FGV · 2016 — Física com resolução

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Vestibular FGV 2016 · Processo seletivo 1º semestre de 2016 (EESP) · Física: Q91–Q105.

Q91
Mecânica — Cinemática — Aceleração vetorial em trecho curvo

Um veículo desloca-se por uma pista horizontal, retilínea nos trechos AB, CD e DE, e curvilínea no trecho BC, este em forma de quarto de circunferência, como ilustra a figura.

Pista com trechos retilíneos AB, CD e DE e trecho curvo BC em forma de quarto de circunferência.

Partindo do repouso no ponto A, o referido veículo aumenta sua velocidade uniformemente até o ponto B; a partir de B, ele mantém constante a velocidade adquirida até o ponto D; de D até E, ele reduz uniformemente a velocidade até parar em E. O valor absoluto de sua aceleração vetorial está qualitativa e corretamente representado na alternativa:

A)
Gráfico a × posição: cresce linearmente de A a B, constante de B a D e decresce linearmente de D a E.
B)
Gráfico a × posição: cresce de A a B, constante até C, nulo de C a D e decresce de D a E.
C)
Gráfico a × posição: constante em AB, maior e constante em BC, nulo em CD e constante em DE.
D)
Gráfico a × posição: cresce linearmente de A a B, nulo de B a D e decresce linearmente de D a E.
E)
Gráfico a × posição: constante em AB, nulo de B a D e constante em DE.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

C
Resolução comentada

AB: movimento retilíneo uniformemente variado: $a=a_t$ constante e não nula.

BC: movimento circular com velocidade escalar constante: $a=a_{cp}=\dfrac{v^2}{R}$, constante e não nula (de valor maior que $a_t$ no caso da figura).

CD: movimento retilíneo uniforme: $a=0$.

DE: MRUV (freagem): $a$ constante e não nula.

O gráfico que traz aceleração constante em AB, constante (maior) em BC, nula em CD e constante em DE é o da alternativa C.

Q92
Mecânica — Medidas — Leitura de tacômetro e velocímetro

A figura mostra o painel de instrumentos de um automóvel em movimento. Os maiores medidores são: à esquerda, o tacômetro (conta-giros do motor), e à direita, o velocímetro.

Levando-se em conta a precisão de medidas, as corretas leituras do tacômetro, em rpm × 1 000, e do velocímetro, em km/h, são, respectivamente,

A)
${3{,}7}$ e ${39{,}0}$.
B)
${3{,}7}$ e ${39{,}5}$.
C)
${3{,}8}$ e ${39}$.
D)
${3{,}80}$ e ${39}$.
E)
${3{,}80}$ e ${39{,}0}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

C
Resolução comentada

Pela norma de leitura de instrumentos, o resultado traz todos os algarismos lidos com certeza mais um estimado (duvidoso).

No tacômetro, a leitura é de $3{,}8\times1000$ rpm (a escala não permite uma segunda casa decimal) e, no velocímetro, $39\text{ km/h}$ (o ponteiro está entre as marcações e a escala não permite estimar a casa dos décimos).

Q93
Física Moderna — Relatividade — Contração do comprimento

Não está longe a época em que aviões poderão voar a velocidades da ordem de grandeza da velocidade da luz ($c$) no vácuo. Se um desses aviões, voando a uma velocidade de ${0{,}6\cdot c}$, passar rente à pista de um aeroporto de ${2{,}5\text{ km}}$, percorrendo-a em sua extensão, para o piloto desse avião a pista terá uma extensão, em km, de

A)
${1{,}6}$.
B)
${2{,}0}$.
C)
${2{,}3}$.
D)
${2{,}8}$.
E)
${3{,}2}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

B
Resolução comentada

$$L=L_0\sqrt{1-\frac{v^2}{c^2}}=2{,}5\cdot\sqrt{1-0{,}6^2}=2{,}5\cdot0{,}8$$

$$L=2{,}0\text{ km}$$

Q94
Mecânica — Dinâmica — Forças em um balanço no ponto extremo

O texto a seguir refere-se às questões de números 94 a 96.

Criança feliz é aquela que brinca, fato mais do que comprovado na realidade do dia a dia. A brincadeira ativa, a que faz gastar energia, que traz emoção, traz também felicidade. Mariana é uma criança que foi levada por seus pais para se divertir em um parquinho infantil.

Inicialmente, Mariana foi se divertir no balanço. Solta, do repouso, de uma certa altura, ela oscilou entre dois extremos elevados, a partir dos quais iniciou o retorno até o extremo oposto. Imagine-a no extremo da direita como na figura.

