A primeira parada técnica para hidratação na história das Copas do Mundo masculinas da FIFA ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014, no jogo entre Holanda e México.
No momento da partida, em Fortaleza, a temperatura estava em torno de 32 °C e a umidade relativa do ar estava próxima de 70%. Essas condições foram determinantes para a ocorrência dessas pausas durante os dois tempos do jogo.
Do ponto de vista fisiológico, sabe-se que o corpo humano regula sua temperatura principalmente por meio da sudorese.
No entanto, em ambientes úmidos, esse mecanismo pode se tornar menos eficiente, pois
A evaporação do suor retira energia térmica da pele por meio do calor latente de vaporização.
Quando a umidade relativa é elevada, a pressão parcial de vapor de água no ar também é maior. Isso diminui a diferença entre a pressão de vapor junto à pele e a do ambiente, reduzindo a taxa de evaporação do suor.
Com menor evaporação, o corpo perde menos calor e o resfriamento torna-se menos eficiente.
Ao jogar em altitude elevada, como em alguns estádios na Bolívia e no Peru, os jogadores reclamam de falta de ar e os comentaristas falam que a bola chutada é “mais rápida”, dificultando o acerto dos passes.
Com base nessas informações, é correto afirmar que essa fala dos comentaristas ocorre porque
Em grandes altitudes, a densidade do ar é menor. A força de resistência aerodinâmica depende, entre outros fatores, da densidade do fluido.
Assim, para condições de movimento comparáveis, a bola sofre menor força de arrasto e perde menos velocidade ao longo do percurso.
Em janeiro de 2021, o goleiro inglês Tom King, então do Newport County, marcou um gol histórico que entrou para o Guinness World Records. Ele bateu um tiro de meta, fazendo a bola traçar uma trajetória parabólica e percorrer aproximadamente 96 m na horizontal em cerca de 6 s.
Considerando a situação ideal e desprezando a resistência do ar, podemos afirmar, em relação à bola, que
Sem resistência do ar, o movimento horizontal é uniforme. Logo,
$v_x=\dfrac{\Delta x}{\Delta t}=\dfrac{96}{6}=16\text{ m/s}$.
No ponto mais alto da trajetória, a componente vertical da velocidade é instantaneamente nula: $v_y=0$.
Para resolver a polêmica questão no futebol “a bola entrou ou não?”, em 2012, a IFAB (International Football Association Board) colocou em teste dois sistemas de GLT (Goal-Line Technology) que enviam, em menos de 1 segundo, um sinal de rádio criptografado aos oficiais da partida e ao relógio do árbitro com a mensagem “GOAL”.
Um desses sistema é o GoalRef, que se baseia em indução eletromagnética. Para funcionar, ao redor da estrutura de cada baliza (conjunto traves e travessão), são instalados cabos de cobre que funcionam como antenas de baixa frequência. A bola, por sua vez, é fabricada com três bobinas de cobre finas, posicionadas de forma adequada.
Quando a bola entra na zona do campo magnético gerado pela baliza, o fluxo magnético ($\phi$) que atravessa essas bobinas varia. Essa variação ($\Delta$) no fluxo magnético, num determinado intervalo de tempo ($t$), induz uma força eletromotriz ($\varepsilon$). Quanto maior a variação do fluxo magnético no tempo ou menor o tempo de interação com o campo, maior será a força eletromotriz induzida. Assim, quando a bola cruza completamente a linha, gera uma “perturbação” no campo magnético da baliza e o sistema envia o sinal de rádio criptografado aos oficiais da partida.
Com base nessa descrição, assinale a alternativa que representa corretamente a equação física envolvida nesse processo.
Na forma simplificada adotada pela questão, o módulo da força eletromotriz induzida é proporcional à taxa de variação do fluxo magnético:
$\varepsilon=\dfrac{|\Delta\phi|}{\Delta t}$.
Na formulação geral da lei de Faraday-Lenz, para uma bobina de $N$ espiras, escreve-se $\varepsilon=-N\dfrac{\Delta\phi}{\Delta t}$. O sinal negativo expressa a lei de Lenz; nas alternativas, considera-se apenas o módulo e o fator associado ao número de espiras não é explicitado. Assim, a relação apresentada na alternativa A é a que corresponde ao modelo fornecido pela banca.
