Eletricidade — Eletrodinâmica — Grandezas elétricas na placa de equipamento
A figura abaixo mostra a chapa de especificações de uma máquina de lavar roupas. Nessa chapa, estão identificadas três grandezas físicas características do equipamento.
Essas grandezas são, respectivamente,
A)voltagem, freqüência e potência.
B)corrente, freqüência e potência.
C)voltagem, período e corrente.
D)corrente, período e voltagem.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
A
Resolução comentada
A indicação 120 V – 220 V refere-se à tensão, também chamada voltagem.
60 Hz indica frequência da alimentação.
660 W indica potência elétrica.
A ordem é voltagem, frequência e potência.
Alternativa correta: A.
Q26
Mecânica — Trabalho e Energia — Geração de energia em barragem de maré
A produção de energia proveniente de maré, sistema maré-motriz (no qual se utiliza o fluxo das marés para movimentar uma turbina reversível capaz de converter em energia elétrica a energia potencial gravitacional da água), constitui-se numa alternativa de produção de energia de baixo impacto ambiental. Um sistema desse tipo encontra-se em funcionamento na localidade de La Rance, França, desde 1966, com capacidade instalada de 240 megawatts. As figuras abaixo mostram, esquematicamente, um corte transversal da barragem de um sistema maré-motriz, em quatro situações distintas, evidenciando os níveis da água, nos dois lados da represa (oceano e rio), em função da maré.
As duas situações que permitem a geração de energia elétrica são:
A)I e IV
B)I e III
C)II e III
D)II e IV
Gabarito da COMPERVE/UFRN
D
Resolução comentada
Nos quadros I e III, os níveis dos dois lados estão iguais, sem desnível para impulsionar o escoamento.
Em II, a maré enchente cria desnível em um sentido; em IV, a vazante cria desnível no sentido oposto.
A turbina reversível pode gerar energia nas duas situações com diferença de níveis: II e IV.
Alternativa correta: D.
Q27
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e peso no equilíbrio de nadador
Quando alguém tenta flutuar horizontalmente, na água, assume uma posição na qual seu centro de flutuabilidade, ponto de aplicação da força de empuxo, Fe, está localizado em seu corpo, acima do seu centro de gravidade, onde atua a força peso, Fg , conforme mostrado na Figura 1, abaixo. Essas duas forças formam um binário que tende a girar o corpo até que elas se alinhem na direção vertical, conforme mostrado na Figura 2.
Em relação a essas duas forças, é correto afirmar que
A)o empuxo é a força que a água exerce sobre o corpo, enquanto o peso é a força exercida pelo corpo sobre a Terra.
B)o empuxo é a força que o corpo exerce sobre a água, enquanto o peso é a força exercida pelo corpo sobre a Terra.
C)o empuxo é a força que a água exerce sobre o corpo, enquanto o peso é a força exercida pela Terra sobre o corpo.
D)o empuxo é a força que o corpo exerce sobre a água, enquanto o peso é a força exercida pela Terra sobre o corpo.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
C
Resolução comentada
O empuxo é a força resultante exercida pela água sobre o nadador.
O peso é a força gravitacional exercida pela Terra sobre ele.
Quando as linhas de ação não coincidem, essas forças podem produzir um binário e girar o corpo até o alinhamento.
A reação ao empuxo atua na água, e a reação ao peso atua na Terra.
Alternativa correta: C.
Q28
Mecânica — Quantidade de Movimento — Colisão perfeitamente inelástica de carrinhos
Para demonstrar a aplicação das leis de conservação da energia e da quantidade de movimento, um professor realizou o experimento ilustrado nas Figuras 1 e 2, abaixo.
Inicialmente, ele fez colidir um carrinho de massa igual a 1,0 kg, com velocidade de 2,0 m/s, com um outro de igual massa, porém em repouso, conforme ilustrado na Figura 1. No segundo carrinho, existia uma cera adesiva de massa desprezível. Após a colisão, os dois carrinhos se mantiveram unidos, deslocando-se com velocidade igual a 1,0 m/s, conforme ilustrado na Figura 2.
Considerando-se que a quantidade de movimento e a energia cinética iniciais do sistema eram, respectivamente, 2,0 kg.m/s e 2,0 J, pode-se afirmar que, após a colisão,
A)nem a quantidade de movimento do sistema nem sua energia cinética foram conservadas.
