A tensão sobre a associação de resistores é a diferença entre a tensão da fonte e a da lâmpada: $V_R=3{,}0-2{,}0=1{,}0\text{ V}$.

A resistência equivalente necessária é $R_{eq}=\dfrac{V_R}{i}=\dfrac{1{,}0}{0{,}02}=50\ \Omega$.

Testando as alternativas: (A) $20\ \Omega$ — não serve. (C) dois de $30\ \Omega$ em paralelo $=15\ \Omega$ — não serve. (D) $10,20,30\ \Omega$ em paralelo $\approx5{,}45\ \Omega$ — não serve. (E) três de $30\ \Omega$ em paralelo $=10\ \Omega$ — não serve.

(B) Dois resistores de $25\ \Omega$ em série: $R_{eq}=25+25=50\ \Omega$ — confere exatamente. Confirma a alternativa (B).

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