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Unioeste Vestibular 2020 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Questões de Física do Concurso Vestibular Unioeste 2020 (2ª etapa, tarde), Q15 a Q21, com gabarito provisório e resolução comentada.

Dados da prova

Prova de Física do Concurso Vestibular Unioeste 2020, 2ª etapa (tarde): 7 questões objetivas de múltipla escolha (Q15 a Q21), com cinco alternativas (A–E) e uma única correta. Gabarito conforme o Gabarito Provisório divulgado pela Unioeste, conferido pela resolução de cada questão. As questões seguem a transcrição do caderno oficial.

Q15
Mecânica — Grandezas e Unidades — Novo Sistema Internacional (SI 2019)

Leia o texto a seguir:

“Em maio de 2019, com a adoção oficial do novo SI, um passo adiante será dado, levando para além do nosso pequeno planeta as definições das unidades de medida do SI. As definições das unidades do novo sistema, [...], passam a ser universais. Para a ciência, isto é um progresso formidável, [...]” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE METROLOGIA; SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA, 2019, p. 2, grifo nosso)

Texto disponível em: metrologia.org.br/wpsite/wp-content/uploads/2019/07/ cartilha_o_novo_SI_29.06.2019.pdf

Considere as seguintes assertivas sobre o novo Sistema Internacional de Unidades (SI), em vigor a partir de maio de 2019:

  • I.A constante de Planck é a nova unidade de medida oficial do Sistema Internacional de Unidades;
  • II.As unidades de medida kilograma, kelvin e mol foram substituídas pelas unidades de medida Planck, Boltzmann e Avogadro respectivamente;
  • III.As grandezas de base: massa, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de substância, tempo, comprimento e intensidade luminosa, têm o valor de suas unidades estabelecidas a partir de constantes universais.

Assim, é CORRETO afirmar que:

A)apenas a assertiva III é correta.
B)apenas a assertiva I é correta.
C)as assertivas I e II são corretas.
D)as assertivas I e III são corretas.
E)as assertivas II e III são corretas.

Gabarito provisório Unioeste 2020

A
Gabarito comentado Método TEF

Em 20 de maio de 2019 o SI passou a definir todas as unidades a partir de valores fixos de constantes da natureza. Essas constantes são: a frequência do césio-133 ($\Delta\nu_{Cs}$, que define o segundo), a velocidade da luz no vácuo $c$ (metro), a constante de Planck $h$ (quilograma), a carga elementar $e$ (ampere), a constante de Boltzmann $k$ (kelvin), a constante de Avogadro $N_A$ (mol) e a eficácia luminosa $K_{cd}$ (candela).

I) Falsa. A constante de Planck não é uma unidade de medida. Ela é uma constante fundamental, cujo valor foi fixado em $h=6{,}62607015\times10^{-34}\text{ J}\cdot\text{s}$; é esse valor fixo que passa a definir o quilograma. A unidade continua sendo o quilograma.

II) Falsa. Quilograma, kelvin e mol continuam sendo as unidades de massa, temperatura termodinâmica e quantidade de substância. O que mudou foi a forma de defini-las, e não os nomes: não existem unidades chamadas “Planck”, “Boltzmann” ou “Avogadro”.

III) Verdadeira. As sete grandezas de base listadas (massa, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de substância, tempo, comprimento e intensidade luminosa) agora têm suas unidades estabelecidas a partir de constantes universais, que independem de objetos físicos ou do lugar onde a medida é feita, o que é a ideia do texto de que as definições “passam a ser universais”. O quilograma, por exemplo, deixou de depender do protótipo de platina-irídio guardado em Sèvres.

Portanto, apenas a assertiva III está correta.

Q16
Mecânica — Energia e Trabalho — Bloco em Rampa com Atrito

Um bloco de massa m parte do repouso e se desloca com aceleração constante do ponto A ao ponto C em uma rampa. A altura vertical da rampa é de 3 m e o comprimento horizontal da rampa é 4 m. Durante o movimento entre as posições A e C atuam sobre o bloco a força peso P = 5 N, a força normal N e a força de atrito cinético Fatr. Tanto a força normal N quanto a força de atrito Fatr ocorrem devido ao contato entre o bloco e a rampa. Despreze a resistência do ar. Considere $g=10\text{ m/s}^2$.

Rampa triangular com o ponto A no topo, altura vertical de 3 m, B no meio da rampa e C na base, comprimento horizontal de 4 m; o bloco de massa m está sobre a rampa entre A e B.

Em relação ao movimento do bloco entre os pontos A e C, assinale a alternativa CORRETA.

