Um tubo fino de um material transparente e termicamente indilatável é adaptado a um recipiente de vidro. Esse recipiente é preenchido com um líquido, à temperatura ambiente ϴ, que, além de enchê-lo completamente, ainda ocupa 2 cm3 do tubo, como ilustrado na figura 1. Provoca-se um decréscimo Δϴ na temperatura do conjunto até que, quando o volume do recipiente se torna igual a 250 cm3, o líquido fique totalmente nele contido, como ilustra a figura 2.
O coeficiente de dilatação do líquido γL = 181x10-6 oC-1 e o coeficiente de dilatação linear do vidro αV = 7x10-6 oC-1. O decréscimo Δϴ na temperatura foi de:
Resolução
O coeficiente volumétrico do vidro, no modelo isotrópico, é aproximadamente três vezes o linear.
\[\gamma_V=3\alpha_V\]
\[\gamma_V=21\cdot10^{-6}\,^{\circ}C^{-1}\]
O coeficiente aparente do líquido em relação ao recipiente é:
\[\gamma_{ap}=\gamma_L-\gamma_V\]
\[\gamma_{ap}=160\cdot10^{-6}\,^{\circ}C^{-1}\]
Na aproximação de pequenas dilatações, usando 250 cm³ como volume de referência, os 2 cm³ de excesso desaparecem pelo resfriamento.
\[2\approx250\cdot160\cdot10^{-6}\cdot\Delta\theta\]
\[\Delta\theta\approx50\,^{\circ}C\]
Esse é o decréscimo de temperatura, em módulo. Distinguir os volumes inicial e final na expressão linearizada introduz uma pequena correção, que mantém 50 °C como a opção compatível com a precisão das alternativas.
Alternativa correta: D.