Silhueta de uma criança em um balanço no extremo direito da oscilação, com o cabo inclinado.

Desconsiderando o seu tamanho, bem como o do balanço, e imaginando apenas um cabo sustentando o sistema, o correto esquema das forças agentes sobre ela nessa posição, em que cada seta representa uma força, é o da alternativa:

A)
Três forças a partir da partícula: tração ao longo do cabo, uma força horizontal e o peso, vertical para baixo.
B)
Três forças: tração ao longo do cabo, uma força para o lado oposto e o peso, vertical para baixo.
C)
Duas forças: uma para a esquerda e o peso, vertical para baixo (sem tração ao longo do cabo).
D)
Três forças: uma ao longo do cabo para cima e à direita, o peso e uma força.
E)
Duas forças: tração ao longo do cabo e o peso, vertical para baixo.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

E
Resolução comentada

As únicas forças que agem sobre Mariana (desprezando a resistência do ar) são:

o peso, vertical para baixo; e a tração do cabo, dirigida ao longo do cabo, para o ponto de suspensão.

Não há força "no sentido do movimento": o diagrama correto tem apenas essas duas setas (alternativa E).

Q95
Mecânica — Quantidade de movimento — Energia e momento no chute

O texto a seguir refere-se às questões de números 94 a 96.

Criança feliz é aquela que brinca, fato mais do que comprovado na realidade do dia a dia. A brincadeira ativa, a que faz gastar energia, que traz emoção, traz também felicidade. Mariana é uma criança que foi levada por seus pais para se divertir em um parquinho infantil.

Em uma das oscilações, Mariana partiu do extremo, de uma altura de ${80\text{ cm}}$ acima do solo e, ao atingir a posição inferior da trajetória, chutou uma bola, de ${0{,}5\text{ kg}}$ de massa, que estava parada no solo. A bola adquiriu a velocidade de ${24\text{ m/s}}$ imediatamente após o chute, na direção horizontal do solo e do movimento da menina. O deslocamento de Mariana, do ponto extremo até o ponto inferior da trajetória, foi realizado sem dissipação de energia mecânica. Considere a massa de Mariana igual a ${12\text{ kg}}$, e a aceleração da gravidade com o valor ${10\text{ m/s}^2}$. A velocidade de Mariana, imediatamente após o chute na bola, passou a ser, em m/s, de

A)
${2{,}0}$.
B)
${2{,}4}$.
C)
${3{,}0}$.
D)
${3{,}2}$.
E)
${3{,}6}$.

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C
Resolução comentada

Descida sem atrito (queda de $0{,}80\text{ m}$):

$$v=\sqrt{2\,g\,h}=\sqrt{2\cdot10\cdot0{,}80}=4\text{ m/s}$$

Conservação da quantidade de movimento no chute:

$$12\cdot4=12\,v^\prime+0{,}5\cdot24\Rightarrow v^\prime=\frac{48-12}{12}=3{,}0\text{ m/s}$$

Q96
Mecânica — Energia — Perdas percentuais no escorregador

O texto a seguir refere-se às questões de números 94 a 96.

Criança feliz é aquela que brinca, fato mais do que comprovado na realidade do dia a dia. A brincadeira ativa, a que faz gastar energia, que traz emoção, traz também felicidade. Mariana é uma criança que foi levada por seus pais para se divertir em um parquinho infantil.

Nesse parquinho infantil, há dois escorregadores de mesma altura $h$ relativamente ao chão. Um deles é retilíneo (R) e outro é curvilíneo (C) em forma de tobogã, como indica a figura.

Dois escorregadores de mesma altura h: um retilíneo (R) e outro curvilíneo em forma de tobogã (C).

Ao escorregar por R, de seu ponto superior até o nível do chão, Mariana teve uma perda de energia mecânica de ${10\%}$ em relação a uma queda livre dessa altura. Ao escorregar por C, nas mesmas condições, ela teve uma perda de ${15\%}$ de energia mecânica em relação a uma queda livre. A relação entre a velocidade final de Mariana ao sair de R e a velocidade final ao sair de C vale

A)
$\sqrt{\dfrac{18}{17}}$.
B)
$\sqrt{\dfrac{3}{2}}$.
C)
$\dfrac{18}{17}$.
D)
$\dfrac{3}{2}$.
E)
$\dfrac{5}{4}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

A
Resolução comentada

Energia cinética no final de cada escorregador:

$$\frac{m\,v_R^2}{2}=0{,}90\,m\,g\,h,\qquad\frac{m\,v_C^2}{2}=0{,}85\,m\,g\,h$$

$$\frac{v_R^2}{v_C^2}=\frac{0{,}90}{0{,}85}=\frac{18}{17}\Rightarrow\frac{v_R}{v_C}=\sqrt{\frac{18}{17}}$$

