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Acervo FUVEST · Método TEF

FUVEST 1978 | 1ª Fase

10 questões exclusivamente de Física (Dia 1), com enunciados fiéis ao PDF, gabarito oficial e resoluções comentadas pelo Método TEF.

Q46
Grandezas Físicas — Porcentagem de Massa

No leite tipo C, vendido no comércio, o conteúdo de gordura corresponde a 3% da massa. Isto significa que, em 1 litro de leite, a quantidade de gordura medida em grama é, aproximadamente:

A)0,003
B)0,03
C)3
D)30
E)300

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

D
Gabarito comentado Método TEF

Admitindo a massa de $1\text{ litro}$ de leite aproximadamente igual à massa de $1\text{ litro}$ de água, temos cerca de $1000\text{ g}$.

Como o teor de gordura é de $3\%$ em massa:

$m_g=0{,}03\cdot1000=30\text{ g}$.

Q47
Cinemática — Movimento Relativo

Numa estrada, andando de caminhão com velocidade constante, você leva 4 segundos para ultrapassar um outro caminhão cuja velocidade é também constante.

Sendo de $10\text{ m}$ o comprimento de cada caminhão, a diferença entre a sua velocidade e a do caminhão que você ultrapassa é, aproximadamente, igual a:

A)$0{,}2\text{ m/s}$
B)$0{,}4\text{ m/s}$
C)$2{,}5\text{ m/s}$
D)$5{,}0\text{ m/s}$
E)$10\text{ m/s}$

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

D
Gabarito comentado Método TEF

Para ultrapassar completamente o outro caminhão, o movimento relativo precisa cobrir a soma dos comprimentos:

$\Delta s_{rel}=10+10=20\text{ m}$.

Como isso ocorre em $4\text{ s}$:

$v_{rel}=\dfrac{20}{4}=5\text{ m/s}$.

Q48
Cinemática — Velocidade Média em Gráfico $v\times t$

Um automóvel faz uma viagem em 6 horas e sua velocidade varia em função do tempo aproximadamente como mostra o gráfico abaixo.

Gráfico da velocidade do automóvel em função do tempo, de 0 a 6 horas

A velocidade média do automóvel na viagem é:

A)$35\text{ km/h}$
B)$40\text{ km/h}$
C)$45\text{ km/h}$
D)$48\text{ km/h}$
E)$50\text{ km/h}$

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

B
Gabarito comentado Método TEF

A distância total é a área sob o gráfico $v\times t$.

De $0$ a $2\text{ h}$: $s_1=30\cdot2=60\text{ km}$.

De $2$ a $3\text{ h}$: $s_2=0$.

De $3$ a $6\text{ h}$: $s_3=60\cdot3=180\text{ km}$.

Logo, $s=240\text{ km}$ e

$v_m=\dfrac{240}{6}=40\text{ km/h}$.

Q49
Energia Mecânica — Lançamento Oblíquo

Um projétil de massa $m$ é lançado em A com velocidade $\vec v_0$ e descreve a trajetória indicada na figura:

Trajetória de projétil lançado de A até atingir o ponto P a meia altura h

Desprezando-se a resistência do ar, a energia cinética do projétil, no ponto P, será:

A)$\dfrac12mgh$
B)$\dfrac14mv_0^2$
C)$\dfrac12mv_0^2-mgh$
D)$\dfrac12mv_0^2+\dfrac12mgh$
E)$\dfrac12mv_0^2-\dfrac12mgh$

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

E
Gabarito comentado Método TEF

Sem resistência do ar, a energia mecânica se conserva.

Em A, tomando o nível horizontal de A como referência:

$E_A=\dfrac12mv_0^2$.

No ponto P, a altura é $h/2$. Portanto,

$\dfrac12mv_0^2=E_{cP}+mg\dfrac h2$.

Assim,

$E_{cP}=\dfrac12mv_0^2-\dfrac12mgh$.

Q50
Gravitação — Aparente Ausência de Peso

Dentro de um satélite em órbita em torno da Terra, a tão falada “ausência de peso”, responsável pela flutuação de um objeto dentro do satélite, é devida ao fato de que:

A)a órbita do satélite se encontra no vácuo e a gravidade não se propaga no vácuo.
B)a órbita do satélite se encontra fora da atmosfera, não sofrendo assim os efeitos da pressão atmosférica.
C)a atração lunar equilibra a atração terrestre e, consequentemente, o peso de qualquer objeto é nulo.
D)a força de atração terrestre, centrípeta, é muito menor que a força centrífuga dentro do satélite.
E)o satélite e o objeto que flutua têm a mesma aceleração, produzida unicamente por forças gravitacionais.

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

E
Gabarito comentado Método TEF

O satélite e os objetos em seu interior estão todos em queda livre orbital ao redor da Terra.

A gravidade não desaparece; ela fornece a aceleração centrípeta do movimento orbital. Como satélite e objeto têm a mesma aceleração gravitacional, não há força normal sustentando o objeto, e ele parece flutuar em relação ao satélite.