Para resolver a polêmica questão no futebol “a bola entrou ou não?”, em 2012, a IFAB (International Football Association Board) colocou em teste dois sistemas de GLT (Goal-Line Technology) que enviam, em menos de 1 segundo, um sinal de rádio criptografado aos oficiais da partida e ao relógio do árbitro com a mensagem “GOAL”.
O outro sistema, Hawk-Eye, utiliza 14 câmeras de alta resolução posicionadas ao redor do estádio (7 para cada baliza). Cada câmera filma o movimento da bola a uma frequência de 500 quadros por segundo, e, depois, um sistema de visão computacional determina a velocidade e a posição da bola. Comprovado o cruzamento da linha, o sistema envia um sinal de rádio criptografado aos oficiais da partida.
Com base nessa descrição, é correto afirmar que o período, em segundos, entre cada disparo de cada câmera é de
Frequência e período são grandezas inversas:
$T=\dfrac{1}{f}=\dfrac{1}{500}\text{ s}=0{,}002\text{ s}=2{,}0\times10^{-3}\text{ s}$.
Pelas regras do futebol, a bola oficial deve estar calibrada com uma pressão entre 0,60 atm e 1,10 atm ao nível do mar.
Em um jogo numa cidade litorânea, os oficiais da partida calibraram uma bola a 0,90 atm a uma temperatura de 27 °C. Durante uma parada técnica, a bola ficou exposta ao Sol e sua temperatura subiu para 57 °C, porém o seu volume permaneceu constante. Antes de reiniciar a partida, o árbitro pediu nova checagem da calibração.
Lembrando que: $T_K=T_C+273$ e $\dfrac{P_0V_0}{T_0}=\dfrac{P_1V_1}{T_1}$.
Admitindo que o ar no interior da bola se comporte como gás ideal, podemos afirmar corretamente que a bola
Seguindo o modelo adotado pela banca, usa-se diretamente a pressão informada no enunciado. Como o volume permanece constante, vale $\dfrac{P_1}{T_1}=\dfrac{P_2}{T_2}$.
$T_1=27+273=300\text{ K}$ e $T_2=57+273=330\text{ K}$.
$P_2=P_1\dfrac{T_2}{T_1}=0{,}90\cdot\dfrac{330}{300}=0{,}99\text{ atm}\approx1{,}00\text{ atm}$.
Como esse valor está entre $0{,}60\text{ atm}$ e $1{,}10\text{ atm}$, a alternativa oficial é C e a bola é mantida.
Speed, angle and confidence: science behind Chloe Kelly’s powerful penalty
Lioness’s penalty against Nigeria makes Women’s World Cup record and beats fastest strike of Premier League last season. (…) According to data from the official match ball, the shot on Monday reached 110.79 km/h ($\approx31\text{ m/s}$).
Multiple factors contribute to the power of a kick, for example, the speed of the ball is determined by the speed of the kicking foot when it makes contact with the ball and how efficient the foot-ball collision is in transferring the energy. Also, the harder the collision, the faster the ball speed afterwards.
<https://tinyurl.com/348rsf3h> Acesso em: 08.04.2026. Adaptado.
O texto destaca que a técnica empregada pela atleta determina “quão eficiente é a colisão de pé-bola na transferência de energia”, em outras palavras, o trabalho executado pela força aplicada pelo pé na bola.
Considerando a massa da bola aproximadamente 0,42 kg, podemos afirmar corretamente que o valor aproximado do trabalho da força resultante aplicada por Chloe Kelly, em joules, é de
Pelo teorema da energia cinética, o trabalho da força resultante é igual à variação da energia cinética da bola.
Considerando a bola inicialmente em repouso,
$W=\Delta E_c=\dfrac{mv^2}{2}=\dfrac{0{,}42\cdot31^2}{2}$.
$W=0{,}21\cdot961\approx201{,}8\text{ J}\approx202\text{ J}$.