A)A energia potencial gravitacional do bloco no ponto A é 150 J.
B)A energia cinética do bloco ao passar pelo ponto B é máxima.
C)O trabalho da força peso P, entre A e C, é 25 J.
D)O momento linear (ou quantidade de movimento linear) do bloco é constante no movimento entre os pontos A e C.
E)A dissipação de energia devido a ação da força de atrito gera a não conservação da energia mecânica para o bloco.

Gabarito provisório Unioeste 2020

E
Gabarito comentado Método TEF

Dado importante: o enunciado fornece o peso $P=mg=5\text{ N}$ (e não a massa). Isso já é suficiente, pois $E_p=mgh=P\cdot h$ e $\tau_P=P\cdot h$. A altura é $h=3\text{ m}$ (a altura vertical da rampa), e não o comprimento da rampa.

• Energia potencial em A: $E_p=P\cdot h=5\cdot3=15\text{ J}$ (tomando C como referência). O valor de 150 J aparece se confundirmos o peso com a massa, e não bate com o dado.

• Energia cinética em B: a aceleração é constante e o bloco parte do repouso, então a velocidade cresce o tempo todo, até C. A energia cinética máxima ocorre em C, e não em B (ponto intermediário).

• Trabalho do peso entre A e C: só depende do desnível: $\tau_P=P\cdot h=5\cdot3=15\text{ J}$. O valor de 25 J resultaria de multiplicar o peso pelo comprimento da rampa ($5\text{ N}\cdot5\text{ m}$), que é um erro, pois o peso é vertical e só a componente vertical do deslocamento conta.

• Momento linear: $\vec p=m\vec v$. Como a velocidade aumenta (aceleração constante, não nula), o momento linear não é constante.

• Atrito e energia mecânica: o atrito cinético é uma força dissipativa: parte da energia mecânica vira energia térmica (aquecimento do bloco e da rampa). Como o bloco percorre a rampa sob a ação do atrito, a energia mecânica diminui e não se conserva. Essa é a afirmação correta.

Q17
Termologia — Termodinâmica — Segunda Lei e Máquinas Térmicas

O segundo princípio da Termodinâmica assegura que é impossível construir uma máquina térmica operando em ciclos cujo único efeito seja retirar calor de uma fonte e convertê-lo integralmente em trabalho. Considerando as consequências deste princípio é CORRETO afirmar que:

A)máquinas térmicas são dispositivos que convertem energia mecânica em energia térmica por meio da realização de trabalho e consumo de calor.
B)o rendimento de uma máquina térmica será de 100% quando o calor retirado da fonte em cada ciclo de operação da máquina for nulo.
C)o rendimento de uma máquina térmica nunca pode chegar a 100%, pois nenhuma máquina térmica consegue transformar integralmente calor em trabalho.
D)qualquer máquina térmica retira calor de uma fonte quente e rejeita integralmente esse calor para uma fonte fria após realizar um trabalho mecânico.
E)uma máquina térmica que realiza uma transformação cíclica retornando ao estado inicial, depois de efetuar todos os processos termodinâmicos do ciclo, tem rendimento de 100%.

Gabarito provisório Unioeste 2020

C
Gabarito comentado Método TEF

O enunciado do problema é a formulação de Kelvin-Planck da 2ª lei: não existe máquina térmica cíclica que converta todo o calor retirado da fonte em trabalho. Isso significa que, em cada ciclo, parte do calor tem que ser rejeitada para uma fonte fria. O rendimento é $\eta=\dfrac{W}{Q_q}=1-\dfrac{Q_f}{Q_q}$, e como $Q_f>0$, tem-se sempre $\eta<1$.

Avaliando as afirmações:

• Máquina térmica converte energia mecânica em térmica: errado, é o contrário. A máquina térmica recebe calor e converte parte dele em trabalho mecânico. (Converter trabalho em calor é o que faz o atrito, ou um refrigerador.)

• Rendimento de 100% com calor retirado nulo: se $Q_q=0$ não há nada a converter, e o rendimento $W/Q_q$ nem faz sentido. Além disso, sem calor recebido não há trabalho.

• Rendimento nunca chega a 100% porque nenhuma máquina térmica transforma integralmente calor em trabalho: é exatamente a consequência da 2ª lei.

• Rejeita integralmente o calor retirado: errado, pois se ela rejeitasse todo o calor ($Q_f=Q_q$), o trabalho seria nulo ($W=Q_q-Q_f=0$). A máquina rejeita só a parte que não foi convertida em trabalho.