Q51
Hidrostática — Pressão Atmosférica

Quando você toma um refrigerante em um copo com um canudo, o líquido sobe pelo canudo porque:

A)a pressão atmosférica cresce com a altura, ao longo do canudo.
B)a pressão no interior da sua boca é menor que a atmosférica.
C)a densidade do refrigerante é menor que a densidade do ar.
D)a pressão em um fluido se transmite integralmente a todos os pontos do fluido.
E)a pressão hidrostática no copo é a mesma em todos os pontos de um plano horizontal.

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B
Gabarito comentado Método TEF

Ao sugar o canudo, a pessoa reduz a pressão no interior da boca e do canudo.

A pressão atmosférica, agindo sobre a superfície livre do refrigerante no copo, fica maior que a pressão interna no canudo e empurra o líquido para cima.

Q52
Termologia — Dilatação Térmica

Café fervente é despejado em um copo de vidro. O copo parte-se. Uma possível explicação seria:

A)A dilatação das várias partes do copo não é uniforme.
B)O ponto de fusão do vidro é próximo ao de ebulição do café.
C)Sendo o vidro transparente, o calor passa através dele com facilidade.
D)A capacidade térmica do vidro é menor que a do café.
E)O calor específico do vidro é menor que o do café.

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

A
Gabarito comentado Método TEF

O contato com o café fervente aquece primeiro as partes internas do copo. Essas regiões tendem a dilatar antes das partes externas, que ainda estão mais frias.

A dilatação não uniforme produz tensões mecânicas no vidro, podendo quebrá-lo.

Q53
Gases Ideais — Pressão, Volume e Número de Moléculas

Dois recipientes contêm gás hélio à mesma temperatura. O recipiente I tem volume $V$ e contém $n$ moléculas; o recipiente II tem volume $3V$ e contém $3n$ moléculas.

$n$ moléculas, $V$
I
$3n$ moléculas, $3V$
II

O valor da razão $p_{II}/p_I$ entre a pressão no recipiente II e no recipiente I é:

A)$1/9$
B)$1/3$
C)$1$
D)$3$
E)$9$

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C
Gabarito comentado Método TEF

Para gás ideal, a pressão satisfaz $pV=NkT$.

No recipiente I:

$p_I=\dfrac{n kT}{V}$.

No recipiente II:

$p_{II}=\dfrac{3n kT}{3V}=\dfrac{n kT}{V}$.

Logo, $p_{II}=p_I$ e

$\dfrac{p_{II}}{p_I}=1$.

Q54
Gases Ideais — Diagrama $pV$

Os pontos A, B e C do gráfico $(pV)$ da figura representam três estados de determinada massa de um gás perfeito.

Diagrama pV com os estados A, B e C de um gás perfeito

Sendo $T_A$, $T_B$ e $T_C$ as temperaturas absolutas correspondentes, podemos afirmar que:

A)$T_C>T_B>T_A$
B)$T_C=T_B>T_A$
C)$T_C=T_B=T_A$
D)$T_C
E)$T_C>T_B=T_A$

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

B
Gabarito comentado Método TEF

Para determinada massa de gás perfeito, vale $pV=nRT$, então $T\propto pV$.

Pelo gráfico: A está em $p=4$, $V=1$, logo $pV=4$.

B está em $p=4$, $V=3$, logo $pV=12$.

C está em $p=2$, $V=6$, logo $pV=12$.

Portanto, $T_C=T_B>T_A$.

Q55
Óptica Geométrica — Reflexão Total

Alguns instrumentos de ótica utilizam prismas “de reflexão total” como espelhos, como no caso da figura:

Prisma de vidro usado como espelho por reflexão total

O mínimo valor do índice de refração do vidro deste prisma deve ser, aproximadamente:

A)2,00
B)1,73
C)1,41
D)1,00
E)0,707

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

C
Gabarito comentado Método TEF

Na face em que ocorre reflexão total, o ângulo de incidência é $45^\circ$.

Para que haja reflexão total na passagem do vidro para o ar, o ângulo crítico deve satisfazer $\theta_c\le45^\circ$.

Como $\sin\theta_c=\dfrac{n_{ar}}{n_{vidro}}\approx\dfrac1n$, temos, no limite:

$\sin45^\circ=\dfrac1n$.

Logo,

$n=\dfrac1{\sin45^\circ}=\sqrt2\approx1{,}41$.

