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PAVE XI — 2ª Etapa — Questões de Física comentadas — Método TEF

UFPel · Programa de Avaliação da Vida Escolar · Triênio 2014–2016 · Aplicação: 29/11/2015

Questões 20 a 25 — Física · gabarito oficial e resolução comentada Método TEF.

Q20
Mecânica — Cinemática — Velocidade escalar média

Em um circuito de corridas de automóvel, uma volta é completada quando 4.200 metros são percorridos. A volta mais rápida durante uma prova neste circuito foi realizada em 60 segundos.

Portanto, é correto afirmar que o automóvel percorreu esta volta com uma velocidade escalar média de

(a)262 km/h.
(b)242 km/h.
(c)252 km/h.
(d)222 km/h.
(e)272 km/h.
(f)I.R.

Gabarito oficial

(c)
Resolução comentada

A velocidade escalar média é a distância percorrida dividida pelo tempo:

$$v_m=\frac{\Delta s}{\Delta t}=\frac{4\,200\text{ m}}{60\text{ s}}=70\text{ m/s}$$

Para converter para km/h, multiplica-se por $3{,}6$:

$$v_m=70\cdot3{,}6=252\text{ km/h}$$

Q21
Mecânica — Cinemática — Movimento circular uniforme (satélite estacionário)

Um satélite de comunicações é colocado em órbita estacionária ao redor da Terra. Empregando uma modelagem simplificada, é possível equiparar o movimento que o satélite descreve em relação à Terra ao descrito por uma partícula em movimento circular uniforme.

Dessa forma, é correto afirmar que

(a)o vetor aceleração será nulo ao longo da sua órbita circular.
(b)o vetor velocidade do satélite será constante ao longo da sua órbita circular.
(c)o vetor aceleração do satélite terá módulo constante e direção tangencial ao longo da sua órbita circular.
(d)a velocidade escalar do satélite será constante ao longo da sua órbita circular.
(e)a velocidade escalar do satélite será variável ao longo da sua órbita circular.
(f)I.R.

Gabarito oficial

(d)
Resolução comentada

No movimento circular uniforme, o módulo da velocidade (velocidade escalar) é constante, mas a direção do vetor velocidade muda a todo instante.

Por isso existe aceleração, a aceleração centrípeta, de módulo constante $a_c=v^2/R$ e direção radial (apontando para o centro da órbita), e não tangencial. Como $v$ é constante, a aceleração tangencial é nula.

Assim, o vetor aceleração não é nulo, o vetor velocidade não é constante (varia em direção) e a velocidade escalar é constante.

Q22
Mecânica — Cinemática — Gráfico posição × tempo (parábola)

A variação da posição em função do tempo apresentada por uma partícula de massa constante é representada no gráfico de x(t) ilustrado na figura abaixo.

Gráfico da posição x (m) em função do tempo t (s): parábola com concavidade para cima, x = 16 m em t = 0, x = 0 em t = 4 s, mínimo x = −2 m em t = 6 s, x = 0 em t = 8 s e x = 16 m em t = 12 s.

Analisando o comportamento apresentado por x(t) no gráfico, a alternativa correta é:

(a)Durante a realização do movimento, a Nos instantes t = 4s e t = 8s, a velocidade da partícula é nula.
(b)A aceleração da partícula é nula, no instante t = 6s.
(c)aceleração da partícula varia uniformemente no tempo.
(d)Durante a realização do movimento, a partícula apresenta velocidade constante.
(e)Durante a realização do movimento, a partícula encontra-se sobre a ação de uma força resultante constante.
(f)I.R.

Gabarito oficial

(e)
Resolução comentada

O gráfico é uma parábola com vértice em $t=6\text{ s}$ e $x=-2\text{ m}$, logo

$$x=-2+a\,(t-6)^2$$

Com $x(4)=0$: $0=-2+4a$, então $a=0{,}5\text{ m/s}^2$. (Confere com $x(0)=-2+0{,}5\cdot36=16\text{ m}$.) Comparando com $x=x_0+v_0t+\tfrac12\,\alpha\,t^2$, tem-se $\tfrac12\,\alpha=0{,}5$, ou seja, $\alpha=1\text{ m/s}^2$.

