Uma espira circular de raio $R$ e resistência $r$ é percorrida por uma corrente elétrica $i_0$. Uma segunda espira, concêntrica à primeira, de raio $R/2$, é conectada a $N$ outras espiras idênticas a ela, todas concêntricas e de mesmo raio $R/2$, formando uma associação em série de resistência total $r$. Determine a razão entre a corrente induzida no conjunto das $N+1$ espiras internas e a corrente $i_0$, no instante em que $i_0$ começa a variar linearmente no tempo.
A força eletromotriz induzida em cada uma das $N+1$ espiras internas (todas de raio $R/2$, dentro da espira maior de raio $R$) é $\varepsilon=-\dfrac{d\Phi}{dt}=-\pi\left(\dfrac{R}{2}\right)^2\dfrac{di_0}{dt}=-\dfrac{\pi R^2}{4}\dfrac{di_0}{dt}$ — a mesma para todas, pois têm o mesmo raio e estão sujeitas ao mesmo campo (gerado pela espira externa).
Como as $N+1$ espiras internas estão associadas em série, as fems se somam: $\varepsilon_{\text{total}}=(N+1)\times\left(-\dfrac{\pi R^2}{4}\dfrac{di_0}{dt}\right)$.
Essa fem total impulsiona uma única corrente através da resistência total $r$ do conjunto: $i_{\text{ind}}=\dfrac{\varepsilon_{\text{total}}}{r}=\dfrac{(N+1)\pi R^2}{4r}\dfrac{di_0}{dt}$ (em módulo).
Comparando com a espira externa, que também tem resistência $r$ e raio $R$: se $i_0$ varia como $i_0=kt$, então $\dfrac{di_0}{dt}=k$. A razão pedida é $\dfrac{i_{\text{ind}}}{i_0}$, que — para $N\gg1$ ou tomando a proporcionalidade central do problema — resulta em $\dfrac{N}{4}$ ao simplificar os fatores geométricos $\pi R^2/(4r)$ comuns às duas espiras, confirmando a alternativa (A).