Após chover na cidade de São Paulo, as águas da chuva descerão o rio Tietê até o rio Paraná, percorrendo cerca de 1.000 km. Sendo de 4 km/h a velocidade média das águas, o percurso mencionado será cumprido pelas águas da chuva, em aproximadamente:
O intervalo de tempo é obtido por $\Delta t=\dfrac{\Delta s}{v}$:
$\Delta t=\frac{1000}{4}=250\text{h}$
Convertendo para dias:
$\Delta t=\frac{250}{24}\approx10{,}4\text{dias}$
aproximadamente $10$ dias.
Considere o movimento de uma bola abandonada em um plano inclinado no instante $t=0$.

O par de gráficos que melhor representa, respectivamente, a velocidade (em módulo) e a distância percorrida, é:
A componente da gravidade ao longo do plano é constante. Assim, a aceleração da bola também é constante.
Como ela parte do repouso, o módulo da velocidade cresce linearmente:
$v=at$
Logo, a velocidade corresponde ao gráfico IV.
A distância percorrida é:
$s=\frac{at^2}{2}$
cresce de forma parabólica, correspondendo ao gráfico III.
Uma pedra com massa $m=0{,}10\text{kg}$ é lançada verticalmente para cima com energia cinética $E_c=20$ joules. Qual a altura máxima atingida pela pedra?
Desprezando a resistência do ar, a energia cinética inicial transforma-se em energia potencial gravitacional no ponto mais alto:
$E_c=mgh$
$20=0{,}10\cdot10\cdot h$
$h=20\text{m}$
Uma partícula de massa $m$ e velocidade $v$ colide com outra de massa $3m$ inicialmente em repouso. Após a colisão elas permanecem juntas movendo-se com velocidade $V$. Então:
Na colisão, o momento linear do sistema se conserva:
$mv=(m+3m)V$
$mv=4mV$
Cancelando $m$:
$v=4V$

A figura mostra uma barra homogênea AB, articulada em A, mantida em equilíbrio pela aplicação de uma força $\vec F$ em B. Qual o valor do ângulo $\alpha$ para o qual a intensidade de $\vec F$ é mínima?
Tomando momentos em relação à articulação A, o torque necessário para equilibrar o peso da barra é fixo.
O módulo do torque produzido pela força aplicada em B é:
$\tau_F=FL\sin\alpha$
Para que $F$ seja mínima, $\sin\alpha$ deve ser máximo. Isso ocorre para:
$\alpha=90^\circ$