B)tanto a quantidade de movimento do sistema quanto sua energia cinética foram conservadas.
C)a quantidade de movimento do sistema foi conservada, porém a sua energia cinética não foi conservada.
D)a quantidade de movimento do sistema não foi conservada, porém a sua energia cinética foi conservada.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
C
Resolução comentada
Após o choque, os carrinhos de 1,0 kg permanecem unidos com velocidade de 1,0 m/s.
$$M=1{,}0+1{,}0$$
$$M=2{,}0\ \mathrm{kg}$$
A quantidade de movimento final é:
$$p_f=Mv_f$$
$$p_f=2{,}0\times1{,}0$$
$$p_f=2{,}0\ \mathrm{kg\,m/s}$$
Ela é igual ao valor inicial fornecido. Já a energia cinética final vale:
$$E_{c,f}=\frac{Mv_f^2}{2}$$
$$E_{c,f}=\frac{2{,}0\times1{,}0^2}{2}$$
$$E_{c,f}=1{,}0\ \mathrm J$$
A energia cinética cai de 2,0 J para 1,0 J. Conserva-se a quantidade de movimento, mas não a energia cinética; a energia restante é convertida em outras formas durante a colisão.
Alternativa correta: C.
Q29
Mecânica — Quantidade de Movimento — Força do vento pela variação de quantidade de movimento
Visando à preservação do meio ambiente de forma sustentável, a sociedade atual vem aumentando consideravelmente a utilização da energia dos ventos, através das turbinas eólicas. Nessa tecnologia, a primeira transformação de energia acontece na interação das moléculas do ar com as hélices dos cata-ventos, transformando a energia cinética de translação das moléculas do ar em energia cinética de rotação das hélices. Nessa interação,
A)a variação da quantidade de movimento das moléculas do ar gera uma força resultante que atua sobre as hélices.
B)a variação do momento angular das moléculas do ar gera uma força resultante que atua sobre as hélices.
C)a variação da força resultante exercida pelas moléculas do ar anula o momento angular das hélices.
D)a variação da força resultante exercida pelas moléculas do ar anula a quantidade de movimento das hélices.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
A
Resolução comentada
As moléculas do ar mudam de velocidade ao interagir com as pás.
Essa variação de quantidade de movimento corresponde a uma força sobre o ar.
Pela terceira lei de Newton, o ar exerce uma força de reação sobre as pás, produzindo torque e rotação.
Alternativa correta: A.
Q30
Ondulatória — Fenômenos Ondulatórios — Polarizadores paralelos e cruzados
Considerada como uma onda eletromagnética, a luz visível pode ser decomposta em duas componentes perpendiculares entre si. As lentes polaróides se caracterizam por bloquear uma dessas componentes e transmitir a outra. Um estudante observou a passagem de luz através das lentes polaróides, idênticas, de dois óculos superpostos, em duas posições diferentes. A opção que representa corretamente duas dessas observações é:
A)
B)
C)
D)
Gabarito da COMPERVE/UFRN
D
Resolução comentada
O primeiro filtro seleciona uma direção de polarização.
Com o segundo alinhado ao primeiro, parte da luz continua sendo transmitida.
Com os eixos a 90°, o segundo bloqueia a direção selecionada pelo primeiro.
O desenho coerente mostra escurecimento na sobreposição cruzada e transmissão na paralela.
Alternativa correta: D.
Q31
Termologia — Termodinâmica — Limite de conversão de calor em trabalho
Até o século XVIII, pensava-se que uma máquina térmica, operando numa condição mínima de atrito, poderia converter em trabalho útil praticamente toda a energia térmica a ela fornecida. Porém, Sadi Carnot (1796–1832) mostrou que, em se tratando da energia fornecida a uma máquina térmica, a fração máxima que pode ser convertida em trabalho útil depende da diferença de temperatura entre a fonte quente e a fonte fria e é dada por:
$$e=\frac{T_2-T_1}{T_2}$$
onde T₁ é a temperatura da fonte fria, e T₂ é a temperatura da fonte quente.
Dessas afirmações, pode-se concluir que uma máquina térmica
A)pode converter em trabalho útil toda a energia térmica a ela fornecida, mesmo que funcione em condições mínimas de atrito.
B)não pode converter em trabalho útil toda a energia térmica a ela fornecida, mesmo que funcione em condições mínimas de atrito.
