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Acervo FUVEST · Método TEF

FUVEST 1991 | 1ª Fase

10 questões exclusivamente de Física (Dia 1), com enunciados fiéis ao PDF, gabarito oficial e resoluções comentadas pelo Método TEF.

Q21
Estática — Força Normal

Um homem tenta levantar uma caixa de $5\text{ kg}$, que está sobre uma mesa, aplicando uma força vertical de $10\text{ N}$. Nesta situação, o valor da força que a mesa aplica na caixa é:

Homem aplicando força vertical de 10 N para levantar caixa de 5 kg apoiada sobre uma mesa
A)$0\text{ N}$
B)$5\text{ N}$
C)$10\text{ N}$
D)$40\text{ N}$
E)$50\text{ N}$
Dados da prova: adote $g=10\text{ m/s}^2$ e calor específico da água $1{,}0\text{ cal/(g·}^\circ\text{C)}$.

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

D
Gabarito comentado Método TEF

O peso da caixa vale

$P=mg=5\cdot10=50\text{ N}$.

Como o homem aplica uma força vertical para cima de $10\text{ N}$ e a caixa permanece sobre a mesa, o equilíbrio vertical exige:

$N+10=50$.

Logo,

$N=40\text{ N}$.

Q22
Colisões — Quantidade de Movimento e Energia

Os gráficos representam as velocidades, em função do tempo, de dois objetos esféricos homogêneos idênticos, que colidem frontalmente. Se $p$ é a quantidade de movimento do sistema formado pelos dois objetos e $E$ a energia cinética deste mesmo sistema, podemos afirmar que na colisão:

Gráficos das velocidades dos objetos A e B em função do tempo durante colisão frontal
A)$p$ se conservou e $E$ não se conservou.
B)$p$ se conservou e $E$ se conservou.
C)$p$ não se conservou e $E$ se conservou.
D)$p$ não se conservou e $E$ não se conservou.
E)$(p+E)$ se conservou.

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

A
Gabarito comentado Método TEF

Em uma colisão entre dois objetos que formam um sistema isolado horizontalmente, a quantidade de movimento total do sistema se conserva.

Pelos gráficos, após a colisão os módulos das velocidades não mantêm a mesma combinação energética anterior: há perda de energia cinética mecânica.

Logo, $p$ se conservou e $E$ não se conservou.

Q23
Dinâmica — Velocidade Terminal

As duas forças que agem sobre uma gota de chuva, a força peso e a resistência do ar, têm mesma direção e sentidos opostos. A partir da altura de $125\text{ m}$ acima do solo, estando a gota com uma velocidade de $8\text{ m/s}$, essas duas forças passam a ter o mesmo módulo. A gota atinge o solo com a velocidade de:

Gota de chuva submetida ao peso e à resistência do ar, com forças opostas
A)$8\text{ m/s}$
B)$35\text{ m/s}$
C)$42\text{ m/s}$
D)$50\text{ m/s}$
E)$58\text{ m/s}$

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

A
Gabarito comentado Método TEF

A partir do instante indicado, o peso e a resistência do ar têm o mesmo módulo e sentidos opostos.

Assim, a força resultante passa a ser nula e a aceleração também é nula.

Portanto, a gota continua com velocidade constante:

$v=8\text{ m/s}$.

Q24
Termologia — Ebulição e Pressão

Enche-se uma seringa com pequena quantidade de água destilada a uma temperatura um pouco abaixo da temperatura de ebulição. Fechando o bico, como mostra a figura A, e puxando rapidamente o êmbolo, verifica-se que a água entra em ebulição durante alguns instantes, como na figura B. Podemos explicar este fenômeno considerando que:

Seringa fechada com água destilada antes e depois de puxar rapidamente o êmbolo
A)na água há sempre ar dissolvido e a ebulição nada mais é do que a transformação do ar dissolvido em vapor.
B)com a diminuição da pressão a temperatura de ebulição da água fica menor do que a temperatura da água na seringa.
C)com a diminuição da pressão há um aumento da temperatura da água na seringa.
D)o trabalho realizado com o movimento rápido do êmbolo se transforma em calor que faz a água ferver.
E)o calor específico da água diminui com a diminuição da pressão.