Q97
Mecânica — Gravitação — Razão entre velocidades orbitais

A nave americana New Horizons passou, recentemente, bem perto da superfície de Plutão, revelando importantes informações a respeito desse planeta anão. Ela orbitou a uma distância $d$ do centro de Plutão, cuja massa é 500 vezes menor que a da Terra, com uma velocidade orbital $V_P$. Se orbitasse ao redor da Terra, a uma distância $2d$ de seu centro, sua velocidade orbital seria $V_T$. A relação $V_T/V_P$ entre essas velocidades valeria $\sqrt{10}$ multiplicada pelo fator

A)
${2}$.
B)
${3}$.
C)
${4}$.
D)
${5}$.
E)
${10}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

D
Resolução comentada

A velocidade orbital circular é $V=\sqrt{\dfrac{G\,M}{r}}$. Logo:

$$\frac{V_T}{V_P}=\sqrt{\frac{M_T}{M_P}\cdot\frac{d}{2d}}=\sqrt{\frac{500}{2}}=\sqrt{250}=5\sqrt{10}$$

O fator multiplicando $\sqrt{10}$ é $5$.

Q98
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e pressão a 48 m de profundidade

Para determinados tipos de pesquisa ou trabalho, cápsulas tripuladas são enviadas para as profundezas dos oceanos, mares ou lagos. Considere uma dessas cápsulas de forma cilíndrica, de ${2{,}0\text{ m}}$ de altura por ${2{,}0\text{ m}}$ de diâmetro, com sua base superior a ${48\text{ m}}$ de profundidade em água de densidade ${1{,}0\cdot10^{3}\text{ kg/m}^3}$, em equilíbrio como ilustra a figura.

Cápsula cilíndrica de 2,0 m de altura e 2,0 m de diâmetro com a base superior a 48 m abaixo da superfície da água.

Dados: A pressão atmosférica no local é de ${1{,}0\cdot10^{5}\text{ Pa}}$, e a aceleração da gravidade é de ${10\text{ m/s}^2}$. Adote $\pi=3$.

O peso dessa cápsula fora d'água, em N, e a pressão total sobre sua base inferior, em Pa, valem, respectivamente,

A)
${1{,}5\cdot10^{3}}$ e ${5{,}0\cdot10^{6}}$.
B)
${1{,}5\cdot10^{3}}$ e ${6{,}0\cdot10^{5}}$.
C)
${1{,}5\cdot10^{4}}$ e ${5{,}0\cdot10^{6}}$.
D)
${6{,}0\cdot10^{4}}$ e ${6{,}0\cdot10^{6}}$.
E)
${6{,}0\cdot10^{4}}$ e ${6{,}0\cdot10^{5}}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

E
Resolução comentada

Volume do cilindro ($R=1{,}0\text{ m}$, $h=2{,}0\text{ m}$):

$$V=\pi\,R^2\,h=3\cdot1^2\cdot2{,}0=6{,}0\text{ m}^3$$

Equilíbrio: peso igual ao empuxo:

$$P=E=\mu\,V\,g=10^3\cdot6{,}0\cdot10=6{,}0\cdot10^4\text{ N}$$

A base inferior está a $50\text{ m}$ de profundidade:

$$p=p_{atm}+\mu\,g\,h=1{,}0\cdot10^5+10^3\cdot10\cdot50=6{,}0\cdot10^5\text{ Pa}$$

Q99
Termologia — Calorimetria — Curva de aquecimento

Uma pedra de gelo, de ${1{,}0\text{ kg}}$ de massa, é retirada de um ambiente em que se encontrava em equilíbrio térmico a ${-100\,{}^{\circ}\text{C}}$ e recebe ${150\text{ kcal}}$ de uma fonte de calor. Considerando o calor específico do gelo ${0{,}5\text{ cal/(g}\cdot{}^{\circ}\text{C)}}$, o da água ${1{,}0\text{ cal/(g}\cdot{}^{\circ}\text{C)}}$, e o calor latente de fusão do gelo ${80\text{ cal/g}}$, o gráfico que representa corretamente a curva de aquecimento dessa amostra é:

A)
Gráfico θ × Q: o gelo aquece de −100 °C até −10 °C e o gráfico termina.
B)
Gráfico θ × Q: o gelo aquece de −100 °C a 0 °C e permanece em 0 °C (patamar).
C)
Gráfico θ × Q: o gelo aquece até 0 °C e há um patamar em 0 °C, sem aquecimento posterior.
D)
Gráfico θ × Q: aquecimento de −100 °C a 0 °C, patamar em 0 °C e aquecimento final até 20 °C.
E)
Gráfico θ × Q: aquecimento de −100 °C a 0 °C, patamar em 0 °C e aquecimento final até 30 °C.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