C)pode converter em trabalho útil toda a energia térmica a ela fornecida, desde que a temperatura da fonte fria seja 00C.
D)não pode converter em trabalho útil toda a energia térmica a ela fornecida, a menos que a temperatura da fonte fria seja diferente de 00C .
Gabarito da COMPERVE/UFRN
B
Resolução comentada
A expressão fornecida equivale a:
$$e=1-\frac{T_1}{T_2}$$
As temperaturas são absolutas. Para uma fonte fria com T₁ > 0 K, o rendimento é menor que 1.
Assim, mesmo minimizando atrito, a máquina não converte em trabalho útil toda a energia térmica recebida.
Essa limitação independe do aperfeiçoamento mecânico que apenas reduz dissipações adicionais.
Alternativa correta: B.
Q32
Física Geral — Grandezas e Unidades — Incerteza experimental em teste da lei de Ohm
Ao realizar um experimento de comprovação da Lei de Ohm, um estudante aplicou diferentes correntes, I, num resistor elétrico, R, e obteve, em seus terminais, os valores de voltagem, V, correspondentes, apresentados na tabela abaixo.
Medidas de corrente, tensão e resistência
I (A)
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
V (V)
10,0
18,0
33,0
40,0
45,0
66,0
R (Ω)
10,0
9,0
11,0
10,0
9,0
11,0
Sabendo-se que, pela Lei de Ohm, o valor da resistência a ser obtido deveria ser constante, vê-se que a grandeza obtida não apresentou o valor constante previsto pela referida lei. Isso aconteceu
A)porque, durante o experimento, não foram tomados todos os cuidados necessários para a sua realização.
B)devido à existência de fontes de erros experimentais, que sempre existem, por mais cuidadosas que sejam as medidas realizadas.
C)porque, durante a realização do experimento, o estudante deveria ter eliminado todos os erros experimentais associados às medidas.
D)devido ao fato de que, para determinar o valor correto da resistência, o estudante teria de realizar apenas uma medida.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
B
Resolução comentada
As razões V/I fornecidas variam entre 9 Ω e 11 Ω, em torno de 10 Ω.
Medidas de tensão e corrente têm incertezas que se propagam ao cálculo da resistência.
Cuidados experimentais reduzem erros, mas não tornam todas as medidas exatas.
No modelo proposto pela questão, essa dispersão é atribuída às fontes de erro experimental. Dados de incerteza seriam necessários para testar quantitativamente a concordância com a lei.
Alternativa correta: B.
Q33
Ondulatória — Acústica — Faixas de frequência e nível para a região da música
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sons acima de 85 decibéis aumentam os riscos de comprometimento do ouvido humano. Preocupado em prevenir uma futura perda auditiva e em garantir o direito ao sossego público, um jovem deseja regular o sistema de som do seu carro, obedecendo às orientações da OMS. Para isso, ele consultou o gráfico da figura abaixo, que mostra, a partir de medições estatísticas, a audibilidade média do ouvido humano, expressa em termos do Nível de Intensidade do som, NI, em decibéis, em função da Freqüência, f, em Hertz.
Com base na figura acima e na orientação da OMS, pode-se afirmar que o jovem, para obter máxima eficácia na região da música, regulou o som do seu carro para os níveis de intensidade, NI, e de freqüência, f, respectivamente, nos intervalos
A)20 ≤ NI ≤ 80 e 50 ≤ f ≤ 5000.
B)60 ≤ NI ≤ 120 e 100 ≤ f ≤ 5000.
C)60 ≤ NI ≤ 80 e 100 ≤ f ≤ 5000.
D)60 ≤ NI ≤ 120 e 50 ≤ f ≤ 5000.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
C
Resolução comentada
As opções com teto de 120 dB ultrapassam o limite de 85 dB citado.
A opção que começa em 20 dB inclui uma faixa muito abaixo da região da música.
A faixa de 60 a 80 dB e de 100 a 5000 Hz encontra-se na região útil representada e mantém o nível abaixo de 85 dB.
A combinação procurada é 60 ≤ NI ≤ 80 e 100 ≤ f ≤ 5000, nas respectivas unidades. A resposta usa apenas o critério simplificado fornecido na questão.
Alternativa correta: C.