• Voltar ao estado inicial implica rendimento de 100%: errado. Voltar ao estado inicial é o que caracteriza um ciclo ($\Delta U=0$, logo $W=Q_q-Q_f$); isso não garante $Q_f=0$ e muito menos 100% de rendimento.

Q18
Eletromagnetismo — Indução Eletromagnética — Lei de Faraday-Lenz

Uma espira metálica é colocada em uma região do espaço onde existe um campo magnético B perpendicular ao plano da espira. Inicialmente, o campo magnético possui intensidade de 2 T, sendo que esta intensidade de campo varia com o tempo t no intervalo 0 a 3 segundos, conforme o gráfico abaixo.

Gráfico de B em tesla versus t em segundos: B vale 2 T de 0 a 1 s, diminui linearmente até 1 T em t = 2 s e permanece em 1 T até t = 3 s.

Considerando o gráfico e a indução eletromagnética produzida na espira, é CORRETO afirmar que:

A)a força eletromotriz induzida na espira no intervalo de tempo de 0 a 1 segundo é maior do que a força eletromotriz induzida no intervalo de tempo de 2 a 3 segundos, pois a intensidade do campo é maior para o intervalo de 0 a 1 segundo.
B)a força eletromotriz induzida na espira é constante nos intervalos de 0 a 1 segundo e de 2 a 3 segundos e variável no intervalo de tempo de 1 a 2 segundos.
C)de acordo com a Lei de Faraday-Lenz, a força eletromotriz induzida na espira é diferente de zero apenas no intervalo de tempo de 1 a 2 segundos.
D)a força eletromotriz induzida na espira é nula em todo o intervalo de tempo 0 a 3 segundos, pois o plano da espira não se move em relação à direção do campo magnético.
E)a força eletromotriz induzida na espira no intervalo de tempo 0 a 3 segundos decorre da interação entre o campo magnético variável e os elétrons em repouso no metal que compõe a espira.

Gabarito provisório Unioeste 2020

C
Gabarito comentado Método TEF

A lei de Faraday-Lenz diz que a f.e.m. induzida depende da taxa de variação do fluxo magnético: $\varepsilon=-\dfrac{\Delta\Phi}{\Delta t}$. Com a espira parada, de área $A$ e perpendicular ao campo, $\Phi=B\cdot A$, logo $\varepsilon=-A\dfrac{\Delta B}{\Delta t}$. Ou seja, o que importa é a inclinação do gráfico de $B\times t$, e não o valor de $B$.

• De 0 a 1 s: $B$ constante em 2 T, $\Delta B=0$, então $\varepsilon=0$.
• De 1 a 2 s: $B$ cai de 2 T para 1 T de forma linear, $\dfrac{\Delta B}{\Delta t}=-1\text{ T/s}$, então $|\varepsilon|=A\cdot1$, diferente de zero e constante nesse trecho (a reta tem inclinação fixa).
• De 2 a 3 s: $B$ constante em 1 T, $\Delta B=0$, então $\varepsilon=0$.

Daí concluímos que só há f.e.m. induzida entre 1 s e 2 s. As outras afirmações caem:

• Comparar 0–1 s e 2–3 s “porque o campo é maior”: erro típico. Nos dois intervalos o campo é constante, a f.e.m. é zero em ambos e portanto igual; a intensidade de $B$ não gera f.e.m.
• “Constante em 0–1 e 2–3 e variável em 1–2”: a f.e.m. é nula (e constante) nos extremos, mas em 1–2 ela é constante (não nula), pois a variação de $B$ é linear.
• “Nula em todo o intervalo porque a espira não se move”: para haver indução basta que o fluxo varie, e ele varia aqui porque $B$ varia, mesmo com a espira parada.
• “Interação do campo magnético variável com elétrons em repouso”: a força magnética $qvB$ é nula para cargas em repouso. O que empurra os elétrons é o campo elétrico induzido, criado pela variação de $B$, e só no intervalo de 1 a 2 s.

Q19
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de Lâmpadas e Curto-circuito

No circuito representado na figura a seguir, L1, L2 e L3 representam lâmpadas incandescentes idênticas, V é uma fonte de tensão contínua e K é uma chave interruptora aberta. Esta chave pode ser fechada efetuando a conexão entre os pontos A e C. A resistência dos fios é desprezível.