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

B
Gabarito comentado Método TEF

Ao puxar o êmbolo com o bico fechado, o volume disponível para o vapor aumenta e a pressão sobre a água diminui.

A temperatura de ebulição de um líquido diminui quando a pressão externa diminui.

Como a água já estava pouco abaixo da ebulição, a nova temperatura de ebulição fica menor que a temperatura da água, e ela ferve por alguns instantes.

Q25
Calorimetria — Calor de Combustão

Calor de combustão é a quantidade de calor liberada na queima de uma unidade de massa do combustível. O calor de combustão do gás de cozinha é $6000\text{ kcal/kg}$. Aproximadamente quantos litros de água à temperatura de $20^\circ\text{C}$ podem ser aquecidos até a temperatura de $100^\circ\text{C}$ com um bujão de gás de $13\text{ kg}$? Despreze perdas de calor.

A)$1$ litro
B)$10$ litros
C)$100$ litros
D)$1000$ litros
E)$6000$ litros

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

D
Gabarito comentado Método TEF

O calor total liberado pelo bujão é

$Q=13\cdot6000=78000\text{ kcal}$.

Para aquecer $1$ litro de água, isto é, aproximadamente $1000\text{ g}$, de $20^\circ\text{C}$ até $100^\circ\text{C}$:

$Q_1=mc\Delta T=1000\cdot1\cdot80=80000\text{ cal}=80\text{ kcal}$.

Logo, o volume aquecido é

$V=\dfrac{78000}{80}=975\text{ L}\approx1000\text{ L}$.

Q26
Óptica Geométrica — Lei de Snell

Um raio rasante, de luz monocromática, passa de um meio transparente para outro, através de uma interface plana, e se refrata num ângulo de $30^\circ$ com a normal, como mostra a figura. Se o ângulo de incidência for reduzido para $30^\circ$ com a normal, o raio refratado fará com a normal um ângulo de, aproximadamente:

Refração de raio rasante e gráfico de seno em função do ângulo
A)$90^\circ$
B)$60^\circ$
C)$30^\circ$
D)$15^\circ$
E)$10^\circ$

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

D
Gabarito comentado Método TEF

Para o raio rasante, o ângulo de incidência é $90^\circ$ e o ângulo de refração é $30^\circ$.

Pela lei de Snell:

$n_1\sin90^\circ=n_2\sin30^\circ$.

Como $\sin90^\circ=1$ e $\sin30^\circ=0{,}5$, temos $n_1/n_2=0{,}5$.

Para incidência de $30^\circ$:

$n_1\sin30^\circ=n_2\sin r$.

$\sin r=0{,}5\cdot0{,}5=0{,}25$.

Do gráfico, $\sin r\approx0{,}25$ corresponde a $r\approx15^\circ$.

Q27
Ondulatória — Comprimento de Onda Sonoro

O ouvido humano é capaz de ouvir sons entre $20\text{ Hz}$ e $20000\text{ Hz}$ aproximadamente. A velocidade do som no ar é aproximadamente $340\text{ m/s}$. O som mais grave que o ouvido humano é capaz de ouvir tem comprimento de onda:

A)$17\text{ mm}$
B)$58{,}8\text{ mm}$
C)$17\text{ m}$
D)$6800\text{ m}$
E)$6800\text{ km}$

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

C
Gabarito comentado Método TEF

O som mais grave corresponde à menor frequência audível:

$f=20\text{ Hz}$.

Como $v=\lambda f$:

$\lambda=\dfrac{v}{f}=\dfrac{340}{20}=17\text{ m}$.