D
Resolução comentada

Gelo de $-100\,{}^{\circ}\text{C}$ a $0\,{}^{\circ}\text{C}$:

$$Q_1=1000\cdot0{,}5\cdot100=50\,000\text{ cal}=50\text{ kcal}$$

Fusão a $0\,{}^{\circ}\text{C}$:

$$Q_2=1000\cdot80=80\,000\text{ cal}=80\text{ kcal}$$

Restam $150-50-80=20\text{ kcal}$ para aquecer a água:

$$20\,000=1000\cdot1{,}0\cdot\Delta\theta\Rightarrow\Delta\theta=20\,{}^{\circ}\text{C}$$

A curva tem aquecimento do gelo, patamar de fusão em $0\,{}^{\circ}\text{C}$ e aquecimento da água até $20\,{}^{\circ}\text{C}$: gráfico D.

Q100
Óptica — Espectros — Linhas de emissão e absorção

Sabe-se que a luz branca do Sol, após refratar em um prisma de acrílico ou de vidro, dispersa-se em um leque de cores, formando o que se chama de espectro. Na figura, representa-se o prisma por P; a tela em que se vê o espectro, por T; e o meio de onde a luz branca veio, por M.

Raios de luz branca vindos do meio M atravessam o prisma P e formam o espectro na tela T.

Se M for

A)
uma lâmpada de gás hidrogênio aquecido e pouco denso, o espectro apresentará linhas coloridas claras de emissão.
B)
a atmosfera terrestre, considerada fria, o espectro apresentará linhas escuras de absorção.
C)
um gás fortemente comprimido e muito denso, o espectro tanto poderá ser contínuo como apresentar linhas escuras de emissão.
D)
a atmosfera saturniana, considerada fria, o espectro tanto poderá ser contínuo como apresentar linhas claras de absorção.
E)
um líquido aquecido, o espectro apresentará linhas contínuas e escuras de emissão.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

B
Resolução comentada

Um gás frio e pouco denso interposto entre uma fonte de espectro contínuo (a luz branca do Sol) e o observador absorve algumas frequências: o espectro é contínuo, com linhas escuras de absorção.

Para a atmosfera terrestre (fria), que a luz branca atravessa antes do prisma, o espectro apresenta linhas escuras de absorção.

Q101
Física Moderna — Efeito fotoelétrico — Definição

Próximo do final do século XVIII, alguns cientistas (Hertz, Maxwell, Thomson, Lenard) se envolveram na pesquisa de um certo fenômeno que ficou conhecido como efeito fotoelétrico. O efeito fotoelétrico consiste na emissão de

A)
partículas $\alpha$ de um corpo atingido por radiação eletromagnética.
B)
raios $\gamma$ de uma superfície líquida atingida por ondas sonoras.
C)
elétrons de uma massa gasosa sobre a qual incidem ondas mecânicas.
D)
elétrons de uma superfície metálica atingida por radiação eletromagnética.
E)
pósitrons de uma superfície metálica atingida por radiação eletromagnética.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

D
Resolução comentada

O efeito fotoelétrico consiste na ejeção de elétrons de uma superfície metálica quando radiação eletromagnética de frequência adequada incide sobre ela.

Q102
Óptica — Lentes esféricas — Raios paralelos em lente biconvexa

A figura ilustra uma lente biconvexa de cristal, imersa no ar. O seu eixo óptico principal é E.

Lente biconvexa de eixo E com cinco raios paralelos incidentes (I a V) e as trajetórias refratadas desenhadas, algumas incorretas.

Considerando satisfeitas as condições de Gauss, a única trajetória correta descrita pelo raio refratado é a da alternativa

A)
I.
B)
II.
C)
III.
D)
IV.
E)
V.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

A
Resolução comentada

Uma lente biconvexa no ar é convergente: raios paralelos ao eixo refratam passando pelo foco imagem.

O raio I (acima do eixo) é desviado para baixo, em direção ao foco, trajetória coerente com a figura. As trajetórias II, IV e V se afastam do eixo ou não passam pelo foco comum, o que é incorreto.