Trata-se, portanto, de um MRUV: a aceleração é constante e não nula (inclusive em $t=6\text{ s}$), a velocidade $v=\alpha\,(t-6)$ varia e só se anula em $t=6\text{ s}$ (em $t=4\text{ s}$ e $t=8\text{ s}$, $v=\mp2\text{ m/s}$).

Pela segunda lei de Newton, com massa constante e aceleração constante, a força resultante $F=m\,\alpha$ também é constante.

Q23
Mecânica — Dinâmica — Primeira lei de Newton (inércia)

Em um dia chuvoso, em uma rodovia, ao final de uma reta, o motorista de um automóvel se mostra impossibilitado de reduzir a velocidade do seu veículo antes de ele ingressar em uma curva acentuada. O automóvel, então, sai da rodovia mantendo a velocidade e a trajetória retilínea que vinha apresentando antes de ingressar na referida curva.

Do ponto de vista de um pedestre, parado no acostamento da rodovia, justifica-se esse fato, evocando

(a)a resultante do trabalho realizado pela força gravitacional.
(b)a ação da força centrípeta.
(c)a terceira lei de Newton.
(d)a segunda lei de Newton.
(e)a primeira lei de Newton.
(f)I.R.

Gabarito oficial

(e)
Resolução comentada

Sem atrito suficiente para fornecer a força centrípeta necessária à curva, a força resultante horizontal sobre o automóvel é praticamente nula, e ele mantém a velocidade vetorial que tinha, isto é, segue em linha reta.

Essa tendência de um corpo conservar o seu estado de movimento retilíneo uniforme na ausência de força resultante é a inércia, descrita pela primeira lei de Newton. Do ponto de vista do pedestre (referencial inercial), não há uma “força” empurrando o carro para fora da curva.

Q24
Mecânica — Hidrostática — Pressão no fundo de um reservatório (Teorema de Stevin)

Se uma caixa d’água residencial de 1000 litros encontra-se cheia de água, a pressão exercida somente pela água na base (fundo) da caixa depende

(a)da pressão atmosférica.
(b)da altura do nível da água no seu interior.
(c)da massa da água no interior da caixa.
(d)do volume da caixa d’água.
(e)do coeficiente de viscosidade da água.
(f)I.R.

Gabarito oficial

(b)
Resolução comentada

Pelo Teorema de Stevin, a pressão exercida somente pelo líquido a uma profundidade $h$ é

$$p=\mu\,g\,h$$

Ela depende da massa específica $\mu$ do líquido, da gravidade $g$ e da altura $h$ da coluna de líquido. Não depende da pressão atmosférica (que só entra se for somada à pressão da água), nem da massa total, do volume ou do formato do recipiente, nem da viscosidade (que só importa em líquidos em movimento).

Q25
Mecânica — Cinemática — Lançamento vertical (esferas lançadas em sentidos opostos)

Duas esferas idênticas, A e B, são lançadas ao longo da direção vertical em relação ao solo de uma região da Terra onde a resistência do ar é desprezível e o vetor aceleração gravitacional é constante. No momento do lançamento, as esferas encontram-se localizadas a uma mesma altura h em relação ao solo, e ambas são lançadas com velocidade inicial igual em módulo, porém com sentidos opostos (A para baixo e B para cima).

Quando as esferas, individualmente, estiverem na eminência de atingir o solo, é correto afirmar que

(a)o módulo da velocidade da esfera B será igual ao da esfera A.
(b)o módulo da velocidade da esfera B será maior do que o da esfera A.
(c)o módulo da velocidade da esfera B será menor do que o da esfera A.
(d)o módulo da aceleração da esfera B será maior do que o da esfera A.
(e)o módulo da aceleração da esfera B será menor do que o da esfera A.
(f)I.R.

Gabarito oficial

(a)
Resolução comentada

Sem resistência do ar, a única força é o peso, então as duas esferas têm a mesma aceleração $g$ durante todo o movimento (o que descarta as opções sobre aceleração).

Pela equação de Torricelli, a velocidade ao chegar ao solo depende apenas do módulo da velocidade inicial $v_0$ e da altura $h$, e não do sentido do lançamento:

$$v^2=v_0^2+2\,g\,h$$

Como $v_0$ e $h$ são iguais para A e B, os módulos das velocidades com que atingem o solo são iguais. (A esfera B sobe, para e volta passando pela altura $h$ com velocidade de módulo $v_0$ para baixo, e daí em diante o movimento é idêntico ao de A.)

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