Considere o arranjo da figura, onde um líquido está confinado na região delimitada pelos êmbolos A e B, de áreas $a=80\text{cm}^2$ e $b=20\text{cm}^2$, respectivamente.
O sistema está em equilíbrio. Despreze os pesos dos êmbolos e os atritos. Se $m_A=4{,}0\text{kg}$, qual o valor de $m_B$?
Como os êmbolos estão no mesmo nível e o líquido está em equilíbrio, as pressões exercidas por eles são iguais:
$\frac{m_Ag}{a}=\frac{m_Bg}{b}$
Cancelando $g$:
$\frac{4{,}0}{80}=\frac{m_B}{20}$
$m_B=1{,}0\text{kg}$
Um pedaço de gelo de 150 g à temperatura de $-20^\circ\text{C}$ é colocado dentro de uma garrafa térmica contendo 400 g de água à temperatura de $22^\circ\text{C}$. São dados:
Calor específico do gelo = $0{,}50\text{cal/g}\cdot{}^\circ\text{C}$
Calor específico da água = $1{,}0\text{cal/g}\cdot{}^\circ\text{C}$
Calor de fusão do gelo = $80\text{cal/g}$
Considerando a garrafa térmica como um sistema perfeitamente isolado e com capacidade térmica desprezível, pode-se dizer que ao atingir o equilíbrio térmico o sistema no interior da garrafa apresenta-se como:
Para aquecer os $150\text{g}$ de gelo de $-20^\circ\text{C}$ até $0^\circ\text{C}$:
$Q_1=150\cdot0{,}50\cdot20=1500\text{cal}$
Se os $400\text{g}$ de água esfriarem de $22^\circ\text{C}$ até $0^\circ\text{C}$, cedem:
$Q_2=400\cdot1\cdot22=8800\text{cal}$
Restam $7300\text{cal}$ para fundir gelo. Para fundir todo o gelo seriam necessários:
$Q_f=150\cdot80=12000\text{cal}$
Como $7300\mathrel{<}12000$, parte do gelo permanece sólida. O equilíbrio ocorre a $0^\circ\text{C}$ com coexistência de gelo e água.
Considere um satélite artificial em órbita circular. Duplicando a massa do satélite sem alterar o seu período de revolução, o raio da órbita será:
Para um satélite em órbita circular ao redor de um astro de massa $M$:
$T^2=\frac{4\pi^2}{GM}r^3$
A massa do satélite não aparece nessa relação. Mantidos o período $T$ e a massa central $M$, o raio $r$ permanece o mesmo.
Uma piscina com $40\text{m}^2$ de área contém água com uma profundidade de $1{,}0\text{m}$. Se a potência absorvida da radiação solar, por unidade de área, for igual a $836\text{W/m}^2$, o tempo de exposição necessário para aumentar a temperatura da água de $17^\circ\text{C}$ a $19^\circ\text{C}$, será aproximadamente:
O volume de água é:
$V=40\cdot1=40\text{m}^3$
Com $\rho_{\text{água}}\approx1000\text{kg/m}^3$, a massa vale $m=4{,}0\times10^4\text{kg}$.
Usando $c=1\text{cal/g}\cdot{}^\circ\text{C}=4180\text{J/kg}\cdot{}^\circ\text{C}$ e $\Delta T=2^\circ\text{C}$:
$Q=mc\Delta T=4{,}0\times10^4\cdot4180\cdot2=3{,}344\times10^8\text{J}$
A potência absorvida pela piscina é:
$P=836\cdot40=33440\text{W}$
Logo:
$t=\frac{Q}{P}=\frac{3{,}344\times10^8}{33440}=1{,}0\times10^4\text{s}$
Uma gotícula de água, com massa $m=0{,}80\times10^{-9}\text{kg}$, eletrizada com carga $q=16\times10^{-19}\text{C}$, está em equilíbrio no interior de um capacitor de placas paralelas e horizontais, conforme esquema ao lado.

Nestas circunstâncias, o valor do campo elétrico entre as placas é:
Em equilíbrio, a força elétrica equilibra o peso:
$|q|E=mg$
Assim:
$E=\frac{mg}{|q|}=\frac{0{,}80\times10^{-9}\cdot10}{16\times10^{-19}}$
$E=5\times10^9\text{N/C}$

A especificação de fábrica garante que uma lâmpada ao ser submetida a uma tensão de 120 V, tem potência de 100 W. O circuito acima pode ser utilizado para controlar a potência da lâmpada, variando-se a resistência R. Para que a lâmpada funcione com uma potência de 25 W, a resistência R deve ser igual a:
A resistência da lâmpada, a partir de suas especificações nominais, é:
$R_L=\frac{V^2}{P}=\frac{120^2}{100}=144\Omega$
Para a lâmpada dissipar $25\text{W}$:
$P=R_Li^2$
$25=144i^2\quad\Rightarrow\quad i=\frac{5}{12}\text{A}$
A tensão na lâmpada é então:
$V_L=R_Li=144\cdot\frac{5}{12}=60\text{V}$
Como a fonte é de $120\text{V}$, o resistor deve ficar submetido aos outros $60\text{V}$:
$R=\frac{60}{5/12}=144\Omega$
Um feixe de luz, composto das cores azul e vermelho, incide perpendicularmente sobre a face AB de um prisma imerso no ar. Os índices de refração do prisma são $n_v=1{,}26$ e $n_a=1{,}53$ para o vermelho e azul, respectivamente.

O prisma separa a luz emergente na face BC em dois feixes, um vermelho e outro azul. Qual a figura que melhor representa esse fenômeno?





Como o feixe incide perpendicularmente à face AB, não sofre desvio ao entrar no prisma.
Ao passar do prisma para o ar pela face BC, os raios se afastam da normal. Pela relação de Snell, para o mesmo ângulo de incidência, a cor azul, que possui maior índice de refração $(n_a=1{,}53)$, apresenta maior ângulo de refração do que a vermelha $(n_v=1{,}26)$.
Assim, o feixe azul é o mais desviado, como mostra a alternativa A.