Seja B1 o brilho da lâmpada L1; B2 o brilho da lâmpada L2; B3 o brilho da lâmpada L3. Considere as seguintes afirmativas sobre os brilhos das lâmpadas:

  • I.Quando a chave K está aberta, B2 = B3; B1 > B2; B1 > B3;
  • II.Quando a chave K está aberta, B1 = B2 = B3;
  • III.Quando a chave K está fechada, B1 = B2 e B3 = 0, ou seja, L3 está apagada;
  • IV.Quando a chave K está fechada, B1 está brilhando, B2 = 0 e B3 = 0, ou seja, L2 e L3 estão apagadas.
Circuito com a fonte V à esquerda, a lâmpada L1 em série no ramo superior e, em seguida, três ramos em paralelo entre os fios superior e inferior: a lâmpada L2, a chave K entre os pontos A e C, e a lâmpada L3.

Estão CORRETAS as afirmativas:

A)I e III.
B)I e IV.
C)II e III.
D)II e IV.
E)nenhuma das alternativas.

Gabarito provisório Unioeste 2020

B
Gabarito comentado Método TEF

O brilho de uma lâmpada incandescente cresce com a potência dissipada, $P=R\,i^2$. Como as lâmpadas são idênticas (mesmo $R$), quem tem maior corrente brilha mais. Pela figura, $L1$ está em série com o conjunto formado por $L2$, a chave $K$ e $L3$, que estão em paralelo entre os fios superior e inferior.

Chave aberta. O ramo da chave não conduz. Resta $L1$ em série com o paralelo de $L2$ e $L3$. A corrente total $i$ passa por $L1$ e se divide igualmente entre $L2$ e $L3$ (idênticas, sob a mesma tensão): cada uma recebe $i/2$. Então $B_2=B_3$, e como $P_1=Ri^2$ é quatro vezes $P_2=R(i/2)^2$, tem-se $B_1>B_2=B_3$. A afirmativa I é verdadeira; a II, falsa.

Chave fechada. Ligar A a C coloca um fio ideal (resistência nula) em paralelo com $L2$ e $L3$, ou seja, um curto-circuito. Entre os fios superior e inferior a tensão passa a ser praticamente nula, e a corrente prefere o caminho sem resistência: nada passa por $L2$ e $L3$, que apagam ($B_2=B_3=0$). Toda a tensão da fonte fica sobre $L1$, que brilha ainda mais do que antes. A afirmativa IV é verdadeira; a III é falsa, pois diz que $B_1=B_2$ (mas $L2$ está apagada).

Estão corretas as afirmativas I e IV.

Q20
Ondulatória — Movimento Harmônico Simples — Osciladores Massa-Mola

Dois osciladores harmônicos, A e B, tem suas posições em função do tempo representadas pelas funções periódicas mostradas na figura. O oscilador A é composto por uma massa mA presa a uma mola de constante elástica KA. O oscilador B é composto por uma massa mB presa a uma mola de constante elástica KB. As massas das molas são desprezíveis. Para cada oscilador a massa oscila em torno da posição de equilíbrio (x = 0 cm), sobre superfície horizontal sem atrito. A respeito desses dois osciladores, assinale a alternativa INCORRETA.

Gráfico de x em centímetros versus t em segundos, de 0 a 6 s: a curva A oscila entre 10 e −10 cm com máximos em t = 0, 2, 4 e 6 s; a curva B oscila entre 5 e −5 cm, parte de zero, tem mínimo em t = 1 s e máximo em t = 3 s.
A)A razão entre os períodos dos osciladores A e B é igual a 1/2.
B)No tempo t = 2 s, a energia cinética do oscilador B é maior que a do oscilador A.
C)A razão entre as frequências angulares dos osciladores A e B é igual a 2.
D)Se KA = KB, necessariamente mA > mB.
E)O ângulo de fase inicial dos osciladores A e B tem valores 0 e π/2 respectivamente.

Gabarito provisório Unioeste 2020

D
Gabarito comentado Método TEF

Leitura do gráfico. O oscilador A tem amplitude $10\text{ cm}$ e máximos em $t=0,\,2,\,4,\,6\text{ s}$: período $T_A=2\text{ s}$. O oscilador B tem amplitude $5\text{ cm}$, parte de $x=0$, tem mínimo em $t=1\text{ s}$ e máximo em $t=3\text{ s}$: período $T_B=4\text{ s}$. Assim $\omega_A=\dfrac{2\pi}{2}=\pi\text{ rad/s}$ e $\omega_B=\dfrac{2\pi}{4}=\dfrac{\pi}{2}\text{ rad/s}$.

• Razão dos períodos: $\dfrac{T_A}{T_B}=\dfrac{2}{4}=\dfrac12$. Verdadeira.

• Energia cinética em $t=2\text{ s}$: neste instante A está no máximo de $x$ (ponto de retorno), com velocidade nula: $E_{c,A}=0$. B passa por $x=0$ (posição de equilíbrio), onde a velocidade é máxima: $E_{c,B}$ é máxima, logo maior que a de A. Verdadeira.