Q56
Ondulatória — Ondas Estacionárias em Cordas

Uma corda de violão tem $0{,}60\text{ m}$ de comprimento. Os três maiores comprimentos de ondas estacionárias que se podem estabelecer nessa corda são (em metro):

A)1,20; 0,60; 0,40
B)1,20; 0,60; 0,30
C)0,60; 0,30; 0,20
D)0,60; 0,30; 0,15
E)0,60; 0,20; 0,12

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

A
Gabarito comentado Método TEF

Para uma corda fixa nas duas extremidades, os comprimentos de onda permitidos são

$\lambda_n=\dfrac{2L}{n}$, com $n=1,2,3,\ldots$

Como $L=0{,}60\text{ m}$:

$\lambda_1=1{,}20\text{ m}$, $\lambda_2=0{,}60\text{ m}$ e $\lambda_3=0{,}40\text{ m}$.

Q57
Eletrostática — Superposição de Forças

Um corpo A, eletrizado, fica sujeito a uma força $\vec F_I$ quando próximo a uma carga $2Q$ (ver figura I) e sujeito a uma força $\vec F_{II}$ quando próximo a duas cargas $2Q$ e $Q$ (ver figura II).

Corpo A próximo a uma carga 2Q na figura I e a cargas 2Q e Q na figura II

O valor da razão entre os módulos destas duas forças $F_{II}/F_I$ é:

A)0
B)$1/2$
C)1
D)2
E)3

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

B
Gabarito comentado Método TEF

Na figura I, a força sobre A devida à carga $2Q$ tem módulo $F_I$.

Na figura II, a carga $2Q$ continua à mesma distância $d$, produzindo uma força de módulo $F_I$ sobre A. A carga $Q$, também à distância $d$, produz força de módulo metade:

$F_Q=\dfrac12F_I$.

Como as cargas estão em lados opostos de A, essas forças têm sentidos opostos. Portanto,

$F_{II}=F_I-\dfrac12F_I=\dfrac12F_I$.

Logo, $F_{II}/F_I=1/2$.

Q58
Capacitores — Associação em Paralelo

Dois capacitores planos, $C_1$ e $C_2$, com placas de mesma área e com afastamentos $d$ e $2d$, respectivamente, são ligados aos terminais A e B, entre os quais existe uma diferença de potencial.

Dois capacitores planos C1 e C2 ligados em paralelo entre A e B

Representando por $Q_1$ e $Q_2$ as cargas respectivas dos capacitores, e por $V_1$ e $V_2$ as diferenças de potencial respectivas entre os terminais desses capacitores, temos:

A)$Q_1=\dfrac12Q_2;\ V_1=V_2$
B)$Q_1=2Q_2;\ V_1=2V_2$
C)$Q_1=\dfrac12Q_2;\ V_1=\dfrac12V_2$
D)$Q_1=2Q_2;\ V_1=V_2$
E)$Q_1=\dfrac12Q_2;\ V_1=2V_2$

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

D
Gabarito comentado Método TEF

Os capacitores estão em paralelo entre os mesmos terminais A e B, logo

$V_1=V_2$.

Para capacitores planos, $C=\dfrac{\varepsilon A}{d}$. Como $C_1$ tem separação $d$ e $C_2$ tem separação $2d$, então

$C_1=2C_2$.

Como $Q=CV$ e a tensão é a mesma,

$Q_1=2Q_2$.

Q59
Eletrodinâmica — Ligações em Série e Paralelo

As duas lâmpadas L mostradas na figura funcionam normalmente sob tensão de $12\text{ V}$.

Bateria de 12 V, quadro de ligação e duas lâmpadas L
Alternativas gráficas de ligação para as duas lâmpadas

Qual é a maneira correta de ligar os terminais do quadro de ligação para que as duas lâmpadas funcionem em condições normais de operação?

A)alternativa A da figura.
B)alternativa B da figura.
C)alternativa C da figura.
D)alternativa D da figura.
E)alternativa E da figura.

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

A
Gabarito comentado Método TEF

Cada lâmpada funciona normalmente sob $12\text{ V}$. Como a bateria também é de $12\text{ V}$, cada lâmpada deve ficar ligada diretamente aos terminais da bateria.

Assim, as lâmpadas devem ficar em paralelo, cada uma recebendo a mesma diferença de potencial da bateria.

Entre as ligações apresentadas, a alternativa A realiza essa conexão.

Q60
Eletrodinâmica — Pontos Equipotenciais

Numa instalação elétrica, os cinco resistores representados na figura são idênticos.

Circuito com cinco resistores idênticos e terminais numerados de 1 a 5

Qual é o par de terminais que você pode segurar simultaneamente com as duas mãos, sem que haja perigo de sofrer “choque”?

A)1 e 2
B)1 e 3
C)1 e 5
D)2 e 5
E)3 e 4

Gabarito oficial FUVEST 1978 — 1ª Fase

E
Gabarito comentado Método TEF

Os quatro resistores do losango formam dois ramos simétricos entre os pontos 2 e 5: o ramo superior passa por 3 e o inferior passa por 4.

Como os resistores são idênticos, os pontos 3 e 4 ficam no mesmo potencial elétrico.

Segurar dois pontos equipotenciais não produz diferença de potencial entre as mãos; portanto, não há corrente elétrica pelo corpo nesse par.