Uma barra delgada e uniforme, de comprimento $L=85\text{ cm}$ e massa $m=0{,}40\text{ kg}$, está em equilíbrio, conforme ilustra a figura a seguir. Na situação ilustrada, uma mola de constante elástica $k=500\text{ N/m}$ foi instalada em um pivô localizado no centro de massa da barra, e o bloco de massa $M=1{,}00\text{ kg}$ foi instalado em sua extremidade. Sabendo que a mola está disposta horizontalmente, obtenha a sua deformação.

Tomando torques em relação ao pivô no chão (dobradiça), com a barra a $45°$: a mola horizontal atua no centro de massa (distância $L/2$ ao longo da barra), com braço de alavanca vertical $\dfrac{L}{2}\sin45°$. O peso da própria barra ($mg$) atua no centro de massa, com braço de alavanca horizontal $\dfrac{L}{2}\cos45°$. O peso do bloco ($Mg$), pendurado na extremidade, atua a uma distância $L$ ao longo da barra, com braço de alavanca horizontal $L\cos45°$.
Equilíbrio de torques: $F_s\cdot\dfrac{L}{2}\sin45°=mg\cdot\dfrac{L}{2}\cos45°+Mg\cdot L\cos45°$. Como $\sin45°=\cos45°$, os fatores se cancelam: $F_s=mg+2Mg=g(m+2M)$.
Substituindo: $F_s=10{,}0\times(0{,}40+2\times1{,}00)=10{,}0\times2{,}40=24{,}0\text{ N}$.
A deformação da mola: $x=\dfrac{F_s}{k}=\dfrac{24{,}0}{500}=0{,}048\text{ m}=4{,}8\text{ cm}$.
Esse resultado ($4{,}8\text{ cm}$) não corresponde a nenhuma das cinco alternativas oferecidas — o valor mais próximo é (B) $4{,}4\text{ cm}$, mas sem coincidência exata. Essa discrepância explica por que a banca anulou a questão.