Q103
Eletricidade — Campo elétrico — Equilíbrio de partícula entre placas

Muitos experimentos importantes para o desenvolvimento científico ocorreram durante o século XIX. Entre eles, destaca-se a experiência de Millikan, que determinou a relação entre a carga $q$ e a massa $m$ de uma partícula eletrizada e que, posteriormente, levaria à determinação da carga e da massa das partículas elementares. No interior de um recipiente cilíndrico, em que será produzido alto vácuo, duas placas planas e paralelas, ocupando a maior área possível, são mantidas a uma curta distância $d$, e entre elas é estabelecida uma diferença de potencial elétrico constante $U$. Variando-se $d$ e $U$, é possível fazer com que uma partícula de massa $m$ eletrizada com carga $q$ fique equilibrada, mantida em repouso entre as placas. No local da experiência, a aceleração da gravidade é constante de intensidade $g$.

Recipiente cilíndrico com duas placas paralelas horizontais: a força elétrica sobre a partícula aponta para cima e o peso, para baixo.

Nessas condições, a relação $q/m$ será dada por

A)
$\dfrac{d\cdot U^2}{g}$.
B)
$\dfrac{g\cdot U^2}{d}$.
C)
$\dfrac{d\cdot g}{U^2}$.
D)
$\dfrac{d\cdot U}{g}$.
E)
$\dfrac{d\cdot g}{U}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

E
Resolução comentada

O campo elétrico entre as placas é uniforme: $E=\dfrac Ud$. No equilíbrio, a força elétrica equilibra o peso:

$$q\,E=m\,g\Rightarrow q\,\frac Ud=m\,g$$

$$\frac qm=\frac{g\,d}{U}$$

Q104
Eletricidade — Potência elétrica — Disjuntor e lâmpadas em paralelo

Uma loja tem instaladas, em paralelo, várias lâmpadas idênticas, cada uma com a especificação: ${25\text{ W}}$; ${220\text{ V}}$. Logo após a caixa de entrada, há um disjuntor de ${10\text{ A}}$ protegendo a instalação da loja, especificamente as lâmpadas. O gerente da loja, desconfiado da capacidade do disjuntor, faz algumas operações e chega corretamente ao número máximo de lâmpadas que podem ser acesas simultaneamente, sem desligar o disjuntor. Tal número é

A)
${22}$.
B)
${53}$.
C)
${87}$.
D)
${115}$.
E)
${135}$.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

C
Resolução comentada

Corrente de cada lâmpada:

$$i=\frac PU=\frac{25}{220}\approx0{,}1136\text{ A}$$

Em paralelo, as correntes se somam: com $n$ lâmpadas, $I=n\,i$.

$$n\,i<10\Rightarrow n<\frac{10}{0{,}1136}=88$$

Para que o disjuntor não desarme, a corrente deve ser menor que $10\text{ A}$ (valor limite): $n=87$, resposta oficial da banca.

Q105
Eletromagnetismo — Força magnética — Partícula negativa em campos E e B

Uma partícula dotada de massa e eletrizada negativamente é lançada, com velocidade inicial $v_0$, para o interior de uma região A onde impera um campo elétrico uniforme. A partícula segue a trajetória retilínea paralela ao plano da folha, mostrada na figura. Logo após atravessar a região A, a partícula ingressa na região B, com velocidade $v>v_0$, onde há um campo magnético uniforme, orientado perpendicularmente ao plano da folha, apontando para fora dela.

Região A com a velocidade inicial v0 para cima e região B com o campo magnético para fora do papel; quatro trajetórias possíveis (I a IV) em B.

É correto afirmar que a orientação do campo elétrico em A é paralela ao plano da folha no

A)
mesmo sentido de $v_0$; em B, a partícula segue a trajetória circular I de raio $R$.
B)
sentido oposto ao de $v_0$; em B, a partícula segue a trajetória circular I de raio $R$.
C)
sentido oposto ao de $v_0$; em B, a partícula segue a trajetória circular IV de raio $R$.
D)
sentido oposto ao de $v_0$; em B, a partícula segue a trajetória parabólica II.
E)
mesmo sentido de $v_0$; em B, a partícula segue a trajetória parabólica III.

Gabarito oficial da banca (FGV) conferido pela resolução TEF — FGV 2016

B
Resolução comentada

Em A, a partícula é acelerada (a velocidade passa de $v_0$ para $v>v_0$): a força elétrica tem o sentido de $\vec v_0$. Como a carga é negativa, $\vec F=q\vec E$ tem sentido oposto ao de $\vec E$: o campo elétrico tem sentido oposto ao de $v_0$.

Em B, a força magnética é perpendicular à velocidade e a trajetória é circular. Com $\vec v$ para cima e $\vec B$ saindo da folha, $\vec v\times\vec B$ aponta para a direita; como a carga é negativa, a força aponta para a esquerda: a trajetória é a circunferência I (à esquerda), de raio $R$.

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