Q28
Magnetismo — Força Magnética sobre Carga

Raios cósmicos são partículas de grande velocidade, provenientes do espaço, que atingem a Terra de todas as direções. Sua origem é, atualmente, objeto de estudos. A Terra possui um campo magnético semelhante ao criado por um ímã em forma de barra cilíndrica, cujo eixo coincide com o eixo magnético da Terra. Uma partícula cósmica $P$ com carga elétrica positiva, quando ainda longe da Terra, aproxima-se percorrendo uma reta que coincide com o eixo magnético da Terra, como mostra a figura. Desprezando a atração gravitacional, podemos afirmar que a partícula, ao se aproximar da Terra:

Partícula cósmica positiva aproximando-se da Terra ao longo do eixo magnético
A)aumenta sua velocidade e não se desvia de sua trajetória retilínea.
B)diminui sua velocidade e não se desvia de sua trajetória retilínea.
C)tem sua trajetória desviada para Leste.
D)tem sua trajetória desviada para Oeste.
E)não altera sua velocidade nem se desvia de sua trajetória retilínea.

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

E
Gabarito comentado Método TEF

A força magnética sobre uma carga em movimento é

$\vec F=q\vec v\times\vec B$.

Ao longo do eixo magnético, o campo magnético é paralelo à velocidade da partícula. Assim, o ângulo entre $ ec v$ e $ ec B$ é $0^\circ$ ou $180^\circ$.

Logo, $F=qvB\sin\theta=0$.

Portanto, a partícula não altera sua velocidade nem se desvia da trajetória retilínea.

Q29
Eletrodinâmica — Supercondutividade e Efeito Joule

O gráfico representa o comportamento da resistência de um fio condutor em função da temperatura, em kelvin. O fato de o valor da resistência ficar desprezível abaixo de uma certa temperatura caracteriza o fenômeno da supercondutividade. Pretende-se usar o fio na construção de uma linha de transmissão de energia elétrica em corrente contínua. À temperatura ambiente de $300\text{ K}$, a linha seria percorrida por uma corrente de $1000\text{ A}$, com uma certa perda de energia na linha. Qual seria o valor da corrente na linha, com a mesma perda de energia, se a temperatura do fio fosse baixada para $100\text{ K}$?

Gráfico da resistência R em função da temperatura T em kelvin
A)$500\text{ A}$
B)$1000\text{ A}$
C)$2000\text{ A}$
D)$3000\text{ A}$
E)$4000\text{ A}$

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

C
Gabarito comentado Método TEF

A perda de potência por efeito Joule é

$P=RI^2$.

Pelo gráfico, a resistência em $300\text{ K}$ é aproximadamente quatro vezes a resistência em $100\text{ K}$:

$R_{300}\approx4R_{100}$.

Para manter a mesma perda:

$R_{300}(1000)^2=R_{100}I^2$.

$4R_{100}(1000)^2=R_{100}I^2$.

$I=2000\text{ A}$.

Q30
Eletrodinâmica — Curto-Circuito em Lâmpada

Duas lâmpadas iguais, de $12\text{ V}$ cada uma, estão ligadas a uma bateria de $12\text{ V}$, como mostra a figura. Estando o interruptor aberto, as lâmpadas acendem com intensidades iguais. Ao fechar o interruptor, observaremos que:

Circuito com duas lâmpadas iguais de 12 V, bateria de 12 V e interruptor
A)A apaga e B brilha mais intensamente.
B)A apaga e B mantém o brilho.
C)A apaga e B apaga.
D)B apaga e A brilha mais intensamente.
E)B apaga e A mantém o brilho.

Gabarito oficial FUVEST 1991 — 1ª Fase

A
Gabarito comentado Método TEF

Ao fechar o interruptor, a lâmpada A fica em curto-circuito: seus terminais passam a ser ligados por um fio de resistência desprezível.

Assim, a diferença de potencial sobre A fica praticamente nula, e ela apaga.

A lâmpada B passa a receber praticamente toda a tensão da bateria, $12\text{ V}$, e por isso brilha mais intensamente do que antes.