Q34
Eletromagnetismo — Força Magnética — Separação de cargas em gerador magneto-hidrodinâmico
Considerada como futura alternativa para geração de energia elétrica a partir da queima de biomassa, a geração magneto-hidrodinâmica utiliza um fluxo de gás ionizado (íons positivos e elétrons), que passa com velocidade, $\vec v$, através de um campo magnético intenso, $\vec B$. A ação da força magnética desvia essas partículas para eletrodos metálicos distintos, gerando, entre eles, uma diferença de potencial elétrico capaz de alimentar um circuito externo. O esquema abaixo mostra um gerador magneto-hidrodinâmico no qual estão identificados a direção do fluxo do gás, os pólos do imã gerador do campo magnético e quatro eletrodos coletores dos íons e dos elétrons.
Nessas condições, pode-se afirmar que os íons e os elétrons são desviados, respectivamente, para os eletrodos
A)IV e II.
B)III e I.
C)II e IV.
D)I e III.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
D
Resolução comentada
A força magnética é:
$$\vec F=q\vec v\times\vec B$$
O fluxo segue para a direita e o campo aponta de N para S, para baixo no desenho.
Para íons positivos, o produto vetorial conduz ao eletrodo I. Para elétrons, o sinal negativo inverte o desvio, conduzindo ao eletrodo III.
A separação cria a diferença de potencial utilizada pelo circuito externo.
Alternativa correta: D.
Q35
Física Moderna — Física Nuclear — Defeito de massa em fusão nuclear
O desenvolvimento da geração de energia por fusão nuclear tem sido lento e difícil, porém existe uma esperança de que esse processo seja fundamental como fonte de energia para as futuras gerações. Nele, dois núcleos leves se fundem para formar um novo elemento. Reações como essa ocorrem no interior do Sol e se constituem na sua principal fonte de geração de energia. Por exemplo, quando, o trítio e o deutério (isótopos do hidrogênio) se combinam, formam um núcleo de hélio e um nêutron, cada um deles com grande energia cinética, a qual é transformada em calor e aproveitada para gerar energia elétrica.
Para a reação nuclear de fusão representada acima, a soma das massas dos produtos da reação
A)é menor que a soma das massas dos isótopos, antes da reação, e a energia a ser aproveitada é determinada pela equação ΔE = hf .
B)é maior que a soma das massas dos isótopos, antes da reação, e a energia a ser aproveitada é determinada pela equação ΔE = Δmc2 .
C)é menor que a soma das massas dos isótopos, antes da reação, e a energia a ser aproveitada é determinada pela equação ΔE = Δmc2 .
D)é maior que a soma das massas dos isótopos, antes da reação, e a energia a ser aproveitada é determinada pela equação ΔE = hf .
Gabarito da COMPERVE/UFRN
C
Resolução comentada
A fusão representada libera 17,6 MeV.
A massa total dos produtos é menor que a dos núcleos iniciais.
A diferença de massa corresponde à energia liberada, presente na energia cinética e em outras contribuições dos produtos.
Alternativa correta: C.
Q36
Física Moderna — Relatividade — Velocidade da luz e abandono do éter
O conceito de éter surgiu na Grécia antiga, significando uma espécie de fluido sutil e rarefeito que preenchia o espaço e envolvia a Terra. Esse conceito evoluiu para representar um referencial privilegiado, a partir do qual se poderia descrever toda a Física, inclusive seria o meio material no qual se propagariam as ondas eletromagnéticas (a luz). No entanto, as experiências de Michaelson-Morley, realizadas em 1887, mostraram a inconsistência desse conceito, uma vez que seus resultados implicavam que ou a Terra estava sempre estacionária em relação ao éter ou a noção de que o éter representava um sistema de referência absoluto era errônea, devendo, portanto, ser rejeitada. As inconsistências do conceito de éter levaram Einstein a elaborar a teoria de que a velocidade da luz
A)é constante para qualquer observador e dependente de qualquer movimento da fonte ou do observador.
B)é constante para qualquer observador e independente de qualquer movimento da fonte ou do observador.
C)é constante e dependente do observador, porém independente de qualquer movimento relativo da fonte.
D)é constante e independente do observador, porém dependente de qualquer movimento relativo da fonte.
Gabarito da COMPERVE/UFRN
B
Resolução comentada
A relatividade especial toma a velocidade da luz no vácuo como a mesma para todos os observadores inerciais.
Esse valor independe do movimento da fonte em relação ao observador.
Assim, não é necessário um éter que defina um repouso absoluto para a propagação luminosa.