• Razão das frequências angulares: $\dfrac{\omega_A}{\omega_B}=\dfrac{\pi}{\pi/2}=2$. Verdadeira.

• Se $K_A=K_B$: num oscilador massa-mola, $\omega=\sqrt{K/m}$, logo $m=K/\omega^2$. Com $K$ igual, $\dfrac{m_A}{m_B}=\dfrac{\omega_B^2}{\omega_A^2}=\dfrac{1}{4}$: a massa de A é menor (um quarto) que a de B, e não maior. Falsa: é essa a afirmação incorreta.

• Fase inicial: escrevendo $x=X\cos(\omega t+\varphi)$, A começa no máximo, então $\varphi_A=0$: $x_A=10\cos(\pi t)$. B começa em zero e vai para valores negativos: $x_B=-5\,\mathrm{sen}\!\left(\dfrac{\pi t}{2}\right)=5\cos\!\left(\dfrac{\pi t}{2}+\dfrac{\pi}{2}\right)$, logo $\varphi_B=\dfrac{\pi}{2}$. Verdadeira.

Q21
Física Moderna — Fótons — Energia do Fóton e Espectro Visível

Quando falamos em um Laser (acrônimo para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, ou seja, Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação), geralmente estamos nos referindo a um dispositivo bastante usado em várias áreas da tecnologia e que emite uma luz monocromática, coerente e bem colimada. Na Tabela 1 estão listadas cinco características de duas fontes de luz laser. Utilizando os dados da Tabela 2 que mostra as faixas de frequências de algumas cores da luz visível no espectro eletromagnético, assinale a alternativa que compara CORRETAMENTE as especificações das duas luzes emitidas pelos Lasers. Considere a velocidade da luz no vácuo igual a $3{,}0\times10^{8}\text{ m/s}$.

Tabela 1

Laser 1Laser 2
Potência0,010 W0,300 W
Frequência650 × 1012 Hz450 × 1012 Hz
EnergiaE1E2
Número de fótons emitidos por segundoF1F2
CorC1C2

Tabela 2

CorComprimento de onda (m)
violeta(380 – 450) × 10-9
azul(450 – 495) × 10-9
laranja(590 – 620) × 10-9
vermelho(620 – 750) × 10-9
A)E1 > E2, F1 < F2, C1 = azul, C2 = vermelho.
B)E1 > E2, F1 < F2, C1 = vermelho, C2 = violeta.
C)E1 > E2, F1 < F2, C1 = laranja, C2 = violeta.
D)E1 > E2, F1 < F2, C1 = azul, C2 = laranja.
E)E1 > E2, F1 < F2, C1 = violeta, C2 = vermelho.

Gabarito provisório Unioeste 2020

A
Gabarito comentado Método TEF

Todas as alternativas trazem $E_1>E_2$ e $F_1<F_2$; o que as diferencia é a cor. Mas vale conferir as três coisas.

Energia do fóton. $E=hf$: maior frequência, maior energia. Como $f_1=650\times10^{12}\text{ Hz}>f_2=450\times10^{12}\text{ Hz}$, tem-se $E_1>E_2$.

Fótons por segundo. A potência é a energia emitida por segundo, $P=F\cdot E$, logo $F=P/E$. Comparando: $\dfrac{F_2}{F_1}=\dfrac{P_2/E_2}{P_1/E_1}=\dfrac{P_2}{P_1}\cdot\dfrac{f_1}{f_2}=\dfrac{0{,}300}{0{,}010}\cdot\dfrac{650}{450}\approx43$. O laser 2 emite cerca de 43 vezes mais fótons por segundo: $F_1<F_2$.

Cores. Com $\lambda=c/f$:

$\lambda_1=\dfrac{3{,}0\times10^{8}}{650\times10^{12}}\approx4{,}6\times10^{-7}\text{ m}=460\text{ nm}$, que está na faixa do azul ($450$ a $495\text{ nm}$).
$\lambda_2=\dfrac{3{,}0\times10^{8}}{450\times10^{12}}\approx6{,}7\times10^{-7}\text{ m}=670\text{ nm}$, que está na faixa do vermelho ($620$ a $750\text{ nm}$).

Assim, o laser 1 é azul e o laser 2, vermelho. Repare que as cores laranja e violeta aparecem como distratores: $\lambda_1=460\text{ nm}$ não chega ao violeta (até $450\text{ nm}$) e $\lambda_2=670\text{ nm}$ está além do laranja (até $620\text{ nm}$).